Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
H� vezes em que o tempo parece parar.
Instantes em que voc� se lembra, em apenas um segundo,
de todos os momentos importantes da sua vida.
Para esquecer ou para se lembrar...
Eu achava que poderia me esquecer do passado se pegasse o dinheiro.
Como eu podia ser t�o ing�nua?
N�o d� para se esquecer de quem voc� �
porque sempre surge algu�m para fazer voc� se lembrar.
Se era voc�, por que mentiu para mim? Alba.
Agora voc� entende.
N�o sabia que voc� estava aqui.
� verdade.
Imaginei mil vezes como eu veria voc� de novo.
Atravessando a rua com um marido e dois filhos.
Ou no jornal como a primeira mulher a conquistar alguma coisa.
Imaginei tudo...
menos isso.
-Deixe-me ir, Francisco. -Largue o dinheiro e feche o cofre.
N�o posso fazer isso.
Preciso desse dinheiro. Voc� n�o entende.
Por qu�? Me diga.
Por que voc� quer me roubar?
Se eu n�o tiver esse dinheiro antes das 13h, estarei em apuros.
Francisco?
Est�o brindando l� embaixo com champanhe, e voc� aqui.
Algumas faturas do coquetel tinham que ser pagas adiantadas.
-Vim buscar o dinheiro. -Onde elas estavam?
Sabia que as tinha deixado aqui.
Deveria tomar mais cuidado.
Algu�m mal-intencionado poderia peg�-las.
E voc� tinha raz�o.
Foi m� ideia confiar a liga��o � garota nova.
Pensava que conseguiria.
N�o importa. Deu tudo certo.
Aquela garota, a Lidia, ela p�s um feiti�o em mim.
Meu pai est� sorrindo de orelha a orelha.
"Entramos para a hist�ria, meu filho!"
Preciso de ao menos dois drinques
antes que ele comece a se gabar na frente do rei.
Francisco!
Pedirei � seguran�a para trocar a tranca do escrit�rio e do cofre.
Mas as chaves apareceram.
�, mas temos muitos funcion�rios novos
e n�o sabemos se podemos confiar neles.
N�o me deixe muito tempo sozinho...
com aqueles velhos quadrados.
-J� vai? -Aqui n�o � o meu lugar. Me demito.
-Lidia. -Pode entregar por mim? Tenho de ir.
Se for por causa da liga��o, posso falar com Sara.
-N�o quero que fa�a isso. -Ela pode ajud�-la.
N�o quero que me ajude. Nem voc�, nem �ngeles, nem ningu�m!
Por qu�? Somos amigas.
-N�o tenho amigos, Marga. -Mas pensei que n�s...
Pensou errado!
Conhecer algu�m h� dois dias n�o � ser amiga!
N�o pode ajud�-la nem confiar nela, pois n�o a conhece!
Voc� n�o sabe quem eu sou.
UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
Maldita seja.
O que quer que a gente fa�a?
Quero meu dinheiro. V�o busc�-lo.
E se ela n�o tiver?
Tragam-na para mim.
Srta. Mill�n.
�ngeles, o que houve hoje deixou claro
que est� mais que pronta para ser promovida.
CAP�TULO 2: AS MEM�RIAS
Preciso que supervisione as garotas, por favor, pense bem antes de decidir.
-Sara. -Sr. Francisco.
Procuro pela Srta. Aguilar. Quero falar com ela.
Ela foi embora.
Ela pegou suas coisas e foi embora h� alguns minutos.
Ela me pediu para entregar sua carta de demiss�o.
Obrigado.
Venha aqui, olhos azuis.
-Mario, n�o dever�amos fazer isso. -O que foi?
Sou apenas um homem que comemora ter finalmente um trabalho decente
com uma mulher nos seus bra�os que o deixa louco.
Voc� quer dizer "amante".
Disse que vou deix�-la. � uma quest�o de tempo.
N�o �amos fazer isso no escrit�rio at� sua mulher sair.
O que importa?
Como pode ter tanta certeza de que ela vai sair?
Porque sou o marido dela...
e mandei que ela o fizesse.
Bem, Sara lhe ofereceu uma promo��o...
e pelo que eu soube,
as condi��es s�o muito melhores do que as que ela tinha at� agora.
Ela n�o me disse nada.
Nada pode justificar o modo como Lidia tratou voc�.
Todas temos problemas.
Voc� sente falta da sua cidade, eu fui expulsa de casa...
Marga!
� o rapaz que recuperou minha bolsa.
-Ele? -Ele trabalha aqui.
� da Administra��o. Acho que se chama Pablo.
N�o acredito. Pablo da Administra��o?
� um dos meus assinantes. Conecto as liga��es dele.
Olhe para ele.
Bonito, n�o? Quero dizer, ele � uma gra�a.
No susto de ontem, eu nem notei.
Ele � um p�o, n�o?
Um p�o...
Est� longe demais para eu poder dizer.
-Apresente-se, a� pode me dizer. -N�o... Voc� est� louca?
Depois da gafe que cometi, n�o.
Eu fugi, Carlota, como se ele fosse o ladr�o.
-Ande logo, Marga. -N�o.
-Cuidado. -Desculpe.
Desculpe, senhorita, n�o a tinha visto.
�s vezes, sou uma estabanada.
Um jeito estranho de finalmente conhecer Mario.
Mario?
Meu marido.
N�o tive a chance de lhes apresentar, mas estas s�o Carlota e Marga.
Muito prazer.
-Vamos? -Claro.
-At� logo. -At� logo.
Vamos, querida?
Tenho que pegar Sofia na casa da Sra. Maria.
N�o precisa. Falei com ela.
Sofia vai passar a noite na casa dela.
Por qu�?
Voc� tem que jantar e dan�ar com seu marido.
N�o vejo a hora de ver voc� aproveitar a vida
que vou lhe dar quando parar de trabalhar.
-Ande, me diga. -Dizer o qu�?
Sua cabe�a est� em outro lugar.
N�o, Carlota, estou bem. Estou...
-Marga, voc� � transparente. -Carlota...
Voc� est� assim desde o trabalho.
-N�o, estou bem. -Diga o que �.
Eu sou uma peste quando quero saber algo, ent�o me diga!
Est� tudo bem, s�rio. Vamos esquecer isso.
-Tem certeza? -Tenho.
Carlota, voc� tem visita.
O que faz aqui, m�e?
Expuls�-la de casa n�o adiantou.
Ela n�o repensou e continua firme.
Ainda � cedo. Talvez, em alguns dias, n�s possamos...
E o que as pessoas v�o pensar?
Que n�o consigo endireitar minha pr�pria filha?
Tentamos do seu jeito. Agora � a minha vez.
Emilio, por favor, n�o fa�a nada de que nos arrependamos depois.
Sei o que tenho que fazer.
Vossa Majestade, n�o podemos descansar
se quisermos que nossas empresas continuem progredindo.
� um plano ambicioso, considerando que o mundo n�o � infinito.
Sabe como �. "Para um bom neg�cio, � preciso estar sempre � frente."
Trata-se de ver o futuro.
E aqui temos um grande especialista.
Francisco, finalmente.
Vossa Majestade, desculpe o atraso.
Tr�s anos atr�s, achei que ele fosse louco
por propor um arranha-c�u na capital, e olhe agora.
Na verdade, foi ideia de Carlos.
Mas n�o teria se tornado realidade sem o seu trabalho.
Ele contratou o arquiteto e supervisionou pessoalmente a obra.
Tr�s anos de imenso trabalho.
Majestade...
Deixe-o se pavonear um pouco.
N�o precisa dos seus elogios. Voc� tem suas a��es.
Voc� est� bem?
Estou bem, de verdade.
N�o deixe que o que ele disse afete voc�. N�o lhe d� essa satisfa��o.
Obrigado.
Anime-se.
Voc� tem muitas raz�es para estar feliz.
E acho que podemos encontrar outra, porque estive pensando...
sem parar,
e n�o sei por que n�o poder�amos ter um filho.
Consegue imaginar um Francisquinho correndo e rindo pela casa?
Quanto mais penso nisso, mais fico empolgada.
O que foi?
N�o est� empolgado?
Claro que estou. N�o � isso.
Ent�o o que �?
Francisco, eu quero ser m�e.
-Eu quero ser m�e. -Elisa, voc� quer ser m�e?
Voc� pensou se � um bom momento para n�s?
Para a empresa?
A empresa?
A empresa?
E quanto � fam�lia?
Passo o tempo todo pensando no nome Cifuentes.
N�o me diga o que devo ou n�o fazer.
Uma mo�a est� perguntando pelo senhor na entrada.
Pe�a-lhe que espere um minuto.
Desculpe incomod�-lo. Tenho o que pediu.
Entre.
Sara, assim que chegar amanh�, venha ao meu escrit�rio.
H� uma lista de assinantes que quero que voc� escute.
Francisco, preciso de ajuda.
Com a inaugura��o do pr�dio, n�o tenho tempo para nada.
Pe�a a uma telefonista para realizar a tarefa.
Certo.
Sara!
Algu�m que voc� possa controlar.
Sr. Benjam�n, fico feliz que tenha vindo.
Quem recusa um convite assim?
� um daqueles acontecimentos que voc� conta aos seus netos.
Por isso t�nhamos que convidar o delegado do governo.
Mas n�o sabia se poderia vir. Est� sempre muito ocupado.
-As �ltimas semanas foram dif�ceis. -Imagino.
Ningu�m disse que ter uma vida dupla era f�cil.
Perd�o?
N�o se finja surpreso.
Pode enganar sua mulher, mas n�o banque o inocente comigo.
N�o estou tendo um bom dia.
As transcri��es das suas conversas com a irm� da sua esposa,
tudo das �ltimas semanas.
O que voc� quer?
Autoriza��o do governo... ou seja, sua autoriza��o...
para aumentar as taxas dos servi�os.
Voc� pode convencer qualquer um.
Acho que posso ajud�-lo.
O Sr. Ricardo vai gostar disso.
Mas a empresa tamb�m precisa fazer um favor a mim e ao regime.
Sabemos que uma fac��o do ex�rcito est� infeliz com as ordens do governo.
O rei teme um golpe de estado.
Ele quer os nomes dos rebeldes e a data do golpe.
Conte com nossa colabora��o e nosso servi�o.
Nada, nenhum rastro do dinheiro.
Beltr�n disse que deveria estar aqui.
Continue procurando.
Vamos encontr�-la!
Entre.
Tome, coloque isto.
Ande. Quer pegar pneumonia?
Ande.
Por que prenderam voc�?
Foi um engano. N�o sou uma ladra.
Nesta cidade, basta parecer uma para terminar aqui.
A senhora n�o parece uma ladra, e est� nesta cela tamb�m.
Sim, mas tem uma diferen�a.
Sabe quanto tempo vai levar para eu sair?
Uma hora. Duas, no m�ximo.
Mas voc�... H� quanto tempo est� aqui?
Meu namorado vai me achar e me tirar daqui...
Claro.
Um conselho. Nunca espere que um homem a ajude.
Ele j� deve estar com outra.
Vamos. Sua fian�a foi paga.
Victoria me ensinou a esquecer.
E a n�o me ligar a nada que eu n�o pudesse deixar para tr�s.
Pessoas que acreditam ser nossas amigas
s�o s� pessoas que podemos usar quando precisamos...
antes de abandon�-las.
Era o que Victoria dizia.
O que est� fazendo aqui?
Queria me desculpar. Esta manh� eu agi como uma idiota.
Eu estava mal e descontei em voc�. N�o era sua culpa.
Sinto muito.
Tudo bem.
� normal ficar nervosa. Por causa da liga��o, quero dizer.
Ent�o n�o se preocupe.
Obrigada.
N�o vou incomodar voc�. Vejo que est� ocupada.
Adeus, Marga.
Lidia, espere!
Bem-vinda � pens�o, Lidia.
Felizmente, Lola est� na igreja.
Ela saiu 50 minutos atr�s. � uma caminhada de dez minutos...
Carlota disse que era tempo suficiente para...
Como se chama? Uma soir�e.
Significa "festa" em franc�s.
Sinto muito. Voc� tem uma namorada republicana e sufragista.
Quem disse "namorada"?
N�o, eu sou livre. E se voc� for contra o voto feminino...
Se as mulheres votarem, ser� pior. A maioria � dona de casa ou religiosa,
ent�o votaria em quem o marido ou a igreja dissesse.
O problema real � serem dependentes...
Parece uma reuni�o de sindicato.
Sim.
-� assim que se come�a uma revolu��o! -Finalmente chegou!
E uma convidada de �ltima hora.
O que faz aqui?
Voc� deixou claro o que achava de n�s esta manh�.
Carlota, ela pediu desculpas.
Sim... Eu descontei em voc�s e n�o era sua culpa, sinto muito.
Tudo bem. Pegue uma bebida para voc�. O que voc� trouxe?
Licor de anis. Voc� trouxe mesmo isso?
� o que se faz na minha cidade.
-J� bebeu licor de anis? -Nunca.
Dizem que ajuda a esquecer.
Voc� est� bem?
Abri a porta, e vi o marido de �ngeles...
e a secret�ria de Francisco, Carolina...
fazendo...
Voc� sabe o qu�.
Agora n�o tenho certeza. Conto a ela ou n�o?
Se fosse comigo, eu gostaria de saber.
Mas �ngeles � m�e. � casada e tem uma filha.
-O que voc� faria? -Voc� e eu somos diferentes.
Mas se voc� os tivesse visto e fosse encontrar �ngeles no outro dia...
voc� contaria a ela?
Nunca gostei de intromiss�o na minha vida,
ent�o n�o me intrometo na vida dos outros. Voc� evita muitos problemas.
E n�o se magoa.
Claro, voc� tem raz�o.
Licor de anis, espero que voc� funcione.
Al�m disso, �ngeles � inteligente.
Ela deve saber como � o marido.
Mario, eu n�o disse a voc�...
Sara me ofereceu uma promo��o. Por isso n�o pude me demitir.
N�o disse a voc� porque n�o sabia como iria reagir.
E temos discutido tanto que tive medo de que voc� n�o entendesse.
Por que est� me dizendo agora?
Porque agora eu sei o que quero, Mario, agora eu sei.
Ou�o voc� e vejo que noite maravilhosa estamos tendo,
e sei o que quero.
Sei que quero ficar com voc�.
E acho que...
a melhor coisa ser� parar de trabalhar.
Eu amo voc�.
Quero dizer a todos os homens que eles s�o porcos.
Eles s�o porcos e n�o se importam com o que pensamos.
-O que voc� acha? -Sente-se.
Voc� exagerou no licor.
Estou b�bada? O que isso tem a ver?
-Voc�s concordam comigo? -Sim.
Sei que alguns deles tentam fazer a coisa certa. Quem sabe?
Tem raz�o.
-Como Pablo. -Quem � Pablo?
-Meu her�i. -Pare de beber.
Ele impediu que eu fosse roubada. Ele � uma gra�a e tem cabelo cacheado.
Eu adoro cabelo cacheado, mas sou uma covarde.
Eu nem lhe agradeci. Ele recuperou minha bolsa...
Acredita nisso? Eu n�o.
Mas vou consertar isso agora.
Vou escrever uma carta lhe agradecendo por ter me salvado.
Marga!
O apocalipse chegou!
-� a Sra. Lola! -Fa�a-me um favor.
Deixe isto na caixa de correio da empresa, por favor.
-Est� bem. -Promete?
Prometo.
A festa acabou. Saiam pela porta da cozinha.
Curto, mas vai bastar at� amanh�.
Vamos, r�pido.
Aonde vai correndo, Virgem Maria?
Agora est� com pressa de ir dormir?
N�o pode estar com sono depois de tornar esta casa um antro de perdi��o.
Homens na pens�o! Voc� n�o tem vergonha na cara?
Sua av� vai ficar chocada
quando descobrir que a neta � uma vadia!
Vadia � a senhora!
Eu tenho 21 anos, Sra. Lola...
e trabalho para pagar por esse quarto.
Ligue para a minha av�, mas n�o sou uma garotinha.
N�o preciso de permiss�o para o que fa�o com a minha vida.
Sra. Lola?
Nossa, eu a chamei de vadia.
S�rio, eu n�o sou assim. Foi o licor.
Tem certeza? Dizem que crian�as e b�bados dizem a verdade.
N�o me diga que n�o se divertiu, nem mesmo um pouco.
N�o vamos ser expulsas?
N�o, c�o que ladra n�o morde.
Relaxe. Quando ela for dormir, voc� vai para casa.
Garotas... posso ficar aqui com voc�s?
S� por uns dias,
at� as coisas se acalmarem e eu encontrar uma solu��o.
Aconteceu algo a voc�?
Desculpem-me.
N�o quero incomod�-las com meus problemas.
Voc�s j� t�m o bastante.
N�o se preocupe.
Se voc� desabafar, vai ficar melhor.
Sente-se.
Por que n�o pode ir para casa?
Esta � a minha m�e.
Bem, era.
Ela adoeceu recentemente.
Os m�dicos disseram que n�o podiam fazer nada por ela
e que o melhor era aproveitar...
o pouco tempo que lhe restava.
Ent�o eu decidi lev�-la para a Argentina comigo,
algo que sempre quisemos fazer juntas.
Estava disposta a tudo, at� mesmo a pedir dinheiro emprestado a gente ruim.
Mas a doen�a dela foi mais r�pida...
e a levou antes que eu pudesse tir�-la daqui.
S� me restaram d�vidas enormes...
e bandidos me perseguindo por dinheiro que eu n�o tenho.
-Quanto voc� deve a eles? -Muito, Marga.
E querem o dinheiro agora.
Eles s�o perigosos e tenho medo de que me encontrem.
Est� bem... Tem que ter uma solu��o, algo que possamos fazer.
Acho que h� um modo de me livrar deles.
Bem...
de nos livrarmos deles, porque...
N�o posso fazer isso sem umas duas...
Umas duas amigas.
Sim.
Duas amigas.
Uma s�rie de hist�rias tristes...
Nunca falha.
E se voc� incluir umas l�grimas,
pode at� fazer com que arrisquem o que mais veneram.
�ngeles!
�ngeles!
Ol�.
Lidia, achei que n�o fosse voltar para a empresa.
N�o voltei, mas preciso de um favor.
Mas voc� pode p�r seu emprego em jogo.
O de todas n�s, mas � por uma boa causa. Uns caras querem...
Posso explicar.
N�o, n�o t�m que explicar nada.
O que tenho que fazer?
Tem certeza de que consegue fazer uma liga��o parecer vir da Fran�a?
Trabalho aqui h� anos.
Marga, avise se Sara se aproximar.
Sim, aviso.
Ande, entre.
Sr. Pascual!
Entre.
Sabe o n�mero do assinante?
San Blas 415.
415 San Blas.
Carlota, preciso falar com voc�. Pode vir aqui?
Agora n�o. A gente se v� depois.
Ei!
-Onde arranjou todo esse dinheiro? -Com o seu pai.
Quis me subornar pra deixar voc�.
Ele acha que fui eu que a convenci a se emancipar.
Sinto muito.
-Pois n�o. -Monsieur, tem uma liga��o de Paris.
Gostaria de receb�-la?
Sim, � claro.
Bonjour, Beltr�n.
Sua vagabunda.
Diga aos seus capangas que me deixem em paz ou que peguem os passaportes...
para cruzarem os Pirineus.
Juro que n�o vou parar at� encontrar voc�.
O que est�o aprontando?
Falem. O que est�o fazendo?
Fran�a, hein?
N�o sei como conseguiu, mas vou achar voc�
e pegar meu dinheiro. Est� me ouvindo?
Quero meu dinheiro, ou vou denunci�-la e garantir que seja executada...
Quero uma explica��o.
Voc� tamb�m?
Todas voc�s sabem como � grave deixar algu�m de fora da empresa
usar a central.
Ter�o que se explicar para o diretor,
e ele decidir� se v�o seguir os passos da Srta. Aguilar
e ir para o olho da rua.
-N�o, elas... -J� chega!
Todas voc�s, venham comigo.
Vamos.
Sr. Francisco, desculpe por ligar para a sua casa.
Parece que n�o bastou para a Srta. Aguilar arruinar a liga��o do rei.
Ela acha que a central � a sala da casa dela
e entrou l� com suas colegas.
� tudo minha culpa. Elas n�o t�m nada a ver.
Explique isso para mim no meu escrit�rio.
As demais podem esperar a�.
As garotas n�o estavam envolvidas. N�o � justo perderem o emprego.
Achei que n�o fosse mais v�-la.
� que eu n�o tinha escolha.
O que voc� fez?
Precisava da central e das garotas.
Para qu�?
Para fazer algu�m pensar que eu estava fora do pa�s.
-Quem � esse algu�m? -Por que isso importa?
Quero saber se est� em perigo, Alba.
Eu devo dinheiro...
e se n�o o pagar, irei para a cadeia ou pior.
Por isso abri o cofre.
N�o sou a garota que voc� conheceu.
Foi isso que me tornei.
Quando pagar essas pessoas...
pode come�ar uma nova vida? Talvez aqui?
N�o dependo de ningu�m h� dez anos, e esta n�o vai ser a exce��o.
N�o disse que lhe daria o dinheiro. Seria um empr�stimo.
Poderia pagar sua d�vida e voltar ao trabalho amanh�.
Sinto muito.
Vou encontrar uma solu��o, como sempre encontrei.
Se n�o ficar, as garotas v�o perder seus empregos.
Elas pagar�o.
Alba...
Tamb�m n�o sou o garoto que voc� conheceu.
Quer me testar?
Voc� n�o ousaria.
Eu faria qualquer coisa para ter voc� por perto.
A Srta. Aguilar se explicou, est� tudo claro agora.
N�o deixem acontecer de novo. Certo?
De volta aos seus postos.
-E Sara... -Sim, Sr. Francisco.
A Srta. Aguilar vai voltar para a empresa.
Mas ficar� em Incidentes.
� puni��o o bastante para uma garota nova.
Srta. Aguilar!
Sara, quero falar com voc� a s�s.
Primeiro, Carlos, agora Francisco.
Cabe�as rolaram por menos aqui, mas ainda est� de p�.
N�o sei o que faz naquele escrit�rio para se safar,
mas posso imaginar.
Tome muito cuidado.
Acho que est� ficando sem chefes para enganar.
Tome cuidado voc�.
A partir de agora, voc� fica no seu lado e eu, no meu.
N�o iria me querer como inimiga.
Eu n�o iria.
Um golpe de estado!
� o que o delegado do governo teme.
Aqui est� uma lista dos n�meros dos quart�is suspeitos.
Qualquer detalhe pode nos ajudar.
Quem est� por tr�s disso, para quando est� planejado...
Est� bem.
E, Sara, discri��o completa, como sempre.
Srta. Aguilar, recebeu uma correspond�ncia da Dire��o.
Obrigada.
Estou louca para saber o que Lidia disse a Francisco para nos salvar.
Estou com dor de cabe�a, meu est�mago d�i...
-E voc� se divertiu muito! -Gostaria de me lembrar.
N�o acredito.
Acabei de me lembrar. Escrevi uma carta para Pablo.
Que Pablo? Seu Pablo?
Ele n�o � meu Pablo. Bem, �, sim. Dei a algu�m...
-O que tem nela? -N�o me lembro.
Marga!
O bilhete, onde est�?
Coloquei na caixa de correio de manh�.
Est�o entregando a correspond�ncia agora. Pe�a a Diego.
Ricardo, pode ligar!
Diego, algo para mim?
Obrigado.
O que aconteceu? Ele leu o bilhete?
Sim.
Bom, ao menos acho que ele n�o me viu.
� Pablo. Carlota, � Pablo.
Ent�o atenda e resolva isso.
N�o, Carlota.
N�o, por favor. Carlota, n�o.
Telefonista 47. Como posso ajudar?
Sim, al�. 47?
� Marga?
N�o, n�o sou Marga.
Mas acabou de dizer que era a Telefonista 47.
Disse? Eu me confundi. Sou a Telefonista 57. Cinco-sete.
Eu sou Pablo, da Administra��o. Gostaria de falar com a Telefonista 47.
Sinto muito, telefonistas e assinantes n�o podem...
Eu sei, mas � importante.
N�o se preocupe, tudo bem.
Vou descer e falar com ela pessoalmente.
N�o. N�o tem necessidade.
O que queria dizer a ela?
Com todo o respeito, n�o � da sua conta.
N�o, claro que n�o.
A Telefonista 47 n�o est� aqui.
Certo. E quando posso falar com ela?
Nunca.
Quero dizer, ela n�o trabalha mais aqui.
Foi para casa porque n�o suportou a vida na cidade.
Bem... Ent�o tudo bem.
Muito obrigado.
Desculpe incomodar. E voc� �...
Sou a Telefonista 57... 47... 57. N�o se esque�a.
Foi um prazer, Srta. 57.
Igualmente, Sr. Pablo.
Tenha um bom dia.
Telefonista 57?
Voc� mentiu para ele.
Voc� se meteu em uma confus�o enorme!
Incidentes, Assist�ncia T�cnica e Aux�lio ao Assinante. Boa tarde.
Aguilar! N�o sabia que voc� estava em Incidentes.
Se meu chefe n�o tivesse tido a grande ideia
de p�r uma novata para fazer a liga��o do rei...
Tem raz�o, aquele chefe deveria se desculpar
e lev�-la para jantar esta noite.
Ligou para o n�mero de Incidentes,
n�o para o de flertar com as funcion�rias.
Exatamente. Para onde mais eu ligaria?
Eu tive um incidente... com a minha linha.
-Esta � a sua linha. -Minha outra linha.
Tome nota, senhorita. Urgente. N�o, muito urgente.
Certo. Quando isso come�ou?
Uns 30 segundos atr�s.
Pode descrever o que houve?
Eu fiz uma reserva para dois no restaurante mais exclusivo de Madri,
e minha acompanhante acabou de cancelar,
ent�o, tecnicamente, preciso da sua assist�ncia, Srta. Aguilar.
Sinto muito, este departamento n�o lida com essas reclama��es.
Ter� que ligar para outro.
Muitas garotas da central telef�nica estariam dispostas a ajudar.
J� liguei para a central muitas vezes,
mas, c� entre n�s, n�o fiquei satisfeito.
J� lhe ocorreu que talvez elas n�o tenham ficado satisfeitas com voc�?
Talvez.
S� tem um modo de descobrir.
Venha jantar comigo.
Tenha uma boa noite, Sr. Carlos.
�timo. �s 20h30, mandarei um carro para busc�-la.
At� o jantar.
� Laura Garc�a?
Estou ligando em nome da Companhia Telef�nica.
Procuramos uma substituta para uma telefonista.
Pode vir amanh� para uma entrevista?
Obrigada.
�ngeles, voc� est� bem?
-Para quem procura uma substituta? -Para mim.
Vou deixar a empresa, garotas.
Mas por qu�?
Porque...
Mario e eu decidimos h� muito tempo que isto seria algo tempor�rio e...
Mario acha que � o melhor para a fam�lia, e eu tamb�m.
Mas gosto muito do meu trabalho.
Ent�o n�o o deixe. N�o tem que fazer tudo o que Mario diz.
Carlota, voc� n�o entende.
Minha fam�lia � muito importante.
Minha fam�lia vem em primeiro lugar.
Mario est� traindo voc� com uma funcion�ria.
Por isso quer que voc� se demita.
�ngeles, espere!
Espere!
�ngeles, espere!
Voc� n�o me conhece. N�o conhece Mario.
Mario est� mentindo.
-Est� mentindo, e voc� tem que saber. -Mentira.
-Ele est� mentindo. -Mentira.
Tentei ajudar voc� e agora quer arruinar meu casamento.
N�o me admiro por n�o ter amigas, Lidia.
-Por que disse a ela? -Ela tem que abrir os olhos!
N�o pode mudar a vida por raz�es erradas!
Porque muitas mulheres...
se submetem aos seus maridos, ela n�o pode ser igual a elas.
Voc� disse que n�o gostava de se intrometer na vida dos outros.
Era isso que eu pensava.
Aprendi a cuidar de mim mesma,
a n�o fazer amigos, a n�o me sentir vulner�vel,
a me esquecer de todos.
Nunca tinha sido uma boa aluna.
Espero que este n�o seja mais um dos seus truques.
Como conseguiu isso?
N�o � da sua conta.
Cumpri minha parte do trato. Espero que pretenda cumprir a sua.
Entregou?
Sim.
Fico feliz. Agora entre no carro.
N�o quero.
Por favor, entre. Quero mostrar algo a voc�.
Depois juro que a deixo em paz.
Ningu�m disse que esquecer de tudo seria f�cil.
Acho que este dinheiro � seu.
Pague algu�m para ser a filha submissa perfeita,
porque n�o sou mais sua filha!
�s vezes, sua vida a persegue e voc� n�o consegue escapar dela.
Aquela era Carlota, n�o?
V� como � importante demiti-la?
Talvez esse seja o problema,
tentar esquecer.
CONFER�NCIA DE VICTORIA KENT NO LYCEUM, MADRI
Carlota?
Que coincid�ncia!
Este � o �ltimo lugar onde esperaria v�-la.
Sara, senhora, n�o sabia que se interessava...
N�o seja t�o formal. N�o estamos no trabalho.
Pode se sentar ao meu lado se quiser.
Com licen�a.
-�ngeles Vidal? -Sim, sou eu.
Disseram que vai selecionar a substituta para a telefonista.
Ligou para todas, menos para mim, n�o sei por qu�.
Se me der seu nome, posso checar a lista amanh�.
Lidia Aguilar.
Imagino que se lembre deste lugar.
Francisco, isso n�o faz sentido.
N�o consigo parar de pensar na ironia disso tudo.
Se tivesse um telefone, teria ligado para voc�.
N�o vale a pena falar sobre coisas que n�o podemos mudar.
Vale, se for sobre o que vai acontecer de agora em diante.
Quer que eu lhe diga o que vai acontecer?
Vamos relembrar o passado e dizer adeus.
Voc� vai voltar para sua mans�o e para sua linda esposa. E eu vou...
Fui a 340 pens�es tentando encontrar voc�
depois de dormir aqui por uma semana, esperando que voc� voltasse.
Porque a �nica verdade � que somos as nossas mem�rias,
e cada uma delas, bem ou mal,
nos torna a pessoa que somos.
Eu...
acordei.
E tinha esquecido o que eu podia sentir at� ver voc� de novo.
Eu n�o sou Alba h� muitos anos.
Perdi voc� uma vez aqui.
N�o vai acontecer de novo.
N�o importa o que voc� fa�a,
o quanto voc� tenha mudado, sua vida, sua apar�ncia, seu nome,
as mem�rias sempre permanecer�o com voc�.
E voc� jamais se esquecer� das mais importantes.
Legendas: Melina Leonel Agresta
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.