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Zulu
Dá-lhes cor
Vida, não haveria mistura Das minhas cores com as tuas
Tentei sempre Mas essa amizade não aconteceria
Vida, não haveria mistura Das minhas cores com as tuas
Kishan.
Tentei sempre Mas essa amizade não aconteceria
Para mim, és o inimigo
Por vezes, pareces ser O bater do meu coração
Os pensamentos do meu coração despedaçado Parecem ligar-se a ti
Para mim, és o inimigo
Por vezes, pareces ser O bater do meu coração
Os pensamentos do meu coração despedaçado Parecem ligar-se a ti
Dá-lhes cor
Dá-lhes cor
Dá-lhes cor
Os olhos não serão separados Destes sonhos cheios de cor
Dá-lhes cor
Dá-lhes cor
A cor do destino Não será separada dos caminhos
Dá-lhes cor
Anda lá, Kishan. O maestro está aqui connosco.
- Ele não presta. - Onde o encontraram?
Espere.
Desculpe, senhor. Eu ia dizer-lhe.
São um bando de vagabundos inúteis
que acham que sabem cantar!
Se não têm dinheiro, vão cantar para a rua.
Vocês vêm para aqui sem dinheiro.
Vamos, Kishan.
Esquece lá isto.
Estão fantásticos.
Sorriam.
Dá-lhes cor
Dá-lhes cor
Os sonhos nunca se separarão dos olhos
Dá-lhes cor
Dá-lhes cor
Os sonhos nunca se separarão dos olhos
Dá-lhes cor
Dá-lhes cor
Amanhã à noite, Manoj Tiwari, cantor de Bollywood, irá dar um concerto.
KISHAN GIRHOTRA
Anda lá, Kishan.
Vamos.
- Olá, senhor. - Olá.
O sinal na tua linda bochecha
Mata-me
O sinal na tua linda bochecha
Mata-me
A tua cintura elegante
Mata-me
A tua cintura elegante
Mata-me
Todos a seguem
Quando ela passa na rua
Hoje temos connosco o magistrado distrital de Moradabad.
Suba ao palco, por favor.
Todos a seguem
Quando ela passa na rua
Hoje vou dar este CD ao Sr. Manoj.
Toma, Kishan. Dá uma passa.
Não preciso disso.
A música é a minha droga!
Mata-me
Mata-me
A tua cintura elegante
- Obrigado. - Para trás. Afastem-se.
Senhor.
- Sr. Manoj! - Certo.
- Disse para se afastarem. - Senhor.
- Sr. Manoj. - Afastem-se.
- Senhor! - Cheguem-se para trás.
- É um CD de maquetes, senhor. - Para trás.
Vamos.
Ouça o CD, senhor.
- Sr. Manoj. - Venha, Sr. Manoj.
Para trás.
- Mas que CD? Põe-te a andar! - Como se atreve a partir o meu CD?
Larga-me.
Prendam-no! Levem-no para a prisão.
Não perde pela demora!
Larguem-me.
Temos de ir até Deli, Bunty.
O Sr. Manoj vai lá dar um concerto.
Damos-lhe o CD aí.
- E o dinheiro? - Nós desenrascamo-nos.
Vou cair!
Já caí.
O que se passa?
Levanta-te.
Porque bebeste tanto?
Ainda não encontraste um mecânico?
Olha ali.
És condutor há tantos anos
e não consegues fazer algo tão simples.
Vais ser despedido.
É ele.
Então, senhor, o carro avariou?
- Sim, e depois? - Credo.
- Quer boleia? - Obrigado.
- Venha. - Vá-se lixar, seu cão nojento.
Espera! Aonde vais? Para!
Para, seu desgraçado.
Preciso de dinheiro.
Tenho de arranjar dinheiro.
Ninguém me vai arrendar um estúdio de graça.
Preciso do dinheiro.
Preciso de uma solução.
- O que estás a fazer, pai? - Fica com ele.
Andas a murmurar que precisas de dinheiro.
Eu desenrasco-me, pai.
- Fica com ele. - Não, guarda-o.
Mas diz-me.
O que vais fazer com o dinheiro?
Vou gravar uma canção em Deli.
Eu e a minha banda teremos cartazes por todo o lado.
Pessoas de cidades pequenas como nós não se deviam atrever a sonhar assim.
Pai, a cidade pode ser pequena, mas os sonhos não têm fim.
Que declaração!
Dito isso, e se me cantasses alguma coisa?
- Em inglês. - Queres?
- Sim. - Está bem.
Ouçam a canção dos de coração angélico
Esta canção é minha, agora e até ao fim
E vou cantá-la para sempre
Prendam-no.
Então, senhor?
O que aconteceu?
Vais ser detido.
- Por que razão? - O que se passa?
- Não resistas. - Afastem-se.
- Larguem-no. - Afastem-se!
Larguem o meu pai!
O que fez ele?
- Assassinou um oficial do SAI. - Não!
- Para a esquadra da Polícia. - Como assim?
Não, pai! Eu não fiz nada!
Eu não fiz nada, pai!
Estou inocente, pai! Eles estão a mentir!
Eu não fiz nada.
Larguem-me.
Não és tu e o teu amigo Bunty?
Responde.
É bom que fales agora.
Muitos viram-te
a ameaçar o oficial na noite do concerto.
Senhor, eu fumei erva, fiquei pedrado
e o Kishan precisava de dinheiro. Não me lembro de mais nada, senhor.
Mais nada.
Fala.
- O Kishan não o matou, senhor. - Deixa-me ser claro, rapaz,
ou vais com o Kishan para a forca.
Oferece-te como testemunha e diz ao tribunal o que te vou dizer.
Hoje, Sentença Pela Morte de Oficial
Tivemos uma altercação com o oficial à porta do Estádio Parwani.
Ele precisava de dinheiro.
Vimos o carro do oficial lá estacionado.
Ele vingou-se e levou o dinheiro.
- Pegou numa barra de ferro e... - Bunty!
- O que estás a dizer, Bunty? - Foi por trás dele
e atacou-o com imensa força.
Não é verdade, meritíssimo.
- O que estás a dizer? - Silêncio. Deixe-o falar.
E o oficial morreu logo.
- Ele vingou-se e... - O que estás a dizer, Bunty?
Levem-no lá para fora.
És como um irmão para mim. O que estás a dizer, Bunty?
Já disse para o levarem.
Ele está a mentir, senhor.
Kishan Mohan Girhotra,
condeno-o a prisão perpétua
pelo homicídio do oficial Dinesh Kumar. - Bunty.
18 MESES DEPOIS CADEIA DE MORADABAD
Esperem aí. Vou falar com o carcereiro.
Gayu, nós gerimos uma ONG.
Se continuarmos a envolver-nos nestas agitações,
qualquer dia somos expulsos daqui.
Se não o agitarmos, este sistema não vai mudar.
- Gayu. - Espera aí e vê o que vou fazer.
Quem lhe deu permissão para filmar aqui?
Ela era filha do ministro do sindicato.
E então?
- Ela veio cá gravar um filme. - Mostre-me a carta.
O ministro deve ter enviado uma carta.
Quero vê-la.
Nem o Departamento nem a Administração precisam de permissões escritas.
- A sério? - Sim.
A boa vontade fomenta as relações.
São prisioneiros e não animais num zoo
para exporem aos vossos convidados.
Porque se estão a ajoelhar?
Ouçam lá, nada de batotas.
Sabe que mais? Pergunte às autoridades.
- Não me pergunte a mim. - Muito bem.
Aguente-se bem,
pois vou falar com o inspetor-geral. - Esteja à vontade.
Vá! Levantem-se!
Não são permitidas câmaras aqui. Vamos apresentar queixa.
Esteja à vontade.
As palmas das mãos é que devem ter linhas,
não o seu rosto.
Era o que dizia a minha mãe.
Devia tentar sorrir.
- Parece muito feliz. - Porque não haveria de estar?
Vou pedir recurso. O meu advogado vem cá ver-me.
Outra coisa.
Não poderei atuar na receção de 26 de janeiro,
porque vou sair daqui.
Ouve lá. Chega aqui.
Sim, senhor.
Kishan.
Aqui.
- Saudações, irmão. - Saudações.
- Como estás? - Estou ótimo! E o senhor?
Bem, tenho boas e más notícias.
Ótimo!
Tenha água pronta
para apagar o fogo que vai começar. - Não.
Não há fogo. Mas também não haverá recurso.
Antes de eu o conseguir pedir,
a família do oficial entregou uma petição ao Supremo Tribunal.
Exigem a pena de morte.
Mas eu pedi uma reunião
com o procurador de justiça.
Não tenhas medo, Kishan.
Vamos falar com todos os oficiais e ministros que for preciso.
Não te preocupes. A sério.
Por favor, aborde as autoridades superiores.
Parabéns a você
Viva o ministro-chefe!
Viva o ministro-chefe!
- Senhor, o inspetor-geral está aqui. - Muito obrigado.
Aquela organização do trânsito estava fantástica.
Senhor, é o inspetor-geral das prisões.
Lembra-se, a prisão de Lucknow?
As fardas são todas tão parecidas,
que é difícil distinguir. Sente-se, por favor.
Não é culpa sua, senhor.
Decerto que o Satyanarayan já falou consigo.
Desta vez, quero organizar a competição
entre bandas de prisioneiros na prisão da Central de Lucknow.
Pois.
Será que o senhor poderia pensar em outro lugar?
Onde?
O pai quer que seja na Central de Lucknow.
Convidamos os ministros
e pressionamo-los para alocarem mais fundos para as prisões.
E quer que eu o faça noutro lugar
em vez de Lucknow, a nossa capital.
Senhor, a prisão da Central de Lucknow recebe criminosos de todo o lado.
Temos reclusos muito ferozes.
A prisão que menos participa nesta competição de bandas de prisões,
que já se organiza há 10 anos, é a da Central de Lucknow.
Por sua vez, as prisões de Naini, Allahabad, Varanasi e Agra
têm sempre o número máximo de participantes.
Sabe, os reclusos da Central de Lucknow são um pouco diferentes.
Isso não é motivo. Forme uma banda.
Forme uma banda
onde tem atores que fingem cantar
e põe a música por trás.
- Fazer playback. - Sim, isso.
Dê-lhes uma guitarra, um tambor e uma harmónica.
Eles criam uma atmosfera empolgante
e a Central de Lucknow ganha fama.
Senhor, a Central de Lucknow não é fácil de gerir.
Existem questões de segurança, senhor. Corre-se o risco de fugas.
É por isso que não é boa ideia fazê-lo na Central de Lucknow, senhor.
O meu pai disse que seria na Central de Lucknow.
Quando, como e a segurança são problemas seus.
O senhor está à frente daquilo, portanto é da sua responsabilidade.
Não me venha com falinhas mansas.
Ouça bem. Se falhar,
transfiro-o para a Polícia de Trânsito.
Até a farda será igual.
- Foi uma boa piada, senhor. - Não é uma piada, estou a falar a sério.
Não brinque.
SEDE DA POLÍCIA DE LUCKNOW
Gayatri, tem calma com ele.
E não te passes.
Claro. Porque haveria de me passar?
Fiz meditação de manhã. Não te preocupes.
Gayu, tu já tens um problema com o sistema.
Só nos preocupa que vejas algo de mal e comeces a gritar.
Não vou gritar com ele.
Vamos ter uma conversa civilizada.
Pode entrar.
Diga ao carcereiro.
Diga-lhe que dê as ordens imediatamente.
Precisamos de uma banda na prisão da Central de Lucknow, só isso.
Como assim, "como"?
Arranjem uma banda!
Diga.
Senhor, chamo-me Gayatri Kashyap.
Vá direta ao assunto!
Os seus funcionários são patéticos!
A nossa ONG trabalha exaustivamente a reformar criminosos
em muitas prisões de Uttar Pradesh.
Atualmente, trabalhamos com a de Moradabad
para a celebração de 26 de janeiro.
Eles permitiram o uso de uma câmara lá, só por ser a filha do ministro.
Acrescente a isso as secções 36 e 37:
"Indisciplina do oficial de serviço
por desrespeitar as normas e agonizar os presidiários."
Isto também me faz lembrar a secção 29.
Um oficial a castigar fisicamente os presidiários.
Fazem-nos ajoelhar, senhor. O que é isto?
E aquele oficial nem usa o chapéu, senhor.
A senhora...
... percebe de música?
Como assim?
Aqui, tão de repente?
A Gayatri está aqui, senhor. Ela nunca ouve ninguém.
O inspetor-geral pediu-lhe para formar uma banda na prisão da Central de Lucknow.
Mas ela recusou.
Ela disse que o trabalho deles não é formar bandas,
mas sim reformar!
Ela perdeu o emprego e nós perdemos o projeto.
O Estado contra Kishan Mohan Girhotra.
Querem passar para o Supremo Tribunal?
Sim, senhor.
A prisão perpétua não vos satisfaz?
Num caso desta envergadura, a morte é a única justiça, senhor.
Existe uma indignação pública. A família da vítima precisa de justiça.
Estou a ver. Justiça?
Fala como se a justiça fosse um bolo.
Todos querem uma fatia!
Pronto. Vão lá ao Supremo Tribunal.
Exijam a pena de morte.
Meritíssimo.
Meritíssimo, exigir a pena de morte sem provas é...
Ele já está em prisão perpétua, senhor.
Próxima audiência.
Meritíssimo.
Reconsidere, por favor.
Peço-lhe que reconsidere.
Meritíssimo. Kishan.
Pessoas de cidades pequenas como nós não se deviam atrever a sonhar assim.
Pai, a cidade pode ser pequena, mas os sonhos não têm fim.
A situação atual mudou, minha senhora.
Para si e para o 1821.
Cinco minutos.
Obrigado por ter vindo.
O seu advogado disse que me queria ver.
Sou-lhe sincera, não posso fazer nada.
- O meu emprego... - A senhora e eu somos linhas paralelas.
Está a perceber?
Linhas paralelas?
São linhas que correm ao lado uma da outra
e só se encontram no infinito.
Não estou a perceber.
Falo de nos encontrarmos no infinito.
Na Central de Lucknow.
Vou ser transferido para a Central de Lucknow.
E sei que lhe fizeram uma proposta
para formar uma banda.
O que está a tentar dizer?
Tenho um pedido.
Quero que aceite a proposta e que forme uma banda.
Até poderá recuperar o seu emprego.
Devo ajudá-lo para recuperar o meu emprego?
Para realizar o meu sonho. Sempre quis ter uma banda.
Serei o primeiro voluntário.
Uma só pessoa não faz uma banda.
Recrutar outros é o meu trabalho.
- Não será fácil convencê-los. - Convencê-los é o meu trabalho.
E vão deixá-lo?
Esse é o seu trabalho.
Foi por isso que a chamei.
PRISÃO DA CENTRAL DE LUCKNOW
Despe-te.
Vira-te.
Para a frente.
Mãos para cima.
Afasta os dedos.
Olha para baixo. Passa as mãos no cabelo.
Volta a levantar a cabeça.
Abre a boca.
Pronto.
Toma. Podes ir.
Próximo.
És vegetariano?
O coitado não consegue falar.
Mishra, leva-o para a secção dos deficientes.
Vai lá, rapaz.
A seguir, 1821.
És vegetariano?
Não consegues falar?
Mishra, a malta de Moradabad não avisou
que ele era deficiente.
Então, qual é o problema?
- Porque não falas? - Maheshwari.
Não chateies o rapaz.
Ele fez uma longa viagem. Deve estar cansado.
Certo? Deixa-o descansar.
Anda lá, eu levo-te pessoalmente.
Vem.
Eles alimentaram-te bem...
... durante a viagem?
Custou-te muito?
Ainda bem.
E, se tiveres alguma queixa em relação a nós,
temos um livro de reclamações.
- Um livro de sugestões. - Sim.
Um livro de sugestões onde podes escrever o que quiseres.
E nós trataremos disso.
Desce.
Sabes, nós aqui vivemos como uma família.
Uma família está sempre unida.
Anda lá.
O que se passa, rapaz? Em que estás a pensar?
Já percebi. Nunca viste nada assim.
Isto é só o começo. Há muito mais para ver.
Vem, eu mostro-te.
Vamos lá.
Anda lá.
Cuidado.
Ele está a debater-se imenso.
- Tripathi. - Sim, senhor.
O nó está bem apertado?
- Está muito apertado, senhor. - Ótimo.
- Maheshwari. - Senhor.
Porque se está a debater tanto?
Ele quer dizer alguma coisa?
- Mas o coitado não consegue falar. - Pois não, esquecemo-nos.
Então, porque estará a debater-se tanto?
- Maheshwari. - Senhor.
- Estaremos a cometer um erro? - Amarra-lhe as mãos.
Deixem-me voltar a ver as ordens do tribunal.
- Aqui estão. - O que está escrito aqui?
Está a apagar-se, senhor.
Acho que lhe atribuíram a pena de morte.
Tens a certeza?
Foi uma exigência.
Uma exigência?
Está pendente.
- Está confirmada. - Não, está pendente.
Está confirmada.
Esperem.
- Maheshwari. - Senhor.
O que está escrito aqui?
Se lhe foi atribuída a pena de morte e não o enforcarmos,
o tribunal virá atrás de nós.
É verdade.
Então, o que fazemos?
- Afasta-te. - Senhor.
- Tripathi. - Sim, senhor.
Enforca-o.
Bem-vindo à Central de Lucknow.
CHAMADA RECEBIDA: MULHER LOUCA
É a Sra. Carcereira.
Sou prisioneiro dela.
É casada?
- Como? - Foi apenas uma pergunta.
Fiquei surpreendido por vê-la.
Isto é, tem aspeto de modelo. É formada.
Pertence a uma casta alta. Kashyap.
- Progressiva, senhor. - Isso.
Tenho um conselho para si.
Encontre um tipo simpático e case-se.
Será feliz.
Passa tanto tempo com estes criminosos.
Não gosto disso.
São uma escumalha social,
são como lixo.
Ouça, o meu trabalho é formar uma banda.
E o prisioneiro 1821 vai ajudar-me.
Já apresentei as credenciais dele ao inspetor-geral
e o senhor tem as suas ordens.
Por isso, peço-lhe que o tire da solitária pois vai ser-nos útil.
A menina Gayatri é inacreditável.
Estas pessoas não são santas. Não vão participar na sua fantochada.
Menina Gayatri.
Esta é...
... a prisão da Central de Lucknow.
Acreditamos na punição, não na reintegração.
Já lhe expliquei isso.
O resto é da sua responsabilidade e do inspetor-geral.
Dá-me uma caneta, Maheshwari. Vou assinar isto.
- Shukla. - Sim.
- E uma folha de bétele? - Já de seguida, senhor.
Pense no casamento.
Como está?
Olá.
Tem a certeza de que consegue formar uma banda?
Dê-me uma semana.
Terá a sua banda.
Vais passar o resto da vida aqui, jeitoso.
PRESERVATIVOS
Temos um novo colega.
Voltem lá para dentro.
Têm 20 minutos para comer.
Ouve, chamo-me Victor.
Isto aqui está perigoso. Vai haver uma luta.
Segue-me.
- Para onde me levas? - Não te preocupes. Anda lá.
Senta-te.
Senta-te. Não te preocupes.
Reconhece-lo?
Não.
É o Sr. Tilakdhari.
É a pessoa mais influente daqui.
Serve-lhe mais.
Sabemos tudo sobre ti.
Moradabad, homicídio, Supremo Tribunal, uma petição para pena de morte!
Tudo.
Ele só escolhe pessoas com base no calibre.
És um tipo com sorte.
Junta-te ao grupo.
O que aconteceu?
Desculpe.
Isto é proteção, rapaz. Proteção.
Eu já tenho proteção.
Vamos.
PRISÃO DA CENTRAL DE LUCKNOW PROCURAM-SE VOLUNTÁRIOS PARA A BANDA
Quero participar.
Recluso: Kishan Mohan
Que palhaçada é esta?
O que foi?
"Procuram-se voluntários para a banda."
O que é isto?
PRISÃO DA CENTRAL DE LUCKNOW VOLUNTÁRIOS PARA A BANDA
O que estás a fazer?
Vamos lá ver para que se voluntariam.
- O que se está a passar ali? - Vamos embora, depressa.
Caminhem depressa!
VOLUNTÁRIOS PARA O RABO
O carcereiro já a tinha avisado.
Ainda estás aqui?
Já te inscreveste. Vai-te embora.
Viva a Índia, senhor.
Queres falar com a tua querida?
Victor, faz a chamada para o Pali.
Falaste com a tua família?
- A luz foi-se abaixo? - O que se passou?
- Chaurasia, seu palerma. - Shastri, sua besta.
- Mishra, o teu pai é ladrão. - Idiota.
- Cinco, quatro, três, dois e um. - Voltou!
Gosto disso que estás a entoar!
Queres entrar para a banda?
Diz-me como te chamas.
- Olá, senhor. - Olá, senhor.
Olá, menina Gayatri. Sente-se, por favor.
Sentem-se. Como estão?
O que se passa aqui?
Candidaturas para a banda, 1821.
É uma luta, não é?
Tragam-lhes um chá.
Toma.
Então, jeitoso?
Tenho a melhor forma de te aliviar o saco.
Quero falar contigo sobre a banda.
Um orçamento para instrumentos musicais.
Precisamos da sua aprovação.
Qual é o objetivo de tudo isto?
O ministro-chefe já enviou os convites do gabinete dele.
Vai ter uma banda pronta?
O 1821 vai conseguir tratar disso?
Como te atreves a tomar um banho aqui?
Um costureiro consegue cortar roupa com as mãos.
Não precisamos de uma lâmina.
Transmite a mensagem ao teu líder.
Rock Religioso
Tu também.
O quê?
Isto?
- Estás doido? - Percebo.
- Mentiroso! - O que estás a fazer?
És feito de quê?
Não comes há três dias e só bebes água.
Planeias morrer?
Não quero morrer.
Mas as pessoas não me vão poupar.
Eu falo com o Tilakdhari, está bem?
Desta vez, podes comer.
Eu sobrevivo com água.
Essa tatuagem que tens nas costas.
Gostas de música?
Estás maluco?
Estou a falar de comida e tu falas-me de música?
Viste o cartaz da nossa banda?
Não vim para aqui para formar uma banda.
Eu também não vim para formar uma banda.
O plano é outro.
Como vamos fugir?
Teremos certos privilégios.
Podemos planear durante os ensaios.
Isto é uma prisão de alta segurança.
Quero saber como vamos escapar.
No dia da competição, dia 15 de agosto.
O Dia da Independência.
É um bom dia.
Mas como vamos fugir?
Vai haver uma receção e os ministros estarão presentes.
Os outros...
Assim como reclusos de outras prisões.
Usaremos a oportunidade para nos disfarçarmos e fugir.
Chega aqui.
Isto é só uma ideia
ou já andaste a pensar nela?
Ele pediu-lhe para formar uma banda na prisão de Lucknow.
Mas ela recusou.
Sempre quis ter uma banda.
Não será fácil convencê-los.
Serei o primeiro voluntário.
Conheço todos os cantos da prisão.
O número de guardas, de caixas de fusíveis, tudo.
O tempo entre o corte de energia
e os geradores voltarem a funcionar é de apenas 15 segundos.
E porque me escolheste a mim?
Primeiro, por estares em prisão perpétua.
Não tens escolha.
Depois, porque és engenheiro.
Podes encontrar soluções técnicas.
Então?
Olha só.
Não quero ser eletrocutado.
O que dizes, Victor?
Somos só nós os dois?
Temos de formar uma banda, não um dueto.
Precisamos de mais pessoas.
Encontra-os e eu convenço-os.
- Fá-lo como deve ser. - Sim, senhor.
Dikkat Ansari, 1026.
Caso de pilhagem e tentativa de homicídio. Está aqui há um ano.
É o tipo das limpezas.
Do carcereiro aos oficiais, ao gerador e ao refeitório.
Ele pode ir a qualquer lado.
Adora miúdas, mas está preso no meio de homens.
Ele quer ser livre.
Purushottam Madan Pandit, 753.
Um dos reclusos mais antigos da Central de Lucknow.
É o único que nunca se curvou perante o Tilakdhari.
Entre eles existe uma inimizade antiga.
Guru!
O que se passou?
Ele está a cargo da unidade de costura.
Até costura as fardas dos polícias.
Ele quer ir ao casamento da filha,
mas foi rejeitado.
Queres que ela se case aqui?
Basta que faças os rituais.
Anda, Bindiya. Vamos embora.
Anda lá!
Parminder Gill, também conhecido por Pali, 1414.
O irmão mais velho disse-lhe para matar um empreiteiro.
Ele fê-lo sem pensar duas vezes.
E há uma história de amor.
Ele tem uma namorada lá fora.
Tentou fugir várias vezes, mas nunca conseguiu.
E acerca de mim já sabes.
Fui engenheiro eletrotécnico,
mas aqui trabalho como canalizador, ou até como eletricista.
Lâmpadas, fusíveis, qualquer trabalho elétrico.
É para esses trabalhos que me chamam.
Viva a Índia.
Vamos começar.
Amanhã, candidatas-te.
Olha uma coisa.
Eu não me importo,
mas a ideia é um pouco arriscada.
Convences os outros e eu já estou dentro.
Olha,
eu não vou sair de debaixo do guarda-chuva até ter a certeza
de que tenho um teto por cima de mim.
Percebes?
Anda depressa.
Quantas vezes te disse que tenho uma camisola?
Porque te preocupas tanto?
Diz-me, e que mais?
Não te preocupes.
Depois de falar contigo, sinto-me melhor.
Há muitos mosquitos aqui na prisão.
Liguem as luzes!
Mishra, o teu pai é ladrão.
Ao menos deem-nos uma lanterna.
Morre, Pali, seu imbecil.
Quem raios me insultou?
Vai-te embora.
Não quero fugir.
Vais passar a vida a vender revistas eróticas.
Não quero saber.
É melhor do que levar uma coça do carcereiro.
Dikkat.
Queres passar o resto da vida a aliviar-te na Central de Lucknow?
Quando saíres daqui, poderás fazê-lo a sério.
Gotas de orvalho não matam a sede.
Parem de falar, imbecis.
Sim, senhor.
Vai lá.
Espera, 1821.
Chega aqui.
Vem.
Anda lá.
Vem.
Eu disse-te, rapaz. É para tua proteção.
Vem ver-me.
Caserna número nove.
Prisioneiros, regressem às casernas para descansarem durante uma hora.
Jumento.
O Pandit é o líder da unidade de costura.
Número 753.
É a única unidade que eu ainda não controlo.
E é tudo graças àquele Pandit.
Faz o seguinte.
Diz-lhe que queres trabalhar com ele.
Ele fica por lá, mesmo depois do período da costura.
Trata dele.
Como assim?
Faz mais força.
Vais ser revistado.
Espera lá.
Levanta os braços.
Abre a boca.
Podes passar.
- Procuro um trabalho. - Sabes coser?
O meu tio era costureiro.
Mostra-me.
Badri.
Pode mudar a estação de rádio?
Taal Keherwa.
Cuecas?
Não disse que não podia coser isto.
Está bem, toca a trabalhar.
Sabes que mais, pega nisso
e faz uma dúzia. Está bem?
Eu certifico-me de que não dói.
O Terelin fê-lo sozinho.
O que estará ele a fazer? Já devia ter voltado.
Chegar a tempo é um velho hábito meu.
Mas, desta vez, atrasei-me um pouco.
Alguém manchou a minha reputação.
Quero recuperá-la.
Eu, Vijay Dinanath Chauhan.
- Eu próprio. - Kancha, que vive num palácio de vidro.
Eu já te conhecia.
Em miúdo, costumava lavar-te o carro.
Com um pano.
E, agora, queres vestir as minhas roupas.
Não!
Só quero vestir uma roupa qualquer.
Toma lá, pá.
Come mais um pouco.
Aonde vais, Jumento?
Jumento?
Vou para aquele lado.
O quê?
Vou comer relva fresca.
Todos os reclusos a cargo da lavandaria vão para lá.
- Maheshwari. - Senhor.
Aquele 1821 parece ser astuto.
Ele é mais...
... do que aquilo que aparenta.
- Está atento a ele. - Sim, senhor.
Nem fazes um simples trabalho,
mas queres falar com a tua querida.
Estavas assustado!
E queres falar com a tua querida!
És um cobarde de merda!
És um inútil!
Queres falar com a tua querida?
Ninguém deve saber disto, além de nós.
Lembrem-se, não quebrem a confiança uns dos outros
e não desconfiem uns dos outros.
Muito bem.
- O grandalhão aprendeu a lição. - Sim.
- Não vai voltar a aparecer. - Pois.
Ficou mesmo acagaçado.
Olá, Pali.
Quem é o Pali?
Qual Pali?
- Que Pali? - Eu sou o Pali.
Também quero entrar para a banda.
Só precisamos de quatro elementos.
E já somos quatro.
- Então, mato um de vós. - Não precisamos de ti.
Mas eu preciso, Pandit. Quero juntar-me à banda.
Isto não se trata de trocar o pneu de um camião, Pali.
Trata-se de música.
- É preciso talento. - Eu sei que vocês são talentosos.
Pandit Dikkat Victor Imbecil
Não quero passar a vida a beijar os pés do Tilakdhari.
Não vou voltar a falar com a minha querida pelo telefone.
Vamos falar cara a cara.
Falaremos pessoalmente, quando eu sair daqui.
Consigo fazer chaves para qualquer fechadura. Já me deixam entrar?
Não precisamos de ti.
Podes contar a quem quiseres.
Não temos medo.
Faz chaves, diz ele...
Transmite ao querido amigo
A condição dos discípulos
Transmite ao querido amigo
Sem ti, mesmo dormir debaixo de uma manta É como uma doença
É como viver numa casa repleta de cobras
Transmite ao querido amigo
Desde miúdo que canto em eventos religiosos.
Então?
Já me deixam entrar?
Parminder Gill, 1414.
Purshottam Pandit, 753.
Dikkat Ansari, 1026.
Victor Chattopadhyay, 1759.
E Kishan Mohan Girhotra, 1821.
Aqui tem, senhor. A banda da Central de Lucknow.
Então, já está pronta. Vamos lá ouvir alguma coisa.
- Era uma vez um papagaio... - Então?
És mesmo idiota!
Mishra.
Sim, senhor.
Traz-lhes os instrumentos!
- Eles ainda não ensaiaram, senhor. - Eu sei.
Só quero perceber se são bons ou não.
- Não têm um saxofone? - Não.
- Como se toca esta coisa? - Sopras aqui.
Deste lado.
Pandit, segura isso a direito.
Não é assim.
Pandit.
- Alguma vez tocaste isso? - Sim.
Espera. Começa daquele lado.
Vamos.
Toquem.
Que canção?
"Pardesi-Pardesi."
De Nadeem Shravan.
- Taal Deepchandi. - Deepchand, quem?
- De que estás a falar? - Quem?
Michael Jackson.
Alguma coisa em punjabi, por favor.
- Não vás, estrangeiro - Não vás, estrangeiro
- Não me deixes - Não me deixes
- Mantém a tua promessa, meu amigo! - Mantém a tua promessa, meu amigo!
- Lembra-te de mim, não te esqueças! - Lembra-te de mim, não te esqueças!
- Não vás, estrangeiro - Não vás, estrangeiro
- Não me deixes - Não me deixes
Pandit.
Fantástico.
Muito bom. Ótimo.
- Ensaiem muito, sim? - Sim, senhor.
Ensaiem mais.
É só o primeiro dia, por isso...
Com a sua permissão, posso dizer uma coisa, senhor?
Diga.
Esta banda é uma farsa.
Eles estão a planear qualquer coisa.
Estes cinco vão fugir.
Sabe-se lá o que se está a passar ali.
O que achas?
O carcereiro deve estar a pensar em formas de tortura.
Como pendurar-nos de cabeça para baixo ou fazer-nos deitar.
É apenas uma suposição.
Ele não sabe.
Dikkat Ansari, 1026. Ele trata das limpezas.
Tem acesso a todas as divisões.
Será fácil para ele conseguir uma impressão de todas as fechaduras.
Pali, 1414. Trabalha na unidade de fabrico.
Pode usar a impressão do Dikkat para fazer uma chave.
Pandit, 753. Ele está diretamente envolvido, senhor.
Trabalha na unidade de costura.
Pode dar-lhes roupas para se disfarçarem.
- Victor, 1759. - Era um engenheiro, senhor.
Perguntei-te? Não, pois não?
Ele é engenheiro, senhor. Pode dar-lhes soluções técnicas.
E, por fim,
o maior fã desta senhora.
O favorito dela, o 1821.
Kishan Girhotra.
Tenho-lhe prestado atenção desde que aqui chegou.
Asseguro-lhe que é o cabecilha deste plano.
Pense bem, senhor.
Quatro reclusos com prisão perpétua
e outro com a pena de morte. É o plano perfeito.
Isto são só suposições.
Estou à frente desta prisão há 15 anos, senhor.
Até lhe sei dizer quantas teias de aranha
há em cada canto desta prisão.
Ouçam o que vos digo. Vamos entregar-nos.
Contamos-lhes o plano.
Assim, o castigo não será tão severo.
- Estás doido? - Vou dizer-lhes.
Ouve, tu estarás a salvo.
Eu criei esta banda.
Se alguém for castigado, serei eu.
Acredita.
Sim?
Ele está a ver.
Senhor, isto são apenas suposições.
Alguém lhe pediu a opinião? Pareço-lhe estúpido?
Vá para casa, case-se e sossegue. Constitua família.
Não tem nada que estar aqui.
Não se atreva a falar comigo assim!
Nem eu acredito nesta banda.
- Mas acredito na reintegração. - Que reintegração, minha senhora?
Isto é uma prisão e eles são prisioneiros.
Estão aqui para servir a pena deles.
Já vi reclusos a mudarem de vida. Dê-lhes uma oportunidade.
Que oportunidade, senhor? De fugirem daqui?
Esta banda é só uma desculpa.
Não vão aprender música nenhuma.
Eles planeiam fugir daqui.
Se assim for, tem a minha garantia.
Eles vão aprender música
e eu vou ensiná-los. - Silêncio!
A segurança é da sua responsabilidade, certo?
Sim, senhor.
Então, faça isso.
Ou devo começar a pensar
em enviá-lo para a Polícia de Trânsito?
- Até a farda é a mesma. - Peço desculpa, senhor.
E a menina ouça.
Preste atenção à música.
Estas agitações podem pôr o seu emprego em risco.
Está feito.
A vossa banda foi formada.
A Central de Lucknow.
- Ensaiem, sim? - Sim, senhor.
Não te estás a envolver demasiado com esta banda?
Vai mudar a vida de cinco pessoas.
E também desafiei o carcereiro. Vou ensinar-lhes música.
Vamos começar?
É bengali?
- Não. - Como nos vai ensinar música?
Não temos de aprender bengali.
Certo, então comece.
Começamos por si, Pandit?
Dó...
Dó...
Dó...
Ré... Boa.
Ré...
Ré...
Ele canta bem.
Dó...
Dó... - Eu disse-te para me deixares matá-lo.
- Mi... - É a minha vez.
Fá...
- Fá... - Muito bem.
Primeiro, podem explicar-me porque precisamos disto?
O carcereiro tem muitas suspeitas.
Só temos de fingir.
São muitas teclas.
Dó...
Dó...
Outra vez.
Também tem bateria.
Dó...
Não consigo. Não dá.
Vai conseguir, Pandit. Acredite.
Ouça, temos de mudar a nossa abordagem.
- É assim. - Sim.
Um, dois, três...
- O que aconteceu? - Kishan!
Vou mostrar-te uma coisa espetacular.
Vais ficar maluco.
Vem cá.
Caramba.
Muito bem.
- Fico muito contente. - Ainda estou a aperfeiçoar.
Vê se mostras a mesma dedicação enquanto fugimos.
Sim.
Onde está a resistência?
Dó...
Senhor, este cadeado está enferrujado. Têm de o mudar.
Custa muito a limpá-lo.
Cala-te e continua a trabalhar.
- Ena, Pandit. - Não é assim.
Ena...
Isso deita a luz abaixo?
És tão ambicioso.
Primeiro, vou desligar esta secção.
Espera, o Tilakdhari está aqui.
Raios!
Espera.
- Vamos. - Espera.
- O que estás a fazer? - Espera.
- Tilakdhari, és um palerma. - Lava as mãos, Tilakdhari.
Quem me insultou?
Eles dormem e nós ficamos acordados.
Isso não é bom.
Dó... ré... mi... fá...
Vamos acordá-los.
Revistem a cela número quatro.
Vejam naquele canto.
Consegue fazê-lo rapidamente?
Boa.
- Que bem. - Porreiro.
Malta, tenho a cabeça a mil à hora.
Só consigo pensar na felicidade que vou sentir quando estiver livre.
Eu também, Pandit.
Apanho um Duronto e vou direto para Calcutá, para ver o meu pai.
Ao início ele vai estar zangado.
Vai bater-me.
Bem, ele tem esse direito.
Dei-lhe tantas preocupações.
Mas ele é o meu pai. Eu convenço-o.
Depois, vamos logo para o Butão.
Ouvi dizer que eles têm o maior índice de felicidade.
Até eu vou levar a minha querida Veera a algum lado.
Não para o Butão, mas para o sul ou para Gujarate. Para longe.
Não vão fazer sexo?
Aquele vai apanhar o Duronto.
Tu vais para sul.
Tenham pena de vocês mesmos.
Se forem amaldiçoados,
os vossos planos vão por água abaixo.
Parvo!
Qual é o teu plano, Kishan?
O meu plano é fugir.
Mas o meu sonho é ter uma banda.
A minha própria banda.
Quando subir ao palco, vou mostrar como sou bom.
Uma multidão imensa.
Pessoas a bater palmas ao ritmo da música e a gritar um só nome.
Kishan!
Kishan! O carcereiro chamou-vos.
Como está a correr o ensaio?
Está a correr bem.
Ainda bem.
Cantem alguma coisa.
- O quê? - Uma canção.
Mas que raio...
Não precisam dos instrumentos. Andam a ensaiar que chegue, não?
- Maheshwari. - Senhor.
- Não deixes escapar nada. - Escapar para onde, senhor?
- Quando filmares o vídeo. Apanha tudo. - Sim, senhor.
- Já está? - Quase, senhor.
Sabem fazer isso?
Há aí um pontinho, basta empurrá-lo
e passa para modo de vídeo.
- Já está? - Está sim, senhor.
Vamos levar este vídeo à oposição.
Diremos que é um problema.
E acabaremos com esta banda.
Vamos provar que são uns falhados.
Podem começar.
Vá, comecem.
Mas...
... só aprendemos o dó ré mi.
É isso que vamos cantar.
Dó...
Ré...
Mi...
Dó...
Dó ré...
Fá... sol... lá...
Dó... ré... mi...
Porquê esperar?
Dó ré...
Comecemos a celebrar
Fá... sol... lá...
Porquê esperar?
Comecemos a celebrar
À medida que o ritmo acelerar
Vamos balançar
As pernas vamos abanar
Quando a melhor música começar a tocar
Um pombo, dois pombos, três pombos
A curtir no telhado
Um pombo, dois pombos, três pombos
A curtir no telhado
Um pouco mais abaixo
O coração bate mais forte E começa a sentir
O coração bate mais forte E começa a sentir
Um pombo, dois pombos, três pombos
Dó... ré... mi...
Dó ré...
Dó... ré... mi...
Fá... sol...
Temos tanto estilo, tanta atitude
Conduzimos os Ferrari da nossa juventude
Tudo o que o ritmo reivindica
Senhor, percebeu a dica?
O que digo é verdade O segredo não pode escapar
Chega de conversas, toca a trabalhar
Vamos fugir desta jaula
Chega de viver nesta prisão
De todos os zeros O zero é quem comanda
Se vencermos Dirão que somos uma fraude
Queimaremos o nosso sangue Como a luz da meia-noite
Quando estivermos livres Voaremos como pássaros
Quando estivermos livres Voaremos como pássaros
Um pombo, dois pombos, três pombos
A curtir no telhado
Um pombo, dois pombos, três pombos
A curtir no telhado
Um pouco mais abaixo
O coração bate mais forte E começa a sentir
O coração bate mais forte E começa a sentir
Um pombo, dois pombos, três pombos
O sol está-se a pôr E continuamos a cantar
A festa parece mais animada
O povo inteiro Parece estar pedrado
Mas o nosso coração parece pesado
Tenho receio que o meu fígado Comece a falhar
Parem de cantar.
Deixem-se desta farsa.
Vá lá!
Parem de armar confusão.
Vá lá!
Não olhem à vossa volta. Continuem a andar.
Dó...
Ré... mi... dó
Ré... mi... dó
Dó... ré... mi...
Fá... sol...
Dó... ré... mi... dó
Dó... ré... mi... dó
Fá... sol...
Dó... ré... mi... dó
Fá... sol...
Dó... ré... mi... dó
Fá... sol...
Silêncio!
- Vão! - Lá para dentro!
Entrem.
- Entrem. - Estão a olhar para onde?
- Entrem. - Estão a olhar para onde?
- Senhor. - Lá para dentro.
Queria agradecer-lhe, senhor.
Somos todos uns falhados, senhor.
Ramanujan disse:
"O zero sozinho não tem valor.
É praticamente inexistente.
Mas, associado a um número, o seu valor aumenta."
- Foi o que fez connosco. - Que disparate.
Eu cantei e dancei em muitos sítios.
Casamentos, aniversários, escritórios, campos,
mas nunca consegui formar uma banda.
Esforcei-me imenso, mas não consegui.
Sabe, para formar uma banda, não são necessários instrumentos.
Só são precisas pessoas que cantem afinadas.
Foi o que o senhor fez.
Fez-nos cantar sincronizados.
Deu-nos valor.
Obrigado.
- Prende-os. - Senhor.
Anda, vamos.
Vamos.
Vamos.
Foste fantástico, Kishan. Acredita, amigo.
Foi graças a ela.
A sério que formámos uma banda?
Viste aquilo?
O Pandit, o Victor, o Dikkat.
A cantar e a dançar.
Aquela mulher é fantástica.
Estás feliz ou preocupado?
Como assim?
Irmãos, a banda ou a liberdade?
Que se lixe aquela Gayatri Kashyap.
Ela está a atrapalhar a minha vida.
- Com gelo. - Senhor.
CHAMADA RECEBIDA: MULHER LOUCA
O inspetor-geral e o ministro-chefe também enlouqueceram.
Querem formar uma banda
na prisão da Central de Lucknow.
Senhor.
- Era a sua esposa. - Que te interessa?
- Fica aí. - Desculpe, senhor.
- Pedi-te para gravares um vídeo. - Foi o que fiz, senhor.
Torna-o viral na internet.
- Sabes fazê-lo? - Sim, senhor. O WhatsApp, o Viber.
Facebook, e-mail... Em todo o lado.
Quero que todos saibam que temos palhaços na prisão da Central de Lucknow.
E que está a instalar-se o caos em nome da música.
Os prisioneiros estão a revoltar-se. Quero que todos saibam.
Agora é que vai haver confusão.
Vai haver uma revolta.
Agora, quem manda sou eu
e eles vão ouvir-me.
- Chega cá. - É o nosso Kishan.
Merda!
Como conseguiram usar um telefone?
A segurança é da sua responsabilidade, certo?
Venha ter comigo à casa do ministro-chefe.
- Olá, senhor. - Agora, não. Estou ocupado.
É casado?
Como?
Sabe, fiquei um pouco surpreendida.
Um homem casado, com família e filhos. Com uma boa vida.
E é assim.
Qual é a palavra?
Mesquinho.
Mesquinho.
Qual é o seu problema?
Cinco pessoas a querer mudar.
Farão alguma coisa na vida.
- O que tem o senhor a perder? - Perco o meu orgulho.
O meu orgulho.
Demorei 15 anos a consegui-lo.
Não o perderei tão facilmente.
A prisão da Central de Lucknow é a minha fortaleza.
Cuidamos de 5000 reclusos.
E aqueles que está a apoiar
não são humanos.
São animais. Criminosos.
É a identidade deles e é assim que vai permanecer.
Eles ainda têm de criar a própria identidade.
- É o que veremos, Gayatri. - Veremos.
Vamos.
Foi um erro, senhor. Irei tratar disto imediatamente.
Serão tomadas medidas corretivas.
Diremos aos membros da banda para afirmarem
que são castigados severamente.
E asseguraremos à família da vítima
que terá a segurança máxima lá dentro,
para que não haja problemas.
Isso é o que eu não quero.
Não quero isso.
Se não percebe de política,
ao menos tente perceber o plano de jogo.
Faz ideia do quão viral este vídeo se está a tornar?
Tem 20 mil visualizações no YouTube.
- Disseminação por telemóvel: um milhão. - E continua.
E o mérito é de quem? É meu.
Eu criei aquela banda.
Todos dizem que o ministro da juventude tem um pensamento moderno.
Que implementou na prisão ideias progressivas.
Facebook, Twitter, likes. Como se diz?
- É uma tendência, senhor. - Tendência.
E ainda tenho uma proposta.
Vou dizer ao Donald Trump, na América,
para enviar os reclusos para Uttar Pradesh.
Vamos reformá-los e enviá-los de volta. Isso é que é progresso.
Deixem-me ficar um pouco popular. Qual é o problema?
Há só uns quantos a criticarem-me. Deixem-nos fazê-lo.
Sente-se aqui. Vá lá.
Lembre-se disto.
Esta banda tem de ganhar.
E, agora, não poderá ser em playback. Quero um espetáculo fenomenal.
Quero que se ouça em todo o estado.
A minha reputação depende disto. Não se esqueça.
Em troca, dê-lhes tudo o que quiserem.
Faça deles heróis.
Eu só não compreendo
por que razão a cor da sua farda é igual à da Polícia de Trânsito.
Querem beber mais alguma coisa?
Podemos?
Sim, força. Não se preocupem. Bebam.
A garrafa.
Um pouco de folha de bétele, senhor.
Cem rupias, senhor.
- O quê? - Cem rupias.
Com certeza.
Também terás isso.
Façam um bom trabalho, ensaiem muito e sejam uma banda magnífica.
Precisam de ganhar esta competição, custe o que custar.
Sim, senhor.
Em troca, receberão tudo o que quiserem.
Mas, senhor...
Qualquer coisa, senhor?
O teu caso é de grande importância. Não te podemos libertar.
Mas, exceto a liberdade, poderás ter tudo o que quiseres.
Pensa nisso.
Já decidi.
LICENÇA PRECÁRIA
APROVADA
Até depois, Pandit.
Senhor, o 1821 não pediu nada para ele mesmo.
Esperto.
Sentimental.
Viajante
Viajante
Viajante
Viajante
Viajante
Viajante
O teu local de destino desvaneceu
Mas os caminhos são benevolentes
Líder da caravana
Sigo as tuas pegadas
Espero que haja uma bênção no meu destino
Líder da caravana
Leva-me contigo
Até onde a noite Se volta a tornar dia
Líder da caravana
Líder da caravana
São os poemas do Kishan.
A criança volta a casa depois de cometer um homicídio.
Ele parece feliz, fala comigo
e dorme calmamente.
Isso é possível?
Foi homicídio.
Não foi copiar num teste da escola.
Sente-se muito mal, não é?
Houve um escritor, Orson Welles,
que escreveu: "Ninguém recebe justiça.
Apenas sorte ou azar."
Aqui estão todas as provas.
A verdade, Gayatri, é que a Polícia não tem quaisquer provas.
Exceto esta testemunha.
MANDADO DE DETENÇÃO BUNTY SHARMA
- Bindiya. - Papá.
Se acompanharmos o rio
As margens nunca se encontram
- O Sr. Chattopadhyay. - Ele já não vive aqui.
Foi para um lar de idosos em Ballygunge.
Corre uma notícia na aldeia.
Disseram que o Pali foi libertado.
Os meus irmãos foram buscar a espingarda.
Eu estou pronto para os enfrentar.
Vi o teu vídeo. Estava muito bom.
Esperei por ti. Tanto quanto consegui.
Eles obrigaram-me a casar.
Ainda posso fugir contigo.
Por ti, até desisto da minha vida.
Mas e ele, Pali?
Vai-te embora, Veera. Vai.
Vai-te embora!
Pai.
Desculpa, pai. A sério.
Lamento tanto.
Diz ao Victor que o pai pensa muito nele.
Pai, sou eu, o Victor.
- Olha. Sou o Victor. - Victor.
O Victor ainda não chegou.
Já são cinco e o Victor ainda não chegou.
Podes dizer-lhe?
Os vizinhos já lhe deram um nome adequado.
- Está calado. - Dikkat.
- Ele é teu irmão. - Porque tinha ele de voltar?
Cala-te.
Temos uma reputação.
Basta.
Dikkat.
- Deixa-o ir, mãe. - Meu filho, ouve-me.
Deixa-o ir.
De que te serve fugir, pai?
Se fugires agora, vais passar o resto da vida a fugir.
Pensei que tinhas uma banda.
Pensei que tivesses mudado.
Vê.
O teu nome está aqui.
Bindiya Pandit, filha de Shiv Purushottam Pandit.
Imprimi isto com orgulho.
E tu pensas em fugir.
Até eu me quero sentir livre.
Já se passaram 12 anos.
Se um sapo salta do poço para a sarjeta, dirias que é livre?
Todos sabem a verdade sobre aquela noite,
mas ninguém diz nada.
O oficial do SAI tinha um problema com o membro da assembleia e...
Fica calado, Bunty.
Não abras a boca.
Não digas nada.
Ouça, minha senhora.
Tem permissão para o questionar,
mas o Bunty não é obrigado a responder.
É o direito dele.
Talvez não saiba.
Música.
É a banda dele.
Era o sonho dele, não era?
De certeza que sabe disso.
O coração bate mais forte E começa a sentir
Um pombo, dois pombos, três pombos
Pense bem, Bunty.
O seu silêncio pode acabar com o Kishan.
Levem-no lá para dentro.
Saudações, Pandit.
A condicional já acabou?
Ficaste feliz por rever a tua família?
- O que é isto? - São doces.
- Mas isso é contra as regras. - Deixe passar um, por favor.
É para o meu irmão. Só para ele.
O Kishan, 1821.
Sabes, Pandit,
diverti-me.
Então e tu?
Foi de arromba.
- Mishra. - Está bem. Força.
Lá para fora, malta.
Foi muito divertido.
Estive com a minha família.
Com a minha filha.
E tu, Victor?
Foi bom.
Levei o meu pai ao Estádio de Salt Lake.
Fomos ver um jogo de futebol.
Fomos pescar. E mais nada.
Ainda bem.
Até vi um filme.
Foi bom.
Estou a ver.
Pali.
A Veera casou-se.
Ela deixou-me.
Mentimos todos.
Lá fora, não há nada para nós.
Olá.
Foi até Moradabad?
Estive com o seu pai, com a família do oficial, com o Bunty.
Toda a gente.
Porquê?
Queria saber a verdade.
O que aconteceu naquela noite, Kishan?
Nada.
O que aconteceu naquela noite, Kishan?
O que aconteceu?
Porque quer saber o que aconteceu?
Ninguém me perguntou nestes dois anos.
Nem a Polícia nem o tribunal.
Só me disseram:
"Kishan, foi isto que se passou.
Naquela noite, assassinaste um oficial do SAI
e este é o teu castigo!
Prisão perpétua, quiçá pena de morte."
É essa a verdade.
Não sou inocente
porque o tribunal acha que sou culpado. Ponto final.
Sou culpado. O meu crime foi sonhar em grande.
Como vai o filho de um bibliotecário de Moradabad formar uma banda?
Gravei o meu próprio CD.
Depois, fui tentar entregar esse CD ao maior cantor de todos.
Se calhar, os sonhos também são tributáveis.
Não se sinta mal por mim.
Não lhe serve de nada.
Sabe que mais?
Nunca terei justiça.
Ninguém recebe justiça, Kishan.
Apenas sorte ou azar.
Não se preocupe.
A minha sorte começa agora.
Prisioneiros número 1821,
número 753,
número 1126,
número 1414 e 1759...
15 DE AGOSTO SAÍDA
... apresentem-se na sala de comando.
A sala número cinco do bloco administrativo
está reservada para a Central de Lucknow.
As pessoas de Agra, Varanasi,
Allahabad e Naini ficarão nas outras salas.
Lembrem-se, o bloco administrativo
está sob a supervisão total da Polícia da Reserva Central.
Não se armem em espertos.
Se o fizerem,
serão alvejados.
Podem sair.
Não importa onde vamos ficar.
Temos a chave.
Saímos com as fardas policiais.
Eu desligo a eletricidade.
O gerador demora 15 segundos a reativar.
Nesse tempo, saltamos o muro para o outro lado.
- Depois, o muro principal. - Rodeado por vedações eletrificadas.
Também vou precisar da resistência.
A eletricidade vai abaixo. Acabou.
E cada um segue o seu caminho.
Não pode ser. Vejam.
Shastri, Chaurasia.
Coloquem fechaduras novas em toda a prisão.
Não se esqueçam de nenhuma.
No bloco administrativo, na caserna, em toda a parte.
Quero ver fechaduras novas.
Estamos totalmente lixados.
Tantos meses de trabalho por água abaixo.
O que fazemos, Kishan?
Têm 20 minutos para comer.
Vamos comer.
Quando devia comer, só bebia água.
Agora que temos problemas, ele come.
Deve estar em choque.
Comam rapidamente. Vai haver uma briga.
Comam.
Como te atreves?
Então?
Parem!
Larguem-me.
Lá para fora.
- Foi ele que começou. - Pois fui.
E vou continuar a fazê-lo!
Deixa-me.
Afinal tens tomates, rapaz.
- Maheshwari. - Senhor.
Leva-os para a solitária.
Eles ficam lá até à receção.
Sim, senhor.
Entrem.
Fecha.
Fecha.
Que sítio é este?
Quem pensas que és?
O quê?
Tanto trabalho, para virmos aqui parar?
Estou a falar contigo.
- Afasta-te! - És passado dos cornos!
Eu sabia.
Sabia que o carcereiro seria um problema.
Mas o que é isto? O que estás a tentar fazer?
Foi por isso que preparei outro plano.
O que é isto?
- Vamos fugir por aqui? - Por aqui, não.
Esta é a janela 12 do bloco B.
Vai dar ao pátio.
Ali. É por ali que temos de subir.
Seu espertalhão.
- Que grande ideia. - Anda, Pandit.
Vai.
CENTRAL DE LUCKNOW
Sejam bem-vindos, meus amigos.
Bem-vindos ao Jail House Rock 2017.
Vamos dar um forte aplauso.
Estas cinco bandas vão arrasar.
Espero que desfrutem do espetáculo de hoje.
Para começar,
chamo ao palco a Banda de Allahabad.
Banda de Allahabad!
Preenche o meu regaço Ó Profeta Maomé!
Não voltarei de mãos vazias
O ministro-chefe chega daqui a cinco minutos.
Avisem o carcereiro.
Todos os oficiais ao portão principal.
Então, Chaurasia? Vai uma aposta?
Queres ganhar algum dinheiro?
Um pombo, dois pombos, três pombos
A curtir no telhado
Respiro em nome de Deus
Respiro em nome de Deus
Com toda esta segurança, é impossível fugir, senhor.
Depois de tanto álcool no corpo Torno-me rei do meu coração
Depois da atuação explosiva da Banda de Allahabad,
chamo ao palco a Banda da Prisão de Varanasi.
Minha rainha Pede-me e eu dou-te a minha vida
- Lucknow vai ganhar ou vai perder? - Vai ganhar.
Aposto 200 rupias em Varanasi.
Isto é fantástico.
Eles estão a ensaiar lá dentro, senhor.
Minha rainha Pede-me e eu dou-te a minha vida
- Verifica a solitária. - Sim, senhor.
Presta particular atenção ao 1821.
Dois pombos, três pombos
Isso fere a vista, senhor.
Onde está o quinto?
Assustaste-me.
Ensaiem tanto quanto quiserem, pessoal. Não passem vergonhas.
Fiz uma aposta com o Shastri.
Vá. Ensaiem.
Que atuação! Aquilo foi impressionante.
Uma grande salva de palmas para eles!
Já trabalha aqui há tanto tempo.
Nunca quis ser carcereiro?
Agora, chamo ao palco a Banda de Agra.
O carcereiro atual não abre mão. Como vou conseguir?
Londres ou Lanka
Estou? Sim, Shastri.
Estou, Shastri?
Esses prisioneiros não vão fugir. Volta.
Queres apostar mais dinheiro?
Já os avisei. Não vou deixar que me humilhem.
O prisioneiro 1821 vai cumprir o seu sonho antes de ser enforcado.
O que fazemos?
Transmite ao querido amigo
A condição dos discípulos
Vá lá.
O que é isto, Pali?
Pandit, o turbante e o sangue dos punjabis
sempre salvaram vidas inocentes.
Sim, senhor. Vou verificar. Sim.
Sim, senhor.
Sim, Shastri. Estou a ir.
Estás a ouvir-me, Shastri?
- Precisamos da resistência. - Vão para a caixa dos fusíveis.
Eu vou buscar a resistência.
Anda tirar uma selfie
Estão a chamá-lo, senhor.
- Diz-lhes que já vou. - Sim, senhor.
Ouçam lá, estejam atentos!
Espera.
- Viva a Índia. - Aonde vais?
O carcereiro disse-me para vir buscar os instrumentos da banda.
- Deixa-o ir. - Vai lá.
Viva a Índia.
Senhor.
É o supervisor da prisão da Central de Naini, senhor.
Em que o posso ajudar?
Ao vir para aqui, a nossa bateria estragou-se.
Queria pedir-lhe se podemos usar a bateria da vossa banda,
uma vez que vão atuar depois. - Sim.
Depois da tremenda atuação de Agra, chamo a Banda da Prisão de Naini.
Um forte aplauso para a Banda da Prisão de Naini.
Não há problema nenhum.
- Maheshwari. - Senhor.
Dá-lhes a bateria.
Vão buscá-la.
Na vossa prisão havia um prisioneiro chamado Shukla.
- O Madan Shukla. - Exatamente.
É demasiado impetuoso. Todos na prisão estamos fartos dele.
Transfiram-no para a Central de Lucknow. Nós tratamos dele.
Com certeza.
- O que se passa? - É pesada, senhor.
Vão lá.
Até depois.
Esperem.
O que se passa, senhor?
- Pousem isso. - Mas temos uma atuação.
Peçam a outro. Pousem isso.
- Senhor. - Já disse que não pode ser. Pousem isso.
Pousem.
Tragam o resto.
- Maheshwari. - Senhor.
Dá-me uma coisa afiada.
Isto serve, senhor?
O que se passa ali?
Senhor, mandou alguém buscar
os instrumentos da Central de Lucknow?
Emprestem-nos a vossa bateria, por favor. A nossa partiu-se.
Vão-se lixar!
Isso vai demorar muito?
Abram a porta!
Chaurasiya. Estás a ouvir?
Estás a ver o jipe, Pali?
Depressa.
- Maheshwari. - Senhor.
- Fecha a prisão por completo. - Senhor.
- São só cinco segundos, senhor. - Não importa.
Eu estou aqui.
Vai.
Anda lá.
Faz exatamente como te digo.
Cuidado.
- Mishra, os cinco pombos fugiram. - Vamos.
Só falta o último muro. Venham.
Vamos lá.
Depressa.
Depressa.
Chegámos. Depressa.
Não olhes para trás, Kishan. Vai.
O quê?
Como assim, Pandit? Vamos lá.
Sai daqui, Kishan. Vai.
Não te preocupes connosco.
Viemos até aqui por ti.
Tens de ir sozinho.
Vá, despachem-se, malta. O que estão a dizer?
Desistimos do plano de fugir,
quando voltámos da precária. Íamos dizer-te,
mas descobrimos que estás inocente.
Vai. Não podemos ir contigo.
Vai, Kishan. Vai.
- Vai, Kishan. - Sai daqui.
Vai.
Liguem todas as luzes no exterior.
- Disparem a matar. - Senhor.
Queria que ele formasse uma identidade?
Será um fugitivo.
- Vá lá, Kishan. - O que estás a fazer?
O que estão a dizer?
Estamos nisto juntos.
- Podemos falar, senhor? - Falaremos, não se preocupe.
- Depois de eu os matar. - Senhor, o Kishan Girhotra é inocente.
- Vá-se sentar, por favor. - Por favor, senhor.
- Eu disse para ir! - Por favor, senhor.
Não te preocupes connosco.
Nós temos prisão perpétua, mas tu tens a pena de morte.
A tua liberdade está ali.
É o jipe.
Corram.
Vai.
Porque estão a fazer isto? Só falta um muro.
Não há nada para nós do outro lado do muro.
Antes, éramos apenas prisioneiros.
Agora, sabem os nossos nomes.
Vai. Sai daqui.
A minha filha pôs-me no convite de casamento.
Tudo graças a esta banda.
A Veera casou-se, Kishan.
Na última vez que a vi, ela só sorriu quando falou da banda.
Tu e esta banda deram-nos uma identidade.
Esquece-nos. Sai daqui.
Sai daqui.
Vai lá.
Meus amigos, é chegada a última atuação da noite.
- A Central de Lucknow! - Central de Lucknow!
- Central de Lucknow! - Central de Lucknow!
- Central de Lucknow! - Central de Lucknow!
- Central de Lucknow! - Central de Lucknow!
- Kishan. - Kishan.
- Kishan. - Kishan.
- Kishan. - Kishan.
- Kishan. - Kishan.
- Kishan. - Kishan.
Uma multidão imensa.
- Kishan. - Kishan.
A bater palmas ao ritmo da música.
- Kishan. - Kishan.
E a gritar um só nome.
Kishan.
Naquela noite, assassinaste um oficial do SAI e este é o teu castigo!
Como pode o filho de um bibliotecário de Moradabad formar uma banda?
O meu plano é fugir.
Mas o meu sonho é ter uma banda.
Não penses, Krishan.
Se eles nos apanham, enforcam-te.
Anda lá.
Anda lá.
Não o posso fazer.
Este lugar é para criminosos. Nós somos criminosos.
Mas tu és inocente.
Lembras-te, Kishan?
A banda ou a liberdade?
Deito-a abaixo?
Deito-a abaixo?
Deita!
É uma entrada especial?
Vai ser divertido.
Espero que seja espetacular.
Vamos lá ver.
CENTRAL DE LUCKNOW
Enquanto deixo os meus sonhos
Voar
Sinto-me
A caminhar nas nuvens
A caminhar nas nuvens
Porque sinto
Obrigado, Senhor
Dá-nos chuva, Senhor
Enche o meu pátio De gotas de chuva
Dá-nos chuva, Senhor
Enche o meu pátio De gotas de chuva
Digo eu, digo sim
Digo eu, digo sim
O meu coração diz
O meu coração diz
O meu coração diz E foi a voar
E foi a voar
Porque o Senhor deu Vento para me ajudar
Vento para me ajudar
Vou voar
Vou voar com o meu sangue a arder
O meu coração diz
O meu coração diz
- Digo eu, digo sim - Digo eu, digo sim
Digo eu, digo sim
O meu coração diz
Vou voar com o meu sangue a arder
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
O destino voltou a sorrir-nos
Finalmente encontrámos o nosso valor
A benevolência É a tua benevolência
Encontrámos joias por entre as pedras
A dor deu-nos confiança
A benevolência É a tua benevolência
Meu Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
Mil vezes
Digo eu, digo sim
Digo eu, digo sim
O meu coração diz
O meu coração diz
Vou voar com o meu sangue a arder
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
- Obrigado - Meu Senhor
- Mil vezes - Obrigado, Senhor
Nada disso.
Foi espetacular.
Espetacular, assim como a vossa banda.
Foi mesmo divertido. Muito divertido.
Senhor, se nos permite,
gostaríamos de dizer uma coisa.
Claro que sim.
- Chaubey. - Tragam o microfone.
Força.
Hoje, eu ia fugir.
Os meus amigos foram comigo até ao muro exterior.
Quando lá cheguei, pensei que isto era o meu sonho.
A minha própria banda.
Como posso fugir do meu sonho?
É inevitável...
... que eu o siga.
E percebi mais uma coisa.
As pessoas podem ser presas, mas os seus sonhos não.
A música não.
Eu obtive o que queria, senhor.
Amor. Respeito.
Amigos e música.
Estou pronto para qualquer castigo.
E devias ser castigado.
Eu disse-lhe, senhor,
que eles planeavam fugir.
No mínimo, tentaram.
Deviam ser castigados.
Sim, deviam ser castigados.
Tem razão.
Cometeram um crime, portanto devem ser castigados.
Mas diga-me uma coisa, Sr. Shrivastav.
Quem era o responsável pela segurança deles?
Quem era o responsável pela segurança deles?
Era eu, senhor.
Ótimo.
Está bem lixado. Mas ainda tem o seu orgulho.
Até a farda será igual.
Lembra-se, inspetor-geral?
Sim.
Conquistaste o meu coração.
Conquistaste o meu coração.
Obrigado.
Chaubey, diz-lhes.
Tragam o troféu.
Banda da Central de Lucknow Faz História
Cometi um erro, Kishan.
Cometi um erro.
Tive medo.
Tive medo.
Senhor.
Ele não matou ninguém.
Com base no testemunho de Bunty Rastogi e dada a falta de provas,
o tribunal acredita que Kishan Mohan Girhotra é inocente
e ordena que a Polícia o liberte imediatamente.
E ordena também que a Polícia de Moradabad recomece a investigar
o caso do homicídio do oficial Dinesh Kumar.
INSPIRADO EM FACTOS REAIS.
Legendas: José Fernandes
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