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Uma Fam�lia �s Direitas S01E04 - Archie Gives Blood
Sete. Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis, sete.
Pra�a de St. Charles.
- Vai comprar? - Quanto custa?
S�o $140, Edith. N�o sabes ler?
Bem, eu n�o sei. O que � que achas, Gl�ria?
Bem, j� tens a Avenida dos Estados.
Isto dar-te-� dois ter�os do Monop�lio.
V� l�, Edith. Joga pela tua pr�pria cabe�a.
Toma as tuas pr�prias decis�es.
Na vida real, n�o podes ir aos teus competidores pedir conselhos.
Ela n�o est� no mundo real, � apenas um jogo.
Assim como a tua vida � um jogo, menino amigo.
Se jogas o jogo aqui ou l� fora,
jogas para ganhar, certo?
Onde � que n�s ouvimos isso, Archie?
Foi em Mannix ou em The Bold Ones?
Mant�m a mente nas tuas propriedades, sim, Edith?
"Se jogas o jogo aqui ou l� fora..."
Queres comprar a Pra�a St. Charles?
Compro-a.
A cabe�a de vento tomou uma decis�o.
Vinte, trinta, quarenta, cinquenta...
Porque � que est�s a contar dezenas? Tens um monte de centenas.
Aqui est� uma centena. D�-me 4 dezenas. L� est�, $140.
P�e no banco. Vamos.
V� l�, pap�. P�ra de a chatear.
E ainda n�o respondeste � pergunta do Michael.
Vais com ele ao banco de sangue amanh� de manh�?
Banco de sangue? N�o.
Esta��o de caminho de ferro. Compro.
Porque n�o, Arch? Na semana passada disse que ia comigo.
Mudei de ideias.
N�o darei nenhum sangue a menos que saiba quem o vai receber no final.
Qual � a diferen�a?
A diferen�a �, se alguns radicais tentam deitar abaixo um edif�cio, certo?
Apanha um tiro; precisa de uma transfus�o.
Bem, ele n�o vai receber nenhum do sangue de Archie Bunker!
Pressinto que nem ningu�m.
Penso que tens raz�o, Michael. Isso � apenas uma desculpa, pap�.
Tennessee Avenue, minha propriedade. A renda � de $14.
- Deixa-me ficar ele. - Ok, j� lho dou.
Relaxe.
N�o sei porque n�o queres dar sangue. Nunca d�s nada a ningu�m.
Ele deu-me esta constipa��o.
Muito bem, aqui vamos n�s para uma nova volta.
Ele passou-me sempre as constipa��es.
Todos os anos, ele passa-me um monte de constipa��es.
Edith, estou a tentar continuar o jogo.
Est� tudo bem para ele quando ele apanha uma constipa��o. Ele � o marido.
Ele pode tirar um tempo de folga e vai para a cama.
Edith, estou a tentar jogar.
Enquanto eu estou a correr para cima e para baixo nas escadas � espera dele...
Mas quando eu me constipo...
Sou a mulher, n�o posso tirar uma folga. N�o posso ir para a cama.
Queres calar-te?
Porque � que fizeste isso?
Sabes que eu sou muito, muito suscept�vel a constipa��es, Edith.
Realmente, agora. Quero dizer, desde a guerra...a grande.
Aconteceu porque eu estava a dormir
nas barracas que estavam molhadas, com a chuva a escorrer para mim.
Est� bem, Archie. N�o me venha com a "grande guerra" outra vez.
A grande guerra fez uma monte de gente muito doente.
Eu apanho uma constipa��o todos os Invernos desde essa altura...
Est� bem, Archie. N�s sabemos isso.
Voc� � o �nico constipado de guerra do nosso pa�s.
- Agora, queira rolar os dados, por favor. - Certo, estou a jogar.
Aqui vamos n�s. A� estamos.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis.
Park. Mesmo ao lado do passeio.
- Esse � o melhor monopolista da pra�a. - Ok, 350, 350.
Aqui tens, quinhentos. Troco.
- Aqui est� a sua ac��o. - Certo.
Olha como est� exultante. Deve pensar que est� realmente rico.
Sim, eu sou rico.
Um homem � rico quando pode divertir-se no seio da sua fam�lia.
Com certeza voc� est�-se a divertir esta noite, Arch.
"Um homem � rico quando pode divertir-se..."
Sabem quem disse isso? Marcus Welby, M.D.
- Queres jogar? - Eu queria perguntar-lhe uma coisa, Archie.
Esse sujeito a quem n�o daria o seu sangue.
O radical que estaria a dinamitar um edif�cio?
Sim. Como � que sabe que o sangue que ele finalmente arranja,
n�o seria o de William Buckley?
Porque...
- Vou para a cadeia. - �ptimo.
Fazes isso sozinha?
Porque o Bill Buckley nunca dar� nenhum do sangue dele
a nenhum radical que ande a explodir edif�cios.
Archie, se o sangue de Buckley est� num banco, ele nunca saber�.
Bem, ele pode n�o saber, mas os do banco de sangue sabem.
- Eles t�m os nomes nos frascos todos. - N�o, n�o t�m.
Ele n�o percebe o conceito, Michael.
Olha, pap�, sangue � sangue. � todo o mesmo, n�o interessa de onde vem.
"N�o interessa de onde vem." Ouviste isso?
Mandamo-los para fora para terem uma educa��o normal,
voltam com estas subvers�es todas.
Onde � que eles arranjam isto, Edith?
N�o posso falar. Estou na solit�ria.
Bem, deixa-me dizer-te uma coisa, menina.
O sangue � como qualquer coisa na vida. Tens o sangue bom e tens o sangue mau.
- Voc� n�o sabe do que est� a falar. - Tudo bem.
Por exemplo, John Dillinger tinha mau sangue.
John Dillinger? Quem � o John Dillinger?
Ou�am este tipo.
Est� a discutir sobre sangue e nem sabe quem � o John Dillinger.
Tu est�s de cabe�a para baixo, filho. Sai da �gua.
Olhe, Archie, eu n�o quero discutir consigo.
Estou apenas a constatar um facto. Todo o sangue � o mesmo.
Bem, se todo o sangue � o mesmo, deixa-me perguntar-te isto:
Como � que n�o h� suecos na m�fia?
O que � que isso tem a ver com alguma coisa?
Porque os italianos t�m um bloqueio sobre isso, essa � a raz�o.
Est�-lhes no sangue.
Da mesma maneira que o sangue dos negros fazem o Scooby-Dooby-Doo.
Isso � terr�vel!
- � verdade! - N�o � verdade!
O que lhe estou a dizer, Archie,
� um facto aceite cientificamente.
- Voc� toma duas amostras de sangue... - Sim, quaisquer umas.
Uma da �sia, uma da Am�rica...
Ou uma de um homem negro e uma de um homem branco.
Quaisquer das amostras de sangue e assumindo que ambos os dadores s�o saud�veis
e os seus tipos coincidam, essas amostras de sangue s�o intercambi�veis.
Sim, porque quimicamente eles s�o exactamente o mesmo.
Certo, exactamente.
J� acabaram? Sim.
Querem a minha resposta?
Propaganda comunista, pura e simples.
Isso � asneira!
Isso vem directo dos russos, directamente do kremlin!
Archie, Archie, o que lhe estou a dizer...
e vou dizer-lhe pela �ltima vez.
O sangue de qualquer homem funcionar� no corpo de outro homem.
Isso � um facto.
- A vida universit�ria tornou-os aos dois... - Est� bem, pap�.
Voc�s os dois est�o doentes!
Estou a falar de ci�ncia! Isto � um facto cient�fico!
- N�o argumente com a ci�ncia! - � a minha vez!
Tenho algum do mesmo sangue na Katharine Hepburn.
Estou surpreendida de me ouvirem dizer isto.
Eu n�o acho que j� tenha dito isto antes.
Oh, sim, disseste, Edith. Disseste, acredita. V� l�, joga.
Tu e a Katharine Hepburn? A verdadeira Katharine Hepburn, m�e?
- Sim! - N�o a fa�as come�ar com isso outra vez.
Mas eu nunca ouvi isso antes, ouviste, Michael?
N�o, n�o.
Gostaria de ouvir a hist�ria. Vai em frente, m�e.
Bem, era uma menina, com cerca de 11 anos
e estava a visitar uns parentes que t�nhamos em Connecticut,
em Hartford Este.
E era Ver�o e n�s mi�dos, os tr�s primos,
est�vamos a seguir um cami�o de gelo,
porque nesse tempo toda a gente tinha caixas de gelo em vez de frigor�ficos
e eles entregavam gelo e no Ver�o...
Se voc�s fossem um mi�do e tirassem uma pe�a de gelo para fora desses cami�es...
Em todo o caso, o cami�o parou de repente
e eu estava a correr com o meu bra�o ao alto assim.
Vamos com isso, Edith!
E esta parte do meu bra�o...
Voc�s n�o conseguem ver por causa do vestido,
mas eu fiquei enganchada numa parte de ferro.
Ent�o fui atirada para o fundo da traseira do cami�o.
E eu n�o me lembro desta parte t�o bem porque desmaiei,
mas eu perdi muito sangue antes de me levarem para o hospital.
Eles tinham que dar-me uma transfus�o.
Foi o que fizeram.
- � isso? - � claro que n�o � isso.
Ela tem um longo caminho a percorrer.
Vai para a parte principal, pode ser, Edith?
Bem, ao mesmo tempo que eu estava no hospital,
Katharine Hepburn tamb�m estava l�.
E para fazer uma longa hist�ria curta...
A minha tia ouviu
que tr�s dias depois dele doar sangue para mim,
o mesmo homem doou sangue � Katharine Hepburn!
H� qualquer coisa errada com a hist�ria, m�e.
- Bem, foi o que aconteceu. - Bem, algo est� muito errado.
Sim, Edith, agora espera um minuto. Deixa-nos ver esta coisa direitinho.
A quest�o principal da hist�ria sempre foi
que eles puseram algum sangue da Katharine Hepburn em ti.
N�o � assim?
Oh, n�o. A quest�o era
que eles puseram algum do mesmo sangue em mim,
tal como eles puseram na Katharine Hepburn.
Da pr�xima vez espero que voc�s pensem duas vezes antes de a encorajar!
Agora, queres atirar os dados?
Est� a ficar um pouco enjoado?
N�o te armes em esperto.
Deixei-te convencer-me a vir contigo, n�o deixei?
Sim. Sim, bem, n�o te preocupes comigo.
A vis�o de sangue n�o me incomoda nada.
Viste aquele tipo ali? O que � que ele est� a fazer aqui?
- Quem? - Ali o chinoca.
O que � que um chinoca est� a fazer aqui?
Quer dizer um homem chin�s?
Est� bem. Ainda assim estava a imaginar o que ele est� a fazer aqui.
Ele est� aqui pela mesma raz�o de toda a gente, doar sangue.
Oh, n�o, n�o, n�o. Ele n�o vai dar nenhum sangue aqui.
De que � que est� a falar? � para isso que toda a gente est� aqui.
N�o acredito. Ele � um oriental, � de ra�a amarela.
E, claro, ele tem sangue amarelo.
Olhe, l� est� um irland�s com sangue verde.
Olhe ali. � o governador Rockefeller.
- Onde? - Ali, o tipo com o sangue azul.
Deixa-te de piadas, est� bem?
Olha ali agora.
Ele n�o est� aqui para dar sangue. Ele � o m�dico.
Isso mostra-te qu�o esperto tu �s, rapaz universit�rio.
Eu aposto que em Chinatown eles t�m uma cruz vermelha chinoca
para tirarem sangue para a sua pr�pria gente.
O que queres dizer, "oh"? Eles devem ter a mesma coisa em Harlem.
Mike, sr. Bunker. Como est�o?
- Ol�, Lionel, como est�s? - Lionel, como est�s a passar?
Imagina encontrar-te aqui no banco de sangue.
O que � que estava a dizer, Archie,
sobre o banco de sangue no Harlem ou qualquer coisa assim?
Est�pido, o que queres? Est�pido.
- Est�-se a sentir bem, sr. Bunker? - Claro.
Ele est� bem, Lionel.
Ele apenas n�o esperava ver um homem negro aqui a dar sangue.
Se tu queres argumentar com isso,
aposto que ele n�o est� aqui para dar sangue.
Ele est� aqui para fazer algum trabalho ocasional, certo, Lionel?
Sim, sim, eu varro.
Deixei a minha vassoura ali atr�s.
- Preciso de �gua. - Arranja-me alguma �gua tamb�m?
Pobre Mike. Ele est� todo confuso, n�o est�?
Os muito bonzinhos brancos liberais.
Voc� diz que todos os homens s�o irm�os e que vimos todos do mesmo Deus
e imediatamente eles pensam que temos todos o mesmo sangue.
Isso n�o � rid�culo?
Eu sei o que queres dizer.
Sim. Quero dizer, se come�arem a bombear
o nosso sangue para dentro das pessoas brancas,
bem, quem sabe o que pode acontecer? Voc� podia tornar-se preto.
Bem, eu digo-te, Lionel, eu penso que tenho algumas d�vidas sobre isso.
- Voc� n�o arriscaria, pois n�o? - N�o.
Mas aqui est� o rapaz que sabe tudo sobre as coisas todas.
O Sr. Grande Liberal ignorante mesmo.
Porque n�o falas com o Lionel sobre os teus extravagantes factos cient�ficos?
Lionel, tens estado a gozar com ele outra vez?
Tamb�m preciso de um pouco de �gua.
Este rapaz tem bom senso.
Ele conhece o seu sangue, n�o � o mesmo que o teu, mesmo se n�o o fizeres.
Archie, o que � que lhe posso dizer?
Deixe-me dar-lhe em n�meros, est� bem?
Deixe-me ver se podemos realmente falar atrav�s disto.
- Agora, primeiro, tomemos o seu cora��o. - Porqu� o meu cora��o?
O meu cora��o, o seu cora��o. � o cora��o que bombeia o sangue, certo?
Sim.
Agora, o seu cora��o pergunta quem lhe deu o sangue?
N�o, � como a bomba de �gua num carro.
A bomba de �gua num carro? Ficaste impressionado
com a hist�ria da cabe�a de vento a correr atr�s dos cami�es de gelo
e sentas-te aqui e dizes-me que o cora��o humano � como
uma bomba de �gua de um carro?
O cora��o humano � o mais importante,
� o �rg�o mais emocional do corpo.
� onde todo o teu amor e o romance est�o alojados.
Toda a gente sabe isso.
Ainda n�o somos m�quinas, menino.
Sim, mas essa � a quest�o que estou a tentar chegar.
O cora��o � uma m�quina.
� essa a raz�o porque eles podem dar-lhe um novo hoje em dia quando o velho pifa.
- � exactamente como um carro. - N�o � como um carro!
Mant�m a voz baixa.
- Archie, estou-lhe a falar de transplantes. - Espera um minuto.
Agora, se vais come�ar a falar de transplantes,
vais ver o meu ponto de vista.
Agora, a primeira vez que fizeram transplantes,
puseram um cora��o de mulher no corpo de um homem, certo?
Sim e depois?
Se j� � t�o dif�cil para um homem e uma mulher
viverem juntos na mesma casa, nem pensar no mesmo corpo.
Esse cora��o foi rejeitado, certo? Est� bem, caso encerrado.
- Pr�ximo caso. - Archie, espere um segundo...
Deixa-me falar. Toma o caso daquele dentista na �frica do Sul.
O tipo judeu. Cada �rg�o no seu corpo era judeu.
Testa-me se n�o acreditas.
Ortodoxos tamb�m, pelo que eu sei.
Ent�o o que � que fizeram? Puseram um cora��o crist�o no homem.
Agora, sabes que todos os ortodoxos �rg�os judeus,
ir�o rejeitar o cora��o crist�o.
Ou "versa versa."
Lionel, vem c�. Senta-te.
Sabes do que estavamos a falar por aqui? Transplantes.
Mau neg�cio. A menos que, claro, branco com branco.
- Lionel, p�ra com isso! - Deixa-o falar !
V�s este tipo aqui?
Ele n�o ouve nada de ningu�m a n�o ser que seja da opini�o dele.
Lembro-me que um dos primeiros transplantes de cora��o,
foi na �frica do Sul.
O dentista judeu. Eu estava-lhe a dizer isso.
N�o, este � outro.
Lembra-se? Eles puseram um cora��o de um negro num corpo de um branco.
Agora, os negros pobres na �frica do Sul
n�o t�m direitos civis como n�s temos aqui.
As coisas ainda est�o muito segregadas por l�.
Ent�o, pode imaginar, aquele pobre corpo branco
a andar �s voltas com aquele cora��o preto?
Quero dizer, o pobre homem n�o sabe que restaurante usar.
Nunca pensei nisso.
Bunker? Sr. Archie Bunker?
� o pr�ximo.
O que quer dizer eu? Tem um monte de gente aqui.
- Siga-me, por favor. - Sim, certo.
Estarei l� consigo, enfermeira.
Ok, rapazes, vejo-vos mais tarde.
Ei, Lionel, vamos.
Deste sangue antes enquanto estavamos aqui, n�o deste?
Claro, porqu�? Pensas que estive a� a varrer �s voltas?
Porque � que lhe disseste aquilo?
N�o sabes que problemas come�aste quando o puseste assim.
Sim, tens raz�o, mas simplesmente n�o consegui resistir � tenta��o.
O que est� a fazer?
Estou apenas a limpar o bra�o com um pouco de �lcool.
- Sente-se bem? - Sim, sim, sim, estou bem. Ten...
Claro, claro.
Como dizem, estou fino como um violino.
E pronto para o sangue.
Rapaz, essas agulhas s�o muito maiores do que costumavam ser, n�o s�o?
- Agora fa�a um punho cerrado. - Sim, certo.
Tenha s�...
V�-me dizendo cada passo do caminho, sabe?
Como, deixe-me saber quando for p�r a agulha.
J� est�. J� est�.
N�o foi nada, pois n�o?
Aposto consigo que muita rapaziada vem aqui e d�-lhe problemas.
E gritam ao verem as agulhas e tudo isso?
Sim, h� muitos assim dessa maneira.
� claro que os de n�s que estiveram em servi�o,
sabe, estamos habituados a isso.
Sim, eu estive... Estive no corpo do ar do ex�rcito
durante a guerra, a grande guerra.
E estive fora em Foggia, It�lia.
Era muito bom l� em It�lia.
Voc� n�o podia ser uma das senhoritas, podia?
Bem, pode ser. Quero dizer, com o seu cabelo e os seus olhos escuros e tudo.
Sim, foram bons tempos l� em It�lia,
encontrando algumas dessas damas italianas.
N�s encontravamos atrav�s das fam�lias delas.
"Ei, Joe, queres conhecer a minha irm�?"
O que � isso?
- Nada, tenha calma. - Fez um ru�do infernal.
Diga-me, por favor, quando f�r tirar a agulha.
J� est� fora.
- Est� fora. - J�?
Sim. Agora, sente-se aqui e segure esta pe�a de algod�o.
Sim, claro.
- Sente-se bem? - Sim, direito como a chuva.
- Consegue ficar de p�? - Sim, claro, ok.
Diga-lhes para manterem a ambul�ncia na garagem.
Sim, n�o faz nenhum sentido fazer um barulho
para dar um pouco de sangue, pois n�o?
- � o meu? - N�o � mais.
Aqui tens, Archie. Algum sumo de fruta.
Dizem que ajuda a restaurar o sangue.
Est� bem, deixa-o a�, Edith.
N�o sei porque � que est�s t�o aborrecido.
N�o tens de ficar envergonhado por desmaiares ao ver sangue.
Edith, disse-te que n�o foi isso.
A minha irm� costumava desmaiar com as aranhas na casa de banho.
Porque eles tiraram-me muito. Eles exageraram.
Eles deixaram-me fraco, apenas isso. Olha-me para estes dois bra�os agora.
Este aqui � mais fino do que este.
- V�s? - Bem...
- O que queres dizer: "bem" ? - � dif�cil de dizer.
N�o vejo os teus bra�os estendidos desta maneira frequentemente.
Bem, eu posso ver isso, mesmo que n�o possas.
Eles tiraram muito.
Eu era capaz de cambalear at� casa depois disso.
Isso � rid�culo, Archie. Eles n�o cometem erros desses hoje em dia.
- Eles sabem o que est�o a fazer. - Eles sabem o que est�o a fazer.
Mas n�s n�o sabemos o que � que eles est�o a fazer.
- O que � que isso quer dizer? - Ele nunca confia nos m�dicos.
Penso que � porque ele n�o gosta de lhes pagar.
N�o � nada disso!
S� n�o gosto quando me tiram sangue a mais, s� isso.
N�o gosto duma s�rie de coisas que eles fazem.
Como o que o Mike e eu estivemos a falar um pouco antes.
Quer dizer transplantes?
Sim, isso. Alguns m�dicos est�o a come�ar a olhar para n�s
como se fossemos uma colec��o de pe�as de reposi��o.
Agora, pap�, n�o fiques paran�ico por causa disso.
A Medicina est� ainda dedicada a manter a vida.
Est� bem, mas n�o contra a vontade Dele.
O que � que a vontade Dele tem a ver?
N�o estou a falar contigo! �s um ateu!
Espere um segundo. Estamos aqui a falar de uma medicina moderna.
Estamos a falar de m�dicos que conservam a vida.
- Como � que Ele entra nisto? - Ele nunca saiu, amigo.
A vida e a sa�de � o neg�cio Dele
e vais quando Ele chama.
- A menos que medicina moderna te salve. - Isso n�o pode ser.
O que quer dizer? Acontece a toda a hora.
Isso � quando Ele realmente n�o chama.
Mas quando Ele realmente chama, vamos embora.
E Ele n�o gosta de m�dicos charlat�es c� em baixo
trocando cora��es para ficar aqui contra a sua vontade, s� isso.
O planeamento Dele foi desligado.
Tu desligas o planeamento Dele, tens de responder quando fores l� para cima.
- Para onde? - Para o c�u, rapaz esperto.
Sabes muito bem do que estava a falar. C�u!
Quando chegares l� cima, Ele vai querer saber de ti,
porque � que n�o foste quando Ele te chamou.
Porque te atrasaste-te.
- Voc� realmente acredita nisso? - Claro que acredito!
E dir-te-ei apenas mais uma coisa.
Ter�s de responder l� em cima pelo tipo que tem o teu cora��o c� em baixo.
Ou por ela, se for uma ela.
Deixas-me s� acabar?
Por causa disso, o tipo vai querer o cora��o dele de volta.
Agora, podes imaginar, imagina por ti mesmo.
Est�s l� em cima no c�u e tens de dar o cora��o de volta para c�, certo?
E agora come�as a olhar � volta pelo teu velho cora��o.
Agora, pensas que vais conseguir encontr�-lo?
Pensas que estes m�dicos cuidam disso para ti?
Oh, n�o. N�o na tua vida.
Ele apenas atirou fora para um balde com o resto das pe�as de reposi��o.
Gostas disto. O teu cora��o num balde.
E tu est�s l� em cima no c�u com um buraco no peito.
� a tua vez, pap�.
Ainda d�i, pap�?
Sim, ficarei melhor quando o tempo ficar mais quente.
Enquanto isso vou jogar com a esquerda.
Mexe por mim, pode ser, Edith? Avan�a.
- Oh, tens uma hip�tese. - Sim. Bem, tira de l� uma carta.
- Oh, Archie. - L� a carta, Edith.
"Vai para a cadeia."
"Vai directamente para a cadeia. N�o pass..."
Est� bem. N�o precisas de ler isso tudo! P�e-me l�!
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