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Original subtitles

A MULHER COBRA

Ol�!

Voc� � estranho aqui? Vem de muito longe?

O que tem para vender? Deixe-me ver!

Por que ficou irritado grande amigo?

Eu te dou uma moeda, se me deixar tocar, nisso.

Voc� � cego!

Mas me ouve, n�o?

Por que n�o fala comigo? Eu sou amigo! Eu falo!

N�o tens l�ngua?

Est�s a ouvir isto?

Vou para casa me vestir.

Guarda umas m�sicas para o casamento.

Hoje, o meu amigo Ramu, vai casar!

- Est�s feliz Tollea? - Sim, Ramu.

- Eu queria te ver antes do casamento. - Eu tamb�m.

- Mas tr�s m� sorte, n�o �? - Azar?

Por o noivo ver a noiva,

- antes da cerim�nia. - Que ideia!

Estamos aqui. � tudo o que importa.

Isso � sempre o que importa, Ramu.

N�s vamos ficar juntos para sempre. N�o vamos?

E nada vai mudar isso. Pois n�o?

Pois n�o?

Lembra-se do que o Padre Paulo nos ensinou?

- Diga! - "E Rute disse a Noemi":

"Onde quer que v�s eu irei". "O teu povo ser� o meu povo".

"E o teu Deus, o meu Deus".

Ramu!

Porque me pediste para dizer isto?

N�o dizemos sempre?

Sim, mas porqu�, hoje?

- Eu quero que tenha a certeza. - Mas eu tenho!

- Koko! - Koko!

Bem! Uma flor para a noiva.

Vai brincar, Koko.

N�o sabe porqu�, o MacDonald, p�s um guarda em minha casa?

- Um guarda? - N�o finja que n�o sabe?

O MacDonald est� nervoso.

Eu acho que � porque a sua m�e vai estar aqui, hoje.

- Voc� n�o se lembra dela? - N�o.

Talvez ela possa explicar isto.

O MacDonald n�o te pode dizer?

Ele disse, que eu sempre tive isto.

Mas, o que quer dizer?

- Faz parte do passado. - E o passado est� morto.

- Padre! - Obrigado.

Bem! Vamos brindar ao noivo.

- Uma longa e feliz vida de casados a ambos, Ramu. - Obrigado, Padre Paulo.

Anda, se senta aqui.

Falta quase uma hora para a cerim�nia.

Vamos fazer com que seja o menos penoso, meu filho!

- Ramu! - Obrigado.

Hoje, tens que estar bonito.

Um homem n�o se casa todos os dias. Verdade, padre Paul?

Espero que n�o.

- Tenho de ficar do lado direito da Tollea? - Sim, meu filho.

- Tenho que dizer alguma coisa? - Duas palavras: "Eu aceito".

Gra�as � nossa pr�pria Provid�ncia que calculou,

que um homem � mais, do que dizer: Eu vou casar.

Eu sou teu padrinho!

Se tiver medo, eu direi por voc�.

Ramu, n�o � como o vendedor que n�o tem l�ngua!

Vendedor?

- Um estranho? - Um estranho corpulento.

Sem olhos, sem l�ngua, apenas um burro.

A sua boca, s� serve para tocar m�sica de gaita.

� melhor ir para a igreja, eu estou pronto!

Ramu! N�o te esqueceste de nada?

No meu pr�prio casamento, n�o ter sapatos!

Afasta-se disso, rapaz!

Trouxe muitos presentes para o casamento, n�o Sr. MacDonald?

Sim!

Tudo para o Ramu e Tollea,

- e nada para mim! - voc� n�o vai casar.

Uma vez que eu perco um amigo t�o valioso por causa do casamento,

um pequeno presente, faria o meu cora��o feliz.

Antes de pedir novamente rapaz,

deixe-me te dizer, que n�o te dou a zarabatana.

Eu n�o estava esperando, Sr. MacDonald,

que fosse t�o generoso.

Voc� n�o vai acreditar, rapaz,

que para um escoc�s, � parte de um trof�u valioso?

E por que n�o?

Quer dizer, que nunca ouviu hist�rias sobre os escoceses?

Apenas, que eles s�o grandes guerreiros!

- Ouviu isto, pai? - Sim, eu ouvi.

- A zarabatana � sua, rapaz. - N�o!

Mas, para que serve a zarabatana sem os dardos que os selvagens usam?

S�o seus, todos eles.

- Cuidado, essas coisas s�o perigosas. - Sim.

Serei cuidadoso, pai.

Sabe Sr. Mac!

N�o � totalmente verdade, tudo o que se ouve sobre os escoceses.

Ei, voc�...

Os sinos da Miss�o tocam, pai!

Acha que devemos ir?

Calma Ramu.

- N�o se preocupe com isso. - N�o est� com medo, rapaz?

- Um pouco. - N�o tenha medo!

- Eu estarei contigo. - Acalme-se filho, isto acaba depressa.

Ramu! Ramu!

Ramu!

Onde est� a Tollea?

Aconteceu alguma coisa, a ela?

Kado.

Tollea!

Tollea!

Tollea!

Tollea! Tollea!

Tollea!

Desapareceu!

O guarda morreu. Morto por uma cobra.

Cobra?

- Mas, n�o h� cobras aqui! - Mesmo assim, foi isso que o matou.

Olhe!

O m�sico tamb�m fazia tacos para matar.

Tens raz�o, rapaz.

O mendigo, n�o era cego.

Sabe, eu disse-lhe! Indiv�duo gigante, grande como um cavalo.

Tocando m�sica com isto. Ele disse que veio de longe.

Deve estar aqui em algum lugar.

Voc� vai encontr�-lo,

mesmo que tenha de p�r a ilha, de cabe�a para baixo.

Nunca o vais encontrar aqui, rapaz.

Aqui, � onde pode encontrar Tollea.

- Ilha da Cobra? - Sim. Ela voltou para o seu povo.

Mas, n�o � o seu povo, ela pertence aqui!

Tollea, pertence ao povo Cobra.

- Eu n�o acredito! - Sente-se, rapaz.

Como � que sabe?

Isto!

Isso, matou o guarda, n�o uma cobra.

Este � o seu s�mbolo,

as coroas s�o cobertas com veneno de cobra.

Mas, porqu� que a levaram?

Encontra a resposta a isso, aqui!

Como � que sabe que ela pertence a�?

H� muitos anos atr�s,

um furac�o apanhou o meu barco

e andou comigo � deriva durante quatro dias.

O primeira terra que eu vi, foi a Ilha Cobra.

Nenhum barco voltou de l�.

- O seu voltou! - Sim, por milagre.

Eu estava condenado a morrer. Era a lei da Cobra, contra estrangeiros.

- Que milagre o salvou? - Eu nunca soube.

- O que quer dizer? - Eu fui torturado, rapaz.

- Torturado, at� perder a consci�ncia. - Estou a ver!

- E depois? - Quando recuperei a consci�ncia,

estava de novo no mar, a caminho de casa.

E nessa noite!

Ouvi barulhos estranhos vindos da cabine.

Ent�o amarrei o leme e fui l� abaixo,

encontrei um clandestino.

- Da ilha? - Sim.

Era uma menina. Linda como uma rosa.

Gritava com a for�a dos seus pulm�es.

- Era a Tollea? - Sim, rapaz.

Eu a trouxe para c� e eduquei-a como se fosse minha.

Eu sei que ela n�o voltou de livre vontade!

Em todo o caso ela foi embora, rapaz.

E temos que estar conscientes disso.

Desapareceu, para sempre.

Eu encontro-a!

Como a trago de volta?

- Da Ilha da Cobra? - De qualquer lugar!

N�o pense que eu acredito nessas hist�rias, que inventa para assustar o Kado?

Nem as drogas no c�rebro poderiam fazer imaginar como � a Ilha da Cobra, rapaz.

Grande Muralha negra, deixa os estranhos fora dessa terra,

- onde as pessoas praticam a morte. - Kado! Volta para a cama.

Meu amigo Ramu!

Est� l� sozinho! Precisa de mim! Est� em perigo!

Eu estou a chegar, Ramu. Estou a chegar!

O fumo desse vulc�o, vem do veneno da cobra!

Pronto para atacar!

Te peguei!

- Kado! Eu disse para voltar para a cama. - Onde estou eu?

Eu devo ter tido sonambulismo.

Ramu, deve levar-me contigo, a esse lugar horr�vel.

Como � que voc� sabe, que eu vou a algum lugar?

Eu te vi no meu sonho l� com a Tollea...

...E a cobra venenosa pronta a atacar.

N�o, Kado. Voc� deve ficar aqui.

Agora, vai para a cama, levantar cedo, ir � escola do Padre Paul

e se tornar um homem s�bio como o Sr. MacDonald.

Est� bem, mas eu n�o quero ir para a escola.

Kado!

Gostei de ter aparecido.

Algu�m veio para jantar, n�!

Eu vi que s� havia comida para dois e n�o para tr�s!

Ent�o... Eu... Soprei forte!

Grande Muralha Negra, deixa os estranhos de fora.

Como eu vi no meu sonho.

� verdade, Kado.

A primeira coisa pela amanh�, ser� escalar essa grande muralha.

O lugar do povo Cobra!.

Algures por ali, est� a Tollea.

Alguma vez desejaste saber o que significa isto?

Toda a minha vida.

Eu sou sua av�, minha filha.

Este povo, � o teu povo. Voc� nasceu aqui.

Eu n�o acredito!

A minha filha, era sua m�e.

Ela teve duas g�meas.

At�, um ano de idade, foram ambas submetidas, � picada do Rei Cobra.

Voc�! A primeira a nascer, a natural Soberana,

quase morreu, com o veneno.

Mas, a sua irm�, provou ser imune.

Ent�o, tornou-se Grande Sacerdotisa.

E voc�, supostamente mais fraca,

deveria ser destru�da segundo o costume da ilha.

Porque, me trouxeram de volta?

Para salvar o seu povo da crueldade da sua irm�.

Onde est� a minha irm�?

- Kado! Voc� fica aqui. - Ficar aqui?

Vou ser posto de lado depois do suor e enjoo para estar com o meu amigo?

E agora voc� diz: "Fica aqui". N�o senhor!

Mas, � importante, que espere por mim aqui!

Est� bem. Eu serei importante. Eu espero.

Mas tem cuidado. O Sr. MacDonald disse que o povo Cobra, mata os estranhos.

Eu odiaria ver o meu amigo, com lan�as espetadas no corpo.

Tollea.

- Porque foge de mim? - Os rostos estranhos assustam-me.

Mesmo, que sejam atraentes!

- Estranho? - Quero dizer...

Os rostos estranhos, que aparecem de repente.

Voc� sabia que eu te seguia, n�o sabia?

Por que veio para c�?

- Eu perten�o aqui! - Eu j� sei disso, mas...

Por que voltou para c�?

- Porque... - E quanto aos nossos planos, o nosso futuro?

N�o precisa me agarrar! Eu n�o vou fugir.

Vamos voltar para onde pertencemos. Agora mesmo!

- Por favor, vai embora, agora. - Onde te encontro?

Aqui mesmo. Esta noite.

Meninas!

N�o viram nada de estranho, hoje aqui! Compreenderam?

Koko! Koko!

Koko, leva-me � Tollea.

P�s quentes, Koko. refresca-os!

Eu te conhe�o! Seu falso mendigo cego.

Voc� fez m�sica para o casamento do meu amigo.

O casamento nunca aconteceu.

Voc� roubou, a sua quase mulher.

- Matou homem, com taco de m�sica. - O que foi, Hava?

- De onde � que veio? - Do Porto Ilha.

Estou aqui com o meu amigo, para encontrar a sua quase mulher!

Koko, est� aqui...

Leva-me at� ela!

- Este Homem Montanha, n�o me deixa. - Vai, Hava!

- Sabe onde est� o meu amigo? - Na pris�o.

Todos os estranhos v�o para a pris�o.

Est� vendo? Mal sai da minha beira, mete-se em apuros com a pol�cia.

- Sabe onde mora a Tollea? - Ela est� aqui.

- Posso v�-la? - Eu te levo l�.

Obrigado!

- Tollea! - Kado!

- Onde est� o Ramu? - Ela disse que o Ramu foi preso!

Kado, esta � a Rainha da ilha.

Prazer em conhec�-la!

Tenho a certeza que ela vai nos ajudar.

N�o senhor, eu s� ajoelhar quando padre Paulo me disser.

- Voc� � o chefe de toda a ilha? - N�o. S� a Rainha.

Se � a Rainha, pode ajudar o meu amigo a sair da pris�o!

Receio n�o poder fazer nada, acerca disso.

- Os estranhos, aqui na Ilha, s�o executados. - N�o o Ramu. O meu amigo n�o!

Acho que este jovem, est� cansado e com fome.

Eu devo falar com Tollea.

- Veja se precisa de cuidados e descanso. - Sim, minha Rainha!

Traz o teu amiguinho e anda.

Tem um rosto doce.

Eu sei que vai ajudar o meu amigo. Tenho certeza.

Vamos, Koko!

Vamos.

Agora vamos comer...

Fome, hein?

Temos comida, Koko. Comida.

Quando, o meu amigo Ramu "foi" trancado?

A Rainha lhe disse: Todos os estranhos s�o mortos.

Isso � mau! Sr. MacDonald disse,

estranhos s�o sacrif�cio para coisas Cobra!

Isso � mau tamb�m!

Ramu, n�o vai gostar disso.

Grande fogo deixou a Montanha louca.

- V�o cozinhar algu�m? - A Montanha de Fogo, zangada.

A nossa Sacerdotisa, envia muito mais pessoas, a andar mil degraus para o fogo.

Pessoas vivas?

O meu amigo tamb�m?

N�o, senhora, "muitas escadas" meu amigo, rapaz pregui�oso.

Veeda!

Sim, j� vou!

V� por si mesma, as cru�is barbaridades que Naja faz com o nosso povo.

O medo fez deles, fan�ticos religiosos.

Hava!

Vais levar a Tollea, ao Conselho do Templo, pelo T�nel Real.

Veeda vai esperar aqui, at� ela voltar.

Eu te responsabilizo pela sua seguran�a.

Vai, minha querida!

O povo est� a tornar-se menos fiel � sua Sacerdotisa.

O tributo em ouro, � cada vez menor. Exige mais. Castiga!

Desafiam a f�!

A Montanha de Fogo, est� zangada!

Eu exijo mais ouro!

A culpa, aben�oa a sua f�ria. Ou�am!

Ela quer obedi�ncia �s suas leis, ou mais sacrif�cios humanos!

Duzentos, andar�o os mil passos,

at� ao fogo da vida eterna!

Tenho dito!

- Cobra Real! - Cobra Real!

Cobra Real!

Cobra Real!

Guarda, diga ao estranho quem sou eu.

� Martok, Legislador.

O pr�ximo chefe da Grande Sacerdotisa.

Oh, diabo!

Vai! Vou te chamar quando precisar de voc�.

Ent�o, voc� � o valente!

O valente?

Sim, eu estava curioso para conhecer o homem, que desafia as nossas lei e ri da nossa f�.

Deve ter vindo aqui por outras raz�es, al�m da curiosidade.

Diga-me! Por que estou na pris�o?

Por muitas raz�es:

Porque foi encontrado nesta ilha,

porque tomou banho na Sagrada Lagoa,

profanou a Grande Sacerdotisa pelo seu toque

violou os seus l�bios com um beijo.

Cada um desses crimes, � pun�vel com a morte.

Se morrer quatro vezes, � pena que s� tenha uma vida.

Bem. Reconhe�o que sou culpado nos dois primeiros,

- mas est� errado nas outras. - Errado?

Sim! Eu tinha o direito de beijar a garota na lagoa.

- E ela tinha o direito de me beijar. - Ela?

Com certeza, e gostou. Por que n�o? Vamos nos casar.

Est�s louco, ela � a Grande Sacerdotisa e vai casar comigo.

Ent�o, um dos dois vai descer os degraus.

Tenho certeza que a Real Senhora sabe a resposta.

A Grande Sacerdotisa, sabe tudo.

Eu gostaria de a conhecer.

Voc� n�o vai. Ela n�o quer testemunhas nas Execu��es.

Ol�. Eu procuro a Grande Sacerdotisa.

Esse, � o robe do Martok!

- E a sua Espada Cobra! - Sim, pedi emprestado.

� uma coisa �til!

Quando passei pelos guardas, n�o viram quem usava isto.

Pode dizer � Grande Sacerdotisa, que um estranho gostaria de a ver?

Siga-me!

O estranho da lagoa, gostaria de a ver.

Diga-lhe que entre.

Bem! Voc� mudou de roupa!

Sim, eu mudei de roupa e vim no lugar do Martok.

- Onde est� ele? - Est� na pris�o.

Gostaria de ver isso!

Ele deve estar perdido sem isto!

- Quem � voc�? - A mulher que conheceu na lagoa!

Eu sei.

O Martok me disse, que era a Grande Sacerdotisa.

Eu sou, quem voc� quiser que eu seja!

- Eu queria que voc�... - Mas, eu sou!

Eu sempre fui e sempre serei.

- Voc� � ela em tudo, mas... - Em tudo.

Os olhos do amor s�o brilhantes, mas podem ser enganadores.

Os l�bios, nunca.

Me beijou na lagoa. Lembra?

- Sim. - Ent�o conheceste-me?

- Eu pensava conhecer. - Agora conheces-me. Olha para mim!

Olha profundamente.

A mesma, eu te disse! A mesma, eu!

Est�s com medo!

Medo de confiar nos teus olhos, nos teus l�bios!

Como me chamo?

Ramu!

- E o teu povo ser� o meu povo? - Claro, para sempre.

- Irm�s. - Eu n�o tenho irm�.

Onde est� ela?

Eu te disse, que n�o tenho irm�.

E eu te digo, que est� nesta ilha!

Eu segui-a at� aqui e n�o saio sem ela.

Voc� n�o vai sair e � tudo!

Olha?

Eu vou te mostrar.

Eles v�o, para o Fogo da Vida Eterna.

Como gostaria de ver a sua amada ir com eles?

Chama todos os guardas.

E procurem uma mulher na Ilha.

Uma jovem e linda, mulher.

- Deve ser encontrada. - N�o pode fazer isto.

� claro que posso, eu sou a lei aqui.

- Mas, h� uma alternativa. - Sim?

A garota vai ser protegida ao sair da ilha

e um barco para a levar onde pertence.

Mas vai sozinha. Voc� fica.

Tenho dito. V�o!

Estranho! A Grande Sacerdotisa mandou-o para a cadeia.

A Rainha quer v�-lo?

Trouxe o desconhecido?

Deixa-o entrar.

Obrigado, Hava.

Receio que encontrasse uma recep��o n�o amig�vel na nossa ilha.

Mas a lei, velha como n�s somos, pro�be os estranhos, aqui.

Eu encontrei, mais ou menos o que esperava.

Posso perguntar-lhe, quem � e porque � t�o amig�vel?

Eu sou a Rainha da ilha.

E sou amig�vel, porque h� duas pessoas que precisam de um amigo, agora.

Tu, e a minha neta, Tollea

- Ela � sua... - Sim.

Irm� g�mea,

da cruel e implac�vel Soberana do nosso povo.

Irm� g�mea!

Eu trouxe a Tollea para aqui.

Como nasceu primeiro, � a natural Soberana aqui.

- Tollea? - Sim.

Pega no teu amigo e volta para casa.

Deixa a Tollea aqui conosco!

Pelo amor de milhares de almas que precisam muito mais do que voc�.

- Essas pessoas n�o significam nada para mim. - S�o vidas humanas!

Porque deveria eu...

Ouviste isto?

� o hino da morte pelo fogo.

Homens e mulheres, incapazes de contribuir,

para uma Soberana faminta por ouro,

s�o for�ados a andar mil degraus para serem atirados vivos no fogo.

Sim, eu j� vi.

Isto faz parte, da religi�o Cobra?

N�o. � um castigo planejado por Martok e Naja.

Ela diz: "Morre" e obedecem sem questionar?

O Ritual da Cobra apela para as suas emo��es.

N�o podem contrari�-la!

E a Senhora, n�o pode fazer nada?

Eu estou a tentar! Por isso trouxe a Tollea para c�.

Nas suas m�os, est� o destino dos condenados.

Como, o de centenas que se seguir�o.

- Nas minhas m�os? - Sim.

Estou pedindo, que deixe a Tollea conosco.

Como Soberana, poder� parar esse massacre horr�vel.

Onde � que ela est�?

Voc� a ver� de imediato!

Por favor, toca o gongo.

Hava, leva o estranho �s ru�nas do templo.

Vai atrav�s do t�nel.

Nenhuma decis�o lhe � imposta, meu jovem!

Mas eu rezarei para encontrar a mais correta.

Obrigado!

E... Adeus.

Ramu! Acorda.

Encontrei a Tollea! Ela est� a salvo!

Acha que � bonito?

Corri toda a noite, subi �s �rvores,

s� para te tirar deste lugar,

e agora ressonas para mim.

Para com isso!

Eu tenho "bolhas" e voc� tem, "doen�a do sono".

A todo o momento, tenho que resolver os teus problemas.

Deveria estar feliz, de ter um amigo como eu!

- Guardas! Guardas! - Deixa-me sair! Deixa-me sair!

Pela �ltima vez, diga-me, onde est� a garota?

Eu n�o sei!

Sabemos como punir rapazes, que n�o dizem a verdade.

Eu falo verdade! Padre Paulo, ensinou-me!

Seja bom, fala a verdade! Ningu�m te far� mal. Dizia ele!

O Padre Paulo est� certo! Se me disser a verdade, eu te deixo ir embora!

- Est� bem! - Assim � melhor.

Agora, diga-me onde est� o seu amigo?

Eu n�o sei.

Eu vim � pris�o para o ver!

Pensa que eu vinha, se soubesse que ele tinha sa�do?

Eu encontrei-o amarrado, no lugar do meu amigo.

Ele ficou furioso.

� prov�vel, que esteja com a garota. Onde est� ela?

- Eu procuro por ela outra vez! Eu a perdi. - Ent�o, voc� j� a viu?

Oh, sim! Ela tamb�m ficou feliz por me ver.

Pensa poder encontrar o lugar outra vez, se estes homens forem contigo?

N�o. Eles perdiam-se. J� me perdi, muitas vezes.

Levem-no para a �rvore.

Quando recuperar a mem�ria, desatem-no e tragam-no de volta.

Tudo vai sair conforme o que planeamos.

Onde quer que estejamos, pertenceremos sempre um ao outro.

Sempre.

Sim, onde quer que estejamos.

Podemos fazer todos os nossos planos

e os sonhos, ser�o realizados.

N�o podemos, Ramu?

Sim, todos eles.

E voc� poder� ter, um grande e novo barco.

E eu poderei ir contigo, todos os dias!

Desta forma, nunca estaremos separados.

O que aconteceu, Hava?

Kado!

Ele sofreu, a tortura da �rvore.

- Tortura da �rvore? - M�os atadas � �rvore,

p�s atados ao ch�o. A �rvore levanta e estica o rapazinho.

Agora j� n�o sou rapazinho.

- Sente-se melhor? - J� estou bem!

Diga-me! H� outra forma de sair da Ilha, sem ser pela Grande Muralha?

Sim, vai pelo riacho de onde os barcos v�o para o mar.

- Como posso encontr�-lo? - Voc� leva a Tollea?

N�o. N�o, s� o meu amigo.

Mas, vai ser apanhado pelos guardas! Te vigiam por todo o lado!

- Ser� morto sem piedade! - Eu fico fora do alcance.

O meu barco est� na base do declive.

Se eu puder chegar � praia...

L� fora vais encontrar um riacho. Segue o riacho at� ao p�ntano.

Do p�ntano, v� a praia.

- Mas, por favor, n�o pela aldeia! - Eu compreendo, Veeda. Obrigado.

- Adeus, Hava. Vamos, Kado. - Para onde vamos?

- Para casa! - Casa?

- Eu "pegar" a minha zarabatana. - Esquece rapaz, vamos.

- Sim? - O rapazinho, escapou da �rvore.

- E os guardas? - Mortos.

Fora!

Fugiram os dois.

Eu n�o gosto.

Eu n�o gosto, nada.

- Pelo menos, n�o podem sair da ilha. - Devem ser encontrados.

Ansiosa para ver o antigo estranho, outra vez?

Sim, para o ver "executado".

E a garota, para o ver morrer.

Assim, est� melhor!

Voc� sabe que te amo, Naja.

Eu quero casar contigo, imediatamente e te levar daqui,

para viver num mundo l� fora como planeamos.

Mas, n�s precisamos do consentimento da Rainha.

� a lei da "Cobra".

Mostra, que � voc� que faz as leis aqui. Vai ver a Rainha!

Diga para anunciar o nosso casamento no templo.

J� te disse, que ela jamais consentir�!

Diga que est� decidida. Por que devemos esperar?

N�o vamos esperar.

Eu decidi, casar com Martok

E eu exijo o seu consentimento.

Eu tamb�m tomei uma decis�o! Deve abdicar imediatamente.

Abdicar?

A favor da sua irm�, a leg�tima Soberana.

- Eu n�o tenho... - Onde est� ela?

Bem aqui, nesta ilha!

- N�o acredito nisso! - Claro que n�o.

Quando um sonho lhe decomp�e o c�rebro.

Vai tornar-se Soberana, dentro de 24 horas.

Ent�o?

Tem tudo arranjado?

Sim, incluindo um barco, que os levar� para fora da ilha.

Para a pr�pria seguran�a de voc�s.

Nossa seguran�a! Ouviste isto, Martok?

Ela parece esquecer, que eu sou a Grande Sacerdotisa!

Eu vou lhe mostrar quem manda aqui!

Duplica a guarda. Eu quero buscas em cada cent�metro da ilha,

at� encontrarem a garota e os dois estranhos.

N�o h� comida, nem descanso para os guardas, at� que os tragam.

Tenho dito. Vai!

Deve dormir bem, Santa Coroa da lua.

- Teve um feliz anivers�rio! - Sim, estou muito grata.

Mas a cada anivers�rio, o pavio da vela fica mais curto.

- Est� cansada, minha Rainha. - � mais do que isso!

O meu cora��o mergulhou na sombra.

- Sombra fria. - Devo ficar com voc�?

N�o. Pode ir, eu estou bem.

- Boa noite. - Boa noite.

Por que n�o ataca, Martok?

Diga-me onde a irm� da Naja se esconde, se deseja ver um novo amanhecer.

Um outro amanhecer, n�o � uma brilhante perspectiva?

Diga-me ou morre.

Nunca.

Ataca!

N�o ganhou nada com isto, Martok,...

os meus planos, v�o prosseguir sem mim.

Voc� nunca casar� com Naja.

- Uma Rainha morta, n�o se pode opor. - A Cobra Real sabe.

- A Montanha de Fogo sabe. - A Montanha de Fogo!

Atrav�s da sua m�o...

Eu fui destru�da por desobedi�ncia.

Mas vou te carregar na minha mem�ria, pelo que fez...

Para viver contigo...

A todo o momento...

At� que voc�...

Me...

Siga...

- Est� muito linda esta manh�, Sua Alteza! - Obrigada!

- O que � isto? - Vou ver.

Apanharam os estranhos.

Que bom!

Traga-me o robe de cerim�nia.

- E Ramu? - Os soldados trouxeram-no de volta,

- para morrer. - E o Kado?

O rapazinho, tamb�m.

- H� alguma forma de eu ajudar? - Voc� correria qualquer risco por eles?

Sim, sim tudo!

Segue-me.

Eu quero essa Joia de Cobra.

A Joia de Cobra, pertence � Grande Sacerdotisa.

- Quem � voc�? - Eu sou a sua irm�.

� capaz de me olhar e negar?

Eu estou aqui, para tomar o meu lugar como Grande Sacerdotisa.

Eu mando aqui!

N�o. Eu, a primeira-nascida, sou a verdadeira herdeira.

E vou parar com esta carnificina humana

e trazer paz para o meu povo.

O povo sabe o pre�o da paz.

A Montanha de Fogo, clama por mais sacrif�cios.

Garotas, rapazes, crian�as. Todos devem ir!

N�o. Isso nunca mais!

Nunca!

Martok! Guardas!

N�o h� ningu�m para responder.

Todos eles, foram para o templo,

para orar � Montanha, que voc� ensinou a temer.

D�-me essa Joia de Cobra.

Tem que me matar, primeiro!

Para com isso.

N�o se atreva em se aproximar.

Eu os chamei aqui,

para testemunharem uma execu��o p�blica!

Eu, Martok. Para a aplica��o da lei,

exijo que estes dois estranhos devem morrer.

De acordo com o procedimento criado por mim

e prescrito pelo costume da nossa ilha!

A presen�a deles aqui, � um sacril�gio!

A Montanha de Fogo, protesta e pede vingan�a!

Assim, pelo poder de que fui investido,

eu sentencio-os � morte!

Guardas, prossigam com a execu��o!

Para!

- � a Tollea! - N�o. N�o, n�o pode ser.

Eu te digo que sim. Eu vi a outra tamb�m. Muito parecida com a Tollea!

Mas com cara m�.

Eu pro�bo esta execu��o!

Cabe-me a mim aplicar a lei. A religi�o � contigo.

Matar inocentes, n�o faz parte da nossa lei.

Eu pensei que querias v�-los morrer?

Tenho dito.

Onde est� a Joia de Cobra?

Voc� n�o � a Naja.

Eu sou, a Regente desta Ilha.

"O seu povo ser� o meu povo."

- � mesmo a Tollea! - Eu nunca "errado", �s vezes.

Vamos ver!

- Rainha Cobra! - Rainha Cobra!

Ele matou a Rainha Cobra!

A Montanha de Fogo!

Martok est� morto!

A nossa Montanha, nunca mais se zangar� conosco!

A crueldade e a opress�o, acaba aqui para sempre!

Agora somos livres!

Para viver e acreditar, a ser feliz,

sob o governo da nossa leg�tima Rainha.

Tollea!

Ficaste, triste e doente, pela Tollea.

Sim! Fiquei triste e doente, pela Tollea.

- Tollea! - Ramu!

Como pudeste, sair da ilha?

Hava e Veeda, ir�o gui�-los com sabedoria.

Mas, eles s�o o teu povo.

"O teu povo ser� o meu povo."

FIM

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