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Jimmy? Acorda, querido.
Jimmy!
O que aconteceu? N�o me lembro de nada.
Est�vamos a ver televis�o e desmaiaste.
Bem-vindos de volta ao "Inside Probe".
Investig�mos uma pequena cidade amea�ada por uma assassina em s�rie
chamada Lucy Carlyle.
Pois, est�vamos a ver o "Inside Probe".
Lembro-me disso.
Conhecemos a fam�lia comum que a entregou � justi�a.
Isto �-me familiar. Lembro-me disto.
Mas n�o antes do seu filho, Jimmy Chance, a ter engravidado.
Lucy foi julgada e condenada.
At� houve um casamento na pris�o.
Pronto, est� a vir-me tudo � cabe�a. Lembro-me disto.
E demos-vos a incr�vel not�cia de que a Lucy...
...de alguma forma, n�o foi executada.
Estou viva!
Acho que n�o se lembrava disto.
RAISING HOPE S02E22 "I Want My Baby Back, Baby Back"
Tradu��o e Revis�o:
Addic7ed ItalianSubs + OmniSubs
O que � isto na minha cabe�a?
A almofada das hemorr�idas da V�. Continuas a dar com a cabe�a no ch�o.
A Lucy est� viva. Habitua-te.
Ent�o, � uma criminosa que matou os seus namorados
e o bom povo americano declarou-a culpada.
No entanto, sobreviveu � execu��o.
- Como foi? - Foi bastante confuso, Nancy.
Confuso como o car****.
Estava nervosa porque o caso estava mal parado. E depois...
...ficou tudo escuro.
Quando dei por mim, estava a ser atra�da por uma luz,
ao fundo de um corredor muito comprido.
Foi tal como naquelas recria��es que fazem nas not�cias.
E havia um ligeiro odor a lavanda no ar.
Adoro o cheiro a lavanda. Tenho uma vela no meu escrit�rio. Continue.
Bom, cheguei � luz...
...e Ele apareceu.
Ol�, Lucy.
Ela conheceu o Ed Begley Junior? Odeio-a, odeio-a mesmo!
N�o �s bem-vinda aqui.
Anda da�, jeitosa. Est�vamos � tua espera.
E quando dei por mim, estava de volta.
Escusado ser� dizer que fic�mos todos um pouco chocados.
N�o estou a referir-me a um choque tipo...
Refiro-me a "choque" de "surpresa".
Quero dizer, ela levou um choque, mas n�s est�vamos surpreendidos.
Seja como for, n�o reagimos l� muito bem.
Consumidos pelo medo, os guardas deram uma co�a a Carlyle
que nenhum ser humano honrado acharia justific�vel.
- D� cabo dela! - Com mais for�a!
Na cabe�a! Na cabe�a!
De volta do mundo dos mortos
e violentamente agredida pelos guardas prisionais,
a assassina criminosa arranjou um advogado.
E quem melhor para representar uma criminosa
do que uma advogada com marcas de um cora��o que sangra,
Sylvia Barnes.
- Aqui estamos outra vez, Sylvia. - Esse len�o � piroso.
Seja como for, este foi um caso de sonho.
Uma cliente bonita, abuso de poder
e um arguido com bolsos fundos o suficiente
para pagar a minha cirurgia experimental de redu��o dos p�s.
Tinha mesmo uns grandes bacalhaus, irm�.
Culpada.
O Estado fez asneira e a �ltima coisa que queria
era que o p�blico soubesse.
Por isso, retiraram em segredo todas as queixas
e passaram um cheque chorudo � Lucy Carlyle.
Mas ela esteve desaparecida dois anos. Onde esteve?
A Nancy vai arrancar-lhe isso.
J� passaram dois anos. Onde esteve?
Bom, a �ltima coisa que queria era ficar na cidade
onde toda a gente olharia para mim como se fosse uma assassina.
E depois de quase ter ido parar ao inferno,
decidi que provavelmente precisava de alguma orienta��o espiritual.
E o Begley Junior deu-me uma segunda oportunidade
e queria aproveit�-la ao m�ximo.
A odisseia espiritual de Lucy Carlyle
levou-a a estes homens.
Estes monges ensinaram-na a amar em vez de odiar,
tal como a s�rie "Monk"
ensinou a Am�rica a rir. Temos saudades tuas, Tony Shalhoub.
�s um encanto.
Mas faltava uma coisa na vida dela.
E nem a medita��o nem o tofu conseguiam substitu�-la.
Mas agora vai voltar a Natesville,
onde tem alguns assuntos pendentes a resolver.
Exato, Nancy.
Vou lutar pela cust�dia da minha filha.
Filho da m�e! Estourou com a minha almofada do cu.
Um assassina em s�rie a pedir a cust�dia?
- � para rir, n�o? - Antes fosse.
Mas a advogada da Lucy n�o brinca em servi�o.
Eu que o diga. Andei com a Sylvia Barnes na faculdade.
Perdi o respeito dela no quarto
por tentar umas coisas para as quais devia ter pedido licen�a primeiro.
N�o vou perder o respeito dela em tribunal.
Mas voc� � o �nico advogado que podemos pagar.
A maioria dos advogados n�o oferecem os honor�rios pela melhor oferta.
E h� um motivo para eu fazer isso. Sou um p�ssimo advogado.
Ganho a maior parte do meu dinheiro a vender sumos antioxidantes.
E j� agora,
� garantido que melhora a vossa sa�de.
Foi comprovado por m�dicos, com a ajuda da Ci�ncia.
N�o precisamos de sumo, precisamos de um advogado.
Concordo, n�o precisam de sumo.
- Mas isto n�o � um sumo qualquer. - Wally...
Ela � uma assassina em s�rie. � uma vit�ria garantida.
E � a sua oportunidade de finalmente vencer a sua famosa ex-namorada.
Assim que vir o homem que � em tribunal,
talvez lhe d� outra oportunidade no quarto.
Muito bem. Aceito.
Vamos festejar...
...com uns copos de sa�de em estado l�quido.
N�o vamos pagar por esse sumo.
J� me vesti para ir a tribunal.
A V� comprou isto para ser enterrada com ele.
Acho que n�o estava � espera de sobreviver aos anos 80.
Agrada-me!
Pareces a puta do "Pretty Woman", mas no filme em que faz de advogada.
O que raio est�s aqui a fazer, sua louca desvairada?
Se est�s aqui para matar algu�m, estou pronta para ir.
Queria saber se pod�amos falar
e talvez evitar a loucura do tribunal.
Para ver se h� outra forma de resolver a cust�dia da Princesa Beyonc�.
Chama-se Hope.
N�o somos ador�veis, a discutir como se f�ssemos casados?
Talvez seja porque, em teoria, ainda somos casados.
At� que a morte nos separe. E eu n�o morri.
Ainda consegues dizer o nome daquele tipo iraniano?
- Mama Ramabadmamajama.. - Mahmoud Ahmadinejad.
Levou com 2000 volts no c�rebro e ainda consegue!
Seja como for, o meu plano � o seguinte.
Tu e a Hope v�m comigo para o Tibete.
Desculpa? Ele tem namorada.
Estou a falar com o meu marido, cabra!
- Queres...? - Calma!
Ela � uma assassina e tu �s uma trinca espinhas.
�s est�pida?
Eu e a minha filha n�o vamos atravessar meio pa�s para o Tibete,
para viver com uma assassina. - Fiz parte de uma filarm�nica
que entrava em todos os campeonatos estatais,
mas tu s� consegues ver uma assassina.
Pois, matar tr�s homens consegue bater um solo de flauta.
Sabem que mais? Nunca mais me v�o ver.
Porque vou levar a minha filha para o Tibete,
onde as pessoas s�o espiritualmente evolu�das...
...ot�rios.
Namaste.
O que raio � "Namaste"?
Parece um tipo de pimenta chique.
- Porque havia de dizer "pimenta"? - N�o sei, Jimmy.
Ela � doida.
N�o deve demorar muito.
Quando o j�ri descobrir o que ela fez, sairemos daqui � hora do almo�o.
Deves ter tempo de passar no 3� andar e pedir um div�rcio r�pido.
Cometeste um grande erro ao deixar-me. Admite.
Os nossos momentos juntos foram a melhor parte da tua vida, querida.
- Por acaso, sa�mos juntos? - Duas vezes.
Levei-te a um concerto dos Journey. Deixaste-me ir �s tuas cavalitas.
Eu era assim.
N�o estou recordada.
N�o vou mentir. Isso magoa-me.
Mas agora somos quacres?
Porque � que esta igreja n�o tem m�sica?
T�m alguma mo��o a apresentar
antes de chamar o j�ri e dar in�cio ao julgamento?
Proponho omitir as provas segundo as quais a minha cliente � uma assassina.
As queixas foram retiradas na sequ�ncia da nossa queixa contra a pris�o,
por isso ela n�o pode ser condenada por crimes que teoricamente
nunca aconteceram.
N�o faz sentido nenhum e n�o me agrada.
Mas � legalmente s�lido. Mo��o aprovada.
N�o pode haver men��o dos homic�dios cru�is e atrozes da Sra. Carlyle.
Mas ela matou um monte de pessoas!
Merit�ssima, ele mencionou os atrozes homic�dios e avisou-o para n�o o fazer.
- Apaguem isso dos registos. - Incr�vel.
- Isto est� mesmo a acontecer? - Tem calma.
Ainda vamos derrotar estes imbecis, n�o �, Wally?
� uma cidade pequena. N�o h� um jurado que n�o se lembre
da cara dela do julgamento da "Assassina dos Namorados".
A n�o ser que tenha vivido os �ltimos tempos debaixo de uma pedra.
O que foi?
S�o os "Doze de Natesville".
Os mineiros que estiveram soterrados durante 6 meses?
Escolheu 12 homens que, literalmente,
viveram debaixo de uma pedra durante o julgamento da Lucy?
N�o fui eu que os escolhi.
Achei que o mais cort�s
seria deixar a senhora escolher os jurados.
T�m coro! Que bom!
Cantem a "This Little Light of Mine".
Isto � demasiado para mim.
� demasiado para a minha simples mente humana.
Inacredit�vel. N�o podemos mencionar que ela � uma assassina?
- Era a base do nosso caso. - Acalmem-se todos.
Ou�am, este j�ri vai olhar para voc�s como a ador�vel fam�lia
que faz um excelente trabalho a cuidar desta menina.
Ningu�m ser� capaz de mudar a opini�o deles em rela��o a isso.
Estou certa de que ver�o estas pessoas como uma ador�vel fam�lia
que faz um excelente trabalho a cuidar desta menina.
Mas hoje,
vou mudar as vossas opini�es em rela��o a isso.
- Bem jogado, Sra. Advogada. - Eu e a minha cliente pass�mos
os �ltimos 12 meses a investigar estas pessoas
e encontr�mos um n�mero de testemunhas que podem atestar
o car�ter desta fam�lia, ou a falta dele.
Depois agarrou-me pela camisola e disse que se me atirasse � namorada dele,
batia-me. - E quem � que te fez isso?
Aquele homem. Aquele homem adulto.
Ent�o, mi�da?
J� reparaste que tirei o aparelho dos dentes?
Diria que a fam�lia Chance era viciada em apostas ilegais?
Apostava o meu rabo.
E acredite, querida, � uma aposta que adorava perder. Mas n�o � o caso.
E l� estava ela, a urinar para um balde no jardim da frente.
Tirei uma fotografia com o meu telem�vel!
Usaram o intercomunicador da beb� para bisbilhotar a minha conversa.
E depois aquela gald�ria maluca atirou o intercomunicador pela minha janela.
A bisav� pagou-me para fingir raptar o Burt.
Ele alinhou na ideia e abandonou o rapazinho.
E 20 anos mais tarde, quando regressei para pedir desculpa,
acertaram-me com uma televis�o umas quantas vezes.
Tamb�m me fizeram isso.
- Porque descobrimos que eras... - N�o diga!
O Jimmy e o amigo atacaram-me de repente
e come�aram a bater-me s� porque j� tive p�nis.
Sinto falta dessa coisa!
Isso � que foi uma decis�o precipitada.
Aquela pancada na cabe�a ainda me deixa t�o tonto que tenho de tomar drogas
para as quais tenho mesmo receita.
Seja como for, � chato porque agora conduzo eu o autocarro da tourn�e.
Claro, os concertos s�o cada vez menos. Da� us�-lo para entregar pizzas.
J� agora, tenho aqui uns...
...cup�es, se n�o se importar. Pode ser?
S�o v�lidos at� ao fim do m�s.
Demorou um bocado, mas eventualmente,
a advogada da Lucy ficou sem pessoas que nos fizessem fazer m� figura.
E depois chegou a nossa vez de chamar a depor pessoas
que tinham coisas boas a dizer sobre n�s.
E o James nunca partiu um ovo a embalar as mercearias.
Aquelas s�o as mesmas m�os delicadas que tratam da Hope.
Os amigos sabem as melhores coisas sobre voc�s.
Mas tamb�m sabem as piores.
Sim. Fui contratado para fingir ser o cozinheiro deles
no Dia de A��o de Gra�as quando assaltaram uma bela casa
para convencer os pais do Burt que ele era rico.
Mas quando fugimos, deix�mos para tr�s montes de especiarias gourmet
e uma faca japonesa que me faz imensa falta.
O Jimmy Chance � um palerma e devia ficar sem a filha.
Desculpa, amigo,
mas com a mi�da fora do caminho pod�amos passar mais tempo juntos.
* A advogada da Lucy � convincente O seu dom�nio da Lei � impressionante *
* Mas o que ela est� a dizer Sobre os Chance � mentira *
- Pediram-lhe para dizer o seu nome. - � Shelley.
Sim, o Jimmy � um tipo fant�stico. � verdadeiramente honesto.
At� me falou sobre uma altura em que enfiava o p�nis entre as pernas
e dan�ava ao som da "Girls Just Wanna Have Fun".
Desculpa, Jimmy, estou sob juramento.
Mas s� tens de dizer a verdade em rela��o �quilo que te perguntarem!
N�o me fa�a perguntas sobre a cole��o de pornografia dele.
Se n�o fosse o Jimmy e os pais, n�o teria o meu porco-guia.
Na minha opini�o, os Chance s�o uma fam�lia afro-americana
forte e coesa.
Os Chance s�o caucasianos, meu senhor.
A s�rio? E o Eminem?
- � caucasiano. - A s�rio?
- O Bryant Gumbel � branco, n�o �? - Afro-americano.
Bom...
...� �bvio que n�o sou uma testemunha de confian�a.
Os nossos amigos n�o conseguiram ajudar-nos,
por isso tent�mos ajudar-nos a n�s pr�prios.
Ou�a, talvez n�o fossemos os pais perfeitos.
Talvez o meu filho tenha problemas, cometido uns erros que acidentalmente
tenham posto a filha em perigo.
Mas...
O resto do discurso apagou-se.
A m�e tinha praticado respostas para tudo o que pudessem perguntar-lhe,
mas quando a press�o se instalou, deu-lhe uma branca.
Pessoalmente acredito que...
...os americanos dos Estados Unidos da nossa na��o
s�o incapazes de o fazer porque
alguns pais na Am�rica...
...por a�, n�o usam toalhetes.
- Est� a falar outra l�ngua? - Por isso, acredito que...
...os nossos produtos de limpeza, tipo...
...tal como na �frica do Sul...
...e no Iraque...
Finalmente, fui chamado a depor,
e apercebi-me de que era a �nica esperan�a da Hope
continuar a ser a Hope Chance.
Mostrei desenhos que fiz das coisas boas que tinha feito com a minha filha.
E mencionei a cole��o de pedras interessantes da Hope,
a qual julgo ter impressionado os mineiros.
E finalmente, falei do fundo do cora��o.
Pe�o desculpa, quer dizer, � um crime
viver numa casa com pessoas que adoramos?
Ou�am, estamos tesos.
A Hope est� condenada a viver numa casa min�scula e apinhada.
E quando se est� preso num espa�o min�sculo com um monte de pessoas,
acontecem muitas coisas que n�o queremos que se saibam.
Provavelmente, coisas que desejamos que nunca ningu�m descubra.
Mas ela est� com boas pessoas,
que se mant�m unidas, que arranjam maneiras de rir
e resolvem os problemas, mesmo quando est�o chateadas.
E quando temos pessoas assim do nosso lado,
ent�o temos o mais importante.
E estar�amos bem, mesmo a viver numa cave.
Avisaram-nos de que o j�ri podia demorar a chegar a uma decis�o,
por isso fic�mos muito surpreendidos quando nos chamaram t�o depressa.
Parece que, aos mineiros que j� estiveram presos juntos no subsolo,
n�o lhes apetece estar enfiados todos juntos numa sala pequena.
O j�ri atribui a cust�dia da Hope Chance � m�e, Lucy Carlyle.
Pensava que o meu discurso tinha conquistado o j�ri,
mas aparentemente, aquilo de que os mineiros sentem mais falta
quando est�o soterrados, � das m�es.
Talvez isto finalmente vos conven�a
a pararem de vir ter comigo para obter ajuda legal.
Ordem!
- Ordem! - Valida bilhetes de estacionamento?
A pr�xima pessoa que falar ser� detida por desobedi�ncia!
N�o pode fazer isto!
Sim, claro, vais sentir falta do teu pai.
Mas ele podia ter vindo connosco para o Tibete.
Ama-la, n�o amas?
Sim. Claro que amo.
Mas adoro a minha filha, portanto...
Era assim que tinha de ser.
Quero que saibas que o que estou prestes a fazer
� pela minha filha.
Porque ela merece crescer numa fam�lia feliz.
Meu!
Tinhas raz�o, Carl, foi uma p�ssima ideia.
Trevor, � a tua vez, amigo.
AmGoD e Tico
AmGoD
Muito bem, acabou por correr tudo bem, n�o foi?
Portanto, vou devolver-lhe a cust�dia.
Mas vi coisas perturbadoras no decurso deste julgamento.
Por isso, prometa-me
que no futuro vai tentar fazer um melhor trabalho a criar a Hope.
- Sem d�vida. - Cometemos erros,
mas aprendemos sempre com eles. - Isso � verdade.
Parece que todas as semanas aprendemos uma li��o nova.
Gostaria de confessar que matei o meu marido.
Muito bem. Acho que � tudo.
� tudo, malta!
Vem colaborar connosco!
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