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Original subtitles

A Mona levou dinheiro para uma fundação.

Pode mostrar-lhe a tatuagem, por favor?

É um local estranho para alguém como a Mona Larsson.

Lembra-me a Ninni.

Ela também tinha algo de especial.

A sua tia.

Começou outra vez?

Não podes dizer nada à mãe. Prometes?

Vou perguntar a Deus. Ele dar-te-á as respostas.

Temos um caso suspeito de envenenamento.

Tomo muitos suplementos. Enxofre, fósforo.

Porque toma fósforo?

Tirámos uma amostra de ADN à Henrietta

e o resultado mostra que não é o pai biológico dela.

O que está a dizer?

A Henrietta está em perigo?

Ótimo. Está pronta. Alguém a vem buscar?

Olhe para mim.

Estou aqui.

- Bom dia! - Olá.

Não é fácil encontrar alguém que conhecesse o Hans e a Mona Larsson.

Trabalhavam em casa e tinham uma empresa de contabilidade.

Não há nada de estranho.

Quase não há interação com vizinhos.

Ninguém da congregação os devia conhecer, além da Paula.

Vamos para Stigsunda. Vá lá.

Lá também é mau.

Desculpe.

Lamento, estamos fechados.

- A casa de Deus está fechada? - Não, não é bem assim.

- É preciso fazer umas obras. - Compreendo.

Chamo-me Nassir. Sou da Polícia.

Esta é a minha colega Veronika.

A Paula está cá hoje? Paula Berg.

De momento, está em casa.

O que aconteceu é terrível. É completamente incompreensível.

Trabalha aqui?

Sim, fui pastor até ao ano passado quando me reformei

e a Paula ficou a tomar conta disto.

Hoje em dia, ajudo quando é preciso.

Quão bem conhecia a Mona e o Hans Larsson?

Muito bem, claro. Isto é uma paróquia pequena.

- Estão aqui há muitos anos. - Também têm uma filha.

Henrietta. Sim, isso mesmo.

Aquela família não faltava a um domingo.

Que bom.

Se me derem licença, tenho coisas para fazer.

Sim. Obrigado pelo seu tempo.

Entraremos em contacto se tivermos mais perguntas.

- Estamos sempre abertos. - Sim.

- Exceto hoje. - Certo.

Ensaio do coro todas as quintas às 19h.

Tomas! Tomas! Olá!

- Desculpa, estava só... - Olá.

- Olá, - Olá!

- Foi bom ver-te da última vez. - Sim, foi bom.

- Como estás? - Ótima.

O melhor hotel em Talin diz que têm quarto para nós.

- Certo. - Para o coro todo.

Perfeito.

- Bom hotel. Não é muito caro? - Posso regatear.

Claro. Está bem. Ótimo.

Tenho pensado em ti.

Estou a ver.

- Olá, Lotta. - Olá!

Queres saber a atividade do cartão de crédito do Hans naquele dia?

Sim.

Pagou com o cartão na bomba de gasolina em Stigsunda, às 19h14.

Não houve mais transações nesse dia.

Ele não estava em casa a lavar a loiça.

Vocês podem continuar. Até amanhã.

- Está bem. - Até amanhã.

PAI

PAI

PAI

O número para o qual ligou não está disponível.

- Que giro. - Idiota.

Podemos esperar por outro jantar?

Sim.

Sim, claro.

- Depois, falamos. - Sim.

PAI

Olá. Sou da Polícia.

Nassir. Esta é a minha colega, Veronika.

- Estava aqui no domingo à noite? - Sim.

Lembra-se se este homem esteve aqui?

É... Foi ele que matou a mulher?

Lembra-se se esteve cá no domingo?

Sim, esteve.

Lembra-se se esta mulher estava com ele?

- Foi ela que foi assassinada? - Pode responder à pergunta?

Não, só me lembro dele. Foi ele que pagou a gasolina.

Gravou isso?

Sim, mas as gravações vão para o computador do meu chefe.

Ele não está aqui, não posso...

Peça ao seu chefe para me enviar os vídeos de domingo à noite.

- Com certeza. - Obrigado.

- O que aprendemos hoje? - Que a história de Hans tem falhas.

O que achas da sacerdotisa?

Ela parece ser a única que os conhecia bem.

O suficiente para lhe confiarem a filha.

E temos de confiar nos padres, certo?

- Vais para casa? - À mercearia.

À mercearia?

Até amanhã.

Até amanhã.

Olá, miúda. Ainda bem que tu...

Olá, Fanny,

Só te queria dizer que gostei de te ver.

A viagem com o coro vai ser fantástica.

Não sem ti.

Era a mãe?

Não, era uma pessoa do coro.

- O que fazes acordada? - Não consigo dormir.

Vem cá. Meu Deus.

Ótimo.

Ajudamos a largar o vício.

Nathalie?

- Olá. - Conhecemo-nos no hospital.

Sente-se melhor?

Quem é você?

Enganou-se na pessoa. Eu...

Não a conheço.

- Devo ter feito confusão. - Vamos.

O que faz aqui?

Olá!

Só queria certificar-me de que a Henrietta está bem.

A esta hora?

Sim, trabalhei até tarde. Não a incomodo.

Mas esgueirar-se nos arbustos... Parece-me bem.

Pode contactar-me, se necessário.

Está bem.

E agradecia que me contactasse antes de voltar a aparecer.

Claro.

Querida... Porque estás sentada aqui fora?

Estás gelada. Aconteceu alguma coisa?

Ele ligou logo, certo?

Devia estar a falar com um amigo do trabalho.

Parecia um adolescente apaixonado.

Devias ter visto como ele agiu.

Estava a rir e a exibir-se e começaram aos beijos na praça.

É assim que se age com um amigo do trabalho?

Ele não se importa com o que eu ou o Simon queremos.

É assim tão mau passar uma noite contigo?

Depois, ele pode aninhar-se com a miúda nova e esquecer-nos.

Acho melhor seguirmos as regras.

Nós seguimos as regras e ele anda pela cidade atrás de raparigas.

Ele sabe que estás aqui?

Não, é proibido, não é?

- Olá, Tomas. - A Liv está contigo?

Sim, está aqui.

Estava aqui quando cheguei a casa.

Vou buscá-la. Ela não pode estar aí.

Certo.

- Eu aviso-a. - Está bem.

- Adeus. - Adeus.

Ele vem buscar-te.

Querida...

Para isto correr bem, temos de nos ajudar uma à outra.

- Olá. - Olá.

O que aconteceu?

A Liv viu-te na cidade com alguém.

Foi...

Foi só...

Encontrámo-nos por acaso e só conversámos.

Não tens de me explicar. Ela é que precisa de ouvir isto.

Está bem. Obrigado.

A propósito, eu estava...

Estive na tua igreja em Stigsunda em trabalho.

Sabes da Mona Larsson que foi assassinada?

Emprego de secretária?

Não, não a conhecia.

Isto é para...

- Vou buscar a Liv. - Sim, vai lá.

Como vai o caso?

- Bem. - E a Veronika?

Ela tem boa intuição e é boa a perceber coisas.

- E tem olhos para os pormenores. - Está bem.

- É boa a ler as pessoas. - Ainda bem que um de vocês é.

- Nathalie, estás aí? - Sim, já vou.

- Olá. - Olá.

- Nassir... - Ele saiu para verificar uma coisa.

Sim, ele falou nisso.

Falou muito bem de si.

Disse que é muito boa a ler as pessoas.

Num domingo à noite, um marido estrangulou a mulher de há 30 anos.

Como pode ser interpretado?

Havia algo na saúde mental dela que teve um papel.

Hoje em dia, todos têm um diagnóstico.

Quanto ao homem, deve ter chegado a um ponto de rutura.

- Como está? - Bem.

Não está com bom aspecto.

Não sei. Devo ter comido algo estragado.

Vá para casa e descanse, Veronika.

Está bem?

O que estás a fazer?

Disse-te que te ajudava a pôr as coisas em ordem.

O táxi custou uma fortuna. Olha para isto.

As coisas da Ninni. Como este casaco velho.

- É lixo. - Não, vou ficar com este.

Sempre soubeste que a Ninni via coisas.

Encontrei o diário dela. Escreve sobre isso.

Não se leem os diários dos outros. É privado.

Não é para os olhos dos outros. Devias queimá-lo.

- Acho que ela quer que eu o leia. - Ouves o que dizes?

O que achas que o tribunal diria sobre isso?

Nunca terás os teus filhos de volta

se não te endireitares e parares de fazer isso.

Além disso, seria tudo ficção.

Porque estás a dificultar tanto as coisas?

Acabaste de voltar ao trabalho e tiveste uma segunda oportunidade.

- Segunda oportunidade? - Sim!

Aproveita.

Pelo bem das crianças, pelo menos.

- Queres chá? - Não, vou ao cabeleireiro.

Eu levo-te.

Lasanha de salsicha. O que dizes? Raios!

Posso ficar com o azul?

- Quando volta a tua mãe? - Foi-se embora.

- Os teus pais estão divorciados? - Ela agora vive noutra casa.

- Que super-herói é esse? - É o meu super-herói.

- Qual é o sinal? - Não sabes?

Não.

Hora de pôr a mesa, rapazes.

Muito bem.

Prontos? Têm fome? Podem tirar isso daí.

- Não! - Ganhei outra vez!

Tens muito jeito para isso.

Meninas, preciso de falar em privado com o padre Aaron.

Começou outra vez.

A estadia da Ninni em África não a ajudou como esperávamos.

Ela confidenciou-me e os pesadelos voltaram.

Desta vez é pior.

Ela diz que vê coisas,

tem visões, consegue prever o futuro.

Bem...

Vai correr tudo bem.

Anda.

Pronto, amigo.

Caramba. É hora de dormir.

O que estará a mãe a fazer?

Deve estar a dormir.

O mais importante para mim

é que tu e a Liv estejam em segurança.

- Mas eu não tenho medo da mãe. - Não. Claro que não.

Ela é uma mãe fantástica. Ela...

Ela está só a passar um mau bocado.

Então, não devíamos ajudá-la?

Não é assim tão fácil.

Ela tem de se ajudar a ela própria. Percebes?

Deus...

Sê misericordioso comigo, de acordo com a Sua bondade.

Apague as minhas transgressões, de acordo com a Sua misericórdia.

Liberte-me da minha iniquidade e liberte-me do meu pecado.

Crie em mim, Deus, um coração puro.

E, mais uma vez, permita-me um espírito livre.

- Ámen. - Ámen.

Uma entidade maligna está a tentar influenciar-te, Ninni.

Quer que deixes Deus.

- Há uma maneira. - Qual é?

O Senhor disse-me para te purificar.

- Como? - Faz o que te digo.

Não devias falar com mais ninguém sobre isto.

Não quero.

- Não quero. - Fica quieta.

Deus está connosco.

CÂMARAS DE VIGILÂNCIA

Olá. Eis os ficheiros das câmaras de vigilância de 16 de março.

Tradução: Carla Marques

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