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Original subtitles

Aten��o! Aten��o!

Esta � a R�dio de Moscou...

A maior sensa��o do s�culo XX!

Pela primeira vez,

em 12 de abril

de 1961, uma espa�onave

sovi�tica tripulada

foi enviada em uma viagem ao redor da Terra.

O piloto foi o major sovi�tico

Yuri Gagarin. Uma calorosa sauda��o

a todos os sovi�ticos que contribu�ram

para esta magn�fica conquista.

UM AMOR AL�M DO MURO

Puxa, voc� est� bonito!

Siggi, venha me ajudar!

Major Yuri Gagarin,

bem-vindo de volta.

O foguete foi lan�ado, com �xito,

�s 8:50 da manh�.

O tempo em �rbita foi de

89.5 minutos.

O foguete subiu em um �ngulo

de 65 graus...

Se a campainha soar, ningu�m precisa

saber que vamos comer ganso.

Pode causar problema para o seu pai.

Estou olhando para a Terra.

A falta de gravidade ...

Preciso de um cigarro.

Coma primeiro. Fume depois.

Tem raz�o,

- mas estou cheia.

- N�o, tia Hedy!

Coma o que est� servido! Papai vai

demorar a nos mandar outro ganso.

O repolho, n�o, tia Hedy.

S� o ganso.

�s 9:55, hora de Moscou,

este fabuloso foguete,

com o primeiro cosmonauta,

aterrisou em seguran�a.

Vou desossar,

para termos carne para a

semana inteira.

- Por que n�o desenha algo bonito? - Eu n�o aprenderia nada.

Desenhe o Castelo Zwinger ou o parque.

Estas foram as palavras de Gagarin

ao retornar:

'� fant�stico viver nesta magn�fica era socialista.'

O dia 12 de abril de 1961

ser� para sempre lembrado.''

'O Tempo rouba a Beleza,' � o nome de uma est�tua no parque.

O Tempo rouba a Beleza.

Hoje, eu sei que � assim com todo mundo.

N�s vivenciamos a beleza do amor, de outros seres humanos,

e a�, o tempo vem e os leva embora.

O que fica � a rotina di�ria,

nossa rotina socialista di�ria.

Mas como poder�amos t�-la evitado ?

Era assim que tinha que ser.

Ei!

O que est� fazendo a�?

Por que n�o se vira para l� e desenha o pal�cio?

E voc�, por que n�o continua andando

e vai cuidar da sua vida?

N�o seja mal educado!

O que eles est�o fazendo?

Os discos j� v�o chegar.

Eles mal podem esperar.

- � novo aqui, n�o �? - Isso � rock'n'roll?

Pegue logo os discos!

Cuidado para n�o arranhar os discos!

Parece que voc�s v�m sempre aqui.

N�o! N�o podem nos tratar feito criminosos! Droga!

Tudo bem? Como est� sua perna?

Seu nome est� no caderno de desenho?

O que h� com a sua perna?

Coisa antiga.

Tenho um problema no quadril.

Venha!

Quem � ele?

- Quem � esse cara? - Meu marido!

Preciso me sentar um instante!

Eles t�m mesmo medo de n�s, n�o �?

- E o outro p� do sapato? - A pol�cia pegou.

Ser� que vir�o atr�s de n�s?

Seu casaco est� todo ensang�entado.

Tire-o.

- Tem um cigarro? - Sim.

Tudo bem. Levarei voc� a ''Kakadu''. Ser� seu �libi.

- A pol�cia � sempre violenta aqui? - Alguns policiais nos odeiam.

O que � a ''Kakadu'' ?

- Um bar? - �, no ''Alce Branco'', no Park Hotel.

- 4 MESES ANTES DO MURO - A m�sica � �tima. Muitas garotas.

Obrigada de novo.

Tudo bem. Tchau.

- Onde posso encontr�-lo? - No teatro!

Venho de uma cidade pequena que tem uma rua principal e 6 ruazinhas,

onde voc� pode se dar por feliz se seu pai e sua m�e n�o forem irm�os.

Nossa casa ficava a 322 passos do ponto de �nibus ... no in�cio.

Quando cresci, ficou s� a 261 passos.

Por isso, Dresden parecia enorme e os dias, inacab�veis.

�s vezes, levamos muito tempo para

percorrer uma pequena dist�ncia,

principalmente quando apaixonados.

Friedel, se voc� estiver aqui,

se estiver nos ouvindo,

responda, Friedel.

Sim, eu estou ouvindo voc�.

Hedwig Gervinius.

Cale-se, Siggi!

Friedel,

diga-nos se est� conosco.

Friedel est� aqui.

N�o pergunte de qual de n�s ele

gostava mais quando estava vivo.

Fa�a uma pergunta pr�tica.

Friedel,

diga-nos onde enterrou seu dinheiro

antes de ir para a guerra.

- Ele n�o quer falar. - Talvez tenha esquecido.

Talvez queira nos perguntar algo.

- O que quer dizer a ele? - Friedel, voc� sabia

que Lotte contrabandeou porcelana?

- N�o! - Sim!

Ela a vendeu por 1,000 a pe�a

no oeste.

Depois de atravessar a fronteira com tanta freq��ncia,

eles a revistaram e a prenderam.

- Cheia de dinheiro. - Que coisa horr�vel!

Puseram-na na cadeia e pegaram

todo o dinheiro dela!

Hedy, tamb�m tem est�tuas de

porcelana?

Friedel est� avisando que nem pense nisso.

Ei, amigo, n�o adianta insistir.

Espere a�, amigo. Tem que esperar na fila.

S� um instante! S� um instante!

Est� lotada.

- Lotada? - Superlotada!

S� quero ver se uma pessoa est� a�.

� bonita, cabelos pretos,

alta, jaqueta de piloto.

N�o est� a�!

Espere ali.

Oi! Bem-vindo � boate ! Entre!

Est� lotada.

Droga!

Ainda est� a�?

Ela manca, �s vezes?

- Sim! - Luise esteve aqui, mas j� foi.

- Quando? - Agora mesmo. De bicicleta.

Pare! Pol�cia do Povo!

Ent�o, nos reencontramos.

A ''Kakadu'' estava lotada .

- Recuperou seu sapato? - Sim.

- Pegaram seu caderno de desenho. - �?

- Ainda est� doendo? - Parece cimento.

- Aonde est� indo? - � casa do meu professor.

- Que professor? - Meu professor de alem�o.

Ele me encoraja a escrever.

- � escritora? - Escrevo poemas.

- Onde posso encontr�-los? - A Comiss�o me recusou.

Meus poemas s�o decadentes demais. � ilegal public�-los.

Por isso, j� estou cumprindo dois anos de trabalho em uma f�brica.

Depois, poderei ser admitida na Associa��o dos Jovens Autores.

Seria �timo publicar meus poemas.

Com certeza.

O que a obrigam a fazer?

Engarrafar schnapps em uma destilaria.

- Beber schnapps ? - Engarrafar.

Tiro folga aos domingos.

- Como � seu nome? - Sigge ... Siggi.

Pode me ajudar, Siggi?

Claro, eu adoraria.

- E se aparecer algu�m? - Os ocupantes n�o voltar�o.

Meu professor ocupou ilegalmente com a fam�lia 2 semanas atr�s.

- Pode subir e abrir a janela? - Com certeza.

J� pensei muito em ir embora daqui.

Luise!

- Seu sapato. - Obrigada.

N�o entendo por que as pessoas v�o embora da RDA.

Voc� n�o iria?

- N�o. - Por que n�o?

Por que desenha esqueletos?

- Gosto de me ater ao essencial. - Entendo.

Este era o apartamento do vizinho, e este era o do meu professor.

Acha que todos devem ter as mesmas oportunidades?

Sim.

Todos, no oeste, t�m as mesmas oportunidades?

- N�o. - Ent�o, por que n�o ficar e lutar,

ao inv�s de ir embora atr�s de um chocolate melhor?

Mas, e os milhares que v�o embora todo dia?

� por causa da propaganda.

Estou certa de que temos o necess�rio para ser uma grande na��o.

S� precisamos de bons l�deres e n�o dessa gente antiquada.

- O que far� com isso? - Um vestido para a minha leitura.

Venha, r�pido.

Chegou outro saqueador.

Qual foi o �ltimo poema que escreveu?

- ''Nuvens''. - Como �?

- Tem um escritor preferido? - Sim.

� da RFA.

- J� ouviu falar de B�ll? - N�o.

Que pena.

Ele � uma esp�cie de consci�ncia do seu pa�s.

Luise, espere por mim.

Luise!

Droga!

Siggi! O que est� fazendo?

Bem-vindos a Berlim. Bem-vindos � Av. Kurf�rstendamm.

Apresentamos hoje o escritor Heinrich B�ll,

na coluna 'Nosso Convidado.'

Ele ficar� hospedado no Hotel Degler,

na Av. Kurf�rstendamm, por alguns dias,

como parte de sua turn� de leitura por toda a Alemanha.

Falta o resto da orquestra.

Um m�sico, sem sua orquestra, s� vale a metade.

- Digamos... 200? - 400!

Disseram-me que vale 400!

''Nas asas ... de sonhos coloridos ...''

- Mora no leste? Magdeburg? - Dresden.

300, e estamos conversados!

Espero que me traga mais, breve.

Tente arranjar a orquestra inteira.

Pode comprar uma cal�a nova com isso.

Desculpe a demora.

Voc� disse que podia esperar.

- Como � seu nome mesmo? - Siegfried Molnar.

Heinrich, este � o Sr. Molnar, do leste.

Veio de Dresden para pegar seu aut�grafo.

- Pode me ler no leste? - N�o sei.

O aut�grafo � para a minha namorada.

- � sua admiradora. - Bondade dela.

- O nome dela � Liese ... Luise. - O nome da minha prima.

- Algo em particular? - Pode desejar-lhe sorte?

E encoraje-a a escrever.

Acho que tem talento,

mas ela n�o tem certeza

ou teme descobrir que n�o tem tanto quanto pensa ...

- ...quanto quer. - Acho que sei o que quer dizer.

� artista tamb�m?

- Aqui est�. - Obrigado.

- NEGOCIA��ES SECRETAS - 'Aqui � a Rias Berlin,

com o notici�rio de 18 de abril de 1961.

Autoridades da RDA alertaram os aliados da RFA

de que dificultar�o as pol�ticas de entrada e c�mbio entre a RFA e a RDA.

Esta � a 'Voz da RDA' em 18 de abril de 1961. Vamos �s not�cias.

- N�o vai se juntar � sua turma? - O qu�? N�o � a minha turma.

O jornal americano 'New York Herald Tribune'

publicou um plano da OTAN para atacar a RDA...

Onde passou a noite?

Gente velha devia se preocupar com outra coisa.

Gente velha!

- Esteve no oeste! - E da�?

''Peguei seu macaco. tia Hedy.

Mesmo sendo tudo que sobrou da sua lua-de-mel.''

Fique avisado! Mais uma bobagem e expulso voc� de casa!

Ent�o, devolva-me o dinheiro que papai me mandou

e voc� se apossou!

Tia Hedy!

Eu lhe trouxe uma coisa, tia Hedy.

Olhe!

- Meias de seda? - Melhor.

Dois pares de meias de seda.

''Blond Savanna.''

Sabe o que acontece com contrabandistas?

Eles v�o descobri-lo logo!

Consegui 150 marcos ocidentais pela pe�a

e troquei:

4.46 por 1 ! Este � o c�mbio.

Pergunte a qualquer um.

E aqui

est� a sua parte: 334.50!

N�o pode perguntar �s outras se t�m pe�as de porcelana?

Vou fingir que n�o ouvi! Que id�ia! Seu safado!

-Tia Hedy, direi a palavra m�gica. - N�o!

- Direi, sim! - Tudo menos isso!

Secador de cabelo!

Fa�a o que quiser, seu safado!

Dane-se!

Ei, nada mau, mas ...

Ei, gostou mesmo daqui.

- Freddy? - N�o.

- N�o reservou a cabine 2? - N�o.

- Ent�o trabalha no teatro, Siggi? - Estagi�rio de cenografia.

Puxa! E o que vai ser?

Cen�grafo. Se me aceitarem na faculdade.

- N�o aceitar�o. - Como sabe?

Parece um desajustado. Onde arranjou as roupas?

Com parentes.

- Paga um drinque para um oper�rio? - Sim.

Dois para n�s.

Trabalho na mesma destilaria que Luise.

S� por causa das garotas.

Mas tem pernas de gorila.

E como vai Luise?

Ela � danada. Foi � pol�cia e pediu o sapato.

Luise acha que algu�m aqui � informante da Stasi.

Aqui est�o.

Uma tartaruga serviria mais r�pido do que voc�.

- Ele est� pagando. Este � Siggi. - Boa noite.

Senhoras e senhores, um pouco de swing para voc�s.

- 18 marcos. - Guarde o troco.

- Pode arranjar transistores? - N�o.

Tem um lugarzinho a�? Este � Siggi.

- Oi. - O panaca ali � o Arne,

membro do coletivo ''Trapa�a.''

A garota � nossa ''KGB.''

Quer saber de tudo. E o m�dico deu um soco nele quando nasceu.

N�o h� diferen�a entre o traseiro e a cara.

Por que r�dios transistorizados?

S�o melhores para sintonizar as esta��es do oeste.

Recebemos sem interfer�ncia.

�s vezes, vamos � casa do Lewerenz.

O que se ouve l� � m�sica de verdade.

Todos sabem disso.

- Rena, de Renate? - S� Rena. � o meu nome.

Rena Doreen.

Sente-se, Srta. Sorriso. Algu�m tem um fuminho?

Deixe-me passar, lagartixa!

... uma invas�o de ritmos modernos...

- Tenho cara de qu�? - De truta.

... a barbaridade cultural

de sua heran�a imperialista.

Eu gostaria de confrontar

- a cultura primitiva ocidental ... - Cultura primitiva ocidental!

com nossa alternativa superior ...

Alternativa superior!

Para voc�s!

Estamos trazendo para voc�s esta noite ...

depois de dan�as de tanto sucesso

como a Nova Drina

e a Mo�ambique, uma nova dan�a,

em homenagem �s conquistas dos nossos amigos sovi�ticos:

a Vostolochka!

Patente 4036!

N�o olhe, sen�o, n�o consigo.

Bis!

Continuaremos com os ritmos quentes!

� beleza do nosso pa�s!

�s garotas, apesar de suas pernas de gorila!

Tenho que ir para casa cuidar de Luise. Me d� outro cigarro?

Sim.

Est� indo embora, Rena? Boa noite.

Estou indo.

- Boa noite. - Para voc� tamb�m.

Amanh�? Preciso v�-lo, sen�o, n�o consigo cantar.

Posso caminhar com voc� um pouco?

Siggi, ent�o, � um vigarista, n�o �?

Fale baixo.

Me p�e nessa.

N�o?

- Arne tem uma vespa. - N�o diga!

Herdou do pai.

- Vamos continuar indo. - Sim, mas para onde?

Em 4 horas, estaremos em Berlim e faremos contato com os ocidentais.

Sim!

- O que foi isso? - Um buraco!

- O que aconteceu? - N�o sei.

- Afogou. - Droga.

Onde est� o touro?

Est� chegando!

Todos aos seus lugares, por favor!

- Com calma. - Puxa!

- Parem! - Luz sobre o touro!

Excelente.

A '�ria da Rainha', desde o in�cio.

Ali, de casaco de couro.

� Hurwitz, o novo diretor art�stico.

Onde est� o antigo diretor?

Fugiu para o oeste, n�o foi?

Tente se dar bem com ele, sen�o, adeus faculdade.

� um c�o-de-guarda pol�tico.

'... banhando-se, sentada, no rio ...'

- Pare! Pare! Assim. n�o! - N�o?

- Quer que eu explique? - N�o, deixe comigo.

- Dr. Hurwitz ... - Esque�a o ''Dr.''.

Este � Siggi Molnar.

Siggi, Dr. Hurwitz, o novo diretor art�stico.

Parab�ns.

Siggi � sobrinho da Sra. Gervinius. Fez o touro praticamente sozinho.

Parab�ns.

Quer entrar para a academia de teatro?

Quero estudar cenografia em Leipzig.

Mas sabe que um teatro ter� que me recomendar primeiro.

- De onde voc� �? - Milow.

- Meus pais trabalham em uma fazenda coletiva.

N�o exagere!

N�o poremos empecilho, mas esperamos lealdade.

- Vou falar com a diretoria. - Sr. Hurwitz!

Estou indo.

Siggi, o vestibular � daqui a 4 meses. em 13 de Agosto.

� um final de semana. Soube pela secret�ria de Hurwitz,

a Srta. M�nnchen.

A Srta. M�nnchen transa com um colega de trabalho que ela escolhe,

toda manh�, antes do expediente.

Voc� n�o devia estar no trabalho?

Hoje n�o � o ''Dia da Rep�blica''?

Que dia eu tive!

O caf� do trabalho

me deu azia. briguei ...

Ser� demitido! Por que joga fora toda chance que tem?

Ah. sim, a destilaria � minha grande chance!

O que disse Beppo Brecht, irm�o de Bertold Brecht?

''Quem tem uma p� nova n�o olha para o jardim do vizinho.'' Pense!

N�o fique de cara amarrada.

Se n�o come�ar a sorrir. vou estrangular voc�.

- Vamos dan�ar. - O que est� fazendo?

Al�?

Al�?

- Onde estava? - N�o conseguia ach�-lo.

20 marcos para a orquestra.

- Oi, Miro. - Onde est� Luise?

Comporte-se. � importante. � o nosso diretor art�stico.

Ele? Est� sempre na Cabine 2.

- Wolle, por favor! - Fico excitado s� em v�-lo.

- Ah, nosso futuro cen�grafo. - Boa noite.

Este � Wolle, meu amigo da produ��o.

- Ele joga futebol. - Ent�o, joga futebol.

�, no time do Schnapps.

- � o respons�vel pelo teatro? - � o camarada Hurwitz.

Srta. M�nnchen, onde estava? N�o p�ra quieta em um lugar.

- Sentiu minha falta? - � amizade.

- � amizade. - Somos colegas. Este � Wolle.

- � amizade. - Somos colegas. Este � Wolle.

- Ele � um Her�i do Trabalho.. - � amizade.

Siggi, sua ficha � �tima.

N�o h� motivo para n�o recomend�-lo.

Jura? Acha que posso ser admitido em Leipzig?

Claro.

- Continue assim ... - Ouviu isso?

N�o acredito.

- Parab�ns! Estou feliz por voc�. - Obrigado.

V� dan�ar!

- N�o sei dan�ar. - Jura?

Levante-se. Cad� seu dinheiro? D�-me o seu dinheiro!

Ei! N�o!

Aqui tem um grande dan�arino! Ajude- me, Rena!

- N�o. Deixe-me em paz! - Vamos, Siggi!

Miro, mais dois.

- Cuidado. - Vamos, garotos.

Mais um.

Vou tomar mais um.

Por minha conta.

- Boa noite. Me serve um drinque? - Claro.

- Boa noite. - Boa noite!

Srta. M�nnchen, pense no socialismo!

- Est� louca? - Mam�e precisa se deitar.

- Faria bem � mam�e. - V�o para o hotel, se quiserem!

Mas n�o aqui.

- Tem algo para beber? - Procurando sua carteira?

CASAL DE JOVENS DE DRESDEN IMPEDIDO DE COMETER SUIC�DIO.

Por que transa com outras mulheres, se ama tanto Luise?

Mais uma vez, o ponta Wolle mostra velocidade e garra.

� taticamente fraco!

N�o se envolva com gente do oeste.

Eles continuam roubando todos os nossos trabalhadores qualificados.

E queimam nossas f�bricas na franteira. Na URSS ...

- Os russos ... - Eu lhe digo, os russos ...

- Nossos amigos. - S�o os maiores ...

Cientistas.

- Est�o � frente de todo mundo... - Exatamente.

...na t�cnica da telepatia paranormal ... mental ...

da auto-sugest�o, da hipnose...

Rena ...

Rena, est� me ouvindo? Sua m�o escorrega,

sem querer, para dentro da calcinha ...

Voc� n�o pode resistir � tenta��o.

Tem que se masturbar.

Voc� quer gozar.

O que foi. Rena?

O que foi. Srta. Rena?

Sou uma pessoa m�.

- N�o � verdade, Rena. - �. sim!

Tenho sempre que pensar em sexo e coisas assim.

Mas isto � normal para os artistas, n�o?

Sim, para os artistas, � essencial.

Mas n�o o tempo todo.

No outro dia ...

- Desabafe. - No outro dia ...

- ...eu me masturbei. - Rena ...

Todos fazem isso. Principalmente gente de teatro.

�, mas ...

No outro dia, me masturbei com um pepino.

Um pepino da Floresta do Spree.

Quem n�o faz isso? Quebra o galho.

- na falta de outra coisa. - �, mas ...

n�o pude fazer nada. Minha m�e comeu o pepino na minha frente.

N�o pude fazer nada. Ela, simplesmente, o devorou.

Aconteceu com todos n�s.

Nos masturbamos com um pepino que a m�e comeu.

Acontece todo dia.

� um subestimado fen�meno socialista.

� verdade.

- Verdade. - � mesmo?

A Srta. M�nnchen est� com fome,

mas tem medo de ir � cozinha sozinha.

Por que n�o a leva?

Est� louco?

EVITE DOEN�AS CONTAGIOSAS

- N�o beije de l�ngua. - Todos beijam de l�ngua.

Siggi ...

Parecem sardinhas .

... as tropas alem�s bateram em retirada naquele inverno.

Na noite de 13 para 14 de Fevereiro de 1945, a popula��o civil de Dresden foi punida

pelos crimes dos l�deres nazistas.

Dresden ardeu durante tr�s dias e tr�s noites.

A luz do fogo podia ser vista em Leipzig.

O asfalto das ruas ficou t�o quente que derreteu.

A rua tornou-se um mar espesso que avan�ava feito lava.

Algumas pessoas ficaram presas no asfalto, no meio do calor,

e n�o conseguiram escapar. Acabaram morrendo queimadas.

16 anos depois , quem visita nossa cidade, ainda pode ver a destrui��o.

Bairros inteiros da cidade sumiram do mapa e, agora, aguardam

seu renascimento em nome de um futuro socialista.

Para a apresenta��o ao ar livre em Rathen,

pegaremos o �nibus novo do teatro.

Precisa se inscrever a tempo, Siggi.

Quer ser algu�m na vida, n�o quer?

Poder� sempre contar comigo, entende?

Sim.

Entende, Siggi?

Voc� n�o entende nada.

Sabe por que esta parte maravilhosa de Dresden, o 'Alce Branco,'

tem o mesmo aspecto de antes?

Foi gra�as a um colaborador, Siggi, um informante.

que corajosamente passou os segredos dos nazistas para os aliados.

Ele foi um her�i.

Por isso, o ''Alce Branco''

n�o foi bombardeado ...

Eu n�o estava b�bado, porque compreendi o que ele queria:

que eu tra�sse meus amigos.

Livre-se dessa porcaria que temos que ficar engolindo.

N�o faz�amos id�ia do que nos aguardava.

Ei, aqui � como a Av. Kurf�rstendamm.

N�o tem que ir para casa?

Ningu�m sente a sua falta?

N�o sei se ela est� preocupada.

Moro com a minha tia.

Os russos a violentaram em 1945, quando entraram em Berlim.

�s vezes, acho que ela enterrou todos os seus sentimentos.

N�o precisa ficar acanhado. Wolle sempre traz gente para casa.

Ele foi trabalhar, como desculpa para n�o ficar aqui.

- N�o tenho dinheiro para voltar. - Diz um cara cuja cal�a custa

a metade do que Wolle ganha por m�s.

�, 200 ...

marcos orientais.

Ol�. O dia est� lindo, n�o?

Sonhei que o sol nasceu no meio da noite.

Mas era uma bola de fogo.

Veio para nos queimar.

Morri queimada perto de voc�.

Eu estava deitada perto do homem errado. Eu sabia que era do Wolle.

Obrigado.

JOVEM CASAL DE DRESDEN IMPEDIDO DE COMETER SUIC�DIO

Olhe o que Wolle me trouxe.

- Eu adoro. Quer? - N�o.

Trouxe algo para voc� do oeste, mas est� um pouco amassado.

Est� carregando isto h� muito tempo?

Obrigada.

Acho que quer ser uma escritora de verdade,

- mas n�o tem coragem. - O qu�?

B�ll n�o escreve poesia.

- Leu alguma coisa dele? - Li.

E ent�o?

Por que n�o vai para um pa�s onde possa escrever o que quiser?

O que eu quiser, n�o. Eu escrevo o que tenho que escrever.

- Ei, ainda tem caf�. - Fiz para voc�.

Obrigado.

O que Wolle pensa sobre poesia?

Ele n�o liga para o que eu escrevo.

N�s nos conhecemos desde que �ramos crian�as.

A fam�lia dele foi morta no bombardeio.

Um dia, ele apareceu com aquela caixa e est� aqui desde ent�o.

Ele � o maior presente que a vida j� me deu.

- At� agora. - At� agora.

Dane-se que transe por a�. Posso contar com ele quando a barra pesa.

Tenho uma leitura esta noite.

E eles atrapalham.

Eu entendo.

Fora daqui!

Fora daqui, seus monstros!

Eles voltar�o mesmo. Quando chover e os cobertores ca�rem, voltar�o.

N�o quero tortur�-lo. se � o que est� pensando.

N�o.

- Ele fala! - Sou �tima. n�o sou?

N�o � f�cil impressionar um garoto de 12 anos se voc� n�o for bom em esportes.

E voc�? O que pretende?

Eu?

Apenas viver a minha vida.

Venha aqui � noite.

Poder� me devolver o dinheiro e eu vou ler alguns poemas.

8 horas?

Com prazer.

Se est� me ouvindo, Friedel, fale conosco.

Se est� me ouvindo, Friedel,

fale conosco!

Onde est� o resto da heran�a?

As j�ias da fam�lia?

Lembra-se, Friedel, do que enterrou no quintal?

Como �?

O que ele est� dizendo?

- Est� dizendo Orquestra de Cacos. - Orquestra de Cacos?

� isso mesmo?

N�o! Orquestra de Cacos.

Friedel, o que disse? Mais alto!

N�o!

Talvez se refira � Orquestra de Macacos.

As pe�as de porcelana que tenho?

Ela est� em perigo?

Minha Orquestra de Macacos?

Melhor escond�-la no celeiro.

Friedel ...

� um bom rapaz.

Olhe para mim. Que tal meu novo penteado?

N�o posso continuar.

Por favor, me d�em licen�a.

Esteve bebendo com Hurwitz. lsto vai lhe causar problema no trabalho.

Siggi, diga ''ah.''

Hurwitz perguntou por voc�. Eu disse que estava doente.

- Lembra-se do que voc� disse? - Se Hurwitz se zangar ...

Que burrice! Beber com aquele sujeito!

Tia Hedy!

Sei a diferen�a entre um tumor e um gay. O tumor pode ser inofensivo.

Controle-se. Ele tamb�m tem os problemas dele.

Melhor o Hurwitz tomar cuidado, sen�o, conto para todo mundo.

Sabe o que acontecer� a voc� se contar � pessoa errada?

- Boa noite, Hedy. - Corte o sotaque. N�o � bom nisso.

- Tia Hedy? - Sim?

Tia Hedy?

Neste momento, estou muito feliz.

Boa noite.

- O que faz aqui? - Fui convidado.

Gosta da minha mulher, n�o �?

At� deu a ela um aut�grafo.

Boa noite.

Entre. Tenho bom cora��o.

As bolsas sob os olhos daquele B�ll s�o maiores que os peitos de Luise.

Sentem-se. Quero come�ar.

Sente-se. N�o vou poder ficar.

Sil�ncio!

Por favor.

'Nuvens.'

Vai ficar em p� a�?

'Nuvens.'

'Nuvens t�o brancas sob mim, �s vezes, como len��is em um varal,

�s vezes, como bolhas de sab�o.

O vento ganancioso leva tudo embora junto com elas.

Voc� vir�, � bola de fogo? Ou devemos vagar, nebulosos?

Nuvens, sob mim, t�o brancas e brilhantes.

Dentro de mim, incandescentes.'

'Chegada.'

' O jardim ergue-se nu e rec�m banhado.

O vento oeste, quente e forte, derreteu o gelo,

morreu ...' Perd�o. '... secou a lama.

O in�cio de primavera, verde-marrom, com seu cheiro forte,

agita-se impaciente.

N�s despertamos.

A luz mostra que um ano passou pelo jardim e por mim.'

Bom, n�o �?

Gosta de me fazer passar vergonha, n�o �?

Senta-se na cozinha para mostrar que meus poemas s�o ruins!

- Essa gente faz Wolle vomitar. - Sim, eles o fazem vomitar,

porque Wolle tem inveja de todos que fazem alguma coisa.

N�o grite com Wolle!

Voc� conseguiu fazer o que as bombas n�o fizeram com Dresden.

- Foi sem querer. Consertarei amanh�. - N�o tem conserto.

- Est� sangrando. - Minha cabe�a e o boneco quebraram.

- Est� ferido? - Estou bem.

- Peguei voc� de jeito. - Acertou em cheio.

Luise, Siggi ainda est� aqui. Feche a porta.

Com licen�a um instante!

Pronto. Foi r�pido, para podermos ir � Kakadu. Venha.

A� n�o � lugar de sentar!

Estamos comemorando! Burkina Faso reconheceu a RDA como estado legal!

- Querem mais alguma coisa? - Outro drinque?

'Querida Luise ...'

- O que est� escrevendo? - Um postal.

- Para quem? - Para mim mesma.

'Se a barra pesar de verdade, lembre-se,

28 de abril de 1961, nesse dia, voc� estava muito feliz.'

Sim? S� um instante. Para voc� !

Para mim? Sim?

Confisquei.

O qu�? Quem est� falando?

O que foi?

Algu�m me mandou ir embora e n�o voltar mais.

Deve ser pegadinha!

- Quem? - N�o sei.

N�o v� borrar as cal�as..

O cara disse que a Stasi est� atr�s de voc�.

Disse que est�o procurando voc�.

Vou pagar uma rodada para a banda tocar a Marcha Cossaca.

- Deixe-me passar - Vamos dan�ar, Siggi.

Bloqueie a entrada. Fa�a algo! Qualquer coisa!

Droga!

Boa noite.

Ningu�m sai daqui!

Ai! Corra!

Parado a�!

Parado a�!

Wolle!

Seus miser�veis.

Segurem-no!

- Parados a�! - Espere, Siggi!

Onde eles est�o?

- O que aconteceu? - Levaram Wolle.

- E Luise? - Na delegacia.

Ande, Siggi.

- Por que prenderam Wolle? - Era para ser preso h� mais tempo.

- Por que agora? - Talvez tenha falado demais.

Subvers�o. Sempre fala o que n�o deve.

Eles, automaticamente, transformam voc� em um criminoso.

N�o diga bobagem!

- Boa noite. - Boa noite, Rena.

Est�o ficando cada vez mais idiotas.

As pot�ncias do ocidente reclamam da seguran�a na nossa fronteira.

- O Ministro da Defesa... - Aquele maldito b�varo!

- quer uma bomba at�mica. - Para seguran�a.

Obrigado.

Um p�ria da humanidade. Sinto-me t�o enojado.

- � voc�. - Pai, guarde isso!

- Aconteceu alguma coisa? - Prenderam Wolle.

- Aquele grande gigol�. - Ele mesmo.

- Boa noite. - Boa noite.

Wolle saiu de f�rias com Luise ... na Sib�ria.

Muito engra�ado!

Sabe onde voc� est�? V�o fechar as fronteiras.

- Os ianques jamais permitiriam. - Tomara que esteja certo.

Ainda temos as promessas de Kennedy.

O individualismo ser� crime aqui.

- Se eu fosse jovem ... - Pai, quando voc� era jovem,

ningu�m se preocupava que o mundo fosse explodir.

N�o diga!

N�o havia bombas at�micas. Um passo em falso e estamos em guerra.

Sil�ncio. Walter!

Esta pode ser a ''R�dio Europa Livre'' ou a ''Rias.'

Podem dizer quantos fugiram hoje.

Por que n�o deixa o pa�s se n�o pode dirigir sua f�brica?

� tarde demais para mim. N�o se pode replantar

uma velha �rvore como eu. Vi muitos governos irem e virem.

N�o me acostumaria a outro pa�s agora. O importante � que n�o estarei sozinho

enquanto Walter estiver aqui.

- O que est� fazendo? - Puni��o.

Dez minutos, por ser curiosa e comprometer o pa�s. J� cumpriu 8.

- Fechado? - Sim. A ordem chegou esta manh�.

Ol�!

- Alguma not�cia do Wolle? - Nenhum sinal de vida.

- Nada! - O qu�?

- Ningu�m na boate tamb�m! - Cassaram nossa licen�a.

Ficar� fechado at� a Stasi interrogar todo mundo.

- O gerente tamb�m? - Sim.

Todo mundo.

Tocamos muitas can��es do ocidente.

Durante 3 semanas, algu�m anotou todas as can��es que tocamos.

- Ningu�m ousa dizer nada. - Exato.

Tempo esgotado.

Vamos procurar saber do Wolle.

- At� mais. - Tchau.

Tchau.

Como voc� est�?

Eles me fizeram esperar.

N�o me deixam falar com os superiores.

Acusam-no de fomentar uma campanha de �dio contra o estado.

Tentei explicar que Wolle pode n�o trabalhar duro,

- mas n�o � perigoso. - Sabe o que far�o com ele?

Dever� ficar detido por resistir � autoridade do estado.

- Acha que pode solt�-lo? - Pol�cia tamb�m � gente.

Mas n�o havia ningu�m que eu conhecesse.

Est�o mandando todos os sax�es para Berlim para fazer exerc�cios.

Mas ...

jamais desistiremos.

Posso reler seus poemas...em casa?

Tentei desenhar como voc� escreve.

Mas ainda n�o tenho coragem de me expressar diretamente.

N�o sei se isto ainda � importante.

Talvez todos os artistas s� queiram mesmo � fugir da realidade.

Ol�!

- Em que posso ajud�-lo? - Voc�s imprimem livros tamb�m?

Se tiver autoriza��o oficial.

- Quanto custaria? - Com encaderna��o?

Sim.

M�nimo de 100 c�pias, cerca de 30 p�ginas ... 200.

E sem autoriza��o?

� sobre o qu�? Posso ver?

Onde est�o minhas pe�as de porcelana? Roubadas! Surrupiadas! Maldito celeiro!

Cad� a Pol�cia do Povo agora?

4.000 ATRAVESSARAM EM 48 HORAS.

Documentos. por favor.

Seus documentos ficar�o retidos para verifica��o. D�-me isso.

- O que houve com seu bra�o? - Machuquei jogando futebol.

Acompanhe-me.

Espere aqui, certo?

Pode ir.

N�o temos nada contra voc�.

Minha maleta?

Espere!

Querida Luise,

Eu amo voc�. Eu devia lhe dizer com mais freq��ncia o quanto a amo,

mas voc� nunca me d� chance. Que pena.

Continue escrevendo e mostrando a todo mundo seus belos poemas.

Quando eu sair daqui, vamos ter filhos.

N�o sei viver sem voc�... Voc� � meu desafio pessoal.

Voc� � a diabinha que Deus me enviou.

Est� quente hoje. Meus dedos est�o t�o inchados

que sempre bato em duas teclas ao mesmo tempo.

Por isso, a datilografia est� p�ssima.

Eles n�o me d�o uma caneta porque posso enfi�-la no cora��o.

Eles n�o sabem nada do meu cora��o.

Tchau, mulherzinha vingativa!

E lembran�as aos meus amigos da Seguran�a que v�o ler isto.

Voc�s n�o querem ver a gente transando Seguran�as que v�o ler isto.

NOSSA RESPOSTA - ENTRE PARA O PARTIDO DA UNI�O SOCIALISTA

DESTILARIA

- Como vai? - Tudo bem.

Desculpe, estou toda suada.

- Quer ir nadar? - Eu adoraria.

Pode me ajudar?

Claro.

- Est� bom? - Obrigada.

Em vez de ''nebulosos'' poderia dizer 'feito nuvens,'' certo?

''Nebulosos' soa como poesia,

coisa antiga,

um pouco for�ada. Mas foi a �nica coisa em todos os poemas.

''Feito nuvens'' ... ''nebulosos'' ... Talvez tenha a ver com o ritmo.

�...de ritmo. eu n�o entendo nada.

Sou apenas um modesto pintor.

Acha que estou exagerando?

J� tentou escrever uma hist�ria?

Voc� chegou at� aqui.

N�o deixe que nada a impe�a de escrever.

E o que impede voc�?

Eu sempre quero ser perfeito.

Meu problema � que sou bom desenhista.

E n�o consigo me esquecer daquilo em que sou bom.

Um cara. uma vez, me disse que minha t�cnica sempre iria me atrapalhar.

Tenho muito talento, mas sou limpo demais.

Um pintor burgu�s.

Mas voc�... voc� ...

Voc� escreve como uma foto instant�nea.

Um segundo e clique!

O que est� escrevendo agora?

N�o estou conseguindo me concentrar.

N�o tenho not�cias do Wolle, a n�o ser no trabalho.

Gostaria de ver seus poemas impressos em um livro?

- Por que pergunta? - N�o seria �timo?

Uma vez, voc� me disse que seria �timo.

'Nebulosos ...'

O que � isto?

Mandou imprimir numa gr�fica?

Sim ...

Est� louco? Posso ir para a pris�o por isso.

S� ficam esperando um pretexto para nos prender!

No oeste, voc� poderia publicar e ningu�m faria obje��o.

Eu jamais poderia viver no oeste!

Os antigos nazistas ainda d�o as ordens por l�!

Aqueles porcos ajudaram a encher nossos cemit�rios!

Agora, sentam-se em suas poltronas e reclamam de nossas salsichas.

Luise, � s� um livro.

N�o adianta falar com voc�!

O ver�o de 1961 foi t�o quente que os campos

da Alemanha Oriental arderam em chamas.

Supostos incendi�rios do oeste.

- Ol�. camarada Schaum. - Como vai?

Onde posso me inscrever para a viagem a Rathen?

N�o poder� se inscrever. Riscaram voc� da lista.

O qu�?

Voc� n�o vai com a gente.

Eu o avisei. N�o o deixaram estudar. Eles o recusaram.

Quem lhe disse isso? Hurwitz?

V� lavar.

Sr. Hurwitz!

- Siggi, o que foi? - Ele estragou tudo!

- Quem? - Hurwitz!

Sr. Hurwitz?

Srta. M�nnchen, s�o s� 10 da manh� e j� est� t�o triste?

Fui demitida!

Foi Hurwitz. aquele porco!

Aqui diz ''por coment�rios subversivos '' e ...

''roubo''! Eu nunca fiz nada disso!

''Subvers�o' ... ''roubo' ... tem raz�o.

- Quer um gole ? - N�o.

Isto realmente ajuda a mam�e quando ela est� triste.

Ei. camarada Hurwitz ... ei!

� verdade que n�o vai recomendar meu sobrinho para a faculdade?

Andei ouvindo coisas! Temos que estabelecer nossa prioridade:

amigos ou emprego.

Precisamos levar nosso trabalho a s�rio.

Ningu�m precisa me dizer isso.

Quero que o mundo ou�a a beleza da l�ngua alem� mais uma vez.

N�o quero que as pessoas a ou�am e se lembrem

de palavras como ''Heil'' ou ''Avante!''

Sra. Gervinius, uma laranja podre estraga o resto.

N�o acredito!

Siggi?

Siggi, voc� est� a�?

- Estou t�o decepcionado. - Droga.

Se quiser ser recomendado, ter� que mostrar mais lealdade pol�tica.

Voc� anda com gente de reputa��o duvidosa...

- N�o s�o boa companhia para voc�. - Voc� anda com gente melhor?

Que diferen�a h� quando duas pessoas fazem a mesma coisa?

Sou um homem de posi��o.

Mas ... a decis�o final ainda n�o foi tomada.

Vamos dar-lhe outra chance.

Ir� para a produ��o,

para n�o perder contato com a classe trabalhadora.

Deixe-me em paz, ou darei queixa sua por me assediar no banheiro.

Quantas parceiras sexuais teve nas �ltimas 4 semanas?

- Quantas parceiras? - S� um momento. Estou contando.

Precisa nos dizer o nome dela. Ela precisa de tratamento.

Gonorr�ia � contagiosa. As autoridades t�m de ser notificadas.

Se Inge dormir com voc�,

dormir� com Peter e Hans tamb�m!

Tire a cal�a! Deite-se!

Assim, n�o. Deite-se, por favor.

Est� louca? Perdeu o ju�zo?

- Oi! - Acho que ouvi voc� gritando.

Doeu muito.

- Como vai voc�? - Estamos juntos de novo.

Soltaram o Wolle.

Bem-vindo ao clube da gonorr�ia.

N�o v�o me deixar estudar. Vou trabalhar na destilaria.

Tem tempo para conversar?

Desculpe o meu p�nico.

Eu n�o pretendia compromet�-la por causa dos seus poemas.

Achei que tudo estava fugindo ao controle.

As coisas est�o dif�ceis agora.

Com o Wolle?

Por causa dele. A Stasi quer que ele nos espione.

Voc�, eu, o Lewerenz, quando nos visita.

- Os guardas da pris�o o espancaram. - �?

Sabe onde o rio Elba vai dar.

Quer mesmo que eu fuja, n�o �?

- N�o vou para l�. - � sua palavra final?

Sim.

Passei as p�ginas a ferro.

Olhe.

Esta � a coisa mais legal que j� me aconteceu.

Ver meus poemas impressos.

Ningu�m nunca fez nada assim por mim.

SOCORRO, ELA ME AMA!

Seu quadril est� doendo?

Ol�.

Podemos comer alguma coisa?

- Se precisarem mesmo. - Claro que precisamos.

Onde vamos nos sentar? Aqui? Ali?

Aqui. Tem mais sol.

Ou ali? N�o, ali.

Talvez ... sei l�. Ali?

Por favor.

Eu e minha esposa queremos aspargos com presunto.

-N�o temos presunto. - Ent�o, sem presunto.

E duas cervejas, por favor.

- Certo! - Obrigado!

Como � no oeste?

No oeste? Nunca esteve l�, em Berlim Ocidental?

Bem ...

� noite, fica tudo claro. � puro neon.

Muitas luzes.

As pessoas saem � noite para olhar vitrines.

- Por que n�o vai at� l�? - Assinei um acordo.

Nada de viagens para o oeste.

Meu pai era um mandachuva.

Nem a morte dele os fez mudar de id�ia.

- Tem uma coisa no seu pesco�o. - � mesmo?

Um beijo.

Tem uma coisa na sua boca.

Obrigado.

- N�o, eu pago. - Voc� sempre paga.

Quem era esse ''jovem casal de Dresden''

que queria se matar com g�s mas foi impedido por um trator

de terraplanagem socialista que, acidentalmente,danificou a casa?

Quem era? Eram voc�s?

Eu j� lhe disse que n�s dois somos como fogo e �gua.

E da�?

- Prontinho. - Obrigada.

Obrigado.

- � amizade. - � amizade.

Querem se comportar?

N�o largue.

Segure.

Ol�!

Voc� s� quer me agradecer pelo livro. N�o precisa.

- Estou indo embora. - Continue sorrindo.

Boa sorte. Voc� vai conseguir.

Seu idiota! Seu grande idiota!

- Por que fez isso? A culpa � sua! - O que foi?

- Ei, pare! - N�o enche!

Eu juro ...

se eles a maltratarem, mato voc� de porrada!

O que aconteceu?

A pol�cia prendeu Luise! Eles sabem dos poemas!

Mas como?

Voc� nos meteu nisso. Agora, trate de nos tirar!

Se gosta tanto dela, entregue-se � pol�cia!

Eu juro que mato voc�!

Voc� diz que

a Sra. Spieker nem sabia do livro, nem o queria.

- Poderia nos dizer ... - Srta. M�nnchen!

Ol�!

... onde arranjou o dinheiro

para comprar um presente t�o caro para agradar a ela?

J� sabemos que gosta de gastar.

� demais para um aprendiz de teatro.

Vendi pe�as de porcelana no oeste para financiar meus estudos.

- Onde as roubou? - N�o as roubei.

Eram minhas.

Da casa dos meus pais.

Eles t�m um s�tio perto de Pilow, uma fazenda coletiva. Foi...

- onde peguei a porcelana. - Em 27 de abril,

comprou duas garrafas de champanhe da melhor qualidade.

Em 21 de abril do mesmo m�s,

junto com Fritz Hurwitz, diretor art�stico,

oito garrafas ... no valor de 200 marcos.

Ou�a, camarada,

vai pegar 1 ano e meio por importa��o ilegal de moeda estrangeira.

Mas podemos esquecer isso

se nos ajudar em nome do povo.

Fale-me de seus amigos da boate Kakadu.

De toda a turma que freq�enta l�.

A Srta. Rena

ou o pequeno Lewerenz.

Mal os conhe�o.

Nunca conversamos.

Posso dan�ar a Vostolochka.

Fa�a um favor a si mesmo.

A �nica pessoa que se recusa a falar � Helga M�nnchen,

que est� desempregada.

Essa mulher vulgar diz

que sua consci�ncia a impede de falar. Ela � intoler�vel.

Faz sexo toda manh� em seu ambiente de trabalho.

O pai bateu nela por ter sido demitida.

Acho que o Sr. Spieker foi mais esperto que voc�, camarada.

Siegfried Molnar, sua carteira de identidade.

FlCHA PESSOAL

CODINOME:''CACATUA VERMELHA''.

RENA SPANGEBERG, APELIDO: RENA DOREEN

VOLUNT�RIA

Todos caem nessa.

Ainda tem caf�?

lnformo-o de que n�o poder� sair de Dresden.

Se sair, haver� conseq��ncias para voc�, sua fam�lia e seus amigos.

Ent�o, camarada? Tem algo a dizer?

Enviaremos-lhe a data do julgamento. Outras quest�es ser�o tratadas l�.

A Sra. Spieker pode sair agora?

Ol�, n�o o vejo faz tempo.

O homem com quem esteve aqui recentemente est� na Cabine 2.

Obrigada, senhoras e senhores. Agora. algo mais alegre.

Venha, aconteceu algo.

Esque�am a timidez!

- Ainda n�o sabe? - N�o.

O que foi?

� o Wolle. Invadiu a pris�o atirando para libertar Luise.

Ele entrou l� com uma arma?

Como no filme ''O Rev�lver Marceneiro''.

- O qu�? - 'O Rev�lver Mercen�rio.'

Ele tentou libert�-la com uma arma.

- Onde a conseguiu? - Com o Lewerenz pai, eu acho.

Onde est� o Lewerenz filho?

Cuidado com o que diz. Eles est�o querendo me ferrar.

Eles v�o nos testar!

� verdade que Wolle roubou sua arma?

Ele esteve aqui hoje � tarde.

Fingiu que estava procurando o meu filho.

Vou deixar as luzes apagadas. Eles logo estar�o aqui.

Onde est� seu filho agora?

Onde est� Walter?

Ele ... n�o est� aqui.

Foi para o oeste?

Sugiro que fa�a o mesmo.

V�, antes que seja tarde.

N�o posso.

N�o sozinho.

Pode repetir o depoimento que deu em 3 de julho? 7 DIAS ANTES DO MURO

N�o balance a cabe�a. Fale, para ficar registrado.

Sim.

Voc� declarou que queria o livro impresso

com os poemas da Sra. Spieker.

embora n�o tivesse autoriza��o.

Pode nos dizer por que agiu sem autoriza��o?

Ainda n�o h� decis�o quanto aos poemas serem subversivos.

Sim.

Eu o fiz por raz�es pessoais.

Quer dizer que est� apaixonado pela Sra. Spieker.

Dif�cil de admitir na frente do marido dela.

Sim.

Eu a amo.

Sabe que foi acusado de contrabando de dinheiro.

Sra. Spieker, tem algo a dizer em sua defesa?

Sra. Spieker, tem algo a dizer em sua defesa?

Quero saber quem controla o Minist�rio de Seguran�a do Estado.

Sr. Spieker?

Orgulho-me de viver neste pa�s. O sol olha de cima para a Espanha.

Mas o mundo olha de lado para a RDA.

Em nome do povo, eis o veredito:

Wolfgang Spieker: 3 anos de deten��o

por atacar agentes de seguran�a do estado.

Al�m disso, est� incluso no par�grafo 361, artigo 5.

N�o podem se tocar.

O r�u cometeu atentado ao pudor e incitou outros a fazer o mesmo.

Depois de cumprir sua senten�a, poder� ir para um campo de trabalho.

Arne Kamp: 1 ano de deten��o por subvers�o contra o estado.

Anneliese Haas: 1 ano de deten��o por subvers�o contra o estado.

Walter Lewerenz Jr, � revelia, por subvers�o contra o estado,

1 ano de deten��o.

A Banda Schumann n�o poder� se apresentar durante 1 ano.

Isto vale para todos, inclusive a Srta. Spangenberg.

Luise Spieker, sobrenome de solteira Wegner:

por propaganda subversiva distribu�da em escritos ilegais,

1 ano de condicional.

Agora, voc� tem ficha policial.

Siegfried Molnar:

considerando que nunca foi acusado antes:

- Absolvido. - O qu�?

Nos pr�ximos 2 anos n�o poder� entrar no 'Cacatua Vermelha',

situada no Park Hotel, na Rua Bautzener.

Est� proibido de deixar o pa�s.

Podem sentar-se.

N�s n�o podemos tocar e ele est� livre.

Siggi! Seu traidor!

Est�o querendo jog�-los contra mim!

Rena � a informante!

Seu porco! Voc� que nos meteu nisso!

- N�o � verdade! - A culpa � sua!

Wolle!

Pare, sen�o, atiro!

Eu ficaria feliz se voc� n�o fosse embora, Siggi.

N�o se preocupe.

Vai me causar problemas.

Posso perder meu emprego.

Eu n�o iria embora mesmo.

Em vez de ensaiar, v�o ficar perto do r�dio e cantar a lnternacional.

- Que comida simples. - N�o consegui carne.

Vou desligar.

- N�o est� gostosa, est�? - Sim, � minha comida preferida.

- Sra. Hedwig Gervinius? - Sou eu.

- S�o detetives? - Conhece Heidemarie Wolff?

- Estou com uma infec��o no ouvido. - Heidemarie Wolff?

� uma amiga.

Acusou seu sobrinho de roubar uma pe�a de porcelana.

- Teremos que lev�-lo conosco. - Preciso ir ao m�dico ...

- Siggi! - Onde � o quarto dele?

O que est�o fazendo? N�o podem sair olhando nos quartos!

Est�vamos jantando.N�o somos criminosos!

- Ele n�o � perigoso ... - Ali est� ele!

Vamos peg�-lo!

Traidor!

Vou lhe mandar um secador de cabelo do oeste. Beijo, Siggi.

- Luise, deixe-me entrar! - N�o, Siggi!

N�o sou traidor. Acredite em mim.

Eles est�o atr�s de voc�?

Podem chegar aqui a qualquer instante.

Alguma not�cia do Wolle?

Eu soube que foi levado para um hospital civil. Ele est� bem.

Preciso ir, Luise. Mas n�o poderia ir sem ver voc�.

Este pa�s � t�o lindo, mas est� se tornando uma pris�o.

N�o se pode confiar em ningu�m.

Luise.

- Por favor, Luise! - Vai viver de qu�?

- N�o conhece ningu�m. - Serei um gigol�. Voc� mesma disse:

o que importa � o que a gente pensa.

E um cara com a minha estampa pode ganhar um marco ou dois.

Qualquer lugar � melhor do que aqui.

O pai de Walter disse que est� ficando igual a 1933.

N�o fale tanto.

V� na frente.

- Tenho que soltar o Wolle primeiro. - Voc� viria comigo?

Como algu�m pode atirar em um homem desarmado? Como?

Este n�o � mais o meu pa�s.

Irei me encontrar com voc�. Vou tirar o Wolle do hospital.

- Espere-me em Berlim Ocidental. - Esperarei.

- Onde nos encontraremos? - Meio-dia, Hotel Degler.

N�o, em frente.

Chegando em Berlim, pergunte. Estarei l� ao meio-dia, todo dia.

Espere aqui.

... 3.200 km mais alto do que os americanos.

Estas compara��es mostram o enorme

progresso dos sovi�ticos na corrida espacial.

Eles est�o a�. V�.

Desviarei a aten��o deles.

Espere um minuto e saia por tr�s. Ainda n�o sabem que est� aqui.

Tem algum dinheiro? Comida?

Vai estar l�? Prometa que vai me esperar.

Eu prometo.

- Nunca dan�amos juntos. - Vamos dan�ar.

Pode come�ar pintando um ''A'' nos casacos de pele das mulheres:

''A'' de asno.

Volte para dentro.

Sr. Lewerenz!

Vista o m�ximo de coisas que puder.

Pelo que sei,

o povo da Alemanha Ocidental quer que nossos oper�rios da constru��o

se organizem e construam um muro.

Aqui, estipulou-se que, na capital,

os oper�rios da constru��o s�o para construir pr�dios.

S� devem ser usados para este prop�sito.

Ningu�m quer construir um muro aqui.

Ei, Molnar! Aonde vai com essa roupa de trabalho?

- Ol�. - Bom dia.

- Bom dia. - O que est� fazendo aqui?

Arranjei um emprego.

- Como vai? - Bem.

Finalmente, encontrei Walti. Est� com a tia. Est� vindo para c�.

Posso?

Est� tudo bem?

Sabe o que eu queria saber?

Como Rena soube dos poemas?

Por algu�m que era muito mais pr�ximo a Luise.

Posso reler seus poemas ... em casa?

Tentei desenhar como voc� escreve ...

Talvez, todos os artistas s� queiram mesmo � fugir da realidade.

- Ol�, aonde vai? - Papai!

Nunca pensei que o veria outra vez! Papai!

Venha c�, seu malandro!

Vou beber alguma coisa. Por favor, um caf�.

Tem um schnapps Bramsch para um rapaz pobre como eu?

N�o temos isto aqui.

- Pode ser outra coisa? Dujardin? - Tudo bem.

N�o � �timo aqui no oeste? N�o precisamos temer traidores.

- �. - Est�vamos dizendo

que algu�m deve ter nos delatado l�.

Pai, posso falar com voc� um instante, em particular?

N�o podemos voltar. Fecharam a fronteira!

Est�o construindo um muro!

Todos os postos de controle est�o fechados.

Est�o erguendo um muro em volta de Berlim Ocidental!

O qu�?

Em 13 de agosto, percorri todos os postos de controle de Berlim.

Disseram que, durante a noite, algumas pessoas haviam atravessado

na rua Bornholmer.

Tinha a esperan�a de que Luise aparecesse a qualquer momento.

Eu esperei.

E esperei.

Luise n�o apareceu naquele dia nem depois.

Tenho certeza de que queria vir. N�o sei o que a impediu.

Agora, era tarde demais.

Luise ficou no leste com Wolle.

Em uma carta endere�ada ao 'Hotel Degler', 2 meses depois,

ela dizia que queria ajudar a fazer do seu pa�s um lugar

onde valesse a pena viver.

Nunca mais a vi.

E nunca mais ouvi falar dela.

Eu progredi na vida, porque era necess�rio.

3 semanas depois da constru��o do muro,

arranjei um emprego em um teatro em Berlim Ocidental.

5 anos depois, fiz minha primeira exposi��o

em uma galeria de Rhineland.

Na estr�ia, encontrei Heinrich B�ll, que me perguntou, 'Como vai Luise?'

Corri para o banheiro e fiquei escondido durante meia hora.

Pus at� um retrato dela na minha primeira exposi��o.

Nunca dan�amos juntos.

Vamos dan�ar.

Pode come�ar pintanto um ''A'' no casaco de pele das mulheres.

'A'de asno.

Volte para dentro.

Circunst�ncias ins�litas, �s vezes, criam situa��es

que contrariam o curso normal da vida:

O tempo n�o rouba a beleza.

Quando penso em Luise, ela n�o envelheceu.

O tempo conservou a beleza de Luise e seus ideais.

Para mim, Luise continua viva, como s�mbolo de um ideal.

E jamais envelhecer�.

UM AMOR AL�M DO MURO

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