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Original subtitles

Parab�ns, camaradas. S�o os �ltimos dos 3.828 homens.

Anteriormente em CHERNOBYL

Encontrei isto no arquivo do estado.

Preciso da sua ajuda.

Confirma que o reator explodiu

depois de tentarem deslig�-lo?

Acha que a pergunta certa

lhe d� a verdade?

V�o mandar Dyatlov para julgamento.

V�o pedir que testemunhemos como especialistas.

Analisei os dados.

Desligaram o reator e depois explodiu.

J� viu isto antes.

N�o fazia ideia que podia provocar uma explos�o.

- Ent�o a culpa � deles. - Sim.

Mas n�o s� deles.

Podemos chegar a um acordo com a KGB.

N�o divulgue esta informa��o em Viena

e eles deixam a gente arrumar os restantes.

Tem a oportunidade de contar ao mundo.

Algu�m tem de dizer a verdade.

PRIPYAT, 25 DE ABRIL DE 1986 DOZE HORAS ANTES DA EXPLOS�O

Soube que Bryukhanov � capaz de ser promovido.

Este pequeno problema que temos no teste de seguran�a.

Se for conclu�do com sucesso,

sim, � prov�vel que haja promo��es.

Talvez Moscou, quem sabe.

Eu definitivamente vou mandar e precisarei

de algu�m que fa�a o meu trabalho.

Podia escolher Sitnikov.

Eu gostaria de ser considerado.

Pensaremos nisto.

Viktor Petrovich, os preparativos para o teste correram bem.

O Camarada Dyatlov tem seguido as minhas instru��es

e a produ��o do Reator 4 foi reduzida para 1600 mW.

Se aprovar, podemos continuar a reduzir a pot�ncia...

Vai ter que esperar.

H�...

Vai perguntar se h� algum problema, Nikolai?

N�o consegue ver a minha cara, porra?

H� tr�s anos que tento concluir este teste. Tr�s anos!

O controlador da rede em Kiev ligou.

Disse que n�o podemos reduzir mais

- ... por dez horas. - Controlador?

- Por que ele nos manda... - A decis�o n�o � dele, Dyatlov.

Estamos no fim do m�s. As quotas de produtividade.

Horas extra, f�bricas precisando

de eletricidade, press�o vinda de cima.

Nunca saberemos de quem.

Devemos come�ar do zero?

N�o, acho que n�o. Se temos que esperar 10 horas, esperamos.

A meia pot�ncia? N�o vai causar instabilidade?

- N�o, acho que... - N�o perguntei para voc�.

� seguro. Mantemos nos 1600.

Vou para casa dormir e volto esta noite.

Prosseguimos ent�o.

Supervisionarei o teste pessoalmente.

Ficar� conclu�do.

N�o vou ficar esperando. Ligue-me quando estiver feito.

CHERNOBYL S01E05 "Vichnaya Pamyat"

legendas @drcaio

MOSCOU, MAR�O DE 1987

TAGAK

Como se sente?

Foi ao m�dico ontem. Como est� sua sa�de?

N�o sabe?

De Viena. Sabe Alem�o?

Diz, "Finalmente, um cientista sovi�tico que diz a verdade."

Claro que fico ofendido, mas � justo dizer

que voc� causou �tima impress�o na confer�ncia.

Parece que voc� � bom nisto.

Em qu�? Mentir?

Diplomacia, Legasov. Diplomacia.

O Oeste aceita que Chernobyl

foi resultado de um erro operacional.

E, essencialmente, foi. Temos que lhe agradecer por isso.

E assim pretendemos.

"Her�i da Uni�o Sovi�tica."

A nossa mais alta honra. A mim, ainda n�o me deram.

"Promo��o a Diretor do Instituto Kurchatov."

� com humildade que aceito.

N�o h� nada de humilde em voc�, Valery Alexeyevich.

Estes pr�mios ainda n�o s�o seus.

Primeiro, o depoimento no julgamento.

Camarada Charkov, eu compreendo o meu dever para com o Estado,

mas voc� nos deu certezas.

Os reatores ficariam seguros. J� passaram meses.

Nada foi alterado, nem foi falado.

Primeiro, o julgamento.

Quando terminar, teremos os nossos vil�es,

o nosso her�i, a nossa verdade.

Depois disso, podemos lidar com os reatores.

Veio de trem?

Sim, vim de trem. Agora, vamos falar de Viena.

N�o vim para te repreender. Sei como o mundo funciona,

apesar do que Shcherbina diz.

Ent�o, por que est� aqui?

Porque sou extremamente teimosa, coisa que voc� esperava.

Charkov disse que v�o arrumar os reatores ap�s o julgamento.

Acredita nele?

O Estado n�o far� voluntariamente.

Reconhecer o problema seria admitir que mentiram.

Ter�o de ser for�ados.

No julgamento, voc� contar� a verdade.

Vai convencer um j�ri.

� uma farsa jur�dica.

- O j�ri j� tem o veredito. - N�o estou falando deles.

O Comit� Central convidou membros

da comunidade cient�fica para assistir.

Os nossos colegas de Kurchatov, de Sredmash, de Minenergo.

V�o estar no p�blico ouvindo cada palavra sua.

S� n�s sabemos que estar�o l�.

E, quando o seu depoimento chegar ao momento da explos�o,

ser� a� que o nosso j�ri ouvir� a verdade.

- E far� o qu� com ela? - Insistir numa reestrutura��o.

- N�o s� do RBMK, mas da ind�stria. - N�o, n�o.

Eles n�o funcionam sem n�s. Se n�s...

Sabe o que aconteceu a Volkov?

O homem cujos relat�rios voc� descobriu?

Foi destitu�do da sua posi��o no Instituto.

Despedido pelo crime do conhecimento.

Acha que os cientistas, escolhidos para assistir a uma farsa jur�dica,

ser�o de alguma forma levados a agir?

Por mim?

Por uma posi��o heroica que tomei para provocar o Estado?

- Sim. - Por qu�?

Porque � Valeri Leg�sov e voc� significa algo.

Gostaria de pensar que, se eu falasse, seria suficiente,

mas sei como o mundo funciona.

V�o me matar, Khomyuk.

Voc� me disse para descobrir o que aconteceu.

Falei com dezenas de pessoas.

Escrevi cada palavra dita por elas.

Est� tudo nestes cadernos.

Nestes, as que ainda est�o vivas. Nestes, as que morreram.

Morreram resgatando um ao outro, apagando inc�ndios

Ajudando os feridos. N�o hesitaram, n�o vacilaram.

Fizeram o que tinha que ser feito.

E eu tamb�m.

Entrei voluntariamente num reator aberto.

Portanto, j� dei a minha vida.

N�o chega?

N�o. Desculpa, mas n�o chega.

CIDADE DE CHERNOBYL JULHO DE 1987

O Comit� Central do Partido Comunista

da Uni�o Sovi�tica

e Pres�dio do Supremo Sovi�tico da URSS determinam

que se fa�a justi�a em nome do povo,

de acordo com o objetivo do Partido,

tal como determinado nos seus 20�, 21� e 22� Congressos,

o que � um objetivo Leninista.

Foi, � e ser� o �nico objetivo imut�vel no Estado Sovi�tico.

O caminho de princ�pios Leninistas ser� consistentemente seguido,

pois expressa os interesses vitais

do povo sovi�tico,

suas esperan�as e ambi��es, � medida

que guiamos o Partido e o Estado.

Est� aberta a sess�o. Preside o Camarada Juiz Milan Kadnikov.

Acusa��es, Viktor Bryukhanov,

Anatoly Dyatlov e Nikolai Fomin.

S�o acusados de violar o Artigo 220,

Sec��o 2 do C�digo Criminal da Uni�o,

resultando num desastre nuclear a 26 de Abril de 1986.

O Estado chama a Camarada Khomyuk do Instituto Nuclear Bielorusso,

o Camarada Legasov do Instituto de Energia At�mica de Kurchatov

e o Camarada Boris Evdokimovich Shcherbina,

do Conselho de Ministros e do

Gabinete de Combust�veis e Energia.

Tudo come�ou com um teste de seguran�a.

Mas por que havia necessidade de fazer um teste de seguran�a?

O reator n�mero quatro n�o era novo

quando se deu o acidente.

Na verdade, come�ou a operar no dia 20 de Dezembro de 1983.

Onze dias depois, no �ltimo dia do ano,

o Diretor da Central, Viktor Bryukhanov,

assinou este documento,

certificando a conclus�o da constru��o do reator.

Como resultado por terminar o trabalho antes do final do ano,

o Camarada Bryukhanov foi agraciado

como Her�i do Trabalho Socialista.

O Camarada Fomin foi condecorado como Trabalhador Distinguido.

O Camarada Dyatlov recebeu a Ordem do Estandarte Vermelho.

Mas o trabalho n�o tinha sido conclu�do

e este documento era uma mentira.

Para assin�-lo, todos os testes

de seguran�a deviam estar conclu�dos.

Mas ainda faltava um.

Um reator nuclear gera calor no seu n�cleo.

Uma s�rie de bombas envia um fluxo

constante de �gua fria para o n�cleo.

O calor do n�cleo transforma a �gua

em vapor, que gira esta turbina,

resultando em eletricidade.

Mas e se uma central el�trica n�o tiver eletricidade?

E se a eletricidade que alimenta a central � interrompida?

Num apag�o, ou falha de equipamento,

ou ataque de inimigo estrangeiro.

Se n�o h� eletricidade, as bombas n�o mandam �gua para o n�cleo.

Sem �gua, o n�cleo sobreaquece e o

combust�vel funde. Desastre nuclear.

A solu��o?

Tr�s geradores a diesel para suporte aqui.

Portanto, problema resolvido? N�o.

Bryukhanov sabia que o problema n�o ficara resolvido.

Os geradores levaram um minuto

a atingir a velocidade necess�ria

para alimentar as bombas e evitar a fus�o.

Naquele momento, j� era tarde demais.

Chegamos ao teste de seguran�a.

A teoria era esta, se as instala��es

ficassem sem eletricidade,

a turbina girat�ria demoraria algum tempo para diminuir e parar.

E se pud�ssemos tirar eletricidade que ainda estava produzindo

e transferi-la para as bombas? E se a turbina

conseguisse manter as bombas,

de modo a cobrir o intervalo de 60 segundos, at� os geradores iniciarem?

- Perguntas? - N�o.

Continue, por favor.

Para testar esta teoria,

o reator � colocado em modo de pot�ncia reduzida, a 700 mW,

para simular um apag�o. As turbinas s�o desligadas.

Come�am a girar lentamente e a sua produ��o el�trica � medida

para ver se h� eletricidade suficiente nas bombas.

A ci�ncia � forte,

mas um teste s� � t�o bom quanto os homens que o fazem.

Na primeira tentativa, eles falharam.

Na segunda tentativa, eles falharam.

Na terceira tentativa, eles falharam.

A quarta tentativa foi em 26 de Abril de 1986.

Camarada Khomyuk.

Para compreender o que aconteceu, temos que recuar dez horas.

25 de Abril, o dia em que o teste deveria ser feito.

Pelas 14h, o reator tinha sido reduzido para metade,

do n�vel de produ��o normal de 3200 mW para 1600 mW,

e est� est�vel, pronto para ser

reduzido ao n�vel de produ��o final,

700 mW.

Mas, antes de poderem prosseguir, h� um telefonema.

Oficiais da rede em Kiev dizem

que n�o podem arcar com mais redu��o

el�trica at� depois da meia-noite.

Pedem um atraso de 10 horas.

Este � o primeiro momento cr�tico.

O primeiro elo da cadeia do desastre.

Uma gest�o competente

teria insistido em cancelar o teste.

Estes tr�s homens permitiram que se prosseguisse.

Por que este atraso era t�o perigoso?

Criou dois problemas.

Um deles � de natureza cient�fica

e o outro � muito humano.

Ser� este que consideraremos primeiro.

� meia-noite, h� uma mudan�a de turno.

- Khodemchuk. - Esquece. Arrume outro trouxa.

Toptunov? Quer comprar uma moto?

Toptunov? � uma crian�a. Tem mais pelo na cara que nas bolas.

Pelo? � isso que tem no l�bio?

Leonid Fedorovych.

Akimov disse para voc� ir para a sala de controle.

- J� est� aqui? - Veio cedo. Algo sobre um teste.

Est� vendo? Desesperado.

- Sasha? - Sabe o teste que � para fazer?

Redu��o de turbina. Tentaram no ano passado.

N�o foi poss�vel no turno de dia, por isso ficou para n�s.

Para n�s? N�o sabemos o que...

- N�o sabemos o que �. - Tudo bem.

Reduzimos para 700 e o resto � com Stolyarchuk e Kirschenbaum.

Mas Dyatlov vai supervisionar.

Fazer algo que nunca fiz, com Dyatlov vigiando?

N�o se preocupe. Fazemos juntos. Estou vendo as instru��es.

Isto � para fazer?

Sim, fala Akimov no Quatro.

Tenho o manual do teste de controle.

Voc�s fizeram no ano passado.

Sim, o programa tem instru��es

e h�... Bem, h� v�rias coisas riscadas. O que devo...

O que devo...

Tem certeza?

Est� bem. Obrigado.

- � seguir as instru��es riscadas. - Ent�o, por que est�o riscadas?

Fomos autorizados a fazer o teste.

1600, �timo.

Ser� pedir muito que saibam o que fazer?

- Bem... - Sim. Com certeza.

- Stolyarchuk? - Sim.

- Kirschenbaum? - N�o revi...

- S� soubemos agora que... - Tome. Reveja.

Ou pode fazer o que mando.

At� voc�, por mais est�pido que seja,

consegue fazer isso.

Vamos l�.

Desligar a turbina com o reator funcionando?

- N�o � bom... - Calem a boca e trabalhem.

Toptunov, reduzir pot�ncia para 700.

Nunca fiz isto com t�o baixa pot�ncia.

Tudo bem. Estou com voc�.

Reduzindo pot�ncia para 700.

Quero que pensem em Yuri Gagarin.

Imaginem que n�o lhe diziam nada

sobre a sua miss�o no Espa�o,

at� ele estar na rampa de lan�amento.

Imaginem que tudo o que ele tinha eram instru��es

que ele nunca havia visto, e algumas estavam riscadas.

Era isto que estava acontecendo na sala de controle do Reator 4.

O turno da noite n�o tinha forma��o,

nem foi avisado da experi�ncia.

Leonid Toptunov,

o operador respons�vel por controlar

e estabilizar o reator naquela noite

tinha apenas 25 anos.

A sua experi�ncia no cargo? Quatro meses.

Este � o problema humano criado pelo atraso.

Mas, dentro do n�cleo do reator, no espa�o entre os �tomos,

algo muito mais perigoso est� se formando. Um veneno.

A hora � 00h28.

Camarada Legasov.

Fico feliz em ver colegas do Instituto

de Kurchatov e de Minenergo.

Mas n�o � preciso ser cientista nuclear para entender Chernobyl.

S� � preciso saber isto.

Basicamente, acontecem duas coisas

dentro de um reator nuclear.

A reatividade que gera energia, ou sobre, ou desce.

� s� isso. Os operadores s� mant�m o equil�brio.

Combust�vel de ur�nio.

Quando os �tomos de ur�nio se quebram

e colidem, a reatividade sobre.

Se n�o se equilibrar a reatividade,

ela nunca para de subir. Por isso...

Hastes de controle de boro.

Elas reduzem a reatividade como freios num carro.

Mas h� um terceiro fator a considerar, a �gua.

A �gua fria remove calor do sistema.

Torna-se em vapor, ou o que chamamos de "vazio".

Num reator RBMK, como os usados em Chernobyl,

h� algo chamado "coeficiente positivo de vazios."

O que significa isto?

Significa que quanto mais vapor presente no sistema,

maior a reatividade, portanto maior

o calor, maior o vapor, maior o...

Parece que temos um c�rculo vicioso em m�os.

E ter�amos mesmo, se n�o fosse por isto.

Ter�amos, se n�o fosse por isto,

o coeficiente de temperatura negativo.

Quando o combust�vel nuclear fica mais quente, fica menos reativo.

Portanto, o combust�vel aumenta reatividade.

As hastes de controle e a �gua a diminuem.

O vapor a aumenta. O aumento de temperatura a reduz.

Esta � a dan�a invis�vel que alimenta

cidades inteiras sem fuma�a nem fogo.

E � lindo, quando as coisas s�o normais.

Quando o ur�nio se quebra e liberta energia, forma outro elemento,

xenon. O xenon reduz a reatividade.

Este � o veneno que a Camarada Khomyuk mencionou.

Quando o n�cleo est� no m�ximo,

queima o xenon antes de poder causar problemas.

Contudo, devido ao atraso, o Reator 4 de Chernobyl

foi mantido a metade da pot�ncia por 10 horas.

O xenon n�o queimou.

Acumulou, envenenando o n�cleo.

Come�amos a perder equil�brio.

�s 00h28, o reator est� pronto para diminuir.

Por�m, em menos de uma hora, explodir�.

Se n�o entendem como um reator parado

pode levar a uma explos�o,

� compreens�vel.

Afinal, n�o trabalham na sala de controle de uma central nuclear.

Mas, como vimos, os homens que

l� trabalhavam, tamb�m n�o entendiam.

Devagar.

Diminui. Bom. Assim mesmo.

- J� deviam ter acabado. - � o protocolo de redu��o.

Voc�s est�o retardando.

H� dez homens nesta central que j� teriam acabado.

Continue, est� indo bem.

Kirschenbaum, me chama quando estas velhinhas estiverem prontas.

Sim, Camarada Dyatlov.

Muito devagar agora. Vamos aos poucos para os 700.

- Devagar! - N�o movi nenhuma haste ali.

- O que � isto? - Nem encostei a m�o.

Fizemos tudo certo. Deve ser veneno.

Se � veneno, n�o fizeram tudo certo.

Est�o sufocando o meu reator. Liguem!

Se desligarmos o CAL,

- talvez consigamos mais controle. - Fa�a isto. V�.

Desligar controle autom�tico local. Mudar para global.

Leonid.

CAL, desativado. Global, ativado.

O que voc� fez?

- Fiz o que mandou! Eu... - Olha para aquilo!

- N�o compreendo. - Porra de amadores.

Pararam o reator.

- Como � que tem este emprego? - Camarada...

Fez tudo certo,

seu idiota incompetente!

Lamento o resultado insatisfat�rio.

- Que est� fazendo? - Temos que desligar tudo.

- N�o. - Podemos estar num po�o de xenon.

- Requer 24 horas. - O teste vai ser feito,

suba a pot�ncia para 700. - N�o podemos.

- As normas! - Esque�a as normas.

- Baixando de 80%... - Vamos baixar de 50%.

- Ainda pior. - N�o h� norma!

Camarada Dyatlov, desculpe,

mas o que est� dizendo n�o faz sentido.

- Aumente a pot�ncia. - N�o.

N�o farei isto. N�o � seguro.

Seguran�a primeiro. Sempre. Digo isso h� 25 anos.

� o tempo que estou aqui.

- � mais que voc�, Akimov? - Sim.

- Muito mais? - Sim.

E voc�, ainda na teta da sua m�e?

Se digo que � seguro, � seguro. Se voc�s discordam,

n�o trabalhem aqui e pronto.

Nem trabalhar�o em Kursk, nem em Ignalina,

Leningrado ou Novo-Voronezh.

N�o trabalhar�o em lugar nenhum. Farei com que assim seja.

Acho que sabe que farei com que assim seja. Aumente a pot�ncia.

- Quero que registre a sua ordem. - Aumente a pot�ncia.

Juntos.

- Eu nem estava l�. - O qu�?

- N�o estava na sala. - Ent�o, onde estava?

Camarada Legasov, � testemunha, n�o procurador. Eu fa�o as perguntas.

Se n�o estava na sala, onde estava?

No banheiro.

No banheiro?

A Camarada Khomyuk entrevistou quem estava na sala.

Todos contaram a mesma hist�ria.

"Sabia que o que Dyatlov ordenou estava errado,

mas, se n�o o fizesse, seria despedido."

Leonid Toptunov, um dia antes de morrer.

Camarada Dyatlov, voc� estava na sala.

Ordenou aumentar a pot�ncia. � um fato.

O tribunal vai fazer um intervalo de 30 minutos.

Sabe alguma coisa desta cidade, Chernobyl?

N�o, na verdade, n�o.

Eram maioritariamente judeus e poloneses.

Os judeus foram mortos em massacres

e Stalin expulsou os poloneses.

Depois, vieram os nazistas, que mataram o resto.

Mas, depois da guerra, as pessoas vieram morar aqui mesmo assim.

Sabiam que o solo estava encharcado

de sangue, mas n�o se importaram.

Judeus mortos, poloneses mortos, mas eles, n�o.

Ningu�m pensa que vai acontecer com eles.

E aqui estamos n�s.

- Quanto tempo? - Talvez um ano.

Chamam... Chamam de a doen�a longa.

N�o me parece muito longa.

Sei que me disse e acreditei em voc�,

mas o tempo passou e pensei que n�o fosse acontecer comigo.

Desperdicei. Desperdicei tudo por nada.

Por nada?

Lembra da manh� em que o chamei? Do qu�o preocupado estava?

N�o acredito em muito do que vem do Kremlin,

mas, quando disseram que iam me p�r � frente da limpeza

e disseram que n�o era grave, eu acreditei.

Sabe por qu�?

Porque puseram voc� no comando.

Sim.

Eu sou um homem inconsequente.

Nunca fui outra coisa.

Esperava ser importante mas nunca consegui.

S� fiquei ao lado de pessoas que eram importantes.

H� outros cientistas como eu.

Qualquer um poderia ter feito o que eu fiz. Mas voc�?

Tudo o que pedimos, tudo o que precis�vamos,

homens, materiais, rovers lunares.

Quem mais poderia ter feito estas coisas?

Eles me ouviam, mas era a voc� que escutavam.

De todos os ministros e deputados,

a congrega��o inteira de idiotas obedientes,

enviaram, por engano, o �nico bom homem.

Pelo amor de Deus, Boris. Voc� foi o mais importante.

� lindo.

Camarada Legasov.

A hora � 00h38.

O reator est� quase desligado.

Os operadores do Reator 4 est�o presos num caminho desastroso.

N�o h� como recuar. Eles n�o sabem,

mas j� estava setenciado.

Aos 30 mW, ainda est� sendo criado

xenon, mas n�o est� sendo queimado.

O reator est� afogando em veneno.

Para piorar as coisas,

n�o est� quente o suficiente

para produzir vapor que chegue.

A �nica forma de aumentar a pot�ncia

em seguran�a � muito lentamente,

durante um per�odo de 24 horas.

Mas Dyatlov quer isto feito j�.

Akimov e Toptunov s� t�m um plano de a��o.

Come�am a remover hastes de controle.

Dezenas de cada vez.

Removem at� metade, at� tr�s quartos,

mas a pot�ncia n�o se altera.

Portanto, come�am a remov�-las por completo.

Havia 211 hastes de controle no Reator 4.

Akimov e Toptunov removeram 205 por completo.

Lembrando que as hastes de controle

s�o os freios.

De 211 hastes,

s� seis permanecem no reator.

O combust�vel, por sua vez, arrefeceu,

portanto, o coeficiente negativo de

temperatura n�o baixa a reatividade.

Ainda assim, o envenenamento por xenon � t�o forte,

que o melhor que podem fazer � aumentar a pot�ncia para 200 mW.

As hastes de controle est�o fora.

O sistema de emerg�ncia foi desligado.

A �nica coisa a manter o reator � a �gua e o xenon.

� uma da manh�.

Estamos a minutos do teste.

Lamento, � tudo o que conseguimos.

Est� a 200 mW. Tiramos quase tudo.

- Se � o que temos, � o que temos. - Mas o teste requer 700.

Stolyarchuk, ligue a bomba 4.

N�o, espere. Temos muito pouco vapor.

A turbina est� muito lenta

para o teste dar resultados v�lidos.

Chega! Sei o que estou fazendo, Stolyarchuk!

Bomba 4 ligada. Dev�amos avisar Khodemchuk.

- Os tubos v�o soltar. - N�o importa.

O vapor no separador est� baixo, Cinco atmosferas.

Vamos ajud�-lo. Aumentem o m�ximo poss�vel.

- Dev�amos parar. - Desligue essa porcaria.

T�m 15 minutos.

Quinze minutos.

Nem que fossem 15 dias.

O problema que enfrentavam n�o tinha solu��o.

Pot�ncia baixa demais, �gua alta demais. O teste estava arruinado.

Os resultados seriam in�teis, mas Dyatlov n�o quis saber.

Ele s� queria entregar um teste conclu�do.

01h22 da manh�. Restam menos de dois minutos.

Yuvchenko, engenheiro mec�nico, est� no seu escrit�rio.

Perevozchenko, respons�vel da se��o

de reatores est� no reabastecimento,

muito acima da cobertura de a�o de 1000 toneladas do reator.

Degtaryenko e Khodemchuk, operadores

de circula��o, na sala de bombas.

Nenhum sabe do teste. Nenhum sabe o que vai acontecer.

�s 01h22 e 30 segundos,

Toptunov v� um relat�rio do sistema

de computadores SKALA do reator.

Com base na aus�ncia de hastes de controle suficientes,

o computador recomenda que o reator seja desligado.

Claro que diz isso. N�o sabe que � um teste.

Muito bem, camaradas. Mais uns minutos e est� feito.

- Kirschenbaum, quando quiser. - Fizemos tudo certo.

Oscil�grafo ligado.

Fechando a v�lvula de acelerador 8.

Rotor de gerador iniciando redu��o.

01h23 e quatro segundos.

Cada decis�o tinha puxado o reator como um estilingue,

mais longe do que algu�m havia feito.

Agora, come�a o teste.

As bombas est�o desligadas e eles deixaram ficar.

As bombas param de mover �gua pelo reator.

O ur�nio j� n�o recebia refrigera��o

n�o tinha hastes de controle.

O equil�brio vai imediatamente para a dire��o oposta

e, em menos de um segundo, a reatividade aumenta.

Dentro do n�cleo, a �gua remanescente

est� convertendo-se em vapor.

Est� sendo criado um vazio.

N�o h� mais �gua para substitu�-lo.

O vapor aumenta a reatividade, que aumenta o calor,

que aumenta o vapor, que aumenta a reatividade.

O xenon remanescente degrada-se.

A pot�ncia est� aumentando. Nada pode par�-la.

01h23 e 35 segundos.

Temos um pico de energia! Sasha!

O que voc� fez?

01h23 e 40 segundos.

Cada sala de controle de cada reator nuclear

tem um bot�o com um �nico prop�sito,

o SCRAM, para desligar a rea��o instantaneamente.

Em reatores sovi�ticos, esse bot�o chama-se AZ-5.

Ao acionar o AZ-5,

todas as hastes de controle se

inserem de uma vez e a rea��o para.

Mas...

Est� esperando o qu�, Legasov? Conte as suas mentiras.

- Dyatlov, n�o ser� avisado de novo. - Ou o qu�?

Por amor de Deus, Dyatlov!

- Legasov j� disse que... - Chega, Camarada Dyatlov!

N�o podia evitar. Ele sabe algo.

- Camarada Dyatlov! - Ela sabe algo.

Eu sei o que voc� �, Valery Alexeyevich.

� um mentiroso.

Ouvimos o suficiente por hoje.

Os r�us ficar�o sob cust�dia. O tribunal ir�...

N�o terminei. Ainda tenho mais provas para apresentar.

N�o � necess�rio. O seu depoimento est� conclu�do.

Este julgamento est� agora adiado.

- Reiniciaremos amanh� com... - Deixe-o terminar.

Camarada Shcherbina!

Deixe-o terminar.

Dyatlov quebrou todas as regras que t�nhamos.

Levou o reator � beira da destrui��o.

Fez isto acreditando que havia um dispositivo de seguran�a. AZ-5.

Um mero bot�o para desligar,

mas, nas circunst�ncias que ele criou, n�o havia.

O sistema de desativa��o tinha um defeito fatal.

�s 01h23 e 40 segundos, Akimov aciona o AZ-5.

As hastes de controle removidas come�am a reentrar no reator.

As hastes s�o de boro, o que reduz a reatividade, mas as pontas n�o.

As pontas s�o feitas de grafite, que acelera a reatividade.

Por qu�?

Por qu�?

Pelo mesmo motivo por que os reatores

n�o t�m redomas de conten��o,

como os do ocidente.

Pelo motivo por que n�o usamos

combust�vel enriquecido nos n�cleos.

Pelo motivo por que somos a �nica na��o

que constr�i reatores moderados por grafite e refrigerados por �gua

com um coeficiente de vazio positivo.

� mais barato.

A primeira parte das hastes que entra

no n�cleo s�o as pontas de grafite.

Quando entram, a rea��o no n�cleo, que tem vindo aumentando, dispara.

Cada mol�cula de �gua l�quida � logo convertida em vapor,

que expande e rompe v�rios canais de hastes de combust�vel.

As hastes de controle nesses canais

n�o se podem mover mais.

As pontas de grafite est�o presas e aceleram a rea��o infinitamente.

O Reator 4 de Chernobyl � agora uma bomba nuclear.

01h23 e 42 segundos.

Perevozchenko olha para a tampa

de a�o do reator e v� o imposs�vel.

As tampas dos canais de combust�vel,

de 350 kg cada,

est�o aos saltos.

Ele corre a avisar a sala de controle,

mas nada mais pode fazer para parar isto.

01h23 e 44 segundos.

O vapor destr�i mais canais de combust�vel.

N�o sabemos o valor m�ximo atingido.

Apenas o �ltimo registro.

O Reator 4,

concebido para operar a 3200 mW,

ultrapassou os 33.000.

A press�o dentro do n�cleo j� n�o pode ser contida.

Finalmente chegamos �s 01h23 e 45 segundos.

A explos�o.

No instante em que a tampa � atirada do reator, entra oxig�nio.

Este junta-se ao hidrog�nio e ao grafite sobreaquecido.

A cadeia do desastre est� completa.

Ningu�m ali sabia que o bot�o, que a

desativa��o poderia ser um detonador.

N�o sabiam porque n�o lhes foi dito.

Camarada Legasov, est� contradizendo

o seu depoimento de Viena.

O meu depoimento em Viena foi mentira.

Eu menti. Ao mundo.

N�o fui o �nico a guardar segredos.

H� muitos.

Eram ordens.

Da KGB, do Comit� Central.

E neste momento h� 16 reatores na

Uni�o Sovi�tica com o mesmo defeito.

Tr�s deles ainda est�o funcionando,

a menos de 20 km de Chernobyl.

Professor Legasov, se est� sugerindo

que o Estado Sovi�tico � respons�vel

pelo que aconteceu, aviso,

est� entrando em territ�rio perigoso.

J� entrei. Estamos em territ�rio perigoso neste momento,

devido aos nossos segredos e �s nossas mentiras.

S�o praticamente o que nos define.

Quando a verdade ofende, mentimos at� n�o nos lembrarmos mais dela.

Mas ela continua l�.

Cada mentira que dizemos incorre uma d�vida � verdade.

Mais cedo ou mais tarde, essa d�vida � paga.

� assim que o n�cleo de um reator RBMK explode.

Mentiras.

Valery Alexeyevich Legasov,

filho de Alexei Legasov,

Diretor de Cumprimento Ideol�gico do Comit�.

- Sabe o que seu pai l� fazia? - Sim.

Quando estudante teve uma posi��o de lideran�a em Komsomol.

- Juventude Comunista, certo? - J� sabe.

- Responda � quest�o. - Sim.

No Instituto Kurchatov, voc� era o secret�rio do Partido Comunista.

Nessa posi��o, limitou a promo��o de cientistas judeus.

- Sim. - Para lamber as botas ao Kremlin.

Voc� � um dos nossos, Legasov.

Posso fazer o que quiser com voc�,

mas o que quero principalmente � que voc� saiba que eu sei,

voc� n�o � corajoso.

Voc� n�o � heroico.

� apenas um homem morrendo, que se esqueceu de si pr�prio.

Eu sei quem sou e sei o que fiz.

Num mundo justo, eu seria morto pelas mentiras,

mas pela verdade, n�o.

Cientistas e a sua obsess�o absurda pelos motivos.

Quando a bala entrar no seu cr�nio,

o que � que importa? Por qu�?

Ningu�m vai morrer, Legasov.

O mundo inteiro te viu em Viena.

Seria vergonhoso mat�-lo agora. E para qu�?

O seu depoimento de hoje n�o ser� aceito pelo Estado.

N�o vai ser espalhado na imprensa. Nunca aconteceu.

Voc� viver� o tempo que lhe resta,

mas n�o como cientista. Nunca mais.

Manter� o seu t�tulo e o seu escrit�rio,

mas nenhum dever, nenhuma autoridade,

nenhum amigo.

Ningu�m vai falar com voc�. Ningu�m ir� escut�-lo.

Outros homens, inferiores a voc�,

receber�o o m�rito do que voc� fez.

O seu legado agora � deles.

Viver� tempo suficiente para ver isso.

Qual foi o papel de Shcherbina nisto?

Nenhum. Ele n�o sabia o que eu ia dizer.

Qual foi o papel de Khomyuk nisto?

Nenhum. Ela tamb�m n�o sabia.

Ap�s tudo o que disse e fez hoje,

seria curioso se escolhesse este momento para mentir.

Acho que um homem da sua experi�ncia

reconheceria uma mentira.

Jamais se encontrar� ou comunicar� com nenhum deles.

Jamais comunicar� sobre Chernobyl com ningu�m.

Permanecer� t�o imaterial para

o mundo que, quando finalmente morrer,

ser� extremamente dif�cil saber que alguma vez viveu.

E se eu recusar?

Para que preocupar-se com algo que n�o vai acontecer?

Para que preocupar-se com algo que n�o vai acontecer?

� perfeito. Deviam escrever isso no nosso dinheiro.

Ser cientista � ser ing�nuo.

Focamos tanto na procura pela verdade

que n�o consideramos que poucos querem que a encontremos.

Mas ela est� sempre l�, quer a vejamos ou n�o, escolhamos ou n�o.

A verdade n�o se importa com o que queremos.

N�o se importa com os nossos governos, ideologias, religi�es.

Ela ficar� � espera para sempre.

E isto, por fim, � a d�diva de Chernobyl.

J� temi o pre�o da verdade, mas agora apenas pergunto,

qual � o pre�o das mentiras?

VALERY LEGASOV SUICIDOU-SE COM 51 ANOS, NO DIA 26 DE ABRIL DE 1988,

PRECISAMENTE DOIS ANOS AP�S A EXPLOS�O EM CHERNOBYL.

AS GRAVA��ES DAS MEM�RIAS DE LEGASOV

CIRCULARAM NA COMUNIDADE CIENT�FICA.

O SEU SUIC�DIO TORNOU-AS IMPOSS�VEIS DE IGNORAR.

NO RESCALDO DA SUA MORTE,

OFICIAIS SOVI�TICOS RECONHECERAM

O DEFEITO DE DESENHO DO REATOR RBMK.

OS REATORES FORAM REEQUIPADOS PARA

EVITAR OUTRO ACIDENTE COMO CHERNOBYL.

LEGASOV FOI AUXILIADO POR DEZENAS DE

CIENTISTAS QUE TRABALHARAM COM ELE.

ALGUNS PRONUNCIARAM-SE CONTRA O REGISTRO OFICIAL DOS EVENTOS

E FORAM SUJEITOS A DEN�NCIAS, DETEN��O E PRIS�O.

A PERSONAGEM DE ULANA KHOMYUK FOI CRIADA PARA REPRESENT�-LOS A TODOS

E HOMENAGEAR A SUA DEDICA��O

E SERVI�O PELA VERDADE E HUMANIDADE.

BORIS SHCHERBINA MORREU A 22 DE AGOSTO DE 1990,

QUATRO ANOS E QUATRO MESES AP�S SER ENVIADO PARA CHERNOBYL.

PELOS SEUS PAP�IS NO DESASTRE,

VIKTOR BRYUKHANOV, ANATOLY DYATLOV E NIKOLAI FOMIN

FORAM CONDENADOS A DEZ ANOS DE TRABALHOS FOR�ADOS.

AP�S SAIR EM LIBERDADE, NIKOLAI FOMIN VOLTOU AO TRABALHO...

NUMA ESTA��O NUCLEAR EM KALININ, R�SSIA.

ANATOLY DYATLOV MORREU DE DOEN�A RELACIONADA COM RADIA��O EM 1995.

TINHA 64 ANOS.

O CORPO DE VALERY KHODEMCHUK NUNCA FOI RECUPERADO.

ELE EST� PERMANENTEMENTE SEPULTADO SOB O REATOR 4.

OS UNIFORMES DOS BOMBEIROS PERMANECEM NO HOSPITAL DE PRIPYAT.

CONTINUAM PERIGOSAMENTE RADIOATIVOS AT� HOJE.

AP�S A MORTE DO MARIDO E DA FILHA,

LYUDMILLA IGNATENKO TEVE V�RIOS AVC.

OS M�DICOS DISSERAM QUE NUNCA PODERIA TER FILHOS.

ESTAVAM ERRADOS.

ELA MORA COM O SEU FILHO EM KIEV.

DAS PESSOAS QUE OBSERVARAM DA PONTE,

FOI REPORTADO QUE NENHUMA SOBREVIVEU.

AGORA � CONHECIDA COMO A PONTE DA MORTE.

400 MINEIROS TRABALHARAM DURANTE

UM M�S PARA EVITAR A FUS�O NUCLEAR.

ESTIMA-SE QUE PELO MENOS 100 MORRERAM ANTES DOS 40 ANOS.

FOI RELATADO QUE OS MERGULHADORES QUE DESPEJARAM OS TANQUES

MORRERAM EM RESULTADO DOS SEUS ATOS HEROICOS.

NA VERDADE, SOBREVIVERAM OS TR�S.

DOIS DELES AINDA EST�O VIVOS ATUALMENTE.

MAIS DE 600.000 PESSOAS TIVERAM DE SERVIR NA ZONA DE EXCLUS�O.

APESAR DOS V�RIOS CASOS DE DOEN�A E MORTE DEVIDO � RADIA��O,

O GOVERNO SOVI�TICO N�O FEZ REGISTROS OFICIAIS DO SEU DESTINO.

A REGI�O CONTAMINADA DA UCR�NIA E BIELORR�SSIA, A ZONA DE EXCLUS�O,

ACABOU POR ABRANGER 2600 KM QUADRADOS.

CERCA DE 300.000 PESSOAS FORAM DESPEJADAS DE SUAS CASAS.

DISSERAM QUE ERA TEMPOR�RIO.

AINDA HOJE � PROIBIDO VOLTAR PARA L�.

MIKHAIL GORBATCHOV PRESIDIU A UNI�O SOVI�TICA

AT� � DISSOLU��O, EM 1991.

EM 2006, ESCREVEU, "O DESASTRE NUCLEAR DE CHERNOBYL

FOI TALVEZ A VERDADEIRA CAUSA DO COLAPSO DA UNI�O SOVI�TICA."

EM 2017, CONCLUIU-SE O NOVO CONFINAMENTO SEGURO DE CHERNOBIL,

QUE CUSTOU QUASE DOIS BILH�ES DE D�LARES.

FOI CONCEBIDO PARA DURAR 100 ANOS.

O N�MERO DE C�NCER NA UCR�NIA

E BIELORR�SSIA SUBIU AP�S A EXPLOS�O

O MAIOR AUMENTO REGISTROU-SE EM CRIAN�AS.

NUNCA CONHECEREMOS REALMENTE O CUSTO HUMANO DE CHERNOBYL.

A MAIORIA DAS ESTIMATIVAS EST� ENTRE 4000 E 93.000 MORTOS.

O N�MERO DE MORTES OFICIAL, INALTERADO DESDE 1987, � DE 31.

EM MEM�RIA DE TODOS OS QUE SOFRERAM E SE SACRIFICARAM.

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