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Na vida, h� sempre decis�es a serem tomadas.
�s vezes, s�o pequenas e insignificantes.
Carlos, eu...
Outras vezes, s�o enormes e podem mudar tudo para sempre.
"Sim" ou "n�o" podem significar uma vida cheia de felicidade ou de tristeza.
Eu n�o esperava isso.
Isso � um sim?
Isso � um sim?
Sim.
Sim.
Pois quando n�o podemos ter tudo,
temos que escolher.
E quando escolhemos,
h� sempre o medo de cometermos um erro.
UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
-Miguel. -Carlota, o que voc� faz aqui?
Voc� � um rato! Ou pior. Ao menos os ratos cuidam uns dos outros.
-O que � isso? Voc� sabe? -Voc� � um hip�crita!
Eu sei sobre o roteador!
Por que n�o me contou o que era aquela coisa?
-Eu lhe contei mil vezes. -Sabe o que quero dizer.
Como p�de construir uma m�quina que acabaria com os nossos empregos?
Onde est�o os seus princ�pios? Ou era s� papo-furado?
Claro que n�o, mas sou engenheiro.
CAP�TULO 8: O AMOR
Fa�o coisas que melhoram a vida das pessoas.
Estou muito feliz por voc�. Parab�ns, voc� conseguiu.
Agora todas ficaremos sem emprego.
Sinto muito. N�o era a minha inten��o.
-Agora que Lidia lhes contou, sinto muito. -Como �?
-O que Lidia tem a ver com isso? -Foi Pablo quem nos contou.
Se Lidia sabia, por que n�o disse algo?
O Sr. Carlos contou a ela, n�o foi?
Ela quer ser um deles.
Ela acompanhou o Sr. Carlos ao funeral do Sr. Ricardo.
Eles est�o namorando.
� �bvio de que lado ela est�.
Lidia Aguilar � minha noiva! Minha noiva!
Cale-se! Carlos, voc� vai acord�-las.
Deveriam acordar. N�o sei por que est�o dormindo em uma noite assim.
Vamos praticar nossa valsa do casamento.
�timo! J� quer ir direto � noite de n�pcias.
Voc� precisa tomar um banho frio.
Vai ter valido a pena.
Vamos comemorar com suas amigas e a Sra. Lola.
Um homem na pens�o? Est� louco?
N�o sou qualquer um, sou seu noivo.
Isso � ainda pior. Vamos contar a todo mundo amanh�.
-Est� feliz? -Muito.
At� amanh�.
At� amanh�.
Alba.
Acho que tenho que parabeniz�-la pelo seu noivado.
E eu tenho que lhe agradecer pelas fotos.
Como as conseguiu?
Beltr�n est� morto.
Fui � casa dele pegar as fotos e o encontrei jogado no ch�o.
A casa foi revistada, mas elas ainda estavam l�.
Aquele desgra�ado n�o vai incomodar voc� de novo.
N�o acredito.
Voc� est� livre. Por isso fui � esta��o.
Imaginei que voc� fosse contar a Carlos.
Eu ia impedir voc�, mas n�o foi necess�rio.
Sinto muito por voc� ter visto algo...
Alba...
Carlos merece ser feliz...
e voc� tamb�m.
E voc�?
N�o tem que se preocupar mais comigo, Lidia.
Mas, para mim, voc� sempre ser� Alba.
Chegou tarde.
� s� 00h30, Marga.
Mais tarde que o normal. Mais tarde do que deveria.
A Sra. Lola n�o iria gostar.
Carlota, n�o sabia que viria.
Estava com o Sr. Carlos? Parece estar no s�timo c�u.
Parece que as coisas est�o come�ando a se acertar.
Ele a pediu em casamento?
Se ainda tinham alguma f� nela, podem parar de ter.
Ela se juntou ao inimigo.
Voc� sabia sobre aquela m�quina?
A que o seu namorado pediu para Miguel construir.
Lidia, somos suas amigas. Por que n�o nos contou?
-Seremos demitidas. -N�o v�o perder seus empregos.
Carlos destruiu o roteador. Acho que ele n�o quer prosseguir com isso.
Acha? Eu n�o.
Porque o est�o reconstruindo
e Miguel disse que estar� pronto em um dia. Vamos.
Garotas...
se quiserem, posso conversar com Carlos e tentar resolver isso.
Me deem uma chance, por favor.
-Boa noite. -Filho, que bom que chegou.
Acabei de falar com a Sra. Alicia para confirmar sua reuni�o.
-Excelente. Obrigado, m�e. -Quem � Alicia?
A secret�ria do Sr. Uribe. Ele acabou de chegar da Col�mbia.
Ele quer investir na empresa e prosseguir com o projeto do seu irm�o.
Isso � champanhe?
Acho que � meio cedo para isso, meu querido.
-Eu pedi Lidia em casamento. -Mesmo?
Parab�ns!
Ela aceitou, n�o foi?
Uma coisa � contar com os ovos antes da galinha, outra � ser um idiota.
Do contr�rio, acha que eu teria comprado champanhe?
M�e, n�o se afobe para me parabenizar.
Tem certeza de que sabe o que est� fazendo?
N�o seja uma estraga-prazeres!
Todas as brigas que tive com meu pai me fizeram acordar e me endireitar.
� isso que estou fazendo. Voc� tinha raz�o. Este � o meu momento.
Sobrou algum champanhe para brindar com um amigo?
J� imaginava.
Elisa me contou.
E ela contou como minha m�e reagiu?
Sim.
Por que ela n�o pode ficar feliz por mim?
Porque sen�o ela n�o seria sua m�e.
Ela sempre tem que pensar no pior.
Ela vai acabar aceitando, como me aceitou.
Se ela tratar Lidia como tratava voc�...
Acho que sua m�e encontrou uma oponente � altura.
A voc�, meu amigo.
A voc� e � sua felicidade.
S� um bom amigo
� capaz de sacrificar a pr�pria felicidade em prol de outro.
Amizade ou amor.
Uma decis�o muito dif�cil.
Lidia, minha querida.
N�o me aguardava, n�o �?
Sra. Carmen, que surpresa.
Vim parabeniz�-la pelo noivado.
Foi uma surpresa para todos.
Meu filho costuma me pedir conselhos quando deve tomar uma decis�o importante.
Obviamente n�o pensou que fosse o caso desta.
Ou talvez n�o tenha precisado dos seus bons conselhos.
Imagino que isso a tenha surpreendido.
Realmente. E sabe que nunca � bom se precipitar.
De qualquer forma, vamos ao que interessa.
N�o vai dar um beijo na sua futura sogra?
N�o vou deixar uma interesseira como voc� usar o nome Cifuentes.
Vou lhe dar a chance de terminar o noivado imediatamente
e evitar muito sofrimento.
Meu filho est� l� em cima resolvendo algo importante de trabalho,
mas vai descer logo, minha cara.
Entraremos em contato nas pr�ximas horas.
Amanh� espero apresentar o roteador � imprensa.
E depois vou tentar adiar minha viagem para poder comparecer.
-Sr. Carlos, obrigado por tudo. -Obrigado.
-Tem um minuto? -S� um? Para voc�, tenho um milh�o.
Vai instalar o roteador aqui?
Vejo que as boas not�cias voam.
Achei que o tivesse destru�do depois da morte do seu pai.
Meu pai confiou a empresa a mim, e agora posso fazer como eu quiser.
Era isso que ele queria?
Todos os funcion�rios dependem de voc� agora. Tem que ser sensato.
Ent�o concorda com Francisco agora?
Est� come�ando a soar muito como ele.
Talvez porque ele esteja certo.
Instalar o roteador agora pode n�o ser a melhor ideia.
-Seu pai... -Ele via as coisas de outro modo.
O roteador � o futuro. Ele ver� que eu n�o me enganei.
N�o �ramos parceiros?
Voc� foi a primeira a me apoiar com o roteador,
e agora que estamos t�o perto, volta atr�s. N�o entendo.
O que est� havendo?
-Por que mudou de opini�o? -N�o tinha pensado nas consequ�ncias.
Ser� o fim das telefonistas, das minhas amigas e de seus empregos.
Elas pensam que sou uma traidora.
Carlos, se voc� as conhecesse, as vidas e os problemas delas...
Elas n�o podem perder seus empregos.
� tudo para elas.
Sei que � pedir muito.
Voc� me ama?
-Lidia... -Voc� me ama?
Fa�a isso por mim.
Esque�a o roteador...
e vamos seguir em frente sem ele.
Eu faria qualquer coisa por voc�.
Deixaria de lado os meus sonhos. Voc� � a coisa mais importante.
Mas n�o posso fazer o que me pede.
Lidia, n�o posso.
O homem que acabou de sair
� o advogado dos novos s�cios da empresa, os Uribes.
Acabei de assinar um acordo para prosseguir com o roteador.
Se eu n�o o fizer, eles v�o assumir a empresa.
Lidia, eu perderia tudo.
Minhas m�os est�o atadas.
Droga!
Isso � verdade? V�o instalar o dispositivo aqui?
A m�quina estar� em opera��o muito em breve.
E quando isso acontecer, voc�s ser�o demitidas.
Vamos torcer para que Lidia fa�a algo.
Falei com Carlos.
-Ele n�o pode fazer nada. -O qu�? N�o.
Ele vai tentar garantir que voc�s n�o percam seus empregos.
Vai encontrar alternativas, empregos em outras cidades...
N�o, n�o posso deixar Madri. E a minha filha?
Pablo e eu passamos por muita coisa. N�o vou embora.
A reloca��o � s� uma solu��o tempor�ria. O roteador vai exterminar nossa profiss�o.
Sinto muito, de verdade.
Carlos tem raz�es importantes para prosseguir com...
Esque�a! Voc� escolheu o seu lado.
Deixou de ser uma telefonista para se tornar uma Cifuentes.
Espero que valha a pena.
-N�o � assim. -Claro que �!
Carlota!
Temos que conversar.
-N�o � uma boa hora. -� importante. Me siga.
N�o encontro minha cigarreira. Procurei em todo lugar.
-Acho que a perdi na casa de Beltr�n. -O qu�?
Posso t�-la deixado cair l�. Foi tudo muito r�pido.
Sei que estava comigo antes de entrar.
Procurei no carro e n�o est� l�.
Calma. Uma cigarreira n�o pode lev�-los a voc�.
Meu nome est� gravado nela.
Droga.
Beltr�n morreu?
Finalmente um pouco de sorte, querida.
Como voc� soube?
Francisco o encontrou na casa dele. Ele recuperou as fotos.
Que bom que essa hist�ria horr�vel acabou. Pode relaxar agora.
Ainda n�o.
Ele acha que deixou a cigarreira l�.
Tem o nome dele nela.
Preciso que use seus contatos para descobrir se a pol�cia a encontrou.
Vou fazer o que puder, princesa.
Obrigada.
Podemos confiar nela?
Se a pol�cia a tiver achado, ela saber�.
Como explicarei que estive l�?
Uma cigarreira n�o prova que voc� o matou.
Tem meu nome nela.
-Vamos inventar um �libi. -Como o qu�?
Calma.
� cedo demais para falar nisso.
Vamos agir como se nada tivesse acontecido.
Olhe para mim!
Para n�s, Beltr�n est� vivo.
Senhores!
A apresenta��o � amanh�! Tudo tem que estar pronto!
N�o vou mais trabalhar no roteador.
Pode me demitir se quiser.
-Que bobagem � essa? -N�o posso continuar.
Parece que, no fim das contas, meus princ�pios v�m antes dos meus sonhos.
-Seus princ�pios ou sua namorada? -Ambos.
Tudo bem, se � o que quer.
As telefonistas sabem de tudo.
N�o v�o ficar de bra�os cruzados.
N�o vou voltar para ser ridicularizada por toda Valladolid,
como quando Genaro largou Remedios. Chamavam ela de "bagana"
-porque foi jogada fora. -Escute aqui.
N�o tem que se preocupar com isso.
Remedios era odiada em Valladolid, mas voc�...
Todos l� amam voc�.
E por isso � constrangedor.
Eu disse a todo mundo que vinha ver voc�.
N�o vou voltar para l� depois de ter sido abandonada.
-Prefiro me jogar no rio. -O rio est� quase seco nesta �poca.
Ent�o vou denunciar voc� � pol�cia.
Pelo qu�? Por deixar voc�? Ningu�m vai para a cadeia por isso.
Vou lhes dizer que voc� � um ladr�o, um assassino.
� isso que vou fazer. Vou dizer que � um assassino.
Como eu poderia ser um assassino? Sabe que eu desmaio quando vejo sangue.
Fa�o qualquer coisa para n�o ser motivo de piada.
Eu juro, Pablo.
Obrigado.
Pablo, qual � o problema?
Que cara � essa? O que foi?
Nada.
Est� tudo de pernas para o ar aqui.
Nossa.
Parece que Marisol gostou de Madri.
Ela n�o quer partir, e agora Marga vai perder o emprego.
Por qu�?
N�o imediatamente...
mas com o plano do Sr. Carlos, � s� uma quest�o de tempo.
Ent�o os boatos s�o verdadeiros?
V�o automatizar o sistema?
Sim, � o que parece.
Estou tentando encontrar um modo de evitar que a pobre Marga perca o emprego,
mas ela n�o ser� a �nica a ser dispensada.
N�o ser�, n�o.
J� volto.
Telefonista, Barcelona 657, por favor.
Espero que tenha boas not�cias.
Francisco pode ficar tranquilo.
A pol�cia n�o encontrou nenhuma cigarreira.
O que foi, querida?
Achei que fosse o que queria ouvir.
� um problema a menos com o qual me preocupar...
mas ainda h� outros.
As garotas v�o perder seus empregos e me culpam
por n�o ter dito nada sobre o roteador.
Se tivesse me ouvido... Eu disse que isso aconteceria.
Voc� poderia roub�-lo, mas partiria o cora��o do riquinho.
Voc� � uma causa perdida, princesa.
Carrega o peso do mundo nos ombros.
� assim quando voc� se importa com as pessoas.
Eu sei, mas voc� n�o � a �nica.
Francisco ama Carlos tamb�m, n�o?
Ele � o diretor da empresa.
Deve ter influ�ncia.
Francisco n�o tem poder agora.
Mas poderia ter.
Voc� encontrou a cigarreira?
N�o. Victoria disse que a pol�cia n�o est� com ela.
-Pode relaxar. -�timo.
Mas tem algo que voc� deveria saber.
No outro dia, ouvi uma conversa entre Carmen e o advogado.
Ele disse a ela que o �ltimo desejo do Sr. Ricardo
era que voc� ficasse � frente da empresa.
Isso n�o pode ser verdade.
Por que ele diria algo assim?
Ele sabia a verdade melhor que ningu�m.
O que houve ent�o?
O Sr. Ricardo sempre o apoiou,
e a Sra. Carmen apoiava Carlos.
Ela e Indalecio poderiam ter mudado o testamento.
Por que est� me dizendo isso agora se n�o disse nada antes?
-N�o importa agora. -Voc� os ouviu.
Sabia que iam dar a Carlos
o que o Sr. Ricardo tinha me deixado e ficou calada. Certo?
Por que estou surpreso? Se o ama, por que pensa em mim?
Sabe que Carlos n�o merecia ficar sem nada.
Concordo com voc�. N�o � isso que me magoa.
Sei que ama a empresa tanto quanto ele...
mas com voc�, ningu�m ser� demitido...
e aquele acordo absurdo com os Uribes ser� inv�lido.
� o melhor para todos.
Trabalhar como costureira para seu primo?
N�o, como modista. Tem muito mais status.
E, sim, o chefe � meu primo Andreu.
Ele � maravilhoso. Vai gostar muito dele.
Somos parentes por parte de pai. O lado de minha m�e � mais...
J� ouviu falar em ovelha negra? Eles s�o um rebanho.
-Mas fica em Barcelona. -Sim.
Quer que eu v� para Barcelona? Se quiser se livrar de mim, � s� dizer!
-Ou talvez voc� n�o me ame! -Marga, n�o, eu vou junto.
Vou junto. Precisa de contador e de costureira.
Serei o chefe da contabilidade.
Para que tudo isso?
N�o entendo.
Bem, olhe, � que...
Marisol n�o quer ir embora. Ela diz que n�o vai deixar Madri.
Falou que a vida ser� imposs�vel no interior,
que � uma mulher abandonada,
e que n�o vai voltar.
Se ela n�o voltar, temos que sair daqui.
-N�o sei costurar, Pablo. -N�o pode ser t�o dif�cil se ela sabe.
Desculpe.
Pensei em pedirmos para ela lhe ensinar.
N�o, Pablo. N�o.
N�o sou costureira. Sou telefonista.
At� fazia isso quando crian�a na central local com minha m�e.
Minha av� ficou feliz quando eu vim para Madri.
Ela pensou que eu fosse conseguir um emprego e me sair bem.
N�o acreditei nela, mas ela estava certa.
Aprendi a me virar sozinha.
Fiz amizades.
Encontrei o amor da minha vida.
Toda a minha felicidade est� aqui.
Desculpe, Pablo, mas n�o vou embora.
Barcelona fica muito longe. Ela deveria ir, n�o n�s.
Marga, n�o vamos embora.
Agora, prepare-se.
Teremos que suport�-la aqui. N�o deixaremos que estrague a nossa vida.
Estou dizendo...
quando ela cisma com alguma coisa, eu fico apavorado.
E ningu�m � mais teimoso que ela.
Olhe, vou lhe dizer uma coisa.
Sei ser muito pior que ela.
Vamos faz�-la ir para bem longe.
Para a outra ponta da Espanha, se precisar.
Tem uma coisa de que gosto muito em voc�.
Sua discri��o.
Voc� nunca trairia os Cifuentes, n�o?
-N�o, claro que n�o. -Como imaginava.
Por isso obedeceu � Sra. Carmen
quando lhe pediu pra ignorar o testamento.
Sr. Francisco...
Se vai dizer algo, que n�o seja uma mentira.
N�o ligo para os seus motivos.
S� me diga quanto custaria ter o original de volta.
Suponhamos que esse seja o caso, e essa � uma grande suposi��o...
por que acharia que eu o guardaria?
Um homem inteligente n�o se livraria de um documento t�o valioso.
Olhe...
dirijo a empresa h� quatro anos...
e o desejo do Sr. Ricardo, como bem sabe,
era de que eu continuasse a faz�-lo.
Vai me ajudar a recuperar o que � meu por direito?
A Sra. Carmen � uma mulher muito determinada...
e n�o se esqueceria de um golpe desses.
Mas � uma mulher...
e apesar dos esfor�os das sufragistas...
este ainda � um mundo de homens.
Em quem voc� aposta?
Quero o p�ster bem mais alto,
onde todos possam v�-lo, e os telefones aos lados.
Francisco, preciso da sua opini�o.
Ainda n�o patenteou o roteador e j� chamou a imprensa.
� nossa inven��o. A patente � s� burocracia.
Mas � necess�ria. Sem ela, isso pode ser perigoso.
N�o pode fazer a demonstra��o
sem os documentos para mostrar que isto � nosso.
-Por que n�o esperamos a patente? -N�o.
O Sr. Jaime tem de dizer aos Uribes o que o roteador faz.
Ele adiou a viagem para vir � apresenta��o.
Carlos...
Escute, n�o estou pedindo para concordar comigo. S� confie em mim.
Quando meu pai morreu, disse que ficaria ao meu lado.
Bem, este � o momento.
� verdade. N�o vamos concordar em tudo, seja no plano profissional ou pessoal.
Na verdade, ultimamente, n�o estamos muito pr�ximos.
Mas quando me parabenizou pelo meu noivado, voc� foi sincero.
Ent�o, eu entendi suas reservas quanto a Lidia
e as suas d�vidas. Voc� � meu irm�o mais velho.
-Sempre cuida de mim. -Quando voc� deixa.
Voc� me conhece. Sou teimoso como uma mula.
Mas sei que preciso de voc� ao meu lado, e nada vai mudar isso.
Nem Lidia, nem o roteador, nem nada.
Mais uma coisa. O p�lpito...
ADVOGADO SR. INDALECIO C�NOVAS
Eu, Ricardo Cifuentes...
Qual � a decis�o certa?
Como saber e n�o pensar que poder� se arrepender?
�s vezes, a melhor op��o � deixar tudo como est�.
O qu�? Tem certeza?
Indalecio ama dinheiro.
Com uma soma importante em jogo, duvido que ele mentiria.
Precisamos de outro plano.
Talvez devamos deixar as coisas seguirem seu curso.
As garotas n�o merecem perder os empregos.
E Carlos merece?
Tentamos todo o poss�vel para consertar as coisas...
mas n�o se pode ter tudo.
� hora de voc� tomar uma decis�o.
Escolhe Carlos ou as telefonistas?
Tem raz�o.
N�o posso come�ar uma nova vida com Carlos mentindo para ele...
roubando dele.
Farei o que puder para garantir que as garotas n�o percam seus empregos.
Agrade�o.
Ent�o n�o vai fazer nada?
Adoraria acreditar em voc�.
Sof�a, minha querida!
Por que a trouxe?
Ela queria ver voc�, e voc� queria v�-la.
N�o procure outras raz�es.
S� estou cumprindo minha parte do trato.
Tenho coisas para fazer. N�o tem pressa. Apare�a quando quiser.
Divirtam-se.
Est� me oferecendo emprego como costureira?
Modista. Tem mais status.
E meu primo Andreu seria seu chefe. Voc� sempre gostou dele.
Sim, ele � melhor que outras pessoas da sua fam�lia.
Marisol, voc� � boa em costura e n�o teria que voltar para casa.
Poderia fazer uma vida em Barcelona. � uma cidade maravilhosa.
Tem a brisa do mar. Sempre gostou disso. Voc� dizia.
-Eu adoro, mas deixa meu cabelo rebelde. -D� volume.
Queria ter cabelo cacheado.
O que est� por tr�s desse ataque de generosidade?
� que eu...
Queria me desculpar por todo o dano que lhe causei
-e queria que todos n�s f�ssemos felizes. -Est� bem. Aceito.
� melhor que ser envergonhada publicamente.
�timo.
Tenho o n�mero do meu primo aqui. Vou d�-lo a voc�.
Espera.
Acho que est�...
Sim.
Ligue para ele.
Espero que isso ajude a amenizar qualquer m�goa.
Pablo... � claro.
Agora que est� tudo resolvido, tenho que ir.
-Me leva at� a porta, Pablo? -Sim.
N�o foi t�o dif�cil, foi?
-N�o, deu tudo certo. -Sim.
Quando quer, Marisol � um anjo.
Ol�! Com licen�a, quero ser telefonista aqui, como voc�,
mas n�o sei onde posso conseguir treinamento.
Pode me dar o endere�o da escola?
Sim? Obrigada.
Sof�a, voc� vai cair. Sof�a, devagar.
N�o adianta.
O que Mario quis em troca de traz�-la?
-Nada. -Nada?
S�rio, ele n�o pediu nada.
Ele est� se esfor�ando para mostrar
que falava s�rio quando disse que tinha boas inten��es.
-Sim. -�ngeles, n�o confie nele.
-Vou voltar para casa. -O qu�?
Qu�?
Como pode voltar para casa?
N�o significa que eu o tenha perdoado...
ou que tenha esquecido tudo. N�o significa...
-Vai fazer isso por ela? -Sim, � claro.
Voc� acha que tudo vai voltar a ser como era antes?
N�o sei, Carlota.
Mas n�o se preocupem. Vai ficar tudo bem.
Desculpe, tinha algo muito urgente para resolver.
-Perdi alguma coisa? -N�o se preocupe. Est�o todas aqui agora.
Garotas, venham comigo. Vamos come�ar.
Posso ajudar voc� a limpar?
N�o se preocupe. Acho que podemos deixar isto aqui.
-O que voc� faz aqui? -Vim para ajudar.
N�o precisamos da sua ajuda.
Entendo por que est�o zangadas, mas precisam me ouvir.
Se n�o estiverem interessadas no que tenho a dizer...
prometo nunca mais incomodar voc�s.
Tenho que confessar algo.
Algo que nenhuma de voc�s sabe sobre mim.
Quando vim para a empresa, n�o foi para ser telefonista.
Vim para roubar.
Para roubar? Por qu�?
Os homens que me amea�avam me faziam roubar para eles.
Eu iria roubar os projetos do roteador em seguida.
Devo muito a voc�s e nunca me perdoaria se as abandonasse.
Se tiver que escolher, est� claro.
Vou roubar os projetos do roteador.
Tarde demais. Ele j� foi constru�do.
Mas n�o foi patenteado.
S� a pessoa que tem a patente pode constru�-lo e instal�-lo.
Se eu roubar os projetos...
Podemos ter certeza de que manteremos nossos empregos.
Mas Carlos nunca perdoar� voc�.
Talvez eu o perca para sempre. N�o sei.
Eu me preocupo com isso depois.
Se houver uma chance de voc�s manterem seus empregos,
farei isso.
Mas precisarei da sua ajuda.
E da de outra pessoa.
Miguel, sabemos que se demitiu.
Sim, mas isso n�o muda as coisas.
O roteador ser� apresentado amanh�. Queremos tentar impedir que ele funcione.
Mas s� podemos fazer isso com a sua ajuda.
Podem contar comigo.
O amor � feito de muitas emo��es.
Quando nos apaixonamos...
podemos descobrir coisas que n�o conhec�amos antes...
e perceber coisas sobre n�s que nos fazem sentir
que estamos presos em corpos que n�o nos pertencem.
�s vezes, o amor das nossas vidas deixa de ser nosso amigo...
e se torna nosso pior inimigo.
E temos que continuar ao lado dele...
para proteger as pessoas que amamos.
Obrigado, amor.
PRIMEIRA LIGA��O DO SISTEMA AUTOM�TICO DE TELEFONIA ROTEADOR 7
Est�o todos prontos, Sr. Francisco.
E os guardas?
No seu escrit�rio, na sala dos maquin�rios e na alimenta��o el�trica.
�timo.
Por que todas as precau��es? Receia que eu fa�a algo?
N�o receio que fa�a, sei que vai fazer.
Desde que o escolheu, sei que n�o posso confiar em voc�.
Duas ta�as de champanhe.
Poderia ter se vestido de outro jeito.
-Esta � quem eu sou. -M�e.
Se n�o me quiser ao seu lado, � s� dizer.
Ignore minha m�e. Voc� est� sempre linda.
Querido, algum problema?
N�o.
Quero que tudo esteja perfeito.
Tenho que lhe dizer uma coisa.
Como comemorar nosso sucesso?
N�o teria conseguido sem voc�.
Qual � o problema? O que �? Por que est� t�o triste?
Estou muito nervosa. S�o s� os nervos.
Vai ser um �xito total. N�o se preocupe.
Vamos. � o grande momento.
Senhor, me solte.
Est�o me ouvindo?
Imposs�vel n�o ouvir neste volume.
Boa tarde.
Boa tarde a todos.
Quando meu pai fundou esta empresa, muitos pensaram que ele fosse louco.
Nada poderia estar mais longe da verdade.
Ricardo Cifuentes foi um pioneiro,
um idealista que sonhava em tornar a Espanha
um pa�s moderno, cosmopolita e avan�ado...
atrav�s do desenvolvimento das telecomunica��es.
Ele n�o estava interessado no passado ou no presente.
Ele vivia para o futuro.
-Boa tarde. -N�o pode entrar.
S� preciso pegar uns documentos.
Sinto muito, n�o pode entrar. S�o ordens.
Leo.
Olhe, n�o � minha ideia. As ordens vieram de cima.
-Sr. Pascual, n�o pode entrar. -Muito bem.
Ei!
Mas nas palavras de Thomas Edison, o maior inventor da nossa �poca...
"As pessoas n�o s�o lembradas pelas vezes em que falharam,
mas por aquelas em que obtiveram sucesso."
-Temos um problema. -O que �?
O Sr. Miguel Pascual quer entrar na sala dos maquin�rios.
Expulse-o!
E as telefonistas abandonaram seus postos.
Senhores, sem mais demora...
Sem mais demora, agora faremos uma liga��o
com o novo comutador autom�tico, Roteador 7,
que permite fazer liga��es sem assist�ncia humana.
Garantem que n�o levou nada?
Sim. Os outros o tiraram daqui.
Os outros?
Sim, os outros guardas. Tivemos que cham�-los porque...
Consigo andar sozinho! Estou saindo!
At� amanh�.
Falaremos com o Sr. Carlos e veremos o que se passa.
Senhores, este � o futuro.
Qual � seu nome, senhorita?
Cristina Salas, do jornal feminino, a Tarde.
Pode ser minha assistente pessoal neste pequeno truque de m�gica?
-Prometo que vou recompens�-la. -� claro.
Al�?
-Est� me ouvindo? -Perfeitamente.
Abracadabra!
Que tal um jantar para agradecer por sua ajuda?
Droga!
Lidia.
Lidia!
Amor ou amizade. �s vezes, me pergunto por que temos que escolher.
Por que devem ser separados
se a amizade � apenas outra forma de amor?
-Onde est�o? -Onde est� o qu�?
Onde est�o os projetos do roteador?
N�o sei. Carlos deve t�-los pegado.
Onde est�o, Alba?
Alba?
Por que ele a chamou de Alba?
Legendas: Melina Leonel Agresta
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