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Após chorar a noite toda,
a Menina Sophie recompôs-se para voltar para casa,
mas teve outra amarga desilusão antes de partir.
As vossas malas?
Estou a ver.
Lamento imenso, Menina Sophie,
mas não posso voltar consigo.
Apesar de a ideia de um casamento de conveniência
consigo ser realmente muito apelativa...
- Falei com o Amar. - Não é nada pessoal.
- Não, não é mesmo. - Não.
Já não queremos esconder o nosso amor ou fingir perante os outros.
Faço o que fez o Jean-Louis.
Alinho totalmente, como diriam os seus compatriotas.
- Por favor, não fique zangada. - Não.
Como poderia?
Desejo-vos toda a felicidade do mundo.
Obrigado, Sophie.
Mas o que fará agora?
Parece que me vou casar com o Sir Toby.
É mesmo necessário?
Mas porquê, Menina Sophie?
Porquê?
Sim. Porquê, Menina Sophie?
Nem a Aldeia da Verdade consegue responder a essa pergunta.
E uma infeliz Menina Sophie voltou para a Inglaterra.
Dos cinco pretendentes possíveis, já só restava um.
O Sir Toby, que, tal como prometido, esperou pela Menina Sophie na Inglaterra.
- Em relação à situação do Winterbottom... - Sim?
Receio que a Scotland Yard volte em breve,
agora que regressou.
Sim, receio o mesmo.
Não se preocupe, irei mentir por si.
Porque precisaria de mentir?
- Porque a tenho em grande estima. - Não.
Mentiria sobre o quê?
Bem, ambos sabemos.
Sir Toby, podemos ir diretamente ao assunto? O que acha que sabe?
Sei que assassinou o Winterbottom.
Porque acha isso?
Tive muito tempo para pensar enquanto estive sozinho na casa.
E vinha-me sempre à cabeça aquela manhã.
Quando a vi junto à pocilga?
Primeiro, suspeitei de um caso com o seu mordomo.
Mas agora percebo que vocês partilham um segredo diferente.
Sabe porque é que em Nova Iorque fazem corpos desaparecer em fundações de betão?
Porque em Nova Iorque não há porcos.
Muito bem.
Sim, eu e o James fizemos o corpo desaparecer,
mas... o Sir Toby deve saber melhor quem matou o Winterbottom.
- Sei? - Não sabe?
Agora eu é que peço que vá diretamente ao assunto.
O senhor assassinou o Winterbottom.
Acha-me um assassino, mas quer casar-se comigo?
Posso perguntar-lhe o mesmo, Sir Toby.
E eu posso garantir que não matei o Winterbottom.
Eu também não o matei.
Bem, eu casaria consigo
nem que tivesse assassinado dois ou três Winterbottoms.
Ama-me assim tanto?
Sim, amo-a assim tanto.
Casaria comigo se eu tivesse assassinado dois ou três Winterbottoms?
Sim, Sir Toby,
casar-me-ia à mesma se tivesse assassinado dois ou três Winterbottoms.
Então nada nos impede de nos casarmos.
Sim.
Menina Sophie, dá-me a honra
de se tornar a minha mulher?
Sim.
Lágrimas de felicidade?
É um prazer tê-lo de volta na corte, James.
Precisamos da sua experiência a lidar com a Sua Majestade.
Obrigado, Menina Poolish. Também estou feliz por estar de volta.
Se me permite, também estou feliz pelo seu regresso por razões pessoais.
Sim? Sim, por favor?
James. Que bom.
Bom dia, Vossa Majestade.
Bom dia, James.
Como foram as tuas férias pagas?
James?
Foram boas. Obrigado por perguntar.
Ainda bem.
O meu irmão também se acalmou outra vez.
Onde está ela?
Inacreditável. Por falar no diabo...
De quem estão a falar?
Bom dia. De quem falas tu?
Não faças perguntas estúpidas. Falo da minha mulher.
Onde está ela?
Estou a ver. Devias ter dito logo.
Ela está ali naquele armário.
Não é uma piada.
James, podes abrir o armário?
Porque voltou ele à corte?
Não está cá ninguém, Vossa Majestade.
Que disparate foi esse sobre o armário?
Não sou de me esconder num armário.
Eu sei isso, querida. Foi uma piada.
Uma piada fraca, Edmond. Uma piada fraca de um homem fraco.
Mais alguém quer insultar o rei?
Não, obrigado. Dá-me licença, Vossa Majestade?
Dou.
Está tudo bem, James?
Ele parece infeliz, não achas?
Deve ser normal depois de férias tão longas.
- Alguma vez foi de férias? - Não. Mas acho que deve ser assim.
Sim, isso...
É concebível, claro.
Então as férias podem não ser boa ideia.
Bom dia, Menina Sophie.
Espero não a ter acordado.
- Está a ser sincero? - Depende se já tinha acordado.
Menina Sophie?
Menina Sophie?
Menina Sophie?
Menina...
Gigi.
Olá.
Frankie? Apareceres aqui? És maluco?
E se a Menina Sophie te vê?
Vamos dar um pequeno passeio. Anda.
O que fazes aqui?
Gigi.
Esqueceste-te de que já passou outro mês?
Na cara não.
Por causa do casamento. Já agora, vai ser muito em breve.
Muito em breve?
Quando?
O que quer de mim outra vez, tirando o meu dinheiro?
Tirando o seu dinheiro? Nada.
- Tão modesto. - Mas quero o dinheiro agora.
Está na hora de pagar a próxima prestação.
Concordei em casar-me com o Sir Toby. Só falta marcar a data.
Eu ajudo-a. Ontem.
Um momento, deixe-me ver a minha agenda.
Ontem não dá.
No próximo fim de semana, haverá um casamento,
ou pode dizer adeus à sua casa.
Adeusinho.
Posso tentar antecipar o casamento.
Daqui a uma ou duas semanas?
Uma ou duas semanas?
Mais cedo é melhor para a tua saúde.
Quem aposta comigo não aposta apenas dinheiro.
- Sim. - Por isso...
Isso chega para este mês.
E no entanto...
Talvez mais um.
Para que foi este?
É um adiantamento.
Até ao casamento. Vemo-nos na igreja.
Como faço isso, Frankie?
Como pago o anel? O fato?
- Já não tenho dinheiro. - Precisas de dinheiro?
Bem...
- Não quis dizer isso assim. - Não sabia.
Eu não sabia que precisavas de dinheiro. Posso dar-te. Quanto?
Dez mil?
Sr. Thinwhistle.
Como sabe, não tenho dinheiro. Como é que faço isto?
Para ter um bom casamento, é preciso muito dinheiro ou muito tempo.
Não tenho nenhum deles.
Então não será um bom casamento.
Nem tenho um vestido de noiva.
Sir Toby. O que está a fazer? Caiu?
Nada de importante.
Quem são estes senhores?
Tenho planeado uma surpresa.
- A sério? - Sim.
Queria fazer a manutenção dos WC antes do casamento. Eles são...
... canalizadores.
E?
Os WC estão em ordem?
- Sim, agora estão. - Sim?
Sim.
Quem é esse?
É o homem do banco.
Uma vez que sou cliente há muito tempo,
ele vai oferecer o bolo de casamento.
- Mais uma vez obrigada, Sr. Thinwhistle. - Sim, de nada.
É tão generoso.
Bem, tenham um belo dia.
- Tenho de falar consigo. - Tenho de falar consigo.
- Pode falar. - Não, primeiro as senhoras.
Está bem.
Bem, é sobre o nosso casamento.
Eu estava a pensar se poderíamos talvez...
Antecipar a data.
Sim, exatamente.
Nada me deixaria mais feliz.
- A sério? - Claro.
Temi que dissesse que era precipitado.
- Nada disso. - Ótimo.
Que tal... no próximo fim de semana?
Perfeito. Mal posso esperar.
Eu sinto o mesmo.
A Menina Sophie faz-me tão feliz.
Não desejo mais nada a não ser que use o meu apelido.
Nem discutimos isso. Qual é o seu apelido?
Pimplesnore.
- Pimplesnore. - Pimplesnore.
Tobias Pimplesnore.
- Sophie Pimplesnore. - Sim, Sophie Pimplesnore.
Todas as noites sussurro isso. Mil vezes.
Sophie Pimplesnore.
Sophie Pimplesnore.
Sophie Pimplesnore.
Feliz?
Quem não estaria na minha situação?
Sim.
Sim!
Sim!
Desculpa.
Desculpa.
É bom vê-lo. Divirta-se.
Conde Szabos.
Que bom que veio.
Naturalmente, quis ver o resultado da nossa competiçãozinha.
Porque é que se foi embora?
Tive a sensação...
... de que me poderia escolher.
A sua sensação estava certa.
Sabe, não tive outra escolha.
Não percebo isso.
Ter-me-ia feito muito feliz, Menina Sophie.
Mas o meu destino é ser infeliz.
Acabaria por ser infeliz.
Ser feliz comigo tê-lo-ia feito infeliz.
Isso significa que cometi um erro enorme.
Que infortúnio.
Menina Sophie.
A menina é incrível.
- Almirante von Schneider. - Ao seu serviço.
Sim, por favor.
O que posso fazer por si?
Nada, James. Senta-te, por favor.
Por favor.
Vim tarde demais?
O que faz ele aqui, se posso saber?
O doutor é quem te conhece há mais tempo. Certo?
E porque é isso importante?
O que se passa aqui?
Uma intervenção?
- Não pode ser a sério. - Sim, James. Estou preocupado.
Quero finalmente saber o que se passa. É uma ordem.
- Por onde devo começar? - Pelo início.
Sim. O início é bom.
No fim, acabei por perceber rapidamente que não sou um porco.
Que maravilhoso.
Já não estou zangado com o vosso país pela chacina dos meus conterrâneos.
Isso é ótimo.
Pois é.
Ainda assim, o meu amor pela minha pátria é inabalável.
Quase que diria que nunca foi tão forte.
- Claro. - Sim.
Sabe, talvez devêssemos trabalhar mais proximamente com o vosso país.
E com os franceses.
E depois atacar os japoneses. E os americanos.
Esses dois países têm muito espaço e recursos naturais. Se...
Peço desculpa.
É o melhor dia da sua vida e estou a aborrecê-la com política.
Nunca me aborreceria.
Venha, vou levá-lo ao seu lugar.
Conde Szabos.
Sir Toby.
Que bom que veio.
Estou feliz por si.
Deixa os rapazes...
Tobias.
Parabéns pelo teu casamento. Vem cá.
Olha só para ti.
Devias ir-te embora...
... antes que alguém desconfie.
E a Scotland Yard pode aparecer.
Calma, só queremos garantir que te vais mesmo casar.
E? Os WC ainda estão a funcionar?
Ou devo empurrar-te sanita abaixo como um teste?
Tudo bem.
Almirante.
Almirante.
Que bom que veio.
Quem é esse? E porque lhe beliscou a bochecha?
Ele não me beliscou. É o meu dentista.
Doutor...
... Dente.
Dr. Dente?
Sim, foi só uma verificação final antes do casamento.
Para garantir que nada abana quando disser "sim".
- Sim. - E?
Algo está a abanar?
Não, nada está a abanar.
E se o casamento correr bem hoje, pode ficar com os seus dentes.
Sir Toby?
A minha mulher.
Então deixei-a de vez e voltei para a corte
para retomar o meu serviço.
Que história triste mas dramaticamente perfeita.
E um belo exemplo da minha velha hipótese.
"Os homens nunca entenderão as mulheres."
É mais fácil explorar um continente inteiro do que compreender uma mulher.
Ou inventar um telefone sem uma manivela, ou...
Ou viajar para novos planetas no espaço. Um disparate, claro, nunca faremos isso.
Por outras palavras,
os homens conseguem fazer quase tudo, exceto compreender as mulheres.
Até eu, o Rei do Reino Unido
da Grã-Bretanha e da Irlanda, Rei dos Domínios Britânicos,
Imperador da Índia.
Até eu, apesar de intensas pesquisas pessoais,
não faço a menor ideia do que se passa nas mentes femininas.
Vossa Majestade, não discordo,
mas dizem que alguns homens compreendem as mulheres.
E quem são eles? Quem são exatamente?
A intervenção não está a correr como o planeado. Não é, Dr. Sinclair?
Não.
Pelo contrário, ajudou muito. Muito obrigado.
De certeza que vou superar a Mna. Sophie.
Ela não se vai casar hoje?
Hoje?
Sim, com o tal Sir Toby.
O Sir Toby?
Sir Toby?
- Mna. Sophie? - Sim.
- Têm de vir connosco. - Desculpe?
Primeiro, parabéns pelo casamento.
Do que se trata?
Do desaparecimento do Sr. Percy Winterbottom.
Isto...
... é muito embaraçoso.
- Não é. - Devia ser.
Menti-vos da última vez.
Que atire a primeira pedra quem nunca pecou.
Sim, o Sr. Winterbottom estava na casa.
E, uma manhã, desapareceu de repente.
Mas eu e a Menina Sophie...
Bem...
Se isto for demasiado embaraçoso,
pode falar com uma colega nossa. A agente Marple.
- Ela é muito... - Quero aliviar a minha consciência.
Na noite do desaparecimento do Sr. Winterbottom...
... o Sir Toby estava no meu quarto.
Antes do casamento.
- Sim. - O casamento é apenas hoje.
Sim.
Isso é que é um álibi perfeito.
- Bem, obrigado. - Um momento.
Porque é que só mencionou isto hoje?
Devido ao nosso falhanço moral, não podíamos dizer nada
sobre o desaparecimento trágico do muito capaz Sr. Winterbottom.
- E uma vez... - Compreendemos.
Tenham um belo dia.
Ainda não compreendo nada.
Vou ficar de olho em vós.
E vou começar isso hoje.
Claro. Têm chá e biscoitos ali.
Porquê o Sir Toby? Porque não o Pommeroy?
Ela não pode casar com o Sir Toby. Ele matou o Winterbottom.
Não percebo nada. Quem é o Sir Toby?
O homem mais rico da América. Um multimilionário do petróleo.
A Menina Sophie conheceu-o na sua receção.
É o burlão.
O burlão, estou a ver.
Fomos informados sobre sermos vítimas de um burlão,
um suposto multimilionário do petróleo conhecido como Sir Toby Pimplesnore.
Um burlão?
Um assassino? Tenho de salvar a Menina Sophie!
Não, James, acabou de dizer que se sente muito melhor...
Já chega, seu desgraçado!
- Basta de desculpas. - Eu outra vez?
Não. É outra vez ele.
- Eu? - Esse desgraçado pôs-me os cornos.
Vários.
Em várias ocasiões.
- E agora? - Agora, ficamos quites.
Quites?
Vais desafiar-me para um duelo? O teu irmão e rei?
Não. Que se lixe o duelo.
- Sim. - Será rápido.
Não!
James!
Meu Deus. James.
Meu Deus, James.
Obrigada.
Bonjour, Mna. Sophie.
Sr. Pommeroy. Amar.
Que bom vê-los.
Nada nos impediria de vir
ao casamento da mulher que assegurou a nossa felicidade.
Menina Sophie, o órgão vai começar.
Então, vai ser o Sir Toby afinal?
Parabéns, mas porque não se casa com o James?
O James deixou-me. Na noite anterior à minha partida.
Sabe porquê?
Não sabe mesmo?
Não.
No último dia,
o James ouviu-a dizer que se queria casar com o Pierre.
Seria um casamento de conveniência.
Mas ele não sabia isso.
Ele foi-se embora.
Um mal-entendido?
Mal-entendido...
Teria sido mesmo um mal-entendido, Menina Sophie?
Acha que o James ficaria feliz com o nosso casamento de conveniência?
Acha que ele ficaria feliz com isso?
Se calhar o James aprendeu um pouco mais na Aldeia da Verdade do que eu.
Se calhar ele estava pronto...
... para sacrificar tudo pelo seu verdadeiro amor.
Ouça, Menina Sophie.
Se a menina é das poucas pessoas neste mundo
que chega a viver esse grande, verdadeiro e providencial amor...
... então tem uma certa responsabilidade.
Bem, o senhor tem de entrar agora.
E o senhor vai acompanhar a noiva até ao altar.
Eu acompanho a noiva até ao altar. Menina Sophie, excusez-moi, o braço.
Estamos aqui reunidos
porque a Menina Sophie Tewdale e o Sir Tobias Pimplesnore,
após uma cuidadosa reflexão e de livre vontade, se querem casar.
Se alguém presente tiver alguma objeção a esta união,
que fale agora ou fique para sempre em silêncio.
E agora...
Jean-Louis?
É o Jean-Louis. Ele voltou.
Não sei como é na Inglaterra,
mas no meu país a objeção de um cão não conta.
Se fizer o favor de continuar a cerimónia...
Sim, claro.
Bem, onde estávamos?
- Menina Sophie, não pode fazer isso. - Isso é o que eu ia dizer.
Gigi, estás feito.
Anda.
Menina Sophie!
Menina Sophie?
Ou casa-se aqui e agora ou tomo posse da sua casa amanhã.
O que quer ele dizer?
Estou falida. Eu só queria o seu dinheiro.
Para o seu dinheiro ser meu.
Peço desculpa.
Só queria o meu dinheiro?
Porque é isso engraçado?
Eu não tenho dinheiro. Eu queria o seu dinheiro.
É um burlão.
Sou um burlão.
Não é americano?
Sou meio italiano. O meu nome verdadeiro é Ricardo Da Tome.
Não é Pimplesnore?
Criou uma nova identidade para si e escolheu o nome Tobias Pimplesnore?
Que cena lamechas é esta?
- Despachem-se e casem-se. - Não vale a pena. Ela está falida.
- O quê? - Ela está afundada em dívidas.
Então, isto foi tudo para nada?
Foi para isto que me livrei do outro?
Ele matou o Winterbottom, não o senhor?
E não foi a menina?
Eu mato-te por isso. Vem cá, seu falhado.
És lixo.
Calma. Ninguém vai matar ninguém aqui.
Ele matou o Winterbottom.
- A sério, calma. Há provas? - Não.
Ele acabou de confessar perante três testemunhas.
- Bem, o que eu queria mesmo dizer... - Está preso.
Menina Sophie!
Menina Sophie!
Sim?
O James foi alvejado.
O quê?
- Porquê? - Quem raio é o James?
O James é ele.
Calma, cowboy, calma.
Menina Sophie?
Menina Sophie!
Não.
Não.
Não. Isto não pode estar a acontecer. Não!
Não. James.
Não.
James. Não.
Não.
Não.
James?
Não, por favor. Não me faças isto.
James?
James.
Estás vivo.
Estás vivo.
Lamento imenso ter duvidado de ti.
E ter duvidado do nosso amor.
Quero estar contigo. Mesmo em condições pobres e humildes.
Não.
Isso não vai acontecer.
Lamento muito, Menina Sophie.
Terá de procurar noutro sítio se quiser casar com alguém pobre.
O quê?
Ajoelha-te, James Stevens.
Sê fiel e constante.
Sê generoso e humilde.
Sê corajoso e cheio de bondade.
Atenção à tua conduta e sê poderoso.
Ergue-te, Sir James Stevens.
Parabéns, Sir James.
Agora és cavaleiro.
Um Cavaleiro Comandante da Ordem Real Vitoriana.
Obrigado, Vossa Majestade. Nem sei o que fiz para merecer isto.
Se calhar foi por teres salvado a vida do teu rei.
Claro que o título traz consigo um rendimento mensal generoso.
Dinheiro, bem...
Chamemos a isto uma pensão de reforma antecipada. Sim.
Obrigado.
"Pensão de reforma antecipada." Essa é boa, não é?
Promete-me Que um dia eu e tu
Levaremos o nosso amor juntos para um céu
Promete-me
Promete-me
Como dizem: "Tudo está bem quando acaba bem."
E uma vez que está tudo bem agora, isto deve ser o fim.
Mas em todos os fins há um novo começo.
Ena! Cá está.
Uma história de amor que tornou possível o impossível,
um amor que rejeitou convenções sociais e dobraria o tempo e o espaço se necessário,
e, no entanto, foi uma história de amor normal.
O amor consegue alcançar isto.
Parem! Ainda vos devo uma resposta.
Como é que surgiu o popular sketch da véspera de Ano Novo?
Encha-me o copo.
Começou tudo nesta sala, cavalheiros.
Há sete anos, na véspera de Ano Novo. No meu 21.o aniversário.
Eu e o James ficámos muito próximos nesse dia.
Hoje não é só o meu aniversário,
é também o aniversário de um amor muito grande.
Celebre comigo, Sr. Pommeroy,
e o senhor, Sir Toby, e claro o senhor, Almirante von Schneider.
Juntem-se a mim e ao James na celebração deste dia em todas as vésperas de Ano Novo
até ao fim das nossas vidas.
Sir Toby.
Saúde, Menina Sophie.
Almirante von Schneider.
Skål.
Sr. Pommeroy.
Feliz Ano Novo, Menina Sophie.
Em princípio, esta ideia é certamente muito boa,
mas o Sr. Winterbottom não está cá.
Bem...
Estamos todos aqui reunidos...
Aqui...
Excelente.
Bem...
Ao nosso jour fixe no Ano Novo.
Ao procedimento da véspera de Ano Novo.
O mesmo procedimento todos os anos.
Skål.
Legendas: Eduardo Silva
Supervisão Criativa Mariana Vieira
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