All language subtitles for All in the family (Archie Bunker US TV Series) S1EP01 Meet the bunkers (moviesbyrizzo)

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Original subtitles

Uma Fam�lia �s Direitas S01E01 - Meet the Bunkers

Gl�ria, voltei depressa.

�ptimo, podes ir deitar o lixo fora.

O lixo n�o � exactamente o que tinha em mente. Vem c�.

- N�o, agora n�o, Michael. - Porque n�o?

Quero tudo pronto para quando o pessoal voltar da igreja.

Isto � diferente, n�o �? Um brunch de anivers�rio.

A tua m�e adora isso, mas o teu pai, n�o se importa com anivers�rios.

Tinhas de escolher o presente que ele tinha de dar � tua m�e.

Eu tinha que escolher o cart�o

e ele n�o sabe de nenhum dos dois.

O que achas que ele vai fazer quando descobrir?

Vai ter um ataque.

Mas ent�o ele n�o teria nada para ela e hoje � o dia da m�e.

Porque � que est�s a fugir de mim? Vem aqui.

Gl�ria.

Gl�ria, temos vivido com os teus pais desde que estamos casados.

N�o temos a casa s� para n�s muitas vezes.

Oh, n�o estamos sozinhos. O Lionel est� ao cimo das escadas.

O Lionel? Porqu�?

Ele est� a arranjar a televis�o port�til do pap�.

Ele vai levar o presente, arranjar algumas flores cortadas

e entreg�-las junto, para tornar tudo mais romantico.

Est� como nova, Gl�ria.

- Como est�s, Mike? - Ol�, Lionel.

Vou buscar a prenda.

Ent�o o que h� de novo no campus com a tua raiva branca social democrata ?

- Estamos tementes mas atentos. - Ok.

Onde est� o teu sogro?

- Est� na igreja. - �ptimo.

Porqu�? Ele continua a dar-te uns tempos dif�ceis?

Estou a ser usado por ele agora mesmo.

Sabes a �ltima dele?

Perguntou-me o que � que vou ser quando for para a faculdade.

Ele gosta de ouvir-me dizer, "vou ser um engenheiro electr�nico."

- Dizes isso a ele? - Dou ao povo o que ele quer.

De que outra forma posso tornar-me num engenheiro electr�nico?

Ok, Lionel, aqui est� o presente e o cart�o.

A mam� gosta de qualquer esp�cie de flores.

Ser� um d�lar o suficiente ?

Onde eu compro as minhas flores, isto representa um bom lucro.

At� logo.

- Adeus, Lionel. - At� logo, Lionel.

Certo, agora, Michael, promete-me uma coisa.

Hoje, pelo seu 22� anivers�rio, n�o discutas com o pap�, ok?

- Ok. - Obrigado.

N�o, agora n�o. N�o tenho tempo.

N�o voltam da igreja at� �s 11h30.

� uma caminhada de 10 minutos. Temos tempo de sobra.

Agora n�o, Michael. Tenho muita coisa na minha cabe�a.

Uma coisa pequenina. N�o vai doer.

Temos de estar no fundo das escadas para gritar "Surpresa!"

Eles v�o estar em baixo. Deixa-os gritar "Surpresa!"

- No pr�prio anivers�rio deles? - Vem aqui.

Se n�o gostas do que eu fa�o, porque � que me arrastas para l�?

Eu n�o vou discutir contigo, Archie.

Esta deve ser a quarta vez em 22 anos que estiveste comigo na igreja,

ent�o estou-te grata pelo meio serm�o que ouvimos sentados.

Metade de um serm�o foi demasiado.

Ele disse tudo o que eu queria ouvir.

E eu tamb�m fui � igreja mais de 4 vezes em 22 anos.

Bem, talvez 6 vezes.

Sete, se incluirmos a vez em que casamos na igreja.

Olha, n�o quero fazer disto nenhuma III guerra mundial.

O que � que chamas a isto?

A mesa est� toda posta, com os melhores copos e tudo.

� para o nosso anivers�rio.

Olha, Archie.

A Gl�ria e o Mike fizeram-nos um brunch.

- Um qu�? - Um brunch.

Um brunch. Parece que est�s a ler a Cosmopolitan outra vez.

- Ol�! - Chegaram cedo.

Tanto como voc�s.

�amos justamente sentarmo-nos ali. A s�rio.

11h10 da manh� de domingo, Edith.

Parab�ns a voc�s Parab�ns a voc�s

Parab�ns querida mam� e pap�

Parab�ns a voc�s

Archie, isto n�o � bom?

Sim, mais cinco minutos e ter�amos isto remotamente a partir do quarto.

Caramba, mam�, podes dizer-lhe que isto � normal?

Oh, Archie.

Porque tens de pegar numa ninharia quando foi de facto uma bela surpresa?

Eles foram os �nicos que tiveram uma surpresa.

Era costume usar a luz do dia para fazer coisas respeit�veis da vida.

Certas coisas n�o s�o diferentes agora do que sempre foram.

De que � que est�o a falar? No meu tempo...

Tira os p�s da minha mob�lia!

No meu tempo, �ramos capazes de manter certas coisas...

Na sua pr�pria "suspeita."

Tomemos o nosso caso, por instantes.

Quando a tua sogra e eu namor�vamos e foram dois anos inteiros,

n�s nunca...Eu nun... Quero dizer, n�o houve nada.

Quero dizer, absolutamente nada. Nada at� � noite do casamento.

Sim. E mesmo assim...

Aqui est�. Temos sumo de laranja aqui e ent�o avan�amos para o brunch.

Meu, Deus, que fant�stico.

Certo, certo. Deixa-a l�. Cosmopolitan.

Oh, pap�, p�ra com isso. Penso que isso � demasiado para hoje.

Isso mesmo. Uma multid�o nunca tem uma refei��o completa num quarto.

- Bem, isso � o que dizem. - �s uma cabe�a de vento, sabias?

Uma verdadeira cabe�a de vento.

Voc�s hoje fazem 22 anos de casados, pap�.

Fala como deve ser com a mam�, ok?

Escuta, menina, cada um cuida da sua pr�pria cera.

E puxa a saia para baixo.

Cada vez que te sentas em qualquer coisa, o mist�rio desaparece.

O que � isso hoje em dia? Podes dizer-me?

Raparigas com saias aqui por cima, rapazes com cabelo at� baixo.

Dei com uns tipos no outro dia.

Socorro, havia l� um tipo com um rabo de cavalo.

O meu cora��o disparou a galope.

Pensei que tinha entrado na casa de banho errada.

Para qu� combater isso? O mundo est� mudar.

Isso mesmo. Foi o que o reverendo Feltcher disse.

Voc�s os dois deviam ouvi-lo.

� claro que o Sr. Religi�o aqui presente n�o ligou ao serm�o.

Qual serm�o? Foi propaganda socialista, pura e simples.

E n�o me deites esse olhar.

N�o pensaste que ele fosse t�o atrevido.

Disse-te apenas que era diferente e � tudo,

mas eu n�o amaldi�oei o reverendo da direita no banco da frente.

Ele nunca me ouve.

Al�m disso, n�o aceito que nenhum pregador venha dizer-me

que sou culpado por todas as desordens e incumprimentos da lei.

Porque n�o? Somos todos respons�veis por n�o prestarmos aten��o �s coisas.

Vou-te dizer a causa disso.

Estas irm�s choronas, tal como o reverendo Feltcher.

E cora��es sangrentos e chor�es moderna�os como voc�s os dois.

- Como n�s? - Penso que � melhor comermos agora.

- N�o, espere um segundo. � voc�. - Eu?

Sim, exactamente, voc�, o propriet�rio do im�vel,

com a sua televis�o de 24 polegadas e a sua torradeira de 4 fatias

e a m�quina de gelo.

Isso � tudo o que lhe importa, Archie, � tudo o que quer e como mant�-los.

Bem, tu tamb�m te preocupares-te-ia com isso, filho,

se tivesses alguma coisa,

se tu n�o estivesses a viver �s minhas custas

sem uma panela com batatas descascadas l� dentro.

Espere um segundo.

Foi voc� que disse que eu podia ficar aqui enquanto estivesse a estudar.

Pensei que fosse durante um ano ou coisa assim,

at� que aprendesses alguma coisa comercial.

N�o pensei que fosses parar � faculdade para aprender a ser subversivo.

Isso � rid�culo. Eu s� quero aprender um pouco sobre a sociedade

de forma a poder ajudar as pessoas.

Pessoas? A tua sogra e eu somos pessoas.

Ajuda-nos, sim. Vai trabalhar.

Eu sei o que o est� a incomodar.

Voc� est� chateado porque eu lhe estava a pregar acerca da lei e da ordem.

- Tu pregar-me ? - Sim, � isso mesmo.

- Agora vou-lhe dizer uma coisa. - Michael.

Eu sei que prometi mas tenho que dizer isto.

Voc� sabe porque temos um colapso na lei e na ordem deste pa�s, Archie?

Porque n�s temos pobreza. Pobreza real.

Voc� sabe porque temos isso?

Porque tipos como voc� n�o est�o dispostos a dar aos negros,

aos mexico-americanos e a todas as outras minorias,

a sua justa e suada parte do sonho americano.

Quem disse que ele n�o era esperto?

Isso � maravilhoso, Michael. Maravilhoso.

Isso � fant�stico. Agora deixa-me dizer-te uma coisa.

Se essas minorias querem a sua leg�tima parte do sonho americano,

deixa-os chegar l� lutando para isso, exactamente como eu fiz.

Mas voc� est�-se a esquecer de uma coisa.

Voc� n�o tinha problemas com a cor da sua pele escura.

Eu n�o tive problemas com um bra�o nem uma perna. E depois?

Ent�o voc� est� a admitir que os negros est�o em desvantagem.

Oh, n�o, n�o mais do que eu. Ele � t�o bom como eu.

Suponho que os negros t�m tido as mesmas oportunidades neste pa�s como voc�.

Mais. Eles tiveram mais.

Eu n�o tive nenhum milh�o de pessoas a marcharem e a protestarem

para segurar o meu trabalho. - N�o, o tio fez isso por ele.

Tudo o que estou a dizer �: N�o me culpes!

Tu e aquele reverendo Feltcher de cora��o sangrento,

l� em cima no seu chuveiro de marfim.

Agora, j� chega, a falar de um homem de Deus dessa maneira.

Deus podia puni-los por isso.

- Deus? Qual Deus? - Sim, qual Deus?

O que foi isto? Ouviste-o? Ouviste-a?

- O que dizes agora, filho? - Era melhor irmos comer agora.

Quero saber o que queres dizer com "Qual Deus?"

N�o � nada, Archie.

Voc� precisa de Deus. Ent�o esque�a isso.

Isso n�o s�o maneiras de se falar ao S�bado, Mike.

Cala-te, Edith.

Isso tamb�m n�o s�o maneiras de se falar com o teu sogro.

Edith, eu disse-te...

Quero dizer, Domingo � dia de paz e descanso.

- Edith, queres calar-te? - Archie, voc�s est�o todos com fome.

Queres calar-te? N�o toquem em nada!

Ningu�m come nada at� chegarmos a alguma conclus�o.

Agora, rapazinho, fizeste uma certa refer�ncia h� pouco,

um minuto ou pouco mais atr�s,

Mais ou menos isto, "Qual Deus?" disseste.

E eu ouvi a tua mulher, a minha carne e o meu sangue a repeti-la.

Ent�o vamos ouvir outra vez. O que quiseste dizer com: "Qual Deus?"

Apenas que n�o vemos nenhuma evid�ncia de Deus, s� isso.

Isso mesmo, pap�.

"Isso mesmo, pap�."

Bem, eu sabia que t�nhamos um par de vermelhos nesta casa,

mas n�o sabia que t�nhamos ateus!

Sabias disto, Edith, que t�nhamos um par de ateus debaixo do nosso tecto?

Bem, talvez se n�s pudessemos comer um pouco...

Queres calar-te, sua est�pida!

N�o quero mais nenhuns argumentos.

N�s n�o estamos a argumentar. Estamos a discutir.

N�o me importa o que chamas a isso. Eles continuam a argumentar.

N�s estamos a ter aquilo a que sempre se chamou por aqui, uma discuss�o.

- N�o vejo a diferen�a. - Isso � porque tu �s uma est�pida.

E tira esse chap�u rid�culo da cabe�a!

- Queres ficar fora disto? - Desde que n�o argumentes.

Edith, fica fora disto!

- Qual � o seu problema? - Fica longe de mim, cabe�a de atum!

� tudo culpa tua! Quase que me queimavas a m�o!

O que � que ele fez?

Ele serviu-se de caf� e virou a pega para o outro lado.

Oh, pap�, ele n�o fez isso de prop�sito.

Bem, deixa-me ver. D�i, n�o d�i? Sim.

- Aqui mesmo? - Sim.

- Sabes o que penso que devemos fazer? - O que pensas?

Penso que dev�amos comer.

Passa-me esse ketchup.

Ketchup com ovos? Pap�, realmente.

"Pap�, realmente". tenho comido ketchup com ovos

desde antes de teres nascido, menina.

Por isso, n�o te preocupes com isso.

Oh, Archie, isso � terr�vel.

Quem quer mais ovos?

De certeza que n�o te posso ajudar, querida?

Hoje n�o, mam�. Hoje ficas sentada.

Se precisares de alguma ajuda, o Michael faz isso.

E tamb�m n�o lhe vai fazer mal nenhum.

A �ltima vez que o vi a levantar um bra�o por aqui,

foi para testar um desodorizante.

- Mam�! - Oh, Archie, deixa-o em paz.

O que � que quer de mim? N�o tenho tempo para fazer nada.

Estudo seis horas, tenho seis horas de aulas.

A universidade � um trabalho duro.

Para ti, � como construir as pir�mides.

Toda essa sociologia que est�s a estudar, bem-estar, etc,

eu n�o chamo de trabalho duro.

Oh, pap�, deixa-o em paz.

Penso que � bonito que o Michael queira ajudar os mais desfavorecidos.

Ou�am, se ele quer ajudar os desfavorecidos,

deixem-no come�ar com ele pr�prio. Ele n�o tem miolos, nem ambi��o.

Se isso n�o � ser desfavorecido, eu n�o sei o que �.

- Isso mesmo! - M�e, vou-me embora daqui.

N�o vou ficar nesta casa nem mais um minuto

para ver o meu marido a ser insultado assim!

Archie, diz que est�s arrependido.

Se sai daqui, estar� morta dentro de um ano.

N�o te preocupes. Eles n�o v�o a lugar nenhum.

N�o sabes o que � isto.

Ela n�o pode estar a limpar um apartamento

e cozinhar e ir ao mercado.

Porque o Dr. Feinstein disse que ela � an�mica.

N�o me digas isso.

Por dez d�lares, qualquer m�dico diz-te o que queres ouvir.

Ele � o melhor que h� quando se trata de sangue.

O meu primo do hospital � que disse isso.

O teu primo do hospital � um esvazia penicos.

N�o fa�as dele um especialista.

Eu sei o que disse o Dr. Feinberg.

Feinstein.

Feinstein, Feinberg. Vai tudo dar ao mesmo e eu conhe�o essa tribo.

Estou-te a dizer, Archie, os mi�dos n�o deixam esta casa

at� que o Mike possa providenciar o seu pr�prio sustento.

Oh, rapaz.

Quatro anos antes de come�ar a ganhar uma vida.

Parece que � para sempre.

Deixa-me dizer-te, filho, que tenho o mesmo pensamento

ao menos uma vez por dia. - Mam�.

Gl�ria, casaste com o branco mais pregui�oso que eu j� vi.

Est� bem, j� � mau o suficiente que esteja a gozar-me.

N�o precisa fazer pior atacando toda uma ra�a.

Quem est� a atacar toda uma ra�a?

Voc�. Acabou de dizer que eu era o branco mais pregui�oso que conhecia.

- Qual � o problema com isso? - "Homem branco que voc� conheceu."

Sim, tu.

Implica que os pretos s�o ainda mais pregui�osos.

Espera um instante, cabe�a de atum. Tu disseste isso, n�o eu.

Eu nunca disse que as tuas belezas negras eram pregui�osas.

� apenas o teu sistema que est� orientado um pouco mais lento

do que o resto de n�s, s� isso.

- Vamos l� ! - N�o me acreditas, olha � volta.

H� apenas uma luta, n�o um preconceito.

N�o h� esperan�a para ele. Nem para ningu�m.

N�o sou preconceituoso.

Todo o homem merece o meu respeito, E merece-o independentemente da cor.

Porque � que voc� disse "belezas negras"?

Agora est�s onde eu quero, sr. liberal.

Porque h� um rapaz negro que trabalha l� em baixo no pr�dio comigo

e ele tem um autocolante no carro dele que diz:

"O negro � belo."

Assim qual � o problema com "belezas negras"?

� melhor do que quando lhes chama crioulos.

Eu vou l�.

Se "belezas negras" est� bem para eles, est� bem para mim.

- Ei, Lionel, entra. - Como est� tudo?

De certa maneira, estavamos a falar de ti.

- Oh, Michael! - Sim, a falar de preconceito.

Estou feliz por estares aqui, Lionel.

Sim, senhor, sr. Bunker.

Estas s�o para si, sra. Bunker, um presente de um admirador.

Para mim? Oh, meu Deus!

Eu n�o tinha um presente h� 10 anos!

Caramba, pergunto-me de quem ser�.

H� algo que gostaria de te perguntar, Lionel.

Deixa-a primeiro abrir o presente.

Ela esperou 10 anos. Mais um minuto n�o a vai matar.

Vem aqui, Lionel.

Quero pedir a tua opini�o sobre uma coisa.

Quando come�aste a fazer biscates pela vizinhan�a,

um dos primeiros tipos que te arranjou pequenos trabalhos...

- A prop�sito, arranjaste a televis�o? - Claro que arranjei, sr. Bunker.

Boa. Bom rapaz. Aqui tens, p�e isso no bolso.

Mais barato do que o t�cnico. Podem acreditar em mim.

Algu�m est� a falar contigo?

Agora, Lionel, podias dizer, por ti pr�prio,

que estes pequenos trabalhos, � que te ajudaram a arranjar algum dinheiro

para poderes frequentar a faculdade e tornares-te...

- Um engenheiro electr�nico! - Sim!

Ouviram isto?

- Fa�a j� a sua pergunta. - Mantem as gavetas abertas.

A prop�sito, tens um belo fato vestido.

� elegante. � diferente. � cl�ssico. Onde � que o arranjaste?

- No "Harlem". - N�o !

Tenho mais dois, mas um � amarelo com riscas, o outro � roxo com xadrez.

Sabe, para quando estou com a minha gente.

Bem, de qualquer maneira, Lionel, eu diria que me conheces muito bem.

- N�o conheces? - Oh, sim, tenho uma nota sua, � claro.

- Conhe�o-o realmente bem. - �ptimo, �ptimo.

Ok, est� bem, chegamos � quest�o.

O que ele quer saber � se tu pensas que ele seja preconceituoso.

- Preconceituoso? - Sim.

- Com quem? - Com os negros.

Com os negros? O sr. Bunker?

Porqu�, isso � a coisa mais rid�cula que alguma vez ouvi.

Est�s a ver isso, mauz�o ?

Pensaste que o conhecias, pensaste que me conhecias.

Estes liberais, era suposto serem t�o sens�veis, sabes?

Vou-te dizer onde estes tipos s�o sens�veis, Lionel.

- Directo no tuckus deles. - Onde?

� uma palavra judia. Que significa...

Eu sei onde � isso.

Eu estava a pensar, sr. Bunker, o que h� com a palavra judia?

Bem, eu ou�o-as. Temos um par de judeus a trabalharem ao fundo do edif�cio.

- Ele usa palavras dessas muito frequentemente? - Agora e depois.

Eu disse-te, trabalho com um par de judeus.

Imploro o seu perd�o, sr. Bunker,

mas o que aconteceu para ser um deles, pode dizer-me?

O qu�?

Bem, as pessoas n�o usam palavras judias dessa maneira, pois n�o, Mike?

N�o, n�o pela minha experi�ncia.

Talvez as pessoas n�o, mas eu sim e n�o sou nenhum judeu.

Vamos pensar sobre isso.

Quando o seu pai visitou-nos no ano passado, o nome dele n�o era Davey...

- O nome do meu pai era David. - Certo. E como era o nome da sua m�e?

Era Sarah. Sim, a minha m�e chamava-se Sarah. E depois?

David e Sarah. Dois nomes judeus.

David e Sarah, dois nomes judeus segundo a B�blia.

Que n�o tem nada a ver com judeus.

Agora, n�o querem...

N�o vai ficar irritado por causa disso, sr. Bunker.

- N�o h� nenhuma vergonha em ser judeu. - Mas eu n�o sou judeu!

Olha para isto. V�s a maneira como usa as m�os quando argumenta?

Gesto muito sem�tico.

O que � que sabes acerca disso, polaco burro?

Certo, certo. Sou polaco.

Com certeza que �s. Uma piada de polaco.

Mas eu n�o me importo, a s�rio.

Sou polaco. Tenho orgulho nisso.

A� tem, Sr. Bunker. Voc� devia orgulhar-se de ser judeu.

- Mas eu n�o sou judeu! - N�o sabia que eras judeu.

Mas de que diabo � que est�s a falar?

Tu e toda a gente, deviam saber que eu n�o sou judeu.

Tu est�s a falar com as m�os.

V�s? Os judeus tendem a ser emocionais.

Agora, ouve-me, Lionel.

Vou dizer-te mais uma vez e � tudo.

- N�o sou judeu. - Sim, senhor, sr. Bunker.

Mas se eventualmente for, isso n�o muda as coisas entre n�s.

N�o vou deitar fora nove anos de amizade por uma pequena coisa como essa.

- Adeus a todos. - Adeus, Lionel.

Detesto um rapaz chico esperto e n�o me importa qual a sua cor.

Bem, penso que me vou refastelar e ver um pouco de televis�o.

Espera, pap�. A mam� ainda n�o abriu a prenda dela.

- Abre agora, mam�. - Sim, avance, m�e.

N�o acredito nisto. Olha, as minhas m�os est�o a tremer.

Oh, meu!

Len�os bordados. Olha, Gl�ria.

Dois belos len�os bordados.

- E � tudo? - N�o quer saber de quem �?

- Sim, senta-te, pap�. - V� l�.

H� um cart�o, mam�. Abre-o.

S�o os len�os mais bonitos. Isto � renda verdadeira.

E flores. Nunca vi tantas...

Oh, meu glorioso.

V� l�, Edith. De onde vem isso?

De ti, Archie.

� inacredit�vel.

Nunca tive um presente de anivers�rio de ti, desde o primeiro ano.

Bate-lhe nas costas, Mike.

Fica longe de mim, cabe�a de atum. Fica longe de mim.

Sabes o que vou fazer? Vou tentar usar um.

Sabes, ver como fico com ele.

Algumas pessoas n�o parecem naturais com coisas extravagantes.

- Est�s muito bem, mam�! - Perfeitamente natural.

N�o sopres nisso. Passa tudo atrav�s dele.

Oh, Archie, nem sei o que dizer. A n�o ser obrigado, doce cora��o.

Oh, obrigado, querido Archie.

Certo, est� bem, Edith. Est�s-me a deixar todo molhado.

L� o cart�o.

Oh, Archie. Aposto que � um marco.

Bem, lindo.

H� um verso dentro. "Juntos."

"Atrav�s destes anos que estivemos juntos,

"tivemos os nossos altos e baixos, � verdade.

Mas a vida connosco est� apenas a come�ar.

N�s ainda n�o tivemos a nossa divers�o toda.

Enquanto estamos juntos."

Para onde � que est�o a olhar?

"E quando, minha querida, formos velhos e cinzentos

e a vida para n�s for de tempo solarengo,

olharemos para tr�s das nossas vidas e dizer:

fomos como cotovias muito felizes juntas."

Certo, certo. Vamos l�.

A festa de anivers�rio acabou.

Porque n�o v�o todos ocupar-se a limpar a confus�o?

Aqueles ovos al�m est�o a come�ar a "fomentar."

Oh, Archie, eu... N�o sei mesmo o que dizer.

Foi tudo t�o bonito.

T�m de estar sempre a fazer isso?

- Isso � como se ela fosse um hamburger. - Mam�!

Um cart�o catita.

Que queres dizer? Foi para a tua sogra.

N�o, n�o, tamb�m foi para si.

Nunca soube que voc� fosse delicado e sentimental.

Tu n�o sabes grande coisa.

Vou dizer-te uma coisa de ti pr�prio.

�s uma pessoa de muitas pequenas qualidades.

N�o tens capacidade de aprecia��o de algumas coisas finas.

O qu�? Archie, n�s estamos a falar de um cart�o de felicita��es.

Eles t�m alguns malditos bons escritores para escrever esses cart�es.

Algumas das melhores letras de m�sicas saem diretamente desses cart�es.

Porque � que voc� est� a ficar t�o entusiasmado com isso?

� um cart�o de congratula��es.

- N�o � como se tivesse escrito a coisa. - N�o, eu n�o escrevi isso.

Mas quem teve o bom gosto de o escolher?

V� l�, desaparece, cabe�a de atum.

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