All language subtitles for Las chicas del cable s01e05 720p.NF.WEB.DD5.1.x264.DUAL-COMANDOTORRENTS

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Original subtitles

Est� tarde.

Vou para a cama.

-O que est� fazendo a�? -Eu poderia ficar assim a noite toda.

Porque voc� � o chefe e n�o tem que acordar cedo.

Futuro ou passado.

Todos temos que decidir a alguma altura da vida

em que dire��o queremos olhar.

Se queremos nos agarrar ao passado,

nos prender ao que conhecemos,

ou se queremos deixar tudo para tr�s e encarar o futuro.

O futuro � assustador, �s vezes, porque � desconhecido.

V� embora.

Mas tamb�m � muito mais emocionante

e pode fazer nosso cora��o bater de uma forma que hav�amos esquecido.

"Sempre vou amar voc�. Alba."

Ent�o, o Sr. Carlos, hein? Escondeu isso de todo mundo.

Voc� me assustou. O que est� fazendo aqui?

N�o consegui dormir.

Vim pegar um copo de leite morno e ouvi voc� entrar.

N�o estava olhando pela janela.

Bem, sim, estava... mas s� um pouco.

Vou para a cama.

Lidia, eu entendo. Carlos � muito bonito.

Ele n�o tem o cabelo cacheado do meu Pablo, mas...

Agora ele � o "seu Pablo"? Tem algo para me contar?

Lidia, n�o mude de assunto.

-Boa noite. -Boa noite, garotas.

O que faz aqui? Seu quarto � no outro corredor.

Estranho. N�o sabia que tinha que lhe dar satisfa��es.

Essa garota � como um joanete infeccionado.

Por que n�o me contou?

N�o teve problemas em mentir para mim.

Vai me recriminar por isso?

Normalmente, o ataque � a melhor defesa, mas n�o desta vez.

Eu ter visto foi o de menos! Estavam se beijando!

Achei que divid�ssemos tudo, que f�ssemos diferentes.

-E somos. -Tem certeza? Olhe para n�s!

Carlota...

-Se voc� n�o me ama mais... -Miguel, eu amo voc�.

Ent�o o que � tudo isso?

N�o sei.

Conversamos em outro lugar. Vamos para sua casa.

Seria melhor.

Mas preciso ficar sozinho.

Miguel, por favor. Por favor, espere!

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

-Ent�o voc�s terminaram? -N�o. Bem, n�o tenho certeza.

S� quero que ele entenda e me perdoe.

Pelo qu�? O que aconteceu, Carlota?

-Marga. -O que aconteceu?

Comecei a gostar...

-de outra pessoa. -Voc� n�o ama mais Miguel?

N�o, eu n�o disse isso.

Acho que d� para gostar de duas pessoas ao mesmo tempo.

S�rio? D�?

Esperem...

O que foi?

CAP�TULO 5: O PASSADO

Algu�m entrou aqui e mexeu nas minhas coisas.

Deve ter sido a Sra. Lola durante a limpeza.

N�o, foi ela.

-Mexeu nas minhas coisas! -N�o me interessam as suas coisas.

Que foi? Tem medo de que eu ache algo?

-Tem que tomar muito cuidado. -Que confus�o � essa?

Est� muito tarde, e esta � uma casa decente.

-O que foi? -Fizemos muito barulho?

Desculpe, est�vamos nos divertindo tanto no quarto de Carolina

que n�o vimos a hora. Desculpe.

-Sim, nos divertimos muito. -N�o se preocupe. N�o vai se repetir.

Bom, j� est�vamos indo dormir, n�o?

Que bom que est�o se entendendo, mas fa�am isso num hor�rio aceit�vel.

N�o se esque�am: Deus ajuda quem cedo madruga...

Boa noite.

� s� uma mala. Quem se interessaria por ela?

H� coisas pessoais nela que s� dizem respeito a mim.

-E a quem mais? -N�o � da sua conta.

Ela tem raz�o.

Se n�o confiar em n�s, n�o podemos ajudar.

-Ela tamb�m tem raz�o. -Ele � um homem casado.

Santo Deus, o que est� havendo aqui?

N�o h� mais nada entre n�s,

mas se vier � tona que j� houve, ser� um grande problema.

A mala � prova do meu passado, um passado que n�o quero de volta.

Como sua cidade, ou sua fam�lia. Espero que entendam.

Sim, n�s entendemos.

Mas conhecendo Carolina, ela n�o vai parar.

Se quiser p�r fim a isso, tem que se desfazer dessa mala.

Mesmo que isso doa.

Encontrei os projetos do prot�tipo.

O que h� de errado? Achei que ficaria feliz.

N�o posso roub�-los at� que esteja pronto e em atividade.

N�o valem nada ainda.

Acho que ter� que ser paciente e passar mais tempo com o riquinho.

� s� isso que preocupa voc�?

Tem medo de se envolver demais com ele?

Alba, querida, olhe para mim.

Voc� gosta dele?

-Aconteceu algo entre voc�s? -Victoria, por favor!

O que � isso?

Se estiver come�ando a gostar dele,

� melhor parar com isso agora.

-Sabe o que acontece quando misturamos... -Quer parar?

Carlos n�o tem nada a ver com isso.

Estou preocupada com Beltr�n...

e que minha hist�ria com Francisco venha � tona.

Isso era o mais importante na �poca:

que o meu passado n�o fosse revelado...

e que ningu�m o descobrisse...

porque o passado pode deixar marcas imposs�veis de se apagar.

Marcas que sabemos que estar�o conosco por toda a vida,

sempre que botarmos a cabe�a no travesseiro.

Marcas que �s vezes nos lembram de lugares onde quisemos estar...

e outras que nos lembram de aonde nunca mais queremos voltar,

mas, ao menos, essas podem ser escondidas.

-Ol�, �ngeles. -Ol�.

�ngeles. Bom dia!

Parece que algu�m quer impressionar os chefes.

-Ignore-a. Voc� est� muito bonita. -Obrigada.

Voc� est� com um... Seu blush est� muito pesado.

Eu gosto assim. Obrigada.

-Vamos entrar? -Sim.

Companhia Telef�nica. Administra��o. Como posso ajudar?

Ol�.

Ol�.

Que bobos n�s somos,

no telefone sem dizer nada.

N�o sei o que dizer.

Nem me diga.

Passei a manh� toda...

tentando encontrar um modo...

N�o consigo parar de pensar no que houve ontem � noite.

Ent�o voc� gostou?

Sim. Voc� n�o?

Sim, claro. Estou com um sorriso no rosto.

Queria saber se quer me encontrar depois do trabalho.

-Sim. No arquivo? -N�o, de verdade, fora daqui.

-Perd�o. -Algum problema?

N�o, tudo bem. N�o posso falar agora.

Marisol! O que faz aqui?

Surpresa!

Arranjo coragem para lhe dizer a verdade, e ele desliga.

-Est� tudo bem? -� f�cil descobrir.

Minha tia teve que vir ao hospital na capital,

e eu disse: "Tamb�m vou para ver meu Pabl�n."

-N�o � um pecado visitar o namorado. -N�o! Isso � �timo!

-N�o vai atender? -� trabalho. Pode esperar.

O que foi? Voc� est� estranho.

N�o, estou bem. N�o esperava ver voc� antes do Natal.

Ent�o aqui est� o seu presente, chegou antes.

E, sorte a sua, vou ficar por uns dias.

Ele n�o atende!

O que foi? N�o vai me dar um beijo?

Claro. Por que n�o?

Estou ocupado agora. Podemos nos encontrar hoje � noite.

Posso busc�-la. Onde se hospedou?

N�o vai acreditar. Na mesma pens�o que voc�.

Sim. Escrevi para eles, e t�m um quarto livre.

Que sorte.

Sorte a sua, porque quando minha tia for dormir,

voc� e eu...

Espere l�. Busco voc� e a levo para o Retiro.

-Algum problema, Pabl�n? -N�o, est� tudo bem. � que...

Estou no trabalho, e acho que n�o gostam de visitas pessoais.

Desculpe. Est� bem. At� hoje � noite.

Sim.

Ent�o, Pabl�n... essa � a sua namorada, hein?

-Sim. N�o sabia que ela vinha. -N�o saia correndo.

-Est� com cara de culpado. -N�o fiz nada.

Eu n�o disse nada, mas sua cara diz o contr�rio.

Tome cuidado com o que est� fazendo. Falo por experi�ncia.

�ngeles!

Vou deixar voc� no comando. Tenho um compromisso.

Srta. Rodr�guez de Senillosa. Pode vir comigo?

O que Miguel disse a voc�? Imagino que n�o tenha reagido muito bem.

O que voc� acha?

O que houve? Voc�s terminaram?

N�o importa. Tenho que voltar ao trabalho.

Voc� vai me ignorar, como na outra vez.

� assim que funciona.

Um beijo e um dia inteiro fugindo.

N�o vou fugir desta vez, Sara.

Fico feliz, Carlota...

pois, sinceramente, n�o sei o que est� havendo.

O que houve no outro dia foi um erro, e agora...

Eu causei isso.

Eu sei.

Voc� deve ter raz�o sobre as outras coisas tamb�m.

Voc� viu que havia algo entre n�s.

Mas n�o sei o que est� acontecendo comigo.

-N�o sabe? -N�o.

Nunca tinha me sentido atra�da por uma mulher.

Nunca tinha pensado nisso.

Somos criadas assim...

para nem pensar que temos essa op��o.

Sabe por quantos anos pensei que estivesse doente,

que o que eu sentia fosse um pecado, que fosse contra a natureza?

Muitos anos, Carlota.

N�o vai contra nada.

Algo t�o bonito n�o pode ser ruim, n�o importa o que digam.

Sei que acha que tudo que voc� tem est� amea�ado agora.

E talvez tenha raz�o, mas...

n�o vai colocar sua vida em risco por minha causa.

Ao menos no que se refere a mim.

Ol�! Nas escadas de novo. Que coincid�ncia.

Se quer pensar isso, v� em frente.

-Isso significa que � hora de beijar? -Tome.

Voc� me devia alguma coisa?

S�o minhas economias.

Cem pesetas? Quer dizer que n�o pagamos o bastante?

Quero investir no seu projeto. Considere isso um investimento.

Sei que n�o � muito, mas � preciso come�ar de algum lugar.

N�o ria!

Foi dif�cil conseguir isso, e agora est� nas suas m�os.

Estou doido para beijar voc�.

Isso faria as pessoas falarem, n�o acha?

Teremos que esperar at� a noite.

Ou... podemos ver como...

meu investimento est� se saindo.

Deve estar num lugar reservado.

Est� bem, vamos nos encontrar daqui a pouco na sala dos maquin�rios.

Tenho uma reuni�o agora.

Bem, depende de voc�.

Desculpem o atraso.

Seria estranho se voc� tivesse chegado na hora.

Pai, se quer continuar a discuss�o de ontem, n�o tem problema.

-Carlos... -N�o, tudo bem.

As cartas est�o na mesa. Deixamos tudo claro.

N�o tem por que fingir agora.

N�o, agora temos que resolver os problemas que voc� causou.

Os respons�veis pela liga��o ao rei foram demitidos.

Cuidei disso pessoalmente e lhe mandei uma carta de desculpa.

-�timo. -Voc� acha que est� �timo?

Sempre acho �timo quando meu filho age como homem.

Muito bem.

Mas n�o � o bastante.

O rei est� irritado. E quando ele fica irritado, Villalba tamb�m fica.

E isso nos causa problemas.

Ainda n�o aprovou o aumento de tarifas.

-Acha que vai voltar atr�s? -Por um trote? Seria rid�culo.

Mas � poss�vel.

Felizmente, temos o delegado do governo do nosso lado.

Villalba sempre intercedeu em nosso favor com a Sua Majestade.

Vamos convid�-lo para jantar.

Um empres�rio inteligente...

Faz o esperado enquanto se prepara para o inesperado.

N�o poderia ter dito melhor.

Quero voc�s no jantar.

Vou pedir para Carolina ligar para Villalba.

�timo, vou organizar tudo depois de fazer umas liga��es importantes.

�timo. Obrigado.

Telefonista 48. N�mero, por favor?

Oi, loirinha. Madri 239, por favor.

Sim, um minuto, Carolina.

Sim, Carolina.

Sra. Elisa, sei que me disse para esquecer a telefonista,

mas era ela.

Lidia � Alba.

Encontrei uma carta na mala endere�ada a ela.

Uma mala com uma carta.

O que estava escrito?

Estava escrito, literalmente:

"Sempre vou amar voc�, Alba."

Eu disse.

Lidia � a amante do seu marido.

Sra. Elisa?

Traga-me essa carta.

Sim, � claro. N�o posso agora, mas levo na hora do almo�o.

Algum problema? Parece chateado.

-Mulheres. -Mulheres, a obra-prima de Deus.

� uma pena que elas n�o venham com instru��es, como as m�quinas.

Seria tudo bem mais simples.

Posso entrar?

Relaxe, podemos confiar nela.

Sinto muito, mas n�o entendo o que ela faz aqui.

O que � isso?

Diz para n�o contar a ningu�m, e conta para a nova... N�o importa.

Minha palavra n�o basta?

Se os chefes descobrirem, serei demitido. Voc� � o filho do chefe.

Se isso acontecer, eu tamb�m vou para o olho da rua.

-Investi neste projeto. -Cem pesetas.

Basta para o cobre de que precisamos?

Vou conseguir o resto.

Entendo. Voc� consegue os investidores, e eu sou s� a m�o de obra.

Vou tomar um caf� com conhaque. Ou dois.

-Miguel... -N�o importa. N�o se preocupem comigo.

Ele vai superar isso.

Ele � um libert�rio. Acha que n�o o conhe�o,

mas ele adora desafiar a autoridade.

Falando no que as pessoas adoram...

Tenho certeza de que vai dar tudo certo.

Sua f� � meu maior incentivo.

Bem, e isso tamb�m.

Quer saber?

Acho que sei onde conseguir o cobre.

Onde?

Escute-me.

Aqui.

Est� sugerindo que eu roube da minha pr�pria fam�lia?

N�o. N�o vejo isso como roubo. � mais...

-um adiantamento. -Certo.

Acho que voc� e meu pai t�m ideias diferentes sobre fam�lia.

Al�m disso, depois de ontem...

N�o acho que seja a hora certa de criar ainda mais tens�o.

Ele ainda est� nervoso pela festa?

Acho que ele n�o me tratava com tanto respeito h� uns 15 anos.

Talvez tenha a ver com isso...

enfrent�-lo.

Experimente.

Est� na hora.

S� por curiosidade...

como conseguir�amos o cobre sem que ningu�m descobrisse?

Carlota n�o sabe sobre isso.

N�o vou dizer a ela, se � o que o preocupa.

Sabe o que � essa m�quina?

-Sabe o que estamos construindo? -Sim.

E n�o se importa?

N�o se importa se perder seu emprego, ou se suas amigas perderem o delas?

Poderia lhe perguntar o mesmo, n�o acha?

Trabalho nisso h� anos.

Meus sonhos est�o em risco. O que est� em risco para voc�? O que quer?

Imagino que prefira ser a namorada do magnata das comunica��es

que apenas telefonista.

-Nem todos s�o como Carlota. -Voc� tamb�m n�o �.

Nenhum de n�s tem a integridade ou a pureza dela.

� disso que gostamos nela.

Ent�o acho melhor se ambos guardarmos esse segredo.

Afinal, sou sua s�cia.

Estou do seu lado.

Lidia, querida, o engenheiro n�o vai ser um problema para o seu plano?

N�o. Miguel est� mentindo para Carlota. Ele tem muito a perder.

Voc� tamb�m, princesa.

Quando as garotas descobrirem que podem perder seus empregos

e que voc� sabia disso...

N�o v�o descobrir. As garotas n�o v�o perder nada.

Roubarei o projeto do roteador antes que a companhia o implante.

�timo.

E... o que mais?

Ganhar a confian�a deles.

Vou lhes ajudar a conseguir o cobre.

Roubaram um pouco de cobre em Talavera, e temos que consertar a linha logo.

-N�o podemos esperar a documenta��o... -Venha aqui.

Com licen�a.

Tenho que lhe dizer uma coisa.

� sobre Carolina.

Est� dizendo que ela est� com a carta?

Uma carta para voc�...

Quero dizer, para Alba.

Vai me explicar ou devo lhe dizer minha teoria?

Est� bem.

� verdade.

Meu nome verdadeiro � Alba.

Eu o mudei para poder trabalhar aqui.

Francisco foi meu amor de juventude.

Eu n�o o via h� dez anos. N�o h� nada entre n�s hoje.

Est� bem. Acredito em voc�.

Mas a esposa dele acha que voc� � sua amante,

e Carolina vai lhe levar uma carta para confirmar.

Francisco n�o merece isso.

Eu n�o confiaria tanto assim em Francisco.

Ele tem um lado suspeito.

Os Cifuentes est�o usando a companhia como fonte de informa��o.

Est� insinuando que espionam seus clientes?

N�o estou insinuando. Estou dizendo que fazem isso.

Ele e a fam�lia Cifuentes s�o da mesma laia do meu pai.

Ou pior. Conhe�o o tipo.

N�o, n�o acho que Francisco participe disso.

Bem, ele participa.

Uma pessoa pode mudar muito em dez anos.

Tenho que recuperar essa carta.

Muito bem. Vou deix�-la na mesa dele agora.

N�o vai encontrar nada a�.

Sabia que tinha entrado no meu quarto.

Viu? N�s somos iguais.

Est� falando de ir para cama com homens casados?

N�o sou assim.

Diga isso � Sra. Elisa.

Voc� est� perdida.

E eu n�o tentaria falar com Francisco. Ele n�o est� aqui.

O que aconteceu?

Ela a encontrou e a escondeu.

E agora?

Tenho que encontrar Francisco e lhe dizer o quanto antes.

Onde voc� estava, Lidia? Houve duas avarias.

Cuidando de... um assunto.

Se for se ausentar...

-Voc� est� bem? -Preciso me sentar.

-Quer que eu diga a Sara? -N�o.

Ela est� sangrando.

Quando achamos que nada mais pode nos machucar...

-Chamem um m�dico! -�ngeles!

...novas feridas se abrem, feridas que n�o conhec�amos.

Pois quando uma nova ferida se abre,

as consequ�ncias s�o imprevis�veis.

-Pensei que tivesse voltado para casa. -Sim, mas... Agora n�o.

Qual � a pressa?

-�ngeles precisa de um m�dico. -H� um duas portas abaixo. Vamos.

Por isso, antes de dar um passo � frente,

temos que garantir que estejamos preparados.

De que o passado ficou para tr�s e n�o pode mais nos machucar.

Sr. Mario, sua esposa...

Minha esposa? O que houve?

O que est� havendo?

-�ngeles! -O m�dico disse para esperar.

-Ela � minha esposa. -Mario, acalme-se.

Quer me deixar...

O melhor para sua esposa � que fique aqui.

S� ir� atrapalhar ali dentro.

-Voc� est� bem? -Sim.

-Se quiser um copo d'�gua... -N�o, me deixe falar.

Sou a Telefonista 57, a pessoa com quem tem falado,

e a que disse que eu, a Telefonista 47, tinha ido pra casa.

Se estiver confuso, me avise.

Tudo bem se n�o falar comigo, Sr. Pablo. Desculpe cham�-lo assim.

Em pessoa, fico com vergonha.

Eu entenderia se n�o quisesse falar comigo?

Sim. � claro que eu entenderia, mas me magoaria.

Muito.

-� a carta que lhe mandei. -Sim.

Quando eu contar � minha av�, ela vai me chamar de pateta.

Sempre soube que era voc�.

N�o disse nada porque respeitei sua decis�o e...

bem...

queria lhe dar tempo para descobrir sozinha...

que n�o precisa se esconder mais.

Telefonista 47 ou 57...

para mim, sempre foi voc�.

Como est� a minha esposa?

Receio que ela tenha sofrido um aborto.

Minha esposa n�o estava gr�vida.

Estava gr�vida de tr�s ou quatro meses.

Ela tem outras les�es no ventre e no �tero, devido � queda que sofreu.

Foi isso que causou o aborto.

Podemos entrar para v�-la?

Voc� nos deu um grande susto.

�ngeles...

vi seus hematomas.

Foi Mario, n�o foi?

Por que fica calada? Pare de proteg�-lo.

Estou com medo.

Mas n�o dele. Estou com medo de mim mesma.

Por que diz isso?

N�o fiz o bastante para impedi-lo de me bater...

porque, no fundo, queria perder o beb�.

Nada disso � sua culpa.

Voc� s� podia se proteger.

Claro...

Temos que tir�-la daqui assim que poss�vel

e lev�-la para longe desse animal.

Vou sair. Diga aos Cifuentes que volto em uma hora.

Mario, o que est� fazendo aqui?

�ngeles perdeu o beb� por minha causa.

N�o sabia que ela estava gr�vida.

Juro que n�o sabia.

-Querido, eu lhe disse, lembra? -Ela me disse que n�o estava.

Mas foi um acidente, certo?

Voc� n�o entende!

Matei meu pr�prio filho!

Que tipo de homem mata seu pr�prio filho?

-Calma, por favor. -Quem? Quem faz isso?

-� tudo sua culpa. -Eu n�o fiz nada.

Ande! Saia daqui!

-N�o toque em mim! -Nunca mais quero ver voc�!

Nunca mais!

N�o sei se � uma boa ideia.

N�o pode voltar para ele, �ngeles. N�o depois disso.

Al�m disso, s�o ordens da supervisora. Ela � a chefe.

O que vamos dizer a Mario?

Que ela foi para casa. Voc�s t�m tempo at� ele sair.

Vou chamar ajuda.

Lidia, voc� fica. Tem coisas para resolver.

-Tem certeza? �ngeles n�o est� bem. -Sim, n�o se preocupe.

-Como voc� est�? -Melhor, obrigada.

V�o lev�-la para casa.

-Se precisarem de um dos carros... -N�o, obrigada. Vamos dar um jeito.

Vamos.

Obrigada.

Sr. Francisco, temos que conversar.

Desculpe, estou ocupado.

O que est� fazendo?

Falando com voc�. Temos um problema.

Voc� e eu n�o temos o que conversar.

Voc� me escreveu um bilhete. Tinha uma carta na mala.

Voc� sabe que sim.

O que estava escrito?

Voc� me humilhou e agora quer zombar de mim.

Quer que eu diga que amo voc� para me rejeitar de novo?

-N�o estou humilhando voc�. -Desculpe, n�o acredito em voc�.

Quer saber?

Sim, sou uma mentirosa, mas voc� tamb�m �.

Sabe qual � nossa �nica diferen�a?

Ao menos eu admito.

-N�o sou um mentiroso. -S�rio?

E a sua esposa?

Como conseguiu esse emprego? De maneira legal?

N�o vou deix�-la me insultar.

Carolina pegou a carta.

Ela vai entreg�-la � sua esposa.

Vim aqui por isso. N�o para insultar voc�.

O qu�?

Eu n�o a li.

Ela entrou no meu quarto quando eu sa� e a pegou.

N�o pode ser verdade.

Depois do que houve com �ngeles, n�o tive tempo de lhe dizer.

Nem sei se ela j� lhe entregou.

Aonde vai?

Tentar impedir que Elisa descubra sobre isso.

Acho que tenho a solu��o.

Por quanto tempo vai manter essa atitude?

Ontem, voc� n�o me deixou explicar, e hoje est� me evitando.

Vai terminar assim?

Por causa de um beijo?

Carlota, n�o me importa se beija Sara, ou qualquer outra pessoa. N�o me importa.

Amo voc� do jeito que voc� �. Livre, imprevis�vel.

N�o quero que voc� mude.

Est� bem, ent�o...

qual � o problema?

Sei o que voc� significa para mim.

A quest�o � o que significo para voc�.

Voc� mesma disse que n�o sabe.

Ent�o descubra, para o bem de todos,

e fa�a o favor de me dizer.

Ol�.

O que est� fazendo aqui?

Visitando voc�.

Ainda bem que Francisco n�o est�.

Eu o vi sair.

Quer saber?

Podia lhe contar sobre um sonho que tive em que voc� estava muito bonito,

mas eu teria que lhe contar o final, e acho que voc� ficaria escandalizado.

Bem... experimente.

Por que n�o fazemos isso na vida real?

Hoje � noite. Voc�...

e eu.

Eu nem disse e j� me arrependo. N�o podemos hoje. Tenho um compromisso.

Um jantar com o delegado do governo para nos desculparmos pelo trote.

Voc� se arruma todo para esse homem, mas n�o para mim.

Lidia...

N�o, o delegado � um homem de muita sorte.

Gostaria de jantar com voc� hoje � noite.

Talvez para terminar o que continuamos adiando.

Boa tarde. Telefonista 48. Como posso ajudar?

Transfira-me para Madri 386.

Um minuto. Estou transferindo.

Al�?

Boa tarde. Tem uma liga��o de Madri 182. Vou conect�-lo.

Sou eu. Falei com v�rios generais,

e a maior parte do ex�rcito ficaria do nosso lado.

O primeiro-ministro quebrou sua promessa ao desmembrar os corpos de artilharia,

e eles n�o perdoar�o isso.

O que faremos com o rei?

O rei apoiou o primeiro-ministro e sofrer� as consequ�ncias.

Uma rep�blica n�o pode ser pior que esse desgoverno.

Temos que saber se os conservadores est�o conosco.

� melhor estarem.

O golpe vai acontecer, com ou sem eles.

N�o vamos continuar assim. Avise ao Falc�o.

Cuide de Elisa. Eu lido com Carlos.

Est� bem.

Sr. Francisco! Espere! Tenho novidades.

-Conte-me amanh�. -Por favor...

Isso vai nos causar problemas.

Se o marido dela a encontrar aqui, vai fazer um esc�ndalo.

Sra. Lola, calma. Ningu�m sabe que ela est� aqui.

Al�m disso, a Srta. Kent � advogada e podemos confiar nela.

H� mulheres advogadas?

Claro, ela � a primeira da Espanha.

N�o quero saber de nada disso!

Ch�?

Obrigada. Suponho que Carlota n�o tenha me convidado para isso.

N�o. Queremos saber se h� alguma premissa legal

que ajudaria minha amiga a se divorciar do marido.

Infelizmente, e apesar de toda a nossa luta,

o casamento ainda � pautado pelo artigo 52 do C�digo Civil de 1889.

O que isso quer dizer?

Que h� apenas uma causa para a dissolu��o do casamento:

a morte de um c�njuge.

Ent�o... a menos que ela mate o marido...

-Como? -� uma op��o.

Mas ele bateu nela. Isso n�o muda a premissa legal?

Sinto muito.

Voc�s podem denunci�-lo � pol�cia se tiverem provas.

Do contr�rio, v�o prend�-la por perj�rio.

-Em que tipo de mundo vivemos? -Um que tem que mudar.

-O que vamos fazer? -Tenho que ir para casa.

Ir para casa? N�o pode! Ele n�o pode se livrar dessa!

Voc� ouviu a Srta. Kent.

A alternativa � a pris�o.

Nem todas t�m um homem compreensivo e moderno como o seu, Carlota.

Ou um pretendente atencioso. A vida n�o � sempre justa.

Menos ainda para as mulheres.

N�o posso abandonar minha filha.

Minha secret�ria veio aqui? A Srta. Moreno?

Voc� � um patife! Isso � imperdo�vel!

-Me traiu com uma telefonista! -Est� na frente dos empregados.

N�o me importo com os empregados!

Disse que era passado, que n�o havia nada entre voc�s!

-Por que ela tinha esta carta? -Quem? Pare.

-Senhora. -O que foi?

A Srta. Lidia Aguilar est� aqui.

E tem a ousadia de traz�-la aqui?

-Nunca mais encoste em mim! -O que est� havendo aqui?

Pergunte a ele!

-Ele � um sem-vergonha e um ad�ltero! -Elisa...

E voc�? Como pode aparecer aqui?

Saia da minha casa! N�o tem vergonha?

Controle-se e me diga o que est� havendo.

Ela... � amante de Francisco!

Ela n�o tem nada a ver com Francisco. Ela � minha namorada.

M�e, me deixe apresent�-la a Lidia. Queria que a conhecesse.

Tome, vai lhe fazer bem.

Deve perdoar minha filha. Ela n�o est� bem dos nervos.

N�o justifique as a��es dela. Foi um espet�culo constrangedor.

Temos que garantir que isso n�o se repita.

Imagine se o prefeito estivesse aqui.

Sempre zelando pelo bem da fam�lia.

Quando ia nos dizer que tinha decido se sossegar

e ter um relacionamento formal?

� s�rio desta vez, n�o?

Veremos.

N�o � nada pessoal, � s� o hist�rico dele.

Quanto � minha filha,

ela deve ter parado de tomar sua medica��o. J� fez isso antes.

Sim, mas n�o entendo por que descontou em Lidia.

Voc�s se conhecem?

-N�o. -E conhece meu genro?

Eu o vi na companhia.

Sim. Na companhia. � claro.

Foi tudo culpa de Carolina.

Ela me fez acreditar que Lidia era amante dele. Sinto muito.

-A secret�ria? -A pr�pria.

Este incidente ser� resolvido amanh�.

Espere. A secret�ria? Carolina? Por qu�?

Nunca nos demos bem. Ela acha que quero o emprego dela.

Mas me acusar de algo assim...

Eu lhe pedi para vigiar Francisco porque ele estava estranho.

J� chega. N�o precisa entrar em detalhes, filha.

Conversamos sobre isso depois.

Com licen�a, preciso ir � toalete.

Se conseguimos esconder o passado antes que ele venha � tona,

s� h� uma coisa a fazer:

tentar faz�-lo desaparecer.

Vou ao Lyceum. Tenho coisas para fazer.

Vou para aquele lado. Tamb�m tenho coisas para fazer. Tchau.

Tchau.

-Mande um "oi" para Pablo. -Mandarei.

Mesmo que pensemos que o passado pode sumir como uma nuvem de fuma�a na noite...

n�o � t�o simples.

Ningu�m sabe realmente se aquela fuma�a � o fim do fogo...

ou s� seu come�o.

Prometem nosso direito ao voto h� muito tempo.

E querem saber? Esse direito nunca vir�.

Nunca vir� se n�o nos levantarmos e lutarmos por ele.

Esperamos por isso desde que o sufr�gio nasceu...

N�o entendo como deixou �ngeles voltar para aquele animal.

N�o t�nhamos escolha. A lei est� do lado dele.

Os homens fazem as leis para si mesmos.

Nem todos s�o como Mario.

Miguel � diferente.

Ele deixou isso claro nos dois anos em que estamos juntos.

Eu o amo...

e n�o vou jogar meu relacionamento fora...

por causa de uma atra��o.

Sara...

eu gosto de voc�,

mas n�o o bastante para deix�-lo.

Como seria simples viver cada dia,

sem nos importarmos com o passado, com o presente ou com o futuro,

sendo felizes no momento,

alegrando aqueles ao nosso redor,

e nos esquecendo das nossas origens.

N�o me importo se voc� continuar com ele.

N�o preciso de exclusividade.

E voc�?

Pol�cia!

Bloqueiem as sa�das! Ningu�m sai!

N�o!

-Corra, Carlota! -Sara!

-Com licen�a. Trabalha aqui? -Sim, sou telefonista.

Procuro por meu namorado. O turno dele acabou, mas...

talvez os administradores saiam depois.

Trabalha na Administra��o? Como se chama?

Pablo Santos.

Porque, apesar do que dizem, nem sempre o passado ter� sido melhor.

Se perdoarmos o dano que ele nos causou,

o passado se tornar� o presente

e nos aprisionar� de novo, impedindo que escapemos.

Sinto muito.

Temos que viver o presente e confiar no futuro.

N�o � f�cil, mas quem disse que a vida �?

Como voc� conseguiu convenc�-la?

O importante � que conseguiu, e isso � melhor para todos n�s.

Para todos n�s ou para voc�, Alba?

Eu cometi um erro quando lhe pedi para ficar,

mas agora tudo acabou.

Sua d�vida para comigo est� mais que paga, e hoje � noite voc� vai deixar Carlos.

Vai pegar suas coisas e desaparecer de nossas vidas para sempre.

Ou vou dizer a ele quem voc� � realmente.

Legendas: Melina Leonel Agresta

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