Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Somali
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Legendas: Gerigato Janeiro/2011
Anuncie seu produto ou marca aqui fale com www.OpenSubtitles.org hoje
FUGITIVOS DO TERROR
Os personagens e fatos relatados neste filme s�o fict�cios.
Qualquer semelhan�a com pessoas reais � mera coincid�ncia.
"N�s, o Povo"
Obrigado, obrigado.
"N�s, o Povo" lhes apresenta o Doutor William Thorpe...
diretor da Associa��o Sanit�ria Internacional.
Doutor Thorpe...
Obrigado.
Falo em nome dos profissionais do Comit� da Associa��o...
Nosso objetivo � encontrar sa�das profissionais neste pa�s...
para aqueles m�dicos e cirurgi�es que s�o privados de seu exerc�cio em seu pa�s.
Por�m, esses senhores n�o desejam trabalhar com jovens m�dicos...
nos servi�os sanit�rios das grandes cidades,
uma vez que existem centenas de cidades e comunidades...
em toda a Am�rica, que n�o t�m assist�ncia m�dica.
Esta mensagem � dirigida a estas cidades e comunidades.
Estes homens, agradecidos pelo o apoio que o pa�s lhes deu quando necessitaram,
est�o dispostos a aceitar tais vagas nos munic�pios,
independente de suas necessidades pessoais,
desejando apenas servir � comunidade.
A pessoa seguinte, que ouvir�o, ser� o Dr. Rudolf Preussner, refugiado alem�o.
Doutor Preussner.
As pessoas que nos ouvem ... desejam saber duas coisas.
Primeiro, que tipo de m�dico eu sou e, segundo, se sou um bom especialista...
Respondendo � primeira pergunta, sou ginecologista, especialista em obstetr�cia...
Eh, eu dediquei quase toda a minha vida a ela.
E... Acho que tive um bom sucesso com a pin�a.
A segunda pergunta � se eu sou um bom m�dico.
Posso responder a isso? Sim,
como estou muito orgulhoso de minha profiss�o ... Eu posso.
Sim,
sou um bom m�dico.
Espero que me deixem demonstrar-lhes o amor que sinto por minha profiss�o.
Obrigado, Doutor Preussner.
Agora, quero apresentar-lhes uma emin�ncia em sua especialidade,
o Doutor Karl Braun, de Viena.
Doutor Braun.
Eu gostaria de dizer-lhes tantas coisas sobre o Doutor Braun que,
para ser sincero, n�o sei por onde come�ar.
Talvez possa resumir dizendo que h� vinte anos,
junto com muitos outros m�dicos americanos,
viajei at� Viena com o �nico prop�sito de fazer uma p�s-gradua��o,
sob sua tutela, em sua famosa cl�nica nesta cidade.
Doutor Braun.
Senhoras e senhores.
Estou acostumado a usar estetosc�pios e tamb�m a falar usando microfones.
Por�m, ser�a �tico esperar que me considerem...
apto apenas pelas minhas atitudes externas. Sim?
N�o... Porisso, lhes direi algo sobre mim.
J� passo dos sessenta. N�o sou t�o jovem. Por�m, tampouco sou demasiado velho.
Soment na semana passada, me fizeram uma revis�o geral,
como a que todos dever�amos fazer, v�rias vezes ao ano.
E me disseram que meus �rg�os vitais est�o fortes como de um touro.
Embora nunca devemos confiar nos m�dicos.
Durante muitos anos, em Viena, dirigi uma cl�nica ortop�dica para problemas �sseos,
centrando sempre minha aten��o nas crian�as.
Meu maior orgulho � haver ajudado muitos pirralhos a andar.
Ah, sim, me esquecia. Sou um bom pai.
Devo advert�-los de que somos dois. Por que minha filha me acompanha.
Naturalmente, devo dizer-lhes que minha filha Leni e eu n�o podemos nos separar.
Em Viena, ela era uma mulher feliz, quando Viena era alegre.
Por�m, ela decidiu vir comigo, para trabalharmos juntos.
Estuda para enfermeira, e aprende muito depressa...E � uma grande musicista,
Voc�s deveriam ouvir como interpreta os concertos de Brahms.
Cada nota � como um beijo.
"N�s, o Povo". Sistema de radiodifus�o de Columbia. Nova York.
Asheville Forks. Dakota del Norte.
Temos passagens de trem para o Doutor Braun e sua filha. Venham imediatamente. John Phillips.
Que paisagem linda do campo, papai... � encantadora... Que sorte.
Vamos viajar duas mil milhas... E n�o haver� soldados...
nem fronteiras para cruzar, nem postos de vigil�ncia, nem guardas...Am�rica!
Sim, e temos a sorte de ir para uma pequena cidade. N�o gosto de grandes cidades.
Finalmente teremos uma oportunidade, Lenchen...Aqui vamos encontrar a paz.
Sim.
- Que tal, senhores? - Bom, obrigado... A paisagem � linda.
- A que hora chegaremos a Asheville Forks? - �s nove e quarenta.
Assim tenho tempo de tirar uma soneca, n�o?
Claro, e v�rias. Estamos bastante atrasados.
Pensava que na Am�rica tudo chegava a tempo.
Por�m este n�o � o Expresso, senhor, � apenas um trem regional.
- Quer um? - Obrigado... n�o quero deix�-los sem nada.
Pode por os p�s aqui... eu te coloco a manta em cima.
Obrigado por cuidar t�o bem de seu velho e est�pido pai.
Eu vou estudar um pouco alguns de meus livros.
Isto � bom... Poderia se dedicar �s t�cnicas operat�rias.
Por�m ser� dif�cil estudar com uma paisagem t�o bonita na janela...
N�o � verdade?
- Isso n�o � bom, Lenchen. - Eu sei.
Se se foi... E aquele mundo que nos unia... tamb�m se foi.
� melhor n�o olhar para atr�s... Olhe sempre para adiante.
N�o olho para tr�s com os olhos e sim com o cora��o.
Se soubesse como o amava, enquanto estava vivo.
Nunca poderei esquecer o sacrif�cio que fiz.
- Se n�o fosse por isso, n�o estar�amos aqui. - E ele n�o estaria morto.
N�s temos um ao outro, Lenchen.
Come�a uma vida nova, em uma terra pr�spera, com gente feliz.
Tente se lembrar disso, tamb�m.
Este lugar n�o � para forasteiros. Certamente n�o v�o gostar daqui.
Aposto dez d�lares que n�o aguentam uma semana.
E nunca apostar�a dez d�lares em algu�m a quem nem sequer j� vi.
Cale-se, Nunk.
Lembra-se do �ltimo? Eu vou tirar uma boa soneca, senhor. Come�arei as rondas pela manh�.
Chegou a hora e, onde estava? J� ia muito longe, pelas colinas.
Esse deve ficar ... H� muitas pessoas doentes.
E voc�, comporte-se quando chegarem, entendeu? N�o quero ouvir nada.
Esta � uma comunidade ingrata. Parece que n�o sou bom o suficiente. Eu n�o entendo.
Como ter um doutorado antes do nome fosse necess�rio para saber receitar p�lulas para os agricultores
Voc� � um veterin�rio, Nunk. � bom para vacas, cavalos e outros bichos.
Por�m a situa��o � grave, precisamos de um m�dico de verdade.
Para as opera��es de casos de fraturas.
Senhora, tome dois comprimidos. Fa�a repouso durante todas manh�s. E pronto. Eu rio dos m�dicos.
Vamos, Nunk, ja est� bem.
A� vem o trem.
- Bem, mantenha a boca fechada quando chegarem. - V� voc�, John. � todo seu.
- N�o vem comigo? - Claro, claro.
Ent�o v� l� fora e prepare o carro.
Sou John Phillips... Suponho que s�o os Braun.
Bem ...a noite est� calma. Que tempestade. - Sim, parece que o mundo est� acabando.
- Sempre faz este tempo? - N�o, quase nunca h� tempestades assim.
- Ah, desculpe. - Esta � minha filha, Leni.
- Como vai?. - � um prazer.
- J� est� pronto, filho. - Muito bem, Nunk.
- Sou o Doutor Atterbury. - � nosso veterin�rio.
Ent�o, deixe-me cumprimentar o meu colega...Senhor...
Colega? Oh Claro! Sempre me tratam como a um colega. Vamos, amigos. Coloquem seus abrigos.
A cidade inteira estava desejando dar-lhes a boa vinda... Mas a pneumonia n�o os deixa sair de casa.
Pneumonia? H� muitos infectados?
S� umas dezenas.
Temos que organizar a casa. Espero que goste.
Vamos fazer uma parada no caminho.
E... uma mulher com dois filhos est� doente. Se estiver de acordo.
Claro.
Temos de retirar as crian�as da cama.
- H� mais mantas mantas, Joe? - Na cozinha.
- Doutor, acha que? - Fique tranquilo...Leve-a.
A �gua est� quente.
Doutor... Doutor... N�o se preocupe comigo... Minha pequena...
Para que ela se recupere, sua m�e deve estar bem, n�o acha?
Bem, tem uma luxa��o muito grave. Vamos olhar melhor.
Vem, vamos colocar sobre a mesa. N�o, n�o, n�o, voc� n�o pode se mover. Traga-o.
Outra mesa, por favor. Aqui...
Por que voc� quer outra mesa? Tamb�m n�o � t�o grande.
Leve-nos para casa, por favor. Ele n�o aguenta mais.
- Temos apenas mais um. - J� vimos todas as casas no munic�pio.
Ele que n�o se queixou ainda. Tem atendido todas as emerg�ncias.
� apenas um homem mais velho, e n�o funcion�rio de um hospital ...
Ele nunca se queixaria, � um m�dico, n�o pode dizer n�o... Mas sou sua filha e te rogo que nos leve para casa.
Por favor. Leni.
N�o, por favor, isto � demasiado.
Cada nova casa em que entramos, � pior que as anteriores.
N�o fique nervosa, filha.
Quem mora aqui?
Voc�, doutor. Esta � sua casa.
Pior que as anteriores, disse. Quem acha que �? O Presidente?
Eu reconhe�o que n�o � muito, mas temos que limpar para voc�.
Vamos viver aqu�? Isto � pouco mais que uma cho�a.
- O que foi que ela disse? - Desculpe-a, est� muito cansada.
Sabemos que ambos est�o.
Vamos mostrar onde est�o as coisas, e vamos embora.
Retire as coisas do carro e traga-as.
J� lhe disse, filho, n�o for�arei mais este bra�o carregando mais coisas.
- Moram aqui perto? - Vivemos aqui. Esta � minha casa.
- Mas... - N�o se preocupe, mudamos para cima.
H� outra entrada... N�o os incomodaremos...
Tudo isto � de voc�s. Mostrarei o resto da casa.
As camas est�o feitas e limpas e as toalhas de banho est�o rec�m-lavadas.
E eu tenho algo preparado para o jantar, embora ...
tenha poeira...Sim.
Mas olha, se temos algo de bom, � o bom leite. Quer um copo bem frio?
Sinto muito.
Bem, mas a �gua... � de boa qualidade.
Embora... tenhamos que corrigir a press�o da torre.
N�o se preocupe, estar� pronto em poucos dias.
Bem, vou mostrar como se lava com a pedra...
N�o, n�o, por favor, esta noite n�o. J� vi o suficiente.
Eu vejo que ningu�m me pergunta se eu preciso de um pouco de ajuda.
Tudo certo, Nunk, deixe-a.
� tudo. At� agora, John.
Antes de ir, deixe-me dizer-lhe algo. Foi uma noite dif�cil.
Mas foram corajosos e aprecio isso. Voc� viu o que enfrentar�, doutor.
Sim, sim. As coisas est�o muito mal.
Oh, isto � horrivel.
Como se pode viver nesta pocilga?
Estar� melhor quando limparmos bem a mesa, certo? N�o ser� t�o mal como cr�.
� dif�cil, mas se acostuma. Se sentir� melhor com uma noite de descanso.
Dormir bem � uma maravilha, n�o �, doutor?
Pelo amor de Deus, pai! Preciso ficar s�! N�o suporto mais!
O que ela disse?
Deve desculp�-la. Ela est� muito cansada. Eu sei que a entender�.
N�s conversaremos melhor amanh�, certo?
Sei que a noite foi dura, mas...
N�o, n�o, n�o. Voc�s foram muito am�veis conosco. Boa noite.
Boa noite, doutor.
O que est� escutando, Nunk? Como eles dormem?
Bem, eu te disse. Certamente ir�o amanh�.
Olha que eu te adverti. Agora ir�o discutir.
Anda, saia da�.
De qualquer maneira, a aposta est� de p�.
Apesar de n�o entender uma palavra do que dizem...
amanh� n�o estar�o mais aqui. Ou meu nome n�o � Atterbury.
O bom John quer acreditar, mas m�dico tirano diz que n�o.
Ligue o carro, vou ver se est�o prontos para irem � igreja.
Eles j� n�o ouvem os sinos da igreja, s� o choo-choo do trem.
Bom dia.
- Bom dia. - Bom dia.
Vir�o � igreja?
Sinto, senhor Phillips, mas pensamos melhor e n�o iremos � igreja com voc�s.
Mas todos esperam conhec�-los. Todo o povoado estar� l� para ver o novo m�dico.
Eu sei.
N�o pense mal de n�s, mas n�o ficaremos, n�o podemos.
- Filha, por favor. - N�s iremos hoje.
Mas, doutor, n�o � justo, eu o vi ontem � noite e sabe que n�o ser� sempre assim.
Por favor, senhor Phillips, n�o o leve consigo.
Ele morreria por seus pacientes, mas n�o vou deix�-lo.
Eu gostaria de cumprir com meu dever, mas...
Bem, est� decidido, n�o?
Este � um pa�s livre.
Ele tem raz�o, Leni. Devemos aguentar um pouco.
- Mas, pai, temos que ir-nos. N�o v�? - Minha filha, n�o podemos...
Mas pai, escute...
Bom dia...O carro est� pronto.
Vamos, rapaz. Talvez o serm�o nos melhore o �nimo.
Depois de uma tormenta, nada melhor que um discurso do Senhor.
Est� decidido. Depois de tudo, � melhor assim.
Iremos � igreja e explicaremos �quela boa gente por que n�o podemos ficar.
Em sua sabedoria indiscut�vel,
o Senhor decidiu mandar-nos estas horr�veis tormentas....
e n�o somos ningu�m para nos queixarmos...
Ele sempre age de maneira misteriosa.
Talvez o Senhor nos envia esta desgra�a, para testar nossa f�...
Alguns entre n�s pensar�o que n�o merecemos viver tal destino cruel.
Devemos preguntar-nos, na medida do poss�vel,
se nossa f� continua sendo verdadeira.
Temos que demonstrar que assim �, e fazer o que est� em nossas m�os...
porque n�o sabemos se o dia de amanh�...
amanhecer� com um sol brilhante, ou se vamos ter uma nova tormenta.
Rezemos para que a amargura e o sofrimento pesem menos...
nestes dias dif�ceis pelo que estamos passando.
Na �ltima vez que viemos a Ti em busca de ajuda,
ela nos chegou atrav�s do valor e amabilidade de alguns estrangeiros,
que nos estenderam as m�os.
Depois de haver estado pedindo, em muitas ora��es, a ajuda de um m�dico,
n�o somente nos enviou um m�dico, mas tamb�m um anjo.
Ontem, chegaram no meio da noite, cercados por poeira,
cansados e com muito trabalho a fazer pela frente.
Mas isso n�o os impediu de colocar m�os � obra...
e ajudar a todos aqueles que o necessitavam com urg�ncia.
Estou falando do Doutor Karl Braun, que est� aqui.
Quando terminar o servi�o, poder�o conhec�-lo um pouco melhor.
Damos gra�as ao Senhor, por nos haver enviado um homem assim,
e sua jovem m�dica, para nos ajudarem.
Irm�o, v�o em paz. Honremos a Deus, e ao Senhor. Am�m.
Am�m.
Quando o p�roco estiver s�, voc� lhe dir�, certo?
Por favor, Leni, escute-me...
Papai, quer que eu mesma o diga?
Que tal? Me alegro muito em v�-la.
Ol� Ben, estava l�cido no serm�o de hoje, heim?
- Doutor Braun. - Bom dia.
Doutor Braun, ouvi que � um bom cirurgi�o. Poderia examinar meu filho?
Eu n�o quero mais ser examinado pelos m�dicos, mam�e... Ei, Nunk! Espere-me...
- Ol�, Nunk. - O que h�, menino?
N�o precusa de um exame completo, doutor...S� quero que volte a andar bem.
Terei que examin�-lo antes, senhora... � poss�vel que com uma opera��o...
� poss�vel, verdade? Eu sei... Uma vez nos disseram que se curaria com uma opera��o.
E por que n�o a fez?
N�o t�nhamos como pagar o hospital e mem temos agora, mas poderia tentar.
Fa�a voc�. No r�dio disseram que essas opera��es sempre saem bem com crian�as.
Quando soube que vinha para , vi que era a resposta �s minhas preces.
J� disse a Billy que poderia fazer algo.
- Mas nem sequer o examinei, ainda. - Mas o far�, doutor?
Oh, meu pobre rapaz, se assusta com m�dicos.
Por aqui tem vindo alguns que, no lugar de ajudar, fizeram mais dano.
Mas disseram que � um grande cirurgi�o e que o Senhor o enviou aqui para curar.
- Mas... - Voc� pode conseguir, doutor.
Pode faz�-lo voltar a andar bem. Para voc� � f�cil. Por favor, ajude-nos, por favor.
De acordo, est� bem, est� bem... Vou examin�-lo.
Obrigada, doutor, obrigada.
N�o se pode fazer nada contra este p� horr�vel?
N�o... Somente proteger-se... e depois desenterr�-lo todo, como eles fazem.
Est� pronto para irmos?
Antes examinarei um menino. S� levar� uma hora.
Mas disse que...
O que quer que eu fa�a? � um menino e s� demorarei uma hora.
- Est� bem. Quer que o espere aqui? - N�o. Poderia levar Leni para casa?
- Claro. � pra j�. - Muito obrigado.
Seu pai � um grande homem... Gostaria de dar uma volta e ver a cidade?
Temo n�o ter tempo... Ainda temos muita coisa para embalar.
- N�o mudou de ideia, heim? - N�o.
- Ouviu o que falaram de seu pai? - Sim.
N�o se fixou nos olhares? - Olhares? N�o sei a que se refere.
- O serm�o... n�o a fez refletir? - Sinto, n�o � por voc�, mas n�s vamos.
Diga-me, como se chama aquele programa de r�dio?
Est� falando de "N�s, as pessoas"?
Sim, "N�s, as pessoas". Direi por que est�o voltando.
- Voltando? - Est�o fugindo.
Est� enfadado conosco... Decepcionado... N�o tem culpa, mas...
Deixemos isso correr, concorda?
Quero que entenda nossas raz�es. Precisam de algu�m mais jovem que meu pai aqui. E...
Essa n�o � a quest�o. Tem voc�, que � jovem.
Se tivesse vindo s�, talvez ficasse.
Mas preferiram um homem mais velho, com uma filha.
- Pensei que poderia ajudar. - Oh, por�m eu...
N�o deve se preocupar por nos deixar. Eu a ajudarei a embalar tudo.
- De que marca � esse carro? - Celopi.
- Celopi? � um carro italiano. - Sim... Antes tinha um franc�s.
Este � o tipo de carro que temos em Viena.
Que t�nhamos.
- Voc� dirige? - N�o, t�nhamos chofer.
- Oh! Fr�volo, n�o? - N�o... Se chamava Fritz.
- Eu disse algo engra�ado? Sim? - Sim, engra�ad�ssimo.
Bem, temos j� quase tudo.
Espero que meu pai n�o se atrase.
- Est� querendo fugir, n�o? - Sair?
Deveria melhorar seus conhecimentos do idioma.
Mas quem se importa? De qualquer maneira voc�s v�o.
Poderia ser como os antigos pioneiros.
Pioneiros?
Sim. V� isso?
- Que bonita. Quem �? - Minha av�.
Veio para c� em 1861, com Herbert Wynnegan.
Teve que enfrentar mil perigos, a fome e a pen�ria.
Mas nem as tempestades de areia puderam com ela. Era uma pioneira.
Sim, mas � diferente quando se � refugiado.
Os pioneiros tinham tudo a ganhar... N�s perdemos tudo.
N�o h� raz�o por que n�o possam ser pioneiros agora, incluindo esta areia.
Isto era terra f�rtil, rica em minerais, perfeita para assentar as raizes, se � que as tem.
Eu lamento.
Sei como se sente. N�o queria aborrec�-la com este assunto, mas...
talvez pudesse tentar por uma semana ou dez dias, n�o tem ideia de...
N�o, nem uma semana nem tampouco dez dias. Nem sequer um dia mais. N�s vamos.
- Se eu soubesse... - N�o h� nada que discutir.
- Mas ent�o, por que est� me perguntando? - N�o estou perguntando nada.
Ver�, meu amigo, a cirurgia � muito simples.
Na realidade, a paralisia encobre uma deforma��o cong�nita.
N�o me diga.
Cong�nita? E por que o menino tem uma m� forma��o assim?
- Papai, est� pronto para irmos? - Por favor, um momento.
Doutor Atterbury, precisarei de todo material da lista...
amanh�, �s oito da manh�.
Hoje � domingo, amigo e n�o h� nenhuma loja aberta.
Estou seguro de que estar�o dispostos a abrir por voc�, doutor Atterbury.
Bem, eu tamb�m creio nisso. De acordo, deixe comigo.
Esse menino � um caso muito interessante. Tive um paciente com o mesmo, em 1923.
Fora a idade, tudo era igual. � uma paralisia parcial.
Muito bem papai, voc� me contar� no trem.
- Sim. Ver�... Que trem? - Pensava que �amos hoje.
N�o, Lenchen, n�o podemos ir hoje Prometi a sua m�e que o operaria amanh�.
- Isso significa que ficamos. Quanto tempo? - Talvez uma semana ou dez dias.
- Mas papai! - N�o h� nada que discutir.
- Por acaso eu disse algo engra�ado? - N�o, doutor. Creio que o quarto tem eco.
Eco?
Cuidado, calma.
Assim.
Abaixe.
A� est�.
Fique tranquila. Sua perna ficar� boa. Mantenha-o coberto.
Talvez seja estrangeiro, mas sabe o que faz.
Voc� fez isso como uma enfermeira com dez anos de experi�ncia.
- Voltar� a andar, n�o? - Oh, claro!
Fiz isso muitas vezes. Todos ver�o como este menino voltar� a andar breve.
Eu gostaria de v�-lo.
Bem, como disse o senhor Phillips, talvez n�s fiquemos...
e assim veremos o que acontece, n�o �?
H� algumas formas de fazer frente a isso...
Podemos cavar valas e por amortecedores de vento. Outros j� o fizeram e funcionou.
Os passos s�o simples, est�o nesta explica��o do Departamento de Agricultura.
Olhe, John, n�o tenho tempo para essas besteiras.
Quero saber se o D.A. nos dar� �gua at� virem as chuvas.
Tomara que sim.
Mas se fizermos o que dizem, poderemos aproveitar a pouca chuva que temos.
Essas instru��es foram feitas por experts que conhecem nossos problemas.
Nenhum sabich�o vai me ensinar como cultivar minhas terras.
As poucas terras que ficaram. As que n�o voaram ainda.
Companheiros, n�o adiantar� nada brigar entre n�s.
Todos estamos nisto... Podemos cair juntos.
Devemos estar unidos.
Esta seca est� nos afetando a todos,
n�o � culpa de ningu�m e de nenhuma companhia exportadora,
e sim de algo muito dif�cil de vencer, a natureza.
J� falamos o suficiente. M�os � obra. Est�o dispostos a combater?
- Quero �gua. - Eu tamb�m.
Mary, cavamos valas, como nos disseram. Mas seria melhor se tapasse o sol.
Ir� chover... Algum dia chover�.
Com o sol caindo assim... J� poder�amos ter tratores.
O que acha que vou pedir? Entradas para o cinema?
- Que n�o saiam com voc�, rapaz. - Bem, Nunk, farei tudo o que puder.
Diga ao D.A. que n�o nos mande mais porcarias inserv�veis. Arre!
Diga-lhes que estamos arruinando, que n�o h� uma pitada de �gua.
- Bom dia. - Bom dia, Leni.
- Como est�? Levantou cedo hoje. - N�o, cuidado!
- O que � isso? - Tem um longo caminho pela frente,
- assim, te preparei algo para comer. - � muito am�vel de sua parte, obrigado.
Hoje ser� outro dia... Como se diz? Mormacento?
Sim. � o que parece.
H� aviso de chuva. Esperemos que seja verdade.
Guarde um pouco para mim, de acordo?
Olhe, fizemos isto na colina da montanha...
Sim, eu sei. Eu vi num relat�rio de meus homens.
Sim, mas h� uma informa��o que n�o pode ver...
Senhor Phillips, diga aos granjeiros que essas medidas chegaram tarde.
Eu diria que uns vinte anos tarde.
Mas...
N�o quero menosprezar o esfor�o de seus homens, mas tudo isto ser� in�til.
Nossas terras significam muito para n�s.
Olhe, suas terras est�o dentro de um setor que o Governo considera como improdutivo.
Isto � tudo. N�o serve para nada.
O que significa improdutivo?
Apenas improdutivo, que n�o serve para cultivar nada. Baldio, ermo, in�til.
Outra tempestade de areia arrasaria com tudo que resta,
at� com a granjas maiores, que ainda resistem.
- Acredita nisto? - � o que nossos experts consideram...
Agora, s� lhes resta uma �nica sa�da, se est�o prontos.
A que se refere?
Pegar todas suas coisas e deixar para tr�s esse deserto.
Saiam dali.
Escute, esta zona tem grande risco de tempestades de areia...
e nos advertiram que pode acontecer breve.
- Sem embargo, no Oregon... - Sim, sei tudo sobre a areia.
Mas o Oregon est� a mais de duas mil milhas daqui.
- Os ajudaremos, veremos... - Voc� est� louco, senhor?
Acha que trata com grandes propriet�rios?
Somos granjeiros, a terra � nosso sustento, herdada de pais e de av�s.
N�o pode nos tirar de um meio e colocar onde lhe convenha.
N�o somos homens quaisquer. Ainda n�o fomos vencidos!
Outro trago?
� o figur�o de Asheville Forks, n�o?
- Ou�a, l� � lugar de tipos duros, certo? - Sim.
Ol�, meninos.
O vento quase os carregou, n�o?
N�o querer� voltar para casa dirigindo, n�o senhor?
Claro, tenho duas horas pela frente, porque n�o?
Pois cuidado, poder� pegar uma tempestade de areia pelos fundilhos.
Algu�m achou gozado?
- Voc� se feriu? - N�o, estou bem.
- Pequeno golpe. - Teria sido mais f�cil aplacar o vento.
Se quer ver meu pai, ele saiu para atender uma emerg�ncia.
Olhe.
S�o cortinas para a cozinha.
N�o se incomode.
Perder� seu tempo.
Ser� melhor recolher tudo e ir embora.
Voc�s se enganaram ao vir para c�. Deveriam ter voltado no mesmo dia.
Sinto t�-los pressionado para ficar.
Vou fazer um caf� muito forte, quente e escuro.
N�o estou t�o b�bado que n�o possa saber o que digo.
Fiz mal prendendo-os a essas terras. Me ouviu? Aquele dia me enganei.
- Eu n�o opino nisso. - Eu sim.
Reconhe�o uma derrota. Temos que ir-nos daqui, isto est� morto.
Est� morto... N�o pod�amos remedi�-lo e n�o quisemos ver isto.
Bem, juntem suas coisas e v�o daqui. N�s n�o demoraremos a fazer o mesmo.
- Agora � voc� que fala como um refugiado. - Est� certa. � o que querem que sejamos.
- Devemos ir para o Oregon. - Os obrigam por lei a irem?
N�o, podemos ficar aqui e... morrermos de fome.
N�o podem ficar e lutar por suas terras, como fizeram at� agora?
Nunca te havia visto assim antes...
N�o falava assim quando me contou dos pioneiros.
- Eu falei para convenc�-la. Sabe disto? - Sim, eu sei disto.
Mas agora lhe direi uma coisa, que lhe far� melhor que caf� preto.
Voc� � lider aqui. Todos os granjeiros o escutam.
Fazem o que diz e sentem como voc�. Ningu�m consegue tir�-los daqui.
Nossa lei se escreve com vento e areia.
Chuva.
Chuva!
Chuva, Leni, �gua fresca e pura! Est� vendo?
Estava ficando farto de ver tudo marron.
Que maravilhosa � a chuva pura e cristalina.
N�o haveria problema algum se a bebesse.
- Quase ou�o o meu cora��o bater. - Voc� vai se resfriar, volte para dentro.
- Me sinto bem, eu gosto disso. - Como se chama o deus da chuva, Leni?
- J�piter Pluvius. - Sim, � isso.
Continue assim, amigo, continue assim.
Tudo ir� bem, agora. Isto salvar� nossa terra.
- Nossa terra? - J� me adaptei com isso.
Amigo, em meus tempos tamb�m tive meus flertes,
mas nunca me deram um beijo t�o rom�ntico debaixo de chuva.
- N�o � maravilhoso? - O qu�? A chuva ou a situa��o?
Tudo. A situa��o � fant�stica, certo?
Por fim vou saber com sente um cara que beija uma mo�a no nariz de seu pai.
Melhor averiguar o que sente quando beija uma mo�a em frente do pr�prio nariz.
Se surpreendeu ao nos ver debaixo da chuva?
O beijo, n�o, mas a chuva, muito... Quer pegar uma pneumonia?
Acha que ficarei resfriada?
Se sei alguma coisa sobre meu colega, o doutor Atterbury,
� que ele teria diagnosticado uma enfermidade...
ah, sim... incur�vel, do cora��o.
- Papai, � t�o... � t�o... - Sim, j� sei.
Ele � maravilhoso, e voc� � maravilhosa. Tudo � maravilhoso.
E agora vou dar-lhe uma not�cia maravilhosa.
� de uma das maiores cl�nicas da Am�rica. Querem que eu me junte � sua equipe..
Mas esta carta chegou faz uma semana. Por que n�o me disse antes?
Porque n�o estava seguro de que voc� quereria ir.
Agora, estou convencido de que quer ficar.
- N�o pode recusar esta oportunidade. - N�o, n�o... N�o h� nenhuma pressa.
Me deram tr�s meses para pensar... assim, esperarei at� voc� se casar.
- Boa noite. - Boa noite.
- Olhe esta chuva. N�o soa lindo?. - Como disse? Repita.
- Veja a chuva. N�o h� melhor som. - O qu�? Como disse?
Que � lindo ouvir cair a chuva.
N�o te ou�o com este maldito barulho de chuva.
Bem, amanh� voc� me diz de novo.
Bom dia, doutor, como est�?
Bom dia.
Menino, h� quarenta anos enfiava quinze seguidas.
- S�rio? - Sim, senhor.
- Ol�, doutor. - Bom dia.
- Ol�! - Como est�, doutor?
- Dr., me alegro em v�-lo. Uma cerveja? - Sim, boa ideia.
Olhe, Nunk, � com voc�. Um pouco de paci�ncia, William... Doutor, venha aqui.
Sente-se e aprenda com um maestro.
- Sim, senhor. - Venha, � a vez de Nunk.
Ooooh! Pois vamos ver.
- Tente enfiar as duas. - As duas bolas?
Bem, talvez voc� possa faz�-lo.
- Aqui est�... � todo seu, amigo. - Bem, vou tentar.
Eh! Mas n�o toque reto. Dessa forma nunca conseguir� enfiar as duas.
Tome.
- Bravo! Fant�stico! - Minha m�e! N�o est� nada mal! - Mas como fez?
- V�! Outra vez! - Muito bem! - Que b�rbaro! - � um fen�meno!
- Essa � do canto. - Mas que barbaridade! - Parece incr�vel!
Fazia anos que n�o jogava.
Doutor, de onde tirou tempo para estudar medicina?
- Ent�o, quando ser� o casamento? - Em duas semanas e meia.
- H� poucos t�o bons quanto o John. - Estamos muito contentes.
- Ol�, rapazes. Ol�, doutor. - Ah! Ol�.
- J� que o vejo... uma carta. - Obrigado.
Leva quatro selos em lugar de dois. Meu filho gostaria de colecionar.
Se n�o se importa e n�o necessita deles, gostaria de d�-los de presente a ele.
Doutor, � sua vez.
Termine por mim, por favor, devo voltar para casa.
Como podemos estar seguros de que � verdade?
Nos disseram que o haviam matado.
Pois � verdade, Lenchen. � o que diz a carta...
O doutor Thorpe esteve na �ustria. Ele escapou da morte.
Eu sei... e dou gra�as a Deus. Mas me sinto malvada e n�o posso ser feliz.
Acalme-se.
- Que devo fazer? Como direi a John? - Ele sabe. Eu disse...e ele compreende.
Mas voc� n�o entende. Lenchen. Voc� amava Eric. Queria casar com ele.
Eu sei, mas... Isso foi a dois anos e em outro lugar. Em outro mundo.
Sei como se sente, Lenchen...
N�o � f�cil saber onde termina a lealdade... e onde come�a o amor.
� como se algu�m me colocasse uma maldi��o.
N�o pode evitar... Eric vem para a Am�rica, ele entender�.
Como? Fez tudo por n�s. Devemos-lhe nossas vidas.
Nunca esquecerei... Me sinto comprometida.
Lenchen, tive que sair para uma chamada de �ltima hora. N�o me espere acordada. Papai.
N�o chore, Leni. N�o chore.
Passei horas sentado em meu quarto, pensando em tudo isto...
E creio que fui muito injusto.
Eu sei... Acha que poder� entender?
Valeria a pena entender, Leni. Mas n�o se trata de que eu o entenda.
N�o podemos controlar os sentimentos dos demais, surgem sem obriga��es.
Sabemos que ser�amos felizes, por que aceitar isso?
Talvez possamos, John, mas a decis�o n�o � s� nossa.
Agora, talvez possa brigar por ela, mas n�o posso...� como essa tormenta.
- Para quando espera que ele chegue? - Estar� em S�o Francisco no m�s que vem.
O que vai dizer-lhe?
Diga que mudou de ideia, que j� � tarde, que j� estamos casados, qualquer coisa.
- Como poderia? - Fa�a, Leni. � esperta, pode faz�-lo.
N�o John, veremos depois.
Por favor, v�. N�o fique mais aqui.
O que quer? Um caso. J� te pedi... S� quer�a que...
Quer ficar comigo, eu sei, mas n�o podemos, s� conseguir�amos ser infelizes.
John, vamos, tem que ir.
N�o � nenhum segredo que te amo, mas n�o posso lutar contra voc�,
assim como n�o pode faz�-lo contra ele. E ganhar.
Me parece incr�vel que um fantasma possa nos fazer isto.
N�o � um fantasma.
Olhe, este � ele. E est� vivo.
Quer me ouvir dizer que o odeio? N�o, eu mentiria.
Antes eu o queria. Era um homem bom e valente.
Sem ele, meu pai e eu estar�amos mortos.
Voc� ganhou.
Cara afortunado.
Senhoras e senhores, eu lhes falo do local da not�cia...
Estou na rua principal de Asheville Forks, onde a tempestade foi mais dura...
e, acreditem-me, o cen�rio parece do de depois de um terromoto.
Daqui a pouco ouvir�o as pessoas que viveram estes dois dias de devasta��o.
Ouvir�o como ocorreu tudo.
Asheville Forks est� lutando contra montes de areia do tamanho de casas.
Diga-me senhor... Poderia falar sobre a desastrosa tempestade?
Agora n�o posso, rapaz. N�o tenho tempo.
Ser� s� um momento. Conte-nos com suas palavras como foi afrontar esta trag�dia.
- Minhas pr�prias palavras? - Sim.
Muito bem rapaz, voc� quis. Bem, o vento soprava como um...
- Muito obrigado... Foi muito gr�fico. - Foi assim que vivi, rapaz.
Mas, por que fugirmos como covardes? Por que n�o esperamos que chova mais?
Que tolice.
Tem cara que vai chover?
Bem, sempre podemos parar e esperar um pouco.
� certo, podemos fazer isso. Aqui n�o h� nada obrigat�rio.
Mas j� que devemos trocar de terras, vamos fazer como um ex�rcito, n�o como rebeldes.
Fazemos um posto avan�ado, n�o uma deser��o. Quero ficar, como todos.
Por t�o poucas milhas, gostaria de ficar e lutar. Mas j� lutamos, sem �xito.
A marca no mapa � o Oregon. Est� a umas duas mil milhas daqui.
� um longo caminho para um homem sozinho, pelo pa�s.
Mas a terra � nova e se vamos todos juntos,
e trabalhamos juntos, com nossas poupan�as e v�veres, podemos conseguir.
Est� bem, mas de que vamos trabalhar? Que faremos quando chegarmos ao Oregon?
E quanto terreno nos dar�o pelo pouco dinheiro que temos?
S� nos resta aceitar sua palavra, de que o Oregon � uma terra de oportunidades.
N�o h� terras de oportunidades. A oportunidade se faz trabalhando duro.
Est� errado, Bob.
Gostaria de dizer umas palavras, com sua permiss�o.
V� em frente, doutor.
Falo como algu�m que tem sido um refugiado.
Nenhum estrangeiro vai me dizer onde ir.
Escute Bob. Voc� tem mem�ria curta.
N�o dizia isso quando ele foi � sua casa operar seu filho de apendicite.
N�o, senhor. Dizia "Por favor doc, corra, venha r�pido". Era no meio da noite.
Por favor, calma. N�o conhe�o seus problemas agr�colas, nem os de John.
Mas sei que ele est� certo.
Creio que seria melhor que discutam menos e se ponham em marcha.
- N�o lhe custa dizer. Ele n�o vir�. - Fique a�, amigo, vou quebrar sua cara.
Quebrar o qu�?
Tem uma boca suja, amigo. Acha que sabe tudo, certo?
N�o � nenhum segredo, Nunk. Sabemos que tem pensado em ir para uma cl�nica.
� um idiota. Antes da tormenta ia aceitar o trabalho, mas agora disse que n�o vai,
que vai conosco ao Oregon. Vamos com as cabe�as bem altas.
Os que estiverem de acordo em ir para o Oregon, que digam sim.
Oh, Deus Misericordioso, n�o abandone seus filhos.
Pedimos-lhe que acompanhe este povo no duro caminho que v�o empreender,
desde estes dom�nios ermos, at� a uma terra prometida.
Cuide dos carros, porque a maioria n�o est� em boas condi��es.
Tente evitar as falhas de motor, os sobreaquecimentos e os eixos quebrados.
Cuide da terra que deixamos, e conduza-nos at� uma vida melhor.
Am�m.
Muito obrigado.
A� vem o grande l�der. Espero que saiba o que faz.
N�s �ramos refugiados ao sair de Viena, mas t�nhamos uma garantia.
V�nhamos para a Am�rica.
A situa��o desta gente � mais tr�gica do que a de qualquer refugiado.
Formamos uma fila de carros, como fazem os soldados, amigo.
Mas John tem a maior responsabilidade.
Ele deve se preocupar com algo al�m da gasolina dos carros.
N�o, senhor. N�o podem se comparar com John.
Est� fazendo um bom trabalho. Leva uma grande carga sobre os ombros.
Sim. Deve se sentir afortunada. � dif�cil encontrar... Bom, algo tinha que ser dito.
Por favor, Nunk.
N�o h� muitos jovens como ele.
� muito respons�vel e poderia fazer muito feliz a mulher que amar.
Certamente John � o melhor. O tempo o demonstrar�.
N�s seguiremos todo o caminho com ele?
N�o. Posso mudar de carro na pr�xima parada.
Rapaz... ele come�ou de maneira muito sutil.
Eu pisquei um olho e ele disse: "Deixe-me dirigir um pouco, Leni.
Porque n�o vai um pouco no carro de John?" E ela n�o deu o bra�o a torcer.
Ent�o comecei a atacar. Soltei uma ladainha de coisas sobre voc�.
Todas maravilhosas. Mas n�o fez efeito.
Por que n�o se mete em seus assuntos? Deixe-a em paz.
Eu posso deix�-la em paz, mas, e voc�?
Nenhuma mulher quer que a deixem.
Deixe-a j�, Nunk, e cale-se. Acabou. N�o h� mais o que falar.
Eu creio que h�. Hoje ouvi algo no carro de Higgins. Esse tem muitas fantasias.
- O que ele est� tramando agora? - O mesmo de ontem. California.
A terra do sol dourado. Est� dizendo a todos que v�o para o oeste e n�o ao sul.
Se isso lhe d� prazer, por mim que v�.
Poderia ser um problema, porque n�o querer� ir s�. Tentar� separar o grupo.
Sabe o que eu fiz?
Disse que deveria enfrentar meu sobrinho John, primeiro,
e teria que mostrar que � mais r�pido do voc�.
Com que cara ficou...
- Me disseram que queria falar-me. - Sim. Entendi que h� problemas.
Escute-me, senhor. S� porque vai no primeiro carro n�o quer dizer que...
vamos fazer tudo que voc� disser.
H� muitos que pensam como eu, n�o me diga que n�o sabia.
O que sei � que n�o devemos nos separar, e fechar juntos.
Quando acamparmos esta noite, escutarei o que tem a dizer.
N�o � ningu�m para dar-me ordens.
Est� cheio de raiva. Esta n�o � minha campanha e sim de todos.
N�o pedi para lider�-la, mas enquanto eu estiver � frente, cumprir� minhas ordens.
Na California � imposs�vel congelar-se at� morrer. Todos os dias s�o ensolarados.
H� milhas inteiras de planta��es de laranja e todo tipo de fruta.
Parece que leva a vida com ele. Nunca ouvi algu�m dizer: California, California!
Como voc� saber�, Nunk? Nunca esteve por l�.
N�o, mas eu sim. Claro que h� milhas de planta��es, mas...
tamb�m h� duzentos ou trezentos mil trabalhadores deslocados por l�.
Podem colher bastante fruta para ter um bom sal�rio.
Claro que poder�amos ir para a California.
Mas de que trabalhar�amos?
Nos converter�amos nesses imigrantes que vivem inseguros, de qualquer maneira.
N�o colhemos frutas, somos granjeiros.
� o que seremos no Oregon, trabalharemos a terra.
Uma terra para plantar e cultivar.
Na California h� muitas coisas boas. H� muitas laranjas e sol.
Todo o sol que quiser. Mas, o que comer� esta gente?
N�o vai nos convencer com toda essa conversa fiada.
N�o sairemos daqui. N�o antes de recuperar o dinheiro.
N�o t�o r�pido, Higgins, sabe para que � esse dinheiro.
Espero que n�o seja para que essa mulher e voc� o gastem.
Esse foi um soco com Deus manda.
Direto no alvo. Voc� viu? Isso � um homem...
Idiotas est�pidos e teimosos.
Acalme-se e sente-se jovem Mois�s. Se voc� leu a B�blia...
sabe que os filhos de Israel viajaram pelo mundo h� mais de quarenta s�culos.
Ent�o, quiseram o bezerro de ouro.
Agora, desejam as laranjas de ouro ou a terra dourada.
Mas, se me lembro bem, doutor, Mois�s tentou mais vezes.
Sim, mas o castigaram. Pode ver a terra prometida, mas n�o chegou a pis�-la.
Isso tamb�m poderia me servir, doutor. Meu cora��o n�o doeria tanto.
DESVIO ESTRADA IMPEDIDA
Num momento voc� congela e no segundo seguinte voc� assa.
A natureza � ben�vola com a California.
Acho que a natureza est� louca. N�o para de nevar nas montanhas, onde n�o necessitam.
E aqui no deserto, onde se derretem at� as pedras, n�o cai nem um pingo.
Este � o pior. Espero que depois de um dia assim fa�a uma noite mais fresca.
Talvez fa�a.
- J� estamos fartos! - Sim, deve falar claro! - Venha, que o ou�am todos. - � isso!
- Isto � insuport�vel! - Por que n�o os cala? - N�o pensamos em ficar aqui!
- Podemos fazer o que queremos. - N�o esperaremos mais, senhor Philips.
Queremos o dinheiro e as provis�es e n�o voltar a ouvir falar do Oregon.
J� estamos fartos!
O que pensam, homens?
Escutem! Levamos v�rios dias viajando e dormindo em tendas de campanha.
Est�o cansados e famintos.
Voltem para suas tendas e descansem um pouco. Acalmem-se, logo ver�o mais claro.
Certo, Higgins, voc� venceu. � o l�der de todos, e, por mim, o l�der de tudo isto.
- E o dinheiro? - � todo seu.
Tire as m�os da�! Isto n�o � seu. N�o vai dar-lhe isto. N�o pode nos deixar agora.
John! O que ocorre? O que se passa?
Problemas com a terra prometida, doutor. N�o quero mais v�-la.
Este dinheiro � de todos, Higgins. Aqui todos merecemos uma chance.
Coloque isto no carro, Bill, subam nos caminh�es.
Certo.
Olhem, levar� um par de horas para sacar nossas coisas.
Para que sac�-las? N�s levaremos tudo junto.
Espere um momento, n�o � tudo nosso, n�o podemos lev�-lo.
Pois vamos faz�-lo, rapaz. E se algu�m n�o gostar, que me diga.
- Aconteceu algo? - N�o, tudo vai bem.
Bem, estava dando um passeio.
E eu dando-me por vencido. O mundo � um len�o.
N�o sei o que quer dizer.
Quero dizer que estou indo. Deixando tudo. Entendeu? Est� claro?
Sim, mas para onde voc� vai?
D� na mesma, n�o? Nossos caminhos se separam.
San Francisco est� a menos de duas mil milhas daqui.
O dia est� claro, talvez possa ver a Golden Gate.
Para mim n�o est� um bom dia, John. O vejo todo coberto de n�voa.
Por que estamos nos enganando? Deixe tudo, voc� tamb�m.
H� coisas mais poderosas. Seremos loucos, se n�o o vemos claro.
Eu tamb�m quero fugir, John, mas n�o posso, assim como voc�.
Fugir � simples. Eu o descobri h� pouco. Para voc� tamb�m ser� f�cil.
J� � hora de come�ar a pensar em n�s. Sermos livres, Leni. N�o ocorrer� de novo.
Seu idiota sem vergonha, suba no carro. O que faz aqui, perdido?
Isto � conosco. Deixe que ela dirija sua vida como melhor lhe parecer.
Deixa que fale assim? Responda-me. Foi voc� que pediu para ele falar por voc�?
Est� confundindo, doutor. � o contr�rio. Estou tentando que ela mude.
- O que se passa com sua gente, John? - N�o significam mais nada para mim.
N�o tem direito de dizer isso. Ali h� duzentos homens, mulheres e crian�as,
cujas vidas est�o em suas m�os,
como de um paciente, numa opera��o que est� nas minhas.
Talvez valha a pena salvar o paciente.
Isso n�o � certo. Mas mesmo que fosse, o m�dico n�o diria que n�o h� esperan�a.
N�o, um m�dico n�o foge e diz que est� cansado, que n�o quer continuar.
N�o se rende, ele luta.
Bem dito, amigo.
Sim, voc� pode fugir, mas n�o poder� se livrar.
Gritar� "eu sou livre", mas at� o eco lhe dir� que est� mentindo.
Leni sabe disso. Olhe-a, John.
Ela sabe muito bem que, �s vezes, o dever pode ser dif�cil e cruel.
Ela sabe melhor que voc�, John. Veja seus olhos.
Tem que terminar seu trabalho, John... igual a Leni.
- Pegue-o, John. Pegue-o. D�-lhe um soco. - Quer calar a boca, j�?
Parece o carro de John.
San Francisco,161 milhas.
N�o olhe para tr�s, filho. Tem que olhar para frente. Na frente est� o Oregon.
"Auf wiedersehen"... "Auf wiedersehen".
Chegamos. Hotel Saint George.
- Mas, est� seguro de que � aqui, papai? - Foi o que me disse o c�nsul.
Mas n�o esperava ver o Eric em um lugar t�o elegante.
Boa tarde.
Boa tarde ,"herr doctor". Boa tarde, "fr�ulein".
- � o apartamento do doutor Von Scherer? - Sim, � este.
- Onde est� o doutor Von Scherer? - Vou dizer-lhe que est�o aqui.
- Lenchen! - Eric!
- Herr doctor! - Eric!
- Que alegria te ver, n�o mudou em nada. - Voc� tampouco.
Me alegra ver voc�, Eric...
Sente-se, Lenchen. Oh, lhes apresento meu mordomo... Herr Schmidt.
Eh... sente-se, Eric e... conte-nos como foi sua fuga.
Mas eu n�o fugi, Lenchen.
Nos disseram que havia escapado da R�ssia.
Eh... estive na R�ssia, sim. Em uma miss�o importante.
O doutor Thorpe me disse em sua carta que voc�...
Sinto, mas o doutor Thorpe � um traidor. E j� n�o escreve mais cartas.
Mas, Eric, o doutor Thrope era um dos nossos velhos amigos.
Por que � um traidor?
Ele traiu o Reich... E eu agora trabalho para o Reich.
Mas, se arriscou para fugir dele.
Faz dois anos, eu tamb�m era um idealista sentimental. Voc� concorda, doutor?
Agora tenho ideias diferentes.
N�o te reconhe�o, Eric.
Ficarei duas semanas aqui. Depois, irei a Berlim.
O Reich o reclama, doutor, h� muito trabalho por fazer.
Tenho planos para voc� e para... Leni.
Para n�s?
N�o tema, tenho amigos no partido.
J� resolvi esse pequeno problema seu e est� tudo esquecido.
Assim, voltaremos ao Reich.
N�o, Eric. Est� enganado. Agora, nosso lugar est� na Am�rica.
Isso � rid�culo. Sua na��o n�o significa nada para voc�?
Minha na��o, sim. Mas seus olhos... n�o. � incr�vel, Eric...
Tem boa apar�ncia, mas transmite uma enfermidade...
mais cruel e impiedosa que o c�ncer.
Uma doen�a que ser� mortal para voc�, para milh�es de concidad�os seus...
e para todo o Reich.
N�o se preocupe pelo Reich, doutor.
Para ser um paciente... n�o estamos t�o mal.
Quantas vezes se sentou na cama de um enfermo,
e viu o auge da vitalidade, justo antes da morte?
Venha, Leni... Devemos ir para o Oregon.
Leni!
N�o pode ir assim... Eu percorri meio mundo para te ver.
Sim, Eric, e agora que estamos aqui, nem sequer falamos o mesmo idioma.
Oh, Senhor nosso, no abrigo dessa �rvore milenar,
nossa igreja temporal, te bendizemos e te damos gra�as.
N�o temos tido tempo para construir a igreja, Senhor.
Era mais necess�rio construir celeiros, galp�es e casas.
Mas em nossos cora��es, em nossas almas ditosas,
n�o necessitamos de um templo para dar-lhe as gra�as...
por esta terra f�rtil e pelos fortes bra�os que temos...
e que far�o deste solo uma terra proveitosa.
Senhor, trazemos a sua presen�a dois de seus fi�is, este homem e esta mulher...
que ante os olhos desta congrega��o, desejam unir-se hoje,
no santo matrim�nio, para amar-se e respeitar-se.
Assim, pelo poder que me foi outorgado...
Legendas traduzidas e ampliadas do espanhol, por Gerigato.
Contribua tornando-se um usu�rio VIP e remova todos os an�ncios do www.OpenSubtitles.org
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.