All language subtitles for Captain Carey USA (1950) 640x480 ncb

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Original subtitles

MISS�O DE VINGAN�A (1950)

Durante o ano de 1944...

as tropas alem�s, ocupando o norte da It�lia.

perseguiam incessantemente os americanos da OSS,

paraquedistas com a miss�o de espionar e fazer atos de sabotagem.

Esta � a hist�ria do Capit�o Carey, USA,

e tamb�m dos valentes partisans italianos,

que arriscaram suas vidas para ajud�-lo.

Ei, Serafina!

Quando vem o minestrone? - Si, si. Subito!

Depois de mim, voc� � o primeiro.

A can��o de aviso!

Capitano, uma patrulha alem�.

- Voc� precisa ir. - Obrigado, M�rio.

Frank, vamos sair daqui.

Pode dizer aos partisans que nos encontrem aqui amanh� � noite?

- Sim, capitano. - Adeus, Serafina.

Capitano, seria melhor n�o se encontrar aqui.

M�rio, nosso filho est� doente.

Ele n�o dorme. Ele vai ouvir.

Tem raz�o. Vamos nos encontrar no Dr. Lunati.

Va bene.

Espere! Espere!

- Tudo certo. - Vamos.

Eu vou trazer os outros.

Mammina, mammina!

Si, Pietro, si. Vengo. Vengo.

Grazie, Dio, tu sei salvo

Ol�, Julie.

Desculpe chegarmos pelos fundos,

mas teria alguma coisa para dois homens da OSS famintos?

Isso � o que ele diz. Eu me preparo para a faculdade.

Demoraram muito, j� � mais de meia-noite.

Esperamos 3 horas pelo mensageiro. Mas pegamos o malote.

Bem, o que fazer primeiro: trabalhar ou comer?

Vamos usar o r�dio. A patrulha alem� estragou meu apetite.

Isso � muito importante?

Espero que sim, querida.

Deve ser, pelo tanto que resistiu o mensageiro alem�o.

Me d� uma faca, Frank.

O �ltimo malote que pegamos n�o tinha nada. Mas este parece de valor.

Pegue.

As posi��es das tropas nazistas,

hor�rio dos trens,

localiza��o dos dep�sitos de suprimentos...

- Tiveram sorte esta noite. - J� era hora.

Pela primeira vez em um m�s.

Frank, comecer a codificar. Vou pegar o resto das coisas.

Vou come�ar a mudan�a.

O que � t�o engra�ado?

Oh, es- estava imaginando a cara de minha av�

se soubesse que voc� descobriu o quarto

que todo mundo procura h� mais de 200 anos.

N�o descobrimos muita coisa, s� um monte de lixo.

Pobre mama. Conforme a lenda da fam�lia, era para ter coisas valiosas.

Ei, vamos, querida. Isto come�a a pesar.

Pegue o mapa atr�s das pinturas.

Web!

Quando nos casamos, que tal este em cima da lareira?

O que �?

Uma pintura de nossa ilha.

Por cima de meu cad�ver.

Se puder sair daqui, n�o quero ver o Palazzo De Cresci novamente.

Ap�s seis meses dormindo no ch�o �mido de sua adega...

tornei-me um velhote.

Posso roubar outro cobertor. N�o creio que Angelina perceba.

N�o, querida. J� se arriscou muito.

- Como vai indo? - Vai bem.

Ei, ei, ei! Voc� precisa dormir.

N�o, estou bem. Vou ajud�-lo a traduzir.

Ah, n�o, n�o vai.

� melhor ouvi-lo, Julie.

Este neg�cio de espionagem � muito dif�cil.

Voc� est� exausta, querida.

Cuidando de sua av� durante o dia

e nos ajudando aqui a noite.

Venha, vou comboi�-la at� em cima.

- Volto num minuto, Frank. - Fique mais um, por mim.

Tem certeza de que sua av� n�o sabe que estamos l� embaixo?

Ela n�o sai de seu quarto faz uma semana.

Desde que ouviu que Carlo tinha desaparecido em Roma.

Isso quase a matou.

Muita gente desaparece atualmente. Depois reaparecem.

Mas voc� n�o entende o que meu irm�o significa para ela.

Veja, Carlo � o �ltimo homem De Cresci.

Eu sou apenas uma menina.

Minha menina!

Como se diz isso em italiano?

Ti amo tanto.

Ti amo...

Muito.

Muito.

- Boa noite. - Boa noite.

Web...

Soldados alem�es.

Voc� est� certa. Algu�m os informou!

Esquece a codifica��o. Vamos enviar diretamente.

Pronto?

Para todas as esta��es aliadas...

Retransmitir 6X3Y, de Cobra 9. Estamos fechando a loja.

Fomos tra�dos. Repito: tra�dos.

- Isso � tudo? - Sim.

Julie!

Volte e fique com sua av�. Se os alem�es perguntarem, voc� n�o sabe nada.

Diga sempre isso.

N�o, eu vou ficar.

N�o, querida.

V�.

Cruze os dedos para que n�o encontrem.

Por que encontrariam? � um segredo a mais de 200 anos.

Ningu�m sabe, s� n�s tr�s.

�, e o cara que nos traiu.

Web!

Web!

Weeb!

Web!

Web!

Julie!

Julie...

Julie...

T-Tive uma longa conversa com meu pai ontem a noite.

Contei que eu estava apaixonada, mas voc� n�o.

Disse que se sentia desse jeito com minha m�e

quando voltou da guerra,

e o que voc� precisa � de um emprego.

Sabe o que vou comprar para seu anivers�rio? Um livro de sinais.

Da� pode ficar sem falar nada.

Desculpe.

Vamos exp�-lo pela manh�.

Aguardem um pouco e vejam se est�o satisfeitas.

Ah, tenho certeza que sim.

Sim, senhor?

Aquele quadro na vitrine... o Palazzo De Cresci.

Vejo que conhece a hist�ria da It�lia.

A hist�ria italiana recente. De onde veio?

� parte de um lote de mestres italianos rec�m-descobertos.

Nos consideramos muito afortunados

O governo italiano nem sempre permite que tesouros como este deixem o pa�s.

Um quadro maravilhoso de Bellini.

Em sua �poca, os De Cresci governaram o norte da It�lia.

Na semana passada, rejeitamos a oferta de 30 mil d�lares de um museu.

Trinta mil d�lares por esse quadrinho?

O governo italiano n�o deixaria que tirassem do pa�s tesouros como este.

Onde voc� o conseguiu?

De nossos agentes na Su��a.

Onde eles conseguiram?

Desculpe, senhor. Voc� � negociante de arte?

N�o.

Ent�o, sinto muito. N�o posso lhe dizer mais.

Com licen�a.

Por que tudo isso? Qual � seu interesse nesse quadro?

Por que duas pessoas morreram e passei 3 anos num hospital.

E porque voc� n�o precisa se preocupar em me arranjar trabalho. Eu j� tenho um.

Que tipo de trabalho?

Encontrar o homem que vendeu a quadro.

Mas por qu�?

Porque eu vou mat�-lo.

- Buongiorno, signore. - Buongiorno.

Il signore quer se registrar?

N�o, eu...

Eu vou mais tarde. Obrigado.

- Me reserve um quarto. - Va bene, signore.

Ol�, Luigi. Lembra-se de mim?

Il americano.

� seu?

Quanto � para ir at� a ilha?

Cinquenta?

Est� bem. 100?

N�o parece muito alegre em me ver.

Houve ocasi�o que sim.

Il signore desiderare?

Gostaria de ver o chefe da casa.

O Palazzo n�o recebe turistas, signore.

N�o sou um turista.

Gostaria de conversar sobre um quadro.

Espere aqui, por favor.

Com licen�a. Sou Webster Carey.

Sou Carlo de Cresci.

N�o se parece com ela.

Com quem n�o me pare�o?

Sua irm�, Julie.

A condessa vai v�-lo agora, Signore Carey.

Boa tarde, senhor... Carey.

Condessa...

Queria falar-me sobre um quadro?

Sim, um Bellini.

Esta � a fotografia dele.

Impressionante!

� nossa ilha.

Mas como era h� muitos anos.

J� a havia visto antes?

N�o, Sr. Carey.

Por que deveria?

Porque � um de meia d�zia de quadros que Frank...

sua neta e eu encontramos certa noite

ao procurar um lugar para esconder nosso equipamento.

Ah, voc� � um dos americanos que se esconderam aqui.

Foi embara�oso saber que o Palazzo foi usada como seu quartel-general.

Quando soube que nos escond�amos na adega, Contessa?

Depois da invas�o aquela noite. Mas o que tem a ver com o quadro?

Ningu�m sabia do esconderijo al�m de n�s tr�s e quem nos traiu.

Tudo que sei � que deve ter sido ele que tirou o quadro

e o contrabandeou para fora do pa�s.

Preciso encontr�-lo.

Por qu�, Senhor Carey?

Porque ele � respons�vel pela morte de...

Julie?

Julie!

Web!

N�-N�o posso acreditar!

Eu pensei que estivesse morta.

O que a incomoda, Julie?

N�o est� feliz em me ver?

Apresento-lhe meu marido,

Bar�o Rocco De Greffi.

Isso mesmo, Sr. Carey.

Giulia, pode nos deixar s�s, por favor?

- N�o, Rocco, eu acho... - Explicarei tudo ao Sr. Carey.

Por favor, fa�a o que digo.

Julie?

Tenho certeza que voc� n�o quer humilhar minha esposa.

Sei como ela se sentia por voc�, ela me contou v�rias vezes.

Como ela era... rom�ntica, uma crian�a impression�vel,

apaixonada pelo her�ico americano que veio do c�u.

Sobre esconderijo secreto...

as reuni�es clandestinas.

- Ela acha gra�a agora... - N�o precisa continuar!

- Por favor, n�o culpe Giulia... - Esque�a, est� bem!

Sobre o quadro, Sr. Carey...

se � t�o valioso... O que devemos fazer?

Quando se perde algo que se considera valioso...

Eu n�o sei, contessa.

Deixar meio de lado...

e esquecer, eu acho.

Hei, Sr. Carey...

Receio t�-lo ofendido.

Ei, capitano! Um momento, capitano.

Mas... � mesmo voc�!

Doutor Lunati!

Meu capit�o, como L�zaro, ressurgindo dos mortos.

Sou o primeiro a cumpriment�-lo em nome dos partisans?

Perbacco! Sua apar�ncia � �tima. Venha!

Vamos navegar juntos e lembrar os velhos tempos.

Vim visitar um dos criados dos Cresci.

Um caso fascinante...

crupe.

Cigarro?

N�o, obrigado.

Me diga: como escapou?

Tropas de paraquedistas... tomaram o hospital em que eu estava.

Eu escapei mais facilmente.

Eu estava em Mil�o quando chegaram os avi�es aliados, por isso fiquei l�.

O que faz, agora que n�o est� no ex�rcito?

Est� casado? Por que voc� voltou?

Sou engenheiro civil desempregado

e n�o estou casado.

N�o sei ao certo o que me trouxe de volta.

N�o foi para encontrar o traidor?

A ideia era essa.

Como m�dico, deixe-me dizer-lhe uma coisa.

Vingan�a n�o cura nada.

N�o � por mim mesmo,

nem por Frank.

Trai��o era um risco quando na OSS.

Era por Julie.

Mas Julie n�o est� morta.

Depende do ponto de vista.

Andiamo, Luigi.

Alguma jovem americana vai curar seu cora��o...

voc� vai se casar e ter�... vinte filhos.

Sabe, gostaria de brindar isto, mas tenho muitas visitas a fazer.

- Mais tarde? - De acordo.

Excelente!

Onde est�o todos?

Eles n�o querem encontr�-lo, Signore Web.

Por qu�?

Voc� trouxe morte, uma vez. Pode traz�-la novamente.

O que quer dizer?

Vinte e sete homens...

Vinte e sete homens foram fuzilados naquela parede

na noite em que foi capturado.

Suas fam�lias acreditam que voc� os traiu.

Voc� est� vivo, signore, os homens est�o mortos.

- Os alem�es disseram que era... - Repres�lia...

Por termos lhe ajudado.

Quem nos traiu?

Todos na cidade sabem seu nome.

Olhe!

Quem foi?

Meu filho...

M�rio.

M�rio n�o sabia de nosso esconderijo.

As pessoas n�o acreditam nele.

Eles o arrastaram na rua com forcados, bateram at� mat�-lo

e deixaram-no pendurado l� por sete dias.

Por que acharam que era culpado?

Na noite anterior ao assalto, ele entregou uma mensagem a um oficial fascista.

De quem?

- Do traidor, signore, do traidor. - Quem era?

N�o deixaram meu M�rio falar.

Voc� tem que me ajudar.

Tem de encontrar quem mandou essa mensagem.

Por favor, signore, me ajude.

S� M�rio sabia.

Est� morto agora.

N�o h� nada que eu possa fazer, Luigi.

Capitano!

Voc� n�o costumava falar assim.

Lembra, capitano, que conhecia os partisans?

Era nossa luta, ent�o. Sua, minha e do M�rio.

O que posso fazer, Luigi?

M�rio est� morto, tudo que posso fazer � uma ora��o.

E a esposa e filho?

Serafina e o pequeno Pietro j� � adulto. O filho de um traidor?

Voc� falou ao doutor Benati sobre um quadro.

Posso contar mais sobre quadros e outras coisas.

Agora n�o importa , Luigi.

N�o para mim.

Ent�o � verdade?

Eu n�o conseguia acreditar.

Voc� � bem-vindo novamente, signore Web.

Preparei um quarto para voc�.

Infelizmente, n�o h� �gua quente no banheiro.

O tanque est� quebrado e desde a guerra...

N�o se preocupe, Sandro, eu tomei banho antes de vir.

S� preciso da chave.

Si, signore.

N�mero 7, nosso melhor quarto.

Diga a ele que pare! Est� me dando nos nervos.

Ele est� tocando para o senhor.

Nosso sinal de perigo.

Diga-lhe para tocar outra. O perigo acabou.

Quem sabe, capitano?

Senhor Carey!

Posso falar com voc� por um momento?

Estar aqui de volta deve ser emocionante para voc�.

Sim, � mesmo.

O reencontro com seus velhos amigos.

A maioria est� morta.

- Um aperitivo. - Vou tomar o mesmo, por favor.

Passei a maior parte da guerra na Su��a.

N�o, obrigado.

No corpo diplom�tico.

N�o pude estar com voc�, na luta. Voc� foi privilegiado.

Eu fui recrutado.

H�, hist�ria interessante a que voc� nos contou esta tarde.

Que bom que gostou.

Os De Cresci n�o tiveram nada a ver com a venda, posso garantir.

Giulia nos contou sobre os quadros, mas...

encontramos a c�mara vazia

quando voltamos ao Palazzo depois da guerra.

Esta � a primeira vez que sabemos de seu valor.

Naturalmente, gostar�amos de recuper�-los e...

N�o vou impedi-los.

Na verdade, perdi qualquer interesse nos quadros, e se...

E se...?

E se quer a verdade, n�o me importo com a cidade,

o pal�cio, ou as pessoas nele.

Incluindo sua esposa.

Era o que queria saber, n�o?

Sim, Sr. Carey.

A guerra faz coisas estranhas com as pessoas.

Ela o feriu...

e me deu a chance de ser feliz.

Eu sei muito bem que poderia ter sido o inverso.

Vamos culpar os alem�es.

Boa sorte!

Web.

Eu queria partir sem v�-la novamente.

Vou no �nibus para Mil�o.

Quando?

� meia-noite.

Voc� n�o quer que eu fique.

N�o, Web, mas quero que v� como amigo.

� por isso que vim aqui.

Precisamos da verdade entre n�s. H� muitas perguntas.

Perguntas?

S� quero fazer uma. Uma que n�o consigo responder.

� feliz?

Estou tentando.

Bem, � uma boa resposta.

Vou fazer o mesmo. Prometo que vou tentar o melhor que puder.

Web, por que voc� voltou?

Agora voc� me deixou num aperto.

Acho que para vingar sua morte.

Um homem com rancor que volta para acertar as contas.

Ou talvez o quadro com a ilha fosse... um cat�logo rom�ntico do passado.

Ou talvez porque gosto de espaguete.

Pode escolher, baronessa.

N�o podemos falar como amigos?

O que esperava? Um presente de casamento?

S� queria que me entendesse. � pedir muito?

Daquela noite...

s� me lembro de voc�, ca�do no ch�o.

Acordei num campo de concentra��o com minha av�.

Ficamos ali meses. Perguntei sobre voc�, dia e noite.

Ela me disse que estava morto, mas n�o podia acreditar.

Ent�o, um dia, nos libertaram.

Fomos para a Su��a.

Rocco estava l�.

Eu o conhecia desde a inf�ncia.

Nos visitava durante a guerra.

Av� sempre quiz que casasse com ele.

E voc� casou.

N�o, n�o nessa �poca.

Tinha a esperan�a insana de encontr�-lo.

Mas quando voltamos, depois da guerra...

encontrei isto na adega.

O S�o Crist�v�o que havia dado a voc�.

Ent�o soube que voc� estava morto.

Posso t�-lo de volta?

Voc� ainda tem...

a pequena cruz que lhe dei?

Se...

Se algu�m me perguntar onde o consegui, direi...

de uma amiga...

uma amiga que morreu na guerra.

Voc� pode dizer o mesmo.

Est� bem?

Est� bem.

Muito bem planejado.

Capitano...

Luigi!

Sandro!

Si, signore.

Sandro, v� buscar o Dr. Lunatti. Depressa!

- R�pido! - Si, si, capitano.

L�cia, traga o Dr. Lunatti.

E, dottore, venga, venga!

Luigi! Luigi!

Giovanni, Giovanni, aiuta!

�. Quando sono arrivato era gi� morto, �!

Dottore Lunatti diz que a morte foi quase instant�nea.

A arma usada foi uma faca OSS.

Vede?

Sim, n�s...

us�vamos durante a guerra.

Usava a minha para podar at� que perdi.

- �, non ho niente da fare. - Grazie, Dottore.

Grazie tante.

- Sandro! - Si, signore.

Voc� viu Luigi entrar?

Si, Commissario, ele parou na recep��o.

Ele perguntou pelo americano.

- Algu�m mais o viu? - Bem...

Bem, senhor, deixe ver. Deixe-me pensar.

Bem, eu... h�... Giovanni...

e... L�cia...

- e... - Un momento.

Venga, Signore Barone.

Per favore.

Bem, e quem mais?

e o Barone De Greffi... e...

e...

�? Quem mais?

Bem... a... a...

Baronesa De Greffi. Ela entrou pelo p�tio.

Ela queria falar com o Sr. Web.

� verdade, mas ela saiu antes do grito.

O senhor sabe porque Luigi foi v�-lo, signore Carey?

N�o, n�o sei.

At� descobrirmos, devo pedir que permane�a na aldeia.

N�o se preocupe.

Nada me afastar� daqui doravante.

Estava lhe esperando.

Alguma novidade?

Querem que fique aqui.

Foi o que pensei.

Ou�a, meu caro...

Eu vou a Mil�o hoje.

Eu conhe�o um advogado.

Obrigado, mas decidi ficar por aqui por um tempo.

Reconheci aquela faca. Era de Frank.

E por suas iniciais.

Pode haver uma d�zia de explica��es para isso.

Verifico as chances e elas s�o de que quem achou o quadro tamb�m achou a faca.

O traidor e o assassino de Luigi s�o a mesma pessoa.

Supondo que esteja certo, como voc� vai descobri-lo?

- Luigi suspeitava de algu�m. - Ah, Luigi est� morto.

Mas a mulher de seu filho n�o est�.

Ela deve saber de algo.

Serafina? N�o seja tolo, meu caro.

Se ela soubesse, estaria gritando aos quatro ventos.

Aceite meu conselho.

Deixe o passado em paz.

V� embora e deixe essas pessoas com suas dores.

A noite passada, Luigi me disse que h� 28 mortos exigindo justi�a.

Agora s�o 29.

Cuidado, meu jovem, para que n�o sejam 30, h�?

Ciao.

Bom dia, contessa.

Muito obrigado. Parece que n�o sou muito popular por aqui.

Eles acreditam que traz mal agouro.

Eles s�o como crian�as.

Por favor, deve perdo�-los.

N�o voltar�o a incomod�-lo. Eu tenho alguma influ�ncia.

Eu agrade�o, mas n�o se incomode.

Tenho assuntos n�o conclu�dos.

Sou teimoso por natureza.

N�o est� perdendo tempo?

O que quer dizer?

Julie era muito jovem quando voc� se escondeu no Palazzo.

As jovens caem por casos rom�nticos rapidamente.

Agora � uma mulher adulta, casada e feliz.

Estou certo disso.

Barone De Greffi tem um carreira pol�tica muito promissora...

e o casamento reune duas fam�lias de grande poder e tradi��o.

Essa � uma combina��o conveniente das coisas.

Uma esp�cie de equa��o matem�tica.

Entendo que n�o se procede assim em seu pa�s.

N�o, l� as coisas s�o um pouco mais qu�micas.

A mo�a pode escolher seu marido.

Fazendo tentativas, Sr. Carey?

Desejo-lhe boa sorte e uma viagem de regresso agrad�vel.

Signore!

Pergunte a Serafina pelo homem de p�s descal�os.

Ol�.

Pietro!

Solta!

Chama-o!

Vou mat�-lo se n�o chamar.

Voc� s� traz a morte.

Primeiro meu marido e agora Luigi.

Mortos por sua causa.

"V� � ensolarada It�lia e sinta o maior prazer de sua vida."

Serafina, n�o se lembra de mim?

Si. Voc� � o americano. V� embora!

Est� bem. Quero falar sobre M�rio.

N�o tenho nada a dizer.

Mas sou seu amigo.

N�o acredito que ele fosse culpado.

Por favor, confie em mim.

N�o confio em ningu�m! Saia ou soltarei o c�o!

Est� bem.

Quando Pietro perguntar porque cresceu como filho de um traidor...

diga-lhe que n�o quiz falar com o americano.

Per favore, Capitano.

Por favor...

Desculpe-me.

Tudo bem, Serafina. Eu entendo.

H� quatro anos nos tratam como criminosos... a Pietro e a mim.

Quando mando Pietro � escola, volta coberto de sangue.

As outras crian�as jogam pedras nele.

Agora que Luigi morreu, n�o temos nenhum amigo.

Tem eu, Serafina.

Se importaria de responder a algumas perguntas?

O que quer saber?

Luigi foi assassinado porque queria me contar algo.

- Sabe o qu�? - Eu n�o sei.

Ele disse algo sobre um quadro?

- Um quadro? - Tente se lembrar, � importante.

N�o.

Dizem que M�rio entregou uma mensagem a um oficial fascista.

� mentira!

M�rio odiava os fascisti. Ele n�o era um traidor.

Eu sei disto.

Quem lhe deu a mensagem era o traidor.

Quem estava com M�rio antes que ele sa�sse?

Eu n�o sei.

Sandro?

Lunatti?

Um dos partisans? Voc� precisa se lembrar.

Eu... n�o sei.

Ou�a, Serafina. Teve quatro anos para pensar nisso.

Voc� deve suspeitar de algu�m. Algu�m da aldeia?

Ningu�m da aldeia.

Do Palazzo?

N�o tenha medo, Serafina. Se n�o me diz, n�o posso ajud�-la.

Julie! Como soube que eu estava aqui?

Dottore Lunatti me disse.

Queria ouvir o que Serafina tinha a dizer.

N�o digo nada. N�o para ela.

Espere, Serafina, voc� pode confiar em Julie. Ela acredita na inoc�ncia de M�rio.

Lembre-se: ela tamb�m foi tra�da.

Fascisti! Todos os do Palazzo.

N�o seja injusta.

Voc� tem sofrido demais, mas Julie e a fam�lia tamb�m.

- Estiveram num campo de concentra��o. - Mas sa�ram. N�o foram torturados.

Eu lhe digo porqu�: gra�as a seu irm�o.

Enquanto lut�vamos, ele estava na Alemanha. Pergunte a ela.

Sim, � verdade.

Estava na Alemanha, prisioneiro dos alem�es, condenado � morte.

Mas n�o o mataram.

Mataram outros, mas n�o voc� ou sua fam�lia. Voc�s voltaram. S�o ricos.

Serafina, fomos todos mortos?

Voc� est� viva, eu tamb�m e todos...

E por que os fascisti e os do mercado negro

v�o secretamente ao Palazzo � noite?

N�o � verdade!

No m�s passado, vi um homem...

Luigi levou-o pelo lago em sua barca.

N�o sei do que ela est� falando.

De onde veio esse homem?

Luigi me disse que era de Mil�o.

Ele se hospedou no albergo, o hotel.

Lembra-se que dia foi?

Si, signore.

Foi um dia depois de S�o Pedro.

Dia 30 de junho...

- Si, Baronessa.

Foi na noite que a vov� teve um ataque.

Ficamos acordados at� o amanhecer. Se houvesse algu�m, eu o teria visto.

- Quanto tempo ficou no Palazzo. - Uma hora.

Ele voltou com alguma coisa.

Que aspecto tinha?

S� o vi pelas costas.

Mais uma pergunta, Serafina.

Ele usava sapatos?

Sapatos?

Eu n�o olhei.

Muito obrigado.

At� logo.

Ent�o, seu irm�o estava preso.

- N�o sabia disso. - �.

Por que foi condenado � morte?

Motivo pol�ticos?

- Sim. - Entendo.

N�o h� raz�o para voc� suspeitar de mim ou de minha fam�lia.

N�o � verdade o que Serafina lhe disse.

Ei, calma a�, Julie. Vou descobrir tudo em Mil�o.

Eu vou a Mil�o com voc�.

Bem, isso � �timo.

Claro, seu marido vai adorar, especialmente ap�s nosso encontro ontem a noite.

E gostaria ainda menos se soubesse que as pessoas suspeitam

que estivemos recebendo em segredo traficantes e traidores.

N�o adianta, Julie.

Desta vez, voc� est� fora.

N�o d�. J� estou envolvida nisto mais do que voc�.

E se ele n�o me deixar ir com voc� e ajud�-lo,

irei atr�s do traidor por minha conta.

Est� bem. Passe para l�.

� melhor ir a ilha e inventar uma desculpa.

Enquanto isso, vou verificar quem ficou no hotel em 30 de junho.

Se voc� pegar a estrada � esquerda...

ter� a oportunidade de admirar um belo panorama.

Muito obrigado.

Sandro, se algu�m perguntar por mim...

Quem �?

A pol�cia.

D�-me o registro de h�spedes de junho, dia 30.

Para que, capitano?

Fa�a perguntas tolas, ou�a respostas idiotas.

Grazie tante.

Tivemos muitos h�spedes nesse dia.

Muitos turistas de Mil�o.

Diga � Baronesa De Greffi que se encontre comigo na Serafina.

Si, signore.

Vou almo�ar em meu quarto, Sandro.

E que n�o me incomodem a tarde. Quero tirar um cochilo.

Um boa cochilada.

Signore!

Tenha cuidado, est� carregado.

Sua refei��o est� pronta, capitano.

Vai descobrir, capitano, que nossa cucina n�o mudou.

O que voc� chamaria de "bom demais".

Espaguete...

delicata...

Nada de zucchini.

Vou servir tudo pessoalmente.

Oh, sente-se, capitano, sente-se.

Vou fechar a porta. Si, signori.

Espero que desfrute sua refei��o, capitano.

J� se decidiu se o veredito � culpada?

Ainda n�o defini meu voto.

Serafina j� tinha.

Certo, mas Serafina n�o consegue pensar.

Ela n�o conhece voc�.

Obrigado.

Por que est� sorrindo?

Estava pensando como isto lembra os velhos tempos.

Lembra quando roubamos o carro dos oficiais italianos e do ingl�s?

Capit�o Riley... disfar�ado de padre.

E nosso passeio pelas montanhas.

Quem eu deveria ser?

Ah, sim! A filha do general Bertelli.

E eu era seu noivo.

Pobre Capit�o Riley!

Receava tanto ter de se casar com ela.

Melhor falarmos sobre o tempo, Baronessa.

Bem, tive de comprar algo para faz�-lo falar.

Vazio, eu espero.

O cara quase morreu de susto quando perguntei

por que se hospedou em 30 de junho no hotel.

Parece que esqueceu de contar � esposa.

Uma cole��o de pessoas muito estranhas visitaram sua aldeia.

E todas usavam sapatos.

- Tire essa coisa da cabe�a. - Voc� manda, ent�o.

N�o � melhor pararmos esta busca insana?

Todos na aldeia sabem que o cego � meio louco.

Como sabe que Serafina n�o sonhou com esse homem de Mil�o?

Porque ela n�o dorme mais.

Logo saberemos. S� restam tr�s nomes.

Manfredo Acuto. Via San Maria, 32.

Espero que seja negociante de ferro-velho.

Desde que n�o esteja morto.

Um de n�s est� certo.

Ei, voc�!

Onde est� o Signore Acuto?

O que ele disse?

Acho que voc� diria ser um palavr�o.

Deve ter sa�do para almo�ar.

Sem coment�rio.

Desider�?

- Voc� � o Sr. Acuto? - Si, signore.

Eu sou... William Carter.

- Fala minha l�ngua? - Si, signore.

Os acrobatas Acuto s�o famosos em todo o mundo.

Su��a, Fran�a, Inglaterra, Am�rica...

O que posso fazer por voc�?

Est� pensando em contratar o n�mero, n�o �, querido?

Ah, �timo, �timo! Permita-me apresentar os quatro irm�os Chelini.

E Brutus.

Brutus � o homem mais musculoso de Mil�o.

Brutus!

Diga-lhe para parar.

N�o estou interessado.

Mas, signore, Brutus tem mais m�sculos...

N�o me importa se tem mais m�sculos do que cabelo.

Quero lhe falar em particular.

Mas... e a apresenta��o, signore?

A apresenta��o � para a dama.

A apresenta��o pode esperar at� falarmos com o Sr. Acuto?!

Bem... como quiser, signora.

Continuate! Prego.

Acho que pode me ajudar, Sr. Acuto.

Oh, si, signore. Os acrobatas de Acuto s�o os melhores do mundo.

Mas n�o me interessam acrob�tas.

Eu quero falar sobre quadros.

Quadros?

Alguns velhos mestres que comprei.

Mas n�o consigo permiss�o do Minist�rio para tir�-los do pa�s.

Isso � muito interessante, mas...

por que me procurou?

Acrobatas viajam de pa�s a pa�s, e...

Me disseram que voc� pode me ajudar a tir�-los do pa�s.

Por uma pequena taxa, � claro.

Mas n�o � verdade, signore. Quem disse isso?

Um amigo comum. Creio que teve um problema semelhante com um Bellini,

em Belmonte.

Belmonte?

Belmonte?!

Receio que n�o conhe�o ningu�m l�.

Posso refrescar sua mem�ria?

O encontro foi no Palazzo, em 30 de junho.

30 de junho, Belmonte?!

Ah, � claro. Lembro-me agora.

Tentei obter um contrato para os rapazes no festival, mas...

n�o estive no Palazzo naquela noite.

N�o acha que est� perdendo o tempo do Signore Acuto e o seu?

Disse que n�o esteve no Palazzo naquela noite?

Como sabia que foi a noite? Eu n�o disse isso.

Bem, eu...

Eu disse, Signore Carter, que nada sei sobre o assunto.

- Est� mentindo. - No, signore.

Foi visto saindo do Palazzo. O barqueiro o reconheceu.

- N�o � verdade, Signore Carter. - Voc� roubou esse quadro.

- No, signore! - Roubou o quadro e matou Luigi.

Eu ma... Luigi? Eu...

- Signore, n-n�o sei do que est� falando. - Ah, n�o?

Espere!

Signore, est� fazendo um grande erro.

Eu n�o matei ningu�m.

N�o sou assassino.

Fiz o contrabando do quadro, mas n�o roubei.

- Prove-o. - Benissimo.

Vou pegar uma c�pia do recibo que tenho.

Come � possibile?

Io, un assassino.

Sei que n�o deveria ter duvidado de voc�.

O que h� com o papagaio?

Ei, Acuto!

Web!

Ele est�... morto?

Parece, com uma faca da OSS.

O recibo sumiu. Algu�m o queria muito.

Est� chamando a pol�cia.

Vamos voltar ao hotel... antes que me acusem disto.

Leve o carro e v� embora. Darei um jeito de voltar.

Mas...

Pronto.

Pol�zia di Milano. Tenente Cristaldi.

Si.

Si.

Belmonte?

Que sorte voc� aparecer.

Como aconteceu?

Como aconteceu?

Eu lhe disse esta manh� que ia a Mil�o para procurar um advogado.

Meu primo estava fora.

O que voc� fazia em Mil�o?

Procurando uma pessoa.

- Teve sorte? - Um pouco.

Diga-me, meu caro. O que vai fazer agora?

Vou voltar ao hotel.

E depois?

N�o sei. O que voc� faria?

Ficaria b�bado.

Talvez fique, depois de dar uma olhada no esconderijo da adega no Palazzo.

Para que?

Deixei algumas facas da OSS l�.

Devem ter desaparecido, junto com os quadros.

Foi o que me disseram.

Mas se algum quadro continua l�, algu�m est� mentindo.

Algu�m est� mentindo? Quem?

Adivinha.

Vou esperar para ver.

Que ocorre?

Tu stai all'entrata.

Voi due viene con noi.

Tenente Cristaldi. Polizia di Milano.

Havete un cliente americano nel albergo?

Si, Tenente.

Webster Carey. Nova York.

Webster Carey? Bem, eu o conhe�o!

Veio me ver no Consulado h� uns dois dias.

Queria saber como exportar um quadro.

Agora diz se chamar William Carter. As mesmas iniciais.

Ora, isso n�o prova nada.

E seu misterioso telefonema, deve ter sido do pr�prio assassino,

tentando engan�-lo.

� poss�vel.

- O Sr. Carey est�? - Esteve aqui o dia todo.

Estou certo, Tenente?

Pode ter certeza, Sr. Simmons; n�o haver� deten��o sem prova consistente.

Qual o quarto?

Eu lhes mostro.

Venite!

Imbecile! Idiota!

Tu lasciate escapare l'americano proprio giu al tuo naso.

Riporter�... Ti riporter� al ispettore generale.

Ele vem a�. Apaguem as luzes.

- L�cia! - Si, Sargente.

Hai visto l'americano?

No. Chi cosa vole con l'americano?

Lascialo andare!

Come lasciarlo andare? Per che tato �?

Non traccio ancora, tenente.

Alto l�!

Andiamo!

Cose succede?

La scuse, Signore Barone.

- Chi � cuesto? - Barone De Greffi.

Stupido!

Scusa, Signore Barone.

Io sono il Tenente Cristaldi, Polizia di Milano.

Il signore, Sr. Simmons, do Consulado Americano em Mil�o.

- Muito prazer. - Muito prazer, Sr. Simmons.

Procuramos um compatriota meu que parece estar em apuros.

- Mas n�o o Sr. Carey? - �...

Cruzei com ele na sa�da da aldeia, na estrada para a Su��a.

Tentei cumpriment�-lo, mas parecia ter pressa.

Foi agora?

H� alguns minutos. Havia um carro esperando. Acho que um Lancia

Grazie, signore, grazie. Arrivederci.

Ele est� na estrada para a Su��a.

A estrada segue por 60 km at� a fronteira.

Est� a salvo por enquanto.

As estradas est�o cheias de Lancia e os italianos gostam de correr.

Voc� ser� um grande sucesso na pol�tica, Barone.

Grato pela ajuda, mas... porque o interesse?

Vamos deixar bem claro, Sr. Carey.

Pessoalmente, n�o me importo se for preso, mas...

n�o quero minha esposa envolvida em um assassinato.

Como soube disso?

Giulia.

Temos discutido o assunto desde que voltou esta tarde

e concordamos que deve deixar a It�lia o mais cedo poss�vel.

Eu quero v�-lo partir.

Nenhuma voz discordante no grupo familiar?

Nenhuma.

Pois ou�a, Barone...

Eu n�o gosto de receber ordens de voc�,

de sua fam�lia, da pol�cia ou seja l� quem for.

E n�o gosto de pessoas que deixam

inocentes pagarem por seus crimes.

Agrade�o sua ajuda.

Mas vou ficar e incomodar as pessoas.

Vou incomodar at� descobrir quem foi o traidor.

Ent�o ir� embora?

Ent�o irei logo embora.

Voc� sabe muitas respostas.

Diga-me uma.

Bem, eu n�o sei quem matou Luigi ou Acuto.

A pol�cia vai descobrir mais cedo ou mais tarde.

Mas eu sei quem contou aos alem�es sobre seu esconderijo.

E tamb�m sei que Giulia � a �ltima pessoa a quem voc� faria mal.

Julie?

Julie nos traiu?

Barone, n�o acha que vou engolir essa?

� a verdade.

Isso ela mesma ter� de me dizer.

Ela vai.

Mammine! Mammine!

De Greffi... al l'americano... Julie � a traidora... Julie � a traidora...

- Giulia De Greffi... la traditrice? - Si, mamma.

- Como vai, Sr. Carey? - Bem, obrigado.

Onde est� Julie?

Vou dizer-lhe que est� aqui.

Carlo, sirva uma bebida ao Sr. Carey.

N�o quer sentar-se?

Obrigado.

Eu... ah...

Eu vou servir-lhe uma bebida.

�gua ou soda, Sr. Carey?

Tanto faz.

Pietro udire il barone dire al americano

che fu la sua moglie la traditrice.

� puoi andarono al palazzo.

Giulia De Greffi?

Pietro!

- Boa noite, Sr. Carey. - Contessa.

Julie...

Seu marido quer que eu acredite que voc�...

que nos traiu.

Web...

Giulia!

Temos pouco tempo.

� verdade, Web.

Eu n�o acredito!

Voc� precisa!

Por que nos trairia?

A pol�cia chegar� num minuto. Diga-lhe!

Lembra-se da noite que fui a Mil�o?

Eu disse que ia buscar um rem�dio para vov�.

Eu menti.

Eu soube que Carlo ia ser executado e fui implorar por sua vida.

Eles... concordaram se... eu revelasse seu esconderijo.

- Ela n�o tinha escolha, Sr. Carey. - Fique fora disto.

Continue, Julie.

Continue!

O que mais precisa saber?

Veio aqui para encontrar o traidor. O que mais quer?

Fa�a o que achar certo, mas v� embora.

- Conte-me tudo. - Eu imploro. V� embora, por favor.

Eu posso contar o resto, Sr. Carey.

Julie enviou uma carta a um fascista importante,

pedindo-lhe uma reuni�o com o comandante alem�o.

M�rio entregou a carta.

Agora, vai embora?

Ok, Julie.

Vamos.

Tem barcos chegando.

A pol�cia!

- Pelo por�o. Por aqui. - Eu sei o caminho.

Non piangere, piccina mia. Non piangere.

Este lugar est� cheio de lembran�as.

Algumas agrad�veis...

outras, nem tanto.

Acho que Frank e eu arrumamos todos os barris daqui.

Tenho um barco do outro lado da ilha, Sr. Carey.

Foi al� que o mataram.

Perto de onde achamos os quadros.

Temos de nos apressar.

- Quero dar uma olhada. - N�o temos tempo, Sr. Carey.

S� levar� um momento.

O atraso pode ser fatal, Sr. Carey.

Passei aqui seis meses de minha vida.

Gostaria de dar uma �ltima olhada.

Tem um f�sforo?

Obrigado.

Me disseram que este lugar estava vazio.

Agora sei porque Julie mentiu.

Foi para proteg�-lo.

N�o, Sr. Carey. Ela queria que partisse, para salvar sua vida.

Ela percebeu que, se encontrasse o traidor, eu seria obrigado a mat�-lo.

Como matou Luigi e Acuto.

Como Giovanni matou Luigi e Acuto.

Eu apenas ordenei.

Ent�o voc� foi o traidor.

Como descobriu nosso esconderijo?

N�o fui eu, foi a av� de Julie.

Quando soube que Carlo ia ser executado, mandou me chamar.

Fiz o contato com os nazistas. O arranjo foi simples.

Uma carta entregue inocentemente por M�rio,

trocando seu esconderijo pela vida de Carlo.

E voc� contrabandeou o quadro.

Muito conveniente para financiar minha carreira pol�tica.

Claro, n�o posso deixar que meu tr�fico de obras de arte

e minha liga��o com os nazistas sejam conhecidos.

Seria minha morte pol�tica.

Com certeza, entende minha situa��o.

N�o, mas entendo minha posi��o!

Giovanni!

Silenzio!

Aprite! Vogliamo Giulia De Greffi!

Aprete la porta!

Vade via...

Forza!

- Usate quel vaso di ferro. - Si!

Fugi� a qui.

Giovanni! A arma!

Pegue minha arma!

Web!

Web!

Web!

Web!

Web!

Soltem ela!

Ela deve pagar! Ela deve pagar!

Eu disse para solt�-la, Serafina!

Julie De Greffi nos traiu.

O traidor est� morto.

Meu Pietro ouviu do Barone que ela � a culpada.

O Barone mentiu para se proteger.

Mandou matar Luigi e Acuto, ele confessou.

O Barone � o traidor?

- Onde est�? - Giovanni o matou l� em baixo.

Stato il barone chi te ha traditi.

Il � ammazzato.

- Ammazzato? - Finalmente.

Serafina!

Diga-lhes que v�o para casa.

Os mortos podem descansar em paz agora.

A mem�ria de M�rio est� limpa, Signore Web?

Pietro n�o ser� mais o filho do traidor?

Assim �.

Grazie!

Grazie!

Web...

me contaram tudo esta tarde.

Sr. Carey...

- eu... - J� n�o faz mais diferen�a.

Seu castigo � viver consigo mesma.

Carlo, vamos.

Julie.

Eu estou bem, Julie.

Dottore...

Depois que esclarecer tudo com a pol�cia, vou para casa.

Mas voltarei quando...

quando voc� me enviar isto.

Oh, Julie! Julie!

N�o demore muito.

F I M

Trad. e sinc. Newton C Braga ncbraga@msn.com

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