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Original subtitles

Legendas @drcaio Resinc Marinhojmc

À 200 METROS

- Ainda dói?

- Às vezes.

Comporte-se como um homem!

Isto não funciona.

Deixe-me passar um pouco de óleo.

Talvez com menta melhore.

Suas mãos ficam mais suaves sem óleo.

Bobinho!

Não se mova. Já volto.

Salwa!

Oi, Remm. Como vai? Não, é o Mustafa.

Eles estão em minha casa e não o contrário.

Eu não estou autorizado.

Como você e seus filhos estão? Espero que bem.

Salwa volta em 10 minutos.

Ele foi buscar algo. Falo para ela ligar para você.

Está acontecendo alguma coisa?

Onde está minha bela e inteligente artista?

O que você está fazendo, querida?

O quê, você cozinha? Posso provar? Você cozinhou?

Noora?

O que é isso, mãe?

Querido... Por favor!

- Mãe! - Um pouco. Só um pouquinho.

Mamãe! Ela está ficando gordinha, pelo amor de Deus!

Vamos, deixe-a comer. Sem problemas.

Continue estragando ela, mãe.

Queremos que seja educada.

- É a sua última porção, sim? - Certo.

Aproveite, querida.

Majd! Venha recolher suas coisas.

Vamos, Majd, obedeça a sua mãe.

Por que você saiu do quarto?

Por que não ficou relaxado?

Você não voltou.

Reem ligou.

Ele me deu o número do motorista do ônibus.

Para você ligar e falar com ele sobre...

o acampamento de verão?

- Sério? Obrigada. - De nada.

Por que você não vai relaxar um pouco?

Volto em seguida.

Eu inscrevi Majd na escola de verão em Haifa.

Em Haifa?

Houve um recrutador que descobriu Majd.

Ele quer que ele jogue pelo time do Maccabi Haifa.

Maccabi Haifa? O que está dizendo?

Ficará muito bravo se você não permitir.

São apenas dois meses.

Não concordo com você.

Além disso, não tenho dinheiro. Não.

Eu emprestei.

Como você pode tomar essa decisão sozinha?

Chega, Maryam! Basta!

Minhas costas estão doendo. E você está me machucando

- Fique com sua mãe. - Não! Não quero!

- Maryam, Maryam! - Pare, mamãe. Me dê a bolsa.

- Dê a bolsa. - Me dê isto.

Não quero.

- Bom dia. - Olá, Abu Nidal!

Olá, Salwa! Como vai Um Majd?

- Olá, Abu Nidal, graças a Alá. - Olá.

Com licença, preciso ir ao posto de controle.

Mande um abraço a Um Nidal.

- Faz tempo que não a vejo. - Claro.

Diga olá para Abu Nidal! Cumprimente-o.

Cuidado na estrada.

- Olá, meu caro. - Como vai?

- Como está suas costas? - Melhor, graças a Alá.

- Ainda não tem a permissão? - Não, ainda não Abu Nidal.

Se ainda precisar das ferramentas, pegue.

Não, não.

Encontrei uma pequena oficina. Vou amanhã de manhã.

- Onde? - Hayesh, aqui perto.

Posso guardá-las aqui até vendê-las?

Claro, Abu Nidal, mas o que são?

Trabalhei para um cara pão-duro que não queria me pagar.

Ele disse que pagaria depois de vendê-las.

Mas propus vendê-las eu mesmo.

Cansei de trabalhar para ele.

- Mustafa. - Sim, Abu Nidal?

- Está tudo bem? - Sim está tudo bem.

Se precisar de algo, me avise.

Sou como seu irmão mais velho.

Caro Abu Nidal, você é um amigo leal.

Vamos tomar uma xícara de chá e relaxar?

As crianças saíram e minha mãe ficará feliz em vê-lo.

Fica para a próxima vez.

Me avise quando tiver a permissão.

Se não conseguir, me avise, conheço um transportador.

Abu Nidal, eu não...

Na oficina, muitos trabalhadores são ilegais.

Está bem.

- Você me deve uma xícara de café! - Claro.

Foi criado para resgatar Trump e Netanyahu...

para renovar seus mandatos...

Muitos analistas israelenses dizem que é um plano rebuscado.

Dizem que esses caras são como jogadores em um cassino.

Apoiadores de Trump...

Os únicos que levam este plano a sério...

são alguns governos árabes, por exemplo, olha...

Mãe, apago a luz?

Noora, vou para a varanda também.

Eu também te amo, Noora.

Sabe por que te amo?

Porque você fez todo o seu dever de casa.

- Onde está Maryam? - Venha, Maryam.

Quero falar com ela.

- Maryooma. - Sim.

- Amor do papai - Sim.

- Ainda está acordada? - Sim.

- Por que ainda acordada? - Quero ficar acordada.

Onde está a mamãe

Dormindo.

- Muito bem. Quem desliga? - Eu, eu, eu!

- Vamos, Maryam. Desliga. - Vamos, me mostre.

Maryam, pressione várias vezes.

- Assim? - Sim.

- Pai, é a sua vez. - Claro, é a minha vez.

Prontas?

- Sim! - Vamos lá!

Certo. Um, dois, três!

O que faz?

- Boa noite! - Maryam, pare. Chega!

Está bom, chega. Onde está Majd?

- Dormindo no quarto dele. - Maryam. Maryoom!

Bem, vá para a cama agora.

- Boa noite! - Boa noite!

- Bons sonhos - O mesmo para você.

Devolva o telefone para sua mãe. Chega de brincar.

Papai, eu te amo.

Eu também te amo, Maryoom. Minha querida.

- Tchau. - Tchau.

Tchau.

As letras são muito pequenas.

A paz esteja contigo.

Encontrei meu nome na lista.

- Uma permissão de trabalho. - Para quem?

Mustafa Jamal Hussein Ibraheem.

Mustafa Jamal Hussein Ibraheem?

O relatório será enviado a você por fax.

Mustafa Jamal Hussein Ibraheem?

- Aqui. - Meu documento. Obrigado.

Você está pronta, brava Noora?

Amor do papai.

Vamos. Ligue para a mamãe para que eu fale com ela, sim?

Boa noite, minha garota.

Salwa, como você está querida?

Eu te liguei várias vezes hoje. Por que você não atendeu?

Apenas confirme se você está bem.

Escuta, fui ao clube de Tulkarm hoje.

Falei com o treinador.

Mostrei a ele alguns vídeos de Majd.

O treinador aceitou que ele entre no time.

Parece que estou falando sozinho.

Pensei que tinha saído. Estou falando sozinho.

Quem levará Majd para a Cisjordânia todos os dias?

- Ou você não pensou nisso? - Claro que pensei.

Ele poderia ficar aqui em vez de ir e vir.

Devia perguntar antes de decidir sozinho.

- O que você tem na orelha? - O quê?

- O que você tem na orelha? - Não é nada.

Escuta, falaremos com Majd amanhã, sim?

Tenho minha permissão

e amanhã vou trabalhar com Abu Nidal.

Perdi minha chave. Não sei onde está.

Deixe-me uma chave embaixo

do vaso de flores se você chegar tarde.

Certo? Voltará antes das três?

Por que você vai trabalhar?

Suas costas precisam de descanso.

Porque você faz isso?

O que quer que eu faça? O que tenho que fazer?

Do que você está falando?

Está bem!

Vá trabalhar e arrebente suas costas.

Veremos onde sua teimosia nos leva.

O que você ganha? Por que está fazendo isso consigo mesmo?

Por que isso? Por que é tão estupido?

Você também vai me dar minha mesada?

Colocou salsa nele? Obrigado.

Salve!

Volte.

Entre.

Siga.

Limpe o dedo e tente novamente.

Acho que minha impressão digital não funciona.

- Mostre-me sua permissão. - Aqui está.

Certo. Siga.

Em baixo, cara. Em baixo.

- Olá. Sou o dono da casa. - Olá.

Tome. Tome, tome.

Jogue essas moedas dentro...

Para que a gente tenha boa sorte em casa.

- Se Deus quiser. - Tudo de bom.

Vamos, homem! Trabalhe! Continue trabalhando!

- Pode me ajudar, Abu Nidal? - Claro, apoie-se em mim.

- Venha. - Meu amigo!

- Onde está o chá? - Bem-vindo, Abu Nidal.

- Aqui. - Obrigado.

- Olá, Abu Nidal! - Também tem balklavah!

Comemoramos o fim da sua puberdade?

Eu me casei! Desejo o mesmo a vocês!

Sua esposa percebeu que você está louco?

Abu Nidal!

- Parabéns! - Obrigado.

Não vou mais dormir contrabandeado nas obras.

Comemoramos sua permissão e não seu casamento?

Isso não te impediu, garoto?

Boa piada, Abu Nidal!

Vamos tocar um pouco de música! Venham, vamos dançar!

Não os vejo, não os vejo, todos se esconderam!

Não os vejo, não os vejo. Aonde foram?

Onde estão as crianças bonitas? Onde? Onde?

Querida do papai. Você é tão amável.

Quem é meu campeão? Quem?

O rato disse que não sou um rato

porque o gato está me perseguindo.

O gato disse que não sou gato porque o cachorro...

Me come!

- Você está com febre alta. - Febre alta?

Sim.

- Me dá meu remédio. - Certo, já vou te dar.

Olha o que ele me deu.

Aquele homem me deu para jogar no cimento.

- O quê? Não entendo. - Eu também não.

Supertições.

Essas moedas deveriam abençoar a casa.

Dê para as crianças.

Talvez guardem no cofrinho.

Não, não, não! Ponha-me no chão! Mustafa! Chega!

Você é minha!

As crianças vão nos ouvir.

- Então? - Pare!

- Como estão suas costas? - Muito melhor.

Amanhã tenho que preparar...

uma noiva, sua mãe e sua irmã.

- Pode ficar com as crianças? - Eu gostaria.

- Tenho trabalho. - Vai trabalhar em um domingo?

Há um trabalho com Abu Nidal. É um bom dinheiro.

Você sabe como é a situação.

Fique aqui esta noite.

- Deixe pra lá! - Não é meu!

Majd, venha aqui!

- É minha pulseira. - Pai, fala pra ele me devolver.

- Não é para meninas! - Sim!

Você não conhece ninguém de Liverpool, exceto Mo Salah.

Majd, escuta. Vem cá.

Você é um bom menino, certo?

Dê para mim e quando acalmar eu te devolvo. Sim?

Você é um campeão! Campeão.

- O que foi garoto? - Nada.

O que você tem? Deixe-me ver.

- Não é nada. - Qual é o problema?

Deixe-me ver. Majd! Deixe-me ver.

- O que é isso? - De uma briga.

- O quê? - Uma briga.

Com a mamãe?

Com a mamãe, filho?

Salwa.

Qual é o problema?

O que é isso?

Ele brigou com os meninos da escola.

Eles começaram!

Os pais ligaram e pediram desculpas.

Espera. Conte-me desde o começo.

Eles começaram.

Eles me chamam de corrupto da Cisjordânia.

E eles falam palavrões para mim.

Eu odeio essa escola. Não quero mais ir.

Não quero ir mais ou vou bater em todos!

- Por que não me contou? - Você nunca está aqui!

E por que não fez nada a respeito?

Eu fiz.

Falei com o professor e ele disse que solucionava.

Com certeza solucionou.

Crianças brigam o tempo todo.

- Por que não me contou? - Dizer o quê?

Eu não sabia!

Quer que Majd brinque com crianças israelenses?

Imagine a situação...

se a briga tivesse sido com crianças israelenses!

A situação?

Tenho dois empregos e durmo apenas duas horas, Mustafa.

Corro entre os postos de controle para manter duas casas.

Me sinto sozinha!

E você me faz sentir culpada!

Se é minha culpa, tudo bem, cuide você disso.

Bem, pegue as crianças...

e venha morar comigo na Cisjordânia.

Mustafa, não tire sarro de mim. Você sabe que é sua culpa.

Você teve a chance de obter

um documento israelense e recusou!

- Eu não quero! - E é isso que você quer?

Viver separados em duas casas...

e esse muro de merda entre nós!

Se deixo a escola e meus

clientes para voltar à Cisjordânia,

espera que vivamos de sua permissão?

Salwa. Amanhã vou trabalhar meio dia.

Vou terminar mais cedo.

Talvez eu vá direto ver as crianças.

Ligue para mim e diga se está tudo bem.

Tente novamente.

Não.

Me dê seu cartão.

Seu cartão expirou. Você tem que renovar.

Minha permissão é válida. Pode verificar.

Posso entrar e depois vou renovar.

Você tem que renovar para entrar em Israel.

Agora, tem que voltar.

Qual é o problema?

Pode devolver minha permissão, por favor?

Não entendeu? Você tem que renovar seu cartão.

Volte.

Qual é o problema?

É inaceitável, retirou minha permissão.

- Olá, olá. Volte! - Sim, claro.

- Abu Nidal, siga em frente. - Mustafa, eu ligo para você.

- Vamos resolver esse problema. - Sim, Abu Nidal.

- O que eu faço? - Volte.

Eles vão me substituir? Não entendo.

Conte a eles o que aconteceu! Amanhã vou renovar o cartão.

Sim, claro. Amanhã é sábado.

Onde está o seu filho?

Certo, vou ligar para ele e ver o que acontece.

Certo, eu te aviso.

Saudações.

Abu Nidal me enviou, diz que conhece você.

Vamos. São 350 shekels.

Partimos em 15 minutos.

Estará em Israel em uma hora.

Qual é o problema? Você vem ou não?

Sinceramente, o preço é absurdo mas...

E se eles nos pegarem?

É um serviço garantido, por isso é caro.

Entendido?

Você tem 15 minutos para pensar.

Estou falando! Por que sobe o vidro?

O que foi?

Fiz uma pergunta. E se nos pegarem?

Conte a ele o que aconteceu da última vez que você foi pego.

Claro, ele não estava comigo.

Fui multado em 10.000 shekels...

e proibido de entrar em Israel.

Você tem 13 minutos para pensar.

Você não pode tomar o remédio com o estômago vazio, filho.

Tudo bem. Eu já comi.

350 shekels, com certeza é muito.

Mas se você tivesse ido com o transportador

poderia ter ficado duas semanas com Salwa

e terminado seu trabalho.

É como se ela estivesse sentada aqui.

Atenda e diga que eu saí, mas esqueci o telefone aqui.

Alô. Sim, Salwa querida.

Qual é o problema? Ele está aqui.

Sim, Salwa. Quando?

Não!

Você me disse para esperar onde estou.

Onde eu te disse?

- Olá. - Não, não, pode seguir.

Não tem problema, estou esperando...

Nader?

Um segundo.

- Diga-me. - Falamos por telefone.

Bem, eu te ligo mais tarde.

Parece que veio correndo.

Eu não queria me atrasar.

Está bem.

- Toma, 250 shekels. - Obrigado.

- Venha, sente-se. - Obrigado.

- Vamos? - Daqui a pouco.

Quando?

Daqui a pouco. Por favor, paciência.

Pode diminuir o volume, por favor?

Onde você vai?

Me perdoe. Me dói muito a cabeça.

Podemos dividir um táxi após a travessia.

Onde você vai?

- Onde você vai? - Meu filho está no hospital.

Agradeço se formos agora.

Espero que não seja nada sério.

Eu também, obrigado.

- Vai para Jerusalém? - Não, para Hadera.

Hadera! Trabalhei na casa do diretor do hospital.

Posso apresentá-lo ao Dr. Fieldman.

Dr. Fieldman! Sério?

Acha que estou brincando?

- Tentou uma permissão médica? - Aconteceu tudo hoje.

Não tive tempo de pegar nada.

Podemos ir agora?

Como ele foi para o hospital sem você?

Ele mora com a mãe em Israel.

Por que você não tem residência?

Se sua esposa mora em Israel, pode conseguir isso facilmente.

Ou não tem permissão por motivos de segurança?

Quanto tempo temos que esperar? 10 ou 15 minutos?

Realmente não sei.

Talvez 10 minutos ou uma hora, precisamos de mais passageiros.

- A paz esteja contigo. - Olá.

Você é o motorista?

- Não é um ônibus de serviço. - Eu sei.

- Ilegal? - Sim.

- Quer entrar de contrabando? - Sim.

- Tem certeza? - Sim.

Tem certeza?

Sr. Nader! Temos dois passageiros aqui.

A paz esteja contigo.

- Olá, Sr. Nader. - Olá.

O quê?

- Trouxe uma estrangeira? - Sim.

Quanto vai cobrar?

700 pelos dois.

Mas cobrou 250 de cada um de nós.

Qual é!

Por que se intromete? Deixe-me ganhar a vida!

Querido, veja se você encontra alguém

que queira arriscar com uma estrangeira,

e depois fale comigo.

Deixe que pague. Qual é o seu problema?

- Qual é o problema? - Ele quer 700.

- 500! - 500, não! 700!

- É perigoso! - Não, apenas 500.

Oferece 600. Oferece 600.

- 600, para você. Dinheiro! - Certo. 600

Vamos?

O que ela está fazendo por aqui?

Provavelmente procurando trabalho.

Eles não estão gostando de eu estar aqui, certo?

Sim, mas não importa.

Mostre-me

Que loucura!

Devagar! Ou vou derramar meu café em mim.

Seu braço deve funcionar como um sistema hidráulico

deixa eu te mostrar.

Olha... Quando você for para a esquerda, você o leva até lá.

Quando você for para a direita, na mesma direção.

Entendido? Tem que sentir isso.

- É uma arte, tem que sentir. - Me devolva.

Olá, Abu Nidal.

Sim, saímos há pouco.

Escuta, amanhã também não vou trabalhar.

Você tem que encontrar outra pessoa.

Obrigado pelos seus desejos. Bênçãos, bênçãos.

Tchau.

- Pode me dar um cigarro? - Sim, aqui está.

- Toma. - Obrigado.

Toma o isqueiro.

Quero te perguntar.

Você trabalha dentro de Israel?

Espera um segundo.

- Sim, Salwa. - Pode pedir para ele apagar?

Ainda não, daqui a pouco.

Houve um problema no posto de controle,

e tivemos que desviar.

Eu te ligo assim que cruzar.

Se incomoda se mudarmos de lugar?

O quê?

Posso sentar ao seu lado?

- Mova um pouco - Como vai?

Obrigado.

Bem, mantenha-me informado. Tchau.

Tchau. Certo.

Desculpe, vou continuar fumando.

- Fala inglês? - Sim.

Posso fazer algumas perguntas sobre a viagem e gravar você?

Do que fala?

Filma sobre minha viagem e sobre contrabando.

- De onde é? - Ela é uma diretora alemã.

Qual o seu nome?

Meu nome é Anne.

Prazer em conhecê-la Anna.

É Anne, com "e".

Anne, prazer em conhecê-la.

- E você? - Eu sou Mustafa.

- Prazer em conhecê-lo. Posso? - Se não te incomoda...

- Não me filme. - Sim, claro, desculpe.

- Claro. - Obrigado.

Parece que ela é uma cineasta.

Ele não veio à procura de trabalho...

Caso você esteja se perguntando.

E daí? Deixe que mostre ao mundo nossa vida feliz.

Por que você tem medo?

Talvez nos leve a Hollywood.

Para sua informação, ela tem origens palestinas.

Da última vez, a deixaram louca no aeroporto.

Desta vez, veio pela Jordânia.

Conseguiu um visto para a Cisjordânia.

Bastardos!

De que parte da Palestina ela é?

Seus avós eram refugiados no Líbano.

Emigraram para Berlim.

- Então ela é palestina? - Sim.

- Ela é realmente palestina? - Sim, mas...

Ele não gosta de falar sobre isso.

Ela tem um pai palestino e uma mãe alemã.

Mas o pai dela foi embora.

Senão, falaria árabe.

Olhe. Olhe os colonos!

Se eu tivesse um Kalashnikov!

Rambo! Ela não fala árabe.

Os colonos são filhos da puta.

- Aqueles eram colonos? - Sim, bem-vinda à Palestina.

Você tem um carregador Samsung?

Iphone.

Me dá aqui. Tenho um adaptador no carro.

Por que você não me disse nada?

Do que falavam no carro?

Não sei. Acabou de acontecer.

Eu disse a eles que você tinha origens palestinas.

O quê? Por quê?

Sabe, se viram você filmando, vai ficar tudo bem.

- Senhor? - O quê?

Tem banheiro?

- A garota pode usar o banheiro? - Sim, lá dentro.

- Você, rabo de cavalo... - Meu nome é Kifah.

Venha.

De onde é a palestina...

Da família Sallam, do Acre.

Estou falando com você!

Trabalhei para a família Sallam.

Temos que ir embora!

Espere um pouco, estou organizando a travessia.

Você acha que é fácil?

Acha que é fácil atravessar? Pense!

- Calma. Por que está bravo? - O que você quer?

Queria saber se precisam de trabalhadores.

Eu ouvi você dizer que eles iriam substituí-lo.

E você vai sozinho, por sua conta?

Já trabalhou dentro ou quer experimentar?

É a primeira vez e não estou tentando a sorte.

O cara para quem eu trabalhava não pagava integral.

- Quantos anos você tem? - 18, no mês que vem.

- Você é problemático? - Não, Deus me livre.

Escuta, você já viajou antes com esse Nader?

Não, sempre cruzava por Jerusalém.

Que tipo de trabalho sabe fazer?

Qualquer um. Azulejos...

Construção, limpeza e até jardinagem.

- Sabe pintar casas? - Claro, é fácil...

Certo, vou dar o seu número ao encarregado.

Para te arrumar um trabalho.

- Onde você vai dormir? - Vou ver.

- Conheço alguns caras lá. - Muito bem.

Os árabes estão incríveis!

Todos usam pulseiras do Liverpool!

- É do meu filho. - Do seu filho?

Veja Mohamad Salah...

Mohamad Salah enganchando com a direita.

O Faraó Egípcio converte!

Meu Deus! O Faraó Egípcio!

Muito bem!

Quem é este comentarista? Darraji?

Não, é Fahad Otaibi.

Muito bem. Me passa seu telefone.

Vou passar meu número.

Este é o meu número. Faça-me uma chamada perdida.

O que é uma chamada perdida?

Me liga e desligue, assim guardo o seu número.

- Olá. - Olá.

O que está olhando? Os meninos já voltaram. Senta.

Você tem pressa.

Seu telefone não carregou. Parece que está quebrado.

Escuta, conheço um especialista em Tulkarm.

Se quiser, dou o contato dele.

Eu ladrilhei sua loja.

- Tem certeza que não carrega? - Sim.

Filma, filma isto.

- Pare um minuto! - Qual é o problema?

Pare, pare! Pare, por favor.

- Quer ir ao banheiro? - Sim.

Aonde vai? O que está fazendo?

Vamos. Vamos, cara!

- Vai causar problemas. - Espera!

- Anda, vamos! - Espera! Ficou louco?

Nunca mais faça isso, certo?

Você está louco? Que idiotice é essa?

Eu ia te deixar.

Você está louco? Recolhendo bandeiras?

Sim, esta é a minha quinta bandeira!

Sobe! Você quer ser um herói!

Senta!

- Muito bem, irmão! - Obrigado.

Ótimo!

- Ela está com você? - Sim.

- De onde é? - Da Alemanha.

- Olá! - Olá!

- Você é da Alemanha? - Sim, de Berlim.

- Talvez esteja com o Mossad! - Espero que esteja!

Pode me bater o quanto quiser!

- E se eu te bater? - Estou brincando, amigo.

Sério, talvez trabalhe com o Mossad?

Como sabe?

Mossad? Acha que estou com o Mossad?

- Sim, é possível. - Sim, talvez possa ser.

Sua família palestina era refugiada no Líbano.

Seu pai emigrou para a Alemanha na década de 70.

Estou certo, preciosa?

Fala árabe?

Sim, um pouco.

- Ela é sua parente? - Não.

É casada?

Por que você pergunta se ela é casada ou não?

Acha que ela está interessada na sua cara de burro!

Pessoal,

ele está filmando a minha viagem

ao casamento do meu primo.

Ouça, diga a ela que temos diplomas.

Vamos trabalhar porque buscamos aventuras.

A situação está péssima.

Vivemos em uma grande "brisão".

Prisão.

Prisão.

Deixa filmá-lo, pode ficar famoso no Facebook.

Você acredita nisso?

Me deixa em paz. Esta não é a hora.

Cante alguma coisa.

Vamos, lhes dê uma melodia forte.

- Parem com isso, pessoal. - Olha como ela é bonita. Canta!

Canta! Canta!

Olha como é linda, canta!

Ela é branca e pura como a neve

Como um jasmim, como um jasmim

Igual à fragrância do jasmim

Incrível!

Ela chegou perto de mim

e a noite em seu cabelo me abraçou

Uma noite...

Eu vi a lua cheia brilhando

Incrível!

Nader, eles atiraram em um cara no posto de Zaatara!

Você é um verdadeiro palestino. Vamos aproveitar este momento.

Que Deus dê força a todos.

Essa cabra deve valer mais do que sua van.

Uma cabra?

- É uma ovelha. - Verdade?

Uma ovelha diz à mãe: "Sonhei que ia morrer".

A mãe diz: "Caramba!"

Ela diz: "Não, dia sagrado de Adha!"

Essas ovelhas!

Você é muito engraçado.

Meu filho...

Meu filho, entregue seu coração ao seu país

e enriquece-o com sua mente

Se você não o protegeu do mal ou da traição

Permaneça como um leão nos momentos difíceis

Espalhe o seu grito de campeão pelo mundo

Meu filho, gostaria que a vida lhe sorria e proteja...

- Olha isto. - Não estou de bom humor.

Você tem que escovar os dentes depois de falar tanto.

Ela está me filmando.

Tira, tira! Não vou tirar.

Vamos parar de perder tempo!

Vá com calma, cara. Vá com calma.

Se as coisas não funcionam, fale.

E eu dou um jeito.

Sente-se, fume e acalme-se...

Não é com você. Falo com aquele cara.

O que você quer? Todo mundo está esperando.

O que quer que eu faça? Quer pular o muro?

Alugo um helicóptero para você?

O que tenho que fazer?

Não nos enlouqueça com seu filho no hospital!

Olha o que fala!

- Fume um pouco! - Não quero fumar!

- Não me desrespeite! - O que foi que eu fiz?

- Falando do meu filho! - Vou te mostrar!

- Nader, Nader! - Venha aqui!

- Nader - Traga-o aqui! Traga-o aqui...

Ele é um idiota e desrespeitoso!

É um cachorro! Paguei 250 shekels para ele!

Pegue seu dinheiro e saia.

Que vergonha! E você pare!

O que é tudo isso?

O filho está no hospital! Tem uma desculpa!

Você é um idiota!

E você! Acha que é um táxi?

Estamos todos esperando!

Estamos todos esperando! Qual é o problema?

Me dá o dinheiro. Me dá o dinheiro!

Ponha no seu bolso. Que vergonha!

Ponha no seu bolso. Que vergonha!

Veja, os carros chegaram.

Não podia ter um pouco de paciência?

Que Alá nos perdoe.

A menina deve sentar na frente

e não atrás com a gente.

- Deixa que eu falo. - Certo.

Partimos em 5 minutos.

O que diabos você está filmando?

Desligue, porque se eles virem irão embora.

- Não entre em pânico. - Cale a boca.

Tudo bem. Ele aceitou.

Ela vai no banco da frente.

Você vai sentar na frente.

Não mostre sua câmera. Certo?

Não filme nada.

Apenas relaxe. Vai ficar tudo bem, não se preocupe.

Estou relaxada. Você que precisa relaxar.

Olá, amigo. Fale para mim.

O que quer dizer com você estragou tudo?

Mas é o seu relógio, seu filho da puta!

Você tinha que cobrir!

Desgraçado. Filho da puta...

O quê? Eles foram pegos?

O que você disse?

Como entendeu o que eu disse?

Entendi pela sua linguagem corporal.

Não minta pra mim, porra!

- O quê? - Não se mova, droga!

Não se mova, droga!

- O que está fazendo? - Cale a boca! Deita.

Deita.

Continue assim. Não se mova.

- Você não vai se mover? - Calma, pessoal.

Tenha um pouco de paciência.

Parece que estamos cruzando o posto de controle.

Quanto tempo vai ficar parado?

Para o inferno com seu casamento, Amir!

Por que acabei nesta merda?

Até quando?

- O que é isto? - Isto é...

Eu sou um cineasta da Alemanha. Eu juro que não...

Cale a boca!

Que porra é isto?

Que porra é isto?

- O que é isto? - Isto é...

Posso apagar, não é nada...

- A polícia está chegando. - O quê?

Estarão aqui a qualquer minuto.

Por que não liga para sua namorada loira?

- Não tenho cobertura. - Deixa eu olhar.

O meu também não tem.

- E o seu? - O meu está morto.

Alô! Salwa?

Sim, estou a caminho.

Acabei de cruzar o posto de controle.

Não, é a música do carro.

Salwa? Alô?

Se ainda tiver sinal, ligue para Anne.

Toma. Tente aí.

Kifah?

- Estamos ferrados! - Parece que nos venderam.

Não façam barulho, rapazes.

- Fiquem calmos. - Kifah, está me ouvindo?

Como posso abrir o porta-malas?

Silêncio! É Anne.

- Kifah... - Onde estamos?

Não sei.

Estamos no meio do nada.

Como faço para abrir...?

- Tem soldados? - Não, não!

Então abra o porta-malas.

Abra o porta-malas de dentro do carro!

Não sei como abrir isso...!

De dentro do carro!

Rami, acorde querido!

Como se abre? Veja se há algum botão.

Respire, respire, está tudo bem.

O que lhe aconteceu? Vamos, vamos!

Rami! Rami, Rami!

Acorde, querido! Acorde, respire devagar.

Respire, respire fundo.

Traga água, você tem água?

Respire, querido. Respire, respire.

Respire, respire.

Rami!

Respire, respire.

Está tudo bem. Já estamos fora.

Estamos seguros. Estamos seguros, querido.

Você está nos preocupando. Respire. Tome um pouco de água.

Tome um pouco de água. Está bem?

Devagar, devagar. Respire, respire.

Vou começar a orar a partir de agora.

Não há Deus senão Alá.

Que Deus nos perdoe.

Que Deus nos perdoe.

Você começou a orar?

Eu fiz xixi nas calças.

Você está bem?

Estava tudo bem. Estávamos...

Estávamos dirigindo.

E ele ouvia música no rádio.

E então ele... Ele recebeu um telefonema e eu...

Acho que disseram a ele que pegaram o primeiro carro.

Como você sabia?

Por sua linguagem corporal.

Ele ficou muito assustado e pensei que a única coisa que...

Poderia assustá-lo...

Você o assustou com sua câmera?

Ele se viu no vídeo e os outros rapazes.

Eu disse a ele que a polícia estava vindo.

Ele me bateu na cabeça com sua arma e...

Ele poderia ter nos matado por causa do seu filme.

- Sim. - Você está bem?

Eu disse aos dois. Não deveria filmar.

Este garoto poderia ter morrido por causa do filme.

Coloque-se no lugar dela.

- Ela poderia ter morrido! - E nós viveríamos?

Todos nós poderíamos ter morrido!

Anne.

Que tal levá-los para onde eu cruzei antes?

O muro é baixo do outro lado.

Mas gente, temos um carro israelense.

Podemos dirigir até os assentamentos...

Por que escolheu o controle dos assentamentos?

Vá sozinho.

- E o posto de controle? - Nem sempre pedem documentos.

É tudo uma questão de sorte.

Se tiver uma boa aparência, está tudo bem.

Se sinalizarem, abra a janela.

"Está tudo bem?" Eles perguntam.

"Tudo bem, amigo", responda.

E se o soldado for uma garota, você deve se mostrar seguro.

Você diz: "Oi, você! Como estão as coisas? Ótimo!"

- Já passei assim duas vezes. - Você fala hebraico?

Só conheço essas duas palavras.

E por que não fez isso antes?

Porque não tenho carro israelense.

E seus primos que vão se casar?

Por que eles não te levaram?

Vamos seguir com a ideia de Rami.

Não vamos entrar em problemas maiores e sérios.

Lá vem sua namorada.

- Diga a ela. - Mustafa...

Não queria arriscar a vida de ninguém.

Eu...

Me perdoe, por favor.

Eu vou ver Rami. Está demorando muito.

Posso usar seu telefone?

Não tenho cartão, mas ela tem um número palestino.

- Ele pode usar seu telefone? - Sim, claro.

Obrigado.

Salwa? Não é o telefone da Salwa?

Quem é você?

Não, este não é meu telefone. Vou entregar para ela.

Sim, ela está bem.

Sou apenas um amigo que a conheceu hoje.

Quem é você?

Quer que eu passe uma mensagem para ela?

Está bem. Obrigado.

É melhor você ir ver Rami.

Não está muito bem.

O que foi, Rami? Como você está?

Não sei.

- Quero ir para casa. - Por quê? Qual é o problema?

Nada. Eu não tenho medo.

Mas quero ir para casa.

Ouça, meu amigo confirmou...

ele precisa de um bom trabalhador, como você.

Ele abriu uma oficina nova e tem espaço para você dormir.

Depende de você. A decisão é sua.

- Onde fica o trabalho? - Em Ar'ara.

- Você já trabalhou lá? - Em Ar'ara? Não.

- Claro que posso trabalhar lá. - Muito bom.

Tem outro par de calças?

Sim, tenho.

Vá se trocar para o banheiro.

- É ali? - Sim.

- Certo. - Eu te sigo.

- Pode andar? - Sim, sim.

Quer filmar esse assentamento?

Sim.

Com licença, pode desacelerar um pouco?

Pode falar sobre ele?

Certo.

Existem mais de 200 assentamentos que se estendem...

Espere, espere. Subo o vidro.

- Pronto? - Sim.

Existe mais de 200 assentamentos que se espalham como câncer...

"Existem".

- Desculpa? - Ele disse "existe".

"Existem", deve dizer.

Certo. Pronto?

Existem mais de 200 assentamentos

que se espalham como câncer na Cisjordânia.

E mais de 500 mil colonos...

entram e saem da Cisjordânia quando querem.

E eles controlam 80% de nossa água.

Soa como Wikipedia.

- O que você quer que eu diga? - Seja você mesmo.

- Muito bem. Pronta? - Sim.

Existem mais de 200 assentamentos que se espalham...

Pare, você está louco.

Certo. Vamos perguntar a Rami.

- Você tem algo a dizer? - O que vou dizer?

Qualquer coisa... Seus problemas.

Pergunte por que ele está correndo este risco.

É muito jovem.

Por que se arrisca tanto? Você é muito jovem.

Vou trabalhar fora... porque quero viver...

E nada mais.

E também que amo Mohammmad Salah.

Um controle!

Escuta, acho melhor você dirigir...

para cruzar o posto de controle. Eu não tenho permissão.

Acho que você deveria ocupar este lugar.

Faça isso sem que eles percebam.

- Rami. - Sim?

Vá cagar ou finja fazer isso!

- Vamos, vamos! - Não... Por que eu?

- Eu faço. - Não espera!

Me dê esta garrafa.

Ouça, quando eu abrir o capô...

você vem e senta aqui.

Você passa para trás.

- Sim? - De acordo.

Você viu aquele carro? Temos que fazer o mesmo.

Podemos passar porque temos uma placa israelense.

Pode passar todos os carros.

Fique calma.

Olá. Tudo bem?

- Fala inglês? - Sim. De onde você é?

- Alemanha. - Alemanha!

Posso ver seu passaporte?

- Olá. De onde é? - De Tulkarm.

De Tulkarm. Me dê seu documento.

Abre. Abaixe, abaixe.

Me dê seu documento.

- Onde vão? - Ramallah.

Ramallah...

- Por quê? - Estou viajando.

Você gosta dos palestinos?

Você gosta de violência?

Desculpa?

Vamos, vamos. Vamos.

Não disse que já estive aqui?

Este é o lugar que falei.

Está louco. É impossível escalar este muro!

Vou escalar, amigo!

Você vai escalar, mas eu?

Não é grande coisa. É fácil.

Fácil?

- Como você vai subir? - Me dá uma mão e eu mostro.

- Uma mão? - Sim.

Vamos, prepare-se.

- O que foi? - Nada, tensão muscular.

Como saberemos que está seguro do outro lado?

Darei uma olhada. Aqui estão as fábricas.

- Sabe tudo. - Cale a boca, pelo amor de Alá.

Chega Kifah, deixe-o se concentrar.

Devagar, devagar.

Ei! Desce! O que faz? Esta é a nossa zona.

- O que fazem aqui? - Calma.

Quem os trouxe aqui?

- Como? - Foi Ortega ou o cara do Mazda?

Para quem pagou?

Quem é Ortega ou Mazda?

Vai dizer quem lhe trouxe aqui ou não?

Calma! Calma! Ore pelo profeta.

Não queremos orar pelo profeta!

- O que você quer? - Tem que pagar para passar!

Este muro é nosso.

É mesmo?

- É de vocês, filhos da puta? - Sou um filho da puta?

- Calma! - Disse que sou filho da puta?

Calma!

Vou cair.

- Te incomoda? - Por favor.

Pobre Rami, quebrou duas costelas.

Kifah ligou para a família dele. Eles estão vindo.

O que vamos fazer agora?

Posso fumar? Uma tragada, apenas uma.

Obrigado.

Como você fala inglês tão bem?

Bem... Estudamos na escola.

Mas me parece... que Rami não fala muito bem.

- E nem os outros dois. - Talvez fui a uma boa escola.

Meu filho foi atropelado esta manhã.

Sim, eu sei. Kifah me contou sobre isso.

- Como ele está agora? - Ele fez uma cirurgia.

Eu não tinha ideia de como a lesão era grave.

Tenho que estar com minha família, com meu filho.

Sinto muito.

Você faz esse tipo de confissões?

Você confessa?

- Como na igreja? - Sim.

Eu sou agnóstica.

Bem, tenho algo a confessar para você.

- Eu menti para ele. - Para quem?

Para aquele garoto, Rami,

Eu prometi a ele um trabalho se nos levasse até o muro...

onde pudesse pular.

Tudo que ele quer é voltar para casa.

Essa foi a minha confissão. E a sua?

A família do seu pai,

de que parte da Palestina ele é?

Sabe... Kifah mentiu sobre isso.

Meu pai não é da Palestina.

Eu sei. Ele sabe que seu pai é israelense?

- Qual é o problema? - Ela está triste pelo Rami.

Não se preocupe. Ficará bem.

Se eles interrogarem, temos que usar...

as três palavras mágicas.

- O que foi? Legal. Tudo bem. - Tudo bem.

Mas não exagere ou fique muito excitada.

Finja que está ocupada ao telefone ou algo assim.

Vou ligar o rádio.

Fique nesta pista.

Se mudarmos, será óbvio.

Essa pista parece boa.

Não, não, não, devemos ir...

- Cala a boca. - Quieto.

- Olá. Como vai? - Tudo bem.

- Abra o porta-malas. - Está aberto.

Quer que eu desça?

Não, tudo bem. Fique.

- Você é fotógrafo? - Certo.

Quero comprar uma lente boa para meu namorado.

É aniversário dele.

Mas são muito caros. O que me aconselha?

Ela é uma excelente fotógrafa.

Sim, eles são caros.

Comprei o meu online, em Berlim.

De segunda mão, mas em bom estado.

Por 600 euros.

Posso te dar o site,

mas não mandam para cá para evitar impostos.

- Eu adoraria! - Claro.

- Toma. - Obrigada.

- Boa noite. - Boa noite.

Posso continuar dirigindo, se você quiser.

Tudo bem.

Como você fala hebraico?

Pode me explicar o que acabou de acontecer?

Como você fala hebraico, porra?

Sim, eu falo hebraico.

- E daí? - Pare o carro.

- Calma, amigo. - Pare a porra do carro.

Eu disse para você parar o carro.

Você está louco? Onde vai? Onde vai?

Saia.

Volte para o carro. Acabamos de cruzar!

- Não crie problemas. - Espera.

Você é israelense?

Não! Devolva minha câmera! Devolva!

- Veio buscar isto? - O quê?

Filmar a vida dos...

"pobres palestinos".

Talvez eu só queira entender essa porra de situação!

E vai apresentar como um

israelense amante da paz se preocupa conosco.

- Você é um idiota! - Sim, eu sou.

Porque senti coisas por você.

Devolva minha câmera.

Sim. Devolva-me!

Parem!

Já conseguiu tudo?

O que você quer dizer?

Ela já te disse quem é. Então?

Está tudo bem para você?

Está bem, ela é judia!

O que quer fazer? Quer vingança?

Você está do lado dela?

Olha, se não fosse por ela...

não teríamos cruzado aquele posto de controle.

Não se atreva a me subestimar!

Chega de seu drama e de seu casamento!

Eu vivo esta merda todos os dias!

Meu filho, minha esposa e os meninos estão apenas a 200 mts

desse muro de merda!

Preste atenção!

Meu filho está no hospital,

e não tenho tempo para toda essa merda!

Me dê a câmera.

Disse para você me dar a câmera.

Entre no carro.

Leve sua câmera. E entre no carro.

PEDIATRIA

Perdoe-me, meu amor.

Perdoe-me por chegar tão tarde.

Juro que não dependia de mim.

Deu tudo errado.

- Como ele está agora? - Estável.

Majd, meu filho. Papai te ama.

Sim. Sim.

Noora? A namorada do papai.

Onde está Maryooma?

Ao seu lado? Deixe-me falar com ela.

Maryooma? A namorada do papai.

Está pronta? Quem está com você na varanda?

Muito bom: Majd, Noora e mamãe.

Olhe para mim. Me vê?

Vamos contar até 5 juntos.

- 1, 2, 3, 4, 5! - 1, 2, 3, 4, 5!

Maryooma! A namorada do papai!

Papai!

Incrível. Que grande surpresa!

- Saudades de você. - Eu também.

- Vou para a cama. - Boa noite.

- Para você também. - Um beijo para as crianças.

- Claro. Tchau. - Tchau.

Então? Vamos tomar café amanhã?

Sim.

- O que devemos preparar? - Vou te fazer feliz.

Deus te abençoe.

O que você tem? Precisa de comida?

Temos tudo.

Temos coalhada e azeite...

Posso preparar com pão...

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