Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Vá, Julie. É só por umas horas.
Madame de Merteuil, Meritíssimo.
Sentai-vos, por favor, madame.
Reconheceis este documento, madame?
Podeis lê-lo, por favor?
- Mas o que... - Lede.
"Perante Deus Todo-Poderoso, no dia de 17 de março de 1745,
aceito como meu legítimo esposo Lucien Beaucaillou,
nascido a 23 de junho de 1723,
a exercer a profissão de lavrador." Isto é ridículo.
Concordo.
Provou-se que nenhum Lucien Beaucaillou nasceu a junho de 1723.
Suspeitamos que este Beaucaillou seja o Visconde de Valmont.
- Conhecei-lo, não é assim? - A tia dele é uma amiga.
Suspeitamos também que o visconde seja um conhecido libertino.
Sabeis o que é um "libertino"?
Imagino eu que esteja ligado a questões da liberdade.
Liberdade, de facto. Liberdade para corromper, macular e abandonar.
A assinatura parece a minha, mas...
De facto.
Podeis vir a perder tudo, madame.
- O meu nome foi usurpado... - Podeis vir a perder tudo.
O vosso matrimónio com o marquês,
uma união que hoje vos dá glória e fortuna,
caso tenha sido precedida por este casamento.
Quero dizer-vos que, no meu íntimo, sei que sois inocente.
Acredito terdes sido vítima de um crime perfeito,
crime esse no qual a própria vítima se torna defensora do agressor.
Acredito, madame,
que o vosso carácter fez de vós o alvo ideal
aos olhos de um habilidoso predador,
e que hoje, diante de mim,
achais que ao denunciar Valmont estaríeis a trair-vos a vós.
As esperanças infinitas, as memórias ardentes...
... as vibrações que persistem em tantas partes do vosso corpo.
É nisso que acredito, madame.
Sabendo disso, tenho uma pergunta a fazer-vos.
O vosso destino
reside inteiramente na coragem em responder com verdade à pergunta,
se não diante de mim, em voz alta,
ao menos no segredo do vosso coração.
Madame, Marquesa de Merteuil,
estais apaixonada por Valmont?
Obrigado, madame.
- Como foi o Juiz Tourvel? - Preconceituoso.
Sim? Fizeram-me crer o contrário, que era um homem sensível, delicado.
É uma figura grosseira, um patético inquisidor.
Essa figura grosseira segura o vosso destino nas mãos.
Dizem que é muito apaixonado pela esposa.
É por aí que devemos atacar.
Não vos preocupeis.
Os homens são fracos e esse pequeno inquisidor não será exceção.
Meu caro visconde...
De uma forma ou de outra, roubaram-vos um documento
que pode vir a ser a causa da nossa completa ruína.
Diz-se que é mais devota do que uma freira carmelita.
Sois o único culpado de eu ter assinado o grotesco papel,
de o terdes guardado por jactância...
Ámen.
... e permitido o seu roubo.
Hoje, dou-vos a oportunidade de alcançar o impossível,
de vos tornardes uma lenda e, assim, compensar tal falta.
A vossa tia travou conhecimento com Madame de Tourvel.
Mulher devota, esposa do juiz que conspira contra mim.
Por ora, já tereis percebido.
A vossa missão será seduzir Madame de Tourvel,
conhecida pela sua virtude irrepreensível,
com vista a neutralizar as pretensões do marido.
O sucesso desta operação depende das vossas melhores capacidades
e de um grande sentido de oportunidade.
Espero que este desafio não exceda as vossas capacidades.
... a ganância dos ingleses será a sua ruína.
Com os indígenas, intentam comprá-los ao invés de os convencer.
A Madame de Tourvel acaba de conceber uma iniciativa
que entendo ser particularmente fiel ao espírito da Nova França.
Partilho esta iniciativa com o Abade Montverdier,
um verdadeiro aliado da nossa causa.
Estou ansiosa para saber mais.
Graças às missões dos jesuítas,
a Bíblia Sagrada foi traduzida há quase 100 anos na língua Wendat,
mas os nossos irmãos índios
não têm um simples livro de orações para o dia a dia.
Perdão, madame. Por obséquio.
Só sei o início de uma canção sobre o nascimento de Cristo.
Adorávamos ouvir-vos, madame.
Bravo!
Antes de atacar, distribuí lisonjas.
O que não se prevê causa maior dor.
Tendes a minha mais profunda admiração.
Enquanto cantáveis, por breves instantes, acreditei entender-vos.
- O vosso objetivo é simples. - No entanto...
- Abalar-lhe as certezas. - Sim?
- Se é que me permitis... - Fazê-la questionar a própria fé.
Permitir-vos o quê, Monsieur Visconde?
- A ser sincero. - Faço questão.
Provocar uma primeira inquietação, subtil e delicada.
Não, lamento, mas é impossível.
Receio que seria indelicado. Diante da marquesa, não posso.
É a Madame de Tourvel quem vos pede.
Continuai.
Para quê traduzir as nossas preces, se podemos aprender as deles?
Ouvi dizer que vivem fraternal e modestamente, em paz com a Natureza.
Seremos nós mais próximos de Cristo do que eles?
Naturalmente, a vossa atitude
não deverá deixar adivinhar segundas intenções.
- Devemos-lhes respeito, mas... - Mas?
Devemos condenar o Chefe Kondiaronk à fogueira
por chamar a Cristo "Filho do Grande Espírito"?
Também li os diálogos de Monsieur de Lahontan.
E qual é a vossa conclusão?
Os Wendat são admiráveis, mas falta-lhes...
Um gosto pelo dogma e amor pela punição.
- Não o disse nem tampouco o penso. - O que pensais, madame?
Nada que deseje discutir convosco de momento, monsieur.
Ao sentir o vosso desprezo e visível indiferença,
ver-se-á corroída por um veneno imparável,
fortalecido pela vergonha.
Será indetetável.
Assim, sereis odiado e, assim, existireis.
É óbvio que ela lhe agrada.
Recordo-vos que o nosso objetivo é que ele lhe agrade a ela.
Marquesa, por aqui.
O que estais a fazer?
Lembro que a vossa sobrevivência depende do sucesso do meu sobrinho
com a Madame de Tourvel. - Eu sei.
Estais fragilizada.
Sei que estais em guerra com os homens,
ainda que nenhum em particular.
A menos que estejais em guerra convosco mesma.
A combater o inimigo mais formidável da liberdade: o ciúme.
- Não estou apaixonada por ele. - Provai-o.
- O quê? - Que ainda é uma mulher livre.
E como?
Esta noite convidei alguns amigos ao Petit Pavillon.
Ninguém deve ver-vos em tão frágil estado.
Esta noite, quero ver este corpo suar e exultar.
Para que toda a Paris saiba que Isabelle de Merteuil,
a honrada marquesa, e rainha dos libertinos,
sabe dar e receber prazer.
Sim.
Não. Ficai quieta.
Desculpai, eu...
Esta noite ides brincar com ela.
Bem-vinda.
Não dizeis nada?
Convidastes-me para passear e estamos a passear.
Importunei-vos ao jantar?
A verdade é que estava desesperado para conseguir a vossa atenção.
Ora sois bruto, ora sois frágil. Tentais confundir-me?
Essa fé cristã...
- Alguma vez duvidastes? - Não acreditais em Deus?
Não sei. Mas eu vejo-O em vós.
Como se fôsseis um pouco mais do que apenas vós.
Transtorno-vos?
- Sei quem sois, senhor visconde. - Quem sou eu, então?
Eu e o meu marido falamos muito.
O gabinete dele está cheio de denúncias contra vós.
O que faz o vosso marido?
A evangelização do Novo Mundo
não é o verdadeiro motivo que me traz aqui.
As pessoas que quero despertar para a graça de Deus são de outra tribo.
São os chamados libertinos.
E dizem que vós sois um dos seus chefes emplumados.
Nunca deixais de surpreender-me.
- Já vós, não. - Enganais-vos a meu respeito.
- Não sois um libertino? - Já não sou.
- Porque agora me amais? - Não estais a ser caridosa, madame.
E porque haveria eu de ser caridosa com vós?
Ficai uns dias. Por favor, imploro-vos.
- Porque me amais? - Não sei se vos amo.
Nem mesmo se sou capaz de amar.
Há minutos, fingia amar-vos e era feliz.
Até acreditei poder amar-me a mim mesmo.
Pobre homem...
Tendes razão. Parti amanhã. Voltai para o vosso marido.
A vossa presunção torna-vos ingénua. Sou um homem.
Bem-nascido e criado numa sociedade feita para e por homens.
E para a maioria dos homens, a minha vida é perfeita.
Recuso-me a ser condenado.
No máximo, sou exilado uns meses para uma bastida
onde terei todo o gosto em receber as minhas fiéis admiradoras.
O vosso marido é apenas um peão do Conde de Gercourt.
O alvo dele é a Marquesa de Merteuil, e só ela,
porque a sua liberdade e poder ridicularizam os homens.
Sois o peão de um peão, ignorante quanto ao vosso verdadeiro amo.
Boa noite, visconde.
- Sim? - É a Cécile, madame.
Madame...
- O vosso Chevalier? - Sim.
- Tenho uma pergunta para vós, jovem. - Sim?
Seria correto culpar estas rosas pela sua beleza?
Bem, eu... Não.
- Ou o brilho que irradia da luz? - Com certeza que não.
Ou até o sol, pela sua infinita generosidade?
Não, madame.
Então, porquê culpar esta jovem maravilhosa
que está atrás de mim, por ser simplesmente quem é?
Uma jovem maravilhosa.
- Eu jamais... - Controlai-vos.
Olhai para mim. Controlai-vos.
Um homem sabe controlar-se.
Depois de alguns ajustes,
nada é impossível.
Podeis treinar na privacidade do vosso quarto,
com um daqueles livros que só se leem com uma mão.
Não leio livros desses.
Tendes de aprender a atear contrafogos.
Em pensamento ou...
- Sentiu a vossa mente divergir? - Sim, madame. Senti.
Não achais que um contrafogo poderá ajudar-vos a controlar
o vosso entusiasmo irrefreado? - Sim, madame.
Muito bem.
Ide lá, meus anjinhos.
Portai-vos bem e sede felizes. Vá!
Olá, marquesa.
Estais cheia de vigor. Revigorada por uma noite inesquecível?
Falai-me da vossa. Pareceis descansado, o que me preocupa.
A Madame de Tourvel sabe da investigação do marido contra nós.
Não nos serve de nada.
Veio por me ver como uma alma perdida a precisar de salvação.
Mas isso foi antes de perceber a profundidade da minha perversão.
A minha tia espera-nos.
O Juiz Tourvel vai apresentar amanhã uma nova testemunha
que ele acredita ter provas contra vós.
Louis.
Evidentemente. Louis de Germain.
Vosso amigo.
Se ele confirmar a realização do casamento,
lamentavelmente, o desfecho não será do vosso agrado.
- Então... - Não, não acredito.
A vossa ingenuidade vai ser a vossa desgraça.
Como poderei agradecer-vos, mestre?
Eu acompanho-vos.
Até breve, meu prezado amigo. Obrigada.
Temos de impedir que Louis deponha. Falai com ele.
Não servirá de nada.
Como podemos dar-lhe a volta?
Podeis dizer-lhe que vós e a marquesa tiveram um desentendimento.
- Não acreditaria em mim. - Não?
- E dinheiro? - Ele tem mais do que suficiente.
O que poderá ele querer?
A mim.
Ele não vos odeia, tem inveja de vós.
Ele nunca o admitiria, mas quando olha para mim,
sinto-lhe o desejo crescer. Como se todo o seu corpo...
- Ele gosta de mulheres, sequer? - Também gosta.
Então, temos de lhe dar o que ele quer,
sem o obrigar a encarar a vergonha desse desejo.
- Não compreendo. - Trazei-o cá hoje.
Irão ambos acompanhar-me esta noite ao Petit Pavillon.
- Eu e ele, esta noite, convosco? - Como dissestes, quer-vos a vós.
Tendes de lhe realizar a sua fantasia, mas...
Indiretamente. De forma clandestina.
Pode ser um traidor.
- Mas não é abjeto aos olhos. - Talvez...
- O que achais, madame? - Sim.
Resumindo, vós serviríeis de engodo.
E vós de álibi.
Ireis escrever-lhe e explicar-lhe como sou insaciável.
Dizer-lhe que, para mim, um prazer pede outro.
Um só homem não consegue satisfazer-me.
E, por isso, ireis pedir-lhe ajuda, caro visconde.
Obrigada.
Mais tranquila?
Segundo o advogado, Louis vai falar com o juiz amanhã à tarde.
Vamos esperar para ver.
Falava de mim. E do meu gosto pela liberdade.
Ficarei tranquila quando tiver certeza
da ausência de sentimentos pelo meu sobrinho.
Isabelle... Eu adoro o meu sobrinho,
Viveu demais, cedo demais.
Desempenhou tantos papéis que já não sei quem ele é.
E receio que... ele também não. Já nem ele o sabe.
Estais a ouvir?
De facto.
Eu vou... Eu vou...
Contrafogo.
Boa noite.
Quero ver-vos.
Quero ver-vos a desfrutar e a amarem-se um ao outro.
Estais escondida, madame?
Não.
Estou inofensivo esta noite.
- Que se passa convosco? - Nada. Precisamente por isso.
Vós estais aqui, calma.
Sozinha, livre.
Como vos invejo...
Ora, do que tendes medo?
Tudo o que sou é um miserável palhaço,
condenado ao mundo tal como ele é,
medíocre e frio, instável e cruel.
É aqui que vivo agora e continuarei a viver.
Usais tantas palavras, visconde, que não vos entendo.
Estou...
... cansado.
O mundo mágico do visconde está reduzido a cinzas e ruínas.
Quem se guia unicamente pelos prazeres do corpo,
como poderá sentir algo além de fadiga?
Pobre alma.
Poderão tais ruínas ser a vossa oportunidade?
Não creio que a desgraça possa trazer engrandecimento, pelo contrário.
Talvez seja altura de duvidardes um pouco da vossa forma de pensar.
Se uma porta se abrir, visconde, não receeis. Abri-a.
Vós estareis lá?
Apesar de tudo o que disse.
De tudo o que fiz.
Estarei lá.
Ouvistes-me proferir horrores.
E mesmo assim, contastes-me histórias bonitas de um Deus morto.
Parai!
- Obrigada, madame. - Sois louco.
Falais de uma porta mágica
e eu é que sou louco?
A vossa obsessão ridícula dá-me coragem para ser eu mesmo.
Uns quantos quilos de ossos,
líquidos, tecidos e vísceras.
E acima de tudo... Uma reputação.
A de um homem que nunca desiste.
Se ficastes aqui, deveis gostar um bocadinho de mim.
Deixo-vos com a vossa solidão, paz de espírito e liberdade, madame.
Madame...
Obrigada.
- Agora compreendo. - O quê?
O meu amigo Valmont.
Senhor conde, recebeu o meu recado?
Louis de Germain não honrou a palavra, mas tendes outro plano?
Lamentavelmente não, senhor conde.
Lamentavelmente?
Trata-se de uma marquesa casada por duas vezes.
O Marechal Castellet, Conselheiro do Rei, elogiou o vosso rigor.
Detestaria ter de o contradizer.
Falai-me dela. Interrogastes a marquesa demoradamente.
- Qual foi a vossa impressão? - Ficou tudo registado.
A marquesa falou muito pouco. Lamentavelmente.
E a vossa digna esposa? Ouvi coisas estranhas sobre as companhias dela.
É verdade que tomou a iniciativa de criar laços com Valmont.
Uma esposa que toma a iniciativa.
Sois um homem muito moderno, Monsieur de Tourvel.
Eu permito.
Quando as intenções dela complementam as minhas.
- Ela espia para vós? - Não.
Frequentemente devolve a fé a almas perdidas.
E pensastes que converteria Valmont?
Pensei que a presença dela afastaria Valmont da marquesa.
Que insensatez!
É assim que se alcançam muitas vitórias, separando os cúmplices.
A luz sagrada de uma esposa devota
contra a ardente sedução de Madame de Merteuil.
Não compreendeis bem os meandros do vício.
Vá, meu caro amigo, animai-vos.
Fizestes tudo o que podíeis, não foi?
Sois o reflexo da instituição que representais. Cauteloso, modesto.
Felizmente, o Reino de França tem outros meios ao dispor
para garantir a obediência às leis de Nosso Senhor.
Visconde. Como estais?
- Excelente, madame. - Vinde.
Está tudo bem, a sério?
Aqui, convosco? Como poderia estar melhor?
É que nem sempre sei se vos entendo com propriedade, monsieur.
Agora que vos livrastes do caso judicial,
imagino que já estejais a maquinar outros temíveis esquemas
para corromper jovens maravilhosas e inocentes.
Eu ainda não terminei com a esposa do juiz.
Como assim?
Antes a tortura do que reconhecer o meu fracasso com ela.
Ninguém vos apontará o dedo por não conseguirdes seduzir aquela santa.
Pelo contrário, a vossa coragem em tentar tal feito
será apreciada... - Conheceis-me tão mal.
Sabeis porque sou quem sou?
Não tenho a beleza de Louis ou a fortuna de Gercourt,
mas o meu nome continua a ser sonante.
Porque sou o meu próprio espectador e juiz.
Não me comparo aos outros.
Comparo-me ao meu ideal íntimo do que deve ser um grande libertino.
E um grande libertino nunca aceita uma rejeição.
Lamento, mas ela nunca será vossa.
Dessa forma, só aumentais a minha ambição, cara marquesa.
Não quero ver-vos cair no ridículo, visconde.
Não é essa a impressão que dais.
Vamos apostar.
Seduzirei Tourvel...
- E o que quereis de mim? - Tudo.
Vós.
Recordai a forma como nos amámos.
A nossa noite de núpcias.
Odiais-me pelo logro, mas amais-me porque fi-la desabrochar.
Estou dentro de vós.
E um dia, sereis minha.
Tradução: Marlene Morais Iyuno
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.