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Venham daí!
Venham daí e vejam a nossa coleção de freaks e curiosidades.
As gémeas Lee, ligadas desde nascença numa partida cruel de Deus.
Cuidado.
O Rapaz com Cara de Cão.
É mais cão do que rapaz.
O Homem-Esqueleto.
Está mais morto do que vivo.
Slorak, o Homem-Macaco.
É mais macaco do que homem.
Venham. Eles estão todos aqui.
Entra
num monstruoso mundo de horrores para lá
das tuas fantasias mais sinistras.
Entra.
Isso mesmo.
Entrem.
Entrem.
Avança.
Olá, rapaz.
Aproxima-te.
Não tenhas medo.
Aproxima-te.
Vá lá. Aproxima-te.
Sim, isso mesmo.
Agora vê-lo!
Aqui estás tu.
Pelo amor de Deus.
Não sejas mariquinhas, Francis.
O teu pai ganhou uma coisa para ti.
Vá lá.
Venham daí.
Obrigado.
Vá lá.
Caramba.
Fiquei teso na feira.
Vai comprar água.
Uma, por favor.
Vá lá. Despacha-te.
São cinco cêntimos.
Só tenho isso.
Isso é uma fisga?
Onde está o raio da fisga?
Espera! Francis!
Não! Volta aqui! Espera!
Francis! Volta aqui!
O que queres?
Deixa-me em paz.
Olá.
Foge! Vá lá!
Rápido!
Está a aproximar-se.
Não olhes para trás.
Olhem só para este impasse.
Sra. Bainbridge.
É um prazer vê-la novamente.
Aumentei a dose de cloropromazina da Lilly,
mas se ela tiver outra crise,
poderemos ter de falar num plano de tratamento mais restritivo.
-Onde está ela agora? -No verão passado, a Lilly fez amizade
com a chefe do pessoal doméstico.
Queria despedir-se antes de se ir embora.
Dobra e prende.
Vai correr bem, querida.
És uma menina inteligente.
Vais saber o que fazer.
Sim. É só que...
O pai dela foi preso por minha culpa.
Nem nos conhecemos assim tão bem.
E se eu disser a verdade sobre o que realmente vi...
Provavelmente, acabarás aqui novamente.
O que faria se fosse eu?
O meu pai dizia que o importante na vida é a jornada.
Mas eu acho que é mais com quem fazes essa jornada.
E se essa Ronnie significa tanto para ti como parece,
vais encontrar uma maneira de corrigir as coisas.
De alguma forma.
Ouve,
se me dizes que viste o impossível,
eu acredito em ti.
A maior parte das pessoas, bom,
só acredita no que pode ver.
Com os seus próprios olhos.
Calma, companheiro.
Venho em paz.
O que foi? Não é a tua marca?
Gosto mais de Embassy Gold.
A sério? Embassy Gold?
Não é muito popular neste lado do Atlântico.
E eu a pensar que apreciavas Pall Mall,
que eras um James Coburn.
Lee Marvin.
É o Lee Marvin nos anúncios da Pall Mall.
Conheces as estrelas de cinema, Hank. Faz parte da profissão, não?
Sabes o que eu conheço, que faz parte da minha profissão?
Mentirosos.
Consigo cheirá-los à distância.
-Onde estavas na noite do homicídio? -Já disse. Estava em casa.
Então porque tenho uma testemunha que te viu na Jackson Street às 23h30?
Sim. Uma testemunha contactou-nos. Viu a tua foto nos jornais
e juntou dois mais dois com o homem que viu escondido nas sombras.
Fez uma declaração juramentada.
-Não quer dizer que seja verdade. -Estava muito perturbada.
Por isso, fomos até lá para dar uma vista de olhos e...
...encontrámos isto no local.
"Não mentirás", Hank.
Sabes o que fazem a assassinos de miúdos em Shawshank?
Não fiz nada àqueles miúdos
-e estava muito longe do cinema. -Então, onde estavas?
E nada de tretas sobre estar em casa, na cama.
Não insultes a minha inteligência.
Está bem.
Vamos ter saudades tuas.
-Ao menos, ficamos com as memórias. -Espere.
Espere, espere. Não fui eu!
Não fui eu!
Volte aqui!
Volte aqui!
O HANK CARNICEIRO VAI SER EXECUTADO!
Já imaginaste se o teu pai fosse um assassino psicopata?
Se o prenderam, é porque têm provas, não é?
Estamos na América. Não se podem prender pessoas por nada.
Estamos a falar do mesmo país?
Ela não parece o tipo de pessoa que foi criada por um assassino.
Só isso.
Olá.
Arranjei isto no gabinete da enfermeira. Deve ajudar a tirar isso.
És a última pessoa de quem preciso de ajuda.
Tens sorte por não te dar uma sova pelo que fizeste ao meu pai.
Sai daqui, mas é.
-Vai! -Eu digo-lhes, está bem?
O que realmente vi.
-Dizes? -Faço tudo para corrigir isto.
Aconteceu outra vez, na mercearia.
Vi o meu pai.
Mandaram-me para Juniper Hill outra vez.
Agora, toda a gente pensa que ainda sou doida, ou ainda mais doida.
Por isso, mesmo que lhes diga a verdade, ninguém vai acreditar.
As pessoas só acreditam no que veem.
O que lhes dissermos não interessa, se não lhes mostrarmos provas.
E como vamos arranjar provas?
Achas que aquela coisa vai parar e posar para fotografias?
O que temos a perder? Mais vale tentar.
Para provar que não sou louca e que o teu pai não é um assassino.
Está bem.
Imagina que tentamos e que conseguimos mesmo algo.
O que fazemos? Mandamo-las revelar no Keene?
Nunca mais recuperaríamos essas fotos.
E eu não sei revelar um rolo fotográfico. Tu sabes?
Não. Mas deve haver alguém que conhecemos que sabe.
Desmontámos aquele Cadillac todo.
Se tivesse algo escondido, tê-lo-íamos descoberto.
Está limpo.
Só tem manchas de sangue e buracos de bala.
Até verificámos a área à volta.
Devemos ter escavado uns 2000 m2. Nada.
Claro que não.
O que procuramos foi enterrado
trezentos anos antes de o automóvel ter sido inventado.
Mas aquele carro deu algum sinal, para o Hallorann o ter encontrado.
Faz parte do ciclo de 1935, do massacre do bando dos Bradley.
Uma série de aspirantes a Dillinger. A cidade enlouqueceu e matou-os a tiro.
Os relatos de testemunhas oculares sugerem avistamentos da entidade
numa... das suas formas.
Tudo o que já desenterrámos,
e não estamos mais perto de localizar o alvo.
E estamos a ficar sem tempo.
O Hallorann provou as capacidades, mas não consegue fazer mais
preso na base, a apontar para mapas.
Temos de o levar para mais perto do alvo.
Para cima dele, se possível.
Para cima dele, general?
Ponha-o no ar.
O Hallorann é a chave para isto. Se lhe acontecer algo...
Agora temos o major Hanlon para tomar conta dele.
Com todo o respeito, como sabemos que o Hallorann se vai sair melhor no terreno?
Talvez ele só precise de algo mais para o guiar.
Algo que pôs a sua marca naquela coisa, há muito tempo.
-Não acredito. -Tretas.
-Não acredito. -Tretas.
Não acredito. Não acredito.
Nunca foste para a cama com a Aretha Franklin.
Juro por Deus.
Conhecemo-nos em Detroit, num clube. Passámos a noite juntos.
Ela até fez uma música sobre mim.
Sim.
"Não Vai Demorar Muito."
Caraças!
Foda-se!
Não tinhas privilégios especiais?
-E daí? -Não nos arranjas algo melhor?
Hallorann. Está na hora.
Arranja-nos algo melhor.
O cabrão do Masters. Gostava de o apanhar sozinho, e aos amigos dele.
É pena, porque ele e os camaradas foram despachados ontem. Acabou.
-Diz isso ao meu ombro direito. -Tens de ser mais duro, Pauly.
-Mais duro? -Sim.
Dei cabo daqueles dois enquanto andavas à procura do teu maxilar.
-Mais duro... -Não me lembro de dares cabo de ninguém,
lembro-me de seres empurrado.
-Gosto do amor, não da guerra. -Sim?
-Sim. -Então, porque estás nas forças armadas?
Fico tão bem de uniforme.
-O cabelo, não. Se tocares nele, morres. -Vai-te lixar.
Já sabes.
-Major. -Coronel.
Aviador Hallorann, o major Hanlon e o capitão Russo.
-A sua tripulação do voo de hoje. -Tudo bem, malta?
O que vamos monitorizar exatamente esta tarde?
O painel de instrumentos.
Pensem no Hallorann como uma bússola humana.
Vão aonde ele disser para ir.
-Parece-me bem. -Vamos pôr-vos no ar.
-Então, Hallorann... -Sim?
Que charutos são esses?
A caixa não tem charutos.
Então, o que tem?
Não iriam compreender.
Têm... Têm de virar para leste.
Para leste. Agora.
Entendido. Vamos para leste.
Porque estás a parar? Temos de sair daqui.
Já estamos em segurança. Olha.
Não sai da mata.
-O que era aquilo? -Não sei.
Para. Por favor.
Porque não pode sair da mata?
Consegues guardar um segredo?
Não sei o que eles acham que andam ali a fazer.
Os nossos terrenos cerimoniais sempre foram interditos.
-Se eles querem a terra... -Querem sempre a terra.
...ao menos, deem-nos um preço justo
para arranjarmos as coisas no pântano.
Ela tem razão. Estamos a quê? Uma hora de Derry?
Bem podíamos estar em planetas diferentes.
O dinheiro dos impostos que têm para pavimentar as ruas...
O carro que desenterraram...
...era do Al Bradley.
De 1935.
Do massacre.
Temos de fazer algo agora, tia,
-antes que se aproximem... -Não.
Tu e os teus amigos não se podem envolver.
Nisto, não.
És preciso.
Percebes?
Tens de fazer aquilo para que foste eleito.
Se alguém tiver sugestões, devia falar agora.
John, tem de se fazer alguma coisa, já.
Pedi-lhes uma reunião,
um oficial de ligação especial para a comunidade.
Não disseram nada. Então, o que sugeres?
Algo mais forte.
-Começamos com uma carta de intimação. -Isso é uma treta.
Damos-lhes algum tempo para responderem. Se não o fizerem,
apresentamos uma queixa formal através do governo federal.
Sabes que vão simplesmente ignorar.
Tu queres impedi-los, mas eu não.
Não até saber exatamente o que andam ali a fazer.
Hallorann, estás bem aí atrás?
Hallorann!
-Que raio está a fazer? -Achas que sei?
Hallorann!
Bússola humana? Olha para este tipo.
Parece-te uma bússola humana? Está a ter um ataque.
Caramba.
Base, daqui USAF-KC135.
Tenho um amigo em Fort Bragg que diz que andam a fazer
controlo mental em cabras ou algo assim.
É isso que isto é? Uma cena de cabras?
Há um problema com o Hallorann.
Não reage. Peço autorização para voltar.
Negativo, major Hanlon. Mantenha a rota atual.
Repito. Não reage.
-Peço autorização para voltar. -Negativo, major Hanlon.
Mantenha a rota atual.
Estou a informar que o aviador Hallorann não reage.
Peço autorização para voltar.
Hallorann!
Hallorann!
Hallorann!
Quem és tu?
Avó.
Ele vem aí, Dickie.
Sai daqui, já.
Hallorann!
Para trás, Hallorann.
-Hallorann? Hallorann. -Não.
Estão os dois dentro?
-Como está, soldado? -Estou bem, meu general.
Então,
viu-o.
Foi mais aquilo que me viu.
Como era?
Frio.
Fez um bom trabalho, hoje.
Se pudermos fazer alguma coisa para facilitar a sua estadia aqui,
diga-me.
Já que fala nisso...
Foi rápido.
Eu e os meus companheiros na base...
É difícil encontrar um sítio para descontrair.
Se nos pudesse dar um lugar onde não nos chovesse em cima,
sei que os rapazes ficariam agradecidos.
Compreendido. Verei o que posso fazer.
Meu general...
Aquilo não nos devia ter visto.
Não devia saber.
Tenho o pressentimento de que, se continuarmos, virá aí algo mau.
Talvez devêssemos deixar aquilo em paz.
Descanse.
Aqui têm, senhores.
A viagem devia ser rápida,
mas adiaram o lançamento três horas e o Shepard já tinha entrado no foguetão.
Ele perguntou se podia sair para mijar, mas disseram que não.
Tiveram de desligar as partes elétricas do fato
para ele mijar sem apanhar um choque.
Então, estás a dizer que o primeiro humano a ir ao espaço
-foi lá com as calças mijadas? -Sim.
Podia ter sido pior.
Então? Para!
Sujaste a cara.
Diz-me uma coisa.
Quem achas que tem os melhores faróis na turma?
-O quê? -Não lhes chamam "faróis"
-no sítio de onde vens? -Chamam.
Bem, para mim, é a Delores.
Embora a Marge Truman tenha a melhor cara.
A Ronnie Grogan?
O que é que ela quer contigo?
-Se consigo o quê? -Revelar um rolo.
Pela forma como falaste da bomba de mau cheiro,
pensei que soubesses que químicos são precisos numa câmara escura.
-Não o podem revelar num fotógrafo? -Não.
-Podes ajudar-nos ou não? -Talvez. Mas porquê?
Não ias acreditar, se te disséssemos.
Experimentem.
Então, o que achas?
Porque concordei? Não a posso ajudar.
Bem, mas acreditas nela?
Acredito que ela acredita naquilo.
Mas quando ela me pediu, fiquei sem saber o que fazer.
-O amor faz isso. -Pois.
-Espera, o quê? -A Ronnie. Gostas dela.
-Conheço os sinais. -Não há sinais.
Claro que há.
O amor faz com que cometas loucuras.
Como subir a uma varanda ou...
Ou escrever um poema dentro do sapato, para ninguém descobrir.
Quem escreve poemas dentro do sapato?
Uma pessoa.
Uma pessoa apaixonada.
Está bem, mas não estou apaixonado pela Ronnie.
Como queiras, Romeu.
ROSE SEGUNDA MÃO
Diga-me se precisar de ajuda.
Procura algo especial hoje?
Bom, não sei.
O que tens a cinco cêntimos?
-Francis Shaw. -Já se passaram mesmo 50 anos?
Não parece possível.
Pois não, não parece.
É muito estranho.
Antes de entrar, não me lembrava de ti, de todo.
-Sabes mesmo elogiar uma miúda. -Não me lembrava de nada.
De ti, desta cidade.
Não és o primeiro.
Derry tem essa particularidade.
Por mais tempo que aqui passes, quanto mais te afastas,
mais tudo parece desaparecer.
Há quem diga que é melhor assim.
Não sei.
Tem os seus encantos.
Do que te lembras?
De pouca coisa. O meu pai, a vida na base.
Mas, principalmente, lembro-me de ti.
Foi um verão, Francis. Tínhamos 12 anos.
Duvido que ainda te lembrasses do meu nome.
Não me lembrava.
Não até esta semana.
Estás a cargo das escavações?
-O que andam a fazer, Francis? -Levantamento de solos.
Para saber onde colocar a canalização para trazer água do Kenduskeag.
E a nossa comunidade acha que vão perturbar restos mortais sagrados.
Não podemos permitir a destruição de cemitérios não assinalados.
Então, vamos colaborar.
Podem mostrar-nos exatamente que áreas evitar.
Sei que pode não significar muito vindo de um homem na minha posição,
mas podem confiar em mim.
Gostava de acreditar nisso.
Vou falar com o conselho.
Não prometo nada.
Depois falamos.
Foi bom ver-te, Rose.
E a ti.
O que foi? Porque estás tão triste?
O meu pai foi transferido. Partimos amanhã de manhã.
Ia esperar para te devolver isto, mas...
...acho que devias ficar com ela para te lembrares de mim.
Tens de me prometer uma coisa.
Promete que nunca te esquecerás. De mim. Deste verão.
De sermos... amigos.
Francis, ainda não sabes,
mas este lugar faz as pessoas esquecerem-se.
Mesmo que não queiram.
Chiça! Este sítio é uma coisa de estalo!
Como o conhecem?
É dos meus amigos, onde passam o tempo.
Ou era.
Não acredito! Adoro isto!
Então, como tiramos a foto?
Bem, podemos esperar que nos persiga outra vez.
Ou, não sei, podemos atraí-lo de alguma forma.
Como é que essa coisa vos perseguiu?
Com o Matty. O meu pai.
-A mãe da Ronnie. -Sim, mas não são eles,
é algo que finge ser eles
para nos assustar.
A pergunta devia ser: que raio é aquilo?
-É um orixá. -O quê?
Um espírito maligno.
Bem, não são todos malignos, mas este parece muito mau.
Como sabes?
Bem, não tenho a certeza, mas o meu tio era um babalaô.
Em Cuba. Um padre da santería.
Disse-me que, cada vez que alguém era caloteiro,
que não lhe pagava e assim,
invocava um orixá e mandava-o atrás dele.
E os mesmo maus assumiam sempre a forma dos antepassados.
Para os assustar a sério.
E ele invocava-os assim?
Sim. Mas tinha de ir a um cemitério, acender velas...
Era muito complicado.
Que loucura, não é?
Vai, vai, vai!
-Não! Vento estúpido! -Rich.
Ele disse-te como se fazia?
Boa noite, minha senhora.
Obrigada. Entre.
Sim, senhora.
Major.
Não seja modesta. Usou açafrão espanhol?
Não há muita culinária cajun por aqui, infelizmente.
As coisas são diferentes aqui,
isso é verdade.
Mas estamos a habituar-nos.
Começa a parecer a nossa terra.
Não gosta muito disto, pois não, Sra. Hanlon?
Não é mau.
É difícil não ter saudades do que deixamos para trás.
É melhor não falar disso.
-Eu era professora de História. -Numa escola para negros?
Que outro tipo de escola no Sul me deixaria dar aulas?
É verdade.
Tentámos arranjar algo numa escola aqui.
Mas só tinham trabalho de secretaria. Ela tem estudos a mais.
Havia outras coisas. Encontros, manifestações.
Por favor.
O movimento.
O major tem medo de que o meu ativismo lhe dê mau aspeto perante os colegas,
que lhe dificulte a subida na hierarquia militar.
Percebo como isso possa ser uma preocupação.
Já é difícil ser militar de cor.
E quem tiver ambições a sério
tem de ter uma vida pessoal mais limpa do que o uniforme.
Bem, não me espanta que os aviadores fiquem do mesmo lado.
Com licença. Vou começar a sobremesa.
Onde está o vosso filho?
O Will?
Vais conhecê-lo, um dia. Mas agora está em casa de um amigo.
Esta máquina é um espetáculo. Caramba, nunca tinha visto uma.
Will.
-Porquê essa cara? -Por nada.
Olha, Ronnie.
Não o desperdices. Precisamos de todas as fotos que conseguirmos.
Está bem, desculpa.
Parece bom?
-Fizemos tudo o que disseste. -Sim. Ótimo. Fantástico.
Muito bem.
Vamos começar?
Sim, pode ser. Porque não?
Vamos.
Uma refeição e peras, major.
A sua mulher sabe cozinhar.
Nunca te disse que tínhamos um filho.
Devo ter ouvido isso na base.
O que aconteceu lá em cima?
Fechar os olhos
para procurar uma coisa.
O que é isso?
A minha avó dizia que é como...
É como ver coisas sem ver coisas.
Sim, eu sei. Parece uma loucura, não é?
Onde cresci, todos conheciam alguém que conhecia alguém que era assim.
Mas nunca o tinha visto em pessoa.
Tem piada, mesmo antes de perguntares sobre o meu filho,
senti uma coisa.
Sim, algures lá no fundo da cabeça.
Não o consigo descrever, só posso dizer que foi a coisa mais estranha
que já senti na vida.
Só o tinha sentido uma vez.
Na noite em que fui atacado.
Estavas lá.
Não eras tu quem tinha o cano,
mas sei o que senti.
Deixa a minha cabeça em paz. Percebeste?
Sim. Não tem de se preocupar com isso.
O que é que isso quer dizer?
Já vi no que os homens pensam quando enfrentam a morte.
Pensam na família, pensam nos arrependimentos.
Mas o major?
Com uma arma apontada à cabeça e o dedo no gatilho,
pôs-se a analisar. Estava só...
...a recolher informações.
Como se a parte do seu cérebro que devia ter medo
não existisse.
Por isso, não é o tipo de pessoa com quem me meta, major.
Mas salvou-me a vida naquele helicóptero,
por isso, não me importava de o ter comigo nas trincheiras.
Muito bem, quem quer sobremesa?
O mud cake está quase pronto.
-Eu adoraria mud cake. -Muito bem.
Anda, Lee.
Ave Maria, cheia de graça.
Ave Maria, cheia de graça.
Ave Maria, cheia de graça.
Rich, só te estás a repetir. O que é isso?
O que estás a dizer?
A Santa Maria. A oração pelos mortos.
Agora, esperamos.
Acho que devíamos estar de costas uns para os outros.
-Para ver para trás, não é? -Foi o que o meu tio disse para fazer.
Sim. Sim, boa ideia.
Desculpa.
Tenho de verter águas.
Espera. Não disseste que não podíamos sair do círculo até acabar?
Não, podemos, só temos de voltar rapidamente. O meu primo disse-me.
Não era o teu tio?
Bem, sim, mas foi mais o meu primo, por isso...
Não foi o teu tio quem te disse?
Bem, tudo, não.
-Isto é lixado. -Muito bem, vamos embora.
Esperem. Ele só queria ajudar.
-A inventar estas patranhas? -Vá lá.
Monstros, fantasmas, são tudo patranhas.
Então, ainda não acreditas em mim.
Achas que é só imaginação minha?
Acredito que acreditas nisso.
Desculpa, está bem? Eu não...
-Ron. -Espera. Ronnie!
É difícil fazer amigos, sabes?
Eu sei, pá. Eu sei.
-Estás bem? -Não quero falar disso.
Vá lá, Rich. Temos de as apanhar.
Estás a ver isto?
Acho que há algo de errado.
Ron, abranda.
Ron. Espera.
O que está a acontecer?
Vão! Vão! Vão!
Está perto!
O que está a acontecer?
Isto não pode ser real.
Apanhei-a! Apanhei-a!
Rich, apanha a máquina!
Estou a vê-la.
Tenho-a aqui!
Lanterna.
Merda! Merda!
-Rich? -Will, agarra na máquina!
Meu Deus, que raio era aquilo?
O Will? Pessoal! Pessoal, parem!
O Will? Estava mesmo atrás de mim.
-Vá lá! Vá lá! Rápido! -Vá lá!
-Vá lá! -Rápido, sai daí!
Vá lá!
-Devia ter acreditado em ti. -Tens toda a razão!
RECOLHER OBRIGATÓRIO NÃO SAIR APÓS ANOITECER
Precisas de ajuda?
Merda, acho que parti os dois fémures.
Primeiro, vamos preparar três tabuleiros e um banho de água.
Pomos revelador num tabuleiro.
Cheira a Fizz-A-Lot. Isto bebe-se?
Não. Outro com misturador e outro com banho de paragem.
Rich, não mexas nisso.
Luz vermelha.
Temporizador.
E agora esperamos.
Caraças! Eu fotografei isso!
Pessoal, vá lá.
Pronto.
O Teddy!
Conseguimos.
-Conseguimos mesmo. -Meu Deus!
Vá lá, a próxima. Vamos. Espera, para este lado, não é?
-Não, o outro. -Muito bem. Pronto.
A Susie.
Sim! Meu Deus!
Sim. Conseguimos.
-Ronnie. -Já vou.
É a foto que tirei no jazigo.
O que é isso?
É um palhaço.
Tradução: Teresa da Silva
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