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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Não! Larga-me, filho da puta!

Larga-me, bandalho!

Larga-me, cabrão!

Os irmãos Borges...

Pensavam que nunca teriam de pagar.

Vais plantar uma árvore, Bruni? Não te sabia jardineiro.

Vou enterrar um filho da puta.

Bruni!

Deixa o Diosito ir.

Queres fazer-lhe companhia?

Alargamos o buraco.

Achas-te duro com estes cabrões mascarados?

Deem a cara! Seus cabrões!

Queres ver-me a cara?

Quem não a dá?

Quem?

Mata-me a mim, cretino.

Vou apanhar-te...

Não te quero matar, monte de merda.

Vou dar-te uma escolha.

Enterro-te a ti ou ao teu irmão?

Nem penses, cabrão!

Nem penses!

Não me deste essa escolha e eu pedi-a.

Mataste o mais fraco.

O Marquitos.

Quem vai pagar? Tu ou o teu irmão?

Mata-me a mim, filho da puta.

- Não, Mario! - Cala-te.

- Mata-me a mim! O Marito não! - Deixa o meu irmão!

Mete-te comigo, filho da puta.

Queres vingar o teu sobrinho?

Começa a cavar, cretino!

Mudei de ideias.

- Enterra este. - Não. O Diosito não!

Diosito...

O Diosito não!

Vão pregar a tampa? Montes de merda!

Calma!

Perdeste este combate antes de calçares as luvas.

- Quero ver-te sofrer. - Ele não!

O Diosito não!

O teu pior medo era ser enterrado vivo?

Não...

O pior que te podíamos fazer era matar o teu irmão.

Agora verás a pessoa que mais amas...

... morrer da pior forma possível.

Vou dar cabo de ti! Cabrão!

Vamos.

- Diosito! - Vamos!

- Não! - Diosito!

O Diosito não!

O Diosito não!

Vamos!

Filho da puta!

Diosito!

Diosito!

- Diosito! - Vamos!

Irmão!

Filhos da puta!

Diosito!

Marito!

Cabrões!

Marito, tira-me daqui!

Mario!

Mario!

Marito, tira-me daqui!

Tira-me daqui!

Mario!

Tira-me daqui!

Mario!

Mario!

Mata-me, filho da puta!

Mata-me ou mato-te eu, seu filho da puta!

Pantera, seu cabrão! Vou matar-te!

Mario, tira-me daqui!

O Diosito não, filho da puta!

Vou matar-te!

- Levem-no para o laboratório. - Mario!

Quero ver esse lugar tão famoso.

Cabrão...

Filho da puta! Monte de merda!

Filho da puta!

Bom trabalho, rapaz.

Ficas encarregue do pátio.

Serás o meu braço-direito.

- Que porra estás a dizer? - Calma.

O que disseste, cabrão?

Tínhamos um acordo.

Não querias que matássemos os Borges?

Tive uma ideia melhor.

Vou controlar San Onofre. Sem os Borges, é fácil.

Tenho o dinheiro do Cristian, a lealdade do Pantera e dos meus.

A sério?

Não preciso de ti.

A sério?

Tenho boa memória, sabes?

Os Sub-21 podiam ter protegido o Marquitos.

Dá graças por te deixar ir. Vai!

- A sério? - Sai daqui!

- Filho da puta! - Cabrão!

Bruni, seu filho da puta!

- Maldito traidor! - Filho da puta!

- Vamos! - Vou matar-te!

- Bruni, seu filho da puta traidor! - Vamos!

- Vamos! - Filho da puta!

- Bruni, seu cabrão! - Chefe...

Leva-me ao laboratório.

Emma!

Não tenho tempo para isto.

- Só queria dizer... - Não posso. Falamos depois.

Já disse que não posso! Não ouviu? Não me toque!

Porra!

- És um inútil! - Não...

Que pocilga.

És só garganta.

Pensava que eras um génio do crime.

Mas és um amador, Mario Borges.

E tu és um cabrão.

Sem estes teus lacaios,

eu dava cabo de ti, cabrão.

- Sim? - Sabes que sim.

Voltem para o pátio.

Divirtam-se no Carnaval.

Tenho de conversar com este senhor. Estarei aqui.

Vamos.

Pelo Marquitos.

Não aguentarás nem um assalto.

Capece.

Está fora de controlo e vai piorar.

Envia-me vídeos. Quero ver até onde pode piorar.

Tenho de desligar. Perdi os Borges.

Perdeste os Borges? Seu idiota!

Cristian!

O que faz aqui?

Anda. É muito perigoso estares no pátio!

O Bruni protege-me.

Foi ele que matou o teu pai!

- O quê? - Isso mesmo! Vem comigo!

- Vem comigo! - Não!

Cristian!

Acudam!

Acudam!

Mario!

Mario, tira-me daqui!

Tira-me daqui!

Eu sabia que não aguentarias

nem um assalto.

Olha o que encontrei

na tua porcaria de laboratório.

O que poderá ser?

Vamos experimentar.

Olho por olho, filho da puta!

Para de gritar!

Emma, porque me deixou a falar sozinho?

Só lhe queria dizer que estava linda!

Largue-me!

Há uma tribo que tem uma tradição peculiar.

Sabe qual é?

Os casais que se juntam no Carnaval ficam juntos para sempre!

Lindo, não acha?

Largue-me.

Diga-lhe que está tudo bem, que vai falar comigo,

ou esfaqueio-a.

Está bem, doutora?

Sim. Vou levar o Juan Carlos.

Saia desta confusão.

Ande!

Cale-se!

A conversar com aquele futebolista?

Acha que sou parvo?

Que não vejo que me está a trair?

Cabra!

Cale-se, já disse!

Quieta.

Sempre soube que havia algo muito especial entre nós.

- Não! - Sim.

Algo muito belo e poderoso!

Sim.

Entendia-me!

Até me começar a tratar como as putas da minha família!

São todas iguais!

Tão bonita!

Vou ensinar-lhe.

Abra essa boca.

- Abra-a. - Não!

Não!

Abra a boca ou corto-lhe a garganta!

Isso mesmo.

Descontraia.

Tal como gosto!

Eu disse-te

para não lhe dares mais comprimidos.

Eu disse-te!

Já passou.

Pronto. Calma. Já passou.

Toma!

Nunca mais tocarás numa mulher!

Sacana doentio.

Está tudo bem.

Já passou.

Acudam!

Acudam!

Acudam!

Mataste a única pessoa que me importava.

És a escumalha de San Onofre.

É a tua última paragem.

Estás bem?

Quem?

Sou eu!

Obrigado, rapaz.

Não o fiz por ti.

Fi-lo pelo meu pai.

Ajuda-me.

Ajuda-me.

O Diosito...

Não. Temos de ir buscar os outros

e levá-los para o pátio da árvore.

- Sozinhos, não conseguimos. - Está bem.

Pronto.

Estes cabrões fazem uma barulheira!

Tanto barulho por causa do Carnaval?

Eles fazem de tudo por uma festa.

- O Pantera apanhou o Diosito! - O que fazes aqui, Ranho?

Ouçam-me! Ele apanhou o Diosito!

- Os Borges estão lá fora. - Não!

O Mario disse-me para vos vir buscar! Vamos!

- Porra! Vamos, Cramp! - Vamos!

Diosito...

- Vem! - Sai!

Sim, Chango!

Diosito...

Estou a ir!

Merda!

Ali está ele!

Saiam da frente!

O que se passa, Mario?

- Sozinho na festa? - Segurem-me.

Veremos!

- Aguenta, irmão! - Vamos!

- Sai daí, filho da puta! - Obriga-me, Borges!

Quieto, careca!

- Mario! - Calma!

- Espera, Mario! - Eles fazem isso!

Levanta-te! Vá!

- Calma, Mario! Vá! - Cavem!

- Mais depressa! - Pás!

Vá, rapazes! Cavem mais depressa!

- Mais depressa! - Uma pá aqui!

Barny! Já sei para onde aquele cabrão vai!

Tragam-mo!

Vamos, Morcilla!

- Aqui! Cavem aqui! - Dá-me isso!

Cava ali, Cramp!

Vá! Cava ali!

Mais depressa!

Por favor...

Acudam!

Acudam!

Acudam!

- O que se passa, doutora? - O Tubo de Ensaio fez isto!

E o Ramos está morto!

Rápido! Para a enfermaria!

Vamos! Guarda!

- Abram! - Está quase, Diosito!

Vá!

Filho da puta!

Abram! Vá!

Ajudem!

Vem cá, Diosito!

Deixem-no! Não lhe toquem!

Não lhe toquem!

Volta.

Não podes morrer! Luta!

Coitado.

Respira

Volta!

Volta!

Desculpa.

Desculpa.

Mano!

Adoro-te, bandalho!

Adoro-te, maninho.

Adoro-te.

Queria Carnaval?

Aí tem o Carnaval, puta de merda.

Vá para a puta que a pariu.

Sr. Procurador, como está? Fala Sergio Antín.

- Com licença. - Que porra se passa, Capece?

- A Dra. Molinari foi atacada. - O quê?

- Por quem? - Há reclusos feridos e mortos.

- Mortos? - Encontraram o Bruni.

E também encontraram...

... o Ramos. - Não!

Na prisão velha. Estes filhos da puta não perdoam.

É o Ludueña.

Sim, procurador.

Está bem.

Aguardarei.

Ele disse que ouviu rumores

de que havia distúrbios aqui.

Quem foi o filho da puta que o informou?

Aqui! Rápido!

- Rápido. - Esperem, maricas! Ele é meu!

Quieto, filho da puta! Fica aí.

Dios.

Calma.

Deixem-no comigo.

Isso, Dios! Dá-lhe!

Dá-lhe!

Vá, Dios!

Vai, Dios!

Fode-o todo!

Tu consegues!

Vá! Boa!

Vá!

- Vai! - Outro!

Fode-o! Morre de uma vez!

Levanta-te, Dios!

Mata-o!

Dá-lhe bem, parceiro!

- Filho da puta! - Dá cabo dele!

Vá lá! Tu consegues!

Cabrão do Sapo!

Vai, Dios!

Vá!

Fode-o, Dios!

Monte de merda!

Levanta-te, Dios!

Levanta-te!

Dios!

Isso, Dios!

Toma, filho da puta!

Vá, Dios! Dá-lhe!

Morre, gago de merda!

Levanta-te!

Vá, Dios!

Morre de uma vez, filho da puta!

Dá cabo dele!

Dá cabo dele, Diosito!

Vai!

Vá!

Filho da puta!

- Vá, Dios! - Dios!

Morram os dois, filhos da puta!

Muito bem, Diosito! Maricas de merda!

Muito bem.

Vamos.

Vamos, Dios.

Adoro!

Morre, filho da puta! Morre, maricas!

Sim!

Sim, Dios!

Sim!

Sim!

Sim, porra!

Sim!

Anda, Pantera. Vem cá.

Arrasta-te até aqui.

Mas levanta a cabeça da merda.

Porque estamos acima da merda.

O Carnaval acabou, Pantera.

Vem connosco.

Os marginais também têm um Céu.

Nem tudo é sofrimento.

Aqui...

... somos os heróis.

Isso, vem.

Está na hora de descansar.

- Sim, Diosito! - Boa!

- Os Borges, filhos da puta! - Sim, cabrões!

- Os Borges são os maiores! - Gonorreia!

Porra! Os Borges são os maiores!

Os Borges são os maiores!

O que faz aqui?

Quem o deixou entrar?

Eu dei a ordem.

Desculpe. Esperava-o sozinho.

Vim ordenar o regresso do Antín ao cargo de diretor.

Parece-me uma decisão errada.

Mas é consigo.

A decisão errada foi sua ao suspender o Antín sem eu saber.

O resultado foi desastroso.

Distúrbios, mortes... Até um guarda foi morto.

Sim. A morte do Ramos é uma grande perda.

Deem-me licença.

Então, lamenta a perda do Ramos?

Profundamente.

Não lhe disse que isto não é para qualquer um?

Cedo ou tarde, tropeçará.

E eu estarei cá para o afundar de vez.

Como tem tanta certeza?

Porque é um intrujão.

- Fazer asneiras está na sua natureza. - Ena.

Tenho todo o tempo do mundo.

Como tem tempo...

- Sim? - Porque não fodemos?

Alinharia?

Vou tentar.

Porque não vai para a puta que o pariu?

Não tenho tempo.

Arranje tempo.

Vamos!

- Vamos! - Saiam!

- Saiam! - Para, cretino!

- Para, cabrão! - Saiam!

- Saiam! - Para o pátio! Vamos!

Saiam!

- Saiam, já! - Vamos!

- Saiam! Vamos! - Saiam!

Vou esfaquear-te! Ali!

Saiam! Vem cá!

Deixem passar, cabrões!

Como sempre...

... depois de uma guerra...

... há dívidas a pagar.

Vão abrindo os rabos!

Não sei quem ajudou o Bruni e o Pantera a fazer esta merda.

Mas desconfio de alguns. Certo?

No chão! Cretino!

Vá, cretino de merda! Aí em baixo!

- Cabrão! - Larga-me!

Larguem o meu irmão...

Dois Dedos!

Vem cá, cabrão!

Anda! Achas que não te vi?

- No chão! - Não tive nada com isso!

Não? Puta que pariu!

Tinhas uma máscara, mas vi-te a mão! Cretino!

Que idiota do caraças.

Vou foder-vos um a um.

Certo?

E tu...

Vou fazer-te beber o meu batido todas as manhãs.

Olha, Fiore. Gostas disto?

Olha para este.

Podemos levá-lo para casa.

Certo?

Podemos pô-lo na mesinha de cabeceira.

Não me toques, filho da puta!

Cuidado.

Não te metas com o Fiore!

Aqui não.

Levanta-te, filho da puta.

- Levanta-te! - Vamos.

- Levanta-te, monte de merda! - Anda!

Anda, monte de merda.

Vou fazer uma pergunta

uma só vez.

Há mais alguém com tomates

para tentar lixar o Mario Borges?

Que silêncio!

Estão à espera que cante?

Muito bem.

Vamos declarar tréguas entre nós e o pátio.

Mas haverá normas a cumprir.

E quem não gostar...

... já sabe o que esperar, certo?

Morcilla, o pátio é teu.

Sim, senhor!

Ouviram?

De quem é o pátio?

Ouviram?

Doravante,

só o pavilhão dos Borges pode vender coca no pátio.

Entendido?

Estamos bem?

César, que raio?

Aqueles cabrões levaram o Fiorito.

E tu não dizes nada?

Quem se metia com um, metia-se com todos, certo?

Não.

Não vamos fazer nada.

Temos de manter o pátio unido.

E esperar a altura certa.

Se ela chegar.

Soube que o Rodríguez foi transferido?

Sim.

Para uma prisão de segurança máxima, onde sempre devia ter estado.

E também soube que se vai embora.

Despediram-me.

São todos uns corruptos.

Odeiam-nos.

Têm pavor de nós.

Porque não temos pila.

Não a podem medir connosco.

E a Emma? Resolveu os seus assuntos?

Sim.

É a pessoa mais valiosa aqui.

Os restantes são uma merda.

Adeus, Emma.

Cuide-se.

Obrigada.

Até à próxima.

Voltamos a encontrar-nos, doutor.

Gladys,

foi um mal-entendido.

Um mal-entendido? Quem diria?

Entenderam mal e ficaram com o dinheiro que era para libertar o meu marido

e o meu cunhado.

Além disso, alguém nos denunciou, fomos alvo de uma rusga

e levaram-nos tudo.

Onde estava?

- Encontrámo-lo num motel. - Boa. Estava a levar no cu?

- Não é a minha cena. - Diga-me a verdade.

- Gladys, não. - Sabe porque é isto?

- Por roubar os Borges! - Não, Gladys!

Gladys, deixe-me fazer um telefonema!

Só um telefonema? Era assim tão fácil? Filho da puta.

- E isto é pela rusga. Entendido? - Não!

E porque levaram tudo. Pronto.

Filha da puta!

Sua gorda filha da puta!

E isto é pelo Osvaldo.

Ele está preso por sua causa.

Leva-o para o cemitério, ao Faustino.

Digam-lhe para o cremar.

Queres chá? A água ainda está quente.

Não quero sujar as minhas calças novas.

O Marito nem deve ter acreditado que mataste o velho bêbado.

Certo, Marito? Mario.

Mario.

Deixem-no. Está assim desde que nos foderam a saída.

- Passaram-nos a perna. - Pois.

Quem diria que o Ranho, por quem ninguém dava nada,

acabaria a salvar o chefe? Certo?

Sim!

E eu?

Matei o Pantera, porra.

Ninguém me felicita?

Animal!

- Deixa-me, lambe-botas. - Pardo!

A Dra. Molinari quer falar contigo antes de ires.

- Já vou. - Agora!

Falas com ela e depois vais.

Calma. Qual é a pressa?

- Ranho. Vais-te embora? - Parece que sim.

- Vamos sentir a tua falta. - Não sejas maricas.

Estou a ficar comovido.

Ranho, já sabes como é.

Quando chegares à outra prisão,

defende-te, não sejas idiota. Já falámos disto.

Se houver algum problema, avisa-me

e os Borges vão intimidá-los a todos.

Vou acreditar em ti.

- Snifa alguma coca. É melhor. - Agora não.

Mario.

Até à vista, rapaz.

Sem ressentimentos.

Sim, claro.

- Meu! - Barny!

- Colômbia! - Parceiro.

- Cramp. - Meu.

- Vemo-nos do outro lado. - Está bem.

Vemo-nos por aí, Ranho.

- Foder ou ser fodido! - Isso mesmo!

- Vamos! - Olhem. Tão crescido.

Adeus, meu.

- Adoro-te, sabes? - Eu também.

Diz alguma coisa.

Vá!

Estás bem?

Sim.

Irás para uma prisão de regime aberto.

Estarás mais tranquilo lá.

Terás mais condições.

Se quiseres, até podes estudar para fazer carreira.

- Não. Eu? Uma carreira? - Sim.

Não disseste que gostavas de música?

Sim.

Não disseste que querias fazer algo que deixasse o teu pai orgulhoso?

Sim.

Muito bem.

Lá, poderás estudar.

Esteja onde estiver, decerto estará orgulhoso de ti.

Obrigado.

- Posso dar-lhe um abraço? - Sim.

Vai lá.

As tuas mãos.

- Espero voltar a vê-la. - Voltaremos a ver-nos.

Adeus.

Estás tão calado. O que se passa?

Estou a pensar como recuperar o guito que o Lunati nos roubou.

Tenho um remédio para essa tristeza.

Tenho informação nova.

Agora que o rapaz se foi, posso dizer-te.

Como assim?

Que tal, Amaya?

- Tudo bem? - Sim.

Diz-me uma coisa,

quem vinha visitar o Ranho? Era o Pardo?

"Catalina Crocci." Que nome delicioso.

Parece que uma rapariga vinha visitar o Ranho.

O guarda disse-me que, a cada vez que cá vinha,

ela usava outro nome.

Desembucha.

A filha do juiz Lunati.

Eu disse que te ia animar.

Não quero que voltes a ver aquele rapaz. Já te disse.

Ainda bem que o ias ajudar.

Achas que não ajudei?

Fiz com que fosse transferido para uma prisão modelo.

É como um clube. Saiu-me bem caro.

Fantástico. Obrigada por o mandares para um hotel cinco estrelas.

Não me provoques.

Vai para a escola.

Quando saíres, vais à terapia com o guarda-costas

e trata essa cabecinha.

Entendido?

Porque não vais à merda?

Não me desrespeites.

Faz o que te digo.

Dr. Lunati. Como está, Meritíssimo? Como posso ajudá-lo?

Antín, pode dizer-me

porque é que os Borges não saíram para a rua lateral como pedi?

Foi impossível. A Morales tinha a prisão vigiada.

Os meus homens não puderam fazer isso. Peço-lhe imensa desculpa.

O meu advogado de confiança desapareceu depois desse falhanço.

Parece que não o voltarei a ver. Percebe?

E que tenho eu com isso?

Se tem um problema pessoal com os Borges,

resolva-o com eles.

Está a recusar ajuda de um juiz federal?

Posso voltar a pô-lo como diretor.

Aconselho-o a manter-me como amigo.

Dê-me licença.

Já recuperei o cargo de diretor de San Onofre

sem a ajuda de um juiz federal.

Agradeço o interesse. Mas quanto menos eu souber, melhor.

Tenha um bom dia.

Vá para a puta que o pariu.

Poli-os.

Porra, Dios.

- Que tal? - Está tudo bem.

Ótimo, Marito. Vê.

Está muito bem.

Muito bem.

Mario. O teu olho! Pareces um husky!

- Cretino. - Aterrador!

- Está tudo bem? - Sim.

As armas? O material? Tudo?

- Está tudo aí. - Ótimo!

Este é o Pança Sosa.

Foi transferido há uns dias.

Vai trabalhar connosco porque é de confiança.

- Pança. - Que tal?

Vem cá, Diosito.

Vem cá, Barny.

Vamos rever o plano pela última vez.

A rapariga sai da terapia às 17 horas.

O motorista e o guarda-costas vão buscá-la.

Vocês são quatro. Eles são dois.

São metade.

Sim.

Então, esmagam-nos. Simples, certo?

- É fácil. - Sim, muito fácil.

Pronto, Diosito. Boa sorte.

Vamos a isso, rapazes.

- Vem cá, cabra de merda! - Anda!

Que sítio é este?

Uma suíte de cinco estrelas. Não vês?

Espero que não toque na minha filha.

O que se passa, Lunati? Está nervoso?

Palacios, se queres continuar vivo, entra na prisão de San Onofre,

encontra o Borges...

- Bem-vindo ao gangue. - Obrigado.

... e descobre onde está a minha filha.

- És um homem morto! - Cabrão!

É provável que tenhas de passar por algumas situações violentas.

Por favor, não me batas. Tenho medo.

Por favor, não me batas. Não queremos violência.

Não estamos aqui para matar pessoas.

Quem vais foder?

Que ideia foi essa de sequestrar a filha de um juiz e metê-la na minha prisão?

Na minha prisão!

Querem pressionar o Lunati a devolver dinheiro que roubou ao Borges.

São mais de três milhões.

Borges, és um génio!

Eu ajudo-te e tu ajudas-me a pôr fim à era Borges.

Vão mudar a rapariga de sítio.

Lunita...

Como queiras!

Estou grávida.

- Que raio? Puta que te pariu! - Meu!

Preciso de sair.

Tens de matar alguém?

Estás morto.

Adeus, Lunati.

- Vai começar uma guerra. - E?

Quero saber de que lado estás.

Ofende-me que vendam coca no pátio

porque é um dos meus negócios.

Mas roubarem-me clientes no meu pavilhão,

quem raio pensam que são?

Esta prisão é minha, filho da puta!

Quem violar a minha lei, está fodido.

Espera, não faças isso!

Tens 24 horas para sair do pátio. Toma!

E isto?

Quero que descubras quem matou o meu irmão.

Descobre e fá-lo pagar como merece!

Monte de merda! Meteste-te com a minha família, filho de mil putas!

Sabes como eliminávamos o lixo quando éramos pequenos?

Pegávamos-lhe fogo.

Ele diz que o Pastor é polícia.

O quê?

- Para! - Cala-te, cabrão!

Tenho de te foder para me ouvires?

Sentes isso?

Temos de fazer um churrasco enorme no pátio.

Vamos fazer um churrasco do caraças.

Vá, Argentina, porra!

Eu gostava de ti.

Cozinha-o. Não quero que sofra.

O pátio está a arder!

O pátio está a arder!

Fecha a porta!

Ajudem-no!

Salvem-no!

Salvem-no!

Safei-me, certo?

Deus terá de esperar.

TRÊS MESES DEPOIS

Os arguidos

são considerados culpados dos crimes de...

... roubo agravado com recurso a armas de fogo,

rapto com extorsão,

resistência e atentado à autoridade,

múltiplos homicídios,

posse de armas de guerra,

tráfico de droga

e associação criminosa.

O tribunal condena os arguidos

a prisão perpétua.

Os arguidos serão transferidos

para a Prisão Federal de Segurança Máxima No 11,

conhecida como Prisão da Ponte Velha.

Levem-nos.

Éramos reis em San Onofre.

Malditos reis!

E agora vamos para aquela prisão de merda.

Não sairemos de lá nem quando as galinhas tiverem dentes.

Calma, Mario.

O filho da puta do Antín deve estar numa praia com o nosso dinheiro.

Sacana sortudo. Cai sempre em pé.

Deus, dá-me uma abébia. Apetece-me matar-me.

Vá, Marito. Acalma-te.

Não te martirizes mais por causa do cabrão do Antín.

Vamos apanhá-lo.

Vamos mesmo.

Somos os irmãos Borges. Certo?

Ou esqueceste-te do que passámos?

Quantas vezes enganámos a morte?

Deus tem tesão por nós!

Certo?

Deve estar impaciente por nos ver a cara. Certo, Marito?

Achas que vai gostar de nós?

Terás de esperar!

Trata disso aí em cima! Nós tratamos disto cá em baixo!

Sou um filho da puta.

Lembras-te de quando éramos crianças?

Bem, eu era uma criança.

Tu sempre foste velho.

E gordo.

Lembras-te que batias em quem se metia comigo?

E se alguém te chamasse "gordo" era eu que lhe ia bater?

Lembras-te?

Éramos assim, Mario.

Sempre unidos.

Como o Shrek e o Burro.

Sempre juntos.

Como a formiga e o formigueiro!

Não. Isso não. Eles eram inimigos, certo?

O que quero dizer é que somos inseparáveis.

Isso nunca mudará.

Somos leais!

E estes maricas também são! Somos o gangue Borges!

Somos o gangue Borges e estamos preparados para a guerra!

Certo, Colômbia?

Certo.

- Somos. - Pois somos.

- Somos. - Sim.

Somos o gangue Borges, porra.

Sim, Marito!

Merecemos um milagre de vez em quando!

E vai acontecer.

Marito.

Estás a ver o mesmo que eu?

Aquele gonorreia não tinha fugido?

Parece que não,

mas está bem colocado aqui.

O MARGINAL É UMA SÉRIE FICTÍCIA.

QUALQUER SEMELHANÇA COM EVENTOS REAIS, PERSONAGENS, NOMES

E/OU CIRCUNSTÂNCIAS É PURA COINCIDÊNCIA.

Legendas: Lígia Teixeira

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