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Zulu
Gostaste?
N�o gostaste?
Porque n�o dizes nada?
Victor?
Victor?
Est� a� algu�m?
Desculpe, n�o queria incomod�-la.
S� queria ouvi-la tocar.
Era lindo.
� raro... passar algu�m por aqui.
Chamo-me Laur�ne.
Victor?
Que se passa?
Diga-me o que se passa!
Victor!
Victor!
Est� prevista uma acalmia na segunda parte da semana.
Entretanto, amanh� de manh�,
o tempo estar� de novo chuvoso nas regi�es do oeste.
A neve...
Um �nico tiro � dist�ncia.
Com silenciador, sen�o a pianista teria ouvido o tiro.
A bala atingiu o cora��o.
Ou o atirador teve sorte, ou � obra de profissional.
Pelo menos, descartamos j� o acidente.
A bala vai para o laborat�rio.
Eis o procurador.
Desculpem o atraso, vagueei um bocado pelo caminho.
A natureza est� bonita esta manh�.
Que � que aconteceu?
Deram um tiro num apreciador de m�sica cl�ssica.
E aquilo ali?
Bem...
� um piano.
Obrigado. Mas que faz aqui?
Parece que caiu de um avi�o durante a guerra.
E a mim disseram-me
que um tipo o p�s aqui para a mulher voltar dos mortos.
Bom, e h� testemunhas?
A minha irm� n�o pode ficar aqui, vou lev�-la.
N�s tamb�m j� n�o demoramos.
Vinha muitas vezes com o Sr. Peyrot?
Dou aulas de piano.
Gosto de vir sozinha antes das aulas.
�s vezes, o Victor vem comigo.
�amos casar.
Que � que ele fazia?
Pintava.
Sei que n�o � f�cil viver disso.
N�o percebo porque o mataram.
J� te disse para n�o vires, � perigoso.
N�o h� risco nenhum.
A floresta gosta que eu toque.
Como assim?
As �rvores tamb�m ouvem.
Gostam dos intervalos dissonantes.
Sobretudo dos tr�tonos.
Bom, Jeanne, vamos embora.
Daremos not�cias.
Encontrei um apoio de ca�a a 200 m
com uma linha de fogo perfeita.
Est� impec�vel, incr�vel.
Falta perceber porque o assassino escolheu uma presa humana.
Encontrou uma morada na v�tima?
Tinha isto no bolso.
Quem diria, temos um Georges V.
Bom. Mantenham-me informado.
E fa�am-me um favor,
n�o refiram a hist�ria deste piano no auto.
Toma.
Vais ficar de trombas?
Estou quase l�. Nounours.
O santu�rio existe, agora tenho a certeza.
� perto do lago das �guas mortas.
O livro de Pl�nio fala de um veado que ter� guiado os romanos.
- O qu�? - Um veado?
Com isso e a hist�ria do Jonas, foste longe.
Seja como for, o problema j� n�o � meu.
Tu � que querias saber.
Contei-te tudo.
Se queres ignorar...
Nunca alinhei nisto.
Queria ajudar-te, n�o enterrar-te.
Seja como for, n�o preciso de ti.
Assustaste-me. N�o estamos abertos, que queres?
Diriges os Enfants d'Arduinna.
Percebi pelos an�ncios.
O grupo ainda existe.
Diz l� exatamente o que queres.
O Roman.
Que lhe aconteceu?
Os Steiner t�m de ter feito qualquer coisa.
Mas o Roman j� � crescido.
O Roman vive a vida dele.
E n�o vai fazer nada?
Depois de tudo o que fez por si?
Foste tu que o denunciaste � tua m�e.
- Talvez lhe deva falar tamb�m de ti! - N�o �s capaz.
N�o disseste nada porque temos raz�o.
Parece que estou enganada.
A floresta est� agitada, Cora.
Nem eu sei o que se passa.
S� sei que temos de ir at� ao fim.
� isso.
Primeiro, ela.
Agora o Roman.
Ficas quieta atr�s do bar e mandas jovens para a morte.
N�o �s melhor!
Sim, mas � como as plantas!
Tens de regar um bocadinho,
regas e p�es um gota a gota
para n�o definhar!
Sen�o, seca tudo!
Sim, ainda mexe!
Ainda ali est�, n�o te preocupes!
As ratazanas s�o como os frangos, vivem bem em gaiolas!
Pronto. � bom.
N�o se est� a� bem?
Pronto, j� chega, vamos.
MINIMERCADO
N�o � um cinco, � um V. Como Vachon.
� o meu nome! Georges, Georges Vachon.
Campismo Georges Vachon.
Era o que estava a pensar.
Foi o meu pai que o fundou h� 50 anos.
Morreu...
...no seu posto, mesmo ali,
ali onde est�o estacionados, mesmo ao p�...
...das curgetes.
Senhor Vachon,
perdeu um cliente esta manh�.
Um crime nunca � bom para um parque de campismo familiar.
O Peyrot morava na 39 h� tr�s meses.
Mas era um cliente tranquilo,
apesar de receber muitas visitas.
Por causa da pintura?
- N�o estou a ver material. - Enfim, a pintura...
Ele era mais outro g�nero de artista! Enfim, ele...
S� recebia mulheres, se me fa�o entender.
No g�nero, o vizinho tamb�m n�o est� mal!
Sim?
Guarda!
Sim?
Bom dia.
Bom dia.
Investigamos a morte de Victor Peyrot. Era seu vizinho.
N�o pode ser! Que aconteceu?
Com licen�a.
- Senhora Miska? - Com licen�a.
- � a minha padeira. - Adeus.
Que se passa aqui, exatamente?
Digamos que presto servi�os pessoais.
� gigol�?
Prefiro "acompanhante".
Pode vestir-se? Uma t-shirt, qualquer coisa.
N�o � f�cil viver aqui, as pessoas procuram algum conforto.
Ent�o, aqui o Georges 5 � pr�tico e discreto.
Georges "V", como Vachon! E lembro-o de que � um parque familiar!
Tretas! Somos os �nicos clientes!
Georges 5, sim!
Parece que os neg�cios te correm bem, a ti e ao Peyrot.
- � o outono. - Sim. O Peyrot
estava noivo de Jeanne Chastain, uma professora de piano, sabia?
A cega?
Sim, disse ao Victor que ia acabar mal.
- Ela pagava ao noivo? - N�o.
N�o.
N�o, ela achava mesmo que ele era pintor. Era a irm� dela que pagava.
E ela n�o sabia de nada.
Se houver perguntas, ligo.
Espere, vou dar-lhe o meu cart�o.
Nunca se sabe.
Desculpa.
Tentei ajudar-te, para n�o te sentires sozinha.
Ajudar-me?
Ajudar-me em qu�?
A ir para a cama com um prostituto?
� sempre igual.
No in�cio, est�o c�, depois apercebem-se de que n�o v�o assumir
e ficas sozinha
com o teu piano.
Como foste capaz de fazer uma coisa destas, Iris?
A ideia do casamento partiu de si?
� evidente que n�o.
N�o vi nada...
S� lhe interessava o dinheiro dos pais.
Propus-lhe mais dinheiro para ele parar, mas...
...como n�o lhe recusavas nada, ele continuava.
- Por favor, Jeanne. - N�o.
N�o, dei-te ouvidos por demasiado tempo.
Tratas-me como uma crian�a.
Agora, acabou.
J� termin�mos?
Dada a situa��o,
vamos ter de verificar algumas coisas.
Uma de voc�s pode ter pago a algu�m para matar o Victor.
Caramba, porque te t�m aqui?
Porque � que achas, imbecil?
Querem informa��es dos Arduinna.
Ajuda-me!
Para! Cala-te! Eles est�o a�!
Ajuda-me.
Porque havia de te ajudar?
S� vieste aqui chatear-me, � isso?
Sei muito bem que a usaste!
Deixa a Cora fora disto.
Sabes que mais?
Acho que o problema � que eu a comi.
E tu n�o.
Afinal, talvez mere�as morrer.
Espera!
Espera, bruto!
Rudy!
Ele est� seminu � frente de toda a gente, d�-me este cart�o...
- Mostra! - ...e diz: "Nunca se sabe."
N�o deixa de ter raz�o.
At� o procurador tem uma vida sexual melhor.
Uma qu�?
Vida sexual, ainda sabes o que �?
N�o, n�o quero saber.
Faz-me bem ver-te.
O Nounours est� chateado comigo, n�o falo com o Bertrand.
E tu agora passas as noites todas aqui?
Arranjei uma nova ocupa��o para os ser�es.
O que �?
� um composto org�nico proveniente da seiva das �rvores.
� o mist�rio Laur�ne Weiss.
Qual � a rela��o comigo?
Tem-lo no sangue desde que o Nounours te trouxe meio morta.
- N�o explica o que me aconteceu. - N�o?
� como alguns anti-hemorr�gicos vegetais,
mas pode ter outras propriedades.
Liguei a especialistas e riram-se na minha cara, mas...
...n�o vou desistir.
A Sabine diz que as �rvores reagem.
N�o, n�o s�o as �rvores. N�o.
As an�lises � que nos v�o ajudar a compreender.
Era mais f�cil se soubesses dizer como � que isto entrou no teu corpo.
Laur�ne,
n�o gostavas de saber?
P�e isso a 30 graus.
Sim.
N�o me ajudas?
Que � que se passa?
Queres falar do que se passa com a Laur�ne?
N�o � nada.
N�o digas que n�o � nada.
Est�s ausente desde esta manh�.
N�o acabaste os ovos ao jantar.
Coisa que normalmente adoras.
Claro que adoro ovos.
Porque � t�o teimosa?
Qual � o problema dela?
Eu acho que n�o fazes mal em afastar-te um bocado dela.
Tens estado muito ausente ultimamente.
Que � isto? Uma crise de ci�mes?
- O qu�? - Est�s com ci�mes.
Sabes que a Laur�ne � como uma irm�.
Martial,
o que quero dizer � que,
com esta gente, � preciso impor limites.
N�o podes ajudar a Laur�ne.
O que tem a fazer, � sozinha.
Percebes?
Balan�a, nascido no final do signo,
depois de 20 de outubro, as suas dificuldades est�o a terminar.
Uma forte contrariedade ou um trabalho dif�cil
deixou-o quase esgotado. Escorpi�o...
N�o aprecio a sua forma de me convocar.
N�o tinha not�cias. Estava preocupado.
Est� tudo bem.
E sabe-o bem, j� que o salvei na investida � pedreira.
N�o sei o que andam a fazer,
mas h� porcarias suficientes no solo para vos fechar.
Felizmente, ainda h� funcion�rios razo�veis,
como a senhora.
Recebeu o seu dinheiro?
Sim.
E o resto?
Isso logo se v�, quando descobrir o que tira o sono ao Siriani.
Parece muito empenhada.
N�o me lembro de lhe ter pedido para dormir com ele.
V�-se foder, Steiner.
Tanto me faz que use a cabe�a ou o corpo.
Arranje forma de me livrar do procurador.
Se ele o incomoda tanto, porque n�o o mata?
N�o quero chamar a aten��o.
Apreciamos a tranquilidade.
N�o percebo o que este lugar tem de especial.
Com o tempo,
acabar� por ver.
308 Winchester.
Esta cena fulmina um animal a 300 m.
Encontrei tr�s balas destas em carca�as nos �ltimos meses.
E s�o do mesmo calibre da que encontr�mos no Peyrot.
N�o dizias que a ca�a grossa escasseava?
Sim, mas pensava que era por causa da pedreira.
N�o.
Andam a ca�ar furtivamente � grande.
Cinco a seis animais por noite.
Devem vender a carne no estrangeiro.
E mataram estes animais com a mesma arma.
Deve ser a arma que matou o Peyrot.
- Podes ligar ao laborat�rio, para ver? - Sim.
Vou fazer uma coisa.
A ser verdade, afasta-nos das irm�s Chastain.
Pode ser o marido de uma cliente.
N�o sei.
O Nounours est� a pesquisar.
Mas, at� agora, n�o deu nada.
Retomou as suas explora��es noturnas?
N�o se inquiete, n�o vou tentar impedi-la.
A Delphine Garnier tem uma boa influ�ncia sobre si.
Como assim?
N�o sei.
Acho-o mais...
Siriani, toda a gente sabe.
Uma noite de lua cheia.
Pass�mos um ser�o...
...agrad�vel.
S� isso.
� a minha primeira vez.
A primeira vez que misturo pessoal e profissional.
Seguramente.
E levanta-me problemas �ticos.
Estas distra��es tornam-me vulner�vel.
E, entre tantos mortos,
faz bem acreditar que algo diferente � poss�vel.
N�o acha?
PALAVRA-PASSE
PALAVRA-PASSE ERRADA
PALAVRA-PASSE ERRADA
PALAVRA-PASSE
TESTEMUNHA-CHAVE NO CASO DA BELAIR IMOBILI�RIO
DEPOIMENTO �UDIO
Precisa mesmo de gravar tudo?
� uma seguran�a.
Receio o que os seus patr�es possam tentar.
Disse que n�o iam saber.
Houve...
Houve uma fuga no gabinete do Procurador-Geral.
Mas vai proteger-me?
N�o devia haver... os pol�cias...
Eu levo-a ao abrigo, n�o se preocupe.
Esperam-nos l�.
- Talvez dev�ssemos esquecer tudo. - N�o temos escolha.
H� tr�s anos que tento entalar a Belair.
S� tenho o seu testemunho.
S� tem de aguentar at� � audi�ncia.
Depois, tudo ser� p�blico:
as luvas, as intimida��es,
os crimes ligados aos...
Que � isso?
Isto �... a minha cole��o.
Disse-lhe para trazer o necess�rio.
Tudo o resto � substitu�vel.
San Diego...
Mas nunca neva em San Diego.
Senhora Garnier?
Senhor Procurador.
Estava a chegar.
N�o nos temos visto muito ultimamente.
N�o, tenho estado ocupada.
Foi o que pensei.
Ou�a,
n�o pense que estou embara�ada pelo que se passou entre n�s.
N�o sei do que est� a falar.
Somos dois adultos consent�neos
que dispuseram livremente dos seus corpos.
Isso diz-me qualquer coisa.
E de forma mutuamente satisfat�ria.
Agora,
vejo muito bem.
E bastante espetacular, devo dizer.
Fez bem em... tocar no assunto.
Estou contente por n�o haver d�vidas.
Eu tamb�m.
- Boa noite. - Boa noite.
Sim.
- O seu quarto ou o meu? - O seu.
Gosto que o p�ssaro olhe para n�s.
Eu tamb�m. N�o sei porqu�.
Agora estou aqui.
� bom que ele n�o se aproxime.
Pareces melhor.
Onde estiveste?
Longe.
A tua filha j� pode repousar em paz.
Acabou.
N�o acabou.
Vou voltar � C�mara. Assumir o controlo.
O que, ali�s, devia ter feito h� muito tempo.
Bertrand.
N�o deixes que te fa�am a cabe�a.
Achas que eu quis a morte da Marion?
Dava tudo o que tenho para ela estar viva!
N�o quis o que aconteceu.
Ouve bem o que te vou dizer:
n�o quero que voltes aqui nunca mais,
n�o quero que digas o nome dela.
Percebeste?
Percebeste?
Muito bem, menina Chastain.
Que fazes a�, Hugo?
N�o � a primeira vez que venho.
J� a vim ouvir.
Muitas vezes.
O Victor n�o a merecia.
Que � que fizeste?
Estou farta de lhe ligar e ela n�o responde.
N�o quer falar consigo.
Encontrei a bengala ao lado do piano. Passa-se alguma coisa!
Bom, sente-se. Volto j�.
Laur�ne!
Acabei de receber a bal�stica.
Confirmam que foi a arma usada na ca�a que matou o Peyrot.
E t�m ideia do tipo de arma usado?
Sim, carabina de precis�o.
A �ltima compra nos armeiros da terra foi feita h� um ano.
Francisco Gardal, 51 anos, desempregado.
Achas que � ele?
N�o sei, mas conduz uma carrinha frigor�fica.
Vamos l�.
Espere aqui por n�s.
Onde � que ela est�?
- Quem? - A pianista, onde est�?
N�o est� aqui.
- Ele falou contigo? - N�o.
- Encontraste uma arma? - N�o.
Ele gosta de m�sica de baile,
n�o de m�sica cl�ssica.
Ca�a, mas n�o tem nada com o rapto.
� a mesma arma.
Apaixonou-se por ela e matou o noivo.
O assassino ia para a floresta para a ouvir. Tem a ver com o piano.
O piano, � isso.
Certo. Obrigada, Hermann.
Bom.
O Hugo � o seu filho.
Tem aulas de piano?
Jeanne Chastain, diz-lhe alguma coisa?
Acha que ele a raptou?
Queremos saber onde ele est�. Agora.
Se � ele, pode ter morto um homem. H� que falar.
N�o o conhecem.
Aos 15 anos, tirou-o da escola. Desde ent�o, nada.
Nem uma foto recente nos seus �lbuns. Que aconteceu?
Um acidente de ca�a.
Vinha comigo desde pequenino.
Tinha a ca�a no sangue, como eu.
H� uns dez anos, atingiu o primeiro javali.
Aproximou-se, radiante.
Perto do cad�ver, estava um lobo.
Pensava que j� n�o havia, mas estava l�.
Atacou o meu filho, na cara.
Os cirurgi�es operaram-no tr�s vezes, mas ficou desfigurado.
A m�e n�o suportava v�-lo assim. Evitava-o, mas...
Um dia, foi-se embora.
Depois disso, fiz o que pude, mas...
O Hugo fechou-se.
Nunca sa�a, s� � noite, para ca�ar.
E o piano?
A m�e tocava, quando era pequeno...
Foi tudo o que lhe deixou.
Descobri esta professora cega.
Pensei que ia fazer-lhe bem.
Diga-nos onde est�, antes que seja tarde demais.
Que fazes a�?
�s apanhada.
Pira-te, antes que te vejam.
Rudy, desculpa a �ltima vez.
Mas preciso de ti.
S� queria que continu�ssemos como antes.
O tiro ao arco, o liceu.
N�o fazer nada no quarto.
N�o olhavas para mim.
Estragaste tudo com parvo�ces!
Parvo�ces?
A Marion est� morta.
N�o a podes trazer de volta!
Preciso de ti.
Ando � procura do Roman.
Rudy?
Hugo?
Onde estamos?
Na minha casa.
N�o podes manter-me aqui.
Quer ser enganada por outro Victor?
Vi-o rond�-la durante semanas...
N�o queria saber de si nem da sua m�sica. N�o percebia nada.
Hugo.
Sei que n�o me queres fazer mal.
Continuas a ser o meu aluno que trope�ava no f� sustenido.
Que te aconteceu?
Nada de importante.
Tenho a companhia da m�sica da minha m�e, mas n�o � como ouvi-la tocar.
A Jeanne n�o me vai abandonar, pois n�o?
Nunca se vai embora.
� o carro dele!
Cheira a morte l� dentro.
Ele vai abater-nos como a coelhos.
N�o fa�as asneiras! Tenho uma lanterna no carro.
Merda!
E merda!
Laur�ne!
Laur�ne?
Laur�ne!
Laur�ne!
Jeanne?
N�o te mexas!
Jeanne!
Que � que fizeste?
Pede ajuda, porra.
Tenho de ir ou v�o ver que n�o est�.
Pega nele.
Que est�s a fazer?
Baixa a lanterna, por favor.
N�o ficaste com o Hugo Gardal?
Ainda est� na reanima��o.
N�o sabem se se safa.
Deixei mensagem � m�e, mas ela n�o ligou.
Ficas bem?
Que rem�dio.
A hist�ria do santu�rio, em que p� est�?
N�o me apetece falar disso.
� pena, porque vim c� justamente para...
...te ajudar a encontr�-lo.
Mudaste de ideias?
N�o posso deixar-te continuar a avan�ar assim,
sozinha no escuro.
Um dia destes n�o voltas.
Encontrei o veado.
Foi o teto com estrelas da casa do Gardal que me fez pensar.
O teu veado
n�o � um animal.
� uma constela��o.
Ao que parece, os celtas usavam-na.
As estrelas foram redistribu�das entre o Aqu�rio e a Balan�a.
Agora, vamos ter de o encontrar nesta confus�o.
N�o nos desvi�mos um pouco?
N�o, � por aqui.
Laur�ne!
Legendas: Laura Genevrois
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