Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Estas azeitonas estão cada vez mais caras, porra.
Notícia de última hora.
Depois de fazer um tratamento à toxicodependência,
o futebolista caído em desgraça Daniel "El Loco" Ortiz
será transferido para a Prisão de San Onofre.
San Onofre? Aumenta o som.
Ortiz foi preso no verão passado num incidente caótico
numa festa em que foi figura central
e onde um dos familiares dele morreu.
- É tudo um mal-entendido. - Algum comentário?
- Sem comentários. - Falou com a sua família?
Não. Tudo será esclarecido em tribunal.
Ele terá de cumprir a pena em San Onofre
como preso comum. - Fantástico.
Vamos ter um novo companheiro.
Vamos nadar em dinheiro com aquele agarrado.
Foste destronado, Tubo de Ensaio. Aquele tipo é mais famoso do que tu.
- O meu caso tem mais mística. - Vai-te lixar. Tu? Mística?
Vamos, James.
Desliga isso. Temos de ir ao pátio.
- Estávamos a ver! - Levanta-te, Marito!
- Espera. - A ver, o tanas!
Temos de ir ao pátio, Mario!
Temos de foder aqueles cabrões pelo que fizeram ao Ranho!
Temos de trabalhar! Concentra-te nisto. Não pode correr mal.
E aqueles cabrões ficam impunes?
Não. Tratamos disso depois.
- Mario... - O rapaz está bem!
Foda-se, Marito! Ele foi esfaqueado por minha culpa.
Aqueles cabrões não se vão safar.
Não sejas idiota.
Não te apegues ao rapaz. São só negócios.
Mario, o negócio era cuidar dele!
Cuidar dele! Vê o que lhe aconteceu!
Foi esfaqueado!
Se o pai dele não descobrir, está tudo bem.
Faz-me um favor. Não me chateies, pelo menos, por uma semana.
Estou.
Chegaram?
Está bem. Descarreguem-nas.
As mamas chegaram. Vamos.
Calma, parceiro.
Não me toques. Vai-te lixar.
Com licença.
Pronto. Fim da linha.
A Dra. Molinari.
Olá, Daniel. Muito gosto.
Muito gosto. Pode chamar-me Loco.
Como os meus amigos.
Ela sabe quem és. Estás na capa de todos os jornais.
E não é pelos teus feitos futebolísticos.
Como daquela vez que te encontraram nu na mata.
Já chega.
Vão. Tenho de falar com ele.
- Obrigado. - Sente-se.
- Está bem? - Não. Mal.
Mal, mas bem.
Se tomar uma aspirina, morro.
Isso está mal. Mas também está bem, porque...
Eu mereço.
- Atingiu o fundo do poço. - Não.
Passei do fundo há algum tempo.
Estou no centro da Terra.
Com rochas fundidas. Magma, como dizem.
Aprendi isso porque me drogava e via documentários.
Agora, se me drogar, morro.
Poderei continuar a ver documentários?
Poderei?
Sou um exagerado.
O meu acelerador está bem, mas os travões estão gastos.
A minha cabeça tem um monte de cães a olhar para mim,
a arfar, à espera que faça algo.
O que esperam? Não sei.
Lembro-me de quando jogava futebol.
O meu pai era seu fã.
Ele levou-me a vê-lo várias vezes.
Não importa.
É passado.
Os dias de glória. O campo estava cheio, havia aplausos, fotógrafos.
E, depois, desapareceu tudo.
Não havia mais fotógrafos nem mais aplausos.
O campo estava vazio.
Há algo mais triste do que um campo vazio?
Se quiser, posso mandá-lo para outro pavilhão.
Para ficar mais tranquilo e mais distante das drogas.
Não. Ponha-me com o povo.
Eles adoram-me.
Sai, palhaço. O nosso problema não é contigo. É contigo!
Que raio fizeste?
Estamos na merda graças a ti, cretino!
Pensava que era o plano.
Foder o rapaz para foder os Borges.
Tu é que disseste para darmos cabo dele!
Aos poucos, cretino!
Íamos dar cabo dele com a droga. O plano era esse. Não esfaqueá-lo!
Está feito, nada a fazer.
Temos de estar unidos e de nos proteger.
Empresta-me um dos teus para aumentar a proteção ao Marcos.
Chupa-ma, Bruni. Achas que somos guarda-costas?
És o líder do pátio, César.
Se se meterem com um de nós, metem-se com todos.
Não me meto, Bruni.
O teu sobrinho é crescido. Que resolva as merdas dele.
Tramaste-nos a todos.
Cretino. Vai-te foder!
Não vou resolver as merdas dos outros!
Esperem!
Feliz aniversário, Pedro.
Obrigado, meu.
Cumbia
Então? Estou bem?
Tu estás.
Eu não.
Sinto-me culpado por pareceres uma múmia.
Apercebi-me de que posso morrer aqui.
Tinhas razão. Não é uma brincadeira.
Isso mesmo, Ranho.
Como o Marito diz: "É foder ou ser fodido."
Por isso te levei ao assalto e a cortar os dedos àquele cretino.
É treino. Percebes? À Karate Kid.
Fui esfaqueado, mas percebo.
- Vais ter as miúdas todas atrás de ti. - Foda-se, meu.
Não te queixes. A ferida é do outro lado.
- Mas dói. - Tapa isso. Faz-me impressão.
Para de as apalpar. Precisamos delas para outra coisa.
Não as estou a apalpar, Mario. Estou a calcular o peso.
Não te preocupes. São boas.
Aguentam golpes e perfurações. São implantes de alta qualidade.
Acho bem. Não foram baratos.
De quanto tempo precisas para as encher?
- De uns dias. - Não.
Menos.
Então, temos de fazer horas extras.
Está bem. Colômbia!
Colômbia!
Colômbia!
O que foi?
Põe todos a fazerem turnos duplos.
Se alguém se cansar, troca-o por alguém que não se drogue.
E tu protege estas mamas como se fossem as da tua mulher.
As da tua mulher não. Ainda fico sem mamas.
Vamos lá, Colômbia!
As raparigas adoram cicatrizes, sabias?
- A sério? - Sim, meu.
Há dias, uma garina do bairro veio visitar-me. A Kari.
Ela queria que lhe mostrasse as cicatrizes, os cortes, tudo.
E eu mostrei.
Desculpe. Posso sentar-me aqui? Este tipo está bem?
- Sim. Está só ressacado. - Com licença.
A Kari veio ver-me.
Eu fodi-a e ela quis ver as cicatrizes e os cortes.
Ficou mais excitada e continuámos a foder.
E vimos as cicatrizes.
A Kari.
É boa rapariga.
É especial. Não é a Mecha, mas...
Quem é a Mecha?
A Mecha é uma garina...
É uma história longa. Conto-te depois.
Está bem.
Mas não sei se a rapariga de quem gosto gosta de cicatrizes.
- Não parece. - Como sabes?
Já a fodeste?
Não. Nem a ninguém.
A ninguém?
És virgem?
Nunca fodeste?
Ouviste, bêbado?
Nunca fodeste, Ranho?
Vá lá, meu. A sério.
Se eles descobrem, fodem-te o juízo.
Não digas nada.
Eu trago-te uma rapariga.
- Para a perderes. - Não é preciso.
Quero perder a virgindade com a Luna.
A Luna é a rapariga de quem gostas?
Estás doido?
Na primeira vez, fazemos sempre asneiras.
Se gostas mesmo dela, não pode correr mal.
Tens de começar com uma rapariga qualquer.
Depois, avanças para a que te agrada.
Pardo, tens visitas.
Quem é?
Não sou a tua secretária.
Tens visitas. Vá.
Espera. Quem é? Não o podem ver assim.
Ranho, se o teu pai te vir assim, estamos tramados.
Quem é, meu? Quem o quer ver, cretino?
Já passou meia hora e o meu filho não está aqui.
- Sente-se... - Não. Porquê a demora, Antín?
Onde está ele?
- Está em San Onofre. - Porquê a demora?
- Agora... - Estás a esconder-me algo?
Não estou a esconder nada.
- Sou o diretor. - Onde está ele?
- O teu filho está bem. - Quero-o aqui.
Se lhe acontecer algo e não me disseres...
- Cá está ele. - ... é o teu fim.
Olá, pai.
- Como estás? - Bem.
- A sério? Estás bem? - Sim.
- De certeza? - Sim.
É bom vê-lo, Eduardo.
Este é o Juan Pablo, o meu irmão.
Ele também trata da segurança do rapaz.
É o subencarregado.
Subencarregado da segurança.
Muito gosto.
Tratamo-lo como um rei.
Certo, Ranho?
- Sim. - "Ranho"?
Chamou-lhe Ranho?
É a alcunha dele.
- O nome dele é Cristian. - Sim.
- Cristian. - Sim.
Diga-o. Chame-lhe Cristian.
- O nome dele é Cristian. - Cristian.
Mas é verdade.
Os Borges cuidam bem de mim.
Nunca me deixam sozinho.
Estamos colados pelo rabo.
Ensinam-me carpintaria.
E a comida, não sei...
- É razoável. - Não é sushi, mas escapa.
E as camas também.
Não são as melhores, mas descansa-se bem.
Pardo, percebe agora porque lhe digo que San Onofre é uma prisão modelo?
Olhe para os Borges. São um ótimo exemplo de ressocialização,
ajudam um recluso necessitado.
Cumprimos as normas constitucionais de que as prisões devem ser sãs e limpas.
Ninguém tocará no seu filho. Esteja tranquilo.
A sério, pai.
Está tudo bem.
Dizes isso, mas não pareces bem.
Está magro.
- Em pânico. - Todos parecem magros ao lado do Marito.
Ele não vai ao pátio.
Não o deixamos ir, é a área mais perigosa.
Não há áreas perigosas em San Onofre.
É um pouco mais perigosa.
Não queremos que apanhe sol lá.
Que não aconteça nada ao meu filho.
Se acontecer, todos os meus contactos para o tirar daqui
serão usados para que apodreça aqui.
Estamos entendidos?
Chiqui.
Um croissant e um maço de tabaco.
Dois croissants.
Pago-te amanhã.
Acho bem que pagues. A tua conta está enorme.
Está bem, pago amanhã!
A noite foi dura, Ramos?
A manhã.
Não tenho problemas com as noites.
Venha.
Não gosto de tomar o pequeno-almoço sozinha.
Chá, por favor.
O que posso dizer?
Também estou a ter uma manhã de merda.
Sempre que tenho de vir a San Onofre...
Cheira-lhe a álcool?
Quando entrei,
cheirou-me imenso a álcool...
Por muito que tente disfarçar
com café ou esses cigarros horríveis que fuma,
não consegue esconder o cheiro a álcool.
Não é o que pensa.
Ouça. Não estou para brincadeiras.
- Quer perder o seu emprego? - Não.
Preciso de um favor.
Diga-me tudo o que sabe sobre o Antín.
Já falta pouco, rapaz.
Não podes lixar a saída com estes disparates.
Tens de ter cuidado, aqui dentro e lá fora.
Não estarei lá para te salvar sempre que te passas.
- Eu sei. - Uma ova. Olha para mim.
Prometi à tua mãe que cuidava de ti.
Sê inteligente.
Usa a cabeça. Não és parvo. Ou és?
Agora está na cela
Como um cão com trela
Sem amor Sem liberdade
Olha.
Aquele não é o Loco Ortiz?
Parece ele. Certo?
Era um craque.
Não era como os jogadores atuais, que parecem modelos.
É como todos os atletas. Ficam uns velhadas.
- Que raio? - Pirralho mal-educado.
Aprende a respeitar a experiência.
- Rama. - Sim?
- Com força. - Está bem.
Mais força.
Parece que estás a acariciar um gato.
Dá o teu melhor, Sandrito.
Deixa-o muito sensual.
Não te preocupes. Ele vai ficar lindo.
Isto não queima o cabelo?
Não. Usamos produtos ótimos. O que achas?
Estás jeitoso, Ranho.
Parece que estás num spa.
Ele admira-me.
Quer ficar tão sensual como eu, mas...
... este penteado não fica bem a todos.
Típico de Leão. Sempre a brilhar.
Já me topaste.
A Fabiola é perita.
Ela lança-me as cartas e acerta sempre.
- Sim? - É um dom.
Miúdo,
queres que te lance as cartas
e te diga quantas miúdas vais conquistar com o novo visual?
Não, obrigado. Não acredito nessas coisas.
Vá lá, Ranho. Não te armes em universitário.
Quem achas que és?
Com mais força, Rama!
Acaba com o meu stress!
Gosto dessas coisas que puxam para trás.
É verdade que as cartas dizem tudo?
Há uma ex que me deixou...
- As cartas mostram se ela voltará? - Claro.
O tarô revela tudo.
- Anda. Vamos para o meu gabinete. - Está bem.
Acabamos isto depois, Ginna.
Que cu do caraças!
Vulgar, como o irmão, mas com um coração de ouro.
Como o irmão.
Não me digas que andas a comer um dos Borges.
- O Diosito? - Credo, não.
- O Mario? - Não digas nada.
A sério.
O Mario mata-me se descobre.
Sim. Eu não digo nada.
O Mario Borges.
Sim, Gladys. Como combinámos.
Eu digo-te.
Sim. Estou bem, querida.
Boa noite.
Sim, beijinhos.
Pronto.
Começamos a entregar aos espanhóis amanhã.
Vamos internacionalizar!
Está tudo bem, Tubo? Preparado?
Sim. Tudo bem.
Os implantes estão perfeitos.
Certo. Só temos de meter as mamas dentro dos caixões na oficina
e pronto.
- Fizeste mamas de todos os tamanhos. - Dei o meu melhor, Mario.
Espera. Temos assim tantos caixões, Mario?
Não importa. Fazemos mais, Colômbia.
A chefe do Antín duplicou a segurança à volta da prisão.
Não há outra solução. Entendido?
A Gladys e o irmão tratam da operação no estrangeiro.
Feito.
Se a Gladys tivesse nascido homem,
seria maior que o Pablo Escobar. Certo?
Que música de merda é aquela?
Eles são o gangue Sub-21.
O tipo à frente, com o boné, é o César.
É o líder.
É o mandachuva no pátio.
Aqueles rapazes estão sempre com ele.
São bons rapazes.
Nada maus.
É o aniversário do tipo que atiraram. O Pedro Pedraza.
O último rapaz de raça.
Sim, Pedrito!
Parabéns!
Quem é o velhote?
O Bruni.
Ele foi pugilista ou isso, mas nunca ganhou nada.
Ao contrário de ti, certo?
- Venceste. Ganhaste muito, certo? - O quê?
Dinheiro.
Não me lembro. Snifei-o todo.
Snifei apartamento, motas, carros...
Pronto, meu. Já te mostrei isto.
- O que vai ser? Queres uma tatuagem? - Não.
A primeira é grátis. Uma prenda de boas-vindas.
Que me dizes?
- Vou fazer algo. - Vá. Olha para isto.
- São desenhos originais. - Isso não.
O quê?
Quero algo que faça sentido. Uma garina?
Simboliza uma garina nua. Nunca mais verás uma.
Quero algo no braço.
Algo que faça sentido.
El Loco Ortiz.
Nem acredito. El Loco Ortiz!
- Como estão? - Bem-vindo.
Para ser franco, nunca te vi jogar,
mas conheço-te da televisão, Loco.
- És muito novo. - El Loco.
- Toma uma bebida. - Não, obrigado. Dispenso.
Um charro?
Não, já fumei tudo. Tenho o filtro entupido.
- Não posso. - Que pena.
Estamos a festejar o aniversário de um amigo.
Boa.
- Que pena. - Vamos festejar.
Podes fazer uns truques para o Pedrito?
Não, deixei-me disso.
- Vá lá! - Não posso. Deixei o futebol.
- Já nem me mexo. - Qual é a tua cena, Loco?
Não jogas futebol, não fumas, não bebes.
És só conversa, certo?
Ouve esta canção, meu.
- É o Cuis! - Ouçam.
A sério, ouçam!
Descanse em paz. Que tipo!
- Conhecias o Cuis? - Ouvi-o algumas vezes.
Ele era como tu, Loco. Famoso. Pediam-lhe fotos e isso.
- Mas foi morto aqui, sabes? - Não me compares àquele cretino.
Que cretino, meu?
Que cretino? Como lhe podes chamar isso?
O meu ídolo.
- Calma, Máximo! - Sim.
É uma sorte ele não dar cabo de ti.
Cuida dele. Bem-vindo.
- Obrigado. - Vem à festa.
- Claro. - Obrigado.
Vamos celebrar o aniversário do Pedrito!
Estes cabrões vão pagar.
Cretinos de merda!
O que se passa?
Não consegues dormir?
Parece que todos os fantasmas do passado apareceram esta noite, certo?
Olha o que te trouxe.
Olha.
Bandalho.
Bandalho!
Veem como me deixaram?
O que vos fiz?
Que porra vos fiz?
Cala-te.
Não assustes o Pantera. Ele precisa de descansar.
Quero lá saber do Pantera!
Já não me podem tocar.
Já não me podem magoar.
Estou morto!
E tu.
Vais morrer aqui. Verás.
Vais apodrecer aqui.
Filho da puta.
Levanta a cabeça. Vá.
Ele não existe. Tu não existes.
Cala-te.
Pensavas que eras famoso?
Agora é que és famoso.
Agradece-me.
Acendem velas por ti lá fora.
Vão acender-te velas na pila.
És famoso. As celebridades não choram, Cuis.
Não choram.
Ouve.
Ouve!
Não te encontro
Estou a desesperar
És selvagem
O álcool deixa-me tonto e...
- A festa... - Acabou!
- A noite... - Acabou!
A pinhata partiu E acabou
- E a festa... - Acabou!
- A noite... - Acabou!
A pinhata partiu E acabou
Festa!
O fim de semana chegou
És o meu pecado e vício
Mesmo que fujas
Procuro-te em toda a parte
Odeio aqueles cabrões de merda, porra.
Calma. Está quase.
- Põe-me no chão. - A sério?
Sim.
O que fizeste à cabeça do rapaz?
Que loucura, Marito!
Não parecemos gémeos?
Claro. Como duas gotas de mijo.
Não fiques assim.
Isso é inveja.
Ele está quase careca.
Não me chateies, Diosito.
Estou chateado com estes cabrões
que não me deixam dormir.
Sim. Os cabrões estão a festejar.
Deve ser por teres sido esfaqueado.
Marito.
Vais deixar que festejem terem esfaqueado o Ranho?
Não sei o que me incomoda mais, eles ou vocês.
Aqueles cabrões estão a rir-se de nós.
Não vais fazer nada. Estão a provocar-te.
Vais ficar aí sentado como uma baleia encalhada?
Vamos.
Esse, sim, é o Marito!
- Agora verás o Mario a sério. - Vamos, anão.
- Levanta-te. - Vamos, Colômbia!
Levantem-se! Vamos!
Acorda, Colômbia!
- Vamos, Colômbia! - Vamos. Tragam as naifas.
Tragam as naifas. Vá!
Olha para aquele cu!
Vá, Pedrito. Vamos, aniversariante.
Anda. Vamos.
É a última vez que te puxo as calças para cima.
Obrigado.
Vamos lá!
Sim, Pedrito! Que aniversário do caraças.
- Ele está seco! - Larilas!
Esquece isso.
- Fecha os olhos. Há uma surpresa. - Vou fechar.
- Depressa, meu! - Vá!
Pronto. Um,
dois e...
Vais pedalar por San Onofre com isto!
Fecha os olhos. Há mais. Vá!
Acende isso, meu.
Abre os olhos, Pedrito!
Parabéns a você
Nesta realidade
Que os teus desejos de liberdade
Se tornem verdade!
Parabéns a você
Mesmo que estejas preso
Porque és o mais louco
Filho da puta deste poço!
Parabéns, meu. Adoro-te.
Obrigado, rapazes.
Obrigado.
Parabéns, meu.
Toma. Abre.
Abre.
Devagar.
Sub-21, meu.
Toma, César.
Sub-21.
- Gostas ou não? - É fantástico.
Queres bolo? Vamos cortá-lo.
Obrigado. Parabéns.
A festa não para! Vá!
Vá! Vamos continuar a festejar!
Pantera.
Esta noite, vais trabalhar.
Vamos lá.
Cinquenta pesos e chupa-lo aqui.
Chupa-ma.
Aqueles dois parecem siameses!
Foste passear o Caracolinhos de Ouro?
Vamos dar cabo de ti, bandalho.
O que se passa?
Não conseguimos dormir com esta música.
Tenta contar carneirinhos.
Vamos fazer algo melhor.
Alguém tem de pagar pelo que fizeram ao rapaz.
- Não vão tocar no Marcos. - Não. Cala-te, Bruni.
Não.
- Rapazes, ele tem problemas. - Que raio?
Não lhe toquem!
Calma.
- Vem cá! - Calma!
Vamos ter uma noite de boxe em San Onofre.
Quero ver!
Não o faças lutar, Borges. Deixa-o fora disto.
Não, senhor.
Se foi o Marquitos,
é ele que tem de pagar.
- Mãos! - Levanta-te, cretino!
- Dá-lhe, Marquitos! - Vá!
Não te deixes encurralar! Vá!
Não te deixes encurralar! Tu consegues!
Vá!
Vá!
Vai, Marcos!
- Levanta as mãos! - Dá-lhe, Marquitos!
Vá!
Não te deixes encurralar! Tu consegues!
Vá, Pantera!
Não te deixes encurralar! Vá!
Boa!
- Excelente! - Dá-lhe, Marcos. Tu consegues!
- Levanta as mãos! - Levanta-te, Marcos!
- Vá, Marcos! - Levanta as mãos!
Vá!
Vai, Marcos!
Filho da puta!
Solta-te!
Vá! Levanta-te, Marquitos!
Dá-lhe!
Ele não pode ganhar!
Parem!
Para! Já chega.
Para!
Para.
Adeus.
A minha irmã telefonou.
O Marquitos está muito mal.
Como?
Se acordar, nunca mais se mexerá.
Não vai andar, não conseguirá...
... fazer nada.
Ele tinha muita energia.
Deixaram-no em estado vegetativo.
Ele estava quase a sair deste túmulo.
Com quem lutou?
Não sabe mesmo?
Espero que não esteja a fingir.
Não.
Não sei. Acabei de chegar.
Sei que houve uma luta à noite, mas não sei quem foi.
Diga-me.
Quanto menos souber, melhor.
Vou tratar disto pessoalmente.
Calma. Vais arrancar-me a pila.
Estou a chupar-ta há meia hora.
- Vá lá. Só está a meio pau. - Tenho a cabeça longe. O que queres?
Sim. As duas cabeças.
Ainda estás a pensar no velório?
- Que velório? - O que o psicólogo disse.
Não é um velório. É luto.
Eu vou fazer-te vir.
- E se te montar? - Para, Kari.
- Para um minuto. Para! - Que raio?
- Para. - Que se passa?
Não te excito?
- Não gostas das minhas mamas? - Não é isso.
Andas a foder alguém aqui?
É isso! És maricas, Diosito!
Não. Puta que te pariu! Para! Sai.
Não digas disparates.
Estás a moer-me o juízo.
Assim, nunca o conseguirei levantar.
Deste a mesma desculpa quando começaste a namorar com a Mecha.
Não tinhas tomates para satisfazer as duas!
Cala-te, puta!
Não sabes de que estás a falar.
Deves estar a pensar naquela cabra.
Sim!
Sim, estou a pensar nela!
Que raio queres que faça?
Tento tirá-la da cabeça, mas não consigo!
Esquece-a, meu.
Sai, Kari.
Ela está a estragar-te a vida! Não percebes, idiota?
Sai. Tu não entendes nada.
- Sim, entendo. - Não.
Não sabes como é.
Cala-te. Não sabes.
Ontem, leram-me as cartas.
Não sei se acredito naquela merda, mas uma das cartas dizia
que ainda tenho algo com a Mecha. A nossa história não acabou.
E então?
E... estive a pensar e...
... não podemos continuar assim.
Que raio?
És insuportável, mas, no fundo, és boa. Sabes?
Não quero lixar-te.
- E se a Mecha voltar? - Ela não vai voltar! Está bem?
Não pode! Mete isso na cabeça!
Como sabes?
Como sabes que ela não vai voltar?
Como sabes isso?
- Onde ouviste isso? - Não sei nada.
Como sabes? Porque disseste isso?
- Não sei! - Como sabes que ela não vai voltar?
- Que raio? Estás a magoar-me! - Diz-me, sua puta!
- Não sei! - Larga-me!
- Larga-me, cabrão! - Para!
Larga-me, filho da puta! Larga-me!
Diz-me, Kari! Larga-me!
Foda-se.
Está bem, doutora?
Sim. Tenho a tensão baixa.
- Precisa de alguma coisa? - Não.
Vamos à enfermaria?
Preciso que chame um recluso. O Juan Carlos.
Quem é esse?
- O Tubo de Ensaio. - Um minuto.
Doutora. Tem um minuto?
O que quer?
Queria pedir-lhe desculpa.
Queria pedir desculpa
pelo outro dia.
Eu estava errado, doutora.
Fiz merda. Desculpe-me.
Não sou assim, doutora. Sou um cavalheiro.
Mas este sítio
faz-nos perder a cabeça, sabe?
Deve saber isso melhor do que qualquer um de nós.
Desculpe-me, por favor.
Preciso de saber que me desculpa.
Preciso de saber. A sério.
Cá está o Tubo de Ensaio, doutora.
Nem sabe a alegria que me dá sempre que me chama.
- Nem a minha esposa me chamava tanto. - Estou sem nada. Tem?
- Já tomou tudo? - Tem ou não tem?
- Para si, tudo, Emma. - Vá buscá-los.
- Para onde está a olhar? Vá. - É para já.
Doutora.
Emma. Emmita!
Apresento-vos o Osvaldo.
O meu irmão. Os espanhóis.
Não havia um local mais alegre?
É um local seguro. É de uns amigos.
Ninguém nos incomodará.
Além disso, não há muitos locais onde se possa guardar caixões.
Certo, Machado? Queremos ser discretos.
Não seja idiota.
É perfeito, Ángel.
Eu e o meu chefe não gostamos de mudar de local muitas vezes.
É melhor manterem este enquanto puderem.
Como podem ver, a mercadoria está aqui.
Não vejo o dinheiro.
Primeiro o que importa, Gladys.
Os senhores querem testar o produto.
- É de alta qualidade. - Está bem.
Façam o que têm a fazer.
É pura.
- Está tudo bem aqui. - Muito bem.
Diz aos rapazes que podem iniciar o carregamento.
- Cumprimentos ao Mario Borges. - Serão entregues.
Por cada maço que sair dessa mala, é mais um mês de prisão para eles.
Tenho despesas. São trocos.
Tome, Machado. É a primeira prestação.
Ouça.
Quando poderemos ir buscar os carros?
Quando tiverem o dinheiro de que precisam.
Falamos depois.
Ouve, Barny. Vai buscar alguém que saiba jogar.
O Cramp não presta.
Então, Ranho?
Que se passa? És mesmo mau.
O Fiorito dava cabo dele só com dois dedos.
Vou dar cabo de ti, seu...
... cretino.
Golo!
Boa, Ranho!
Não façam tanto barulho por causa do jogo!
Não é um jogo a sério. Porra!
Foi um golaço, Mario!
Mario.
Meu. Não és transparente. Sai.
Cala-te.
O que se passa?
Preciso de falar contigo sobre algo em que tenho pensado.
É sobre a Mecha.
O quê? Estás a brincar?
Não. Porquê?
Vamos fazer uma entrega e estás a pensar na Mecha?
És algum idiota?
Não, Mario. Só quero saber o que achas
que lhe aconteceu.
- Sabes o que lhe aconteceu? - O quê?
Engatou um idiota como tu, fodeu-o e fugiu.
- Foi isso que aconteceu. - Vá lá. Estou a falar a sério.
Não sei o que lhe aconteceu.
Se soubesse, tinha-te dito. Não sei.
Mas sei que o psicólogo te está a dar cabo do juízo.
Que psicólogo? Não vim de lá.
- Então, de onde vens? - Que te importa?
Porque queres saber?
Não queres saber disto para nada.
Só queres saber de negócios. Os outros que se fodam.
Estou errado? És um cretino, Mario.
Sempre foste.
Queres jogar?
Tens a certeza? Queres que te tatue uma larva?
Sim.
O que dizem os japoneses?
"Sê flexível."
O que é mais flexível do que uma larva?
Todos dizem que a larva se transforma em borboleta.
Ninguém diz que a borboleta só vive um dia.
No dia seguinte, está no chão. E quem a come?
As larvas. As larvas vão comer-te.
Vão comer-me. Aqueles tipos... As larvas já os comeram.
A cúmbia é uma larva.
Detesto-a.
É uma larva que lhes entra na cabeça e lhes fode o juízo.
Não faças batota.
- Não cabe. - O desenho é este.
Espera.
És amigo daquele guarda, o Ramos.
Ele pode levar-me para o isolamento.
E o que vais fazer?
Lutar com o Pantera?
Não é da tua conta.
Já te disse que não me posso meter.
O Pantera é uma marioneta.
Se queres vingança, luta com o Borges.
Foi ele que mandou matar o teu sobrinho.
É bom que me ajudes, César.
Isso é uma ameaça?
Não te devo nada.
Deves pois. Não defendeste o Marcos.
O teu sobrinho escolheu fazer aquilo.
Ninguém o mandou esfaquear o rapaz.
Não me fodas, Bruni.
Tu decides se queres o pátio unido...
... ou se se dispersa agora.
O que aconteceu?
Fiquei preocupada.
O Mario está bem?
- Então? - O badocha está bem.
Não te chamei cá por isso.
Chamei-te porque...
... quero saber a verdade sobre a Mecha.
Sei que sabes algo.
A Mecha nunca me tinha escrito.
Ela era uma cabra,
mas se tinha algo a dizer, dizia-mo na cara.
Diosito, estas coisas acontecem, sabes?
Os casais discutem, acontecem coisas e tu estás aqui...
Não é fácil. Não sei.
É como quando o Mario adoeceu e não sabias porquê. Lembras-te?
Ele estava a passar-se.
Uma veia entupida... Não me lembro.
Depois, quando soube o que era, descansou. Lembras-te?
Sim, lembro.
É a mesma coisa. Estou a ficar louco.
Não posso fazer nada aqui, Gladys.
Sabes?
Sei que sabes mais.
Sei-o porque...
... o sinto.
Diosito.
A Mecha...
Mataram-na.
Durante um assalto. Sabes?
No bairro.
Quem a matou?
Não sabemos.
Foi aleatório. Estas coisas acontecem. É a insegurança, sabes...
No bairro. Sabes como é.
Não me ias contar, Gladys?
Queria proteger-te. A sério.
Não te queria contar.
Olha para ti.
Tão sensível. Eu conheço-te. És como uma criança.
És como uma criança.
Diosito, ouve. Olha para mim.
Olha para mim.
Vais ficar bem.
Tens de seguir em frente.
Supera isto.
Foda-se!
És pior que o Cramp, Mario.
Tenho o pulso enferrujado.
Tu bates uma 20 vezes por noite.
Está bem oleado.
Pelo menos, eu bato uma.
Que atrevido. Eu dou cabo de ti, filho da puta.
Não podem levar a coca para outro lado?
Estás ansioso por snifar, não estás?
Só para saber como é.
Certo.
Uma vez só. Uma linha pequena.
Depois, ganho eu porque estarás nas nuvens.
Ouviste? Fina e pequena.
- Só hoje. Estamos a festejar. - Está bem.
Se o teu pai souber, desfaço-te os tomates.
Percebido?
- Sim. - Ótimo.
Coca. Uma linha pequena. Ele é novato.
Coca. Que bom.
Snifa tudo.
Dá-me uma cerveja.
Experimenta.
- Vamos festejar. - Sim.
- Saúde, rapazes. - Saúde.
Porra, Ranho. Devias estar a descansar. A ferida é recente.
Não. Esta coca é mágica.
Cura-te. Percebes?
Mentiste-me, filho da puta!
Mentiste-me, Mario!
Sai!
Mentiste-me. Vou matar-te!
- De que estás a falar? - Larguem-me! A Mecha está morta!
Como soubeste?
Como soube? Ainda perguntas? Cabrão!
- Acalma-te. - Ainda perguntas?
Eu é que pergunto. Porque morreu a Mecha?
- Acalma-te... - Por que raio está morta?
- Acalma-te. - Como me pudeste mentir?
Monte de merda.
Traidor.
- Calma. - Diz-me a verdade, Mario!
Diz-me quem foi. Eu mato-o!
Quem foi?
Quem foi? Deves saber.
Quem foi?
Mario, diz-me! Deves saber!
Foi no bairro, deves saber quem foi!
Não sei!
E não te disse porque és um fracote.
Olha para ti. Um idiota.
Por isso te deixo à margem.
És um agarrado e impetuoso.
A foder-me o juízo por causa daquela cabra.
Agora, já sabes.
De que serviu?
Diz-me. De que serviu?
Devias agradecer-me por te proteger dessa dor.
Devias pedir desculpa, seu cretino.
E não me voltes a foder assim o juízo.
Será possível? Estávamos tão bem!
Tem sempre de haver algo podre nesta merda de sítio!
Porra!
O Borges é o inimigo.
Teu e meu.
Não tenho problemas contigo.
Sai daqui.
Vamos fodê-lo.
O MARGINAL É UMA SÉRIE FICTÍCIA.
QUALQUER SEMELHANÇA COM EVENTOS REAIS, PERSONAGENS, NOMES
E/OU CIRCUNSTÂNCIAS É PURA COINCIDÊNCIA.
Legendas: Lígia Teixeira
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.