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Esta é a Casa Bournsmouth.
A uma hora de carro de Londres.
O ano é 1911.
A sociedade inglesa é definida pelo sistema de classes.
O sufrágio feminino ainda não foi introduzido.
São bons tempos para homens aristocratas e ricos como aqui o Sr. Pommeroy.
Um rico herdeiro francês e playboy.
Sir Toby, multimilionário e aventureiro americano.
O Almirante von Schneider. Dos mais corajosos da sua era.
É delicioso como óleo.
E, finalmente, Percy Winterbottom.
Hoje vamos criar o conceito de beber de dia.
Um inglês dos quatro costados.
- Então? - Saúde!
Não reconhecem estes nomes?
Correto! É do sketch da véspera de Ano Novo.
E isto é a prequela desse sketch.
Claro que quero começar com a Mna. Sophie e o James.
E cá estão eles.
Sim, até eles foram jovens. E apaixonados.
Muito apaixonados.
- Cá entre nós... - Nunca.
... era um romance absurdamente lindo.
Toma.
Acho que é hoje.
A sério?
Achas demasiado cedo?
Não, não é, mas acho...
Temos de tomar precauções.
Tem de ser, não é, Sophie?
Eu...
Eu estava a falar da moto.
Quero ser eu a conduzir.
Cuidado.
Pronto. Não tão rápido.
Perguntaste mesmo se precisamos de tomar precauções?
- Muda a mudança. - Sim, eu sei.
Tudo podia ter sido tão maravilhoso, mas havia um grande senão.
A Mna. Sophie era uma nobre inglesa e o James era o filho do mordomo.
Dorme bem.
Na altura, um amor desses não era só incomum,
era totalmente impossível.
E, acima de tudo, proibido.
Pai!
Voltei agora dos estábulos.
A Lady B tinha um prego no casco...
Então meteste óculos de moto e tiraste-o?
Sim.
Agora sei andar de moto.
Isto tem de parar, Sophie. Já.
- Andar de moto? - O filho do mordomo.
- Chama-se James. - Podes-te rir, mas eu sei isso.
Sophie Anastasia Magdalena Meredith of Tewdale.
Tal como eu disse, tu e o James têm de acabar já.
No Ano Novo terás 21, serás adulta.
- É quando acaba o nosso ultimato. - Teu.
Se não arranjares um marido apropriado até lá,
eu arranjo-te um.
Não fiques assim.
Só quero o melhor para ti.
Mas a Mna. Sophie não seria a Mna. Sophie se quisesse saber
do que o pai dizia.
Pelo contrário.
Em vez de conhecer solteiros apropriados,
ela passou ainda mais tempo com o James.
E depois veio o outono, seguido pelo inverno.
E em breve seria o 21.o aniversário da Mna. Sophie,
na véspera de Ano Novo em 1911.
Já agora, essa sou eu, Prudence Sterling, a criada.
Sou eu que conto a história.
Ela vem aí.
Pois ela é uma boa companheira
Pois ela é uma boa companheira
Pois ela é uma boa companheira
Ninguém o pode negar!
Ninguém o pode negar!
Pois ela é uma boa companheira
Pois ela é uma boa companheira
Pois ela é uma boa companheira
Ninguém o pode negar!
- Parabéns, minha querida Sophie. - Obrigada.
Eis o teu bilhete para o Titanic.
A viagem inaugural. O teu pai, tu e eu.
- É ótimo, não é? - Muito obrigada.
- Uma festa surpresa? - Algo assim.
Lembras-te do nosso ultimato?
- Teu ultimato. - Que não levaste a sério.
Então, fui forçado a agir.
Abres a porta, Mortimer?
Então, Jonathan?
Quais são os teus planos para o próximo ano?
Casar-me com a Mna. Sophie.
Como? O que disse ele?
Isso é ser muito franco.
Em que estás a pensar?
Nem nos conhecemos.
Não queres casar por amor?
- Amor? - Demasiado radical?
Claro que não, mas como... Bem...
O próximo passo é convidar-te para nos vires visitar.
Para um passeio ou...
Só me irei casar com alguém que conheça, ame...
... e deseje.
Nunca pensei nisso assim, mas...
Se calhar, devíamos pôr em prática
isto tudo.
"Pôr em prática"?
O que queres "pôr em prática" comigo?
Bem, quanto mais prática, melhor.
E se não resultar à primeira...
Jonathan! Cala-te e bebe o teu chá.
Temos uma viagem longa.
Já é Ano Novo?
A senhora e os cavalheiros partiram. Sirvo a fruta?
Divertiste-te, Sophie?
- Claro. - Ainda bem,
pois será a tua última diversão durante algum tempo.
Tinhas de fazer isso, Sophie?
Festa?
Feliz Ano Novo, James.
Feliz Ano Novo, Sophie.
Acho que hoje é o dia.
Estás bem?
James?
Abre imediatamente, James!
O que se passa, pai?
Se não abrires a porta já, peço ao Murphy para a arrombar.
Já vou!
James!
- Último aviso. - Sim.
- Rápido. Estou a escorregar. - Cuidado.
O que procuras?
Eu podia ter jurado que...
Por favor, podes...
Sim.
Sophie.
- Mais uma coisa, James. - Sophie!
Felizmente, a Mna. Sophie apenas magoou o cóccix.
Saiam daqui! Imediatamente!
Vão para os vossos quartos!
Mas todos na casa já sabiam do caso dela com o James.
Uma coisa é certa, não vais connosco no Titanic.
Bem, como agora sabemos, o castigo podia ter sido pior.
Mas isso não foi tudo.
Lamento, mas não consigo controlar o rapaz no que diz respeito a isto.
Daí o pai da Mna. Sophie inventar uma mentira cruel
para manter o James afastado dela para sempre.
E se eu contar ao teu filho a seguinte história?
Que eu sou infértil...
E tu, como o mordomo leal que és, ajudaste-me a mim e à minha mulher
com um donativo, para podermos ter a Sophie.
A Mna. Sophie é irmã do James?
Admito que fiquei chocada ao ouvir isso.
Acha que ele irá acreditar?
- A Mna. Sophie é minha irmã? - Meia-irmã.
Vais fazer as malas e deixar a casa imediatamente.
E se contares isto à Sophie,
despeço o teu pai também.
Entendido?
Sim.
Ótimo.
Adeus.
O James obedeceu, fez as malas,
e enquanto a Mna. Sophie esperava por ele, ignorando isto tudo,
ele deixou a casa, com o coração partido e sem se despedir dela.
Sete anos depois.
A Mna. Sophie ainda vive na Casa Bournsmouth.
Mas sem os pais.
Como foi dito, eles partiram na sua viagem a bordo do Titanic sem ela
e não voltaram por razões sobejamente conhecidas.
Sete anos nos quais o James não voltou à Casa Bournsmouth.
Ele lutou ao lado do rei britânico na Primeira Guerra Mundial,
ganhando a sua confiança, e seguiu-o até à corte.
Oficialmente, o mordomo principal, não oficialmente,
era quem tratava de assuntos delicados.
Nesses anos, nem um dia passava sem o James pensar na Mna. Sophie.
Prudence!
Por outro lado, a Mna. Sophie
tinha arrancado dolorosamente o James do coração e nunca mais se apaixonou.
- No entanto, ela está a segurar uma bebé. - Podes dar-lhe de mamar?
- Sim. - Isso mesmo, é minha.
As coisas não são como eram, pois não?
Está a falar de ser a cozinheira a limpar as janelas
ou de a Sophie estar a fazer de ama para a criada?
Temos pouco dinheiro.
Não podemos ter mais criados.
Há assim tão pouco dinheiro?
Sim. Como dizê-lo?
Estou a pensar em guardanapos de papel para poupar dinheiro.
De papel?
- Isso existe? - Sim.
E são mais baratos do que os nossos de pano?
Especialmente se os reutilizarmos como papel higiénico.
E depois usá-los também como lenços.
Mortimer, só quis gozar um pouco contigo.
Ótimo.
Posso pedir que goze comigo de forma diferente no futuro?
- Para que não te sintas gozado? - Isso seria muito atencioso.
Quem será?
Bom dia, Mna. Sophie. Arthur Thinwhistle, do Great Union Bank.
E o Sr. Clearwith? Ele é o meu contacto habitual.
- E era um bom amigo do meu pai. - Sim.
E comportava-se como um bom amigo do seu pai.
E não como um empregado do Great Union Bank.
É aí que entro eu.
Para mim, a amizade não é nada. Mas o banco é tudo.
Bem, então sei que também iremos trabalhar bem em conjunto.
A minha família é vossa cliente há muitos, muitos anos.
- Falência. - Vamos tomar posse da casa.
Não podem fazer isso.
Perdi os meus pais e a casa é o nosso lar.
- É tudo o que tenho. - É lamentável.
Se tentar
remover ou vender mobília ou outro recheio
da casa a partir de agora, irá acabar
na prisão, e aviso-a...
Os tribunais não têm misericórdia.
Sabe com quem está a falar?
Com a mulher que nos deve 768 554 libras
e três pence.
- O coração de novo? - Não.
Só o choque.
Falência.
Céus, que embaraçoso.
O quê, Mortimer?
O Sir Walter Ferguson, também conhecido como Ferguson Gordo,
sentou-se no Yorkshire terrier da Lady Biton no baile de há dois anos.
Desculpa a minha expressão,
mas o cão foi desta para melhor.
Isso foi embaraçoso, meu caro Mortimer.
Não uma falenciazinha tola.
E, para além disso...
... já tenho um plano.
Tem?
Vou-me casar.
Até agora, se não me engano,
nunca quis... - E agora quero.
- Tanto quanto sei, precisa de um homem. - Também ouvi isso.
E é aqui que entras tu.
Mna. Sophie...
... não me acha demasiado velho?
Mortimer.
Prepara uma lista dos solteiros mais cobiçados do mundo.
Com todo o prazer.
Enquanto a Mna. Sophie procurava um pretendente adequado,
no palácio preparava-se a receção anual do rei.
A receção do ano anterior tinha sido desastrosa.
Razão suficiente para preparar melhor a deste ano.
Vossa Majestade?
Audrey, sim?
- Prontos para a receção de amanhã? - Sim, mais ou menos.
Na semana passada, houve uma gafe nos 90 anos do Príncipe Henry.
O Príncipe Henry é uma gafe viva.
Um antimonárquico colou-se à entrada do WC.
- Colado ao WC? Quem faria isso? - Estranho.
- Esperam imitadores? - É possível.
- Eu trato disso. - Fico mais descansado, James.
Para a seleção de cavalheiros,
usei uma agência de matrimónio.
Isso existe?
"Solteiros Com Classe".
Que nome tão estúpido.
Não me vou casar com qualquer homem.
Ele tem de...
... ser aventureiro. - Antes disso, não devia ser rico?
Um bom sentido de humor. Atraente.
- Rico. - Claro, rico.
Bravo, Mna. Sophie.
Isso é sensato.
Meu Deus, o que lhe aconteceu à cara?
O Lloyd O'Hare teve um encontro desagradável
com um rinoceronte enquanto caçava.
Mas é muito rico.
E aventureiro.
Por "aventureiro", não quis dizer chacinar animais.
E podes chamar-me fútil,
mas a cara dele faz-me lembrar o estufado galês de salsicha.
Então o Duque de Dellaham também está fora da corrida.
- E ele? - O Sir Toby. Um americano.
- Eu sei, mas é muito rico. - Quão rico?
O mais rico dos EUA. Quer construir o edifício mais alto em Nova Iorque.
- Há um senão. - Qual?
Dizem que comprou o título.
Tipicamente americano.
O Sr. Winterbottom, ele vive aqui perto.
Perto é demasiado próximo.
O Almirante von Schneider, da antiga nobreza da Prússia.
Ele parece sensual.
Não achas, Mortimer?
O queixo parece resoluto e os ombros parecem...
Desculpa, prometi não gozar mais contigo.
Obrigado, Mna. Sophie. Não vai gozar mais. Excelente.
Colar-se à frente do WC... Os anarquistas já não são o que eram.
- Mais alguma coisa? - É tudo por agora.
Um momento. Para!
Mais uma coisa. Muito importante. Temos de impedir a minha mãe de cantar.
Sim, certo. Muito bem visto, Vossa Majestade.
Depois do décimo xerez, ela canta aquela maldita canção.
E qual é o problema exatamente?
O problema é a canção, James.
É indecente, é vergonhosa, é vulgar.
Vulgar como?
Bem...
- Isso é mesmo vulgar. - Sim.
Então, está tudo combinado.
- Mais uma coisa. - Sim, James.
Seria possível...
... interromper as suas atividades amorosas durante a receção?
Não compreendo.
Ao lembrar-me da última receção,
especialmente o problema com a sua cunhada...
Sim.
Claro. Desta vez irei deixar o cetro dentro das calças.
Esse não é o herdeiro do champanhe?
O Sr. Pommeroy.
Francês. Muito culto. Sempre bem-disposto. E...
Muito rico.
E quem é esse?
O Eddi Lipperton, de uma família de diplomatas. Britânico e educação perfeita.
Muito rico.
Quantos cavalheiros já temos?
Quatro candidatos, Mna. Sophie.
Isso chega para si?
Elemer, o Conde Szabos, nobre húngaro.
Rico?
Muito.
E dizem que é muito romântico.
É a peça que faltava.
Temos cinco cavalheiros.
O Pommeroy, o Almirante von Schneider, o Sir Toby,
o Sir Eddi Lipperton e o Conde Szabos.
O que pretende dos cavalheiros, Mna. Sophie?
Que lutem pelo meu coração.
Excelente.
Os cinco foram convidados para a receção anual do rei amanhã à noite.
E, Mna. Sophie,
consegui que fosse convidada também.
Obrigada.
Fará o destino com que a Mna. Sophie e o James se encontrem na receção do rei?
E, se sim, como irá reagir a Mna. Sophie?
Mas não especulemos. A caçada começou.
A caçada por cinco pretendentes ricos.
Estou mesmo curiosa em relação a eles.
Vamos praticar a corneta da caça de novo.
Foi fascinante a forma como estacionou!
Que belo elogio por parte
de uma mulher tão bonita. - O seu elogio também foi ótimo.
- É demasiado gentil. - Isso é possível?
É delicioso como óleo de torpedo.
Admito que não costumo receber elogios.
É difícil de acreditar
sendo um homem tão elegante.
Bem, como dizer?
Os últimos anos foram frustrantes.
- A Guerra Mundial? - Ouviu falar?
- Claro. - Meu Deus.
Uma mulher interessada em política.
E também... tão atraente.
Pare de me elogiar.
- Vou corar. - Corar fica-lhe bem?
Gostaria que fosse o senhor a decidir isso.
É muito gentil.
Posso convidá-lo a minha casa amanhã?
- Faria isso? - Claro, meu caro...
Almirante von Schneider.
Ao seu serviço.
Foi assim que a Mna. Sophie encantou o pretendente
antes mesmo de entrar no palácio.
Dentro do palácio, o James
e a Poolish estavam atentos ao antimonárquico que se cola aos WC,
mas descobriram que o rei,
apesar da promessa de manter o cetro dentro das calças,
não tirava os olhos e as mãos de cima da cunhada,
e o irmão dele começava a desconfiar.
E depois há a rainha-mãe, o décimo xerez
e a ameaça da canção vulgar.
Entretanto, a Mna. Sophie perseguia o pretendente seguinte.
Nomeadamente, o Conde Szabos,
o Sir Toby e o Eddi Lipperton.
O velho Conde Flintworth tem uma tosse crónica,
mas recusa-se a ir ao médico.
A mulher dele, a Lady Doria, fartou-se.
Ela foi ao médico e descreveu os sintomas dele.
O médico pediu-lhe para arranjar uma amostra das fezes do marido.
E uma amostra de urina. E...
Por favor, desculpe.
- Não é preciso, Sr... - Sir.
- Eddi Lipperton. - Lipperton.
Boa tarde.
Sou a Mna. Sophie.
Elemer, o Conde Szabos.
Eu sei, os ingleses beijam o ar acima da mão.
Mas os húngaros, quando beijam, fazem-no como deve ser.
A maioria das pessoas acha que enriqueci com o petróleo,
mas o meu empreendimento mais ousado é um edifício.
É tão grande que...
... arranha o céu. - Impressionante.
Espero não a aborrecer com as histórias.
Claro que não.
Cavalheiros.
Porque é que o faz?
- Construir arranha-céus? - Sim.
Porque posso.
Por favor, continue a piada, Sr. Lipperton.
- Não é para mulheres. - A sério?
- Há uma diferença? - Sim, há.
Dê-nos licença.
Vá lá, conte-lhe o final.
Quem é o senhor?
- Percy Winterbottom. - Interessante.
Desde quando convidam civis?
Muito bem, senhor.
Tem razão, eu adoraria pertencer à nobreza.
Nascido em berço de ouro.
Nunca ter de alcançar nada. É tão maravilhosamente...
... inútil.
Cavalheiros.
Boa tarde.
Tenho o copo vazio.
É bom a cuidar de si.
Exato.
Até agora, nunca tive razão para cuidar de outros.
- Menina... - Sophie.
Sophie.
Conhece a Hungria?
- Já foi à Puszta? - Não.
Bem,
como ele disse, o médico queria uma amostra
de fezes e urina do velho conde.
A condessa sorri e diz...
"Trago-lhe as calças de caça dele."
- Já sabia o final. - Conheço-as todas.
Dlim-dlão.
Olá, é uma recolha para o orfanato.
Frederick, Elizabeth, façam as malas!
- Dois ovos conhecem-se. - Sou um kiwi.
Um homem naufraga numa ilha deserta com um bode.
Essa é mesmo vulgar.
- Nada o deixa embaraçado? - Sou inglês.
Fico embaraçado com tudo.
Exceto no que toca ao humor.
Quer vir à minha casa de campo amanhã?
Claro.
Eu adoraria, Mna. Sophie.
Acabei de dar centáureas-azuis húngaras
à cunhada do rei,
e agora
estou a ser colhido por uma rosa inglesa.
Conhece a piada mais curta do mundo?
- Eu também não. - Eu também não.
Contamos um, dois, três, quatro candidatos fisgados.
O único que falta é o Sr. Pommeroy.
E enquanto a Mna. Sophie procura o que acha que precisa, acontece.
Seja coincidência ou destino,
eu chamo-lhe o reencontro mais desigual de todos.
Foi maravilhoso!
- É uma excelente dançarina, mademoiselle. - Obrigada.
Qual é a sua dança preferida?
- O foxtrot. - Não me diga.
A minha também. Maestro...
Um foxtrot, s'il vous plaît.
- É uma jovem admirável. - Descobriu isso rapidamente.
O seu temperamento cintila como champanhe e a sua beleza é doce como cássis.
Vou chamá-la de Kir Royale.
- Chamo-me Mna. Sophie. - Enchanté.
Gostaria de me visitar na minha casa amanhã?
Claro.
Sem que a Mna. Sophie reparasse, o James passou o resto da noite a observá-la.
E a Mna. Poolish repara nisso, pois ela tem observado o James
em vez de contar as bebidas da rainha-mãe.
Será ela a anarquista?
Quem?
A mulher que tem observado a noite toda.
Eu procuro um anarquista, não uma mulher.
Será?
Quantos xerezes é que ela bebeu?
Esse é...
Meu Deus, é o décimo.
O quê?
E, a partir deste momento, as coisas descontrolam-se
de uma forma muito desagradável.
A rainha-mãe começa tudo.
Ou melhor, o décimo xerez e a canção vulgar.
A Imperatriz Sissi amou o seu Francisco Toda a sua vida
No entanto, não gostava do seu torto...
Ela preferia montar o seu cavalo
Do que o Habsburgo e a sua...
E quando o James pensa que tem a situação sob controlo,
aparece... - O anarquista.
Exatamente, o que se cola aos WC. Mas não é só.
O irmão do rei, obedecendo à sua bexiga, dirige-se
à casa de banho em frente da qual o anarquista se quer colar
e que a Mna. Sophie está prestes a utilizar.
E onde o James acha que o rei está a ter um encontro com a cunhada.
Para piorar as coisas, a rainha-mãe prepara-se para o seu grande final.
... o seu pequeníssimo...
Tão pequeno que podem não o ver
O Friedrich e o seu...
O Friedrich e o seu...
Ótimo, o James conseguiu neutralizar a rainha-mãe.
Mas o que vai acontecer agora é um verdadeiro confronto
e vai acontecer em frente à casa de banho real.
- Não se atreva. Afaste-se da porta. - Quem acha que é, mordomo?
- Saia. Eu parto-o todo. - Isto vai ter consequências, anarquista.
Eu não, ele!
Uma mulher anarquista?
James?
Sophie?
O que fazias aí dentro?
Esqueci-me de como és encantador.
CASA DE BANHO
Levante-me, traidor.
Vai pagar com a vida, mordomo!
Sophie?
Deixa-me.
Larga-me.
James!
O Charles desafiou-o para um duelo. Amanhã de manhã.
Meu Deus, James.
- Ele está morto? - Mortinho da silva.
Toma conta dela. Promete-me.
Toma conta dela como seu mordomo.
Quero convidá-los a competirem
pelo meu coração. - Uma competição?
- Sem um encontro? - Não pode ser.
O vencedor ganha a minha mão.
Legendas: Eduardo Silva
Supervisão Criativa Mariana Vieira
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