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- Não saíram de casa? - Não, estivemos em casa.
Sabe se esteve cá no domingo?
É o tipo que matou a mulher ou...
- Natalie? Sente-se melhor? - Não a conheço.
- Que sinal é aquele? - Não sabes?
Começou outra vez.
Não leias os diários dos outros. São privados.
Não são para os olhos dos outros. Devias queimá-los.
Acho que ela quer que eu as leia.
Não podes falar disto a mais ninguém.
Voltei a sonhar com a Karin.
Já não sei o que pensar.
Sonhei com a Karin outra vez
Anda cá!
Vais vender o raio da nossa quinta?
Ao maldito padre.
Arruinaste a minha vida. Estás a perceber?
A disputa pela quinta levou ao homicídio.
A mulher espancou o irmão até à morte na quinta da família.
Matou o irmão para ficar com a quinta.
Olá. Aconteceu alguma coisa?
Tenho tentado ligar-te, mas não atendes.
- Tenho telemóvel no silêncio. - Porquê?
Estiveste a beber?
A sério, o que foi?
Preciso de falar contigo.
Podemos falar no escritório?
Estás sempre a mil. Estava a tentar ser eficiente.
Posso entrar?
Sim. Dá-me um minuto.
- Venho já. - Está bem.
- O que foi aquilo? - Era a Veronika.
- Sim, sei. Mas o que queria ela? - Não sei.
Queria falar comigo sobre alguma coisa.
- Não podia esperar, pois não? - Não, acho que não.
- Ela vem cá muitas vezes? - Não.
- Às vezes, damos boleia um ao outro. - Está bem.
Não andas a dormir com ela, certo?
- Não, não ando a dormir com ela. - Está bem. Está tudo bem.
- Fecha a porta quando saíres. - Está bem.
- Desculpa se... - Eu conduzo, tu falas.
Raios!
Como vai isso?
Temos de falar um com o outro, mesmo que estejas zangada.
É mais fácil por estares zangada comigo?
- Posso tentar. - Não!
Está bem.
Podes esquecer-nos a brincar às casinhas com a tua nova namorada.
O quê? Ela não é a minha nova namorada.
Posso perguntar-te uma coisa?
Que coisas más achas que vão acontecer se virmos a mãe?
Não é assim tão fácil.
Não nos deixas vê-la. Deves pensar que nos divertimos em tua casa.
Tudo o que mais quero é que estejas com a mãe.
Por favor, tens de compreender.
Só tem de ser na altura certa e não é agora.
Está bem.
- Saímos em cinco minutos. - Eu vou com o Vidar.
Quem é o Vidar?
Raios! Simon, cinco minutos!
- Então, a tua avó... - Tia...
A tua tia.
Não só via vítimas, mas também criminosos?
E agora viste a Henrietta.
Pensei que ela corria perigo, mas agora não sei mesmo.
Da bomba de gasolina onde o Hans Larsson atestou a gasolina.
- Vê o carimbo da hora. - 19H15.
- Esteve em casa da Paola às 17h. - Precisamente.
Precisamos de entrar e falar com a Henrietta.
Acabei de lhe dizer que entrariam em contacto antes de aparecerem.
- Ela está em casa? - Sim, mas está a tomar banho.
Não faz mal, podemos esperar.
- Os sapatos! - Diga-lhe para descer, por favor.
Sim. Qual é o problema?
- Como disse, temos de falar com ela. - Sim, está bem.
Ela está traumatizada.
Por favor, vá chamá-la.
- O que foi? - Henrietta!
- O que se passa? - Henrietta, abre a porta.
- O que se passa? - Temos de entrar.
Henrietta, é a Polícia.
- Meu Deus. O que se passa? - Abre já a porta!
O que se passa aqui?
- O que... Meu Deus, o que... - Henrietta!
- Ajudem-na! - Henrietta!
- O que faço? - Ligue para o 112!
O que é que eu faço?
- Henrietta! - Henrietta!
- Henrietta! - Não!
- Estou a ligar! - Henrietta!
Vai ficar tudo bem.
Fica connosco.
Acabei de falar com o hospital.
Está em estado crítico, mas estável.
E pedi ao advogado para informar o Hans Larson.
A sacerdotisa,,. Como se chama? - Paola Berg.
Vou falar com ela e com o Hans Larsson outra vez.
Primeiro, vou escrever um memorando.
Anda, eu levo-te a casa.
Mãe!
Kristina!
Kalle!
Kalle!
Ninni, certo?
Como estás?
Entra.
E não queres mesmo ficar com ele?
Não posso.
Não és a primeira mulher que vem ter comigo. Infelizmente.
Bebe isto com leite.
E tens de beber tudo de uma vez.
Vais sentir-te horrível.
Mas é assim que funciona, percebes?
Allan!
Não beba isso.
Estava a dormir a sesta. Pensei que fossem ladrões.
Já aconteceu antes. Posso ajudar?
Aqui tem.
São os escritos originais da minha mãe.
As pessoas daqui chamavam bruxa à minha mãe.
Sim.
- O que diz? Remoção de feto? - Vamos ver o que diz.
O enxofre e o fósforo provocam espasmos musculares,
que causam hipoxia na mulher e a hipoxia
causa a expulsão do feto.
Olá. A Henrietta Larsson acordou. Vou ao hospital.
- Mais alguma coisa? - Sim.
Encontraram sangue da Mona no carro,
o que sugere que o corpo foi levado para a casa.
Mantenha-me informado.
Polícia, Lotta Lindberg. Fatalidade?
Sim, só um momento, vamos ver quem podemos mandar.
- Olá. - Ótimo.
- Vim por causa da Natalie Frykdal. - Sim.
Sim, sei que foi mandada para casa, mas tenho de falar com o médico dela.
Pensei que sabia que ela tinha morrido.
Não, vi-a na loja.
Voltou esta manhã. Convulsões e hemorragia.
Saberão mais depois da autópsia.
- Posso vê-la? - Espere aqui.
Olá, Henrietta.
Sente-se capaz de responder a umas perguntas?
Preciso de saber o que aconteceu na noite em que a sua mãe morreu.
A Henrietta e o seu pai foram dar uma volta.
Pararam para abastecer em Stigsunda.
Aonde foram?
Henrietta...
Qual foi a causa da morte?
Envenenamento por fósforo, outra vez.
Desta vez, não correu muito bem.
Quero saber se ela estava grávida.
Envio-lhe um relatório completo quando terminar.
Obrigada.
Foi sem querer.
O que disse?
Mudaram o corpo da sua mãe de sítio e vimos vestígios de sangue no carro.
Sabe alguma coisa sobre isso?
Acho que o seu pai tenta proteger alguém.
Está a tentar protegê-la a si?
Calma, Henrietta. Está tudo bem.
Está tudo bem.
- Respire. - Pronto, está tudo bem.
Obrigada.
Olá. Os paramédicos encontraram isto.
- Talvez algo que ela tenha bebido. - Obrigada.
O que fazes aqui? Aconteceu alguma coisa?
Veio cá uma jovem no outro dia. A Nathalie Frykdal.
Morreu esta manhã. Encontraram isto com ela.
Lotta, os medicamentos que encontrámos em casa da Mona,
já foram analisados?
- Sim, vou verificar. - Obrigado.
Gostaria de analisar isto também.
- Está bem. - Obrigado.
- Estão com pressa? - Sim, surgiu uma coisa.
- O quê? - Na fase inicial,
mas uma jovem morreu de envenenamento por fósforo.
Achamos que pode haver uma ligação à Mona Larsson.
Gostava que a Veronika participasse no interrogatório do Hans Larsson,
Também me junto a vocês, como uma mosca na parede, claro.
- Nassir, tome. - Obrigado.
Dois dos frascos continham fósforo.
Sabemos agora que você e a Henrietta foram dar uma volta
na noite em que a Mona morreu.
Estiveram numa bomba de gasolina em Stigsunda às 19h15.
Mas disse-me que esteve em casa a noite toda
e que a Henrietta estava em Paola Berg às 17h.
Sim, mas acho que isso é verdade,
porque enchi o depósito quando fui a casa da Paola.
Sim. Mas às 19h?
Devo ter-me enganado na hora.
Encontrámos vestígios de sangue da Mona na mala do teu carro.
Como pode ter ido lá parar?
Por que a Henrietta se tentou matar?
- Tente responder à minha pergunta. - O que devo responder?
O que é que não está claro? Eu matei a mãe dela.
- A Henrietta estrangulou a Mona? - O quê? Não.
- Está a protegê-la? - Não.
Porque tem fósforo em casa?
- Porque haveríamos de ter? - Tem fósforo
nestes frascos. - É a naturopatia da Mona.
Sabiam que o fósforo foi usado no passado?
Para fazer abortos. As mulheres morriam frequentemente.
Sufocavam até à morte
ou esvaiam-se em sangue com os fetos.
Não comento.
O interrogatório a Hans Larsson, termina às 17h20.
Sim?
A Veronika tem de ser retirada do caso.
Nota-se que ela não está bem.
Foi um erro deixá-lo trazê-la nesta investigação de homicídio.
Assumo toda a responsabilidade. Está bem?
Pode informá-la?
Todos os casos documentados de jovens com morte não natural na área
nos últimos 70 anos.
Ótimo. Peço à Lotta para ver.
A fundação para a qual a Mona deixou dinheiro...
- Arcenis. - Sim. O que sabemos sobre isso?
Olá. Não te posso manter na investigação.
Lamento.
Ouve. Oficialmente, não trabalhas comigo. Está bem?
Bom trabalho. Obrigado por hoje.
Uma última coisa, boas notícias.
Graças à diligência de Fanny, vamos até Talin.
- Sim! - Está decidido.
- Bom trabalho. - Obrigada.
Obrigado por hoje.
- Simon... Vamos embora. - Sim, e obrigada por isso.
Sim, foi merecido.
Está tudo bem?
Tem sido demais.
- Que giro. É o menino do papá. - Sim.
Entendo que os filhos estejam em primeiro lugar.
Iremos ao teu ritmo.
Tens o meu número. Liga-me quando quiseres.
Obrigado. Sim, obrigado por isso.
Simon, vamos embora.
- Olá. Obrigada. - Obrigado por hoje.
Olá, Fanny. Era só para saber de ti.
Como vai o problema do computador?
- Ligo-lhes amanhã. - Estás disposta a isso?
- Sim. - É simpático da tua parte.
- Olá. - Olá.
- É o Nassar, da Polícia. - Olá.
- Nassir. - Sim, e esta é a Fanny.
Sem ela, nada funcionaria aqui.
Sim, mas como o podemos ajudar hoje?
Preciso de falar consigo em privado. Tenho uma pergunta para si, Fanny.
Conhece uma fundação chamada Arcenis?
Acho que a igreja pode ter tido algo que ver com isso.
Não. Eu lembrar-me-ia.
- Tem a certeza? - Absoluta.
Se houver algo sobre esta Arcenis, vamos descobrir.
Sim, porque era a Mona que tratava da contabilidade.
- Ótimo. Obrigado. - De nada.
Muito obrigada, Fanny.
Pode vir por aqui.
Sei que está a mentir, mas o que queria o Hans que dissesse?
Queria que dissesse
que a Henrietta esteve comigo a partir das 17h.
Ele estava desesperado.
Não queria que ela falasse sobre isso.
Ele não queria que ela revivesse as coisas horríveis que aconteceram
em interrogatórios policiais e em tribunal e tudo isso.
E eu compreendi-o. Ele queria protegê-la.
Sei que foi errado mentir. Mas os pastores também são pessoas.
Reconhece este símbolo?
- Não. O que é? - Uma tatuagem.
- De certeza que não o reconhece? - Não.
Tenho a certeza. É da Mona?
Posso perguntar-lhe uma coisa?
O Hans já confessou. Do que suspeita?
Vamos ter de voltar a falar consigo mais tarde.
Depois, aviso-a.
Eu saio sozinho.
- Obrigado pelo café. - Obrigada.
A casa está em ordem e sinto-me bem.
Acho que eles gostavam de cá dormir, se não te importares.
Anda, vamos.
- Simon, o saco de ginástica. - Sim.
- Liv! - Já vou!
Esperem.
Pensei um pouco melhor.
Talvez queiram visitar a mãe.
Talvez queiram ir a casa dela e passar lá a noite.
Sei que sentem muito a falta dela e ela também sente a vossa falta.
Posso perguntar-lhe se pode ser esta noite.
- Em casa da Ninni? - Não sei.
- Pode ser? - Sim.
Claro.
Boa. Vamos fazer isso.
- Não posso ir eu à frente? - Mas tu és muito novo.
Mas já fui várias vezes.
Volto já.
- Olá. - Olá.
- Estou a interromper? - Não.
Estava a pensar na festa do pijama.
- Pode ser hoje? - Esta noite?
- Sim. Se for possível. - Sim.
Sim, as crianças querem muito, por isso...
- Está bem. - Se não te importares,
posso levá-los aí.
Está bem. Mas vemo-nos por volta das 18h.
- Obrigada. - Boa.
Adeus.
Vamos lá.
- Olá. Olá, meus queridos! - Olá, mãe.
Entrem.
- Até amanhã. - Adeus.
- Sim. - Obrigada.
- Está tudo bem. - Não queres entrar um pouco?
Estou um pouco ocupado.
- Sim. Até à próxima. - Tem uma boa noite.
- Sim. - Sem crianças.
Sim.
- Até logo - Adeus.
Está quase pronto.
- A casa está tão acolhedora. - Não está?
- Achas que a Ninni aprovaria? - Sem dúvida.
Liv, podes acabar de pôr a mesa?
Sim, claro.
- Simon... - Vejo-a às vezes.
Mãe, onde estão os talheres?
Sabes que mais?
Se queres ficar sozinho, diz.
Ela vai ouvir.
Vamos comer?
- Obrigada. Quantos eram? Dez? - Doze.
- Doze? - Isso é nojento.
Meninos, venho já.
- Olá, fala a Veronika Gren. - Doze?
- É a Paola Berg. - Olá.
O seu colega está a perguntar sobre a Arcenis.
Acho que encontrei algo importante.
Podemos encontrar-nos à porta da casa do Larsson esta noite?
Mas...
- Para! - Sabe que mais?
Vou contactar o meu colega e ele entra em contacto consigo.
- Está bem? - Obrigada, adeus.
Ligou para o Nassir Hakim. Não posso atender.
Deixe mensagem e eu ligo de volta.
Olá, é a Veronika. A Paola Berg ligou-me.
Tinha informações sobre a Arcenis.
Tens de lhe ligar já, porque eu estou com os miúdos.
Falamos em breve. Adeus.
- Simon, passas-me isso? - Não.
CINCO CHAMADAS NÃO ATENDIDAS
Olá, ligou para Paola Berg. Deixe mensagem após o sinal.
Ligou para Nassir Hakim. Não posso...
Esqueci-me de comprar gelado. Volto daqui a 20 minutos.
Joguem um jogo ou assim.
Ligou para Nassir Hakim. De momento não posso atender.
POLÍCIA
Tradução: Carla Marques
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