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L�a?
Que est�s a fazer?
L�a?
L�a, olha para mim, amor.
Que � que tens? Fala comigo.
Bom. N�o tem les�es aparentes,
mas est� em estado de choque.
E o beb�, como est�?
O cora��o bate, fa�amos uma eco.
Que lhe aconteceu?
N�o sei.
Vem, tenho de falar contigo.
Eu vi-o.
Andava como um animal.
Com um barulho horr�vel.
Tinha cornos.
Que merda � esta?
Explica-me, por favor.
Tentei falar contigo v�rias vezes.
� de certeza o homem que me atacou a mim e ao Nounours no santu�rio.
Quem �?
Que quer? Que significa isto? Que faz isto aqui?
N�o fa�o ideia.
Mas � s� o princ�pio.
Est� com uma cara...
Hoje � o Samhain.
Se eu j� n�o gosto do Natal,
ent�o cerim�nias pag�s esquecidas...
Ainda por cima, o vosso dia de finados
promete ser complicado este ano, n�o �?
Beba, vai arrebitar.
Vou ter saudades deste l�quido imbeb�vel.
N�o me diga que nos vai deixar?
O Steiner est� entalado.
Quando o filho localizar os produtos t�xicos,
os ju�zes n�o o v�o largar. E eu vou poder finalmente ir para casa.
Acha mesmo que a sua lua de mel com o presidente vai durar muito?
� do interesse dele neutralizar o pai.
Depois de todo o tempo que passou aqui, ainda n�o percebeu?
As coisas aqui n�o mudam assim.
Villefranche? Onde � isso?
Isso n�o � importante.
Deixei-lhe uma mensagem
sobre o desaparecimento de Sylvain Tessier, em 1996.
Sim! Encontrou a pista do mi�do?
N�o. Na altura, n�o considerou outra possibilidade?
Est� a pensar em qu�?
Num rapto, por exemplo.
� �bvio que pensei nisso.
Nunca soube se havia alguma rela��o,
mas, na semana anterior, tinham-nos ligado
por causa de um suspeito perto do lar.
Um suspeito?
Sim. Investig�mos essa pista, mas n�o deu nada.
Tem a certeza?
� que o processo n�o fala em suspeitos.
Hermann para Laur�ne.
Sim, Hermann. Escuto.
H� novidades sobre o Sylvain Tessier.
O Nounours perguntou.
� �poca, considerou a pista do rapto.
Tem de haver um ponto comum entre mim e ele, n�o foi um acaso.
E sobre a v�rtebra de veado em casa dos Steiner, que sabes?
A v�rtebra � uma amea�a.
Justamente, recebi um monte de chamadas, tens de ir � vila. Algo se passa.
Sim, estou a caminho.
Major?
Venha ver.
Olhe o que deixaram � frente da minha porta.
Que acha que �? � estranho, n�o?
Olhe-me para isto, � assustador!
Nunca vi uma coisa assim.
Ol�.
Ol�. Encontrei isto em minha casa esta manh�.
Aconteceu o mesmo a todos.
Est�s bem?
A Leila diz que o beb� est� bem.
Assustei-me.
Tive tanto medo.
Tinhas malas no porta-bagagens?
H� 20 anos que luto por existir entre ti e a Laur�ne.
Estou cansada.
Quando o teu pai te quis mandar para o estrangeiro...
...recusaste e ele internou-te?
- N�o mudou nada. - Foi h� 20 anos.
Eu tentei, Bertrand.
N�o h� lugar para mim.
S� tu � que n�o v�s isso.
Acabou.
Recebemos umas 15 chamadas de pessoas que receberam.
A maioria trabalha na pedreira ou nas f�bricas daqui.
Major, temos de manter a cabe�a fria.
Ele escolheu-as! Bertrand.
Bertrand!
J� recebemos umas 15 chamadas. As pessoas t�m medo.
� verdade.
S� se fala no monstro de cornos!
N�o vamos ficar de bra�os cruzados, n�o luto s� com o Hermann.
Esta ca�a ao homem pode correr mal!
E o Tenente-Coronel Soutard est� de olho em si.
Voc� n�o � de c�. Como � que pode perceber?
Ningu�m nos vem ajudar, n�s � que temos de resolver isto.
Bertrand...
S� tu podes fazer alguma coisa.
Se conseguires reunir gente suficiente, podemos ir procur�-lo na floresta.
Eu tamb�m estou na lista, portanto...
Est� bem.
Ela tem raz�o.
Sem armas.
Se o localizarmos, eu � que o prendo.
Est�o a cometer um erro grave.
Entretanto, o que me interessa � a pedreira.
Temos preocupa��es muito mais prementes, Sr. Siriani.
Sei que foi l� ontem. Encontrou alguma coisa?
Nada.
Os bid�es que procura n�o existem.
- Perd�o? - Ouviu perfeitamente o que eu disse.
Os bid�es que procura nunca existiram.
A pedreira vai continuar a funcionar como antes, pois n�o h� raz�o para mudar.
Sr. Presidente da C�mara,
tem uma oportunidade, qui�� a �ltima,
de honrar a mem�ria da sua filha.
Vai desperdi��-la,
deixando apodrecer esta vila e os seus habitantes?
Viu-os, os habitantes?
S� querem dinheiro.
Venha ele da Centurion ou de alhures, tanto lhes faz, desde que seja muito.
A minha filha morreu e eles s� pensam em dinheiro.
Portanto, os habitantes...
...ter�o o merecido.
Muito bem.
Nesse caso, suponho que vamos retomar a nossa dan�a.
E n�o se iluda,
ser� uma dan�a de morte.
Que � que queres?
O Bertrand mandou afixar a rescis�o dos contratos.
Temos um m�s para fazer as malas.
Quer que eu informe os rapazes?
N�o.
Cala a boca e n�o fa�as nada sem eu te dizer.
Vai recorrer ou uma cena assim?
O meu filho est� a brincar com o seu poderzinho.
Agora, vamos ver se ele o consegue manter.
- Vais � batida? - Recebi uma v�rtebra.
� um convite, n�o?
Mais uma coisa.
A Delphine Garnier.
Ela voltou.
Pedi um quarto para n�o fumadores.
Bom dia, Franck.
N�o parece contente por me ver.
A faca que me espetou nas costas ainda me incomoda.
Que faz aqui?
Vim ajud�-lo a derrubar os Steiner.
Confesso que me custa a crer nessa reviravolta.
Mas � a verdade.
J� n�o controlo nada.
Est� ferida?
Ontem, um homem esperava-me em casa.
Fugi, mas significa que o Steiner me encontrou.
Voltou porque teme pela sua vida.
Nisso j� a reconhe�o.
N�o! Espere.
Posso dar-lhe as localiza��es dos produtos t�xicos,
os contratos que o Steiner celebrou com a Centurion para a armazenagem ilegal,
os n�meros daqueles que ele paga.
Tudo o que procura para cair nas gra�as da sua chefia.
Dou-lhe tudo o que quiser, Franck.
- Pode p�r-me isso por escrito? - Sim.
N�o durmo h� dois dias,
n�o sei onde ir nem em quem confiar.
Pode mandar-me prender, se quiser.
Mas preciso de dormir.
Vai ser esta noite.
Espero que saibas o que fazes.
S� vamos rebentar m�quinas.
N�o sabes se v�o ferir algu�m.
Se a Sabine quer usar explosivos, que os use ela!
Fala mais baixo.
E n�o digas isso.
A Sabine sacrificou muito mais do que n�s.
Como assim?
Ela nunca fala disso, mas...
...perdeu um filho, h� muito tempo.
Que � que ele faz aqui?
Agradeces-me a tua liberta��o assim?
Fui eu que lhe pedi que viesse.
Posso ajudar-vos a entrar na pedreira.
A menos que aches mesmo que te desenrascas sozinho
com as c�maras, os seguran�as...
Vais ter de deixar de andar sempre a mudar de campo.
N�o te preocupes.
N�o fa�o isto por ti, pela tua guerrinha.
Os ossos que as pessoas receberam, foi ele?
Sim.
Foi ele.
N�o quero que saias de casa at� amanh�, percebeste?
Vai estar gente contigo?
Todos os que o Bertrand convencer, descansa.
Vamo-nos fechar aqui?
E eles que se desenrasquem?
Vai correr tudo bem.
N�o tens medo?
Claro que tenho medo, mas tem de ser, percebes?
Amo-te.
Eu tamb�m te amo.
V�o andar em grupos de dois, afastados cerca de dez metros.
E sempre � vista.
Pode estar armado.
Se virem ou ouvirem algo, chamem-nos.
Queremos apanh�-lo vivo.
Senhores!
Corre na vila que aquele que hoje procuramos
� uma esp�cie de criatura...
...criatura sobrenatural.
Eu digo-vos que � apenas um homem.
Um tipo que se diverte a assustar-nos.
Mas, hoje, somos n�s que o vamos assustar.
Bellan.
Vamos l�.
Espera, Bertrand.
N�s dissemos sem armas.
N�o vamos � pesca, Hermann.
Laur�ne, n�o fazes nada?
� a pior escumalha da vila. Se d� para o torto, como �?
N�o temos op��o.
Eu s� quero respostas, Hermann.
Bolas, s� me lixas!
N�o a posso proteger, Delphine.
Pelo menos, j� me trata pelo nome.
N�o estou a brincar.
Sabe perfeitamente que a �ltima testemunha � minha guarda foi morta.
Apesar de todo o �dio e de todo o desprezo que sinto por si,
n�o desejo que acabe assim.
�dio e desprezo?
Que � que esperava?
Dormiu comigo para obter informa��es.
Que � que imagina?
N�o houve nada de falso no que se passou entre n�s.
S� se houve da sua parte.
� irrelevante.
Sou eu, Senhor Procurador.
Ou�o-o atr�s da porta.
Est� doente?
- N�o, est� tudo bem. - Est�?
H� homens do Steiner
� procura da sua amiga na vila desde esta manh�?
Da inspetora.
A julgar pela cara deles,
fiquei a pensar que ela n�o devia cair na asneira de c� voltar.
Pois, realmente.
E se ca�sse,
n�o ia estacionar um carro estranho na frente do meu bar?
N�o.
Seria imprudente.
Precisamente.
Obrigado, Sabine.
Esta antena nunca funcionou. Ningu�m vem aqui.
Pelo menos, est� em seguran�a.
Espero pelo fim da batida. Temo as consequ�ncias.
Eu volto.
Logo que poss�vel.
N�o paro de pensar nisso e n�o consigo perceber.
Como � que te fui encontrar no mesmo lugar de h� 20 anos?
� inacredit�vel, n�o?
Sim. N�o. Tamb�m n�o sei.
Quando te encontrei, lembravas-te do que tinha acontecido?
- Porque me perguntas isso? - Porque isso te consome.
Tens no��o disso?
Devia ter-te ajudado.
N�o vi nada.
Foi dif�cil.
A minha m�e estava doente e o meu pai passou-se comigo.
Quando sa� do hospital, n�o podia falar com ningu�m, menos ainda contigo.
Depois, foste-te embora.
Fui-me embora porque nos mentiram.
Mentiram-nos para nos separar.
Espera.
Ouve.
Durante 20 anos, fiz o que me mandaram.
Agora, acabou-se, sei o que quero.
E quero estar contigo.
Quero viver contigo.
Quero que recomecemos.
Bertrand!
- Que �? - Podes vir aqui?
Precisamos de ti.
J� n�o estou com a L�a.
N�o devias embrenhar-te tanto na floresta com o pacemaker,
n�o � prudente, pai.
A floresta,
eu e ela conhecemo-nos bem.
H� muito tempo!
Agora,
tenho algo importante a resolver.
Vieste castigar-me?
Vais dar-me uma sova. Est� bem, percebo.
Mere�o-a.
For�a.
N�o.
N�o vim dar-te uma sova.
Achas que devia amar-te apenas por seres meu filho?
O amor de um pai merece-se!
Conquista-se, como tudo o resto!
Mas tu...
Nunca tiveste o que era preciso.
Sim.
Sempre aprendi umas coisinhas contigo.
Gaspard.
Sabia que eras est�pido, mas tanto...
Sim.
Decidi que estava farto de ser tratado como um c�o.
� mau em recursos humanos, como se costuma dizer.
Achas que isto vai ficar assim, minha cabra velha?
� o teu melhor?
Dissemos que n�o dispar�vamos!
Para de disparar! Para!
N�o disparem!
Lancem um facho!
Mandem algu�m de carro!
N�o fiques parado, ajuda!
Merda...
Est� aqui um ferido!
Como est�s? Aguenta.
Gaspard, faz qualquer coisa, mexe-te!
Mexam-se, merda!
Bertrand!
O que queres?
Sylvain?
N�o sei o que era.
Tenho a certeza de que o atingi.
Deve ir morrer num canto, essa merda.
J� est�s contente?
Deste cabo de toda a gente.
O Nounours em coma n�o te chegava?
Estou a falar contigo.
Vejo muitas desgra�as em Villefranche.
Mas o lugar mais perigoso � sempre perto de ti.
Viste aquela coisa?
Temos seis mortos, com o que levou um tiro perdido.
Que vamos dizer �s fam�lias?
Seja como for,
a culpa desta desgra�a � minha.
O Samhain podia ter sido bem pior sem isto.
Liguei � hierarquia.
Vou fazer os poss�veis por limar as arestas,
mas haver� consequ�ncias.
Nunca pensei que encarasse a coisa assim.
N�o a julgo.
E, como me disse, n�o sou de c�.
Mudou muito desde que chegou.
Talvez acabemos por fazer algo de si em Villefranche.
Talvez, sim.
Sinto muito, eu...
Tenho de ir.
Cuide-se, Major.
Adeus.
Eu vi-o.
Mesmo na minha frente.
A criatura da floresta, tenho quase a certeza de que � o Sylvain.
N�o consigo explicar porqu�, sinto-o.
Mas nem sequer sei se ainda est� vivo.
Se estiveram acorrentados juntos,
n�o foi ele que te raptou h� 20 anos.
Logo, tem de haver outra pessoa.
Porque nos ter� raptado aos dois?
N�o sei.
N�o faz sentido.
Laur�ne?
Posso falar contigo?
Volto j�.
Que se passa?
- Tenho os resultados dos testes de ADN. - J�?
Um ex no laborat�rio passou-me � frente.
E ent�o?
Correspond�ncia exata entre o homem da floresta e o Sylvain Tessier.
Pelo menos, temos a certeza de que n�o � um deus.
H� mais uma coisa.
H� outro perfil que partilha 50 % do ADN com ele.
Quem �?
�s tu, Laur�ne.
N�o sei como � poss�vel, mas...
...s�o da mesma fam�lia.
Compreendes o que estou a dizer?
N�o podemos detonar � dist�ncia por causa das interfer�ncias.
Ent�o, temos de fugir muito depressa?
Vamos.
Go!
Cora.
Desculpa ter sido duro.
� que...
Para mim � dif�cil poder perder algo...
...importante para mim.
Percebes?
Por isso,
tem cuidado, est� bem?
Vamos, despachem-se.
Que est�o a� a fazer, merdosos?
Anda, vamos embora!
Sai da�!
Sai da�, j� disse!
Rudy?
Que andas a fazer?
Acho que est� na altura de sair daqui.
Siriani?
� a Major Weiss.
Tenho novidades.
Temos de nos ver.
Onde est�?
N�o estou muito longe.
De certeza que est� tudo bem?
Sim.
Um pouco cansado.
Preciso de respirar.
Bom...
Ligue-me. Ligue-me quando puder.
Legendas: Laura Genevrois
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