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Este programa cont�m temas de suic�dio e automutila��o.
Recomenda-se cautela.
Sempre guardei tudo dos meus filhos.
Parece bobagem, mas n�o consigo jogar fora.
Ainda bem que eu guardei, porque essas coisas representam a Carrie.
S�o coisas tipo�
Quando ela nasceu, esse era o tamanho dela, isso cabia nela.
Ela n�o cresceu muito,
porque ela cal�ava isso no fim, tamanho 34.
Eu tinha pernas muito finas.
Eu ficava insegura, usava cinco pares de meia-cal�a.
- Os garotos me zoavam. - Voc� devia suar.
- Zoavam? - Pernas de vareta.
Carrie e Jo. Jody � irm� g�mea dela. Elas nunca se separavam.
Meu Deus.
Adoro esse v�deo.
Foi uma das melhores noites que n�s tr�s�
Que n�s tr�s tivemos.
Como pais, achamos que nossos filhos sempre estar�o presentes.
Que vamos poder falar com eles amanh�, dizer coisas a eles amanh�.
Nem sempre d�, e guardamos os bons momentos.
Voc� tem 38 agora - M�E Te amo Cas
Isso lembra a gente que nada � garantido.
Tchau.
Devemos valorizar os filhos.
Desliga a c�mera.
N�o entendo
Eu conhecia a Caroline o bastante,
eu devia ter percebido os sinais.
A vulnerabilidade dela.
Eu a protegi o melhor que pude quando ela estava viva.
E agora eu a estou protegendo de um jeito diferente.
Quero que a verdadeira Caroline seja lembrada,
n�o a Caroline que foi retratada na imprensa.
A Busca Pela Verdade
11 DIAS AP�S A PRIS�O
Caroline Flack, de Love Island, foi ao tribunal
e se declarou inocente da agress�o ao namorado.
Ela foi liberada sob fian�a condicional
antes do julgamento em 4 de mar�o.
Depois do tribunal, a imprensa foi implac�vel.
Nos seguiam por toda parte.
Teve uma hora em que sa� do carro pra impedir os paparazzi de nos seguirem.
Amiga de Caroline
Um deles foi pra cima de mim, continuou dirigindo,
e eu bloqueava o carro.
Dali em diante, parecia que ela estava fugindo.
Ap�s a audi�ncia, perdi contato com Caroline.
Ela estava vendo o que o p�blico dizia nas redes sociais.
Advogado de Caroline
Li sobre o caso� nojento!
Ela � uma agressora
�Uma agressora violenta, deve ser punida!
Bateu enquanto ele dormia�
agressora nojenta
LIQUIDA��O DE ABAJUR
C�digo: #ATAQUEFLACK
As redes detonaram a Caroline,
mas, ap�s a audi�ncia, ela estava nos notici�rios.
Era inacredit�vel, estava por toda parte.
Os principais canais de TV noticiavam a vers�o da promotoria,
que n�o era correta.
� estranho estar de volta.
Estava lotado de imprensa.
Irm� de Caroline
E todo mundo gritava com a Carrie.
Foi um dia muito pesado.
Mas n�o percebemos as consequ�ncias s�rias daquele dia pra vida dela.
A declara��o da promotora deu o tom dos dois meses seguintes.
'FLACK BATE COM ABAJUR'
S� dava Caroline na m�dia.
Nas manchetes, ela era uma agressora dom�stica
e bateu no namorado com um abajur.
N�o sabemos exatamente que informa��es a promotora recebeu da pol�cia,
mas muito do que ela disse no tribunal estava errado.
Passei anos conseguindo v�rios documentos
que contam outra vers�o dos fatos naquela noite.
Consegui comparar os relat�rios policiais da noite em que a Carrie foi presa
com a declara��o da promotora.
Ent�o como surgiu essa hist�ria do abajur que nos assombra?
- De onde veio isso? - �.
Flack no tribunal
Ela supostamente bateu de abajur.
Ela bateu na cabe�a dele com um abajur.
Quase afundou a cabe�a.
- Com abajur. - Abajur.
A promotora disse:
"Ele, Burton, disse que estava dormindo
quando Caroline bateu na cabe�a dele com um abajur."
Mas a� o relat�rio feito naquela noite pela pol�cia diz:
"N�o se sabe que objeto foi usado pra agredir o Sr. Burton.
Ele a princ�pio disse � pol�cia que achava que tinha sido um ventilador ou um abajur.
O Sr. Burton disse que n�o sabia o que era."
N�o havia provas convincentes ou diretas de que algu�m apanhou com um abajur.
No interrogat�rio formal da Caroline,
ela sempre afirmou que estava com o celular na m�o,
foi acord�-lo, e o celular o atingiu.
Mais claro era imposs�vel pra quem quer que lesse a transcri��o.
O relat�rio policial diz: "O celular da Srta. Flack foi apreendido
por ter muito sangue nele e uma rachadura em um dos cantos,
indicando que ele pode ter sido a arma."
Uau. Ent�o est� mesmo no relat�rio que achavam que era um celular?
Isso.
N�o levaram mais nada daquele apartamento.
� de se imaginar que apreenderiam a arma.
O abajur ficou no apartamento, sem ser tocado. Nunca foi periciado.
Sabemos que a prova era o celular.
Algu�m tomou a decis�o de omiti-lo.
Olha, eu estava com Lewis nos fundos,
e ele n�o acreditava no que diziam.
Ele foi ao Instagram e disse:
"O que eu vi hoje foi horr�vel."
Triste n�o ver meu amor no Natal.
"Ela n�o me bateu com um abajur."
Toda rela��o tem brigas.
- � a vida da Carrie em jogo. - Verdade.
S�o essas coisas que sa�ram na imprensa,
e ela ia ser julgada por elas.
Uma promotora pode usar uma prova dessas pra destruir uma pessoa publicamente.
Eu acho isso nojento.
Mas o mal estava feito.
Carrie sabia que as pessoas iam pensar isso dela.
- Pra sempre. - �. Pra sempre.
Ela n�o ia se livrar disso.
Ela nunca se livraria desse r�tulo.
Ela n�o se livrou nem ap�s morrer.
24 DE DEZEMBRO 12 DIAS AP�S A PRIS�O
Caroline estava mal, estava piorando desde a pris�o.
Na v�spera de Natal, quer�amos sair com ela,
ent�o a levamos �s compras.
Ela n�o sa�a na rua desde o dia da pris�o at� a v�spera de Natal.
Acho que foram duas semanas sem sair do quarto de hotel.
T�nhamos certeza de que n�o estavam nos seguindo,
e a� notamos que havia paparazzi atr�s dela.
Mollie fomos seguidas o dia todo
Fotos, tudo, risadas
T�, olha voc� pode fazer compras
Estou em p�nico Preciso ir pra outro lugar
Escreveram que ela sorria, brincava�
Flack ri nas compras ap�s choro no tribunal
SORRI MAIS
Acharam que ela estava super de boa.
� s�rio mesmo?!� Isso � um tapa na cara
das v�timas de viol�ncia�
O que ningu�m sabe quando v� essas fotos isoladas
� que ela estava sob vigil�ncia por risco de suic�dio h� duas semanas.
Quer�amos dar algo normal pra ela fazer.
Ela n�o estava de boa.
Quando ela ria naquelas duas semanas, eu pensava: "Gra�as a Deus.
Talvez ela n�o morra hoje. Talvez possamos deix�-la s� por meia hora.
Talvez haja uma sa�da."
Estranho, n�o publicaram voc� chorando
N�o me querem chorando Isso n�o d� manchete
Caroline se sentia sem controle.
Mentiam sobre ela o tempo todo.
Caroline estava desesperada pra contar a vers�o dela,
sabe como �, fazer a verdade aparecer.
E mesmo que ela n�o pudesse falar, os agentes dela podiam falar por ela.
Dizer alguma coisa.
Mas sempre diziam para ela se calar,
n�o fazer nada.
Quero saber da agente dela por qu�.
Por que ela foi silenciada?
Oi! Quanto tempo.
- Como vai? - Bem, obrigada. E voc�?
�timo.
- Tudo bem? - Voc� est� bem?
- S� nos vimos no enterro. - �.
Agente de Caroline
- Eu sei. Tem muito tempo. - �.
Durante todo o tempo em que Carrie passava por isso,
ela foi aconselhada a ficar em sil�ncio.
Sei que a Carrie gostava muito de voc�, que eram pr�ximas.
Como conseguiu isso?
No come�o, achamos que era um mal-entendido,
que tudo ficaria bem.
Ent�o n�o dissemos nada, s� pedimos pra todo mundo esperar.
Depois, quando tudo chegou na imprensa,
consultamos nossos advogados,
pois se ela tivesse dito algo, as palavras podiam ter sido catastr�ficas no tribunal.
N�o quer�amos a imprensa repetindo aquilo sem parar.
Ent�o, sim, ela queria ter uma voz,
mas o sil�ncio era mais seguro.
Eu entendo.
Se ela pudesse�
ter contestado a narrativa,
isso teria ajudado um pouco a melhorar a situa��o dela.
N�s conhec�amos a verdade.
Voc� conhecia.
Mas os jornais�
N�o adianta, eles n�o escutam.
�quela altura, Carolina era mais valiosa pra imprensa como vil�
do que como a hero�na de quando apresentava Love Island.
Voc�s n�o estavam mais conseguindo controlar os jornais.
- �s vezes, n�o d� pra controlar. - �.
� um jogo perigoso.
Antes de ser presa, Caroline era muito boa nisso,
Ela sabia� muito bem
qual era a resposta certa.
Iam publicar uma mat�ria sobre um namorado dela.
N�o era uma mat�ria legal.
Caroline falou diretamente com o jornalista:
"Podemos dar uma mat�ria legal, uma exclusiva,
- pra engavetarem a outra?" - Isso n�o � horr�vel?
- N�o � horr�vel viver assim? - �.
Ter que fazer isso,
- dar informa��es sobre algo� - �.
�pra abafar as informa��es ruins.
�. Sabe, eu�
Vimos a mar� virar contra ela.
Ficamos completamente impotentes.
Isso me deixa triste e com raiva, porque�
Caroline estava passando por algo t�o terr�vel assim.
Ela n�o era uma pessoa pra imprensa.
Ela era descart�vel.
'TENTOU ME MATAR'
- � uma manchete barata, � isso. - �.
- No fim � isso, n�? - �.
Sempre que Caroline Flack estava nos jornais�
Jornalista do show biz
�eles vendiam. Na capa vendiam mais ainda.
Ela era perfeita e foi lucrativa por muitos anos,
e, ironicamente, foi ainda mais lucrativa no pior per�odo da vida dela.
DE LOVE ISLAND � MAR� DE AZAR?
Um editor me ligou e falou: "Ela daria uma entrevista sobre isso?"
Falei que duvidava,
pois, legalmente, ela era impedida de falar.
E ele disse: "Ent�o ferre com ela."
Ouvir isso, saber o que estava por vir de antem�o,
foi desesperador.
1� DE JANEIRO 20 DIAS AP�S A PRIS�O
Naquele Natal, Carrie parecia estar aguentando bem.
Mas a�, no dia 1� de janeiro,
esta foi a manchete.
Banho de sangue no quarto de Flack
"Banho de sangue no quarto de Flack."
Foi um choque total.
Segundo esta mat�ria, Caroline bateu no namorado com um abajur�
A 'V�TIMA' Lewis ao telefone
ABAJUR Base perto da cama
�e o sangue era dele.
Isso passava bem longe da verdade.
Era o sangue da Caroline, de quando ela cortou os pulsos.
Sangue no len�ol
�sangue no tapete �sangue na porta
Caroline�
teve uma rea��o p�ssima por causa do constrangimento.
Era constrangedor, o sangue era dela.
N�o estou acreditando nisso
� algo t�o �ntimo
Obviamente, nos perguntamos quem tirou aquela foto
e quem a deu ao The Sun.
No come�o, nos disseram que foi um policial,
mas n�o foi.
Lewis admitiu que tirou a foto e a mandou pra uma amiga.
E a� uma amiga dele vendeu a foto,
sem nenhuma explica��o, sem nenhum contexto,
pro jornal The Sun.
Ap�s a publica��o,
acho que todo mundo s� pensava que ela era culpada.
Caroline Flack fez isso, gente�????
Isso � nojento�
A psicopata que fez isso devia ser presa�
A foto fodeu com o caso
Eu n�o teria um julgamento justo
Ela foi julgada no jornal The Sun e foi considerada culpada.
Isso � nojento!
N�o consigo acreditar que sentem pena da Caroline Flack!
Acho que n�o dou conta da vergonha disso tudo
At� algo ser escrito sobre a nossa fam�lia ou nossos amigos,
n�o percebemos como a imprensa � cruel.
Lizzie, minha filha mais velha, era dez anos mais velha do que Caroline,
e ela era muito protetora.
Ela sempre levava a s�rio o que era escrito na imprensa.
� algo que sempre a afetou.
Oi.
� �timo te ver.
Eu n�o ouvi a vers�o da Carrie
porque ela se isolou por causa da vergonha.
A �nica vers�o que eu tinha era a da imprensa,
e minha rea��o imediata foi pensar
que, se ela era culpada, devia ser punida.
N�o sabia os fatos porque n�o estava l�, eu s� sabia o que a m�dia dizia.
Isso mudou o jeito como eu via a minha irm�,
e ela passou a achar que n�o podia contar com meu apoio.
Ela n�o conseguia nem dizer que era inocente.
Ela n�o achava que eu ia acreditar nela porque�
foi tudo publicado,
ent�o iam acreditar mais na imprensa do que nela,
e isso valia pra mim.
As mentiras fazem isso,
elas afetam profundamente os relacionamentos.
Eu falhei com ela ao me ausentar, n�o tentar saber mais como ela se sentia.
E eu nunca vou poder� mudar nada.
Todo mundo que estava envolvido
e deixou aquilo ser publicado devia se envergonhar,
porque, na minha opini�o,
isso contribuiu muito pra ela n�o estar aqui hoje.
Mollie eu nunca tinha me sentido t�o mal
N�o estou vendo sa�da
Oi. The Sun.
Oi, meu nome � Chris Flack,
e esta liga��o est� sendo gravada
pra um document�rio que pode ser lan�ado pela Disney.
Eu quero saber se pode me botar em contato com�
Desculpa, voc� est� bem?
- Estou. - Ouvi um suspiro. Desculpa.
Ser� que pode me botar em contato com Victoria Newton?
Sim. Desculpe, est� gravando isso pro document�rio da Disney?
Isso.
S� um segundo.
Obrigada.
Victoria Newton � a editora do The Sun.
Ela me disse que foi pro The Sun pra limpar a reputa��o do jornal.
Ent�o quero um pedido de desculpas na primeira p�gina
t�o grande quanto a foto do sangue dela na cama.
Estou esperando h� quatro minutos.
J� s�o oito minutos agora.
Ningu�m voltou pra dizer: "Desculpa pela demora,
estamos procurando Victoria."
Eu adoraria perguntar o que ela implementou,
o que ela fez pra evitar que isso se repita.
Onze minutos agora.
O dia deve estar movimentado.
- Oi, cara. - Al�.
Achei que fosse Andy. Espera.
A liga��o caiu.
N�o acredito.
A forma como a imprensa cobriu a hist�ria
foi uma coisa terr�vel na �poca.
Quero falar com um jornalista pra descobrir como algo t�o distorcido
pode aparecer na capa de um jornal nacional.
Ent�o, Paul, como parte desse processo,
entrei em contato com 30 jornalistas, mas nenhum deles quer falar comigo.
Qual � motivo disso?
Acho que � uma mistura de vergonha,
medo�
- Acho que foram proibidos de falar� - S�rio?
�pelos editores.
Eu quero saber quem seria o respons�vel
pela foto do sangue da Carrie aparecer no jornal The Sun.
J� ligaram pra reda��o, tipo:
"Quanto me paga por essa foto, ou por essa mat�ria?"
Pela minha experi�ncia, o editor pergunta quanto a pessoa quer.
A� ele procura o editor-chefe e o jornalista s�nior.
A coisa vai pro alto escal�o.
Eles decidem na reuni�o de pauta
qual ser� a capa.
�. Foi o que pensei.
Pela minha experi�ncia, devem ter consultado tr�s advogados�
- Consultam advogados? - �, tr�s advogados,
tem o editor-chefe, o editor de not�cias, a reuni�o,
onde h� muitos jornalistas inteligentes
que s�o capazes de dar a opini�o deles�
- �. - Eles debatem se devem publicar aquilo.
Pela minha experi�ncia,
devem ter apoiado essa decis�o,
e todos da reda��o devem ter salivado o dia todo ao receberem a foto.
Era algo violento, macabro, sinistro.
Pra eles, ela estava louca.
Ela n�o estava, mas eles n�o pensam assim.
Eles consideram isso muito instigante, � como eles veem a coisa,
uma derrocada gr�fica e sangrenta.
Se eles tivessem conferido os fatos com os advogados�
Eles n�o confirmaram com ningu�m que o sangue era do namorado,
como foi retratado.
- N�o ligaram pra voc�s? - Ningu�m recebeu liga��o. N�o.
Muitas vezes, quando uma mat�ria � t�o�
boa,
se puderem dizer algo que reduza um pouco o impacto dela,
que gere menos drama e sensacionalismo,
se a informa��o tiver uma ponta de verdade�
Na minha opini�o, diriam:
"N�o liga, porque isso vai atrapalhar a mat�ria."
Isso � Nem consigo entender, nem consigo�
� ainda pior do que eu pensava.
O que acha disso?
- Voc� � jornalista� - Eu� �.
E onde entra o jornalismo
e o cuidado com a Caroline, ou com os leitores?
A verdade importa?
Importa pra alguns jornalistas, e devia importar pra todos.
Mas, pela minha experi�ncia,
tem a ver com conseguir a melhor capa no dia seguinte.
Voc� acha que houve alguma conversa sobre o impacto que isso teria nela?
Na minha opini�o, para ser sincero,
provavelmente n�o.
E duvido que algu�m tenha questionado se aquilo era o certo a fazer.
S�rio?
Ningu�m � julgado por uma mat�ria que destr�i algu�m.
Ningu�m paga por isso.
Ent�o tudo, as entrevistas,
tudo o que acontece envolvendo a imprensa
no que diz respeito � vida de algu�m, n�o significa nada.
� como se ela tivesse sido tra�da em todos os sentidos.
Por que tirar a foto?
Por que vend�-la? Por que public�-la?
Tudo o que acontecia dessa forma
deixava cada vez mais claro que n�o havia sa�da.
N�o dava pra impedir o efeito que isso tinha na Carrie�
- �. - �e isso foi dif�cil pra n�s.
11 DE JANEIRO 30 DIAS AP�S A PRIS�O
Love Island Come�a amanh�
Voc� est� de boa com isso?
Me sinto meio estranha
�, estamos de volta maiores do que nunca.
Recebam a Laura Whitmore.
Love Island era bem importante pra Caroline.
Oi, ilhados.
A Laura assumir o comando trouxe � tona todas as inseguran�as.
N�o pod�amos assistir. A� ela queria ver, e v�amos juntas.
Isso � incr�vel. Olhem s�, olhem a vista.
E todos os dias ela me pedia os n�meros.
Quantos espectadores?
- E um papo? Vai rolar? - Sim.
Boa escolha, n�o tragam Caroline de volta
J� prefiro Laura Whitmore�
Aquela inquieta��o constante acabou com Caroline.
- Meninas, como voc�s est�o? - Bem.
Ela se sentiu sendo exclu�da do programa.
Ela disse: "Sei que estou fora. Acabou."
Ela viu tudo o que ela construiu desmoronar.
Ao menos n�o precisam esconder os abajures�
supostamente
Onde posso ficar???????
N�o posso ser fotografada Isso est� arruinando a minha vida
Ela n�o podia voltar pra casa.
O lugar onde ela morava, que ela mesma comprou�
Havia pessoas acampadas do lado de fora.
Ent�o decidimos que ela precisava se mudar.
Passei o dia com a minha m�e empacotando tudo
Te levamos escondida s�bado
Era tudo muito �s escondidas.
O medo de ser pega
ou de descobrirem onde ela estava era t�o grande
que tudo teve que acontecer de madrugada.
Ela teve que se mudar �s 3h da manh�.
Mas, por sorte, Jody conhecia uma empresa de mudan�a pra fazer isso,
e foram �timos.
Eles levaram quase todos os pertences dela
pra um apartamento que ficou sob sigilo.
Acho que isso deu a ela uma sensa��o de normalidade.
Podemos comprar roupa de cama na Rua Church,
ou comprar coisinhas legais.
Deixar o apartamento acolhedor.
Mas o apartamento era�
Tinha algo estranho nele.
O n�mero dele era 13, e havia um parque em frente,
que era um cemit�rio.
E uma das l�pides dizia "Caroline Flack".
EM MEM�RIA DE SOPHIA CAROLINE
Coisas assim ficavam na cabe�a da Carrie.
Ela me ligou e falou sobre isso.
Falei: "Carrie, n�o seja� N�o tem�
N�o�
N�o tem nada a ver." Mas era estranho.
Oi:# S�o 11h da manh� e ainda n�o enlouqueci
Ent�o estou indo bem
Quando ela percebeu que ningu�m sabia onde ela estava,
ela come�ou a passear com Ruby, a cadela.
Ela n�o estava bebendo.
Estou na Rua Church, passeando com Ruby. Manda mensagem.
Te encontro em casa. Podemos jantar fora, ou beber algo sem �lcool?
Nossa, estou muito chata. Dava tudo por um vinhozinho.
Fomos escalar e tivemos uma noite incr�vel.
Ningu�m nos abordou, n�o falaram com a gente.
Ela me disse que ia ficar bem.
Meu Deus. Tive uma ideia.
Tipo, eu devia fazer um document�rio sobre tudo isso.
Eu via que ela estava mais forte, pois ela falava em fazer um document�rio.
Ela dizia que queria expor
o que tinha ocorrido e a vers�o dela dos fatos.
Ent�o parecia que ela� Ela estava se recuperando.
ENCARAR � GROSSERIA
Acho que o caso vai ser arquivado
E n�s ach�vamos que o caso seria arquivado.
Ela estava torcendo e apostando tudo no bom senso
pra verdade vencer e vir � tona.
Caroline e a equipe jur�dica dela
esperavam que o SPC analisasse todas as provas,
conclu�sse que n�o havia interesse p�blico e arquivasse o caso.
Esse caso� �,
o querelante retirou o apoio � acusa��o, mas eles achavam que tinham o bastante.
Tinham uma chamada pra Emerg�ncia, tinham as imagens de uma c�mera policial.
E precisam estar em sintonia com o pa�s e levar a viol�ncia dom�stica a s�rio.
Ex-Promotor-chefe
Nazir Afzal � um ex-promotor-chefe
que defendeu a decis�o do SPC de denunciar Caroline.
Eu dei a ele acesso aos documentos da minha investiga��o.
Quero saber se ele ainda acha que o SPC fez a coisa certa.
Voc� deu uma entrevista dizendo que o SPC estava certo em denunciar.
�.
Eu me pergunto se agora, ap�s ter analisado mais o caso,
voc� mant�m a sua opini�o.
Preciso explicar como um promotor trabalha.
O promotor n�o trabalha sozinho.
Ele depende do que a pol�cia fornece a ele.
- �. - Ent�o se a pol�cia disser
"ferimento grave, sangue por toda parte,
e temos muito medo de que isso possa se repetir",
eu entendo como um promotor pode chegar � conclus�o
de que o caso deve ser julgado.
N�s temos que confiar na pol�cia,
ou o sistema vem abaixo, n�?
Dito isso, ap�s analisar todas as provas,
n�o entendo por que tiveram tanta pressa.
Esse caso n�o tinha antecedentes,
nem uma din�mica de controle, manipula��o ou abuso de poder.
- O Sr. Burton n�o queria um processo. - N�o.
Ele era contra a den�ncia. Ele tinha convic��o quanto a isso.
- Foi uma situa��o isolada em que� - �.
�ela perdeu a cabe�a por algum motivo
e fez o que fez, e ela admitiu isso.
Por tudo isso, devia ter acontecido no m�ximo uma advert�ncia.
� dif�cil. Depois de ouvir voc� dizer isso�
De certa forma, parece uma�
- Repara��o? - �.
Uma repara��o pelo meu trabalho.
- �. - Mas fica tudo mais dif�cil.
Entendo totalmente.
J� trabalhei em milhares desses casos.
Sabendo o que sei agora,
nada disso faz sentido, Christine.
- N�o. - Nada disso faz sentido.
Quase imediatamente, se tivessem sido mais objetivos,
os promotores do caso
teriam visto que n�o daria em nada.
E teriam encerrado o caso.
Na verdade, h� um�
Eles s�o obrigados a encerrar o caso na aus�ncia de provas suficientes,
quando n�o � de interesse p�blico avan�ar.
E acho que s� foram em frente
por medo do que a imprensa diria sobre eles.
Mas, sabe�
n�o se trata de passar vergonha.
Se trata de justi�a.
Na minha opini�o, Caroline ainda estaria viva
se certas decis�es n�o tivessem sido tomadas naqueles um ou dois meses.
13 DE FEVEREIRO 63 DIAS AP�S A PRIS�O
Estamos tomando um caf�.
Como eu fa�o? Tenho que fazer nisso a�?
�, voc� faz assim e a�
Entendi.
"Estou esperando a liga��o hoje pra�"
E depois explica o que �.
Ent�o voc� fala sobre o assunto.
Explica primeiro pra contextualizar.
Bem, hoje � o momento decisivo.
� o que� � o que esperamos.
- Momento de qu�? - De saber se vai a julgamento ou n�o.
Ah, t�.
N�o v�o arquivar o caso
Minha vida acabou
Foi um choque eles n�o terem arquivado o caso.
Levaram esse caso adiante porque, na minha opini�o,
teria sido mais dif�cil parar a bola de neve rolando
do que simplesmente deix�-la continuar.
Preservar a imagem.
Isso resume de forma apropriada a postura que eu acho que adotaram.
Como ela tinha se declarado inocente,
ela tinha que ir a julgamento,
e as imagens da pol�cia feitas naquela noite
iam ser exibidas no tribunal como prova.
A c�mera corporal
Minha cabe�a est� latejando
Nessa situa��o, o maior medo da Caroline
era as imagens serem divulgadas.
N�o porque ela temia o que tinha feito com Lewis.
O medo era porque ela parece estar completamente desequilibrada
nas imagens da c�mera corporal, porque ela tinha tentado se matar.
Era um vislumbre da vida privada dela no pior momento.
Ela estava coberta de sangue, estava seminua.
Ela estava numa situa��o de desespero.
Aquilo mostrou como estava a sa�de mental dela, por assim dizer.
Ela sabia que aquilo n�o provava a culpa dela,
mas aquilo ia mostrar
ao mundo como ela se sentia �s vezes.
Ela ficava repetindo pra mim:
"Ningu�m pode ver as imagens da c�mera corporal.
Minha fam�lia n�o pode saber que isso existe."
Acho que ela n�o estava pensando nela mesma,
ela estava pensando nos outros.
14 DE FEVEREIRO 64 DIAS AP�S A PRIS�O
Feliz Dia dos Namorados
a todos, quer estejam comprometidos, solteiros ou sei l�.
Caroline n�o curtia o Dia dos Namorados.
Ela odiava, na verdade.
Porque ca�a quando ela tinha terminado, ou algo estava acontecendo�
Sabe, n�o era uma data importante.
Ela j� tinha sofrido tanto,
e o The Sun escreveu sobre um cart�o de Dia dos Namorados
que foi posto � venda pra zombar da Caroline.
NEM A�
A mentira sobre o abajur dita no tribunal pela promotora foi transformada numa piada
que o The Sun decidiu republicar, divulgando para um p�blico ainda maior.
VAI APANHAR DE ABAJUR
N�o � jornalismo. � bullying.
E isso contribuiu pra destrui��o da Carrie.
Naquele dia, fui trabalhar e lembro que pensei:
"Ela � forte, tem sido forte e est� dizendo as coisas certas."
Depois fiquei sem saber dela.
A m�e dela perguntou se eu sabia dela, e falei que n�o.
A� ela come�ou a me mandar mensagem, uma atr�s da outra.
N�o fazia sentido, era absurdo.
A� me toquei de que ela tinha bebido.
E eu sabia que podia entrar no apartamento.
Ent�o liguei para uma amiga.
Mandei mensagem pra irm� e a m�e dela dizendo que ia l�, que estava estranho.
Encontrei minha amiga, entramos, e o apartamento estava um caos.
A planta tinha sido arrancada da estante,
a TV estava quebrada, tinha coisas espalhadas por toda parte.
N�o consegu�amos acord�-la.
Est�vamos com medo de chamar uma ambul�ncia.
T�nhamos mais medo de ela ir ao hospital, um ambiente p�blico,
por causa da imprensa do que do risco que a vida dela corria.
Passo mal de pensar que esse foi
o nosso racioc�nio.
Chamamos uma ambul�ncia, os param�dicos chegaram,
ela falava bobagem, e eu implorei pra que a levassem.
Eles diziam que ela n�o queria, e falei: "Mas ela diz que est� nas ruas da �ndia."
Mas, no final, eles n�o a levaram.
Quando ela acordou, ficou furiosa porque chamamos os socorristas.
Ela me disse:
"Voc� nunca vai saber como � ser eu.
Estou sofrendo muito."
E ela estava�
Ela falava, mas parecia que ela n�o estava l�.
Ela n�o estava� Ela n�o estava l�.
Naquela manh�, elas estavam l�,
as amigas estavam l�, mas Carrie disse que podiam ir embora.
Ela disse que Jody j� ia chegar.
Fomos embora umas 10h.
Quer caf� Carrie ou alguma comida?
N�o talvez eu saia pra um caf�
Quando a irm� e outras duas pessoas chegaram, a porta estava trancada.
A Carrie nunca fazia isso. Nunca.
A porta ficava aberta, tudo ficava�
Ela percebeu que tinha algo errado.
Elas ouviam a Ruby latindo l� dentro,
e ela sempre levava Ruby junto quando sa�a.
Pra mim, ela estava dormindo.
O propriet�rio chegou�
Eles entraram, e Jody a achou.
E ela n�o podia fazer nada.
Ela tentou, mas n�o dava.
A� ela me ligou.
Quando cheguei l�, havia pessoas do lado de fora.
Eu entrei no quarto, fui toc�-la, e a pol�cia n�o deixou.
Cheguei l� e ela estava morta.
Todos estavam quietos, estava tudo muito quieto.
A Ruby s� andava pelo apartamento.
Eu n�o conseguia entender o que estava acontecendo.
Algu�m me ligou, eu atendi,
falaram: "Oi, meu nome � tal, sou um diretor da BBC.
Caroline Flack morreu mesmo?"
N�o acreditei, joguei o celular.
Eu pensei: "Meu Deus."
N�o conseguia acreditar que eu estava ao lado do corpo dela
e me ligaram pra confirmar a morte dela.
Boa noite, bem-vindos � BBC News.
Caroline Flack, ex-apresentadora de Love Island, da ITV,
foi achada morta em casa, em Londres.
Um advogado da fam�lia confirmou que ela se matou.
� uma not�cia chocante, claro.
Houve muitas perguntas hoje sobre o que aconteceu.
Caroline deixou um bilhete:
"Por favor, arquivem esse caso pro Lewis e eu termos paz."
A sensa��o de imaginar como ela devia estar mal pra fazer o que fez
� o que mais me assombra.
Ela sentia que n�o tinha sa�da, e isso deve ter terr�vel.
Ela n�o conseguia ver que tudo ficaria bem,
que eles iam superar aquilo e� N�o consigo nem imaginar isso.
Ela j� tinha cumprido a pena,
ningu�m podia imaginar o quanto, e ela n�o tinha mais nada.
� t�o estranho ela n�o estar aqui, nem parece verdade,
nunca pareceu verdade,
e ainda mando mensagens pra ela como se ela estivesse aqui.
Te amo queria que voc� estivesse aqui
N�o enviada
H� muitas homenagens pra voc� voc� ia adorar
N�o enviada
Quem conhecia Caroline sabia que ela era alegre,
amorosa e apaixonada pela vida.
A emo��o tomou conta das redes sociais.
Lewis Burton compartilhou uma foto deles no Instagram
com a mensagem: "Estou de cora��o partido,
t�nhamos algo muito especial.
Estou sem palavras, estou sofrendo muito."
Caroline Flack faz muita falta. Descanse em paz
Ela n�o bateu no namorado com um abajur?
Se matou pra n�o ser julgada. N�o estou nem a�
Uma agressora a menos nas ruas
Por mim ela pode apodrecer
Depois que ela morreu, as pessoas ainda a atacavam.
Era nojento.
Espalhavam as mesmas mentiras sobre ela.
Lembro que, logo ap�s a morte dela,
um editor me ligou dizendo
pra n�o falar sobre aquilo,
n�o mencionar nada sobre a morte da Caroline,
que tanto as minhas publica��es quanto as deles
estavam proibidas.
A �nica outra vez que recebi ordens de algu�m
influente e poderoso num jornal
pra fechar o bico foi no esc�ndalo de hackeamento de celulares do Mirror.
Nos mandaram n�o falar daquilo com ningu�m,
n�o responder nenhuma pergunta.
Estamos falando
do maior julgamento j� coberto pela imprensa brit�nica
envolvendo um membro da realeza e da morte da Caroline Flack.
Pouco tempo depois da morte da Caroline,
conheci Rebekah Brooks, diretora do grupo do jornal The Sun.
Ela disse que todos choraram na reda��o quando ficaram sabendo
e falaram em criar um pr�mio em homenagem a ela.
Eles t�m premia��o todo ano,
e iam homenagear a Caroline.
THE Sun EMPATIA AWARDS
� hora do Pr�mio de Sa�de Mental,
ent�o chamamos algu�m que viu em primeira m�o como pode ser devastador
quando a sa�de mental de algu�m se deteriora: Christine Flack.
Eu pensei: "Maravilha." Nem estava pensando direito.
O Pr�mio de Sa�de Mental em mem�ria da minha filha Carrie
vai pra Charmaine George.
Eu gostaria de dizer�
que � incr�vel o que ela fez, porque tem dia�
tem dia que � dif�cil levantar da cama e seguir em frente.
Mas o que ela fez � maravilhoso, e ela merece isso.
O pr�mio foi dado a uma senhora �tima que perdeu o filho
e ajudou outras pessoas.
E todo mundo que estava l� era famoso,
havia jogadores de futebol, David Beckham estava l�.
Era um lugar para ser visto.
Me perguntei o que eu fazia ali.
A celebridade n�o era eu, era a Caroline. E tiraram isso dela.
Eu me senti muito culpada por ter aceitado participar daquilo
e me perguntei por que aceitei participar.
Mas �s vezes devemos participar
pra perceber que estamos sendo manipulados.
Parecia que estavam fazendo isso.
Na minha opini�o, fazem isso pra gente n�o reclamar.
Fizeram aquilo pra parecer que tinham minha aprova��o.
N�o foi porque estavam arrependidos,
e sim pra fazer o problema sumir.
Para os paparazzi e tabloides atr�s de lucro f�cil,
para os trolls que se escondem atr�s de um teclado, chega.
Suas palavras t�m peso.
A imprensa amplificou o que as redes sociais faziam,
era um ataque conjunto.
Acho que eles n�o entendem o impacto que isso tem na sa�de mental de algu�m.
Temos que nos unir. A morte dela n�o pode ter sido em v�o.
Christine nunca recebeu uma retrata��o dos tabloides.
At� hoje, v�rios jornais publicam vers�es imprecisas sobre o caso.
Quando Caroline morreu,
os amigos �ntimos s� queriam um jeito de preservar a mem�ria dela
e pensaram nas coisas das quais Caroline mais gostava.
Ela adorava m�sica, adorava dan�ar, adorava cantar.
Eles organizaram o Flackstock.
E todos que se apresentam ou sobem ao palco pra falar a conheciam.
Eu n�o sabia que ela conhecia tanta gente e fazia diferen�a na vida de tanta gente.
N�s te amamos, Flackstock!
Todo o dinheiro arrecadado vai para institui��es de caridade.
No Flackstock, tudo � positivo,
lembramos da Caroline e do que ela defendia.
Ela se esfor�ava
e estava sendo bem-sucedida na vida apesar dos dem�nios dela.
� uma forma de poder falar sobre a Carrie e dan�ar.
Caroline era a filha, irm� e tia mais generosa e amorosa.
Perd�-la foi horr�vel,
e ningu�m deveria passar pelo que Caroline passou.
Passei cinco anos lutando pra descobrir a verdade sobre o que aconteceu.
Mas quero deixar claro pra quem estiver se sentindo t�o mal,
t�o assustado e cansado da vida,
que sempre h� um caminho poss�vel.
Voc� n�o � estranho se tiver depress�o,
se tiver problemas de sa�de mental, voc� � normal.
� a vida,
e o importante � ajudar a lidar com isso, tirar esse estigma,
porque voc� devia se sentir � vontade com isso.
Talvez seja uma li��o, � uma li��o.
E esse � o legado.
Ela era cheia de vida.
Ent�o, relaxa�
Eu ca� num buraco. Foi mal.
Ela curtia a vida�
ajudava os outros a curtir a vida.
Foi �timo.
Foi maravilhoso, foi mesmo.
� cafona quando dizemos "seja gentil",
mas, sabe, � uma frase pequena
que tem� tem muita import�ncia.
Se as pessoas seguissem esse lema, o mundo seria muito melhor.
�s vezes estou certa �s vezes estou errada
Mas ele n�o se importa Ele vai continuar ao meu lado
Ele me ama tanto Aquele meu benzinho bobinho
�s vezes estou pra baixo �s vezes estou pra cima
Mas ele me segue Como um cachorrinho carente
Ele me ama tanto Aquele meu benzinho bobinho
Esse final.
Adorei.
Porta-voz do SPC: "A morte de Caroline foi tr�gica,
e pensamos nos amigos e parentes
que lidam com a perda e as circunst�ncias que levaram � morte dela.
As decis�es foram tomadas com base na opini�o m�dica dispon�vel na �poca.
A fama de algu�m n�o influencia o destino de um caso.
A den�ncia foi corretamente apresentada."
Um porta-voz da pol�cia disse:
"A morte de Caroline Flack afetou muitos,
ainda mais parentes e amigos, que ainda sofrem.
O chefe de pol�cia ofereceu condol�ncias � m�e de Caroline.
Esses cinco anos devem ter sido terr�veis.
� compreens�vel que haja d�vidas sobre os meses anteriores � morte dela
e a investiga��o.
Estamos � disposi��o e participamos de investiga��es externas.
Tiramos li��es nesse processo, mas n�o houve m� conduta."
Porta-voz do The Sun: "Temos simpatia e respeito por Christine Flack
e seu ativismo quanto � sa�de mental.
Honramos a mem�ria de Caroline com a participa��o
e o apoio da fam�lia, e s� quisemos seguir com o trabalho de Christine.
Caroline Flack era uma figura p�blica.
A decis�o de acus�-la de um crime n�o era de interesse p�blico,
mas a cobertura da decis�o era e atraiu a aten��o da m�dia.
O The Sun foi respons�vel e se op�s � decis�o de denunci�-la com editoriais.
O The Sun publicou uma foto e informa��es recebidas.
A mat�ria foi avaliada com rigor e reproduziu coment�rios no tribunal,
incluindo a improced�ncia do abajur.
Um artigo apagado pra evitar mais dor havia sido publicado pra destacar
que o The Sun chamou de "cruel" o cart�o que zombou de Caroline."
Legendas: Helena Deccache
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