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Parece-me bem.
Tudo bem.
Foi brutal, pá. Apanhei dois.
Ontem à noite fiz dois tiros no centro do alvo.
Ei, miúda!
O que te trago, querido?
Surpreende-me.
Quero um shot de tequila e uma cerveja, por favor.
Aqui tens. E a tua tequila.
Saí com um gajo.
Cerveja branca gelada e a tua tequila.
A minha favorita.
Se precisares de mais alguma coisa, avisa, está bem?
Eu…
Estou… estou à procura de alguém.
De quem andas à procura?
Um gajo branco que se chama Jenson?
Não me diz nada, mas posso ir perguntar, se quiseres.
Não. Não, porra, não.
Não, não é o Jenson.
Desculpa. É… é… o Jensen.
- O Jensen. - Pronto, vou ver.
Não, não, não, não.
Vem aqui um segundo.
Conheces-o?
Acho… acho que não.
Conheces sim, porque tens andado a foder com ele.
O que queres?
Quero ver-te.
Estou ocupada, pode ser?
Somos amigos.
Só isso. Costumávamos andar juntos.
Senta-te.
Não faças uma cena. Ninguém quer saber.
Vamos, senta-te.
Não te preocupes. Não vai acontecer nada.
Vamos.
Ei, que tal outro shot de tequila?
Ei, boneca, traz mais duas tequilas.
És gira.
Sabes que sim.
És mesmo.
Mas não devias acreditar nas mentiras.
Não devias acreditar nas mentiras, na treta.
Nas tretas.
As pessoas jogam jogos e fingem ser o que não são.
Mas lá no fundo, no escuro,
no silêncio…
todos sabemos que estamos sozinhos.
Pois.
Sabias que o teu amigo anda a foder-me a cabeça?
Pára, por favor.
Parar? Parar o quê?
Seja o que for isto,
não sei nada de nada.
Não sabes nada de nada?
Não?
Sabes que mais, miúda?
Eu sei muitas coisas. Muitas coisas.
Muitas coisas.
Sei o teu nome.
Sei a tua morada.
Sei quem amas e de quem gostas.
Sei, sei, sei tudo.
Lizzie.
Somos o que somos.
Animais, animais, animais.
E este sítio é o faroeste selvagem.
É um sítio perigoso.
Muito perigoso.
Presta atenção, Lizzie, presta atenção.
Presta atenção.
Sentiste?
Sentiste?
É uma navalha.
O meu polegar está mesmo em cima do botão que abre a mola.
Achas que o teu rapaz vai continuar a aparecer lá em casa
se eu te abrir ao meio,
se te tirar as tripas para fora?
Para, por favor.
O teu amigo não sabe com quem se mete por aqui.
As pessoas esquecem-se às vezes.
E é assim que se aleijam.
É assim que se aleijam.
Lizzie, eu podia pintar
um quadro lindo com o teu sangue.
E no dia seguinte nem me lembrava da tua cara.
O que queres?
Vais dizer ao teu amigo
que quero de volta tudo o que ele me roubou.
Consegues fazer isso?
Boa menina.
Boa menina, Lizzie.
Agora acaba o teu turno.
Vai para casa, encontra-me o Jensen.
Mas não fujas nem te escondas.
Coelhinho, tu não consegues fugir de mim.
Sabes porquê?
Porque eu sou a merda do Rei.
Agora podes ir.
Vai, vai, vai, vai.
Rei do caralho.
Tens algum problema, filho da puta?
Estou a falar contigo, chico.
Chico!
Boa.
- Bo? - Sim.
Senhor, obrigado por este dia
e por esta comida.
E por quem a fez.
Senhor, perdoa os nossos erros.
E ajuda-nos a perdoar quem nos fez mal.
Guia-nos, Senhor,
para que a Tua vontade seja sempre feita.
Em nome de Cristo oramos.
Ámen.
Mete o dente.
Ámen.
Boa noite, Bo.
Boa noite, miúda.
Ámen.
Ei.
Quanto pedes por esta máquina de cortar relva?
Quanto é a máquina velha do Bill, Ed?
Porra.
Essa máquina não corta nada.
Não pega.
Então deve ser barata.
Quanto é, Ed?
A lâmina não roda.
Lâmina nova em folha, mas não roda.
Gosto de mexer nestas coisas.
Posso fazer-te 45 $.
Dou-te 20 $.
Este negócio um dia mata-me.
Acho que isso é um “sim, 20 $”.
Socorro! Socorro!
Tag.
Ei, amor. Estás por aí?
Encontrei uma coisa.
- Ali. - Okay.
Meu Deus.
Okay.
Estás em segurança. Tenho de te mexer.
Vamos lá, estámos aqui.
Ei. Pronto.
Dá-me o cobertor grosso.
- Ela precisa de ir para o hospital. - Pois precisa.
Olha, sei que dói. Vou ter de ver.
Tudo bem, querida?
Okay. Desculpa.
Meu Deus.
Amor, preciso de uns trapos,
álcool, água quente.
Para te aquecer.
Tenho de te virar para ver as costas. Pode ser?
Okay. Entra e sai.
Passou direto. Vamos aquecer-te.
Nada de hospital.
Por favor.
Por favor.
Vamos ver. Vamos ver. Pronto, deixa-me pegar-te.
Querida, despacha-te com essas coisas?
Olha para mim. Tenho de fazer pressão aqui, está bem?
Desculpa.
Okay. Pronto.
Temos de ser rápidos múda.
Pega no kit que está em cima do frigorífico.
Okay. Pronto.
Ajuda-me aqui.
Arrasta isso. Eu viro-a.
Desculpa. Desculpa, desculpa.
Que aconteceu?
Foi baleada nas costas,
a bala saiu pela frente.
Nada vital, acho.
Tenho de limpar isto, tapar.
Vai haver muitos gritos aqui dentro,
por isso ou aguentas ou sais, okay?
Desculpa muito, desculpa.
Ainda a podemos levar ao hospital?
Ela praticamente implorou-me que não,
mas acho que devíamos.
Vamos pensar nisso.
Buracos de bala levantam perguntas que trazem a polícia.
Ela vai sobreviver?
É preciso muito para matar uma pessoa.
Perdeu muito sangue, mas
já vi pior.
É… sopa de galinha.
Vais ficar boa.
Prometo.
Ei.
Foste incrível hoje. Foste forte.
Tu também.
Amanhã tenho de ir outra vez à cidade.
Buscar mais medicamentos e essas coisas.
Era bom que não fosses pescar durante uns tempos.
Percebes?
Fica perto de casa.
- Sim, senhor. - Tenho de sair cedo.
Mantém-na na cama.
Dá-lhe muitos líquidos.
Ei, não a conhecemos, logo não confiamos nela.
Okay?
Boa noite, Bo.
Boa noite.
Bom dia.
Algemaste-me?
Porque fizeste isso?
Não te conhecemos.
O Bo disse-me que se tentasses mexer-te,
tinha de te dar um tiro.
Estou a brincar.
Sou a Tag.
Eu sou a January.
- Ei, olá.
Aqui tens.
Olha para isto. Traz memórias antigas.
Boa escolha. São 38,99 $.
"Ponha os preservativos no chão"
Porque hei-de fazer isso?
Assim não fico com o batão da tua mulher em mim.
Então, como estás, feioso?
Queres mesmo saber ou estás a gozar?
Só a gozar.
Tens tempo para comer qualquer coisa? Vamos ao Lucille’s.
Não, tenho uns recados para fazer.
Bem, este é o Davenport,
acabado de chegar de Tulsa.
- Olá. - Este é o Bowdrie.
Ele é um problema. Gente do rio.
É, não te metas comigo.
Conhecemo-nos há muito.
Ei, já abateste alguma coisa que valha a pena contar?
A Tag apanhou um há dois dias.
- Grande? - Grande o suficiente para comer.
Saí de manhã cedo. Não vi nada.
Porque eles viram-te primeiro.
Tens de te aproximar de fininho.
Como está a miúda?
Acho que vai viver mais que eu.
Bem, continua assim,
e talvez apareça para te ver quando me fartar.
- Conto com isso.
- Até logo, grandalhão. - Até logo.
Mantém-te na linha.
Viste que a January tem tatuagens?
Dá-me aquela chave de 5/16 ali.
Obrigado.
A minha mãe tinha tatuagens?
Tinha algumas.
Eram todas meio juntas.
Na verdade tinha muitas.
Eu achava-as esquisitas,
mas as da January parecem fixe.
Viste-as?
Vi.
Não vás ter ideias.
Isto não vai funcionar. Não.
Vais sobreviver.
Há quanto tempo estou aqui?
Dois dias, mais ou menos.
Quem és tu?
O meu nome é January Evers.
Podes contar-me o que aconteceu?
Levaram-me.
Ia a chegar a casa depois do ginásio.
Entrei no apartamento,
e eles estavam lá dentro.
Lizzie.
A Liz estava magoada.
Deram-me uma valente sova.
Só ouvia gritos sobre um gajo que era amigo dele.
E que tinham roubado qualquer coisa.
Levou-nos, meteu-nos num carro,
conduziu, não sei quanto tempo.
O carro parou.
Tiraram-nos de lá.
Ela disse-lhes que não sabia de nada.
- Deram-lhe um tiro. - Não, não, não, não.
- Lizzie!
Não!
Deixei-a lá e comecei a correr.
Consegui soltar-me e… corri.
Ouvi o tiro.
Senti-o, caí
numa ponte perto da água, e…
Ouvi-os à minha procura.
Então meti-me debaixo de água
e prendi a respiração o máximo que consegui.
A última coisa de que me lembro
é eles a dizerem que devia estar morta,
e foram-se embora.
Fala-me da outra rapariga.
Liz. Elizabeth.
Era a minha melhor amiga.
Era a minha única amiga.
- Onde raio estiveste? - Fui dar uma volta.
Pensei dar uma última vista de olhos aos veados.
Porque não disseste nada?
Tu falas demais. Precisava de silêncio.
- Para onde foste? - Para lado nenhum.
Pela floresta, sei lá.
Onde estiveste tu?
Tenho de voltar à cidade.
- Acabaste de ir. - Pois, mas tenho de ir outra vez.
Preciso de velas de ignição para a máquina.
E tu vai mas é fazer os trabalhos da escola.
- Ia agora à tua procura. - Tag.
Fica perto de casa. Está bem?
- Sim, senhor. - Como está ela?
Está a dormir.
Ótimo. Não demoro.
Que é… que se passa?
Não vais à cidade tantas vezes,
e não vamos usar aquela máquina mais quatro meses.
Tu próprio dizes que as pessoas vivem temporada a temporada.
Isto não é normal.
Mais tarde ou mais cedo temos de a levar à cidade.
- Ao hospital. - Porquê?
Porque não há mais nada que possamos fazer por ela.
Disseste que ela estava a curar-se e não queria ir.
- E concordaste… - Sim, sei o que disse.
Isso é treta.
Pois é. Vem cá.
Mas é treta necessária,
e se vais continuar a puxar o fio,
eu acabo por te arrastar para dentro disto.
Há uma mulher morta no rio ali em baixo.
Acabei de a ver, toda enrolada nos ramos, abandonada apodrecer.
Alguém lhe deu um tiro na cara,
estourou-lhe os miolos e deitou-a ao rio.
Achas que a nossa nova amiga lá dentro
foi baleada pelos mesmos gajos,
e deixada para morrer?
O que achas que fazem se descobrirem que ela está viva?
Vêm cá buscá-la e depois?
O mundo está cheio de gente feia a fazer coisas feias.
Merda horrível que nem consegues imaginar.
É a natureza da besta.
- Vai para dentro, arma-te e tranca as portas, ok querida?
- Sim senhor!
Departamento do Xerife de Antler, em que posso ajudar?
Olá?
Podes fazer uma coisa por mim?
Tenho de ir à casa de banho.
Estás bem aí dentro?
Só mais um segundo.
Acho que preciso de me sentar.
És gira.
- Não me sinto muito gira. - Mas és.
Estás só a passar um mau bocado agora.
A minha mãe era gira.
Onde está a tua mãe?
Morreu quando eu era pequena.
Mas ele diz que ela não sofreu, por isso…
É assim a vida.
É difícil.
Lamento.
Lamento pela tua amiga.
O Bo contou-me.
Eu também.
Queres o teu chá?
Quero.
Onde está o teu pai?
O Bo? Ele…
Foi à cidade.
Bo?
Sim.
O nome dele é Bowdrie, mas eu chamo-lhe Bo.
O avô era super fã do Louis L’Amour.
Já ouviste falar?
É um escritor antigo de cowboys.
Escreveu um monte de histórias do Oeste.
Lá num desses livros há uma personagem chamada Bowdrie.
E o avô gostou tanto que roubou o nome.
É uma homenagem.
Porque não lhe chamas pai?
Sempre lhe chamei Bo, acho.
É o nome dele.
E o "Tag"? De onde vem isso?
Diz ele que a mãe chamava-me sempre “a sua sombra”.
E eu gosto mais disso que do meu outro nome, por isso pegou.
- Hã… - O quê?
Nada, só… achei que…
Está tudo bem.
Ei, estás de pé.
- Sim. - Bom.
Estás chateado comigo?
Não.
Ela precisava da casa de banho.
Estava a tentar poupar os teus lençóis.
Obrigadinho, Tag.
Como eu disse, não a conhecemos.
Eu conheço-a.
Vai mas é lavar-te para o jantar.
Senhor, agradecemos esta comida e esta casa quente.
Pedimos o teu perdão tal como perdoamos os outros.
Pedimos orientação, Senhor.
Mas acima de tudo,
que a tua vontade seja feita.
Nada mais, nada menos.
- Ámen. - Pronto.
Ei!
Ei!
Obrigada.
Sim. Ainda falta um bocado, mas vais ficar boa. Já vi muito pior.
Fumas?
Sim.
- Está frio. - Pois está.
Vai ser um inverno duro.
Boa noite, Bo.
Boa noite, miúda.
Boa noite, January.
Boa noite.
- Ela é querida. - Sim, é mesmo.
O que vais fazer?
Amanhã levo-te à cidade.
Há uma clínica em Antlers.
Vão tratar-te bem lá.
Okay.
Ei, Alejandro.
– Vá, amor.
É o Irish.
Acabaram de trazer o Jensen.
Sentiste?
Que erro estúpido.
Foda-se, estúpido mesmo. És estúpido?
- Não contei a ninguém. Juro. - Contaste, sim.
Sabes que estás fodido.
- Presta atenção. - Okay.
Porque fizeste isso?
Ia voltar.
Ia voltar.
- Juro. - Porque fizeste essa merda?
- Foda‑se! - Eu…
Posso explicar isto.
Tudo.
Boa sorte a explicar isto.
Apanhaste a minha cena?
Não, fiz o que me mandaram fazer.
Ok?
Isto é só um mal-entendido.
Estão a culpar-me a mim, pá.
É só um… mal-entendido.
Olha para mim.
Olha para mim.
- Porra! - Foi bem dado.
Pronto, cowboy.
Levanta-te.
A academia ensinou-te melhor que isso.
És durão. Aguenta.
Juro-te, fiz a entrega.
Fiz a entrega.
E não estava atrasado, juro.
Fugir de mim é como fugir de Deus.
Tenho olhos em todo o lado.
Então o que queres fazer agora?
Apanhaste a mulher?
Está na mala…
Com o filho...
Ouves? Temos a tua mulher.
Temos a tua puta da mulher.
Diz-me. Diz-me.
Diz-me…
Diz-me.
Qual é o nome dela?
Laney. Laney.
Laney?
E a Laney não vai gostar no início.
Vai tentar resistir.
Eu era…
pobre, abandonado, perdido.
Órfão…
A ir para o pior.
Para o pior sítio que possas imaginar.
Vou fazer-lhe o que me fizeram a mim.
Por dentro.
Por favor. Por favor.
Desculpa, pá, fodi tudo.
Fodi tudo.
Sei que a culpa é minha.
Não… não lhes faças mal. Por Deus.
Cheiras a morte.
Não precisas de fazer nada.
Não, eu posso…
Não, ainda posso…
Já tratámos da tua namoradinha.
Posso conduzir, fazer as entregas…
- Por favor. - Agora é a tua vez.
- Meu Deus. - Para.
Não! Deus! Não!
Chega de sofrimento.
Cobarde!
A January está a dormir.
Ainda bem. É o remédio de Deus.
Era o que o avô dizia sempre.
Sim, senhor.
A propósito de velhos,
devias passar pelo Whitehorse,
ver se ele está bem.
Não o vejo há uns dias.
Não era para eu ficar perto de casa?
Vais na direção oposta ao rio, por isso tudo bem.
Levo a carrinha.
Não, preciso da carrinha.
- Precisas? - Sim.
Parece que vai chover.
Pois, e tu precisas de um duche.
De qualquer modo, o Fork está baixo, manteiga de maçã?
Até posso dar-me a um mimo no meu aniversário.
- É o teu aniversário outra vez? - Quem está a contar?
É melhor abrandares com os aniversários.
No próximo mês já tinhas 42.
Estou pronta.
Vai correr tudo bem, sabias?
É melhor ficares discreta.
Volto já.
Não resistes ao cheiro a bacon. Que se passa?
Este mundo não está preparado para isto.
Apareceu um corpo no rio abaixo. Acabei de receber a chamada.
Um dos nossos rapazes.
Do condado. Qual?
Um tal Jensen. Adjunto.
Três anos.
Torturaram-no com uma broca.
Uma dúzia de buracos.
Espancado, baleado, atirado ao rio acima ontem à noite.
- Lamento. - A mulher e o filho?
Desaparecidos. Nem atendem o telefone.
Viste alguma coisa esquisita lá fora?
Tens andado pelo Fork?
Nada. Está tudo calmo.
Esta manhã,
o corpo de uma rapariga de Antlers ficou preso numa linha
no lago Broken Bow.
Tiro na cabeça.
Parece que veio pelo Fork acima.
Pelo delta, ficou nos baixios.
Desapareceu do apartamento há umas noites.
A colega de casa também sumiu.
Já apareceu?
Não, espero que esteja viva.
Pois.
Sim.
Dizem que a Irmandade e o cartel
se juntaram aqui na cidade.
Não te metas com esta gente.
– Más pessoas. – Não tenciono.
Viste alguma coisa rio acima?
Sim, encontrei uns rastos. Pode ser alguma coisa.
É um bocado longe.
Um quilómetro e meio, mais ou menos.
Faz-me um favor.
Mantém a Tag longe do rio até isto se resolver.
Pois.
– As pessoas são loucas. – Sim.
A merda da Irmandade, cartéis.
Índios, russos
com heroína, metanfetaminas. Foda-se!
As pessoas agora, miúdos.
Tudo virou merda.
Hm.
Quem tens ali?
Ah, sim.
É uma sobrinha que veio de fora visitar a Tag pelo aniversário dela.
– Faz-me um favor. – Hm-hm.
Sai daqui que nem o diabo.
Bom conselho. Boa sorte.
Que raio se passa?
Tenho a sensação que não me estás a contar tudo.
O que sabes desta malta da cidade?
Desta Irmandade?
Não os conheço…
mas vi-lhes a cara.
Não sei. Não sei.
Ele não me disse.
É um grande problema do caralho.
Juro-te, juro.
Ele é casado. Não falamos.
Foda-se. Faz a chamada.
Não. Não, não, não.
Juro que não falamos há três semanas.
O Jensen não está cá.
Só a namorada dele e uma colega de casa.
O quê?
– Disse para limpar. – Oh, não.
Não. Por favor, por favor,
por favor não nos magoem.
Cala essa cabra.
Diz ao Egon para trazer o carro.
Ei, querida.
És a January, não és?
Olha para mim.
Sim. Sabes o que andamos à procura?
Hm? Não, não.
Sim.
Acredito em ti.
Não devias ter vindo para casa, cabra.
Desculpa.
Tens família?
Tenho um irmão na Carolina do Norte.
Não falamos muito.
Marido?
Não.
Namorado?
– Não, faz tempo.
– Filhos? – Tag.
Só estou a tentar perceber se alguém está preocupado com ela.
Hm.
Não. Não tenho ninguém mesmo.
Vim de Wilmington…
por causa de um gajo, que foi parvo.
Conheci a Lizzie no trabalho, e…
Ela ofereceu-se para pagar metade da renda.
Mas normalmente fico na minha.
Não tenho ninguém.
Nem eu nem o Bowdrie.
Alejandro.
A colega de casa dela.
Está viva.
– Foi vista hoje. – Merda.
Não te disse para tratar disto?
Então tu…
Tu, abre a boca.
Abre a boca.
Vem cá.
Alejandro!
É isto que deves fazer quando digo para acabares com ela.
Pões a gaja de joelhos.
Alejandro. Não, por favor.
E acabas com ela, acabas, acabas, acabas.
Eu trato disso.
Pronto.
– Que é? – Não sei.
Posso ajudar?
É a casa dos Johnson?
– Não. – Merda.
Então não é o 1436 Kickapoo Place?
– Tás a falar da casa dos Johnson? – Isso.
Já te disse que não era.
Sim, senhor. Acho que disseste.
Olha, não vou enganar quem não se deixa enganar.
Estou no cu do mundo.
São eles?
Não sei, não vejo nada.
Que estás a fazer?
Sabes usar uma arma?
– Não.
Por via das dúvidas.
Estou à procura da minha irmã.
Soube que ela veio rio acima
acampar com um cabrão chamado Johnson,
e meteram-se em sarilhos.
Lamento. Espero que a encontres.
É uma rapariga gira.
Umas tatuagens, cabelo escuro.
Chama-se January.
Como o mês.
Não me diz nada.
Okay.
Acho que não percebes.
Tenho mesmo de encontrar a minha irmã.
Não a viste nem falaste com ela?
Tenho a certeza que não.
Pronto.
Temos um problema, então,
porque acho que não acredito em ti.
Pronto.
Ei, Bowdrie.
O jantar está a esfriar.
Começa sem mim...
– Estou farta de esperar. – Não esperes.
Reza e começa. Já aí vou.
Miúda gira. Grande boca.
Não vou abusar da sorte.
Não me deixes fazer-te perder uma refeição quente.
Parece que a princesa está com pressa.
Olha, eu…
Vou continuar à procura da minha irmãzinha.
Tenho a certeza que aparece.
Até breve.
São eles?
Sim.
Porque não lhes deste um tiro pelo que fizeram à January?
Não é a nossa luta.
Vamos para dentro.
Ei, January.
Olha para mim.
Não, não, não.
Estás a foder tudo, meu.
A meter-te com a Irmandade agora, hein?
O que queres?
Quero ir para casa, cabra.
É melhor largares essa merda, campónio.
Estás a ultrapassar linhas?
– Estás a foder tudo. – Quantos tens lá fora?
O que devias perguntar é quantos temos lá dentro.
– Lá vamos nós outra vez.
Cala a puta da boca.
Fodidamente burra para morrer.
Vem cá, para onde pensas que vais?
– Hã? Cala-te!
Burra demais para morrer.
Nem importas. É isso que é louco.
Mas tiveste de lutar.
Tiveste de tornar tudo tão difícil, não foi?
– Hã?
Tu és a próxima.
Tag? querida?
Está tudo bem, querida. Está tudo bem.
– Desculpa. – Podes vir cá, por favor?
Okay, Tag, fica aqui.
Tenho de me livrar da carrinha deles.
Levá-la para a pedreira.
Preciso que venham atrás de mim, okay?
Fiz-te um chá.
Não precisavas.
O Bo acha que rompeste os pontos.
Está tudo bem.
Congelei.
O quê?
Tive muito, muito medo, e congelei.
Tag, não.
Salvaste-me.
– Tenho de ir. – Para onde vais?
Precisas de uns pontos aí.
Podes levar-me à clínica.
Vem cá. Senta-te, por favor.
Por favor.
Tens de me contar tudo.
Aquele gajo de quem te falei que a Lizzie andava.
É o Jensen, o polícia.
Mas…
Eles só…
Sei lá, não era sério, eu não…
Nunca falei com ele.
Não confio em polícias.
Ela disse-me que ele andava metido em tretas.
Tive medo. Só não…
Nem te conheço.
E salvaste-me a vida.
E devo-te isso.
Não me deves nada.
Nunca ficaria aqui se soubesse que vinham.
Não vos faria isso a ti e á Tag.
Não sei no que estava a pensar.
Eles quase…
Leva-me para qualquer lado.
Larga-me.
Eles vão continuar a voltar.
O Jensen tinha medo dele. Agora estou metida nisto.
Vi a Lizzie morrer.
Claramente querem-me morta.
Não posso fazer-vos isso.
O que te vou contar tem de ficar entre nós, está bem?
Preciso da tua palavra.
Que é?
Aquela rapariga que apareceu em Broken Bow.
Exato.
O que sabes disso?
Sei que foi executada.
Aquele adjunto, o Jensen, que tirámos do Fork.
Estava ligado a ela.
Mensagens, fotografias…
Estava comprometido.
Sempre tive um mau pressentimento sobre ele.
Demasiado amigo das miúdas, demasiado valentão.
Ainda não saiu,
mas ele andava com a malta local,
a ajudar a passar mercadoria para o Arkansas.
A mulher e o filho ainda estão desaparecidos.
A malta dele, quem são?
São cabrões assustadores, isso sim.
Cozinheiros de metanfetaminas, gajos a trabalhar com a Irmandade, cartel.
Uma grande merda.
Dói-me o coração. Não tem sentido.
Sim, Bowdrie?
Vai ao que interessa.
Sabes alguma coisa, tens de me dizer.
Tinha uma colega de casa, desaparecida.
Exato. Evers.
Dano colateral, provavelmente.
Tenho-a eu.
– Disseste o quê? – Tenho-a eu.
Apareceu do rio. A Tag encontrou-a.
Está viva?
– Onde está ela? – Está em segurança.
Não por muito tempo.
Percebes em que merda esta miúda está metida?
Esta gente tem as próprias leis lá fora.
Animais do caralho.
Onde está ela?
Está morta de medo.
Sabemos que não podemos confiar na polícia.
Mas eu trago-ta.
Mas tens de manter a Tag e eu fora disto, está bem?
Nada de relatórios, perguntas, nada.
Ela apareceu uns quilómetros rio abaixo na curva e…
Acaba aí.
Não podemos ser arrastados para isto.
A Tag não pode ser arrastada.
Claro que não, nem pensar.
Tens de a tirar daqui.
Pronto.
Vou levá-la uns condados mais longe.
Aqui em baixo somos todos demasiado "parentes".
Vão tratar-te bem.
Sei que o Bowdrie não parece muito esperto,
mas é.
Vão curar-te.
Tu és incrível.
Sabes disso, não sabes?
Não me lembro se já te tinha dito isso.
Pronto. Ele vai levar-te para um sítio seguro.
Ficas fora do condado,
e depois decides o que fazes.
Certo?
– É a única maneira. – Okay.
Tag, preciso de um minuto.
Encontro-te na carrinha.
Vou ter saudades tuas.
Obrigada.
Ah…
– Toma, fica com isto. – O que é?
É só um bocadinho para te aguentares até
te pores de pé outra vez.
Podes confiar neste polícia.
Eu confio em ti.
Okay.
Vamos andando.
Vamos. Vamos tirar-te daqui.
Em Teu santo nome oramos, Amém.
Não tivemos escolha.
Ela também não.
Bem, o mundo é duro assim.
Às vezes não escolhemos o que queremos fazer.
Sabes isso.
Às vezes temos só de fazer o que temos de fazer.
Gostava que a January tivesse ficado.
Fazia-me lembrar como seria se a mãe estivesse cá.
– Só nós os três? – Sim. Pronto.
É verdade.
Querida, tu nem conheceste bem a tua mãe.
Eras muito pequena.
E ela estava tão perdida antes de morrer.
A January confiava em nós.
A única coisa que me importa neste mundo
és tu… manter-te em segurança.
E nada me vai impedir disso. Nem ela, nem tu.
Vai para dentro e prepara-te.
Não…
Dormiste bem?
Sim. Eu também não.
Ei, vamos ver como ela está, com o Brake.
“Ei, é o xerife Brake. Se for uma emergência, por favor ligue 911. Se não, deixe o seu número depois do ‘pi’.”
“Ei, é o xerife Brake. Se for uma emergência, por favor ligue 911.
Ok, vou lá dentro.
Não saias do carro, está bem?
Quero ficar contigo.
Vá, por favor. Toma, pega alguma coisa que queiras.
Quero falar com o Brake. Está cá?
Ei.
Posso ajudar-te em alguma coisa?
Não, obrigada.
Bem, se precisares de mim,
estou mesmo ali no balcão…
Billy Ray, há limpeza no corredor dois.
Ei, onde está o Brake?
– Vamos dar uma volta. – Claro.
Ninguém sabe. Não apareceu hoje.
Liguei-lhe mil vezes, só voicemail.
Falei com a mulher, disse que
- não chegou a casa ontem à noite. - Hm-hm.
Ninguém sabe onde ele está.
Hm? Nenhuma ideia?
Olha, eu sei que vocês…
são amigos e tal,
mas preciso que te deixes de tretas, está bem?
Fala-se muito.
Pois, tipo o quê?
Bem, sabes,
o caso do Jensen e a miúda morta.
Há teorias que o Brake pode estar envolvido.
Eu sou novo aqui, é só a minha perspetiva.
Para mim parece que…
toda a gente é parente.
Este departamento está cheio de parentes,
e favores de 30 anos.
Eu não penso assim. Só…
Fala-se muito.
Conheço o homem há 35 anos. Isso não bate certo.
Talvez só se tenha fartado da merda,
ou devesse dinheiro a alguém.
Ou não quisesse reformar-se com uma pensão de merda,
e uma barriga enorme.
Mas eu entendo, eu entendo.
Respeito o gajo. Acho que se fartou.
Vou tentar falar com ele mais tarde.
Então o que precisavas?
– Só… – Nada. Só falar.
É alguma coisa em particular?
Porque o que ouvi sobre ti é que não és gajo de precisar de nada.
– Não. – Okay. Ei, tu…
- Estiveste comigo ontem não foi? - Sim.
Sim, porque eu estava lá quando ligaste a dizer
que tinhas de te encontrar com ele na Lucille’s Coffee Shop.
– Hm-hm. – Sim. Hm!
Não o vi depois disso.
Ou talvez saibas alguma coisa que queiras contar-me.
– Nada. – Não? Okay.
Mas precisavas de alguma coisa?
Só dou uma vista de olhos por ele de vez em quando.
É uma dessas vezes.
É uma dessas vezes.
Bem, digo-te uma coisa.
Se eu souber do Brake… ou de alguém,
dou-te um toque rapidinho.
– Agradeço. – Sim.
Sabes, há muita coisa a acontecer na cidade, não há?
Com o Jensen e a miúda e…
As pessoas são loucas.
Tens muito que fazer.
Pois tenho. Tenho mesmo.
– Ei, Bowdrie? – Sim.
Não digas nada a ninguém sobre isto.
– Falaste com o Brake? – Não.
Entra na carrinha, temos de ir.
Que se passa?
O Brake está morto, Tag, mataram-no.
E tenho a certeza que vêm mais gajos para cá agora mesmo.
– E a January?
Não sei...
Será que ela está bem?
Ela está bem?
Ela está bem?
Não tires conclusões precipitadas, está bem?
Pode estar bem.
– Não sabemos.
Okay.
Filho da puta.
Que porra é esta?
Ai! Foda-se!
Esta merda não pega.
Foda-me.
Podes desamarrar-me, porra?
– Onde a levaram? – Foda-se esta merda.
Onde a levaram?
Conheces a January. Onde a levaram?
Foda-se!
Torno isto simples.
Hm…
Dizes-me o que quero saber ou mato-te.
Okay, okay. Espera.
Espera. Espera lá…
– Okay. – Espera um segundo.
– Onde está ela? – Não consigo pensar.
Ah pois é, ela está morta.
Já está morta. Desculpa, estás fodido.
Não, não, não.
– Para! Para! – Continua a falar.
Okay, foi o Brake.
Ele estava a tentar fugir com ela,
aquele filho da puta.
Okay?
Ele sabia que não devia.
– Está morto? – Sim.
Quem o matou? Tu?
Sim. Matei-o eu. Okay.
Que vais fazer quanto a isso?
Okay! Foda-se!
– Onde está a January? – Foda-se.
Levei-a para o complexo.
O irmão anda à solta no complexo.
– Levei-a para lá. – Está viva?
Se estava, agora está a desejar que não estivesse.
Ouve, o Alejandro, só… Ele só queria aquela cabra, pá.
– E, bem, ele ficou com ela. – Onde é o complexo?
Acabou-se, pá. Acabou-se.
– Onde é o complexo? – Só estou a fazer o que tenho de fazer.
Foda-se. Sou um transportador, okay?
Venho cá garantir que a merda corre bem.
Percebes?
Não era para eu estar a lidar
com esta merda agora!
– Tira-me daqui! – Onde é o com…
– Que se passa contigo? – Ai!
Se eu tivesse uma máquina de relva na cara, dizia-te tudo.
Ah, já vi o problema. É a vela de ignição.
– O quê? – Já arranjo isso num instante.
– Vai pegar agora. – Não!
Não! Foda-se!
– Sim.
– Foda-se. – Calma.
Só te vou tirar um bocadinho.
Não, não, não, não!
Ai! Foda-se!
Okay, okay, okay, levo-te ao complexo do caralho.
Pronto, vamos a isso.
Querida Tag.
Miúda, és a melhor parte da minha vida.
E amei cada segundo contigo.
Cada segundo, cada minuto, cada dia.
Há muito tempo, contei-te uma mentira.
Fiz isso para te proteger.
Mas talvez tivesse só medo.
Talvez só estivesse a proteger-me a mim.
Já não sei.
Nunca tive medo antes de nasceres.
Depois do dia em que chegaste…
Bem, aprendi diferente.
Sempre acreditaste que a tua mãe estava morta.
Mas não está.
Esteve presa por fazer coisas horríveis,
mas agora é outra pessoa.
Nos últimos quatro meses, todas as semanas
desde que saiu da prisão, ela tem-te enviado cartas.
Tem saudades tuas e ama-te.
Mas eu destruí essas cartas.
Cada uma delas porque achava que ela não te merecia,
nem o teu perdão nem o teu amor,
depois do que ela fez.
Mas talvez fosse eu que não te merecesse.
As coisas que eu fiz, e por quem eu fiz,
Mentiroso, cobarde.
Todos os dias menti-te,
porque não queria que sofresses.
Achava que te estava a proteger, mas não sei.
Espero que um dia me perdoes.
Podes demorar o tempo que quiseres.
Nunca fui grande a perdoar,
mas acho que tu és.
Uma das coisas que amo em ti.
Vou ver como está a nossa amiga.
E, se encontrares isto,
significa que não correu tão bem como esperava.
E desculpa por te desapontar.
A cabana é tua.
Sabes onde está o dinheiro enterrado.
Não gastes tudo em parvoíces.
Trata bem da carrinha,
e ela trata bem de ti.
Mantém a arma limpa.
O mundo é feio, mas tu és bonita, forte e boa.
E o bem vence a longo prazo.
Amo-te para sempre. Sempre amei.
– Bowdrie.
Davenport.
Ei, o meu amigo aqui tem um…
Ei, portão da frente.
Ricky, onde estás?
Ricky. Que tal, meu? Onde estás? Responde.
Merda.
Pareces perdido… parceiro.
Não, ando à procura de uma amiga.
Sei que ela está aqui.
Amiga?
Aqui não temos amigos, cowboy.
Vejo isso.
Porque não facilitamos as coisas?
Entrega-ma.
Porque sabes que não vou embora sem ela.
Sei quem és.
Vai por atrás.
Mandei uns rapazes meus ter contigo,
e nunca mais voltaram para casa.
Mataste-os?
Olha, só quero a minha amiga, sem problemas.
Acho que posso fazer uma troca com este gajo.
Uma troca?
“Uma troca.”
Dois dos meus gajos desapareceram, provavelmente mortos.
E queres fazer uma troca, caralho?
– Sim. – Foda-se.
Não. Cowboy…
Fodeste tudo ao vires aqui.
– Vai matar-nos aos dois. – Só quero a miúda.
Dou-te a tua miúda,
se me deres a tua.
Hã?
Bowdrie!
Sabemos tudo.
Sabes que eu sei, e eu sei que tu sabes,
que eu sei…
Estou-me a passar.
Mexam-se!
Minha querida!
Filho da puta!
Parem de disparar contra o laboratório!
Foda-se!
Sim.
Foda-se!
Vai correr tudo bem.
Volto já. Okay?
– Foda-se, seu… – Vai embora!
– Não dispares! Não dispares! – Vai embora!
Foge!
Era diferente
dos outros miúdos da minha idade.
Oh, sim.
Eu era o rei.
Isso é uma coisa…
Toda esta merda por nada!
Por ninguém! E nem me conheces!
– Eu sou o rei.
Eu sou a merda do R...
Era um miúdo cheio de alegria.
Miúdo cheio de expetativas.
Miúdo cheio de expetativas e sonhos para realizar.
Mas em algum momento pisei a pedra errada.
Era muito novo.
UM MÊS DEPOIS
Vais ficar bem.
Já vi muito pior.
Queres que vá contigo?
– Sim? – Não.
Ok.
Legendas por: J0hnY
Email: John0090@outlook.pt
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