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Pensavam que n�o ia descobrir?
Era o que pensavam?
Voc�s n�o teriam descoberto, porque s�o est�pidos.
Voc�s s�o mesmo est�pidos!
- Tenho um problema de jogo. - Um problema de jogo? Cala a boca!
Ficaste um pouco ganancioso?
- Lamento, chefe. - Lamentas? Lamentas!
Lamento!
Lamento uma porra! Estragaram esta merda toda!
Lamentam!
Querem dinheiro? � isso que querem?
Querem dinheiro, seus idiotas de merda?!
Tomem, fiquem com o dinheiro! Aqui t�m!
V�, fiquem com o maldito dinheiro! Idiotas de merda!
Tomem l�, guardem o maldito dinheiro!
� isso que querem? Vem c�, cretino de merda!
- Tenho vertigens. - E corta!
Corta!
Larry? O fot�grafo estava mesmo � minha frente.
O v�deo arrancou e parou. Trata do v�deo, n�o consigo ver nada.
Pelo que me apercebi e pelo que ouvi...
- Perdeste a tomada toda? - Foi �ptimo. Mais dinheiro?
- N�o chega. - Precisa de mais dinheiro.
Em cada tomada, tenho falta de dinheiro.
Obrigado.
Acho que est� a desenvolver-se muito bem.
Gostaria de abordar mais depressa a amea�a da viol�ncia.
Est� bem. Vamos a isso!
Deixa-me mostrar os tomates do Gino num saco de pl�stico.
Pego no saco e mostro os tomates.
- Os tomates n�o v�o resultar. - Porqu�?
Est�o num saco de pl�stico?
Num saco... em formol, ou assim.
� gr�fico de mais para isto. � um feito muito grande.
Qual � o teu problema? N�o sabes o que est�s a fazer?
� s� a amea�a da viol�ncia.
Se este tipo diz alguma coisa, d�-lhe um sopapo.
- Como por exemplo? - "N�o fales antes de eu acabar!"
- Algo deste g�nero? - N�o, foi muito forte.
- Quantos tomadas vamos fazer? - Mais duas.
- Filmas de mais. - Cada vez est� melhor.
- Pois, pois... - Mais duas tomadas, uma ap�s a outra.
O mesmo registo. H� mais energia dessa maneira.
No "Seinfeld", faz�amos duas e j� estava.
Estamos a apanhar o jeito. Cada vez est� melhor.
Tenta ver este.
N�o podia afastar-me dos auscultadores.
- Ent�o, corta! - Estiveram bem, n�o vou interromper.
Pronto!
- O que disse ele? - Escuta...
O que � que o Martin Scorsese te estava a dizer?
N�o sei. Tem uma forma de falar comigo. � subtil, mas...
- N�o gosta? - � dif�cil dizer.
O meu pai telefonou?
N�o, ainda n�o. Mas ainda � cedo em LA.
N�o sei porque ainda n�o me ligou.
A minha m�e est� doente. Ele podia ter ligado.
Eu sei, eu sei. E dif�cil acreditar no que dizes, neste momento.
Est�s com um ar tresloucado.
N�o sei se vamos apanhar o avi�o.
Ele filma demasiadas tomadas.
Marty, o que se passa? Estamos prontos?
- Vamos! - Vamos a isto!
V� l�!
� bom estar em casa.
Dev�amos ter virado � direita... Dev�amos...
Querido, est� tudo bem.
- N�o sei o que ele est� a fazer. - Est� tudo bem.
Quero passar pela casa do meu pai. Fica a caminho.
Pe�o ao taxista para parar e me deixar l�.
Podes seguir viagem at� casa.
Est� bem. S� vais ver como est� tudo?
Sim, � estranho n�o me ter telefonado.
N�o sei o que se passa.
Temos de parar num s�tio pois vou l� ficar.
Est� bom, pode parar. At� logo, querida.
- Ol�, pai. - Como est�s?
- Bem. E tu? - Tamb�m estou bem.
- Como chegaste aqui? - Mandei o taxista passar aqui
e a Cheryl seguiu para casa.
- Podia t�-los ido buscar. - Vejam s� esta casa! Muito gira!
Parece que j� c� est�o h� muito tempo.
- Est� tudo bem. - Como v�o as coisas?
- Sim... - N�o retribu�ste o meu telefonema.
Estava ocupado. N�o tive tempo.
- Ficaste ocupado como? - Vou preparar-te um caf�.
N�o quero caf�. Vim ver como estavam. Como est� a m�e?
Bem, sabes como s�o as pessoas...
Fala-me de Nova Iorque. Divertiste-te l�?
Quer dizer, ocupado...
Pareces muito nervoso. O que se passa contigo?
N�o te esperava ver hoje. N�o sabia que estavas c�.
- Onde est� a m�e? - Bem, a tua m�e...
Vou explicar-te o que aconteceu. Trouxemo-la para casa.
mas piorou e tivemos de lev�-la novamente para o hospital.
- Est� no hospital? - Agora n�o.
Mas teve de ficar internada uns dias.
Por que n�o me disse? Nem sequer me ligou.
Ela n�o queria incomodar-te. Sabes como ela �.
Disse-me, "N�o o incomodes. Est� em Nova Iorque".
"Deixa-o divertir-se". N�o te queria estragar a viagem.
J� n�o est� no hospital. Isso j� acabou.
Ent�o, j� est� melhor? - De certa forma. Ela avisou-me.
Disse-me, "Se me acontecer alguma coisa, n�o incomodes o Larry.
"Ele est� em Nova Iorque e quer divertir-se".
E depois, passado um dia ou dois... Ningu�m vive para sempre e...
n�o vais viver para sempre, eu tamb�m n�o...
- Ela morreu? - Sim.
Morreu. Est� morta.
- Ela n�o quis incomodar-te. - O que significa isso?
Estavas em Nova Iorque, a divertir-te, por isso, n�o telefon�mos.
Quando � que ela morreu?
O funeral foi na segunda...
- O qu�?! - Ent�o, morreu...
- Funeral? - Sim, o funeral.
Porque n�o me... N�o fui ao funeral? Como assim?
- O funeral foi na segunda-feira. - Porque n�o me telefonaste?
Ela disse-me para n�o te incomodar...
N�o me incomodar?! O que significa isso?
Andavas ocupado em Nova Iorque.
Ocupado? Como assim? Telefonavas-me.
N�o me telefonaste a dizer que a minha m�e tinha morrido?
As �ltimas palavras dela foram,"Se algo acontecer, n�o incomodes o Larry".
- Que disparate! - A mulher n�o te queria incomodar.
Faltei ao funeral porque ela te disse para n�o me ligares?
Exacto!
�s tu, Larry? Os meus p�sames.
- O teu primo. - Sinto muito.
- Como est�s? - Ol�, Andy.
Sinto muito. Ouvi que estavas em Nova Iorque.
Perdeste um bom. Foi um belo...
Tenho pena de n�o ter vindo. Se me tivessem dito,
talvez tivesse conseguido vir ao funeral da minha m�e.
Foi lindo.
Veio muita gente e o rabino fez um belo discurso.
A s�rio, o rabino com sentimento, como um amigo.
Reparei que ligaste ao Andy e que ele veio de Nova Iorque.
A tua m�e n�o disse para n�o ligar ao Andy.
S� disse para n�o te ligar. Foi a �nica coisa que disse.
Porque n�o me telefonaste, quando estiveste l�?
Estava ocupado, Andy. N�o te podia ir ver.
N�o, s� estou a dizer que me podias ter ligado.
Estavas l�, ligavas s� para dizer ol�. N�o precisava de te ver.
Qual � a diferen�a? Posso telefonar de LA.
- N�o vejo qual � a l�gica. - Sabes o quero dizer. N�o sejas parvo.
N�o sei do que est�s a falar.
O qu�? Se fores � Florida n�o telefonas � tia Cher?
N�o necessariamente.
Se vais � minha terra, telefonas-me.
Se n�o te posso ver, para qu� telefonar?
N�o te queria ver! O que � que te deu?
Dois familiares, dois primos, a discutir desta maneira?
Lamento n�o te ter telefonado.
Tamb�m lamento. Teria sido bom.
Vou dizer quem estava no funeral. Estiveram c� todos. Meu Deus.
O teu tio Harold esteve l�.
Contou a anedota famosa que conta sempre.
Aquela das queixas, j� sei.
O Lincoln devia ser judeu, tamb�m se queixava sempre...
Na primeira noite, a comida n�o prestava, mas as pessoas trouxeram...
Ainda h� comida no frigor�fico. Est� deliciosa.
Temos muitos ovos cozidos.
- E o elogio f�nebre foi bom? - Foi maravilhoso.
Apareceram muitas pessoas.
"Foi um funeral lindo. Lamento a sua perda.
"Onde est� o Larry?"
Os Sesson telefonaram a dar os p�sames.
Quem � que telefonou mais?
- N�o temos de... - N�o. Quem telefonou?
Telefonou o Michael Adler e quer almo�ar contigo.
N�o falo com ele h� cinco anos. Porque querer� almo�ar comigo?
N�o sei.
Telefonaram do Caruso's. O teu fato est� pronto, o que � �ptimo.
Vais precisar dele para o Bat Mitzvah da Julie Blum.
- E os Mandel... - Esse Bat Mitzvah. Meu Deus.
N�o haver� nada pior? Podes imaginar alguma coisa pior?
Continua. Que mais?
Os Mandel querem confirmar o jantar de s�bado.
N�o, n�o vai haver jantar. Cancela.
- Nada de jantar com... - N�o, n�o posso ir.
- O que queres que lhes diga? - Diz-lhe o que quiseres.
Mary, ol�. Fala a Cheryl David.
N�o vamos poder ir jantar no s�bado.
Lamento, mas a m�e do Larry faleceu
e precisamos de algum tempo para nos recompormos.
Obrigada. Adeusinho.
- O que � que ela disse? - Lamentou a morte da tua m�e.
- A s�rio? - Sim, e compreendeu perfeitamente.
Michael? Larry David.
Bem, obrigado.
Adoraria, mas sabes que mais?
A minha m�e morreu. Sim...
Por isso, n�o saio por uns tempos.
Claro, com certeza.
Assim que me recompor.
Ol�. Fala o Larry David.
Aposto que a Julie est� muito entusiasmada com o Bat Mitzvah.
Infelizmente, n�o podemos ir.
Bem, a minha m�e morreu.
Deseja boa sorte � Julie. Lamento n�o poder ir.
E, mazeltov.
Para ti tamb�m, querida.
Como arranjaste esse papel no filme? Ainda me custa acreditar.
Fico feliz por ti, mas como � que aconteceu isso?
Ele viu-me no Improv,
a gritar com o p�blico, em Nova Iorque.
- H� d�cadas? - Sim.
E lembra-se disso?
Estava a discutir com um tipo que estava na audi�ncia
e ele achou que podia fazer de judeu duro. Foi estranho.
- Parab�ns. - Obrigado.
� inacredit�vel. Devia ir � casa dele e gritar bem alto.
� espectacular. Por falar em gritar, estou a tentar acalmar um pouco,
por isso, decidi - n�o gozes - come�ar a fazer medita��o.
Costumava fazer disso. Sabias?
- Lembro-me vagamente. - Costumava fazer.
- O que � preciso fazer? - Tens de ter um c�ntico
e depois, repetes mentalmente esse c�ntico.
Repete-se vezes sem conta.
- Onde se arranjam os c�nticos? - D�-nos o professor de ioga.
N�o vou... Tenho de me inscrever numa aula de ioga, ou de c�ntico?
Podes dizer o que quiseres e arranjar um c�ntico.
Queres um c�ntico? Vou dar-te um c�ntico.
Solit�rio, solit�rio...
- Solit�rio... - Solit�rio...
Resultaria?
- Queres o meu? Dou-te o meu. - Podes fazer isso?
Quem nos vai impedir?
- Ningu�m. - � totalmente aplic�vel.
Qual � o teu c�ntico?
Est� bem. Na verdade...
- Arrependeste-te? - N�o, vou dizer-te.
Ji...
- � isso? - Ji ya.
- Ji ya? O que significa? - N�o fa�o ideia. Mas vai repetindo.
Meia hora, 20 minutos, meia hora...
- Merda. - O que foi?
O Ed Swindell viu-me.
Vai querer conversa. N�o v�s.
- Meu Deus. Tenho de... - Que merda.
Tenho muitas compras para fazer. Diverte-te.
- Larry! - Ed!
Prazer em ver-te. Que surpresa.
Belo s�tio, n�o achas? Andamos �s compras e tive de sair dali.
A pequena Deslys, "a princesa", pega em duas coisas e diz,
"Qual me faz parecer mais adulta, pap�?"
Sabes...
a minha m�e faleceu h� pouco.
Larry, lamento imenso.
Preciso de ficar sozinho com os meus pensamentos.
Com certeza. Que Deus te aben�oe.
Tens todo o nosso apoio.
- Obrigado. - De nada.
Com licen�a.
Sim?
Procuro a campa da minha m�e, Adele David.
Foi enterrada h� pouco.
- Sim, sim... - Devia ser por ali.
Foi transferida. Sec��o especial.
Qual sec��o especial?
� melhor falar com o encarregado. Vire � direita, � o edif�cio � direita.
MOUNTAIN VIEW CASA MORTU�RIA - CEMIT�RIO
Transferiram-na para uma sec��o especial?
� evidente que estava fora.
Estaria presente, mas ningu�m me avisou.
Obviamente... Temos uma sec��o reservada para as pessoas que...
n�o podem ser enterradas em ch�o consagrado.
� onde enterramos os criminosos, os suicidas,
os gentios de casamentos entre religi�es diferentes...
J� percebi. Trata-se de um engano terr�vel.
Deixa-me explicar, por favor. Quando o shamme a examinou,
descobriu que ela tinha uma tatuagem no...
Tatuagem? A minha m�e tinha uma tatuagem?
Sim, senhor. J� que quer saber, era na nalga direita
- A minha m�e? Uma tatuagem no rabo? - Sim, senhor. Na nalga direita.
E qual � o mal de ter uma tatuagem?
Segundo Lev�tico, "N�o fa�ais incis�es no corpo por algum morto,
"nem fa�ais tatuagens".
Ou seja, fazer este tipo de adornos
foi considerado por Maimonides - h� muitos anos, � claro -
uma ofensa
que impediria qualquer pessoa de ser enterrada em ch�o sagrado.
N�o estava c�, mas devia ter estado. Sei l� porqu�, o meu pai n�o me ligou.
- O seu pai veio c�. - Se estivesse c�,
isto nunca teria acontecido. Estou aqui agora e quero rectificar isto.
Quero que a transfiram para onde devia estar.
Se foi algum devaneio de juventude
e ela fez esta tatuagem, o que ainda me custa a crer...
Mas tudo bem, digamos que tem realmente a tatuagem.
Por favor, esque�a... qual � o mal?
N�o posso fazer nada. A lei � a lei.
- N�o me disseste duas coisas. - Desculpa. O que queres que fa�a?
O que vamos fazer quanto � sec��o especial?
Isto � um disparate.
� verdade. N�o compreendo, mas eles t�m uma sec��o especial.
� a maior estupidez que j� ouvi.
- Nunca ouvi nada t�o disparatado. - J� tinha ouvido falar...
Ela ficaria doente, se soubesse.
- Sim, ficaria chateada. - Ficaria perturbada.
- Quando � que ela fez a tatuagem? - A tatuagem? �ramos rec�m-casados.
�amos a passear, viu a loja e disse, "Vamos fazer uma".
Os teus pais tinham tatuagens.
- Com os nossos nomes. - Era um �pico. Palavras de amor.
Uma verdadeira prova de amor.
N�o imagino os meus pais a fazer amor.
N�o te consigo imaginar a fazer amor.
Que belo aspecto.
- Obrigado. - Muito obrigado.
- Ent�o, o que � o jantar? - Peru.
N�o, comi peru ao almo�o.
Nesse caso...
Deixa estar, n�o faz mal.
Vou espreitar o peru.
- Como o que tiveres. - Obrigada, Ned.
Que azar. Comer peru ao almo�o?
- Quem sabia? Eu n�o. - Vais comer duas vezes.
O que vou fazer? Pedir comida chinesa em LA?
- N�o podes pedir comida chinesa? - N�o h� nenhum chin�s bom aqui.
Os bons cozinheiros chineses est�o em Nova Iorque.
Um pa�s com mil milh�es n�o podia mandar um bom chefe para c�?
Como podes comparar a qualidade da boa comida chinesa?
Pronto, est� bem.
Sabem que mais? Venham c�.
Bem, a minha ideia � esta...
Quero transladar o corpo dela.
- Queres transladar... - Para onde devia estar.
Porque a m�e n�o gostaria de estar l�.
N�o � justo. Sinto-me mal por causa disto e...
Como podes translad�-la?
Vou tentar subornar o coveiro.
- N�o me parece boa ideia. - Parece-me �ptima.
N�o � perigoso, porque s� tenho de subornar o coveiro.
Se ele aceitar o dinheiro, �ptimo. Se n�o, pelo menos, tentei.
- Achas que ela a vai desenterrar? - Se lhe oferecer bastante dinheiro...
Fizemos todos os poss�veis, n�o quiseram aceitar nada.
Se conseguires subornar o tipo, avan�a.
Gostaria de contribuir alguns d�lares.
N�o vais contribuir. Esta hist�ria da tatuagem �...
Concordo plenamente contigo.
- Acho o m�ximo. - Pois eu acho horr�vel.
- Fala baixo. - Est� bem.
- Vamos translad�-la. - � boa ideia.
- � uma grande ideia. - � uma ideia assustadora.
Ji ya, ji ya, ji ya...
- Quem fala? - Sou eu.
- LD? - Sim.
- N�o consigo... - O que se passa?
Est� tudo bem, estou a meditar.
Meu Deus. Est�s a brincar.
Estou a come�ar e j� est� a resultar.
Esqueci-me de desligar o telefone. Estou danado.
Lamento. � por causa disso que telefonei.
- Por causa do qu�? - Em rela��o ao c�ntico.
O que tem o c�ntico? A prop�sito, � bom. Est� a resultar.
Estou a telefonar-te para saber se podias devolv�-lo.
Devolv�-lo? Como assim? Deste-mo.
Mudei de ideias. Quero t�-lo de volta.
N�o podes tirar o que deste.
Bem, era meu, percebes?
Pois era, mas deste-mo e j� faz parte do meu ser.
A minha ess�ncia brada por este c�ntico.
Tem resultado e eu...
- N�o � justo. - E se o dividisses comigo?
Dividi-lo? Isto � o qu�? Um condom�nio em Hamptons?
- N�o se divide um c�ntico. - Quem disse? Por que n�o?
Parece-me ser um pouco amaricado.
- N�o � amaricado. - Quer dizer, n�o somos homossexuais.
Eu sei que n�o sou.
Est� a custar-me imenso devolv�-lo.
Fizeste uma boa ac��o e agora est�s a voltar atr�s.
Acontece que a minha m�e morreu h� pouco.
Sim, sim, sim...
- Pronto, est� bem. - A s�rio?
- Sim, sim, sim. - Fabuloso.
Nem penses duas vezes nisso.
- Ent�o, dividimo-lo? - Est� bem.
- Fant�stico. - Adeus.
Quem era?
- O Lewis. - O Lewis... como est� o Lewis?
- Est� bem. - A s�rio?
Estou exausta.
- Boa noite, querido. - Boa noite?
A s�rio? Boa noite?
Boa noite.
O que est�s a fazer? N�o, por favor.
- Querido, acabei de tomar duche. - E da�? Melhor para mim.
N�o me apetece fazer isso agora.
- Porque n�o? - Estou exausta.
- Est�s a brincar. - N�o.
A s�rio?
Sabes, tenho atravessado um mau bocado
com a morte da minha m�e e isso tudo.
Nem sequer tive oportunidade de me despedir.
Oh, querido...
Como est�? Lembra-se de mim?
Est� bem.
Encontramo-nos junto � campa esta noite, pelas 8h00.
� melhor trazer alguns amigos para ajudar.
- Ajudar a qu�? - A cavar.
Estes t�mulos s�o todos iguais.
- Estou completamente perdido. - Cuidado com os p�s!
Se pisarem uma destas coisas...
Aqui!
Atrasaram-se.
Perdemo-nos.
Bem-vindos � sec��o especial.
- Meu Deus! - Aqui t�m, cavalheiros.
- Obrigado. - Bom trabalho.
Obrigado.
E voc�?
S� tenho quatro p�s.
Cretino...
Vamos a isto!
Ji ya.
Ji ya.
Ji ya, ji ya, ji ya...
Ji ya, ji ya, ji ya Fi-lo em barro
E depois de seco e pronto Oh, ji ya, vou brincar
Oh! Ji ya, ji ya, ji ya, ya ji ya ji-ji-ji...
- Quem �? - O teu amigo Richard Lewis.
Richie, meu rapaz.
- Uma visitinha? - Sim, uma visitinha.
- N�o se telefona? - N�o. Est�s contente?
N�o sei do que est�s a falar.
O c�ntico que me emprestaste t�o gentilmente?
Que eu talvez tenha dito 400.000 vezes?
Ji ya? O que tem?
Descobri o que significa com uma mi�da da medita��o.
- O que significa? - Podes pegar no ji ya
e nesse c�ntico, e enfi�-lo naquele s�tio.
- Sabes o que significa? - N�o. O que �?
Fode-me.
Fode-me.
Vai-te foder!
- Est� um lindo dia, n�o est�? - Est�, sim.
Ouves a passarada?
�s vezes, gosto de fingir que sou surdo
e tento imaginar como seria...
- Certo. - N�o conseguir ouvi-los.
N�o � assim t�o mau.
- Est�s � espera de algu�m? - N�o.
Ol�!
- Podemos falar consigo, por favor? - Com certeza.
N�o se importa? Obrigado.
Procuramos o Sr. Larry David. Pode ajudar-nos?
- Porqu�? - Ele est�, minha senhora?
- Gostava de saber o que se passa. - Precisamos de falar com ele.
� ele, � aquele tipo.
Sr. David? Vai ter de nos acompanhar.
- O que � que se passa? - Tem andado a passar notas falsas.
- O qu�? - Notas falsas.
Exactamente!
Notas falsas. Baixe os bra�os.
Pronto! J� sei o que aconteceu aqui.
Entrei num filme, deram-me algum dinheiro falso e eu...
- Descontraia os bra�os! - N�o podem estar a falar a s�rio!
- Mantenha-se calmo! - Eu dou-lhe o dinheiro!
Dou-lhe dinheiro verdadeiro!
- A minha m�e morreu... - Lamento imenso.
Ji ya!
Ji ya!
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