All language subtitles for Chicago P.D. - 13x03 - Canaryville.ELITE.Portuguese (Brazilian).C.updated.Addic7ed.com

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Original subtitles

Canaryville � Chicago.

Mas meio que n�o � ao mesmo tempo, sabe?

Minha vida inteira foi aqui.

Em nenhum outro lugar al�m deste bairro

que parecia uma cidadezinha crescendo.

Minhas melhores lembran�as foram aqui,

ent�o acho que foi o maior lugar da Terra.

Tudo parece maior quando voc� � crian�a.

Mas depois eu cresci, e agora este lugar parece t�o pequeno,

t�o familiar.

As pessoas amam coisas familiares, porque isso as lembra do passado.

Faz com que se sintam � vontade.

Mas e se esse conforto estiver mentindo para voc�?

Ou e se voc� est� mentindo para si mesmo?

Tudo bem, � oficial.

As ra�zes est�o crescendo na tubula��o.

Mack, sei porque seu banheiro est� entupido.

Vou chamar o encanador no fim de semana.

Ou o cano vai estourar.

Chegou isso pelo correio.

Academia Fairfield Park?

Como uma escola particular chique tem nosso endere�o?

Eu dei para eles.

Liguei para o escrit�rio deles h� uma semana.

- Mesmo? Ligou? - Sim.

- Eu queria te contar. - Espero que sim.

� s� que...

eles t�m uma �tima taxa de coloca��o na faculdade

e o corpo discente deles � mais de 50% negro.

Isso � nos sub�rbios.

Uma hora de viagem ida e volta.

J� � dif�cil lev�-la para as coisas agora.

Sim, eu sei.

Mas ainda � o in�cio do ano letivo.

Pode ser bom mudar o ambiente dela.

E os amigos dela?

Ela gosta da escola dela.

Por que mexer no que est� quieto?

O que est� acontecendo t�o cedo?

Cammie disse que tem um monte de carros na Wallace.

Vou ver o r�dio.

Intelig�ncia. Soubemos que acharam um corpo.

� um homic�dio?

Os donos s�o aposentados.

Conhecemos os Wilson. Moramos no fim da rua.

45 minutos atr�s, os Wilson foram ao por�o

pegar ferramentas, mas acharam um corpo.

A Sra. Wilson parece t�o nervosa.

Sim.

Eles viram algo? Quanto eles viram?

N�o muito. Estavam bem assustados.

Mas esvaziamos o local

e confirmamos que v�tima � uma garota.

19, talvez 20. Sem identidade com ela.

Algu�m viu algu�m fugir?

- N�o. - �timo.

- Policial, me empresta a lanterna? - Sim.

Obrigado.

Temos sangue.

E marcas de arranh�es.

Meu Deus.

� a filha da Natalie King, do fim da quadra?

Sim. � a Sasha.

Sasha King.

CHICAGO P.D. ~ S13E03 "Canaryville"

Tradu��o & Sincronia LikaPoetisa

@LikaPoetisa fb.com/LikaPoetisa

E se tudo o que sempre fomos estava preso?

Preso.

Como formigas,

capturadas na seiva,

querendo muito fugir.

Mas nunca ir�amos embora.

Tudo era mentira.

O conforto, todas aquelas coisinhas familiares...

Uma mentira, um truque para te prender.

Ela se chama Sasha King. 19 anos.

Moradora de Canaryville.

- Voc� a conhece? - N�o muito bem.

Conhecemos a m�e dela. � um bairro pequeno.

Estudava na escola da Mack.

Ela foi criada na Normal. Ainda morava em casa.

O pai dela tirou a pr�pria vida h� alguns anos, n�?

- Sim. - A m�e sofreu.

Usou �lcool para isso.

A causa da morte foi hemorragia cerebral por trauma.

H� muita perda de sangue perto da porta.

Sim, ela tentou sair.

Sim, ela estava viva quando a trancaram aqui.

Hora da morte entre dez da noite e uma da manh�.

- Ela foi encontrada assim? - Sim.

N�o tem roupas no local.

N�o tem chaves, telefone, carteira.

Tem alguns rasgos na calcinha dela.

Pode ser um estupro.

Falei com os Wilson.

Chegaram em casa hoje cedo

ap�s passar a noite com o filho em Oak Park.

�libi confere. N�o s�o os infratores.

N�o, nunca foram. Os Wilson s�o boas pessoas.

Torres, lidere as entrevistas,

vejam c�meras, se consegue achar o telefone da Sasha.

Quero a linha do tempo dos movimentos dela ontem.

Voc�s avisem a m�e que ela perdeu a filha.

A not�cia se espalhou r�pido.

Sim. Oi.

Danny, oi. Como voc� est�?

Oi, Natalie.

N�o preciso da sua notifica��o, Adam.

Sei que minha filha est� morta.

Por que algu�m iria querer machucar a Sasha?

- Sabe quem fez isso? - Ainda n�o, n�o.

Estamos coletando informa��es, mas vamos encontrar.

Natalie, tudo bem se der uma olhada?

Sim.

Podemos conversar em particular? Vamos.

Sabe aquele ditado: "can�rio em uma mina de carv�o"?

� assim.

Can�rios foram postos em minas de carv�o

para alertar os mineiros

sobre envenenamento por mon�xido de carbono.

KINDRED: LA�OS DE SANGUE DE OCTAVIA E. BUTLER

Primeiro, eles paravam de cantar.

GEL MODELADOR PARA VOLUME

Come�avam a sufocar...

At� que ca�am do seu pequeno poleiro.

Mortos, simples assim.

Sem aviso.

S� uma morte r�pida e horr�vel.

"Quem serei aos 30?" "Perdida"

"Por que voc� teve que ir, pai?"

A �ltima vez que vi Sasha foi ontem de manh�, por volta das 8h.

Conhece algu�m que gostaria de machucar a Sasha?

N�o.

E novos caras na vida dela?

N�o. Pelo menos nenhum que eu saiba.

Lily, certo? Filha do policial Walsh.

Sim.

Como voc� est�?

Vi voc� e Sasha andando juntas. Voc�s eram amigas?

Sim. Melhores amigas.

Quando foi a �ltima vez que a viu?

Alguns dias atr�s.

J� faz um tempo desde que sa�mos.

- Desculpe. - N�o, est� tudo bem.

Somos melhores amigas desde a 2� s�rie. Eu...

Est�vamos t�o ocupadas ultimamente.

Ela estava trabalhando muito para a campanha.

Para qual campanha ela trabalhava?

Greg Whitman. Candidato a governador.

Ela tinha problemas l�? Algu�m a incomodava?

N�o. Todo mundo gostava dela l�.

Natalie?

Esse � o namorado da Sasha?

N�o, esse � meu irm�o.

Sasha e Tommy costumavam sair juntos.

Tipo, eles ficavam.

Era casual.

- Estavam saindo recentemente? - N�o sei.

Eles ficavam e terminavam.

- N�o era grande coisa. - Claro.

Sabe como eles terminaram?

Lily disse que a rela��o da Sasha com o irm�o dela terminou bem,

mas Tommy Walsh,

esse garoto est� virando uma semente ruim.

Tem uma ficha grande.

Ele tem 24 anos,

filho de Frank Walsh, policial aposentado.

Tem dois antecedentes, uma por posse e venda.

E acusa��o de agress�o contra uma mulher

que desapareceu devido uma v�tima ruim.

Ou Frank Walsh fez desaparecer.

N�o. N�o, Frank, ele � um bom policial.

Conhe�o ele h� s�culos.

Cuidou de mim na Academia. Ele � um cara bom.

- Ele tamb�m � pai. - A�.

Esperando os resultados do DNA do esfrega�o e do kit de estupro.

O por�o ainda vai demorar. Tem muito DNA estranho.

Mas temos os dados do celular da Sasha de ontem � noite.

O telefone dela parou �s 19h.

O telefone dela sempre parava, nada estranho a�.

Antes do telefone desligar, Tommy Walsh ligou muito

entre �s 17h e �s 19h. Tem mensagens de texto tamb�m.

"Vamos, Sasha. N�o seja uma vadia."

"Sei que voc� quer. Me encontre."

"Todos esses seus joguinhos, vai jogar com a pessoa errada."

Parece ser ele.

O melhor � que o �ltimo sinal do telefone da Sasha

foi a dois quarteir�es da casa de Tommy Walsh em Canaryville.

Kim, Adam, v�o l�.

Lembrem-se que ele � filho de um policial.

Sejam r�pidos e silenciosos.

O lugar � bom.

Ali est� ele.

Oi, Tommy.

O que voc�s querem?

DPC, queremos fazer algumas perguntas.

- Sobre o qu�? - Calma, s� precisamos conversar.

- Pego ele. - Vou pro norte.

Ele subiu no telhado dos fundos da Josie.

Vai sair atr�s dos Brackton.

Entendido.

Kamie tem a caminhonete l�.

Ele vai para o oeste. Vou cercar.

Entendido.

- Sai de cima de mim. - Para, Tommy.

Sai de cima de mim, sai!

Sim, sim, sim.

Tem algo a� para me machucar, Tommy?

O que � isso?

O que � isso?

Tenho pensado nas pessoas mais pr�ximas de mim.

Que esteve comigo nas minhas primeiras vezes.

PROVA

Que me fez sentir � vontade, segura.

� t�o bom quando � bom, sabe?

Mas, de verdade,

eles est�o escondendo algo sujo,

at� mesmo perigoso.

E um dia,

tudo que vejo � um estranho familiar.

E � o rosto de algu�m que eu nunca gostaria de conhecer.

Reconhece isso?

Sasha gravou um monte dessas fitas, Tommy.

Ela gravou a vida toda dela.

� de voc� que ela est� falando, n�o �?

Voc� � o estranho familiar, n�o �?

Olha o que sabemos, Tommy.

Sabemos que voc� viu Sasha ontem � noite.

Achamos que voc� foi a �ltima pessoa com ela.

Ent�o o que aconteceu?

Ela n�o queria mais ficar com voc�?

Isso te deixou bravo?

Entendo isso, eu entendo.

Voc� a conhece desde sempre.

Voc� � filho de um policial.

Deve saber que se est� sentado na nossa frente assim,

temos um bom motivo.

� um caso de estupro e assassinato.

- N�o estuprei nem matei ningu�m! - Senta a�.

Conta o que aconteceu ent�o.

N�o sei do que ela falava nessa fita,

e eu n�o saberia.

- Sasha era boa demais para mim. - Sei.

E ainda assim, estava com ela ontem � noite.

Hank, preciso de voc� l� embaixo.

- Frank, vamos ao escrit�rio. - N�o!

- N�o! Quero ver meu filho! - Entendo. Sabe que entendo.

- Vamos... - N�o. N�o fa�a isso.

N�o poderia ter me dado uma cortesia, Adam?

- Sou policial. Voc� me conhece. - Frank...

Quantas vezes voc� e eu bebemos no Kelly's?

Frank. Sou o Sargento Voight...

Sei tudo sobre voc�, Hank Voight.

Ent�o sei que tamb�m sabe

que o DPC tem o direito de deter com ou sem advogado.

- Temos 72 horas. - Sim, s�o 48.

Encontramos 2 gramas de hero�na com o Tommy.

- O Juiz Clarkson deu mais tempo. - Est�o de brincadeira?

N�o � nada pessoal. � nosso trabalho.

Sei que entende isso.

- Nada pessoal? - N�o.

� meu filho, caramba!

- Ele n�o matou ningu�m. - Frank.

Ele vai ficar.

Vai? Ent�o eu tamb�m vou.

N�o vou embora at� que Tommy v�.

E vou ligar pro meu advogado.

Se chegarem perto do meu filho antes que ele chegue,

- vou tirar seus distintivos. - Est� bem.

Temos uma pista sobre Sasha.

Ela passou o cart�o de transporte ontem �s 21h20,

na parada Halsted.

Depois que estava com Tommy?

Sim, ela desceu do trem perto da campanha de Greg Whitman

na Mag Mile �s 21h40. Nada do Tommy Walsh � vista.

N�o h� provas de que ela voltou de trem.

N�o passou o cart�o. N�o tem nas imagens de l�.

- Isso muda a linha do tempo. - N�o inocenta Tommy.

Claro, mas por que ela foi trabalhar t�o tarde?

Como ela voltou pra Canaryville e morreu?

V�o ao escrit�rio de Whitman. Descubram.

Ent�o, v�. V� embora.

� isso que falo a mim mesma.

Mas voc� pode?

Voc� pode simplesmente ir embora?

Ou o passado segue voc�?

Essa seiva escorre dos seus ossos at� voc� ser puxada de volta?

Ol�, Kim Burgess, detetive da pol�cia de Chicago.

Com quem falo para ter acesso �s c�meras?

Com licen�a.

Ol�, sou o policial Ruzek. Podemos conversar?

N�o trabalho aqui.

Alex Feldman, sou um doador.

Passei para ver Greg, mas ele n�o est�.

Quando Greg est� fora, quem fica no lugar?

O gerente de campanha est� fora,

ent�o acho que sou eu.

Sou Edna Lopez, diretora de campo.

- Do que se trata? - Sasha King.

- Ela � volunt�ria aqui, certo? - Sim.

A que horas voc�s fecharam ontem?

Est�vamos fechados ontem devido ao com�cio em Deerfield,

ningu�m deveria estar aqui durante o dia...

Desculpe, mas do que se trata?

Investigando o assassinato de Sasha.

O qu�?

Ela foi encontrada morta hoje.

Meu Deus.

Desculpe, eu...

Acho que preciso de um tempo.

Vou usar o banheiro.

Com licen�a.

Kim, uma mulher est� indo embora.

Latina, cabelo castanho. Est� indo para a garagem.

Ei, ei! Pol�cia de Chicago!

Espera! N�o entre no carro!

Pare o carro! Saia do carro!

Meu Deus! Voc� est� bem?

Desculpe, desculpe.

Saia do carro.

� minha culpa! � tudo minha culpa!

Qu�? Voc� bebeu?

Ela est� morta por minha causa!

Entendi, Edna.

Mas disse que foi tudo culpa sua. Por qu�?

Tem que nos ajudar a entender isso.

O que aconteceu? Voc� a machucou?

N�o. N�o, eu nunca faria isso. N�o.

Por que a culpa � sua?

Falei uma coisa para ela que n�o deveria falado.

Entendi.

O que foi? O que falou para ela?

Edna.

N�o poder� ir embora at� falar conosco.

Sei que entende isso. O que falou � Sasha?

Fui a uma das festas do Alex.

Alex Feldman, o doador que conheceu.

- Certo. - Eu...

Fui a uma h� tr�s noites.

E ent�o...

Ele me convidou para uma festa depois.

Era uma casa antiga.

E tipo, eu apaguei.

Acha que foi drogada?

N�o sei. Mas...

Eu me senti...

Estranha pela manh�.

Como se meu corpo... Estava dolorido.

Edna, voc� acha...

Acha que foi estuprada?

Acha que pode me dizer o que aconteceu depois?

Pode fazer isso?

Sasha notou alguns hematomas em mim

no dia seguinte no trabalho.

Ela pensou que algo ruim tinha acontecido.

Ela ficou tentando me convencer a denunciar.

Por isso ela voltou ao escrit�rio ontem � noite.

Sim.

Sim, ela,

ela queria me encontrar, mas eu surtei.

Isso n�o pode ser verdade, sabe? Tenho que trabalhar com esse cara.

N�o pode ser verdade...

Eu queria que isso parasse.

Falei para ele que ela queria me ver e ele deveria...

- Quem? Para quem contou? - Contei para o Alex!

Contei para o Alex. Sinto muito.

Sei l�, ele deve t�-la encontrado no meu lugar e...

Ele deve t�-la matado.

Acreditam nisso?

Bom, a Sasha ia denunciar.

D� motivo ao Alex.

Ele tem bastante. Ele tem milh�es.

Como ela voltou para Canaryville? Por que Alex a mataria l�?

O que temos?

Verificamos as imagens da campanha e Alex estava l�.

Ele e Sasha nunca entraram, mas temos os dois na rua.

Tem a hora disso?

22h15, mais ou menos na hora em que ela morreu.

Ent�o o que foi?

Ele a levou para Canaryville, as coisas esquentaram no carro?

Temos o carro em Canaryville?

N�o, ainda n�o.

N�o basta para pedir mandado de busca ou acessar o GPS.

Um cara desses, com esse tanto de dinheiro?

Se o trouxermos, ele n�o vai falar.

Precisamos de mais.

A�, Kev. Tudo bem a�?

Sim, tudo bem. Estou de olho na porta dos fundos.

Kim, � com voc�.

Bom, isso deve dar.

Ei, olhe para mim.

O plano � simples, est� bem?

Sou sua prima, querendo curtir ap�s um div�rcio.

E o que voc� far�?

Encontrar o Alex, faz�-lo falar.

Faz�-lo confessar que matou a Sasha.

Exato. Sabe o que fazer porque j� falamos disso.

Muito bem.

� o Alex.

Ele est� aqui.

Voc� veio.

N�o irritou muito a mam�e, n�?

Cala a boca.

Esse rosto. Nunca vi um rosto assim antes.

- � bonito. - Sim?

E esta � minha boca falando pra soltar meu bra�o.

- N�o at� ser carimbada. - O qu�?

- Rostos novos ganham carimbos. - O qu�...

Isso s� nos ajuda, os regulares a se comportarem ao falar com voc�.

Que legal. Pode ir agora.

- Precisa relaxar. - Estou com medo, Alex.

Por qu�?

Digo, sim, � horr�vel que ela tenha morrido.

Mas sabe como �, � Chicago.

Essa � sua resposta? Alta criminalidade na cidade?

- Falo muitas coisas, t�? - Alex.

Fa�a-me o favor.

- Oi, Kim. Qual sua posi��o? - Sim.

Indo para uma sala no lado leste.

Desculpe.

De olho agora.

Ol�, gatinha.

Qual seu nome mesmo?

Voc� disse que cuidaria da Sasha.

- O que isso significa? - Sei l�.

Tenho as chaves de todos os quartos.

Eu j� volto.

- Kim, o que est� acontecendo? - Adam, Adam, � o carimbo.

Eles drogaram, t�?

Quero que espere at� ter uma confiss�o.

- Espera. - Como �?

O que disse? Onde voc� est�?

Sem aviso.

S� uma morte r�pida e horr�vel.

Sasha?

Kim?

Vim at� voc�. Fui sincera com voc�.

Puta merda. Sincera?

Quer sinceridade? Isso vai calar sua boca?

Edna est� bem.

Estamos perto.

Kim, Edna est� perto.

Voc� est� bem? Tudo bem para continuar?

Kim?

Kim?

�s vezes me sinto como aquele p�ssaro.

Contente, at� animado.

A� tudo muda.

E sinto que estou sufocando novamente.

Kim, me responda mais uma vez.

Espere. Espere a confiss�o.

Ol�, querida.

Onde est�vamos?

Que diabos, sua desgra�ada!

Kim. Voc� est� bem?

Est� me escutando?

Vamos.

Ei.

Fale comigo.

A ambul�ncia est� vindo.

Oi.

O m�dico aguarda o exame de sangue.

Parece que foi um composto transd�rmico caseiro.

Estou bem.

Estou bem, s�rio.

O que n�s... o que temos?

- Alex Feldman est� sob cust�dia. - Bom.

N�o conseguimos confiss�o que esper�vamos,

mas Edna testemunhar� sobre o estupro.

Pegamos todos outros homens da festa.

Vamos question�-los.

Quanto ao outro idiota, Dane Simmons,

ele � o dono da casa.

Vamos acus�-lo por administrar as drogas

e pela agress�o a voc�.

Estavam perto de conseguir a confiss�o, n�o estavam?

Est�vamos, mas eu n�o ia esperar mais.

Eu o tinha pegado e dei uma ordem.

Deveria ter visto o quarto daquela menina.

Adam.

Parecia o da Mack.

Os mesmos trof�us de carat�,

o mesmo gel de cabelo, o mesmo livro.

Preciso ir.

Espera. Kim, Kim, Kim, Kim.

- Ei. - Estou bem.

Vamos voltar ao trabalho.

Sim.

Meu Deus.

Mas temos voc� em v�deo

agredindo fisicamente Sasha King na noite do assassinato.

Voc� a estuprou, n�o?

- N�o. - N�o?

- S� a matou? - N�o.

Alex, voc� e seus amigos acham divertido

drogar jovens mulheres e depois estupr�-las

enquanto est�o inconscientes.

E quer que acredite que n�o estupraria e mataria

uma garota que iria denunciar?

- N�o fiz isso. N�o fiz! - Sei.

Sim, eu a agarrei.

Sim, eu a ameacei. Mas eu a levei para casa.

� isso, juro por Deus.

Ent�o como a m�e dela n�o a viu voltar para casa?

O qu�?

Como � que Sasha n�o est� viva e bem?

Por que ela n�o acordou na cama?

Eu n�o sei.

- Isso n�o est� batendo, Alex. - N�o sei!

Nunca falei que ela entrou.

Eu nunca a vi entrar.

Ela ficou do lado de fora.

- Ela ficou parada ali? - Sim.

Ela estava na varanda olhando a rua quando sa�.

Que conveniente.

- Estou dizendo a verdade. - Sei.

Suponho que o GPS do seu carro possa confirmar tudo isso?

N�o, eu o desativei.

Juro que n�o a matei.

N�o temos nenhuma prova que Alex a levou para casa.

Pelo que sabemos, ele a levou at� o por�o e a matou.

Mas tamb�m n�o temos provas disso, Torres.

Oi.

A per�cia ainda trabalha no carro do Alex.

As digitais da Sasha est�o l�, mas n�o tem sangue.

Os resultados da per�cia sa�ram.

Tinha vest�gios de s�men dentro da Sasha.

Correspondem ao DNA do Tommy.

N�o d� pra confirmar estupro. Sem les�es ou abras�es.

Mas confirma que Sasha e Tommy transaram

horas antes da morte dela.

Ent�o o que aconteceu?

Tommy voltou para v�-la ap�s Alex supostamente deix�-la?

Ou ele a viu �s sete, transaram, nunca mais a viu depois disso?

Precisamos de mais.

Precisamos de provas do que houve

ap�s Sasha e Alex voltarem para Canaryville naquela noite.

Ainda temos horas de trabalho com Tommy e Alex.

Ent�o investiguem. Continuem investigando.

N�o estamos vendo algo.

Tenho pensado nas pessoas mais pr�ximas de mim.

Que esteve comigo nas minhas primeiras vezes.

Que me fez sentir � vontade, segura.

� t�o bom quando � bom, sabe?

Mas, de verdade,

eles est�o escondendo algo sujo,

at� mesmo perigoso.

E um dia, tudo que vejo � um estranho familiar.

E � o rosto de algu�m que eu nunca gostaria de conhecer.

Tenho pensado nas pessoas mais pr�ximas de mim.

Que esteve comigo nas minhas primeiras vezes.

Que me fez sentir � vontade, segura.

Um estranho familiar.

E � o rosto de algu�m que eu nunca gostaria de conhecer.

Oi. Vim trazer um caf�. O que foi?

E se Alex estiver falando a verdade?

Alex disse que a deixou em casa, mas ela n�o entrou, certo?

Ela ficou na varanda olhando para alguma coisa na rua.

A maioria dessas pessoas n�o tem c�meras.

Vai ser um tiro no escuro.

E se ela estivesse olhando para algu�m?

Tipo algu�m que veio v�-la?

Kim.

Pol�cia de Chicago. Seu carro tem c�meras que gravam?

Tem.

Est� pensando no Tommy?

N�o, no Tommy n�o.

22h51, � isso.

Consegue melhorar?

Penso em outra pessoa com quem teve as primeiras vezes.

- Oi. - Oi.

Tudo bem se eu entrar?

Vai ser rapidinho.

- Onde est� seu pai? - Ele saiu.

Ele volta logo. Por qu�? Precisa falar com ele...

Tudo bem eu esperar aqui? Posso me sentar?

Pode sim.

Sinto muito por tudo isso.

Deve ser bem dif�cil.

Voc� e a Sasha eram melhores amigas, n�?

Desde a segunda s�rie?

Sei como �. Minha filha, Mack...

Makayla. Ela tem alguns amigos assim.

Pois �.

Deve ter sido dif�cil tamb�m,

com Sasha querendo coisas diferentes, certo?

Como a campanha e as novas pessoas...

Querendo outra coisa, algo...

N�o sei, mais parecido com ela, alguma coisa...

Longe daqui, longe de voc�...

Acho que deveria ir embora.

- Meu pai pode te ajudar mas... - Esta � voc�.

Com a Sasha, fora da casa dela, n�o �?

Lily.

Olha o que vai acontecer.

Eles v�o entrar e v�o revistar

e voc� vai comigo at� a delegacia.

Mas quanto mais me falar agora, mais f�cil ser�.

A verdade vai te ajudar, querida.

Est� bem.

Acho que se encontraram naquela noite.

Foram para o por�o,

onde j� haviam ido v�rias vezes antes.

Mas voc�s brigaram porque sua melhor amiga

no mundo inteiro estava te deixando.

Estava mudando.

E isso doeu pra caramba, n�o �?

Acho que n�o quis mat�-la,

mas ela bateu forte a cabe�a,

bateu em alguma coisa e n�o estava se mexendo.

Por favor, pare.

E voc� entrou em p�nico. Ficou assustada.

E em vez de ajud�-la, em vez de ajud�-la,

tirou a calcinha dela e fez parecer um estupro.

Por favor, pare! Por favor!

Meu pai disse que n�o preciso falar com voc�.

- Ele est� cuidando disso. - O qu�?

- N�o vou falar. - Como assim?

Seu pai est� cuidando disso?

Lily, cad� seu pai?

Jesus.

Frank n�o est� aqui. Pode estar destruindo provas.

- Encontrem-no. - Entendido.

Vamos!

Frank recebeu uma liga��o da Lily h� tr�s horas.

Ele saiu do 21� em seguida e desligou o telefone.

Lily deve ter entrado em p�nico e confessou.

- Foi para casa. - Sabe para onde foi depois?

Espera, eu o perdi.

Aqui, visto no cruzamento da Pershing com a Racine.

Frank.

Deve ser no riacho.

O riacho Bubbly. Ele vai jogar as provas.

Frank.

O que est� fazendo? Afaste-se do carro, largue a arma.

Conhe�o voc�, Adam, desde que era um garotinho.

- Voc� me conhece, minha fam�lia. - Conhe�o.

Conhe�o. Por isso, largue a arma, por favor.

Voc� conhece a Lily. Ela � uma boa menina.

Ela amava a Sasha.

Lily era amiga dela.

Sasha nunca se sentiu bem aqui,

mas ela se dava bem com a Lily, porque a Lily era boa com ela.

- Ela � boa. - Eu sei, Frank.

Ela vai precisar de voc�. N�o fa�a isso.

D� a arma para n�o ter problemas.

E se fosse a Makayla?

E se fosse sua filha, Adam?

� a minha filha. Ela � uma boa menina.

Por favor, deixe-me cuidar disso.

Isso vai ajud�-la. Por favor.

Por favor.

Puta merda.

Preciso te algemar, Frank.

Adam.

Preciso fazer isso.

- Pronta para ir? - Quase.

Uma pergunta, gosta de morar na nossa casa?

Sim, eu amo. Amo o que ela significa para voc�.

Sei que pode parecer que est� presa no tempo l�.

E est� meio que desmoronando.

Adam, n�o � a casa.

Estamos criando uma crian�a que n�o se parece conosco.

N�o podemos dar � Mack a sua inf�ncia.

N�o podemos dar nem a minha tamb�m.

Nenhum dos dois existe para ela. Sabe disso, n�?

Claro.

Claro.

Espera...

Ela est� bem, n�? Ela est� feliz, n�o est�?

Est�.

- Amor, ela est� feliz. - Beleza.

Temo que esteja desconectada de si de modo que...

Acho que nem ela percebe, de modos que nem n�s percebemos.

Nossas ra�zes, nossa casa, nosso bairro,

n�o ser�o dela do mesmo jeito.

Ela precisa de algo fora de n�s.

Ela precisa de algo que seja dela.

Talvez fora de Canaryville.

Tenho medo de ir embora, de deixar este lugar.

Minha casa.

Minha m�e.

Ela precisa de mim.

Mas tamb�m acho que preciso muito disso.

Porque talvez eu possa ser quem eu quiser ser.

Posso ser simplesmente eu.

KINDRED: LA�OS DE SANGUE DE OCTAVIA E. BUTLER

N�o sei como ser� tudo.

Mas estou animada com o que vem a seguir.

Os famosos "e se" e as inseguran�as ao criar os filhos...

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Contato ou pix likapoetisa@gmail.com

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