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Original subtitles

Quem n�o ficaria c�ptico

quando um homem diz ter passado todo um fim-de-semana com Deus?

E ainda por cima, numa cabana.

E n�o foi numa cabana qualquer, foi nesta.

O que vos vou contar � um pouco...

Pronto, � muito fantasioso.

Mas isso n�o significa que n�o seja verdade.

Mack nasceu no Midwest.

Um rapaz do campo, filho de irlandeses e americanos,

entregue a m�os com calos e regras rigorosas.

- N�o! - Olha para mim!

- Olha para mim! - Est�s a magoar-me.

Ouve!

O pai era funcion�rio na igreja.

Para onde est�s a olhar, rapaz?

B�bedo �s escondidas.

Deixa-o em paz.

Principalmente quando a chuva n�o vinha ou vinha cedo demais.

Pois.

A maior parte das vezes, entre isso.

Mack!

Tirei uma tarte de ma�� do forno. Anda comer uma fatia.

- N�o, obrigado. - N�o era uma pergunta.

Toma.

Obrigado.

Olha para mim, pequeno.

Os pais n�o deviam fazer isso aos filhos.

N�o � amor.

Percebes?

O que fa�o?

Fala com Deus. Ele est� sempre a ouvir.

Cantem comigo,

enquanto aqueles que sentem um chamamento se dirigem ao altar.

Naquele domingo, quando o padre falou,

ele sabia que n�o podia ficar mais tempo calado.

Nada a n�o ser o sangue de Jesus

O que me pode Tornar novamente completo?

Pe�o desculpa.

N�o faz mal.

Diz-Lhe s� o motivo por que pedes desculpa.

N�o consigo faz�-lo parar.

Eu tento, mas quando ele bebe,

ele bate na minha m�e.

Eu tento proteg�-la, mas n�o consigo.

Porque me obrigas a fazer isto, rapaz?

Porque me envergonhas � frente da minha gente?

Diz!

Diz!

"Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, pois isso agrada ao Senhor."

Mentiroso!

Colossenses 3:20.

"Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, pois isso agrada ao Senhor."

A tareia prolongou-se noite dentro.

Mack n�o gosta de falar do que aconteceu a seguir.

ESPERO QUE UM DIA ME POSSAS PERDOAR.

Digamos que a dor tem uma maneira de nos retorcer por dentro.

E que nos leva a fazer o impens�vel.

ESTRICNINA

13 anos � muito cedo para ser adulto.

Os segredos que guardamos arranjam maneira de vir � superf�cie.

Est� tudo bem.

Mack e Nan est�o casados h� 18 anos, quase sempre felizes.

Ela � a cola que une a fam�lia.

Se sairmos daqui a tr�s minutos, conseguimos chegar a horas.

Meninos!

- Missy, n�o te mexas. - Josh.

- Josh. - Pronto, esquece.

- Est�s pronto? - Estou. Porqu�?

Nan, passa-se algo com o Josh.

Ele penteou-se e cheira bem.

- Quer impressionar a Ally Taylor. - N�o quero nada.

- Queres sim. - Quem � a Ally?

N�o interessa. Se chegarmos a horas por causa dela, tem a minha b�n��o.

Mas se Deus est� sempre connosco,

porque se preocupa se chegamos tarde � missa?

- Ela tem raz�o. - Pois.

Deus preocupa-se, porque a tua m�e se preocupa.

V�, vamos.

Foi uma boa tentativa, malandreca. Bom dia.

- Ol�, malta. - Ol�.

- Mack, viste o jogo ontem? - Desde quando o comando � meu?

Ouvi dizer que um dia o recuperas.

O que � de loucos � que come�o a gostar dos programas dela.

Conheci o Mack na igreja h� dez anos.

Santo, santo, santo

Deus omnipotente

Cedo de manh�

Cantaremos teu louvor

Santo, santo, santo

Na altura, ele n�o conhecia Deus como Nan o conhecia.

Piedoso e poderoso

Se a rela��o dele era extensa,

a de Nan era profunda.

Ela chamava "Pap�" a Deus e falava com Ele como com um velho amigo,

que foi algo com que Mack nunca se identificou.

Mas juntos conseguiram criar o que muitos achavam uma boa vida.

Mas tudo isso mudou num segundo,

quando a grande tristeza chegou sem ser convidada.

Deus em tr�s pessoas

Trindade sant�ssima

A CABANA

N�o podes conduzir, � muito perigoso.

N�o, nunca vi nada assim.

Sim, claro que fico bem. Eu aque�o o arroz.

Talvez um pouco cansado.

Ia limpar a entrada antes de ficar escuro.

Liga-me de manh�.

Sim, para ti tamb�m.

H� 30 anos que n�o via uma tempestade destas.

Ainda bem que a Nan e os mi�dos n�o est�o na estrada.

Queres ajuda?

Pego na p� e fa�o isso num instante.

N�o � preciso.

N�o demoro muito.

Obrigado pelo combust�vel.

Queres jantar connosco? A Maggie fez empada de galinha.

N�o, a Nan deixou-me comida no frigor�fico.

- Fica para a pr�xima. - Est� bem.

Obrigado.

Ora essa.

MACKENZIE, H� QUANTO TEMPO. TENHO SAUDADES TUAS.

VOU ESTAR NA CABANA NO PR�XIMO FIM-DE-SEMANA

SE QUISERES IR TER COMIGO. PAP�.

Pai? Pai?

Pai, apanha.

N�o h� espa�o.

- P�e num s�tio onde o encontres. - Primeiros socorros.

Se formos picados por abelhas, usamos lama, certo, Josh?

Certo.

- N�o podes faltar ao semin�rio? - Ent�o? V�o divertir-se imenso.

Confio nas capacidades maternais do teu pai.

Confias?

Minha menina, o que levas a�?

- A minha colec��o de insectos. - A tua qu�?

Andas com bichos?

- N�o, pai. - N�o?

Estes s�o Dixie e Donna, os escaravelhos,

Wanda, o bicho-pau

e este � Carl, a lagarta.

Carl, a lagarta. Gosto.

Posso lev�-los? Por favor...

N�o podemos deixar Carl, a lagarta, para tr�s.

N�o � boa ideia.

- N�o. - Desculpa, eu tentei.

A �ltima celebra��o do Ver�o?

- Ser� um fim-de-semana solit�rio. - Trago uma truta com tr�s quilos.

Nada de truta de compra, dou pela diferen�a.

- Willie, tens um segundo? - Claro.

Fixe.

- Temos de ir embora. - Um pouco de paci�ncia. Meninos?

V�, vamos.

- Sorriam. - V�.

- Ficaram giros. - Sim?

- Sim. - V�o, v�o andando. Adeus.

CATARATA MULTNOMAH

Meninos, olhem ali. Lembram-se?

- A catarata! Pai, temos de parar! - Vamos ver a catarata.

N�o podemos. Temos de chegar ao parque antes de anoitecer.

J� contaste � Missy a hist�ria da princesa �ndia?

Que princesa?

Pai, tens de lhe contar a hist�ria. Temos de voltar atr�s.

Por favor!

N�o d�. N�o podemos parar em todas as sa�das.

A resposta � "n�o".

H� muito tempo, havia uma princesa �ndia.

Como era ela?

- Ela era muito bonita. - De que cor era o cabelo dela?

Desta cor.

Queres que te conte a hist�ria ou n�o?

Bem, esta princesa...

era a �nica filha do chefe mais velho.

Ele era o l�der de uma grande tribo.

At� que um Ver�o, uma doen�a horr�vel espalhou-se pela terra.

Era t�o m� que at� os guerreiros mais fortes adoeceram.

Estavam � beira da morte.

Os chefes reuniram-se todos para verem o que podiam fazer.

O pai da princesa falou numa profecia.

A doen�a s� podia ser travada,

se a filha de um chefe desse a vida pelo seu povo.

Depois de falarem, sabiam que n�o podiam pedir tal sacrif�cio.

A princesa, quando soube da profecia, percebeu o que tinha de fazer,

pois gostava muito do seu povo.

Uma manh�, ela subiu �quelas pedras

e sem hesitar,

saltou.

Na manh� seguinte, a tribo ficou curada.

Os doentes levantaram-se das camas e ficaram todos alegres.

Mas o chefe sabia que a filha dele tinha desaparecido.

Sabia o que ela tinha feito.

Ficou com o cora��o partido.

As l�grimas escorreram-lhe pela cara

e pediu que o sacrif�cio da filha fosse recordado.

O Grande Esp�rito ficou t�o comovido com as l�grimas dele

que respondeu �s preces dele.

E a �gua come�ou a cair, exactamente ali.

Foi assim que se criou a Catarata de Multnomah.

- Podemos ir? - Eu vou � frente.

Um pouco de paci�ncia, por favor.

Aprendeste isso com a tua m�e, n�o foi?

PARQUE ESTATAL LAGO WALLOWA

- Tenham cuidado ao p� da �gua. - Sim, pai.

Eu ajudo-o.

V�.

Pronto.

- Mack. - Emil. A minha mulher, Vicki.

- Aquelas duas s�o suas filhas? - S�o.

Parece que est�o a dar-se bem.

� melhor darmo-nos bem tamb�m ou isto vai ser constrangedor.

Estamos acampados ali acima.

Apare�a mais logo para grelharmos uns marshmallows.

- Parece-me bem. - �ptimo. At� logo.

No outro dia

Eu vi um urso

L� em cima

No outro dia Vi um urso

Um grande urso L� em cima

Ele olhou para mim

Eu olhei para ele

Ele avaliou-me

- T�m uma fam�lia bonita. - Obrigado. Voc�s tamb�m.

- Pai, temos de rezar ao Pap�. - Eu vou j�.

Pap�?

� a alcunha que a minha mulher deu a Deus.

Gostei.

� um pouco familiar para o meu gosto mas os mi�dos adoram.

- Pai! - J� venho.

Sabes o que a minha m�e me dizia?

Dizia que quando uma estrela brilha,

uma prece � ouvida no c�u.

O Pap� anda ocupado.

- Sim. - Porque � que ela teve de morrer?

- Quem? - A princesa �ndia.

Acho que ela n�o teve de morrer, acho que escolheu morrer.

O que ela fez, salvou o povo dela.

� uma hist�ria verdadeira?

Pode ser.

�s vezes, as lendas v�m das hist�rias verdadeiras.

Mas a morte de Jesus n�o � uma lenda.

Est� na B�blia, portanto, deve ser verdade.

O Grande Esp�rito � outro nome do Pap�?

Ele � um esp�rito.

E Ele � grande, certo?

Ent�o, porque � t�o mau?

Porque dizes isso?

O Grande Esp�rito levou a princesa a saltar do penhasco

e fez Jesus morrer na cruz.

N�o achas que isso � mau?

Fazemos assim.

Quando chegarmos a casa, a tua m�e ter� uma boa resposta para ti.

Pai, alguma vez terei de saltar de um penhasco?

N�o, querida. Nunca ter�s de saltar de um penhasco.

- E Deus vai pedir-me isso? - N�o.

Ele tamb�m n�o te vai pedir isso.

Est� bem. Boa noite, pai.

Boa noite.

Ela faz boas perguntas, n�o faz?

Sim, faz mesmo.

� uma menina especial.

S�o as duas.

Obrigada. Adoro-te, pai.

Tamb�m te adoro.

V� se dormes.

Missy, est� na hora de arrumares as coisas.

Achas que a princesa deve ter botas vermelhas ou azuis?

Est� na hora de voltarem!

Pai, vermelho ou azul?

- O que tem ela vestido? - Um vestido vermelho, igual ao meu.

Ent�o, vermelho.

Est� lindo, querida.

Pai, olha para mim!

- P�ra! - Pai!

Josh, Josh!

Pai!

Josh!

Pai!

Ele est� preso, n�o o consigo tirar!

Josh, Josh!

Pai!

Josh! Pai, ele est� preso!

Josh! Pai, onde est� o Josh?

- Est�s bem? - N�o o consigo tirar!

Precisam de ajuda?

- Ele j� o tem. - Anda, pai.

Aguenta-te.

V�, v�, pelo lado direito.

- V� l�, Josh. - V� l�.

V� l�, filho.

V� l�, filho. V� l�.

Josh!

Isso, isso.

Pronto.

Missy!

J� podes sair, querida. Est�o todos bem.

- Emil, viste a Missy? - N�o.

- Podes ver no teu acampamento? - Sim, deve estar com as mi�das.

- Est�s bem? - Onde est� ela, pai?

Deve estar aqui algures. Vamos encontr�-la, est� bem?

N�o est� aqui. As minhas filhas tamb�m n�o.

V� nestas casas de banho que eu vejo naquelas.

Est� bem.

- Missy! - Emily?

- Viste uma menina? - N�o vi ningu�m.

Missy?

Vicki.

Encontrei-as.

Onde est� a Missy?

Lamento, Mack, elas n�o a viram.

Missy!

Meu Deus... Missy!

Meu Deus... Por favor, meu Deus.

Precisamos de saber se h� algo diferente daquilo que se recorda,

algo fora do s�tio.

- Disse que ela estava ali. - Sim.

O que � isto?

A joaninha, aquele alfinete.

N�o � da Missy?

N�o � mesmo.

Ou est� num s�tio ou est� noutro. Ou no lago ou na montanha.

- Sim. - Deixa-me ver isto.

Sim, sem d�vida.

Podem dizer-me o que se passa?

Sinto muito, Sr. Phillips.

Parece que h� um tipo que o FBI persegue h� anos.

Acham que ele � respons�vel pelo rapto de cinco meninas.

- Acham que levou a minha Missy? - N�o temos certezas de nada.

Poss�vel suspeito avistado.

Homem numa carrinha perto do bloqueio de Imnaha.

O FBI est� a instalar-se em Joseph. C�mbio.

Digam que chegamos dentro de uma hora.

Sr. Phillips...

V� buscar os seus filhos.

DESAPARECIDA MISSY PHILLIPS

Sr. Phillips, toda a gente aqui se preocupa com a sua Missy.

Estamos a fazer tudo o que podemos para a recuperar s�o e salva.

M�e!

- Est� tudo bem, eu estou aqui. - Desculpa.

- Eu estou aqui. - Desculpa.

Ol�.

Desviei o olhar por um segundo.

- O barco deles voltou-se. - Eu sei.

Mack... Querido, a culpa n�o foi tua.

Sr. Phillips?

Meu senhor...

As equipas encontraram a carrinha nas montanhas.

- Est� bem. - O helic�ptero est� � espera.

Mack, est�s bem?

- Est�s bem? - Estou.

- Pronto. - Temos de ir.

Sim. Sim.

Ol�, Mack. �amos agora jantar.

- Que raio � isto? - O qu�?

Isto � uma piada doentia?

Tu... Tu achas que eu escrevi isto?

Fala na cabana e est� assinado "Pap�".

Quem mais sabe disso?

Mack, eu nunca brincaria com isto.

Onde encontraste isto?

Estava na caixa do correio. Algu�m a p�s l�.

Quem faria algo t�o baixo?

- Ligamos � Pol�cia? - A dizer o qu�?

"Apareceu uma carta na caixa do correio, sem pegadas na neve,

"e talvez esteja assinada por Deus."

N�o havia pegadas?

Esquece.

Mack...

Mack!

Ol�!

Cheg�mos!

- Ol�, pai. - Ol�, campe�o.

Est�s bem?

Sim. S� escorreguei ontem no gelo.

Deixa-me ver.

Estou bem, � s� um galo.

O que � isso?

� uma coisa do trabalho.

- Onde est� a Kate? - Ela j� vem.

Tentei ligar-te esta manh�.

Foi? Devia estar mesmo a dormir.

Pai. Pai?

Posso terminar os deveres em casa da Ally?

J� viste como est� o tempo l� fora?

S�o s� duas ruas.

Fica para a pr�xima.

Ol�, ol�.

O que foi?

S� queria dizer "ol�".

Ol�.

J� posso ir?

Podes.

Como esteve ela com a Arlene?

O mesmo de sempre.

Abre-se um bocadinho, e depois, volta a fechar-se.

Vou lev�-la a casa do meu irm�o, neste fim-de-semana.

Ele conhece um terapeuta que podemos experimentar.

Achei que, se calhar, podias vir connosco.

Tenho a certeza que isso � a �ltima coisa que ela quer.

Acho que � melhor se forem s� voc�s.

Tenho de trocar de roupa e fazer umas coisas na cidade.

- Mack. - Diz.

N�o te esque�as que gostamos um do outro.

E n�o sabe de nada?

- N�o tem selo. - N�o.

Se n�o tem selo, n�o foi entregue por n�s.

J� que aqui est�, quer o seu correio?

Para que precisas da carrinha?

Mack...

V� l�...

Somos amigos h� muito tempo. S� sincero comigo.

� por causa daquele bilhete?

N�o est�s a pensar l� voltar, pois n�o?

Bem...

Falaste com a Nan sobre isto?

N�o, n�o quero transtorn�-la.

Ela mal se aguenta como est�.

J� rezaste?

S� quero a tua carrinha.

Sabes que n�o � boa ideia, n�o sabes?

E se for aquele tipo

e est� a tentar atrair-te l�, seja por que raz�o for?

Ainda n�o sabemos isso.

- Pensaste na outra possibilidade? - Qual?

Achas que � Deus?

Tu � que disseste que n�o havia pegadas na neve.

Se calhar, j� l� estava h� uns dias e eu n�o vi. N�o sei.

� de loucos.

Mas tenho de fazer alguma coisa. Isto � tudo o que tenho.

Est� bem.

Mas vou contigo.

Est� bem, pode ser.

Espero que corra tudo bem com ela.

Sim. Tamb�m espero que corra tudo bem contigo.

- Querido, podes segurar nisto? - Sim.

Obrigada.

Mandas-me mensagem quando chegares?

Ouve.

Sei que est�s a debater-te com qualquer coisa.

E n�o tem mal, se n�o souberes como falar nisso.

� que j� perdemos tanto.

N�o te quero perder tamb�m.

Est� bem?

Tenda,

sacos-cama, comida, lanterna, raquetes de neve...

Caso seja preciso.

E a tua cana?

N�o sabia que �amos pescar.

� melhor fazermos qualquer coisa quando perceberes que fiquei maluco.

Est� bem, vou buscar as minhas coisas.

N�o est�s a pensar l� voltar, pois n�o?

N�o te quero perder tamb�m.

Onde est�s?

Eu estou aqui.

Aparece.

Nem nos deixaste enterrar o corpo dela como deve ser.

Seu cobarde.

Porqu�?

Desculpa. Desculpa.

Desculpa.

Atra�ste-me aqui e agora, n�o tens coragem para aparecer.

Que grande Pap� me sa�ste.

Est� frio aqui, n�o est�?

Acendi a lareira l� dentro, se quiseres aquecer-te.

Anda, Mack.

Sei de algu�m que ia adorar ver-te.

Mackenzie Allen Phillips.

Ora, ora...

Olha para ti.

Conhe�o-a?

N�o muito bem, mas n�o � nada que n�o se resolva.

Esperava ansiosamente por isto,

por finalmente ver-te frente-a-frente.

D�s-me o teu casaco?

E essa arma.

N�o queremos que ningu�m se magoe, pois n�o?

Eu percebo, � confuso.

Todos percebemos.

E far�s isto como quiseres e quando quiseres.

Que tal as apresenta��es?

Eu sou a Elousia.

Tenho muitos nomes, mas esse � um dos meus preferidos.

Ou se quiseres, podes chamar-me como chama a Nan.

- Conhece a Nan? - Se conhe�o.

Muito bem.

- Est� a dizer que �... - Eu sou.

- O "eu sou"? - Sim, eu sou.

Quem diria? J� cito as escrituras.

J� conheceste o meu filho.

� um prazer ver-te, Mack.

O seu filho? Claro.

E eu sou a Sarayu.

Sarah qu�?

Sarayu. Significa "um golpe de ar".

Pois.

Ent�o...

qual de voc�s �...

Sou eu.

E n�o imaginas como te amo.

Est� tudo bem, querido.

Deixa-te ir.

Todos coleccion�mos coisas a que damos valor, n�o �?

Eu colecciono l�grimas.

Est� bem.

� bom conhecer-vos.

Eu volto j�.

Porque � que eu tinha de acordar?

Deixaste cair isto.

Tu escreveste isto?

Fic�mos muito contentes por aceitares o nosso convite.

Isto � de loucos.

O que fa�o eu aqui?

O que devo fazer?

N�o deves fazer nada.

�s livre para fazeres o que quiseres.

Podes ir pescar.

Ou fazer uma caminhada.

Ou ajudar a Sarayu no jardim.

Ou podes falar com o Pap� na cozinha.

A escolha � tua.

Sei que isto � avassalador,

mas vais ficar bem, Mack.

Estou a terminar um projecto na oficina, se quiseres aparecer.

Est� bem.

Lembras-te deste cheiro?

Ma Griffe.

O perfume da tua m�e.

Ela adora-te mais do que tu imaginas.

- Eu estou morto? - Sentes-te morto?

Sabia que eu vinha c�, n�o sabia?

Claro que sabia.

Eu era livre de n�o vir?

N�o me interessam os presos.

�s livre de sair porta fora agora mesmo.

Porque me trouxe aqui?

Porque foi aqui que ficaste preso.

Tem um vestido.

Desculpa?

Sempre a imaginei... com uma barba branca.

Acho que isso � o Pai Natal.

Depois daquilo por que passaste,

achei que n�o ias aguentar um pai neste momento.

V�, faz qualquer coisa.

Empurra para fora.

Enrola para dentro.

Roda.

� s� isso.

Sei a grande dist�ncia que h� entre n�s, Mack.

Podes n�o acreditar,

mas gosto especialmente de ti.

Quero sarar essa ferida

que tens a� dentro e entre n�s.

N�o h� uma solu��o simples para acabar com o teu sofrimento.

Nenhuma solu��o imediata que seja duradoura.

A vida exige um pouco de tempo e muita afinidade.

Afinidade?

� Deus Todo-Poderoso, certo?

Sabe tudo.

Est� em todo o lado, a toda a hora.

E tem poder ilimitado.

E, no entanto,

deixou a minha menina morrer.

Quando ela mais precisava de si,

abandonou-a.

Eu nunca a deixei.

Se � quem diz ser,

onde estava quando eu precisei de si?

Filho...

Quando s� v�s a tua dor, deixas de me ver.

N�o fale atrav�s de enigmas.

Como pode dizer que me vai ajudar

quando n�o a conseguiu ajudar?

Por sua causa,

ela desapareceu.

A menos que consiga mudar isso,

eu nunca serei livre.

A verdade liberta toda a gente, Mackenzie.

E a verdade tem um nome.

Ele est� agora na oficina coberto de serradura.

A verdade?

Eu conhe�o essa hist�ria.

Tamb�m o abandonou.

Parece que tem o p�ssimo h�bito

de voltar as costas �queles que supostamente ama.

N�o sou quem tu pensas.

Ele mesmo o disse.

"Meu Deus, porque me abandonaste?"

N�o, Mack.

Percebeste mal o mist�rio.

Nunca penses que o que o meu filho escolheu fazer,

n�o nos custou imenso aos dois.

O amor deixa sempre uma marca.

N�s est�vamos l� juntos.

Eu nunca o deixei. Nunca te deixei a ti e nunca deixei a Missy.

Ele � lindo, n�o �?

Foi criado para voar.

Tu, por outro lado,

foste criado para ser amado.

Viver sem ser amado � como...

... cortar as asas a um p�ssaro.

O sofrimento faz-nos isso.

Se n�o for resolvido, esqueces-te daquilo para que foste criado.

N�o � algo que queira para ti.

� por isso que est�s aqui, Mackenzie.

Est�s aqui para aprender a voar.

O jantar est� quase pronto.

Ent�o, agora o Josh tem namorada?

Refere-se � Ally?

Eu gosto dela.

Eu tamb�m. Gosto especialmente do riso dela.

- Ela � gira. - Sim.

Ele ainda tem dificuldade em acreditar que isto � real.

Acha?

Como est� a Kate?

N�s...

N�s �ramos chegados, mas...

Meu Deus...

- Desculpe, n�o queria... - N�o faz mal.

Fui eu que fiz.

E est� bom.

Foi a melhor refei��o que j� tive, de sempre.

A sonhar ou acordado.

Obrigada.

Deixem-me fazer uma pergunta.

Tenho-vos falado muito do Josh, da Kate e da Nan,

mas se voc�s existem,

n�o sabem j� tudo o que vou dizer antes de o dizer?

Sim, mas...

... escolhemos ouvir tudo o que tens para dizer

como se fosse a primeira vez.

Adoramos conhecer os teus filhos pelos teus olhos.

Eu lavo e tu limpas?

Eu trato disso. Porque n�o mostras os teus trabalhos ao Mack?

Queres ir ver?

Est� bem.

Olha esta.

Incr�vel.

J� percebi que est�o todos ligados.

Mas sinto-me mais � vontade ao p� de ti.

Provavelmente porque sou humano.

Mas tamb�m �s Deus, certo?

Sou a melhor maneira de qualquer humano

se relacionar com o Pap� e a Sarayu.

Quem me v� a mim, v�-as a elas.

S�o todos t�o diferentes.

A Elousia n�o � de todo o que eu esperava.

E a Sarayu... Bem...

A Sarayu � criatividade, ac��o.

O sopro de vida.

Ela � o meu esp�rito.

Deve existir amor numa rela��o, Mack.

� tudo o que queremos de ti.

Mesmo que n�o o vejas.

Tu est�s no centro do nosso amor e prop�sito.

Por mais bonito que tudo isto seja,

n�o � nada comparado com a maneira como te vemos.

Da �ltima vez que olhei assim para as estrelas,

ela estava deitada ao meu lado.

Eu sei.

Sim!

B�BLIA SAGRADA

Boa noite, Mack.

Pai!

Pai!

Missy!

Pai!

Pai!

Bom dia, Mack.

Gostas de Neil Young?

Eu gosto especialmente dele.

Que tal dormiste, querido?

Dormi bem.

Sabes... Os sonhos s�o importantes.

Podem ser a maneira de abrir uma janela,

e deixar sair o ar mau.

H� algu�m de quem n�o goste especialmente?

N�o encontrei ningu�m.

Eu sou assim.

N�o se zanga com eles?

Claro. Que pai n�o se zanga?

� quando vem a parte da sua ira, n�o �?

- Da minha qu�? - A sua ira.

- Perdeste-me. - V� l�.

Todos sabem que castiga aqueles que a desiludem.

N�o preciso de castigar as pessoas. O pecado � o seu pr�prio castigo.

Por mais dif�cil que seja para ti aceitares isto,

eu estou no meio de tudo o que tu consideras uma confus�o,

a trabalhar para teu bem.

� isso que eu fa�o.

Como pode dizer isso,

com toda a dor e sofrimento que h� no mundo?

Que bem pode vir de uma menina ser assassinada por um monstro doentio?

Pode n�o causar essas coisas, mas n�o as trava.

Mackenzie, est�s a tentar tirar sentido do teu mundo

com base numa imagem muito incompleta.

� como olhar pelo orif�cio da tua dor.

A verdadeira falha subjacente na tua vida,

� que tu n�o achas que eu seja boa.

Eu sou!

E se me conhecesses e soubesses como te amo,

ent�o at� mesmo quando n�o entendes,

irias saber que estou a trabalhar na tua vida para o bem.

E a�, irias confiar em mim.

Confiar em si? Porque faria isso?

A minha filha morreu.

N�o pode dizer nada que justifique o que lhe aconteceu.

Est�s � procura da sa�da?

Se est�s � procura da tua carrinha, est� naquele sentido,

depois das �rvores.

Mas talvez precises disto.

Obrigado.

S� para que fique claro,

n�o estamos a justificar nada.

Queremos que sares, se nos deixares.

Antes de ires,

gostava que me ajudasses com uma coisa no jardim,

antes da celebra��o de amanh�.

Que celebra��o?

Se quiseres saber, vais ficar por aqui.

Bem, isto �... selvagem.

N�o � essa a palavra que tens na cabe�a.

- Est� bem. Isto � uma confus�o. - �, n�o �?

T�o bonito.

H� algo muito especial que eu quero plantar aqui amanh�.

Para preparar a terra,

temos de tirar as ra�zes todas

ou elas voltam e estragam a nova planta.

Mas isto � espectacular.

Podes come�ar a�.

Est� bem.

Cuidado.

Essa � fatal.

- O que faz aqui, se � venenosa? - Assumes que o veneno � mau.

Sozinha,

a seiva deste ramo matava-te.

Mas se a juntarmos ao n�ctar desta flor,

de repente, cont�m incr�veis propriedades regenerativas.

Deixa-me perguntar-te.

At� que ponto est�s confiante na tua capacidade de discernir

o bem do mal?

Por norma, � �bvio.

Qual � a tua base para algo ser bom?

Se me trouxer benef�cios a mim,

ou �s pessoas de quem gosto.

E o mal?

Se for prejudicial.

Se fizer mal a algu�m de quem gosto.

Ent�o, basicamente, tu �s o juiz?

Sim, � capaz.

Alguma vez te enganaste?

Ou mudaste de opini�o com o tempo?

Claro.

E h� milh�es como tu.

Cada um a determinar o que considera

ser bom ou mau.

Quando o teu bom entra em confronto com o mau do teu vizinho,

iniciam-se discuss�es,

rebentam guerras,

porque todos insistem em fazer de Deus.

N�o foram feitos para fazer nada disso.

Sozinhos.

Isto era sempre para ser uma conversa entre amigos.

O que achas?

Ainda est� uma confus�o.

Sim, est�, Mack.

Selvagem, maravilhoso e perfeitamente em processo.

Esta confus�o �s tu.

Ent�o...

Decidiste ficar.

Estou a pensar nisso.

A Sarayu consegue ser muito persuasiva.

Se ao menos fosse inteligente para perceber o que ela disse.

Se te apetecer andar,

quero mostrar-te uma coisa no outro lado do lago.

S� tenho de terminar isto e vou l� ter contigo.

Se quiseres, podes ir no barco.

Deixei l� a minha cana de pesca, se te sentires com sorte.

Pai!

Pai!

- N�o, n�o... - Mack.

Mack, est� tudo bem.

Porque me fazem isto?

N�o sou eu.

Tu disseste-me para vir at� aqui.

Mack, isto acontece dentro de ti.

Est�s a deixar que isto te consuma e n�o tens de o fazer.

N�o, n�o...

Respira fundo e ouve a minha voz.

N�o olhes para a�, olha para mim.

Missy!

N�o penses no passado, n�o penses na dor.

Olha para mim.

Vai ficar tudo bem.

Olha para mim!

Confia em mim. Nada disto te pode magoar.

Continua a olhar para mim. Respira.

Muito bem, Mack.

Eu n�o vou a lado nenhum.

Agora, vamos tirar-te deste barco.

- O qu�? - Tu ouviste.

Isto n�o tem piada.

N�o estou a brincar.

Tu consegues.

- N�o consigo. - Sozinho, n�o.

- Vou afundar-me. - N�o, Mack.

Est�s a imaginar um futuro sem mim e esse futuro n�o existe.

Prometo estar sempre ao teu lado, est� bem? Eu estou aqui.

V� l�.

Est� bem.

Vamos l�.

Isto � de loucos.

E agora?

Come�a a andar.

Est� bem.

Boa.

- Como te sentes? - Ainda estou incr�dulo.

Parece que temos companhia.

Olha para isto...

Est�s a v�-lo?

Que bonito!

Deve ter mais de meio metro. H� semanas que o tento apanhar.

Porque n�o o ordenas a morder o teu anzol?

E que piada tem isso?

Sabes...

Tu n�o te adequas �s coisas religiosas que me ensinaram.

A religi�o...

A religi�o d� demasiado trabalho.

Eu n�o quero escravos.

Quero amigos e fam�lia com quem partilhar a vida.

E seguir as regras

e trabalhar para ser um bom crist�o?

Pensa bem, Mack.

N�o sou propriamente aquilo a que chamas crist�o, pois n�o?

N�o, acho que n�o.

N�o me importa que nome lhe d�s.

S� quero que as pessoas mudem ao conhecer o Pap�,

que sintam o que � ser realmente amado.

Acho que nunca senti isso.

Cal�a-te. Eu mostro-te como faz�-lo.

Segue o caminho at� ao fim e depois,

continua.

N�o vens?

Este � um caminho que s� tu podes percorrer.

- Disseste que ias estar comigo. - E fui sincero.

Confia em mim.

N�o te esque�as do que aprendeste.

Vou ficar aqui � tua espera.

Continua...

Sim?

Est� aqui algu�m?

Desculpa, eu...

Quem �s tu?

Sou a sabedoria.

Compreendes porque est�s aqui?

Nem por isso, mas j� me estou a habituar a isso.

Hoje � um dia importante,

com consequ�ncias importantes.

Vieste aqui para o julgamento.

Julgamento? Eles disseram que eu n�o estava morto.

E n�o est�s.

Ent�o, o que � isto?

N�o acreditas que Deus seja bom?

A Missy � filha d'Ele?

- Claro que �. - Ent�o, n�o.

Acho que Deus n�o gosta muito dos seus filhos.

Se � nisso que acreditas...

Anda, senta-te.

Podes julgar-me da�.

Julgar-te?

Tens algo a confessar?

Tu sabes o que fiz.

Sim, mas n�o �s tu que est�s a ser julgado.

Hoje, tu �s o juiz.

- O qu�? - Porque est�s surpreendido?

Passaste a tua vida inteira a julgar tudo e todos,

as suas ac��es e motivos,

como se as pudesses conhecer.

Fazes julgamentos precipitados s� pela cor de pele de uma pessoa,

da sua roupa, da sua linguagem corporal.

Para todos os efeitos, �s um perito experiente, Mackenzie.

Senta-te.

Muito bem.

Ent�o, quem vou julgar?

Deve haver uns quantos respons�veis pela dor e sofrimento neste mundo.

E os ego�stas?

Os avarentos? Aqueles que magoam outros?

Assassinos, traficantes,

terroristas?

Culpados?

Sim.

E homens que batem nas mulheres?

- Deixa-me em paz. - Anda c�. O que disseste?

Ou pais que batem nos filhos para aliviar o seu pr�prio sofrimento?

N�o quero fazer isto.

Aquele homem deve ser julgado?

Sim.

E tu vais ficar de bico calado!

E este rapaz?

- O que tem? - Achas que deve ser julgado?

- � um mi�do. - Mas j� o julgaste.

Aquele rapaz � o teu pai.

Sim, senhor.

E agora...

Que tal o homem que ataca meninas inocentes?

Pai!

Pai!

Pronto, j� chega.

Aquele homem � culpado?

- Iria conden�-lo ao Inferno. - E o pai dele?

O homem que o transformou neste monstro anormal?

- Tamb�m o condeno. - Como podes parar a�?

O legado da fragilidade n�o vai at� Ad�o?

E Deus? N�o � Ele respons�vel?

Ele p�s tudo isto em marcha.

Principalmente, se sabia o resultado final.

Queres que eu o diga?

Sem d�vida.

Deus tem culpa.

Bem, se te � assim t�o f�cil julgar Deus,

tens de escolher um dos teus filhos para passar a eternidade no C�u.

O outro ir� para o Inferno.

N�o consigo...

N�o consegues? S� te pe�o que fa�as algo que acreditas que Deus faz.

Ent�o, quem vai para o Inferno?

Podes escolher a Kate.

Ela disse coisas muito ofensivas.

Ela ignora-te.

J� nem sabes se ela te ama.

Ou podes escolher o Josh.

Ele tem sido desobediente.

Sai de casa �s escondidas, mente-te.

N�o sabias?

Mackenzie, escolhe.

N�o quero fazer mais isto.

- N�o consigo fazer isto. - Isto o qu�?

N�o consigo. N�o o farei.

Deves faz�-lo.

- Isto n�o � um jogo. - Tens de o fazer.

- Isto n�o � justo. - Deves faz�-lo.

N�o � justo.

N�o consigo.

Leva-me a mim.

Vou eu em vez deles.

Eu vou no lugar deles.

Leva-me a mim.

Eu vou no lugar deles. Deixa os meus filhos em paz e leva-me.

Mackenzie...

Julgaste os teus filhos merecedores de amor.

Mesmo que isso te custe tudo.

Agora, j� sabes como � o cora��o do Pap�.

N�o compreendo � como Deus pode amar a Missy

e faz�-la passar por tanto mal.

Ela era inocente.

Eu sei.

Ele usou-a para me castigar?

� que isso n�o � justo.

Ela n�o merecia isto.

A minha mulher e os meus filhos n�o o mereciam.

Eu, talvez, porque eu...

O teu Deus � assim, Mackenzie?

N�o admira que te afogues em grande tristeza.

Deus n�o � assim.

- Isto n�o foi obra de Deus. - Ele n�o o travou.

Ele n�o trava muitas coisas que lhe causam sofrimento.

O que aconteceu � Missy, foi obra do mal.

E ningu�m no teu mundo est� imune a isso.

Queres a promessa de uma vida sem dor.

Sim.

Sim.

Isso n�o existe.

Enquanto houver outra vontade neste universo,

livre de n�o seguir Deus,

o mal arranja maneira de entrar.

Tem de haver uma maneira melhor.

E h�.

Mas a maneira melhor envolve confian�a.

J� n�o quero ser o juiz.

Missy.

Ela n�o te consegue ouvir.

Ela consegue ver-me?

N�o.

Mas ela sabe que est�s aqui.

- Ela est� bem? - Melhor do que tu imaginas.

Missy!

Ela perdoa-me?

Pelo qu�?

N�o a consegui salvar, n�o a consegui encontrar a tempo.

A Missy n�o acha isso.

Nem a Nan ou o Pap�.

� altura de esqueceres isso.

Que tal foi?

Horr�vel.

E maravilhoso.

Estou muito orgulhoso de ti, meu amigo.

Obrigado por me deixares v�-la.

A ideia n�o foi minha.

Isto funciona sempre melhor quando o fazemos juntos, n�o achas?

Deus tem tempo para apanhar sol?

Querido, nem imaginas tudo o que estou a fazer agora.

Pap�...

Sim, Mackenzie?

Fui muito duro consigo.

Desculpe.

- Eu n�o fazia ideia. - N�o faz mal.

J� est� no passado, onde deve ficar.

Talvez possamos come�ar a crescer juntos sem isso.

Eu ia gostar disso.

Obrigado por me deixar ver a Missy.

O prazer foi todo meu.

Nem consigo descrever a alegria que senti ao ver-vos juntos.

A Missy � uma menina especial.

Sim.

Agora j� percebes.

Posso fazer um bem incr�vel, a partir de trag�dias indescrit�veis.

Mas isso n�o significa que eu orquestre as trag�dias.

Depois de tudo o que sentia por si no meu cora��o,

porque nunca deixou de trabalhar em mim?

Porque � isso que o amor faz.

N�o percebo nada de rela��es, n�o �?

Continua a gostar de mim � mesma.

Homens...

�s vezes, s�o t�o idiotas...

Ouvi Deus chamar-me idiota?

Se a carapu�a te serve, ent�o...

Se a carapu�a te serve...

Prepara-te, Mack. Temos uma grande noite pela frente.

Algu�m me diz onde vamos?

Olha � tua volta, Mackenzie.

N�o te esque�as de desfrutar da viagem.

Cheg�mos.

� isto?

Para os teus olhos.

S� por hoje,

gost�vamos que tivesses um vislumbre do que n�s vemos.

Est� bem.

Que coisas s�o aquelas?

N�o s�o coisas.

S�o pessoas.

S�o os filhos do Pap�, de todas as l�nguas, tribos e na��es.

O que tu chamas personalidade e emo��o,

n�s vemos como cor e luz.

O que se passa com aquele?

Porque est� focado em n�s?

Est� focado em ti.

�...

Pai.

Mack, pe�o imensa desculpa, por tudo.

Eu estava cego e n�o te conseguia ver.

N�o conseguia ver ningu�m.

Eu sei.

Eu sei

Eu tinha medo.

Eu n�o sabia o que fazer.

Filho, eu perdoo-te.

Tornaste-te no pai que eu nunca consegui ser.

Estou muito orgulhoso de ti.

�s capaz de me perdoar?

Voltaremos a ver-nos, filho.

Vamos para casa.

Mack.

Acorda.

Est� na hora de irmos.

Pap�?

Bom dia, filho.

- Est� a meter-se comigo, n�o �? - Sempre.

Para o que temos de fazer hoje,

vais precisar de um pai.

Onde vamos?

Estamos quase l�.

Viemos aqui fazer algo

que vai ser muito doloroso para ti.

- Por favor, n�o. - Filho...

Estamos num caminho de cura para fechar esta parte da tua jornada.

Quer que eu o perdoe?

Ele matou a minha filha.

Quero que ele sofra como me fez sofrer.

Quero que o fa�a sofrer.

Eu sei que sim.

Mas ele tamb�m � meu filho. E quero redimi-lo.

Redimi-lo?

Ele devia arder no Inferno!

Voltas a ser tu o juiz, �?

E deixa que ele se safe assim?

Ningu�m se safa de nada.

Tudo tem consequ�ncias.

- O que ele fez... - Foi horr�vel.

N�o pe�o que o desculpes pelo que fez.

Pe�o-te que confies em mim para tomar a atitude certa

e para saber o que � melhor. - E depois?

O perd�o n�o estabelece uma rela��o.

� s� para largares a garganta dele.

Mack, a dor que sentes est� a devorar-te,

rouba-te a alegria e paralisa a tua capacidade de amar.

N�o consigo.

N�o est�s preso por n�o conseguires.

Est�s preso porque n�o queres.

N�o tens de fazer isto sozinho.

Eu estou aqui contigo.

N�o sei como o fazer.

Diz em voz alta.

Eu...

Eu perdoo...

Eu perdoo-te.

Mackenzie, �s um amor.

Ainda estou zangado.

Claro que est�s. Ningu�m esquece tudo de uma vez.

Talvez tenhas de o repetir mil vezes at� ficar mais f�cil.

Mas vai ficar.

Vamos.

Vamos levar a Missy para casa.

Eu perdoo-te.

Eu perdoo-te.

Eu perdoo-te.

Eu trouxe-te para casa.

Por favor, por favor...

N�o sei onde vais Mas vou ter contigo

N�o te posso culpar por partires Mas n�o � justo

E quando n�o sei o que cantar

Vou cantar sobre ti

N�o sei o que vou fazer Agora que n�o est�s aqui

N�o sei como amar N�o sei como sentir

Quando n�o quiser acreditar

Vou acreditar em ti

Vou acreditar em ti

Vou acreditar em ti

Faz bem a um corpo deixar fluir as �guas que curam.

S�o as tuas l�grimas, Mackenzie.

Andamos a recolh�-las h� muito tempo.

Vou lembrar-me de ti

Vais lembrar-te de mim?

� tudo o que posso fazer

Para a ter aqui comigo

Vou lembrar-me de ti

Vais lembrar-te de mim?

Quando n�o sei o que pensar

Vou pensar em ti

- Toma. - Obrigado.

Mackenzie, queremos que penses numa coisa.

Podes ficar aqui connosco

ou voltar para casa, para a Nan e os teus filhos.

Seja como for, prometemos estar sempre contigo.

E a Missy?

Se ficares, estaremos com ela hoje � tarde.

Se fores, deixa-la para tr�s. Mas s� por agora.

O que � que ela quer?

Ela ia adorar ver-te hoje.

Mas est� num s�tio onde a impaci�ncia n�o existe,

por isso, n�o se importa de esperar.

Ter estado aqui foi impressionante.

Em casa, tenho de trabalhar,

tenho de tentar ser uma boa pessoa,

amar a minha fam�lia...

N�o sei.

O que eu fa�o, importa mesmo?

Sem d�vida.

Mack, tu �s importante, tal como tudo o que fazes.

Sempre que amas, Mack, ou perdoas,

a cada acto de bondade,

o universo muda, para melhor.

Se qualquer coisa importa, ent�o, tudo importa.

Sendo assim, quero ir para casa.

Bem...

Podemos pedir-te um favor quando fores?

Claro.

A Kate precisa de ti.

Ela culpa-se pela morte da Missy.

Tiveste de lidar com a tua culpa.

Mas j� n�o tens de te sentir culpado.

Quando eu voltar,

ainda vos quero na minha vida.

- Eu estive sempre. - Eu estou sempre.

Eu estarei sempre.

Ainda bem.

Porque fiquei a gostar especialmente de voc�s.

Adoro-te, Mack.

Mack.

Mack.

Ol�.

Mack.

Ol�. Ol�, amigo.

Acordaste.

Onde estou?

Est�s no hospital.

Onde est� o Pap�?

- Vou chamar o m�dico e a fam�lia. - Obrigado.

Willie...

Ela estava l�.

Quem, Mack? Onde?

Tenho de falar com a Kate.

- V�, tem calma. - E com a Nan e com o Josh.

Tenho de lhes contar.

Eles est�o aqui. A enfermeira foi busc�-los ao refeit�rio.

O que aconteceu?

Chocaste com um cami�o de 40 toneladas.

Ontem � noite?

N�o, na sexta. Depois de me roubares a carrinha.

Isso � imposs�vel.

Eu passei o fim-de-semana na cabana.

Mack, n�o chegaste a ir.

Cheguei sim. Eu fui l�.

- Eu estive l�. - � muita coisa para assimilar.

Eu conheci Deus.

O Pap� mandou dizer que gosta especialmente de ti.

- Mack? - Descansa.

Ol�.

Est� tudo bem.

Pe�o desculpa, por tudo.

Est� tudo bem, falamos depois. Agora precisas de descansar.

Tenho tanto para te contar sobre...

... o lago,

o Pap�...

... e a Missy.

Ela estava l�, eu vi-a.

Est� tudo bem.

Ela est� �ptima.

Ela est� feliz.

Ela est� linda.

Ela est� t�o linda.

Ol�, campe�o.

Ol�, querido.

Tu �s forte.

Obrigado.

Deixem-me falar a s�s com a Kate.

- Claro. - Obrigado.

Ol�.

Sei que ultimamente as coisas entre n�s n�o t�m estado muito bem.

Eu estava t�o perdido na minha tristeza

que n�o te consegui ajudar na tua.

Pe�o imensa desculpa.

Kate...

Nada disto � tua culpa.

Eu...

Eu nunca me devia ter posto de p� no barco.

Olha para mim.

N�o penses no passado.

Vai ficar tudo bem.

Sei como � carregar o que tu tens carregado.

E s� agora come�o a aprender...

a deixar-me ir.

Espero que isto seja algo que possamos aprender a fazer juntos.

N�o importa aquilo por que passas,

nunca tens de o fazer sozinha.

Amo-te muito.

Tamb�m te amo, pai.

Amo-te tanto, Kate.

Nessa tarde, Mack contou tudo � Nan.

Eu acredito em ti.

Nas semanas seguintes, Mack melhorou rapidamente.

O nosso Deus � um Deus maravilhoso

Ele reina nos C�us

Com sabedoria Poder e amor

Decerto h� quem se interrogue

se aconteceu tudo da maneira que Mack recorda.

Ou se aconteceu de todo.

V�o ter de decidir por voc�s, penso eu.

Mas as mudan�as que vejo todos os dias no meu amigo,

s�o prova suficiente para mim.

- Toma. - O Willie diz que h� percas.

D�-me 10 d�lares se trouxer uma com mais de dois quilos.

Isso � dinheiro f�cil.

- Trazes uma cana para mim? - Escolhe a que quiseres.

Tamb�m tenho uma para ti, se te sentires com sorte.

Eu alinho.

A Grande Tristeza acabou.

Mack vive quase todos os dias com uma profunda sensa��o de alegria.

Ele ama mais do que os outros.

� r�pido a perdoar.

E ainda mais r�pido a pedir perd�o.

Pai!

Voltou novamente a ser crian�a.

Boa!

Ou talvez, a crian�a que nunca o deixaram ser,

vivendo apenas com confian�a e admira��o.

E n�o me admirava se, de vez em quando,

o Mack tirasse os sapatos

s� para ver se...

Bem... Voc�s perceberam.

Transcritas por: guardiao

Realiza��o

Argumento

Baseado na obra de

Produ��o

Tradu��o e Legendagem M�nica Moreira

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