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Para com isso!
Fique parado.
Ficou legal, né?
Não.
Babaca!
Seu idiota!
Estão prontos?
Aqui não é lugar pra carnaval, meninos.
Vamos. Vamos nos atrasar.
Você não vai me pegar!
- Ei Mati! - Oi!
Não quer vir com a gente pro sambódromo?
Não, vou pro Náutico com Jero.
O sambódromo é mais divertido.
Não, vou ficar com ele. Vamos.
Bom, vamos procurar alguém.
Você acha?
Não, eu gosto.
Mas você é que não gosta de filmes de zumbis.
Aí está.
Então vocês já tem as fantasias?
Sim. Temos tudo pronto.
Jero!
Matías! Quanto tempo...
Então, vocês já se conhecem?
Sim, desde que éramos criançass.
Legal!
- Gostaria de uma bebida gelada? - Sim, por favor. O dia está bem quente.
- Como você está, Matu? - Bem. Já faz um tempo, né?
Você está a mesma coisa.
Não sei.
Eu poderia te reconhecer em qualquer lugar.
E... Como você está?
Aqui estou.
Eu preciso que fique quieto, sim?
Então, você é maquiador profissional?
Não, efeitos especiais. Eu faço isso de vez em quando.
Preciso que fique com os olhos fechados ou vai cair tinta.
- Posso ir? - Sim, claro. Vou preparar a cor.
Tenho certeza que você ficou bem. Deixa eu dar uma olhada, vamos.
Tudo bem.
Não de todo.
Você é a zumbi mais gata do mundo.
Meu primo se formou e essa noite vai fazer uma festa no Náutico.
- Que bom! - Sim.
Você podia vir, vai ser legal.
Mariela até convidou um DJ de Buenos Aires.
Desculpe. Vou encontrar uns amigos essa noite.
Pronto!
Vamos ver. Experimente esse.
- Você acha? - Sim.
Parece maneiro. O perfeito zumbi.
Aonde está o Mati?
Vamos, bunda mole, venha aqui.
Deixe espaço pra mim.
- Não vai cair... - Idiota, quase me derrubou.
- Você quase caiu, assim. - Também, você me empurrou!
- Se lembra de ontem de noite? - O que tem?
- Você me bateu assim. - Seu otário. Porra...
Queijo!
Vamos, Mati.
Oi, amigo!
E esse? É novo?
Sim, nós encontramos no Natal.
O nome dele é Ivan.
Parece de raça.
Sim, vira-lata raça pura.
Ei garotos, podem me dar uma mão com as caixas?
Aqui. Tenha cuidado, está pesada.
Olha isso.
Esse com certeza é um saco.
Esse é meu favorito.
- Você tem que ver esse. - Não.
A Volta dos Mortos Vivos é o melhor filme de zumbi do universo.
Não.
Cérebros! Cérebros!
Para, seu babaca!
Quatro pulos.
Vamos ver quantos consigo com essa.
- Você não fez isso. - Não.
Vamos.
- Não tem jacarés aí, né? - Sim, jacarés e cobras.
- Tá me sacaneando? - Não, é sério.
Mas com a bagunça que estamos fazendo, até os peixes foram embora.
Preciso mijar.
Espera. Tem capivaras.
Vamos. Anda.
Viu elas?
Sim, lá estão elas. Olha lá.
Seu otário!
Toma isso!
Não!
- Esse é meu short! - E daí? Posso jogar de qualquer maneira.
Agora você não se preocupa com os jacarés.
Jacarés?
Aqui não, mas mais pra dentro, sim.
Matu!
- Cérebros! Cérebros! - Idiota! Se te acontece alguma coisa, eu morro.
Que criancice, se molhar assim.
Entrem no banheiro agora!
O que eu disse a você sobre se comportar mal?
Não quero que você fique doente.
Entre. Você está congelando.
Para com isso.
Se sente melhor? Passou o frio?
Mãe!
Depressa! Vista-se rápido! O jantar está pronto.
- Você quer pipoca? - Quero. Legal.
- Ola. Quanto custa isso? - Cinco Pesos.
Ei, olha! É o seu amigo!
Olá! Como você está?
- Bem. Como foi a festa? - Maravilhosa. Meu primo estava feliz!
Ei, não foi buscar o casaco. Se quiser, eu te levo.
Não. Eu pego outro dia.
- Podemos ir? - Aproveitem o carnaval.
- Tchau. - Tchau!
- Comemos por aí? - Não, eu tô cansado.
- E se formos à cantina - Não, a cantina vai estar cheia de gente.
Eu estou cansado mesmo, amor.
Não seja tão... Às vezes e difícil com você e suas fobias...
O que?
Que fobias?
Não, amor. Estou cheio desse monte de gente. Não suporto mais carnaval.
- Oi. Eu trouxe seu casaco de volta. - Oi.
Estava terminando o reboco da cozinha. Entre.
- Você saiu na pior hora do dia. - Sim.
É insuportável o calor que está fazendo.
Bem, obrigado de novo.
- Espera aí. Me deixe lavar as mãos. - Claro. Sem problema.
- E aí, como Libres está te tratando? - Bem. Muita gente, né?
- Posso? - Claro!
Eu fiz todos eles.
- Esse tá ótimo. - É o meu preferido.
- É mesmo? - Sim.
Tem tempo pra uma bebida?
Tá bem. Legal.
Rochi foi sair com umas amigas. Ela me deu seu endereço.
- Oi, como você está? - Oi.
Bem.
Eu acho que vocês se conhecem. Matías, esse é o Gustavo, meu primo.
Sim, sim. No aniversário, né? Quando éramos crianças.
Pode ser.
Ele é ótimo. Tá me ajudando com a reforma.
Pronto? Vamos.
Nos vemos.
Alô? Sim?
Não...
Você achou que ele era meu namorado, certo?
Não!
- Qual é, cara. Você quase foi embora. - Não achei.
Ele não é meu número.
E eu não tenho um namorado.
Seu rosto está todo sujo. Aonde você esteve?
Igual quando éramos crianças.
Aqui está.
Olha essa foto!
Sua mãe costumava tirar fotos de nós o tempo todo.
E essa ela tirou de nosso bigode de lama.
Não, isso não é lama.
É comida. Olha!
Estávamos sempre comendo.
Tem razão. É roquefort.
Sim, é isso.
Que estranho. Nós gostávamos muito de roquefort.
Você gostava.
Sim, mas você gostava também, não é?
- Então, você ficou no Brasil? - Sim. Sim. Tenho um bom trabalho.
Tinha certeza que você estudaria biologia.
Alguma cousa a ver com os animais?
Biologia sim. Animais não.
Eu ainda amo roquefort.
Não ama mais os animais?
Do roquefort me esqueci e...
dos bichos um pouco também.
Trabalho em pesquisa agora.
Do queijo eu não acredito.
Você adorava.
Eu sempre tenho no cesto.
Marilú sempre esquecia. Então eu sempre pegava pra ter bastante.
Eu não sabia.
Quase fanático...
Pesquisa?
Sim, em uma empresa.
Novas sementes de soja.
Soja? Transgênica?
Só sementes melhores.
Eu prefiro o trabalho de campo, mas é um projeto importante.
E o dinheiro deve ser bom.
Sim. Sim, o dinheiro é bom.
E quanto a você?
Estudei cinema, por um tempo, em Corrientes.
E então eu comecei a trabalhar com animação e efeitos especiais.
Estou vendo.
Se não tiver outra oportunidade, vou trabalhar em Buenos Aires.
E como vai isso?
Não sou rico mas está bom.
Às vezes me dá um pouco de medo estar perdendo tempo.
E às vezes não.
Desculpe.
Oi, amor. Sim...
Tá bem. Legal.
Sim. Se você quiser, jantamos mais tarde.
Tá. Legal. Tchau.
Tenho que levar uns trabalhos no centro. Se quiser, eu te levo.
Tá bem.
Eu ainda tenho um tempo. Se quiser, posso ir com você.
Legal.
O caminhão velho. Ainda funciona?
Você era apaixonado por carros destruídos.
Mas ainda me leva aonde eu quero.
E ainda tem os estuários?
Meu pai perdeu. Entre os campos de arroz e o turismo...
- Ele vendeu a fazenda? - Não, meu velho não faria isso.
Você sabe alguma coisa sobre iniciativas de preservação?
Não faço idéia.
E você? Ao invés da besteira da soja por que não vem trabalhar nos estuários?
Eu estudei pra isso mas comecei a trabalhar pro pai da Rochi.
E o projeto é bom.
É aqui.
Tuto!
Como você está?
- Bem. - Oi.
- Bonecos? - Únicos.
É o seu namorado, esse aí?
Não, ele é só um amigo, Matías.
Então, a casa de campo ainda está lá?
- Sim, um pouco detonada mas ainda lá. - E o jardim?
Impecável. Não sei como Marilú consegue.
Ao olhos.
Sabe, minha mãe me pediu pra levar umas coisas pra fazenda esses dias.
- Quando você vai embora? - Na segunda. Tenho que voltar pro trabalho.
Eu já ia te ligar e te vi.
O que os garotos estão fazendo?
Estava contando pra ele que tinha que ir aos estuários levar umas coisas pra minha mãe.
Se quiserem ir, minha mãe adoraria vê-los.
Não sei. É que não sou muito de campo.
E amanhã já marquei com Mariela. Quer ajuda com os móveis novos.
Eu esqueci disso.
Por que vocês não vão? Eu fico com as meninas.
Um dia no campo. Meus pais ficarão felizes em te ver de novo.
- Tem certeza? - Sim, claro.
Sempre falou nos estuários. Faz tempo que não vai, não é.
- Sim, vamos. - Posso ir te buscar.
Mas com uma condição. Peça o carro de Mariela e vamos nele.
Por que não confio nesse teu ferro velho.
Esse caminhão velho vai nos deixar no meio da estrada.
- Que fresco que você ficou. - Vou ao banheiro.
Eram muito amigos, vocês?
Nossos pais.
Passávamos muito tempo juntos. Principalmente no verão.
Matías sempre falou nos estuários, na casa, na lagoa, os animais...
Até sabia os nomes das plantas que sua mãe tinha.
Não, desculpe. A fanática por jardinagem era minha mãe.
Não entendi. A casa era de tua família?
Sim, claro.
Passávamos todo o verão lá e Matías vinha com a gente.
Mas... Matías nunca me falou de você.
Conhecendo ele, não estranho.
Você o amava?
Vamos ficar aqui, amanhã? Passamos o dia descansando na cama.
E não me diga que fiz planos com Mariela e não posso suportá-la.
Não seja preguiçosa.
Você quer voltar, né?
Quero ver a fazenda.
Está com sede?
Daqui a pouco vai dizer que as empresas são o demônio.
Todos eles fazem o que sabemos que eles fazem.
Estou trabalhando em uma delas agora e a verdade é que vejo tudo muito melhor.
Com certeza.
Você vai me que os estuários estão melhor com os campos de arroz?
Os estuários não, mas Libres sim.
- A cidade? Libres? - Sim, Libres.
Com os arrozais o vencedor é sempre o mesmo.
Você não quer que eles percam isso.
Ficamos sérios demais de repente.
Lembre-se de como era crescer aqui.
Sim, mas as coisas mudam.
Por isso aceitou o emprego no Brasil e todo o dinheiro que ofereceram, né?
Os anos passam e você não entende nada.
Ainda estou pensando na proposta.
Então você vai me dizer que gostaria de trabalhar na privatização?
Não. O que gosto é da grana.
E o trabalho é grana. Trabalho é trabalho.
Bem, já que as garotas não estão servindo a sobremesa, vou buscar um uísque.
Teu pai virou um troglodita, hein?
Olha como ele dança.
Nessa casa ninguém pula a sobremesa.
Eu trouxe o brigadeiro de minha vó.
Saúde! Aos últimos agricultores de Iberá!
Aos últimos agricultores de Iberá!
Venha, você está tremendo de frio.
Você está bem?
Sim.
Não posso acreditar que me fez dirigir outro carro.
Eu deveria dar uma olhada. É pesquisa profissional.
- Você abre? - Abro.
Cara, não faça o que seu pai costumava fazer.
É estranho não vir aqui com o carro dos meus pais.
O jardim está igual.
- Não! Não me diga que esse é o Iván! - Legal, você lembrou. Oi Ivánzinho!
Ontem eu falei com Marilú. Ela estava feliz de te ver de novo.
- Não entendo porque não chegaram ainda. - Ainda devem estar a caminho.
- Rochi achou que essa casa era da tua família. - É? Que estranho...
Ela disse que semore falou dos estuários,
- mas nunca falou de mim. - Verdade?
- Vamos dar uma volta. - Vamos.
Epa! Que logística!
- Tem roque? - Óbvio, jovem gafanhoto.
Enche isso.
É sério isso?
Sim. Com o sol daqui não se dá mole.
- Remamos um pouco? - Claro.
Por aqui.
Carões?
Sim, olhe as patinhas.
Aquelas são garças, né?
Sim, é uma garça-moura.
Minha vez.
As achiras estão florescendo na água.
Diga a Marilú. Ela diz que não pode fazer as achiras florescerem em Libres.
"Mão pelada", "capivara", "lobo-guará".
"Caruyá", "sucuri-amarela", "ñancaninás"...
"Urunday", "viraró", "timbó"...
"Guabiyu".
Muito bem.
A lição completa.
Só faltou piranhas.
Tarariras, com certeza.
Sim, claro.
E jacarés? Tem por aqui?
Lá pra baixo com certeza...
E por aqui, com certeza, também.
Meu lugar preferido.
É estranho estar aqui com outra pessoa.
Tem tempo que não traz ninguém?
Este é o castelo da Bela Adormecida, onde ninguém nunca veio para beijá-la.
Você é muito engraçado.
Sabe, Matu, é mais fácil para mim compartilhar os monstros do que isso.
Não sei, nunca aconteceu e... deve ser que não posso compartilhar com qualquer um.
Tem uma cara boa.
Tô com fome...
- Não me dei conta. - Eu sei.
Minha barriga estava me chamando.
Não, não me dei conta de quanto senti falta disso.
É que os estuários te chamam.
Sim, e não é só isso.
Às vezes eu fico pensando... no que teria acontecido se...
- Tivesse ficado? - Sim.
Eu imagino.
Como um vaqueiro.
Talvez terminássêmos como Tom Sawyer e Huckleberry Finn.
Às vezes você é tão chato.
Não se pergunta nada?
Sim, claro que me pergunto.
Me pergunto como seria acordar com alguém que realmente quer que esteja lá.
Legal. Tá bem.
Não vai me dizer também que sonha em envelhecer com alguém?
Sim, óbvio, Tom Sawyer. E lhe comprar roquefort.
Às vezes sinto que está falando baixo.
- Falando baixo? - Sim, falando baixo.
Tipo aquelas TV's que têm nos hotéis que só aumentam o volume até certo ponto.
- Sim. - Assim.
Às vezes não te parece? Como agora?
Pode ser...
Talvez eu ande com o volume baixo. E o que você é?
O Garoto Bonsai.
Um ótimo super herói.
Você não tem um bom emprego. Não faz filmes.
E sabe? Com certeza tuas histórias são bem bonsai.
Uma ou duas trepadas, uma despedida, e é isso.
Não é a mesma coisa, cara.
E combinemos que você e Rochi não são exemplo de nada.
- O que você sabe de Rochi? - Não precisa saber de nada.
Não sei... Não funciona pra mim.
As coisas acontecem. Quando tem que acontecer mais alguma coisa, pra mim não funciona.
Bem vindo ao clube.
Pô, desculpe.
A Volta do Roquefort Selvagem.
Seu filho da puta! Eu vou te matar!
Anda Matu, vem!
- Cara, o carro pode chegar aqui? - Eu acho que sim.
Vai ser difícil, mas podemos tentar.
Puta que pariu! E é o carro da Mariela.
Podemos dormir aqui. Meus pais com certeza vem amanhã de manhã.
Eu tento depois.
Lindo modelo, né?
Vou pegar uma toalha.
Vem cá!
Se lembra?
Quando Marilú tirou a foto?
Você não?
Aconteceu de novo com você?
Não.
Com você, com certeza, sim.
Não, assim não.
Falou com a Rochi?
Como foi?
O que?
Sua primeira vez.
Quer dizer, minha primeira vez depois de você?
Eu estava ansioso.
É um formulário longo para preencher.
E a tua?
Cronicamente desajeitado.
As novos fazendeiros!
Aos olhos!
Seu pai era um cara rígido.
Sim, ainda é.
Mas não vamos falar disso. É melhor.
- Tem gelo? - Sim, na cozinha.
Não, não posso acreditar que continua com a mesma geladeira recauchutada a vida toda.
Filha da puta!
Deixa. Eu conserto num segundo.
Se é tão fácil, faz você.
Pode me passar os parafusos?
Me passa aquela faca ali?
Pensei que ia consertar sozinho.
Claro, pra você é fácil não...
Matu, é só uma geladeira.
Quer saber?
Vão pra puta que pariu você, os estuários e toda essa merda!
De que merda está falando, Matías?
Dois cubos tá bom?
Tá.
Você fuma?
Só socialmente.
Claro...
Se está numa discoteca, cheia de gente...
Qual o teu signo?
Aquário. E você?
Quer que te diga?
Gay. E você?
Sou um biólogo nos estuários. Conhece o lugar?
O temporal não vai parar.
Ainda tá sem sinal?
- Biólogo nos estuários, né? - E você?
Teus pais!
O cachorro está dentro de casa de novo.
- Merda, seus pais me assustaram. - Não...
Jero, não quero dormir.
Fabiana gosta dessa música.
E você gosta de Fabiana?
- Não... - Claro que sm!im
Tá. Gosto.
Aquela garota tá te olhando.
- Você acha? - Sim, ela tá olhando. Eu vi.
Olá.
Cara, e a Celeste? Como foi?
- Não gostou dela? - É linda.
E Fabi?
Ei, que porra você tem?
Vamos pro Brazil.
Meu pai foi transferido.
Viu meu short?
Parou de chover.
- Seus pais estão lá fora. - Sim.
Teu celular ficou na sala.
- Chegaram tarde! - Olá!
Me trouxe as caixas. Você é um anjo.
- Que bom te ver. - Como está?
- Bem. - Bem?
Prazer em te ver, garoto.
Venha, sente-se.
- Que tal o regresso aos estuários? - Bom, bom. Muito bom.
Bom, aqui o tempo parece que quase não passou.
Aqui não, mas se olhar o resto mudou bastante.
Claro.
Foi uma surpresa quando disseram que estava aqui por Libres.
Por que não se senta?
Parece um cavalo, comendo aí parado
Pra nós, as coisas se complicaram... E depois a chuva...
Olha eles.
- Parece que ainda vão pescar. - Sim, olhando eles me sinto cada vez mais velho.
Você está cada vez mais mau humorado.
Bem, se quisermos chegar ao meio dia, devemos sair agora.
Já? É uma pena porque pensei que iam ficar o dia todo.
É que Matías tem que ir.
Bom...
- Coma. Leve com você. - Não, está bem.
- Mas voltará? - Sim. Da próxima prometo que passo mais tempo.
Tchau. Não faça essa cara.
Olha pra eles.
Alguma coisa de boa fizemos, não.
- Tão lindos! - Chega mãe!
Deixe eles irem que estão com pressa.
Leve. Assim terá uma recordação daqui.
Eu gostaria que você tivesse.
Jero, eu...
Eu entendo.
Já tem uma namorada, um trabalho...
Toda tua vida.
E a mim não interessa lidar com isso.
Está aí?
Rochi? Você está aí?
Legenda: OVER THE RAINBOW
PORQUE DADO DE GRAÇA...
É MUITO MAIS GOSTOSO!!!!!!!!!!!!!!!!
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