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Nos episódios anteriores de "Prison Break".
- Nós vamos andando, meu. - Boa sorte.
- Espero que encontres a miúda. - O que raio se passa, querida?
O Hector diz que podes ter de servir a pena completa.
- O que fazes aqui? A Maricruz? - Ela está comigo agora.
O que é isto de voltares para casa daqui a nada?
Não estás a dar esperanças à tua filha, pois não?
Estás sentada? O teu homem vai voltar para casa esta semana.
Podemos chegar ao tribunal a pé daqui.
Não entendes. Tenho tudo naquele carro.
Estou sóbria há 18 meses.
Quero ajudar as pessoas a chegarem onde estou.
Tens razão, não te devia ter envolvido nisto.
Só preciso de saber algo.
O que queria o Scofield de ti em legalizar a tua imigração.
Faço isto há quinze anos, Caroline,
e o importante é a senhora, a sua família e este país.
Preciso de saber para quem estou a trabalhar.
Trabalhas para mim.
Sabia de combinações entre o Guarda Bellick e os reclusos,
no que diz respeito ao trabalho na prisão?
Sim, vendeu-o ao John Abruzzi.
O Guarda Brad Bellick será despedido imediatamente.
Acabaram de anunciar a recompensa na televisão.
- Quanto? - 100 mil dólares por cada.
O dinheiro está nos arredores de Tooele, Utah.
Estão no muro!
O camião!
Ponham homens nos hospitais.
Seja onde for que estejam, um deles está a sangrar bastante.
- Temos de ir. - Não consigo andar.
Tanto trabalho a fugir da prisão, para acabar morto numa vala.
É um pouco triste até. Qual deles é?
12 HORAS ANTES
- Estamos a vigiar os hospitais. - E as clínicas grátis?
Se há pensos e desinfectantes, estão a ser observadas.
Se os irmãos procurarem tratamento médico,
recebem-no de uma carrinha a voltar para Fox River.
Novidades dos outros seis?
Estamos a observar as famílias, até agora, nada.
Devem estar à espera.
Qual é a coisa mais difícil de fazer para um preso?
Não fazer nada?
Duas coisas são certas na vida, Ms...?
Lang.
A morte, os impostos, e um outro facto.
Um fugitivo vai sempre cometer erros nas primeiras 72 horas.
Se precisa de distância, rouba um carro,
se precisa de dinheiro, rouba uma loja.
Se precisar de ajuda, confia em quem não devia.
E quando isso acontece,
deixa para trás um rasto de migalhas que nos leva até ele.
Preciso da tua ajuda.
- O que estás a fazer, Michael? - Pimenta-vermelha-de-caiena.
O quê?
Tens pimenta-vermelha-de-caiena na cozinha?
Sim, talvez.
Vou precisar de álcool,
toalhas, e analgésico. O que tiveres serve.
- E bebida. - Por favor.
Calma, calma, calma.
Eu estou bem, vamos continuar.
Se continuarmos, a tua perna continua a sangrar.
E se a perna continua a sangrar, não saímos de Ilinóis.
Isto vai doer.
Muito bem.
Isto sela os capilares.
Não deviam ter vindo. A Polícia andou a fazer-me perguntas.
Não tivemos escolha.
Sabes que te agradeço a ajuda com a imigração.
- Mas não me quero envolver... - Não é parte do acordo, eu sei.
Eu sei e lamento.
Lamento, mas não havia mais para onde ir.
Quando te vi nas notícias, fiquei preocupada.
Esperava que já tivesses passado a fronteira.
Também eu.
Continua a dar-lhe isto.
E vê se lhe arranjas roupa limpa.
Está bem.
Tenho de voltar ao carro.
Esquece o carro. Arranjamos outro.
Não preciso de um carro, preciso daquele carro.
Porquê?
Porque naquele carro...
... está tudo de que precisamos para desaparecer.
- O que temos? - Aqui está, chefe.
Um polícia prendeu um vagabundo há umas horas.
Ele tinha uma ou duas coisas que não lhe pertenciam.
Parece que já temos o primeiro erro.
Têm carne seca com sabor oriental?
- Desculpe? - Com sabor de teriyaki.
- Não. - E não têm nas traseiras?
Deixe-me ver.
E já agora, dá-me uma garrafa de "Early Times", Júnior.
Vê lá se fazes o teu trabalho. Vigia a loja, já volto.
Tudo bem, Roy?
Podias ter evitado o pontapé nas partes baixas, Roy.
Mordeste-me, Brad.
- Parecias uma miudinha. - Tu mereceste.
Suponho que sim.
É de doidos descarregarmos o que se passou um no outro.
Devíamos culpar aqueles reclusos
estampados nos jornais todas as manhãs.
Tiraram-me o emprego, a pensão,
a minha dignidade.
Quando saltaram o muro, levaram tudo isso com eles.
Tudo pelo que trabalhei a minha vida inteira.
Viste a recompensa?
Aqueles imbecis valem mais mortos do que nós vivos.
- Mas não por muito tempo. - Como assim?
Alguém vai ficar com aquele dinheiro e mais vale ser eu.
Esse trabalho corria melhor com mais um par de mãos.
Achas mesmo que vou dividir essa recompensa contigo?
Quero dizer que se apanhas os irmãos, são dois contra um.
Podes dar por ti a desejar ter um bom ajudante.
Faz lá isso, Mike.
Olá.
- Posso ajudá-lo? - Sim, espero que sim, Chuck.
Acho que me rebocaram o carro.
- Como é o carro? - Como é?
O carro de onde roubou a mochila, como era?
Não sei, meu, talvez fosse cinzento.
É um Accord cinzento.
- E a matrícula. - Só sei isso, meu.
Não queria o carro.
Pensei que a mala poderia ter roupas.
Lembra-se de onde estava estacionado?
- Onde o estacionou? - Entre a Rua Hancock e a 15.
Não sei, meu, algures na rua 15.
Mas já não vai estar lá.
- Porquê? - Por isso não tirei mais nada.
- Chegou um reboque. - Vou já tratar disso.
São 60 dólares pelo reboque, e 24 pela noite que passou cá.
Está certo. Volto já com o seu veículo.
Não deve levar mais do que uns minutos.
- Estou. - Petey?
- É o Sucre. - O Fernando Sucre?
- Conheces mais algum? - Espero que não.
Mas o meu amigo Sucre não estaria a telefonar-me,
e a fazer-me cúmplice de uma fuga imbecil, meu.
Desculpa, mas preciso que encontres a Maricruz.
Não lhe posso ligar para o telemóvel por causa da Polícia.
Tens de esquecer essa miúda, meu.
Se pudesse fazer isso, ainda estaria em Fox River.
Então agarra-te a algo, porque tenho notícias para ti.
Ela vai casar com o Hector... no sábado.
- E que dia é hoje? - Quinta, mano.
Lamento.
Certo. Tens de fazê-la ir a tua casa.
- Esta noite. - Espera, meu.
É a minha última oportunidade de a fazer mudar de ideia.
Arranja maneira de a levares aí, sim?
Espera, Sucre, aguenta aí, meu.
E a janela partida?
- Temos ali um aviso que diz... - Eu sei, eu sei.
Não me interessa a janela partida, Chuck.
Tinha uma mochila lá dentro.
Já o encontrámos sem ela. E assim é menos papelada.
Parece-me familiar.
Era a médica responsável quando comecei a trabalhar cá.
Claro.
Importa-se de me chamar um táxi, por favor?
Não me parece.
Ouça, Dra. Tancredi.
- Quero desejar-lhe sorte. - Sara Tancredi?
Lamento. Tem o direito de permanecer calada.
- Mãos atrás das costas. - Se têm perguntas, eu posso...
Por respeito ao seu pai, vou pedir-lhe outra vez.
O meu pai?
De certeza que ele preferia que isto corresse sem problemas.
Tem o direito de falar com um advogado antes de falar à Polícia.
Tudo o que disser poderá ser usado contra si em tribunal.
Pode ter um advogado presente durante o interrogatório.
Estão a prendê-la, Caroline.
Sim, fico de olho nela.
Basta assinar aqui,
e já pode seguir. Com licença.
- Reboques Brewster. - Fala o Agente Mahone do FBI.
- Com quem estou a falar? - Com o Chuck.
Quero alertá-lo para algo. Está a ouvir, Chuck?
Pode aparecer aí um indivíduo a perguntar por um veículo,
um Accord cinzento, talvez com uma janela partida.
Apareceu alguém a perguntar por um veículo assim?
- Sim. - Quando?
Pode dizer-me quando esteve aí, Chuck?
Agora.
Reboques Brewster. O Scofield está lá. Empate-o, Chuck.
Todas as unidades, o Scofield está no Reboques Brewster.
É o meu supervisor,
diz que preciso de autorização para poder libertar o carro.
Está aí, Chuck? Chuck?
Ainda está aí, Chuck?
Esse veículo pode já não estar cá quando chegarem.
- Têm de mandar alguém já. - Não o deixe ir!
Ele tirou-me as chaves.
- Onde raio estão as unidades? - A uns 6 ou 7 minutos de lá.
Apanhamos uma conversa, é o Franklyn.
Está num telefone na baixa. Erro número dois.
Eu sei, querida, mas deixa-me explicar, sim?
Estiveste sequer no exército?
Servi o meu país e o meu país tramou-me. Está bem?
Gostava de te poder explicar tudo, aqui e agora,
mas só quero que saibas que lamento e que te amo.
E quando for altura, vou explicar tudo.
Dá-me uma boa razão para não te entregar já.
Dou-te três razões.
Eu, tu e a nossa linda menina.
Eu tenho um plano, querida.
Eu tenho um plano para conseguir algum dinheiro,
e um lugar para nós os três,
onde ninguém nunca mais nos encontrará ou incomodará.
Mas tens de confiar em mim.
Só preciso da oportunidade para me ouvires. Está bem?
Está bem.
Ouve, querida. Alguém tentou contactar-te por minha causa?
- Não. - Certo. Ótimo, ótimo.
Ouve...
Na Rainbow Room...
É um restaurante em Nova Iorque.
Lembras-te do sítio lindo onde tirámos aquela fotografia?
Aquela ao pé da janela?
Vou estar à espera nesse lugar daqui a uma semana.
E tudo o que quero no mundo,
é ter as minhas duas meninas à minha espera lá.
Entendes?
Tenho de ir.
Só quero saber se vais estar lá, querida.
Não sei.
Tu conheces-me.
- Conheço? - Sim!
Adeus, Miles.
Vou falar com o gabinete de Manhattan,
para darem a foto do Miles aos empregados do Rainbow Room.
Então vai falar com a mulher dele.
Saber porque nunca visitou o marido em Fox River.
Finge que não sabes a resposta, é uma relação frágil.
Se pressionarmos o ponto certo, ela cede.
Sim. Agradeço a missão, quero que saiba que...
Não quero gratidão, quero pistas, respostas e progressos.
Quem não consegue fazer isso que nem desfaça a malas.
- Percebeu? - Sim.
- Mr. Wheeler. - Espere um minuto.
Fique com o Scofield. Quero saber a matrícula do carro,
e quero que a faça circular.
- Sim. - Agora.
Já lhe ligo de volta.
O que se passa?
Parece que eu não era o único que procurava este carro.
Que bom. Vamos.
Lamento teres sido envolvida nisto.
Quero dizer... envolver-te mais do que já te tinha envolvido.
Boa sorte.
Para ti também.
Então...
- Vejo-te por aí. - Espero que sim.
- Estás bem? - Sim.
Ainda bem.
Vamos para Oeste, onde está o dinheiro e o L.J...
- Temos só mais uma paragem. - Para quê?
Confias em mim?
Claro que confio em ti, Brad, mas se alguém descobre...
Ninguém descobre.
Deixa-me tratar disto.
O Humpty Dumpty subiu o muro.
O Humpty Dumpty caiu de lá.
Já disse ao FBI que não sei nada, sim?
Àqueles finórios que fazem pedicures? E porque dirias?
Têm regras, códigos de conduta, empregos a proteger.
- Já eu, por outro lado... - Vá lá, chefe.
Juro que eles não me contaram planos nenhuns.
Estás a dizer que em todas as vossas reuniões no pátio,
nunca falaram do que fariam quando passassem o muro?
Isso mesmo.
Já não trabalho cá, grandalhão,
mas ainda tenho influência sobre quem trabalha.
Gente que fará tudo o que eu lhes pedir.
E a quem pedir que o façam.
E um homem curvilíneo como tu...
Digamos apenas que certos indivíduos porcos,
adorariam ter um companheiro de cela com atributos femininos.
Vais dizer-me tudo o que sabes,
sobre para onde aqueles reclusos vão
ou atiro esse teu rabo gordo aos lobos.
Certo, obrigado. Terceiro erro.
Viram alguém que parece o Fernando Sucre a roubar um carro.
- Onde? - Foi em Defiance, no Ohio.
Alguém vai ser preso hoje.
Eu sei. Eu sei.
Sara.
- Paguei-te a fiança. - Demoraste.
- Sou governador, tenho... - Vai para o inferno, pai.
Se continuas assim, só aqui é que te poderei ver.
- Queres sequer ouvir o meu lado? - Nem por isso, Sara, não.
Principalmente porque nem sei de que lado estás.
Mas sei isto.
Alguém vai sofrer pelo que se passou em Fox River.
E seria no interesse de ambos que não fosses tu.
Mas para isso, é preciso tomar certas medidas.
Tens de ir a uma reunião de recuperação diariamente.
Tens de te declarar inocente perante um juiz...
Pai, eu não...
Tens de falar com o Departamento de Correções,
e contar tudo o que sabes sobre como aquela prisão era gerida.
E sobre como o Diretor Pope fazia favores ao Scofield,
porque o Scofield ajudou-o com os projetos pessoais dele.
E sobre como isso expôs o Scofield a áreas restritas,
onde pode ter conseguido uma chave para a Enfermaria.
- Não posso fazer isso. - Podes sim. Podes e vais fazê-lo.
Fui eu, pai.
Deixei a porta aberta. Fui eu que fiz isso.
Isso não é verdade.
- É, sim. - Não é verdade.
Sara...
Faz o que te digo.
Caso contrário, vai haver consequências
que nos afetam a todos. Compreendes o que estou a dizer-te?
- Sim, pai. - Ainda bem.
Dentro de uma semana serei o novo vice-presidente do país.
Vai haver uma cerimónia para a qual serás convidada.
Não vais aparecer.
Adeus, Sara.
- Vamos pôr música. - Não.
Esqueci-me, nada de rádio.
Isto é tão silencioso. Na prisão havia sempre barulho.
Alguém a gritar, os guardas a fazerem as rondas. Até me habituei.
Tens razão, devíamos voltar.
As tatuagens não serviam só para fugir, pois não?
Fugir era só o começo. Agora fica tudo mais interessante.
Estar amarrado à cadeira elétrica não era interessante?
Só quero dizer que lá dentro tínhamos o elemento surpresa.
Ninguém sabia o que planávamos.
Há algo neste tipo, o que encontrámos no elevador...
Parece...
Parece que sabe para onde vamos e o que pensamos.
E se isso é verdade, ele vai descobrir o dinheiro no Utah,
da nossa forma de entrar no México, Bolshoi Booze,
saber de tudo.
Estás pronto para isto?
Faz a chamada.
Deixe mensagem, por favor.
Olá, sou eu.
Tenho o Linc. Estamos a caminho daí.
Se não puderes ir, liga-me para o 907454...
Recebemos isto da vigilância.
Lembras-te do pré-pagamento do voicemail do Scofield?
- Antes de ir preso? - Sim.
Alguém acabou de deixar lá uma mensagem.
- Quem? - O Scofield.
Falava de uma reunião.
Parecia que queria que outra pessoa ouvisse a mensagem,
e ligasse de volta.
Este indicativo é de telemóvel, e desde que esteja ligado...
Podemos localizá-lo.
Não faças nada de estúpido, nada de estúpido.
- Passa-se algo, senhor agente? - Sabe porque o mandei parar?
- Excesso de velocidade? - Carta de condução e livrete.
A verdade é que perdi a carteira.
Então basta o livrete.
Este carro é seu?
Mrs. Miller?
Mrs. Miller é a minha mulher, eu sou Mr. Miller.
O seguro expirou.
Volto já.
Ele cantou?
Como um pássaro gordo e suado.
- Querida. - Papá!
Olha para ti, estás tão grande!
Faz-me um favor.
Pega num pedaço de giz e desenha-me algo no chão.
Como tens estado?
- Tens comido bem? - Mais ou menos, acho que sim.
Que bom, que bom.
É tão bom ver-te, bebé.
Entendes o que se passa com o papá?
Mais ou menos. Mas os outros miúdos dizem coisas.
O que dizem?
Dizem que estás na televisão porque és um homem mau.
E o que achas tu?
Acho que se estivesse onde não me deixassem ver-te,
também não faria o que me mandassem.
Sabes o que mais? Vamos estar juntos daqui a nada.
Prometo.
Mas preciso de um favor, dás um recado à mamã, sim?
Está bem.
Quero que lhe digas que se percebeu o que eu lhe disse,
e se está disposta a confiar no papá,
então ela que ligue as luzes do alpendre às sete da tarde, sim?
Consegues lembrar-te disso? Boa menina.
Dede, afasta-te do portão, querida.
O papá tem de ir, sim, querida?
- Adoro-te, papá. - Também te adoro, querida.
Ali.
Já não falta muito.
Pronto, saíram da estrada estadual,
e vão para norte na 38.
Conta-me coisas.
Onde?
Há um agente que acha que mandou encostar o Sucre,
em Latrobe, na Pensilvânia.
Falem com a Polícia local
e deixem claro que o queremos preso e não morto.
Pois, um morto não nos pode dizer onde os amigos estão.
Sim, é isso mesmo.
- Identificou-o? - Sim, parece mesmo ele.
- Pode tratar disso? - Sim.
- Eu trato dele. - Proceda com cautela.
Farei isso.
Mr. Miller?
Tenho de lhe pedir para pôr os braços de fora do veículo.
Preciso de ver as suas mãos, Mr. Miller.
- Estás pronto? - Sim.
Agora.
É este.
- Vê-lo? - Não.
Se calhar não recebeu a tua mensagem.
Pararam.
Uns quilómetros à frente, mas não há nada ali.
- Estão à espera de quê? - Ou de quem?
Pronto, está bom. Está bom.
Vá lá.
Vá lá!
Passa. Passa já!
Só falta uma coisa.
- Confias em mim? - Claro que sim.
Como fazes o caçador perder o rasto o cheiro?
Livras-te da presa.
Lembra-te, vou carregar no scan,
temos cerca de trinta segundos para chegar à 103.7.
- E depois explode. - Isso mesmo.
- Pronto? - Sim.
Pronto, vamos.
Espera.
A música não está a mudar. Espera, espera.
Algo está errado.
- O que aconteceu? - Não sei.
Mas precisamos daquela explosão.
Ele chegou.
Ele chegou.
O rádio deve ter encravado. Vamos ter de fazê-lo manualmente.
O carro pode explodir a qualquer instante.
E o FBI chega dentro de uns dois minutos.
Se não parecer que estamos mortos, estaremos mesmo.
Pedra, papel ou tesoura.
- Linc. - É a minha vez.
Reza para que se consiga receção.
Quantas estações há entre a 102.1 e a 103.7?
Aqui?
Só deve haver uma.
A Maricruz?
- Ouve, meu... - Não, Petey.
Ouve tu. Não durmo há 72 horas.
Vi a mão de um homem ser cortada,
dispararam sobre mim, abri uma sepultura,
roubei um carro e saltei para um comboio em andamento.
- Diz-me onde ela está. - Fernando, acalma-te, meu.
Tentei dizer-te, mas desligaste o telefone.
O casamento é em Las Vegas.
- A cidade? - Sim.
E saíram há umas horas, mano.
Espera, não, não, não. Espera, Fernando.
É de coleção, meu.
Devolvo-ta inteira, prometo.
Podemos voltar à parte em que disse que não?
- Gostava de ter escolha. - E tens.
Vá lá, meu. É uma mota Ural de 1952.
- Se lhe fazes um arranhão. - Não faço. Prometo.
Ela é o amor da minha vida, mano. Tenho de fazer algo.
- Estás com péssimo aspecto. - São tempos péssimos.
E agora, só tenho de chegar a Vegas.
Olá, sou a Sara, e eu...
Eu...
Já trabalhei com muita gente com um passado de vícios, e...
E dizia-lhes que sabia o que estavam a passar, porque...
Porque era como eles, também já tinha sido uma viciada.
E acho que...
E acho que o que se está a tornar claro para mim é que...
Se os compreendo é porque sou como eles.
Não era uma viciada, eu...
Olá, o meu nome é Sara e sou uma viciada.
- Olá, Sara. - Olá, Sara.
Olá, o meu nome é Lance e sou um viciado.
- Olá, Lance. - Olá.
Muito do que a Sara disse reflete-se em mim,
e no que estou a passar.
Tanto trabalho a fugir da prisão, para acabar morto numa vala.
É um pouco triste até. Qual deles é?
- O Shales. - O Shales?
- Quem é...? - O Scofield.
É capaz de ser o Scofield.
Acho que vamos encontrar o irmão também.
O Oscar Shales é um tipo que o Mahone perseguiu.
Era escumalha, sabe como é.
Ainda está fugido.
Não se podemos apanhá-los todos, certo?
Devemos ter o caminho livre até ao Utah, agora.
Vão virar as atenções para os outros fugitivos.
O que significa que vamos estar fora do radar por uns tempos.
Daqui a nada recebem os resultados do laboratório.
Nessa altura já estamos no México.
Desde que passe transporte.
Vá lá, querida.
Na Rainbow Room.
Lembras-te do sítio lindo onde tirámos aquela fotografia?
Aquela ao pé da janela?
Vou estar à espera nesse lugar daqui a uma semana.
Ela está a dormir bem?
Sim, como um bebé.
Ótimo.
Disse que tinha informações acerca do seu marido?
Estou outra vez em dívida contigo.
- Não faz mal. - Está bem.
Mando-te os dez mil quando chegarmos ao México.
Tal como prometi. E mais três mil pelo carro.
Vais encontrar-te com ela? Com a médica?
A Sara?
Não sei.
Temos de ir, a próxima cidade fica a uns quilómetros.
Não há problema, apanho um autocarro de lá.
Obrigado mais uma vez, Nika.
Sabia que a galdéria nos levaria até eles.
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