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O sonho da Merwyn se tornou realidade.
Quando os patrulheiros do Eredin achassem um mundo adequado,
ela o conquistaria,
civilizando todos os habitantes que recebessem o império
e apagando aqueles que resistissem à glória dele.
Encontrem, sobretudo, fontes de alimento.
Não vamos civilizar outros mundos sem acalmar os plebeus daqui.
Vigie o Balor como se fosse uma víbora.
A Fenrik ficará sob a minha espada. Ele não a porá em risco.
Queira fazer as honras, Balor.
Sábio Chefe.
Que o espírito de Solryth guie vocês!
Que a nova era dourada comece.
Que lugar é este?
Procurem água. Vasculhem o horizonte por sinais de vida.
Quer sacrificá-los?
Você não é do meu sangue.
Mas está no meu coração.
Você é a parte de mim
que mais valorizo.
Em nome de todos os deuses, o que…
Dei tudo o que você quis, mas me traiu mesmo assim.
Comigo!
Aonde quer que vão, que queimem por toda a eternidade.
Agora que se transformou,
o que vai fazer com um Caos tão maravilhoso?
Vou pegar o que sempre mereci.
Tudo.
Depósito imperial de grãos.
Estão morrendo de fome aqui. Não vai demorar muito.
Boa sorte.
Voltei com o prisioneiro da imperatriz.
Imperatriz, o Livro dos Monólitos.
O Syndril era um gênio,
mas não viu todo o potencial das equações mágicas.
Desta, em particular.
Se eu estiver certo, permite viajar não só entre mundos.
Poderíamos viajar até através do tempo.
Deixe-nos.
Não foi fácil. Mas sempre cumpro o que prometo.
Vou pegar o que me deve e ir embora.
O ar xin'treano não me faz bem.
E a Cotovia?
Morta.
Como prometido.
Assim como os outros que se juntaram a ela.
Os outros ficam de brinde.
Está liberado.
Se espalhem.
Controlem a praça. Andem. Vamos.
Meldof, dois em cima.
- Não deixe chegarem à trombeta! - Soem o alarme!
Rápido! Às armas!
A Ceifadora.
Um dos espólios favoritos do meu pai.
Se fosse outra época, eu devolveria.
- Não. - Parada.
Mas os tempos são outros.
Um futuro brilhante espera.
Infelizmente, não para você.
É uma mercenária e da Tribo Fantasma.
Por isso, não posso deixá-la ir.
Vai honrar nosso acordo.
Honrar?
Pelas lendas que li,
a sua tribo era a mais honrada.
Mas aqui está você, uma traidora,
vendendo companheiros por mero metal!
Uma desgraça para os ancestrais.
Vou esfolar você viva.
Levem-na à praça.
Decapitem-na com a espada pela qual ela traiu os amigos.
Vou assombrá-la para sempre.
Ponham a cabeça dela nos portões como um aviso aos descontentes.
Que seu ventre apodreça
e seu nome seja esquecido.
É melhor começar a rebelião logo. Faça sua parte, Cotovia.
Povo de Xin'trea!
Não queremos machucar. Queremos justiça!
Os grãos atrás dessas portas são seus.
Todos os depósitos da cidade são seus.
Grãos cultivados por plebeus para engordar os exércitos do império,
alimentados por sangue, suor e lágrimas, enquanto seus filhos morrem de fome.
Ela é a Cotovia!
Peguem o que é seu!
Está vazio.
Está vazio!
- Não ligam pra plebeus. - Merda.
- Malditos! Não sobrou nada! - Como vamos sobreviver?
Vamos morrer!
Este é o futuro sob a imperatriz e o maldito império dela.
Tudo o que vocês e seus filhos têm pela frente é a fome.
Precisamos nos rebelar.
Sei que estão com medo, mas é nossa única chance.
Juntos, podemos vencer.
Somos a Rosa Negra
Que ninguém duvide da nossa causa
Ergam-se, e que sintam nossos espinhos
E a liberdade será nossa
Somos a Rosa Negra espinhada
Cantando pelos que não foram cantados
Ergam-se, e que ouçam nosso urro
O dia dos plebeus chegou
Vão! Espalhem a notícia!
Que saibam que chegou o dia da rebelião dos plebeus!
O dia em que Xin'trea se torna de vocês!
Que sintam seus espinhos!
Liberdade e comida para todos!
Armem-se!
Vão!
E achei que minha magia era poderosa. Muito bem.
Se eu cair, você me deve uma canção, e quero que fale das minhas bolas.
Uthrok Pau Grosso.
Que, tendo duas bolas enormes, acabou com um império!
Ouçam a Cotovia! Comigo, desgraçados magníficos!
Vamos entrar.
Fjall.
O que houve com você?
Você tem perguntas.
Tudo o que ouviu é verdade.
Matei o Alvitir.
E sua família.
E o Clã dos Cães.
Sabia que todos que eu amava morreriam,
e aceitei.
Sem pensar duas vezes.
Eu ia ser uma nota de rodapé na história alheia.
Um útero a ser negociado. Era invisível, Fjall!
Não.
Eu vi você.
O passado tinha de morrer.
Por mais que eu amasse meu irmão,
ele cometeria os mesmos erros dos reis anteriores.
Mas o exército e os magos estão comigo.
Estão civilizando outros mundos neste momento.
Vou nos conduzir a uma nova era dourada.
E quero você ao meu lado.
Sei que vai precisar de tempo.
Você é mesmo insana.
Acha mesmo
que posso perdoá-la depois do que fez?
Sabe os sacrifícios que meu clã teve que fazer para protegê-la?
Os horrores que infligimos aos outros em seu nome?
E você nos traiu.
Você é um monstro.
Um monstro reconhece outro.
Andem!
Rápido!
Vocês tinham que ser grossos.
- Foque. - Foque você.
Não abre. Os cadeados devem ser de dimerítio.
Estamos perdendo tempo, os soldados vêm aí.
Não fomos nós.
Preparem-se.
Acabaram o tour?
Combinou essa corzinha no seu rosto.
- Cadê o monólito? - À frente.
Cadê os guardas?
- Tomara que indo à rebelião. - Esperem.
Vão. Destruam o monólito. Vamos atrasá-los aqui.
Não morra.
Farei o possível. Se cuide.
Ele está na sala do trono. Matem quando virem.
- Andem! - Arregacem as mangas.
Saco.
Sua corzinha também combinou.
- Obrigada. - É sempre assim cansativo?
Vamos lá, grandão. É só o começo.
Não recuem!
Esperem.
O povo está descontrolado.
- Vamos ao quartel de Yaruga. - Não. Levem-me aos aposentos.
É ela. Certo, vá. Vamos nos virar aqui.
- Boa caçada. - Igualmente.
Vamos chegar ao monólito.
É você.
A Cotovia.
Eu esperava…
mais.
Soube que temos muito em comum.
Deixamos vidas para trás para escrevermos nossa história.
Tudo o que fiz foi pela raça élfica,
e não vou me desculpar por isso, Cotovia.
Você nem sabe o que é a raça élfica.
- É só uma princesa mimada. - Sou a imperatriz!
É uma criança com as rédeas de um cavalo de guerra.
Não é a porta-voz da raça élfica.
O quê? E você é?
Agora eles falam por si mesmos.
Mentes pequenas sempre temerão o que não entendem.
Vingue-se, então,
e acabe com isso, Cotoviazinha.
A ideia de ver a vida sumir dos seus olhos me alimentou.
Alimentou meu coração partido por todo o percurso.
Quanto mais perto eu chegava,
um pensamento me consumia.
Que você estava certa.
Acabou com as monarquias.
E com os clãs.
Éramos as botas da monarquia no pescoço do povo.
Éramos a espada dela,
sem dúvida.
Mas você também é.
Não mudou nada.
É só outra bota
à procura de pescoços.
Está ouvindo?
É o futuro da raça élfica.
E eles não cantarão sobre você,
mas sobre liberdade.
Quer controlar sua própria história.
Agora pode escolher.
Se deixar a lâmina, um médico pode achá-la.
E salvá-la.
Viverá o bastante para ver seu mundo desmoronar.
Encarar seus erros.
Ou seja covarde, arranque e morra sangrando.
Ninguém vai saber.
Só você.
Senhor, há uma rebelião.
Balor!
Você corrompeu tudo.
Isso acaba agora!
Como ele controla o fogo?
Sentiu isso?
A energia do Caos do outro mundo.
Me ignore, querida.
Na verdade,
sabe como chego à casa da moeda?
Eles chegaram.
É uma bela rebelião. Aproveitem a liberdade enquanto podem.
Aliás, tem pêssegos na cozinha.
Lembrem-se de mim.
Fjall, saia daí!
Éile!
Fjall!
Fui desprezado por pessoas como vocês a vida toda.
Chega.
Eu controlo o Caos!
Não preciso de nenhum de vocês.
Precisamos usar o poder dele contra ele.
Vou fundir meu poder com o Caos dele para quebrar o monólito.
Agora! Me amarre a ele!
Não é incrível como o medo passa quando vê o cu dele?
- Não! - Fjall!
- O Fjall se foi. - Callan!
Não!
Venha até mim, meu amor
Seu filho não nascido está ansiando
Venha até mim, meu amor
Meu coração ainda está queimando
Minha alma está ansiando
Para sentir o rio gelado rodopiando
Para me juntar a você mais uma vez
No próximo mundo eterno
Volte para mim.
Por favor.
Não consigo.
Esperarei por você
nos grandes salões de Caer Aenwyn.
Viva, Éile.
Viva.
Eu te amo.
O que está fazendo?
Não.
Em seu ato final,
o grande mago destruiu a maior criação dele,
não percebendo que a energia liberada destruiria o próprio espaço-tempo.
Os véus frágeis entre os mundos foram rasgados.
Planos da existência começaram a se cruzar.
Céus guerrearam entre si.
A noite se alimentou do dia.
Múltiplos mundos se cruzaram e, se fundindo,
espalharam espécies como se fossem sementes.
Foi a Conjunção das Esferas.
Todos os seres vivos silenciaram.
E então
o Continente acordou.
Navios estranhos naufragaram,
deixando uma carga ainda mais estranha no litoral élfico.
Humanos, exilados para sempre e longe do próprio mundo.
A humanidade agora andava entre os elfos.
Onde estou?
O que você é?
De onde saiu?
Nada jamais seria como antes.
Onde antes havia duas pedras em pé
Encarando orgulhosamente um campo
Uma caiu de lado
Desde o encontro das esferas
Debaixo daquela pedra, um guerreiro
Cuja bravura não conhecia limites
Que deu a vida para que fossem livres
E um tirano fosse derrubado
Disseram que ele tinha coração de pedra
Sem amor ou carinho, sem
Até que uma cotovia cantora Cantou a canção dela
E partiu o coração dele em dois
Eles lutaram por uma terra tão cruel
Onde plebeus Morriam de fome e labutavam
Lutando para vingar seus clãs
E libertar os comuns
Eu sou aquela cotovia, aquela pedra em pé
Ao lado do meu amor
Minha voz está morrendo com o vento
Enquanto nossa história Começa a desaparecer
Não vou mais sentir seu calor, meu amor
Não vou mais sentir seu calor
Mas, do nosso amor, uma semente cresceu
Uma semente para salvar nosso mundo
Venha comer.
Éile e Fjall plantaram uma nova vida.
Uma criança, de sangue diferente de todos,
marcada por uma fera e pela magia.
Não como nada assim desde que saí do Árd Fuile.
Você não tem mesmo sangue de anão?
Não sei. O que acha?
Algumas gerações atrás, talvez.
Isso nos torna uma família.
Aconteceu, Ithlinne.
Matei uma fera, como você disse.
Só que não era a que eu esperava.
Você pode?
Tem certeza?
O tempo das esferas é iminente.
Os Aen Seidhe estão perdidos pelos céus, à deriva no tempo,
sempre em busca do amor perdido e deixado para trás.
A semente da Cotovia carregará
a primeira nota de uma canção que encerra todos os tempos…
E um descendente dela cantará a última.
Espere, o quê?
Quem?
Quem? Qual descendente?
Cante "A Canção dos Sete", Rouxinol.
ENCERRA TODOS OS TEMPOS.
E UM DESCENDENTE DELA CANTARÁ A ÚLTIMA.
Para que os oprimidos achem esperança e força
na história dos ancestrais deles
e se preparem
para a grande mudança que virá.
- Ótimo. - Beleza. Jogue.
Pena!
Vocês não são nada, são menos
Estão quebrados, são uma bagunça
Derrotados e sem esperança
Vão afundar nas profundezas
Os opressores são poderosos
Têm muito mais força
Aprendam com a história
Resistência significa morte
Esqueçam tudo o que disseram
Porque o lustro da história
Está manchado por aqueles
Que não querem que vocês conheçam
O poder das suas histórias
Suas músicas e a si mesmos
Para recuperar a terra
Para os anões e os elfos
Então cantem alto e com orgulho
"A Canção dos Sete"
Sejam vocês ananicos ou gnomos
Sejam anões ou elfos
Vocês carregam as histórias deles
Nenhum opressor pode escondê-las
Carreguem as glórias deles e ergam-se
Nós nos ergueremos
Conectados em uma busca por sangue
Por vingança e verdade
Destinados ao fracasso
Mas os Sete recusaram
Sete guerreiros diferentes
Unidos como um punho
O império os esmagaria
Mas eles disseram: "Foda-se"
Eles disseram: "Foda-se"
Eles reuniram o povo
Com bravura e música
A coragem deles mostrou
O que era certo e errado
O poder de uma história
Ateou fogo nas veias deles
O povo se erguerá
Para trazer uma mudança
Então cantem alto e com orgulho
"A Canção dos Sete"
Sejam vocês ananicos ou gnomos
Sejam anões ou elfos
Vocês carregam as histórias deles
Nenhum opressor pode escondê-las
Carreguem as glórias deles e ergam-se
Nós nos ergueremos
Nós nos ergueremos
Nós nos ergueremos
Nós nos ergueremos
Nós nos ergueremos
Cantem alto e com orgulho
"A Canção dos Sete"
Sejam vocês ananicos ou gnomos
Sejam anões ou elfos
Vocês carregam as histórias deles
Nenhum opressor pode escondê-las
Carreguem as glórias deles
E se ergam
Nós nos ergueremos
Cantem alto e com orgulho
"A Canção dos Sete"
Sejam vocês ananicos ou gnomos
Sejam anões ou elfos
Vocês carregam as histórias deles
Nenhum opressor pode escondê-las
Carreguem as glórias deles
E ergam-se
Legendas: Thamires Araujo
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