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Original subtitles

Notícia de última hora. O criminoso internacional Liam McCaffrey

morreu ontem à noite na prisão, aos 76 anos.

CRIMINOSO MORRE NA PRISÃO

McCaffrey, sem descendentes conhecidos, geriu um império global de assassinatos,

extorsão e roubo ao longo de décadas.

Com um passado militar, McCaffrey recrutou...

NOVA IORQUE

Senhora.

O pacote está no quarto 556.

Preciso que o protejas agora.

Terás um cartão de acesso colado debaixo do balcão.

Já o tenho.

Evita o átrio. Há demasiadas câmaras.

Onde estás?

Temos menos de uma hora.

- Vais chegar atrasado? - Eu estarei lá.

Estou a ver o pacote.

Abre-o.

Tens a certeza? Não esperava fazer isto sozinha.

Meu Deus.

O que achas?

Escalaste um edifício?

Quê, achaste que me ia atrasar para o encontro?

Isso é muito impressionante. Alguém está a melhorar.

Se achas que declarações absurdamente românticas me vão fazer esquecer

que estiveste ausente toda a semana...

... talvez tenhas razão.

Gostas?

É lin... O quê?

Sim.

É muito habilidoso com as mãos, Sr. Morgan.

Pode crer, Sra. Morgan.

Ignora.

É noite de saída. Que foi?

O Max vomitou, foi isso.

- Meu... - Bem, és o responsável. Acontece.

Tens de limpar. O que tinha?

- Gatorade, Cheerios, cenouras... - Meu...

- ... acho. - Sujou o sofá novo?

Um pouquinho.

É cor-de-rosa.

Muito bem, faz o seguinte.

Dá-lhe uma colher de vinagre de maçã numa chávena de água morna.

Aos poucos, não de uma vez.

E estaremos em casa daqui a uma hora.

Trinta minutos? Vinte?

Nós já vamos.

- Temos de tratar do Max. - Sim. Ele nunca adoece.

Vamos. Vá lá.

- Voltaremos. Noutra altura. - Sim.

- É o quarto onde fizemos o Max. - Sim, foi neste.

- Foi. Sim. Olá! - Foi tão divertido!

PLANO DE FAMÍLIA 2

Sobrecarregas-me com as tuas perguntas

Queres que eu não minta

- Kyle, sabes que adoras. - Vá lá!

- Não. - Canta!

- Vá lá, Kyle! - Dizes-me que não falo o suficiente

Mas, quando falo, sou um tolo

Neste tempo que passou, percebi...

- Kyle! - Vá lá, Kyle!

- Vá lá. Sabes a letra. - Nem pensar.

- As coisas que dizes - Não.

Para. Vá lá.

- Não o vou fazer. - As coisas que dizes

És inacreditável!

- Olá! Feliz Dia de Ação de Graças! - Mãe!

Fiz as batatas-doces.

Olá, pai!

Viste aquilo?

- Foi extraordinário. - Vá lá. Vai, vai, vai!

Kyle. Posso preparar-te um Negroni?

- O que é um Negroni? - Não.

Que tal ires buscar mais gelo à arca?

- Gelo parece-me bem. - O que achas, Mup-Mup?

Prova.

- Gelo? - Sim. Sim, obrigada. Põe aí.

Mais gin.

Porque é que estou na mesa das crianças?

Melhor sorte para o ano.

- Traz cerveja! - Deixa a tua irmã aqui.

Ele quer a filha favorita ao seu lado.

Não posso evitar ser a única rapariga numa família de rapazes idiotas.

Vejam quem está aqui!

Ao vivo, diretamente de Londres, onde está a estudar, a Mna. Nina Morgan.

Nina!

Olá a todos! Tenho saudades. Desculpem não estar aí.

Outra filha favorita.

O Dia de Ação de Graças não é muito popular cá, mas tenho uma sandes de peru.

Pelo menos tens peru. O avô tem comido todo o peru, aqui.

Nina. Como vai o jornalismo?

Ouvi dizer que aquele homem sobre o qual escreveste um artigo,

aquele por detrás da confusão em Las Vegas,

morreu na prisão na semana passada.

Sim, eu soube, avô.

Lembram-se do ano em que ninguém comeu peru

porque vocês, idiotas, tentaram fritá-lo e incendiaram a garagem?

Sim.

Desculpa pelo que o meu pai disse.

Tudo bem.

- Ele tentou matar-nos, Jess. - Não deixava de ser teu pai.

É normal sentires o que quer que sintas. Está bem?

Obrigado.

Max.

Passas-me à mãe?

- Calma, Usain Bolt. - Passas?

- Por favor? - É a minha vez com a Nina.

- Muito obrigada. - Pronto.

- Queres ver a Mup-Mup? - Nem por isso.

Vá lá. Não gostas quando ela tira a dentadura

e te dá beijos?

Olá. Como estás? Como vai a equipa?

Ótima. Sim, queremos repetir o feito no campeonato estadual.

Aliás, surgiu uma proposta.

- Conta. - Chefe da equipa da Universidade do Ohio.

A sério?

- Sim! Sim! - A sério?

Incrível. É uma faculdade da primeira divisão.

- Sim, eu sei. - É óbvio...

- Vais aceitar, certo? - Ainda não decidi.

Ainda nem falei com o teu pai.

- Mãe. - É...

Significa mudarmo-nos para o Ohio, Nina. Não está nos planos.

Sabes o que o teu pai acha de Buffalo.

Além disso, é um trabalho muito importante.

Lidar com diretores desportivos, atletas de elite,

angariações de fundos, ex-alunos... Quem sou eu para assumir isso?

Não, mãe. Não faças isso, está bem?

Podes ter sucesso na tua profissão.

Eu sei. Só acho que, às vezes, isso tem um custo para nós.

Sabes, para a nossa família.

Chega de falar de mim.

Já decidiste quando vens passar o Natal?

Sim.

Quanto a isso.

Não. Jess, os Morgans juntam-se sempre no Natal.

Isso não é negociável.

Ela teria de fazer um voo internacional de ida e volta, Dan.

Para quê? Um par de dias antes de regressar às aulas?

E sabes que ela já se está a passar com a pegada de carbono.

- Por favor. - Kyle,

consegues imaginar o Natal sem a Nina?

- Sim. - Obrigado. És uma grande ajuda.

Dan. Ela tem 20 anos.

Tenho a minha cena das amigas. Vemo-nos mais tarde. Está bem?

- Amo-vos. - Ela tem de vir a casa.

Depois vê-se.

Muito bem, tenho uma cena, por isso...

Aonde vais? Não. Não vais a lado nenhum.

Continuas de castigo.

Não podes estar a falar a sério.

Apagaste os registos de notas de todo o liceu Taft.

Sim, e? Foi uma brincadeira de finalistas.

Quase foste preso.

Jogar é uma coisa. Hackear é ilegal.

Bem, tenho 18 anos, e já não és meu tutor legal,

por isso, já não me podes castigar.

Certo. Certo, mas sou o dono da casa onde moras.

Pago-te a comida, a Internet, as tuas outras merdas.

Não vais a lado nenhum.

Tens de tratar da candidatura à faculdade.

- Vou tratar da candidatura. - Sim, foi o que pensei.

Que se passa por aqui, meu?

É Natal.

- Queres que a Nina venha a casa? - Sim.

- Bom dia. - Bom dia, chefe.

Issa, achas que viajo demais a trabalho?

A Jessica disse alguma coisa?

Bem, não sei. Talvez. Mas está a construir o seu negócio, certo?

Foi o que eu disse. E é verdade.

Mas já nunca estamos juntos em família.

É como se fôssemos dois barcos que se cruzam à noite.

- Alguma oferta internacional recente? - Sim.

Temos uma startup tecnológica em Oslo. Querem que testemos a sua segurança.

Não. Muito bem, centro de distribuição da FedEx na Cidade do México...

E no Reino Unido?

Um banco contactou-nos de Londres na semana passada.

BANCO CADOGAN

Muito bem. Assim está melhor.

Pronto, a equipa que inicie os preparativos.

Certo. Eu trato disso.

AJUDAMO-LO A PROSPERAR

A operação Natal da Família Morgan está confirmada.

Natal em Londres?

Sim, pensa nisso.

Faço um trabalho e passa a despesa de negócios.

Fica tudo pago.

Não é às 5 e às 7 horas.

É sempre às 10 e às 14 horas, ou perdes o direito de conduzir.

Está bem. Para de me tratar como um miúdo. Passei no teste.

Não quero ir. Estou ocupado.

No Natal? Com o quê?

Vai haver um torneio.

Além disso, não preciso de voar 4800 km para ser preterido pela filha querida.

Que conversa é essa?

Não fazemos distinções.

- Chegaste primeiro, vai. - Mas está a fazer sinal.

É o sinal internacional para "avançar".

Qual é o sinal internacional para parar de dar ordens?

Dan, Londres é muito longe, e o Max nunca andou de avião.

Alguma vez terá de andar. Espera, estou confuso.

Não queres passar o Natal em Londres?

Pensei que ficarias radiante.

Não, só acho que devíamos desfrutar do Natal na nossa casa.

Quem sabe quantos mais teremos?

Sim, é essa a questão.

Em breve, a Nina e o Kyle vão ter as suas famílias.

Eu vou continuar a explorar mais uma década.

- Por favor. - Que nojo.

Vai para a faixa certa, Hef.

Olha, só quero que estejamos juntos em família. É só o que quero.

É boa ideia, mamã.

Sim. Sim, tens razão.

Desde que estejamos juntos, é onde é o nosso lar, certo?

O lar não se define por uma casa ou uma cidade.

- Não é? - Sim, pode ser que resulte.

Visitamos a Nina e vemos como é o Natal num novo ambiente.

Raios, não estamos presos a Buffalo, pois não, miúdo?

- Bem, adoramos Buffalo. - Não. Londres. Sim, vamos a isso.

- Sim. - Sinal de stop!

Merda!

Sabes, a mãe tem razão.

Londres é uma ótima ideia. Vamos sair daqui.

LONDRES INGLATERRA

Não sei dizer se isto é fixe e boémio ou profundamente preocupante.

O quê? Eu acho ótimo.

Não nos devíamos encontrar com a Nina mais logo no hotel, como combinámos?

Não. Se tivéssemos ficado no hotel, teríamos adormecido,

e depois há o jet lag.

Só temos de aguentar hoje...

- Sim. - ... e ficamos bem.

E ela vai gostar de nos ver. Certo, Kyle?

Sei lá. Tenho de fazer xixi.

- É aqui, 18. - Quê, isto?

- Cuidado. - O quê?

Quê? Achas... Ela está?

- Não sei. - Acho que ela não deve estar.

Kyle, espera.

Acho que a nossa filha é uma ocupante.

Emergência de casa de banho.

Feliz Natal, Estrelinha.

- Vieram mais cedo. - Olá, querida.

Tens de parecer feliz por ver a tua mãe.

Olha só para esta luz natural.

Não nos íamos encontrar no hotel?

Miss Greenpeace, deixaste o chuveiro a correr.

Sim, é... Podes... Deixa isso, por favor. Só...

Muito bem, uma pessoa. Estranho perigoso. É um homem.

Mas que...

Não. Por favor, larga-o. Está tudo bem.

É o meu namorado.

Mãe, pai. Omar.

Ele tem músculos molhados.

Omar, os Morgans.

- Olá, papá. - Calma aí, amigo.

É o teu namorado? O rapaz está...

Em forma.

Mãe, que nojo.

Desculpa, Jessica Morgan. Prazer em conhecer-te.

Enchanté. Já sei a quem a Nina saiu bonita.

Meu Deus. Adoro o teu sotaque.

- Sim. Calma aí, Sra. Robinson. - Obrigado.

És francês?

Sim, franco-marroquino.

Quantos anos tens?

Vinte e quatro.

Não és velho para namorar a minha filha?

Na verdade, não acho que seja.

O quê? Aprendeste francês na Inglaterra?

Porque será?

Já acabaste o interrogatório?

Não.

Que fazes para ganhar a vida?

- Eu cozinho. - É um chef.

Isso é muito impressionante.

E pratico parkour.

- Isso explica. - Sim.

- E sou DJ. - Tripla ameaça.

Sim, o Omar é muito multifacetado.

Ele pode vestir alguma roupa?

Sim, papá.

Ele chamou-me papá?

Então, o Omar?

É um bom rapaz.

Ele faz-me rir. E preocupa-se muito com o mundo.

Nós preocupamo-nos com o mundo.

Sim, eu sei.

Mas sabem o que quero dizer. Ele vai a manifestações comigo.

E quer fazer a diferença. Ele é, tipo...

Ele é, tipo, muito, muito jeitoso.

Digo, desculpa...

Ele é muito melhor do que o Trevor.

É verdade.

Estamos muito felizes por ti.

Não estamos, Dan?

- Adoro-o. - Sim.

Ele é maravilhoso.

Não o leves para Buffalo.

Deve ser frio para ele. Se calhar não gosta de neve.

- Vamos tomar café? - Não lhe falaste da UEO?

- O quê? - Estou muito cansada, Dan.

Então, és o grande campeão do bipe, bipe?

Nunca ouvi isso dito dessa forma, mas sim.

Tu jogas?

- Não. - Não?

A vida é o meu jogo.

Sim, já joguei esse.

Fica aborrecido depois de um tempo.

Como isto. Tipo, que estamos a fazer?

Eu podia estar num torneio, agora,

mas sinto que estou a andar em círculos para lado nenhum.

Todos os lugares são algum lugar.

- Isso é profundo, Omar. - Não, a sério.

Por exemplo, ali.

O que vês?

Uma espécie de muro?

Sabes o que eu vejo?

Algo diferente de uma espécie de muro?

É o que vejo.

Eu quero tentar.

Parkour!

- Estás bem? Sim? - Totalmente bem.

Max!

- Foi ótimo. - Maxie, estás bem?

Que raio foi aquilo?

- Ele está bem, papá. - Estás?

- Tem quatro anos. Papá, nada. - Sim?

Só estou a dizer, o meu pai era superprotetor, quando eu era novo,

e agora não falamos. As crianças têm de ser livres.

- Sim, pai. - Eu sabia que ele era mau.

Que tipo de filho não fala com o pai?

- É diferente. - Tenho de ir.

Porque tenho um último exame antes das férias...

- Eu também. Tenho um jogo... - Não.

- ... com o Valkyrae. - Não.

E o Natal da Família Morgan? A viagem é para termos tempo de qualidade juntos.

Tenho todo o itinerário planeado.

Claro que tens.

Que quer isso dizer?

Muito bem. Ouve, tens a tua reunião de manhã.

Porque não fazemos todos o que temos de fazer, que é superar o jet lag,

e começamos oficialmente o Natal da Família Morgan amanhã?

- Combinado? - Combinado.

- Combinado. - Combinado?

- Certo. - Combinado.

Quê?

Liga ao teu pai, sim? Ele é superprotetor porque te ama.

Tudo bem.

- Tudo bem. Anda. - Kyle, viste-me a fazer parkour?

Ora viva, amigo.

Como dormiste?

- Profundamente. - Isso é bom.

Sim. Pronto para a reunião?

Sim, deve ser rotina.

Acorda, Kyle. É quase Natal.

Vamos avaliar a segurança deles,

encontrar os pontos fracos

e receber umas férias de Natal totalmente pagas por uma hora de trabalho.

Que emocionante.

Que raio de horas são? E como é que é dia?

Eu não disse que ias ter jet lag?

Eu disse-te para não jogares...

- Pois foi. - ... e dormires no avião.

- Olá. - Bom dia, Estrelinha.

- Bom dia. - A Nina com café.

Estás gira, mãe.

- Obrigada. - Muito natalícia.

Muito bem, vou andando. Encontro-vos para almoçar.

- O nosso Natal... - Sim.

... começa oficialmente daqui a três horas e 28 minutos.

Sim.

E a senhorita sortuda é responsável por guardar os bilhetes.

Há o passeio de autocarro, o London Eye, e jantar e espetáculo, esta noite.

- Itinerário cheio. - Isto é tão relaxante.

- Adoro. - Vai ser ótimo.

E, lembra-te, somos só nós.

- Sim, nós e o Omar. - Está bem?

Não, só nós.

- É a família imediata. - Certo. Eu entendo.

Veremos quantos bilhetes há.

- Vai. - Tchau.

"Não leves o Omar para Buffalo."

Ainda não lhe contaste sobre a oferta da Universidade do Ohio.

Só estou à espera do momento perfeito.

Talvez seja egoísta por considerar isso.

- Pronto, mãe. Por favor. - Nina, a sério.

Não. Tu vives em Buffalo há 20 anos, certo?

Eu diria que ele te deve isso.

Só não esperes muito para lhe contar.

Seja como for, vou levar os rapazes ao St. James's Park com o Omar.

Portanto, podes relaxar um pouco.

Faz o que te apetecer, pede comida, o que quiseres.

Porque tens três horas e exatamente 27 minutos

para descobrir como vais contar ao pai que vamos para o Ohio.

Trata disso. Está bem?

Boa sorte!

Max!

BANCO CADOGAN

- Olá, como está? - Olá.

- Dan. - Procuro...

Eu trato disto, Annette. Obrigado.

Aiden Clarke.

Falámos ao telefone. Como foi o seu voo?

- Fantástico. - Mentiroso.

Muito bem, é justo.

O meu filho só perguntava como o Pai Natal nos encontra.

Bem, como mencionei, expandimo-nos recentemente

e estamos a pôr as novas filiais em conformidade.

Mencionaram que oferecem "avaliação cinética".

Demonstrações das nossas fraquezas?

É o nosso serviço de excelência.

Somos um banco de excelência.

Quer que assalte o seu banco?

Agora mesmo?

É o que faz, não é?

Muito bem. Acompanhe-me. Com calma e naturalidade.

Aquela porta funciona com um cartão magnético.

E espero que não esteja a pensar usar o meu.

Não, vou usar o meu scanner RF.

Clonei o cartão de alguém, há pouco.

Bem...

Isto já é deprimente.

Estou só a aquecer. Depois de si.

Dan, há algo que tenho de...

Dan, sabes como costumamos dizer:

"Pais felizes fazem filhos felizes"?

Sabes o que é muito bonito? O Ohio na primavera.

Serviço de quartos.

Na verdade, já comi.

A maioria destas câmaras é sem fios. Isso é um erro.

Deviam ser com fios

ou o hacker certo pode ver cada centímetro deste lugar.

Muito bem, onde quer entrar?

Na sala de cofres? É logo...

Ali. Eu sei.

Vejam só. Uma Centcom 584M.

Bom modelo. Exceto por um ponto fraco.

Deixe-me adivinhar. Scanner RF?

Não, um bom e velho clipe de papel.

Desculpe, não podem estar aqui.

Doug. Precisamente quem eu procurava.

Tem algo nos dentes,

e há um cliente insatisfeito a perguntar por si.

Confiança e um pouco de humilhação ajudam muito, não?

Muito bem, assim está melhor. Aço reforçado.

Deixe-me adivinhar. É à prova de clipes?

E muito mais. Não dá para usar o scanner RF aqui.

É preciso um cartão físico.

Vamos usar o do Doug.

Não o vi pegar nisso.

Nem ele. Eu tive uma educação única.

- Vamos? - Depois de si.

Não, eu insisto. Por favor.

Quem diabo és tu e o que se passa aqui?

O Doug não te reconheceu, nem a Annette.

Tens as mãos ásperas.

Não és nenhum gerente de banco.

Por isso, vou perguntar novamente. Quem és tu?

Bolso.

Devagar.

Seu filho da mãe.

O que é que queres?

Quero que termines o trabalho, Sean.

Cofre 411. Sê rápido.

Não deve ser difícil para um profissional como tu.

Depressinha, Sean. Não quero magoar a tua adorável esposa.

Toma.

Já tens o que queres. Deixa-a ir.

Abre-o.

A não ser que queiras que o pequeno Maxie fique órfão.

Então, reconhece-la?

É uma chave digital.

É mais do que isso, e tu sabes.

É a chave do reino.

Como é que sabes disso?

Bem...

Talvez isto ajude.

Que rapaz bonito tu eras.

Reconheces onde é isso?

Sim. Em Portrane. Na terra do meu pai.

E ele?

Era o filho da empregada. Ele era...

Finn?

Agora uso o meu nome do meio. E o apelido da minha mãe.

É que o nosso pai nunca me deixou usar o dele.

És meu irmão?

Sou, Sean.

Sim.

Sim, infelizmente, a nossa reunião será de curta duração.

A minha recompensa é isto.

A tua é assumir a culpa por tudo o que acabámos de fazer.

Sabes, isto dá-me provas de todas as coisas horríveis que fizeste pelo pai,

por isso, é melhor não falares de mim à polícia,

se não quiseres ser executado.

A prisão é melhor, acredita.

Só para que saibas,

eu poderia ter feito isto sem ti,

mas é muito melhor assim.

Dois coelhos com uma cajadada.

Como planeias tirar-nos daqui?

Pois.

Eu não preciso, mano. Tu é que precisas.

Portanto, sê convincente,

a não ser que queiras que mate toda a tua família.

Ele tem uma arma!

- Baixem-se. Baixem-se! - Baixem-se todos!

Ele é louco!

Disse que me vai matar.

Cala-te.

Anda.

Estás a ir muito bem, Sean.

Tirei-te de lá. Onde é que ela está?

Onde é que ela está?

Tirei-te de lá. Onde é que ela está?

Sempre imaginei como seria encontrar-te novamente.

O grande Sean McCaffrey.

O orgulho e a alegria do pai.

Estás bem?

É um pouco dececionante, se queres saber.

Diverte-te na prisão, mano.

- Porque tens uma arma? - Colaram-na à minha mão.

O que é que se passa?

Acham que assaltei um banco.

- Vá, temos de sair daqui. - Largue a arma!

- Somos os bons! São polícias! - É uma longa história!

Temos de ir buscar os miúdos.

Parem! Polícia armada!

Merda.

- Vira à direita no beco. - Quê?

- Aqui, aqui. Vai, vai, vai. - Quê? Quê?

- Caramba, és rápida. - Sou treinadora de atletismo. Aguenta.

- Podes livrar-te da arma? - Não, não consigo!

Vais ter de a esconder!

- Entra aqui. Entra aqui. - Quê? Quê?

Entra aí. Vá lá.

Merda.

- Merda. - Ela tem uma arma!

Ela tem uma arma!

Desculpe.

Não. Não é o que pensa. Não! Tudo bem. Não a vou magoar.

- Não se preocupe. Devo-lhe uma bolsa. - Sinto muito.

Anda. Por aqui.

Meu Deus. Não acredito que lhe roubámos a bolsa!

- Dá a volta. - Aonde vamos?

Agentes armados em perseguição. Vemos os fugitivos?

Para o hotel deles. O idiota não vai embora sem os pirralhos.

Para a Praça de St. James.

Vai. Agora!

Continua.

Boa. Muito bem.

Tens sorte em estar tão longe de casa.

O pai é tão chato.

Eu sentia o mesmo, mas, sinceramente,

agora que não me chateiam literalmente todos os dias, sinto falta disso.

O pai só tem de aceitar que não, tipo,

nem sempre sabe o que é melhor para nós.

- Sim. - Quero subir mais alto.

Omar! Omar! Não muito alto. Ele só tem quatro anos!

Meu Deus. Pareço o pai.

É bom. O Max finalmente arranjou um amigo ao nível dele.

Que piada.

- Belo toque, falhado. - É o pai.

Olá, pai.

Sim, estão aqui. Que se passa?

Fiquem onde estão. Sim. E livrem-se dos telemóveis.

- Que se passa? - O pai está a reclamar dos telemóveis.

Não estou a reclamar dos telemóveis, Kyle!

- Parece que estás. - Passa à tua irmã!

Eu disse: "Passa à tua irmã!"

Traduz o pai, por favor.

Olá.

Está bem.

Sim. Entendido. Claro. Sim, entendido.

- Mas que raio? - Há problemas.

Sim. Agora há. Acabei de o comprar.

Não, tolo. Tipo, problemas do pai. Como em Vegas.

Omar! Acabou a brincadeira. Preciso do Max.

- Mas ele está a ir tão bem. - Não, Omar. Agora!

Dá-me o teu telemóvel.

- O telemóvel! - Outra vez?

Vá lá!

Nina! Kyle!

Dá a volta!

Max!

Céus.

- Livraram-se dos telemóveis? - Que raio se passa?

Depois explico, está bem? Temos de sair daqui agora.

Vá, corram. Por aqui. Vamos lá!

Vá lá, Maxie. Fica com o papá.

Para.

Sim.

Apanhei-te. Vai. Vai!

- Quem está no carro? - É o vosso tio.

Espera, o quê? O nosso tio?

- Não é altura, malta! - Parece que é.

- Nina, dá-me os bilhetes. - Dan, diz-me que tens um plano.

Eu tenho um plano.

Ali!

É melhor livrares-te da bolsa antes de entrarmos no autocarro.

O que tem a bolsa?

- Nada que interesse. - Esperem.

Vá lá.

- Céus. - Vá lá, malta.

- Vá lá, malta. - Céus.

- Bilhete. - Aqui tem.

Muito bem. Vamos lá. Entrem no autocarro.

Bem-vindos ao Passeio Turístico de Autocarro por Londres,

apresentando factos fascinantes.

Apertem os cintos de segurança, e segurem bem as câmaras...

Desde quando temos outro tio, e porque está ele a tentar matar-nos?

Sim. Mais segredos, Dan?

Eu não sabia, Jess. Juro.

Certo. Então, quem é ele?

Vá lá, Sean.

Diz-lhe.

Diz-lhe como o pai me deixou numa rocha árida...

... sem sequer me dar o nome de McCaffrey.

Ele deu-te tudo o que sempre quiseste, e tu desperdiçaste tudo.

Para quê?

Para criar pirralhos cheios de espinhas.

A chave, Sean. Agora.

Qual chave?

Vou contar até três.

Um, dois...

Saia de cima de mim.

À vossa esquerda, verão a icónica Fonte Memorial de Shaftesbury,

carinhosamente conhecida como Eros.

Embora, na verdade, represente Anteros, o deus do amor correspondido.

As Casas do Parlamento.

E, claro, acima delas está a torre do relógio, o Big Ben.

É verdade que passaste 20 anos a vender carros usados?

Seminovos certificados.

Enquanto fazias isso, eu fazia o trabalho sujo do pai.

Vai correr bem.

A chave, Sean.

Quere-la?

Vai buscá-la.

Não!

Anda. Vamos buscar os miúdos.

Sabes, pai, quanto mais pessoas conhecemos do teu lado da família,

mais gosto do lado da mãe.

Olhem, trouxe-vos a este restaurante

porque há aqui alguém que nos pode ajudar.

Quê, tipo outro dos teus colegas assassinos?

Isso é muito simpático, Nina.

Não acredito nos meus olhos.

Sean McCaffrey.

És mesmo tu?

É bom ver-te, Zimo.

Por acaso, ainda tens a minha mala?

Tudo o que ele precisa está aqui.

Salvou-me dos problemas no meu país.

Tu eras o problema, Zimo.

Sabias que o pai falava chinês?

Não, não sabia.

Isto deve chegar. Estamos bem.

Para quê?

Temos uma grande viagem pela frente. Comam todos alguma coisa, está bem?

Podes explicar a questão do tio?

O meu pai tinha uma casa na Irlanda. Íamos lá no verão.

A empregada teve um filho, o Finn.

Sim. Ele seguia-me como um cachorrinho.

Espera... Então, o teu pai e a empregada...

Sim. É assim que funciona, Kyle.

O meu pai nunca disse nada.

Certamente nunca reconheceu que o Finn era dele.

Não imagino como terá sido a vida do Finn.

Isso é pena do tipo que anda a tentar matar-nos?

Bem, o que é pior?

Crescer com um pai como o meu ou crescer como o Finn?

Totalmente abandonado.

Como é que alguém faz isso ao próprio filho?

É como deixar o Maxie na rua para se desenrascar sozinho.

Nunca mais vou tirar os olhos de cima deles.

Já reparámos.

Então, e agora?

- Saímos de Londres imediatamente. - Não.

Não, eu tenho uma vida aqui, agora.

Tenho aulas e tenho o Omar. Não posso.

- Isso acabou, Nina. - Certo, bem, eu sou adulta.

Por isso, acho que devo participar na conversa.

Não há conversa.

Com aquela chave, o Finn tem acesso ao servidor encriptado do meu pai.

Ou seja, a todo o dinheiro, assassinos,

recursos de vigilância.

Não há onde nos escondermos. Ele vai encontrar-nos.

É evidente que ele me odeia. Embora eu não soubesse, o Finn culpa-me.

- E não posso ir à polícia. - Porquê?

Parece que assaltei um banco, está bem?

O papá é mau.

Não roubei mesmo um banco. Fizeram parecer que roubei, amigo.

Agora, todos pensam que roubei um banco.

Não o fiz, juro.

Além disso, agora o Finn tem provas de tudo o que eu fiz no passado.

Vai correr bem. Tenho forma de sair disto. Se conseguirmos chegar...

Importas-te de nos dar um segundo, Omar?

Porquê?

É mais seguro se ele não souber aonde vamos.

- Ele podia levar a comida para ali. - Mais seguro?

O tio otário já o viu connosco.

Não sei se ele o viu.

Eu dou nas vistas.

Certo, então... Ele obviamente vem connosco, certo?

Ele pode vir connosco.

Queres vir?

Sim. Vou aonde vocês forem.

Incroyable. Muito bem, estás dentro.

Boa!

Dentro de quê?

Dentro de uma bela merda.

FRANÇA

Muito bem.

- Saímos de águas britânicas. - Bate aí.

Ótimo. Obrigado pela exfiltração que ninguém pediu.

Kyle.

É óbvio que o teu irmão nunca me vai perdoar.

O que é que querias?

Viraste o nosso mundo de pernas para o ar.

Mais uma vez.

Sou a primeira pessoa a dizer que acho o mundo do Kyllboi estúpido,

mas é o mundo estúpido dele.

Sabes? Tipo...

Da mesma forma que Londres era o meu.

Vi como estavas feliz lá. Desculpa.

E sei que vocês acham que é uma loucura

eu poder realmente mudar o mundo, mas eu...

Não. Não achamos que seja loucura.

Sair de Buffalo e viver em Londres

parecia algo realmente possível de eu conseguir.

E, por causa do teu passado, agora estamos todos novamente em fuga,

a sermos perseguidos por um verdadeiro maníaco.

E, tipo, deixa-o ficar zangado por um segundo.

Obrigado.

Olá, Vikram.

Sabes quem sou?

Sei.

Sabes quem realmente sou?

Vou considerar isso um sim.

Agora que o meu querido pai se foi,

regressei a casa para assumir o negócio da família.

Se o seu pai quisesse isso,

teria arranjado forma de mo comunicar antes de morrer.

E arranjou.

Bem-vindo a casa, Mestre Finn.

TOTAL DE ATIVOS

Muito bem, velhote.

Vamos ver o que tens.

PORTO DESCONHECIDO FRANÇA

Vocês têm razão.

Não deviam ter de fugir dos fantasmas do meu passado.

É por isso que vou a Paris. Vamos acabar com isto de uma vez.

Certo, porquê Paris?

É onde o meu irmão está agora. É onde eu cresci.

O quê? Cresceste em Paris?

Não te contei isso?

Eu também. Cresci em todo o lado.

O meu pai estava sempre a viajar, por isso...

Agora, não, Omar.

Desculpa, pensei que estávamos a tentar fugir do tio otário.

Ele tentou matar-nos.

Vou tirar-nos desta situação, prometo.

Acabaram-se as fugas.

Tenho de enfrentar o Finn.

Papá, podes dizer ao Pai Natal para onde vamos, para ele nos encontrar?

Sim, claro que digo, amigo.

Tenho uma boleia especial para ti.

É uma viagem curta. Vamos.

Não era assim que esperava que fosse a minha primeira vez em Paris.

- Não. Até acho romântico. - Não é?

Sim.

Vejam.

- A Torre Eiffel! Querem subir? - Fixe.

Meu Deus.

- Max, é mágico. - A cidade do amor.

É a cidade dos relacionamentos.

Certo?

Já comia qualquer coisa

- ou descansava. - Sim.

Sei onde há as duas coisas, mas a tua mãe não vai gostar.

- O quê? - Porquê?

Espera, queres dizer que não vou gostar dela.

Estamos a falar de uma assassina sexy ao estilo da Gwen?

Não. A Svetlana é russa.

Svetlana?

É um nome russo típico, Jess.

- É como Susan. - A sério?

Não tenho mais nada a dizer.

Então, tu e a Svetlana eram...

Não foi nada sério.

- Puramente físico. - Porque tentas discutir?

Desculpa. Eu...

Muito bem. É aqui.

Pelo menos diz-me que o resto do nome dela é feio.

Svetlana Romanova.

Raios.

Se algum dos teus ex fosse a saída desta confusão, eu não me importaria.

E se ele se chamasse Rod Grandalhão?

Rod Grandalhão. Mas que...

Bem, eu perguntaria ao Rod de que parte da Escócia os Grandalhões são

e qual é o padrão do tartan.

Sem problemas.

Tens uma mente suja.

- Tenta não ficar a olhar, Kyle. - Não prometo nada.

- Sean! - Svetlana?

Céus.

Segura nisto.

- Sim. - Ele é alérgico...

Continuas tão bonito.

Não.

Sim.

- Não. Olá. Sim. - Olá. Sou a Jessica, a mulher dele.

- É um prazer conhecê-la. - Sean.

Onde estiveste tanto tempo?

- E não escreves. - Na minha cama.

Estou muito feliz por vos ver a todos.

- Olá.

- É a tua família? - Sim. Exceto ele.

E então, andam a fugir? Querem entrar?

Caramba! Tens mais gatos.

Muito bem. Entrem, entrem.

- Que cheiro é este? - Maxie...

Desculpem, não tenho árvore de Natal.

Isso requer sair, o que requer vestir-me.

Portanto, sentem-se, sentem-se. A minha casa é a vossa casa.

Parecem a Bonnie e o Clyde, não?

Meu Deus.

Tudo bem.

O pequeno diabinho.

Custa-me dizê-lo, mas o crime fica-te bem.

Estás uma brasa, aí.

Nunca mais vou voltar a trabalhar.

Não te preocupes. Aposenta-te como eu.

Agora faço palavras-cruzadas.

É muito bom para o cérebro quando estamos nesta idade, como mulheres.

É muito bom para o cérebro na nossa idade. Devias experimentar. Muito necessário.

- Ela gosta de palavras-cruzadas. - Sim. Têm fome?

- Pareces com fome. - Estou esfomeado.

Sim? Acabei de fazer borscht.

Gostas de borscht, rapaz?

- Bom. - Delicioso.

É tão bom.

Faz-nos tão bem.

É tão bom!

Ai que saboroso. Isto é delicioso.

Achas que ainda consegues enviar uma mensagem para o servidor do meu pai?

Mas pensei que ele estivesse morto. Muito morto.

Sim, está. Mas alguém novo assumiu o comando.

E não assumiste tu porquê?

Segui um caminho diferente há muito.

Agora sou pai, marido.

Disfarce perfeito. Gosto disso.

Tens de te aproximar do pai dela ou assim?

Não, ele é um sogro maravilhoso.

Sim, claro que é.

Que casal tão fofo.

Borscht.

Não acredito.

O Max nunca come nada.

É um bom rapaz. Gosto deste.

Qual é o teu problema? Come.

- Kyle. - Desculpe-o.

Não, eu comi...

Come!

Gosto deste.

- O Finn aceitou encontrar-se. - Sim?

Tenho de o tentar chamar à razão, Jess.

Ele não pareceu nada razoável, Dan.

Farias isso com o Finn se ele não fosse teu irmão?

Não, provavelmente não.

Mas não o posso eliminar como a um bandido enviado pelo meu pai.

Ele é do meu sangue.

O Finn era um bom miúdo, antigamente.

Foi o meu pai que o pôs assim.

Tenho de tentar.

Onde se vão encontrar?

Num museu. Conheço-o bem.

Há detetores de metais. O Finn não vai estar armado.

Não me vou aproximar se sentir algo de errado.

Vou ter cuidado.

Tens muita coragem em pedir um encontro.

No entanto, aqui estás tu.

É estranho voltar a esta cidade.

Faz a ausência do pai parecer real, de alguma forma.

Para mim, ele esteve ausente toda a vida.

Quando eu tinha 12 anos,

esperei do lado de fora da vossa mansão sob chuva gelada durante horas,

só para ter um vislumbre da vida que tinhas.

Acabaram por sair,

vocês os dois, com casacos iguais, daqueles que se usam na marinha.

E embora parecessem...

... bem, idiotas,

tive tanta inveja.

Quis correr atrás de vocês, gritar-vos que era do vosso sangue.

Mas tinha as pernas dormentes por causa do frio.

E vocês foram embora, com o pai a olhar para ti com orgulho.

Não era como pensavas, Finn.

Eu deixei aquela vida para trás.

Isso é para me fazer sentir melhor?

Que nem quiseste o que te foi dado?

Digo-te, ficaste melhor assim.

É fácil para ti dizer isso, principezinho do papá.

- Não me chames isso. - Principezinho do papá?

Eu disse: "Não me chames isso."

- Sabes que o pai me tentou matar, certo? - Sim.

Para ser franco, estavas a pedi-las.

Tu e o pai são iguais.

Ambos abandonaram a própria família.

Eu morreria pela minha família.

Não há nada mais importante.

Eu era a tua família.

Não entendes, Finn?

Se eu soubesse que eras meu irmão,

teria sido um irmão para ti, desde o início.

Marquei este encontro para te dizer que ainda não é tarde demais.

Acaba com isso agora mesmo, para de tentar ser o pai,

ainda podemos ser irmãos.

É essa a tua proposta?

Eu abdico de todo um império de recursos ilimitados

e em troca fico contigo?

Para quê?

Churrascos e futebol?

Trocar cartões de aniversário?

Vai-te lixar.

Ouve, rapaz, o pai não era grande coisa. Era um psicopata, está bem?

Fica com o dinheiro dele, se quiseres. Não me importo.

Mas não te tornes nele. Não queres esse tipo de sangue nas mãos.

Agora queres armar-te em irmão mais velho?

O pai morreu, está bem?

Não há nada a provar a ele ou a mim.

Esquece isso.

Pois, não posso fazer isso, mano.

Vou ficar com o que é meu.

Já não vou ficar à espera lá fora ao frio.

Lamento ouvir isso.

Esperava chamar-te à razão.

Claramente, não consigo.

Por isso, vou avisar-te.

Cancela isto tudo.

Ou o quê?

Ou eu mostro-te quem o pai me treinou para ser.

Até agora, tenho sido o Dan Morgan.

Um pai carinhoso, marido e homem de família.

Não queiras conhecer o Sean McCaffrey.

Aí não há amor.

Falas muito, principezinho.

Aproximas-te da minha família...

... e desfaço-te.

Eles estão aqui?

Estão, senhor.

O palerma do meu irmão veio a Paris para me tentar travar.

Quem o travar a ele ganha o triplo.

Leva o que precisares.

Aqui dentro.

A tua mulher parece muito triste. Sê gentil.

Eu sei.

Acho que isto significa que não correu muito bem.

Pois.

Como está o clima aí fora?

Como é que achas?

Este não é o Natal que imaginávamos, Dan.

Estamos em Paris no Natal.

Só temos de o tornar especial.

Vá. Vai buscar os miúdos.

Meu Deus. Quê?

Maxie, vivemos em Buffalo. Estamos sempre a ver neve.

Mas a neve aqui tem um sabor diferente.

Lindo menino.

Amo-te, amigo.

Olá, papá.

Esta noite, consegui exatamente o que procurava.

O quê?

Tempo com a minha família.

A vida pode ser complicada.

Não me digas.

- Não é? - Sim.

Tentamos conciliar a carreira, os relacionamentos, a educação dos filhos.

E depois, apesar de tudo o que fazemos para manter tudo sob controlo,

de alguma forma...

... escapa-nos por entre os dedos.

Mas depois temos uma noite como esta, e tudo vale a pena.

E tudo isso graças a ti. Obrigado por me ajudares e à minha família.

O meu puto...

Sou mesmo idiota.

O quê?

Sean, o teu irmão ofereceu uma recompensa sem igual.

Mas eu juro que não te ia matar.

Ias entregar-me ao Finn e deixá-lo ser ele a fazê-lo?

Não há muito trabalho. Os gatos são caros.

Por favor.

Mas agora aqui estás tu com essa cena de "eu amo a minha família".

E o teu menino foi tão querido.

Comeu a minha sopa, e agora começo a sentir-me mal.

Merda.

- Tem cuidado. - Pronto.

- Eles vêm aí? - Começo a sentir-me mal.

- Devias mesmo. - Sim.

Eles vêm aí?

- Receio que sim. - Eles vêm aí?

- Estão a vir agora... - Agora?

- Céus. Jessica! - ... porque sou uma idiota!

Jessica.

Pessoal, acordem. Temos de ir. Temos de ir.

Dan, o que se passa?

- Temos problemas. - Que se passa?

Meu...

- Credo! - Céus!

- Meu Deus. - Estás bêbado?

Mas que raio, Dan?

- Drogas. - Drogas.

Não bêbado.

- Drogaram-me. - Céus!

O que é que ele tomou?

A minha própria mistura de acetato de sódio e Xanax.

- Céus, então, drogou o meu pai? - Quê?

Sim, droguei. Eu droguei-o.

Estás maluca?

Querida, calma. Estou a tentar ajudar-vos.

Drogando o meu marido?

- Foi há bocado. - Fazia sempre isso.

Fez isso literalmente há dois minutos.

- Eles vêm aí. - E muito pode mudar num minuto, querida.

Meu Deus. Omar, Kyle, vamos lá.

- Meu Deus. - Ele ama-vos mesmo.

Até a ti, Jessica.

Eu estou bem. Estou ótimo.

Infelizmente, o que ele disse é verdade. Eles vêm aí.

- Então, é melhor fugirem. - Aqui?

Pronto, peguem nos casacos. E deixas-nos ir?

Por favor, vão lá.

Deixa-me falar com a mamã.

Acham que quero esta merda no meu apartamento?

Estão a destruir isto tudo. Toma, levem o meu carro.

Nunca compreenderei esta gente.

Toma. Vão.

Céus. É só merda de gato.

Meu Deus.

Estão a gozar?

Vá lá.

Não é propriamente um carro de fuga.

Pronto, muito bem.

Céus.

Pronto, vai ser apertado.

Há um homem lá fora.

Muito bem.

- Então, papá? - Sou o papá.

Papá.

E a porta da garagem?

Atravessa-a.

Não sei se consigo. Ele está mesmo ali.

O quê? Claro que consegues.

Agora és adulto. O que faria o teu pai?

O teu papá.

- Sou o teu papá. - Se estivesse acordado.

- Protegeria a família. - Isso mesmo.

- Que foi isso? - Não sei. Andou.

- Porque tem três pedais? - Céus. É manual.

- Muito bem, pedal esquerdo. - Certo.

Pedal direito. Vai!

Vai mais rápido.

- Não dá. O carro é lento. - Estás em primeira.

- Não sabe guiar? - Pelos vistos.

- O que faço? - Pedal esquerdo.

Direito.

Pronto! Conseguiste, certo?

Está a tentar matar-nos. Vai.

Meu Deus.

Desculpem. Ele conduz como a mãe.

O quê?

Atravessa!

Olha! Para a esquerda! Meu Deus.

Quero levar-vos a comer naquele restaurante.

Temos de ir mais depressa.

Omar!

- Meu Deus. - Feliz Ano Novo.

- Pai. Baixa-te. - Feliz Ano Novo.

- Vem direto a nós. - Estão a tentar matar-nos! Vira!

Vamos comer amêijoas ali.

- Cala-te, Dan. - Está bem, mamã.

Estão mesmo atrás de nós.

Deixa-me conduzir.

Não te vou deixar conduzir, pai.

- Deixa-me conduzir. - Não.

Mais rápido.

Vou o mais rápido que posso.

Meu Deus. Viram aquilo?

Quase lá.

Outro carro!

Desculpem. É bebida e drogas.

Vira à direita, Kyle.

Merda!

Meu Deus.

Desculpem.

As vossas férias são sempre assim?

Céus. Meu Deus.

Montanha-russa!

Oeste, para La Pigalle.

Estou a vê-los.

Merda. É o carro vermelho outra vez. À esquerda.

Me...

No cruzamento!

Está a aproximar-se. Vai, vai, vai.

Pessoal, há um cruzamento. Abrando?

- Não! - Não!

Conduz, Kyle!

Meu Deus!

Meu Deus. Conseguimos. Conseguimos.

Viva!

Nunca mais volto a conduzir.

Meu Deus.

De quem é este carro minúsculo?

- Olá. - Olá.

Pensei que conseguia fazê-lo ouvir-me.

Fizeste o que achavas certo.

Então, e agora?

Tenho de vos levar para um lugar seguro.

Onde possamos ter uma vida normal.

- Acham que assaltaste um banco, Jess. - Nós.

Não vais para a cadeia, está bem?

Mas e tu?

Depois vejo.

Vocês estarem comigo só vos vai colocar em perigo.

Não vou fazer mais isso.

Estás enganado, pai.

Juntos, somos mais fortes.

Sim. Lembras-te de Vegas?

Olhem, podemos conversar sobre isto juntos?

Podemos resolver isto em família.

Muito bem. Recapitulemos as nossas opções.

Então, se partirmos juntos agora,

só temos de deixar de ser os Morgans

e ser os Andersons, e viver a fugir do Finn e da polícia para sempre.

Eu recuso esse plano.

- Eu também. - E somos três.

- Quatro. - Quatro.

Desculpem.

Ou entregamo-nos às autoridades,

e o Finn revela que és o Sean McCaffrey,

e isso significa que terás de ir para a cadeia para sempre. Então...

E todos a quem fizeste mal podem vir atrás de nós, por isso, passo.

- Passo. - Passo mesmo.

Não vais para a cadeia, pai.

Eu devia ligar ao meu pai.

Olha, eu amo-te muito, mas é que... Os laços familiares podem ser um gatilho.

- Não. Não é isso. Não. Não é... - É que...

Nunca estaremos seguros enquanto o Finn controlar a rede do meu pai.

- Tenho uma ideia. - Tenho uma ideia.

O Finn sabe que vou atrás dele.

Vai estar preparado.

Temos de deitar abaixo o servidor encriptado McCaffrey,

e, para isso, temos de entrar na casa onde cresci.

É mesmo ali. Vejam.

Espera, aquela é a casa onde cresceste?

Casa é dizer pouco.

Desculpa. Sempre fomos ricos?

Estás mesmo a dizer-me que foi ali que passaste a infância?

Se é que se pode chamar de infância, sim.

Meu Deus.

Céus. O Vikram.

- Quem? - Espera. Quem é o Vikram?

Era o nosso mordomo.

Desculpa. Mordomo?

Tinhas um mordomo, Sr. Limpem o Que Sujarem?

- "Lavem a louça." - Sim.

Está bem, já entendi. Já chega.

Vou usar isto contra ti para sempre.

Então, qual é o plano?

A segurança é rigorosa em qualquer altura.

Neste momento, o Finn tem os melhores assassinos a soldo.

A mansão estará fortemente vigiada, com câmaras por todo o lado.

Temos de entrar pelo telhado.

Temos comunicações, câmaras corporais,

quatro Morgans e meio,

um Omar,

e algum equipamento de vigilância da casa da Svetlana.

Pai, se introduzires isto no terminal,

posso apagar o servidor central e todos os ficheiros.

Acaba-se a rede secreta de assassinos. Acaba-se o Sean McCaffrey.

Olhem, também vamos precisar de uma distração na rua.

Conheces alguém?

Acho que posso ligar a algumas pessoas.

Jess, enquanto eu estiver lá dentro, tu mandas cá fora.

Se algo correr mal, vocês abortam e desaparecem.

Passam a ser os Andersons.

Entendido? Essa é a palavra-chave.

Não é negociável.

Entendido.

Se a mãe disser para abortar, vocês vão. E pronto.

- Sim. - Está bem.

Maxie,

vai correr tudo bem, amigo.

Queres ir escalar comigo?

Eu gosto de telhados.

Seria uma honra, papá.

Dan.

Muito bem, preparem-se.

Vá lá, pelos Morgans.

Aos três.

Morgans.

- Primeiro tenho de dizer três, meu. - Desculpem.

Aos três. Um, dois, três.

Morgans!

Estamos estacionados a oeste da mansão.

Obrigado, Jess. Aguarda.

A INICIAR...

CALIBRAÇÃO CONCLUÍDA

Câmaras a transmitir.

CÂMARA CORPORAL N.o 1

Nina, o microfone já dá?

Sim. Na verdade, isto é incrível. Vou ficar com ele.

Céus, que estão a fazer?

- Que horror. - Que estás a fazer com isso?

Sim. A sério, tarada. Que nojo.

A sério?

Pai, estou a captar frequências de walkie-talkie.

Entendido, Kyle. Estamos perto de outra câmara.

Vou procurar frequências de rádio.

Nina, grava isto.

Vais pela esquerda, eu pela direita.

A gravar.

Omar, ao meu sinal, baixa-te. Em três, dois, um. Vai.

Olá, Harry.

Sean McCaffrey. Seu sacana atrevido.

Há 20 anos, ter-me-ias dado um tiro pelas costas.

Já não sou esse homem.

- Ainda bem. Ele era um idiota. - Não podia concordar mais.

Porque não te amarras àquela grade?

Vai-te lixar.

Dan?

Estou aqui.

Certo.

Harry, viste algum movimento nos telhados?

Kyle. Precisamos de uma resposta rápida.

- Está bem. - Tu consegues.

SEU SACANA ATREVIDO

Harry, eu disse para comunicares.

- Vá lá, Kyle. - Nina, dá-me um segundo.

Pronto, tenho algo.

Seu sacana atrevido.

Ouve, palerma. Quando trabalhas para mim, fazes o que eu digo. Entendido?

Tu consegues, Kyle. Vá lá.

Idiota.

O meu pai teria tolerado isto?

Há muitas coisas nesta situação que o seu pai teria considerado inaceitáveis.

Fica de olho aberto.

És o máximo.

Grande defesa, Kyle!

Há uma última câmara. Retira-a.

São os amigos do Omar? Sim! Sim. Eles vieram. Certo. Vamos lá.

São tantos.

O problema destas grandes empresas petrolíferas

é que priorizam o lucro em detrimento das pessoas e do planeta.

Omar, o teu pai verdadeiro ficaria orgulhoso.

O CEO da Paxcore está a ir no avião privado para o iate privado,

e sabem onde vive aquele ricaço que derrama petróleo?

Ali mesmo!

Acabem com a poluição do petróleo! Revolução climática!

Quem são vocês, palermas?

Vá lá, pai.

Hás de mudar o mundo, Estrelinha.

Eu sei.

É a organizadora deste protesto?

Eu não entendo.

- Identificação? - Está na mala.

Fala francês ou não?

Madame...

- Não a tem? - Não.

Vamos afastar-nos.

Viva a revolução!

Que romântico.

Vais casar com o Omar?

Palermas.

Desculpa, pai. Isso é o teu esconderijo?

- Deixa-me ver. - Quê?

Já fui adolescente.

Tu tinhas a garagem do Samir.

A Nina tinha aquele livro oco.

O quê, sabias disso?

- Sim. - Estás a brincar?

E isto é tudo meu.

O que é esconderijo?

Cala-te.

E aqui está a verdadeira chave do castelo.

Espera. Espera lá, pai. Não tem alarme?

Não, eu redirecionei o fio em 1994.

A questão é se alguma vez repararam.

Não.

Não caio nessa.

Não acredito que ele guardou isto tudo.

Eu acredito.

Bem-vindo a casa, principezinho.

- Meu Deus. É o Finn. - Merda.

Quando éramos miúdos, falaste-me da tua entrada e saída do teu castelo em Paris.

Chamavas-lhe a tua...

Passagem secreta.

Sim.

Esse casaco é meu?

É.

Acho que me fica bem.

Este casaco, esta casa.

Olha, Finn...

Não. Adeus, irmão.

Se me permite, senhor.

Temos uma sala para essas coisas.

Também é bom ver-te, Vikram.

Senhor.

Siga.

Jess...

Andersons.

Dan?

A tua família está cá?

É com a tua mulher que estás a falar?

Não sei o que Andersons quer dizer,

mas entenderia isso como...

... "adeus".

LIGAÇÃO TERMINADA

Céus.

Temos de fazer alguma coisa.

Não, o teu pai foi claro quanto ao que tínhamos de fazer.

Continua.

O pai está bem?

Mãe, há... Olha.

É a minha pen. Não se está a mexer. O pai deve tê-la deixado cair.

Podemos salvá-lo se controlarmos o computador principal.

Não, ele disse que, se corresse mal, eu teria de vos tirar daqui.

Mas também disse que era eu que mandava.

Vou mudar de estratégia.

Se algo correr mal, vão para a embaixada dos EUA.

Vou lá dentro acabar com isto e salvar o vosso pai.

Vai, mãe.

Ela não está mesmo a pensar...

Caramba. Está mesmo.

Mãe, nem penses nisso.

É muito longe.

- Em Vegas, consegui. - Conseguiste?

Lembro-me de uma forma diferente.

Na faculdade, saltava 5,4 metros.

Certo. Acho que as duas primeiras palavras são muito importantes.

Eu consigo.

Céus. Não consigo ver.

Sim!

A mamã voou!

Ainda estou em forma!

Merda. Agora estou chateada por não ter visto.

Que tipo de homem traz toda a família para aqui?

E eu a pensar que eras um bom pai.

Encontrem-nos. Estão por perto.

Tu, verifica lá em cima, agora.

Já tenho a engenhoca.

Depressa, mãe. Vai ao servidor.

Certo.

Lá para baixo, principezinho.

Meu Deus. Isto é enorme.

Vikram, lembras-te de quando o pai me trancou aqui no escuro

durante quatro dias por lhe ter respondido?

Lembro-me de que funcionou.

Sobre o esgoto, por favor.

É bom ver que continuas o mesmo raio de sol, Vikram.

Achas mesmo que o meu pai iria querer isto?

Bem,

diz olá ao pai por mim.

Foi uma parvoíce, Vikram.

Acho que não existe lealdade.

Pelo contrário.

A minha lealdade será sempre para com o seu pai.

E, apesar das diferenças,

não há dúvida sobre qual dos filhos ele gostaria que eu protegesse.

Encontrem-no.

Funcionou?

ACESSO CONCEDIDO

- Entrámos! - Sim.

A aceder ao CCTV.

Pronto. Pronto, conseguimos ver-te.

- Onde está o teu pai? - Vou verificar outros feeds.

Merda.

Mãe. Mãe, tens companhia. Tens de encontrar outra saída.

Mãe, ela vem aí.

Tens de te esconder.

Finn!

Posso não a ter querido,

mas esta é a minha casa, maninho.

Ela está mesmo aí. Tens de ficar escondida.

Mãe, por favor, não te mexas.

Acho que isso não é uma opção.

- Merda. - Mãe!

Principezinho!

Fo...

Boa.

Não.

É o tipo de ontem à noite.

Mãe, temos companhia.

Já vou.

Céus! Fiquei um pouco convencida.

Está quase? Podes despachar-te?

Sim.

Merda, acabou a bateria. Kyle, podes ser mais rápido?

O carro não funciona.

Depressa, Kyle.

FIREWALL DETETADA

Merda.

Está a aproximar-se.

A CONTORNAR FIREWALL

Estou a tentar.

EXECUTAR VÍRUS

VIRUS DETETADO AVISO!

Já acabaste?

- Espero que sim. - Vamos.

Mexam-se.

Max, anda. Vamos lá.

- Como é que a mamã nos encontra? - Tudo bem, Max. A mãe está bem.

- Dá cá, eu levo-o. - Leva o Max.

É um agente da petrolífera!

Vai!

Muito bem.

Nina, Kyle, onde estão?

Onde... Muito bem.

Nina, Kyle, onde estão?

Nina?

Pronto.

Desculpe.

Mãe.

Vamos para ali. Anda.

Max, vai para o carrossel, está bem?

Muito bem. Anda, Max. Vamos lá.

Merda.

Estragaste tudo, Dannyzinho.

Todo aquele treino, e mesmo assim venci-te.

ALERTA DE TRANSFERÊNCIA DE DINHEIRO

FUNDOS RESTANTES

A ELIMINAR REGISTOS

Não.

Não.

CONCLUÍDO ARQUIVOS ELIMINADOS

Não.

Não!

Que se passa, Finny?

Nada mal para dois pirralhos com espinhas, não?

VAI-TE F... DA TURMA DE 2025

Vou-te matar e àqueles malditos miúdos!

- Onde estás? - Aqui.

Merda.

Queres um irmão para brincar?

Esquece isso, Finn.

O império do pai desapareceu.

Já não há nada a ganhar.

- Esquece isso! - Bem, vamos brincar, principezinho.

Mamã!

Meu Deus.

Muito bem. Vamos lá, malta.

Vai, vai. Polícia! Socorro!

Não nos ouvem.

Certo.

Adeus, crianças.

Olá, mãe.

Somos os assaltantes de banco procurados em Inglaterra,

mas precisamos da vossa ajuda.

Belo joguinho de esconde-esconde, mano.

Sabes, Sean,

estou interessado.

Estás a gostar das férias em família?

Sabes, se tivesses vindo ter comigo como um irmão,

poderias ter feito parte da família.

Em vez disso, tentas matá-la.

Não, Sean.

Estou a tentar matar-te a ti.

Pensaste que tinhas vencido, não foi?

Mas sabes, Sean,

não preciso do império do pai.

Já me ergui do nada uma vez. Vou fazê-lo novamente.

E continuarás sem nada que valha a pena na tua vida.

Bem, então, talvez,

procure uma treinadora de atletismo recém-viúva.

Desiste, Sean. Nunca vais ganhar!

Sou o único que ainda tem algo pelo que lutar.

Tu não tens nada, Finn. Nada.

E tu o que tens?

A tua preciosa e aborrecida família.

Isso mesmo.

Agora, se me dás licença, quero aproveitar o resto das minhas férias em família.

Eu disse-te que não importa onde passamos o Natal.

Olá, papá.

A Operação Natal da Família Morgan está em curso.

Não me interessa onde estamos, desde que estejamos juntos em família.

Amo-vos tanto.

- Amo-te. - Feliz Natal.

- Feliz Natal. - Feliz Natal.

Sabes o dinheiro que desapareceu das contas do avô?

Transferi-o para a Greenpeace.

O quê?

- A sério? - Feliz Natal.

Feliz Natal.

De nada.

- São eles? - Oui, papá. São eles.

Omar!

Pronto, pronto. Também estou feliz por o ver. Já chega.

Já chega.

Pessoal, este é o meu pai.

É o Secretário-Geral da Interpol.

Desculpa, podias ter mencionado isso?

Não, tentei várias vezes.

Mas tinha razão em relação a ligar-lhe.

Falámos sobre tudo.

Resolvemos as nossas diferenças, então...

Sim.

Sabe, devia estar muito orgulhoso do seu filho, senhor.

- Sou o Dan Morgan. - Prazer.

Esta é a minha filha, Nina, e este é o meu filho, Kyle.

Deve saber que derrubaram

uma das redes criminosas mais perigosas do mundo.

- É a minha esposa, Jessica. - Olá.

Em breve, diretora de atletismo da Universidade do Ohio.

- Universidade do Ohio? - Sim.

- Isso é incrível. - Meu Deus!

Mereces um cargo importante como esse.

Isso é incrível. Porque não me contaste?

O quê? Meu Deus. Estou tão orgulhoso.

Espere. Este é o mais novo, o Max.

- Que aconteceu ao Max? - Esperem.

Onde está... Maxie!

Não, não é...

É o seu filho?

Não, Max. Não é...

Não. Deixe-o aproveitar, papá.

Deixe-o aproveitar.

- Meu Deus. - Feliz Natal, Pai Natal.

Vigia o teu irmão.

11 MESES DEPOIS

Ainda bem que está tudo bem aí, e deves divertir-te,

mas tens de encontrar e manter um equilíbrio entre estudar e festejar.

E aqui está tudo bem. Não precisas de te preocupar.

Mas tenho de dizer que é difícil estar tão longe de ti.

Sinto que falta uma parte da família.

Eu sinto o mesmo. Sinto muito a vossa falta.

Não é? Lamento que não estejas no Dia de Ação de Graças,

mas queremos ver-te no Natal.

- Tenho de ir. - Está bem. Até logo, papá.

A qualquer momento.

Aquele movimento foi incrível. Mas qual era o nosso acordo?

Só quando um adulto estiver a ver.

Isso mesmo. Só há um problema com esse movimento.

- O quê? - Agora estás indefeso, e eu apanhei-te.

- Estás a ficar grande. - Tu estás a ficar velho.

Já chegaram!

- Feliz Dia de Ação de Graças. - Bem-vinda a casa, Estrelinha.

- Isto é incrível. Esta casa é fantástica. - Kyle.

- Olá! Max. - É linda, não é?

- Olá. - Meu Deus.

Choca aí, universitário.

Para com isso.

- Bem-vinda, Nina. - Olha para ti.

Como é estar lá sozinho?

Sabes, é bom, pai. Adoro, mas é bom estar em casa.

- Estamos sempre aqui, amigo. - Kyle, já lavaste

alguma roupa desde setembro?

Há onde lavar a roupa?

Estamos sempre aqui, amigo, mas não para lavar a tua roupa.

Meu Deus.

- Não vais ter treino? - Não, deixei-as sair mais cedo

para a Ação de Graças. Sou toda tua.

O terceiro encontro é todo meu?

- Sim. - Muito bem.

- Pedimos aos adultos que tomem conta. - Não.

- É uma bela ideia. - Fiquem de olho no vosso irmão.

Têm de ver o novo baloiço. Cuidem do vosso irmão.

PLANO DE FAMÍLIA 2

E UM MÊS DEPOIS...

Tu.

Feliz Natal, Finn.

Trouxe-te uma coisa.

É suposto ser engraçado?

Vais abri-la?

Posso abrir isto?

Claro, Sr. McCaffrey.

Sr. McCaffrey, hã? Já mandas nisto?

Um pouco de respeito deixa-nos confortáveis.

Espero que sirva.

Vá lá, experimenta.

Fica-te bem.

Parecemos uns verdadeiros idiotas.

Somos irmãos.

Então, e agora?

Jogamos.

É bom que não faças batota.

É claro que vou fazer batota.

- Sabes quem me criou. - Sim, e ainda assim venço-te.

Sim?

Quê, como me venceste em Paris?

Legendas: Teresa Moreira

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