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Original subtitles

Eu disse a ele para desistir dela, juro que mantive a mais sagrada...

Uma manhã, eu estava sentado na janela e ela entrou e voou para cima de mim.

Desista dele, ela gritou, ele é meu. Nas fotos ela era bela.

Ao vê-la agora, em carne e osso, entendi porque ele me preferia.

Não estávamos há muito tempo juntos quando ela desconfiou...

Desista dessa vagabunda, ela disse, ou eu corto minha garganta (perdão) ... eu juro.

Eu sabia que ela não tinha provas. Então disse que não estava entendendo.

Do que está falando? Eu disse, disfarçando. Alguém seu? Desistir de quem?

Eu sinto seu cheiro nele, ela gritou, ele fede a piranha.

Apesar de segui-lo por meses, não tive provas. e não há como negar que ele...

... continou assíduo como antes. Isso, e o seu horror pelas relações platônicas...

... fizeram-me pensar se eu não estava sendo injusta. Sim.

Do que você reclama? Eu disse. Eu tenho sido negligente?

Como poderíamos estar juntos como estamos se houvesse mais alguém?

Como eu a amava, eu só conseguia sentir pena dela.

Temendo que ela ficasse violenta, eu liguei para Erskine e a expus.

Como ele pode confirmar, se ainda estiver vivo, e não tiver esquecido,

indo e vindo pela Terra, recebendo pessoas, acompanhando-as para fora,

ela foi dizendo que ela ia me pegar. Confesso que fiquei alarmada, na época.

Ela não se convenceu. Eu devia saber. Eu sinto o cheiro dela em você, ela disse.

Não havia o que responder. Então a abracei e jurei que não podia viver sem ela.

Foi sincero. Sim, foi. Ela não me repeliu.

Imagine então a minha surpresa quando, enquanto eu estava sentada, distraída,

ele entrou, caiu de joelhos diante de mim, afundou o rosto no meu colo e... confessou.

Ela colocou um detetive atrás de mim. Mas eu tive uma conversa com ele.

Ele ficou feliz com o dinheiro extra.

Por que não sai, eu disse, quando ele começou a reclamar sobre sua família,

obviamente não há mais nada entre vocês. Ou há?

Confesso que meu primeiro sentimento foi de admiração: que homem!

Algo entre nós, disse ele, o que acha que sou, uma máquina?

E, é claro, com ele não havia o risco de... algo espiritual. Então, por que não sai?

Às vezes me pergunto se ele não estava com ela por causa do dinheiro.

Depois, a cena entre elas. Não vou suportar ela vindo aqui, ameaçando-me de morte.

Devo ter parecido incrédulo. Pergunte a Erskine, ela disse, se não acredita.

Mas ela ameaçou se matar, eu disse. Não te matar? ela perguntou.

Não, eu disse, se matar. Nos divertimos tentando resolver isto.

Então o perdoei. A que o amor não se rebaixa? Sugeri uma viagem para celebrar.

Riviera ou nossas queridas Ilhas Canárias. Ele parecia lívido. Indisposto.

Mas isso não era possível então. Compromissos profissionais.

Ela veio novamente. Simplesmente entrou. Lambendo os lábios. Pobrezinha.

Eu estava fazendo as unhas, perto da janela. Ele me contou tudo, disse ela.

Ele quem, eu disse, e tudo o quê? Eu sei que deve estar sendo uma tortura, ela disse,

vim lhe dizer que não guardo mágoas, eu telefonei para Erskine.

Então fiquei com medo e confessei. Ela parecia mais e mais desesperada.

Ela tinha uma navalha na bolsa. Adúlteros, aviso-os: jamais admitam!

Quando achei que tudo havia acabado, cantei vitória: ela é só uma piranha.

O que ele viu nela quando ele -...

Quando ele voltou, eu estava cheia. Mortificada.

Ele explicou porque teve que confessar. Arriscado demais, e por aí vai.

Significava que ele tinha voltado para ela. Voltado para aquilo.

Baleia, cheia de banhas, sem pescoço, remédios que você poderia -...

Ele continuou falando. Ao fundo, um velho cortador de gramas. Eu o interrompi...

e disse que, não importa o que eu sentisse, eu não iria perturbá-lo - mas eu não tinha...

... estômago para as frivolidades dela. Ele pensou no que eu disse por um tempo.

Pernas flácidas como de um lacaio...

Quando a vi novamente, ela soube. Ela parecia... infeliz. (Perdão).

Um idiota cortava grama. Uma pequena corrida, depois outra.

O problema era convencê-la de que não havia... uma retomada das intimidades.

Eu não conseguiria. Eu deveria saber. Abracei-a e disse que não viveria sem ela.

Eu realmente não acho que poderia.

A solução era fugirmos. Ele jurou que iríamos assim que colocasse suas coisas em ordem.

Enquanto isso, tudo ficava como antes. Ou seja, o melhor que pudéssemos.

Ele era novamente meu. Todo meu. Era feliz de novo. Comecei a cantar. O mundo...

Em casa, tudo bem. Página virada. O que passou, passou.

Vi sua ex-amante, ela disse certa noite, você está bem melhor sem aquilo.

De fato estou, querida, eu disse. De fato, estou. Deus, que mulher vil!

Graças a você, meu anjo, eu disse.

Então comecei a sentir o seu cheiro nele, novamente. Sim.

Quando ele parou de vir, eu estava preparada. Mais ou menos.

Finalmente, tudo passou da conta. Eu simplesmente não podia mais...

Antes que eu pudesse fazer algo, ele sumiu. Ela havia vencido. Aquela puta!

Não acreditava. Fiquei deitada por semanas. Então dirigi até a casa dela. Estava trancada.

Cinza por causa do orvalho congelado. Ao retornar, passando por Ash e Snodland...

Eu simplesmente não podia mais...

Eu fiz uma trouxa com suas coisas e queimei. Era novembro e o fogo se alastrou.

A noite inteira eu senti o cheiro das coisas se queimando.

Quando isso mudou, eu cheguei a agradecer a Deus. Eu pensei, está feito,

está dito, agora tudo irá -...

Eu ainda implorava por compaixão. Ela virá. Você não me viu. Mas verá. Então ela virá.

Não direi que não estou decepcionada. Eu esperava algo melhor. Mais repousante.

Ou você vai se cansar de mim.

Está tudo indo abaixo, tudo escurecendo, a paz está chegando, eu pensei,

afinal, eu estava certo, graças a Deus, quando isso mudou, a princípio.

Menos confusa. Menos confuso. Ao mesmo tempo, prefiro isto que... a outra coisa.

Definitivamente. Existem momentos perenes.

Eu pensei.

Quando você sair - e eu sair. Algum dia você se cansará de mim e sairá... para sempre.

Meia-luz infernal.

Paz, sim, suponho. Um tipo de paz. E toda a dor, é como se nunca tivesse acontecido.

Desistirá de mim, como um emprego ruim. Irá embora e ficará com outra. Entretanto...

Deixe-me em Paz! Deixe-me em Paz!

Ela virá. Tem de vir. Não há futuro nisto.

Entretanto, as coisas podem piorar. Há esse risco.

Oh, é claro. Agora, eu sei...

É que eu não digo a verdade, é isso? Que algum dia, de alguma forma,

eu diga a verdade finalmente e finalmente acaba esta luz, graças à verdade?

Você poderia ficar nervoso e me aterrorizar, não poderia?

Agora sei, tudo aquilo era só... encenação. E tudo isto? Quando tudo isto irá...

É isso?

Não poderia?

Tudo isto, quando tudo isto terá sido... somente encenação?

Não posso fazer nada... por ninguém... não mais... graças a Deus.

Então deve haver algo que tenho que dizer. Como a mente ainda funciona.

Mas duvido. Não seria do seu feitio. Deve saber que estou me esforçando. Ou não?

Talvez elas tenham se tornado amigas. Talvez a dor...

Mas eu disse tudo que eu posso. Tudo que você permite. Tudo que eu...

... talvez a dor tenha as aproximado.

Sem dúvida cometo o mesmo erro, quando o sol ainda brilhava

e eu procurava sentido no que não tinha.

Talvez elas se encontraram, sentaram, tomaram o chá verde que ambas adoram

sem leite nem açúcar, nem mesmo algumas gotas de limão...

Você está me ouvindo? Alguém me ouve? Alguém chega a se importar comigo?

Nem mesmo algumas gotas de...

é algo que eu devia fazer com meu rosto, além de falar? Chorar?

Eu sou um tabu? Não necessariamente, agora que todo perigo está afastado.

Aquela pobre criatura - posso ouvi-la - aquela pobre criatura -

Morder minha língua e engoli-la? Cuspi-la? Isso o aplacaria?

Como trabalha a mente para ter certeza!

Encontraram-se, sentaram-se, agora em um lugar aprazível, e choraram juntas,

e compararam (perdão) memórias felizes.

Se ao menos eu conseguisse pensar. Não há sentido nisso...

...ou em qualquer outra coisa. Eu não consigo.

Aquela pobre criatura que tentou seduzi-lo, o que acha que aconteceu com ela?

Eu posso ouvi-la. Pobrezinha.

Pessoalmente, eu sempre preferi Lipton's.

E que tudo está caindo, tudo em queda, desde o início, no vazio.

Nada está sendo pedido. Ninguém está me pedindo absolutamente nada.

Podem até ter pena de mim, se me virem. Mas nunca o quanto eu tenho pena deles.

Eu não consigo...

Beijando seus beijos azedos.

Tenho pena delas, de qualquer forma, sim, compare minha sorte com a delas,

não importa o quão abençoadas...

Eu não consigo. O cérebro não suporta. Ele se desligaria. Sim.

Pena delas.

O que você faz quando sai? Transforma-se?

Estou escondendo algo? Eu perdi...

Ela tinha condições, eu imagino, apesar de viver como uma porca.

Como arrastar um grande rolo, em um dia escaldante. o esforço para fazê-lo se mover

o impulso chega... perde-se e o esforço de novo.

Eu perdi... o que você queria? Por que sair? Por que desc...

E você, talvez, com pena de mim, pensando. Pobre coisinha, precisa de um descanso.

Talvez ela o tenha levado para viver... em algum lugar ensolarado.

Por que descer? Por que não...

Eu não sei.

Talvez ela esteja sentada em algum lugar, à janela aberta, as mãos sobre o colo,

olhando para baixo, para as oliveiras...

Por que não manter esse olhar irritado em mim sem cessar?

Eu talvez comece a delirar e ... comente sobre isto com você. (per-

não.

-dão)

... olhando para baixo, para as oliveiras, e então para o mar,

perguntando-se porque ele demora, ficando com frio.

Sombras lentamente tomando tudo. Rastejando. Sim.

Pensar que nós nunca estivemos juntos.

Eu não estou já, talvez, um pouco perturbada?

Pobre criatura. Pobres criaturas.

Nunca acordamos juntos, em uma manhã de maio,

o primeiro a acordar acorda os outros dois. E então, em um pequeno barco...

Penitência, sim, se necessário, expiação, um desistiu, mas não...

essa também não parece ser a questão.

Digo, eu não estou já, talvez, um pouco perturbada? Só um pouco? Eu duvido.

Um pequeno barco...

Silêncio e escuridão eram tudo o que queria. Bem, eu tenho um pouco de ambos.

Os dois em um. Talvez seja mais perversidade rezar por mais.

Um pequeno barco, no rio, eu descansando sobre os remos,

elas recostadas sobre almofadas infláveis, na popa... lençóis. Flutuando. Que fantasias!

Meia-luz infernal.

Uma sombra se foi. Na cabeça. Só uma sombra. Eu duvido.

Nós não somos civilizados.

Ansiando a escuridão - e quanto mais escuro pior. Estranho.

Que fantasias. Então. E agora -

Eu duvido.

Sim, e a coisa toda ali, tudo ali, te olhando na cara. Você verá.

Deixe-me em paz. Ou canse.

E agora, que você é... não mais que um olho. Somente olhando para o meu rosto.

Abrindo e fechando.

Canse-se de brincar comigo. Deixe-me em paz. Sim.

Procurando por algo. Em meu rosto. Alguma verdade. Em meus olhos. Inquieto.

Não mais que um olho. Sem mente. Abrindo e fechando pra mim. Sou digno...

Eu sou digno... de ser visto?

Eu disse a ele para desistir dela, Juro que mantive a mais sagrada...

Uma manhã, eu estava sentado na janela e ela entrou e voou para cima de mim.

Desista dele, ela gritou, ele é meu. Nas fotos ela era bela.

Ao vê-la agora, em carne e osso, entendi porque ele me preferia.

Não estávamos há muito tempo juntos quando ela desconfiou...

Desista dessa vagabunda, ela disse, ou corto minha garganta (perdão)... eu juro.

Eu sabia que ela não tinha provas. Então disse que não estava entendendo.

Do que está falando? Eu disse, disfarçando. Alguém seu? Desistir de quem?

Eu sinto seu cheiro nele, ela gritou, ele fede a piranha.

Apesar de segui-lo por meses, não tive provas. E não há como negar que ele...

... continou assíduo como antes. Isso, e o seu horror pelas relações platônicas...

... fizeram-me pensar se eu não estava sendo injusta. Sim.

Do que você reclama? Eu disse. Eu tenho sido negligente?

Como poderíamos estar juntos como estamos se houvesse mais alguém?

Como eu a amava, eu só conseguia sentir pena dela.

Temendo que ela ficasse violenta, eu liguei para Erskine e a expus.

Como ele pode confirmar, se ainda estiver vivo, e não tiver esquecido,

indo e vindo pela Terra, recebendo pessoas, acompanhando-as para fora,

ela foi dizendo que ela ia me pegar. Confesso que fiquei alarmada, na época.

Ela não se convenceu. Eu devia saber. Eu sinto o cheiro dela em você, ela disse.

Não havia o que responder. Então a abracei e jurei que não podia viver sem ela.

Foi sincero. Sim, foi. Ela não me repeliu.

Imagine então a minha surpresa quando, enquanto eu estava sentada, distraída,

ele entrou, caiu de joelhos diante de mim, afundou o rosto no meu colo e... confessou.

Ela colocou um detetive atrás de mim. Mas eu tive uma conversa com ele.

Ele ficou feliz com o dinheiro extra.

Por que não sai, eu disse, quando ele começou a reclamar sobre sua família,

obviamente não há mais nada entre vocês. Ou há?

Confesso que meu primeiro sentimento foi de admiração: que homem!

Algo entre nós, disse ele, o que acha que sou, uma máquina?

E, é claro, com ele não havia o risco de... algo espiritual. Então, por que não sai?

Às vezes me pergunto se ele não estava com ela por causa do dinheiro.

Depois, a cena entre elas. Não vou suportar ela vindo aqui, ameaçando-me de morte.

Devo ter parecido incrédulo. Pergunte a Erskine, ela disse, se não acredita.

Mas ela ameaçou se matar, eu disse. Não te matar?, ela perguntou.

Não, eu disse, se matar. Nos divertimos tentando resolver isto.

Então o perdoei. A que o amor não se rebaixa? Sugeri uma viagem para celebrar.

Riviera ou nossas queridas Ilhas Canárias. Ele parecia lívido. Indisposto.

Mas isso não era possível então. Compromissos profissionais.

Ela veio novamente. Simplesmente entrou. Lambendo os lábios. Pobrezinha.

Eu estava fazendo as unhas, perto da janela. Ele me contou tudo, disse ela.

Ele quem, eu disse, e tudo o quê? Eu sei que deve estar sendo uma tortura, ela disse,

vim lhe dizer que não guardo mágoas, eu telefonei para Erskine.

Então fiquei com medo e confessei. Ela parecia mais e mais desesperada.

Ela tinha uma navalha na bolsa. Adúlteros, aviso-os: jamais admitam!

Quando achei que tudo havia acabado, cantei vitória: ela é só uma piranha.

O que ele viu nela quando ele tinha a mim.

Quando ele voltou, eu estava cheia. Mortificada.

Ele explicou porque teve que confessar. Arriscado demais, e por aí vai.

Significava que ele tinha voltado para ela. Voltado para aquilo.

Baleia, cheia de banhas, sem pescoço, remédios que você poderia -...

Ele continuou falando. Ao fundo, um velho cortador de gramas. Eu o interrompi...

e disse que, não importa o que eu sentisse, eu não iria perturbá-lo - mas eu não tinha...

... estômago para as frivolidades dela. Ele pensou no que eu disse por um tempo.

Pernas flácidas como de um lacaio...

Quando a vi novamente, ela soube. Ela parecia... infeliz. (Perdão).

Um idiota cortava grama. Uma pequena corrida, depois outra.

O problema era convencê-la de que não havia... uma retomada das intimidades.

Eu não conseguiria. Eu deveria saber. Abracei-a e disse não poder viver sem ela.

Eu realmente não acho que poderia.

A solução era fugirmos. Ele jurou que iríamos assim que colocasse suas coisas em ordem.

Enquanto isso, tudo ficava como antes. Ou seja, o melhor que pudéssemos.

Ele era novamente meu. Todo meu. Era feliz de novo. Comecei a cantar. O mundo...

Em casa, tudo bem. Página virada. O que passou, passou.

Vi sua ex-amante, ela disse certa noite, você está bem melhor sem aquilo.

De fato estou, querida, eu disse. De fato, estou. Deus, que mulher vil!

Graças a você, meu anjo, eu disse.

Então comecei a sentir o seu cheiro nele, novamente. Sim.

Quando ele parou de vir, eu estava preparada. Mais ou menos.

Finalmente, tudo passou da conta. Eu simplesmente não podia mais...

Antes que eu pudesse fazer algo, ele sumiu. Ela havia vencido. Aquela puta!

Não acreditava. Fiquei deitada por semanas. Então dirigi até a casa dela. Estava trancada.

Cinza por causa do orvalho congelado. Ao retornar, passando por Ash e Snodland...

Eu simplesmente não podia mais...

Eu fiz uma trouxa com suas coisas e queimei. Era novembro e o fogo se alastrou.

A noite inteira eu senti o cheiro das coisas se queimando.

Quando isso mudou, eu cheguei a agradecer a Deus. Eu pensei, está feito,

está dito, agora tudo irá -...

Eu ainda implorava por compaixão. Ela virá. Você não me viu. Mas verá. Então ela virá.

Não direi que não estou decepcionada. Eu esperava algo melhor. Mais repousante.

Ou você vai se cansar de mim.

Está tudo indo abaixo, tudo escurecendo, a paz está chegando, eu pensei,

afinal, eu estava certo, graças a Deus, quando isso mudou, a princípio.

Menos confusa. Menos confuso. Ao mesmo tempo, prefiro isto que... a outra coisa.

Definitivamente. Existem momentos perenes.

Eu pensei.

Quando você sair - e eu sair. Algum dia você se cansará de mim e sairá... para sempre.

Meia-luz infernal.

Paz, sim, suponho. Um tipo de paz. E toda a dor, é como se... nunca tivesse acontecido.

Desistirá de mim, como um emprego ruim. Irá embora e ficará com outra. Entretanto...

Deixe-me em Paz! Deixe-me em Paz!

Ela virá. Tem de vir. Não há futuro nisto.

Entretanto, as coisas podem piorar. Há esse risco.

Oh, é claro. Agora, eu sei...

é que eu não digo a verdade, é isso? Que algum dia, de alguma forma,

eu diga a verdade finalmente e finalmente acaba esta luz, graças à verdade?

Você poderia ficar nervoso e me aterrorizar, não poderia?

Agora sei, tudo aquilo era só... encenação. E tudo isto? Quando tudo isto irá...

é isso?

Não poderia?

Tudo isto, quando tudo isto terá sido... somente encenação?

Não posso fazer nada... por ninguém... não mais... graças a Deus.

Então deve haver algo que tenho que dizer. Como a mente ainda funciona.

Mas duvido. Não seria do seu feitio. Deve saber que estou me esforçando. Ou não?

Talvez elas tenham se tornado amigas. Talvez a dor...

Mas eu disse tudo que eu posso. Tudo que você permite. Tudo que eu...

... talvez a dor tenha as aproximado.

Sem dúvida cometo o mesmo erro, quando o sol ainda brilhava

e eu procurava sentido no que não tinha.

Talvez elas se encontraram, sentaram, tomaram o chá verde que ambas adoram

sem leite nem açúcar, nem mesmo algumas gotas de limão...

Você está me ouvindo? Alguém me ouve? Alguém chega a se importar comigo?

Nem mesmo algumas gotas de...

é algo que eu devia fazer com meu rosto, além de falar? Chorar?

Eu sou um tabu? Não necessariamente, agora que todo perigo está afastado.

Aquela pobre criatura - posso ouvi-la - aquela pobre criatura

Morder minha língua e engoli-la? Cuspi-la? Isso o aplacaria?

Como trabalha a mente para ter certeza!

Encontraram-se, sentaram-se, agora em um lugar aprazível, e choraram juntas,

e compararam (perdão) memórias felizes.

Se ao menos eu conseguisse pensar. Não há sentido nisso...

...ou em qualquer outra coisa. Eu não consigo.

Aquela pobre criatura que tentou seduzi-lo, o que acha que aconteceu com ela?

Eu posso ouvi-la. Pobrezinha.

Pessoalmente, eu sempre preferi Lipton's.

E que tudo está caindo, tudo em queda, desde o início, no vazio.

Nada está sendo pedido. Ninguém está me pedindo absolutamente nada.

Podem até ter pena de mim, se me virem. Mas nunca o quanto eu tenho pena deles.

Eu não consigo...

Beijando seus beijos azedos.

Tenho pena delas, de qualquer forma, sim, compare minha sorte com a delas,

não importa o quão abençoadas, e...

Eu não consigo. O cérebro não suporta. Ele se desligaria. Sim.

Pena delas.

O que você faz quando sai? Transforma-se?

Estou escondendo algo? Eu perdi...

Ela tinha condições, eu imagino, apesar de viver como uma porca.

Como arrastar um grande rolo, em um dia escaldante. o esforço para fazê-lo se mover

o impulso chega... perde-se e o esforço de novo.

Eu perdi... o que você queria? Por que sair? Por que desc...

E você, talvez, com pena de mim, pensando. Pobre coisinha, precisa de um descanso.

Talvez ela o tenha levado para viver... em algum lugar ensolarado.

Por que descer? Por que não...

Eu não sei.

Talvez ela esteja sentada em algum lugar, à janela aberta, as mãos sobre o colo,

olhando para baixo, para as oliveiras...

Por que não manter esse olhar irritado em mim sem cessar?

Eu talvez comece a delirar e ... comente sobre isto com você. (per-

não.

-dão)

... olhando para baixo, para as oliveiras, e então para o mar,

perguntando-se porque ele demora, ficando com frio.

Sombras lentamente tomando tudo. Rastejando. Sim.

Pensar que nós nunca estivemos juntos.

Eu não estou já, talvez, um pouco perturbada?

Pobre criatura. Pobres criaturas.

Nunca acordamos juntos, em uma manhã de maio,

o primeiro a acordar acorda os outros dois. E então, em um pequeno barco...

Penitência, sim, se necessário, expiação, um desistiu, mas não...

essa também não parece ser a questão.

Digo, eu não estou já, talvez, um pouco perturbada? Só um pouco? Eu duvido.

Um pequeno barco...

Silêncio e escuridão eram tudo o que queria. Bem, eu tenho um pouco de ambos.

Os dois em um. Talvez seja mais perversidade rezar por mais.

Um pequeno barco, no rio, eu descansando sobre os remos,

elas recostadas sobre almofadas infláveis, na popa... lençóis. Flutuando. Que fantasias!

Meia-luz infernal.

Uma sombra se foi. Na cabeça. Só uma sombra. Eu duvido.

Nós não somos civilizados.

Ansiando a escuridão - e quanto mais escuro pior. Estranho.

Que fantasias. Então. E agora -

Eu duvido.

Sim, e a coisa toda ali, tudo ali, te olhando na cara. Você verá.

Deixe-me em paz. Ou canse.

E agora, que você é... não mais que um olho. Somente olhando para o meu rosto.

Abrindo e fechando.

Canse-se de brincar comigo. Deixe-me em paz. Sim.

Procurando por algo. Em meu rosto. Alguma verdade. Em meus olhos. Inquieto.

Não mais que um olho. Sem mente. Abrindo e fechando para mim. Sou digno...

Eu sou digno... de ser visto?

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