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Foda-se!
Foda-se!
Porquê?
Olha para isto.
Foda-se!
Foda-se!
O que fazemos agora?
O que vou fazer contigo?
O MONSTRO EM MIM
CAPÍTULO 6
O MONSTRO E EU
Olá. Desculpe incomodá-lo. Vim visitar o Brian Abbott no 4B.
Sou prima dele.
Ele devia ter-me deixado uma chave, mas houve uma falha de comunicação.
Posso entrar no apartamento dele?
Não posso fazer isso.
A senhora pode ser uma assassina.
Certo. Claro.
Tenho-lhe ligado e ele não atende.
Se precisar de esperar que ele lhe ligue, há um Starbucks perto.
Está bem. Obrigada.
Estou à porta do teu apartamento. Liga-me. Estou preocupada.
Tens a certeza?
Verificaram os apartamentos, as adegas e as câmaras dos multibancos?
Obrigado, Manny.
O meu contacto da polícia diz que não identificaram suspeitos
nem têm nenhum vídeo de vigilância útil.
Mas há algumas testemunhas oculares
que alegam que os instigadores tinham t-shirts do Direito à Habitação.
Há um vídeo nas redes sociais.
Não é bom.
Jarvis Yards vai matar esta comunidade!
Estas pessoas são veneno!
Veneno! E faremos o que for preciso para as travar, certo?
- Faremos… - O que for preciso!
- Faremos… - O que for preciso!
- Faremos… - O que for preciso!
"A Benitez age como o Che Guevara e está surpreendia com a violência?
Por favor!"
Temos de nos reunir.
Adia a conferência de imprensa. Deixa isto ser esquecido.
Se não dissermos nada, vai piorar.
Ainda é muito recente, Liv. Vamos agravar as coisas.
Não vou recuar
só porque alguns renegados que não representam a nossa causa
se passaram.
Vamos enfrentar isto, para cortarmos o mal pela raiz
e voltarmos ao trabalho.
Olá. Vou esperar no Starbucks, como sugeriu,
mas pode guardar a minha mala até ele voltar?
Eu sei que está ocupado. Desculpe ser chata.
É demasiado pesada.
Está bem.
Muito obrigada. O senhor salvou-me.
Chata do caraças!
Estás aqui?
Brian?
Bom dia.
Bom dia.
Antes de mais,
contactei as vítimas feridas durante a violência de ontem.
Tenho o prazer de dizer que todas elas vão ficar bem.
O Direito à Habitação é uma organização sem fins lucrativos com uma missão.
Defender os cidadãos mais vulneráveis, pacificamente e legalmente.
Condenamos a violência de ontem.
Ponto final.
Mas não se iludam, isto é uma crise fabricada,
em grande parte,
por especuladores imobiliários,
como o Nile e o Martin Jarvis.
Ela está a ficar desesperada.
Oportunistas dispostos a destruir o pacto social para enriquecerem.
- Ela pode dizer aquilo? - Já disse.
As mentiras que me acusam de incitar esta violência…
Onde estiveste?
Perdeste a melhor parte. Chamou-nos "oportunistas".
Devemos permanecer vigilantes
para impedir malfeitores de desviar o nosso diálogo.
E, para isso, terei todo o gosto em responder a perguntas.
Os agressores não foram identificados.
Como pode afirmar que a sua retórica não os incitou?
Muito bem!
O Direito à Habitação é um movimento social não violento.
Estou a perguntar-lhe sobre a sua responsabilidade pessoal.
Acho que já respondi a isso. Seguinte.
Então, não tem nenhuma responsabilidade?
Não.
- Não queres ouvir o resto? - Não. Já vi este filme. Acabou.
Vou deixá-la sofrer mais um pouco antes de falar com ela.
Não. Eu vou falar com ela.
- Mas eu é que fiz a proposta. - E olha como correu.
Eu trato dela. Assim que mijar.
Credo! Só não preciso de mijar quando estou a mijar.
Temos de falar.
Estou a ouvir.
Depois de o meu pai falar com a Benitez. Só nós os dois.
Disseste que farias o que fosse preciso para o proteger.
Vamos ver se isso é verdade.
MADISON JARVIS NO MUNDO DA ARTE
UM ANO SEM RESPOSTAS: O DESAPARECIMENTO DE MADISON JARVIS
RELATÓRIO DE DESAPARECIMENTO
Estás aqui? Brian?
Não te mexas! Mãos no ar!
Por favor! Chamo-me Agatha Wiggs.
Eu sei quem és. Quero saber o que fazes aqui.
Como entraste?
Sou a Agente Especial Erika Breton. Sou a supervisora do Abbott.
Podes responder-me aqui ou podemos falar no meu gabinete.
Eu menti ao porteiro, está bem?
Sou amiga do Brian. Só vim ver como ele está.
Tenho tentado contactá-lo e ele não atende.
Tenho medo que tenha acontecido algo.
- Como o quê? - Não sei.
Mas agora estás aqui
e isso faz-me questionar se também estás preocupada.
Eu mandei-lhe uma SMS ontem. Algo importante.
Ele disse para esperar até o ver e, depois, não disse mais nada.
Eu sei que ele passou dos limites ao falar comigo sobre o Nile Jarvis,
mas ele tinha razão.
Acho que tenho provas que o Nile assassinou a mulher.
Que tipo de provas?
Certo.
A Madison Jarvis.
Ela deixou um bilhete de suicídio.
Os pais dela deram-me uma cópia.
O Nile disse que o encontrou. Entregou-o à polícia.
Eles confirmaram que a letra era dela.
Mas eu falei com o irmão da Madison e ele deu-me uma caixa com coisas dela.
Coisas que tinha tirado do quarto dela, após o desaparecimento dela,
incluindo… isto.
É um diário de aves que ela manteve durante anos.
E aqui. Aqui mesmo. Estás a ver?
Esta página rasgada veio daqui.
Tiraram o bilhete daqui.
Tiraram, certo?
- Certo. - Sim. Vê a data.
Ela escreveu o bilhete dois anos antes de desaparecer.
Os pais dela disseram-me que ela tomou comprimidos em 2017.
O Nile encontrou-a na banheira e salvou-lhe a vida.
Ele deve ter encontrado este bilhete, na altura,
e não disse a ninguém.
Ele não falsificou o bilhete. Ele…
… reaproveitou-o.
- Meu Deus! - O que ele só faria se…
- Quem mais sabe disto? - Ninguém.
É por isso que estou aqui.
Mandei uma SMS ao Brian a falar-lhe destas provas.
Ele disse-me para guardar segredo até o ver e, depois, não disse mais nada.
E há ligaduras com sangue na casa de banho.
Podes ir ver.
Credo!
O facto de ele não estar a bater-me à porta
para ver o que descobri significa que algo está errado.
Certo.
Vou ligar ao FBI.
Vamos chamar uma equipa forense para fazerem uma análise.
E talvez seja melhor verem isto.
Estava colada ao interior de uma gaveta como se estivesse escondida.
Fazes ideia do que contém?
Estava a tentar ver quando chegaste.
Sabes a senha?
Mas que merda?
Meu Deus!
Ele está vivo.
Reconhece-lo?
É o Teddy.
Meu Deus!
Onde é que ele arranjou isto?
Diz-me o que sabes. Tudo.
O teste que fez em casa não estava errado.
Imagino que esteja
de sete semanas.
- Tem a certeza? - A análise ao sangue confirmou-o.
Eu…
Só fiz o teste ontem.
Pensei que tinha sido falso alarme.
A doutora disse-me
que não podia ter filhos.
Disse que engravidar era muito improvável.
Não impossível.
E acha que é viável?
Bem…
A endometriose aumenta as hipóteses de aborto espontâneo.
Quero fazer uma ecografia.
Supondo,
claro,
que é isto que quer?
O meu marido nunca quis ter filhos.
Ele é bastante inflexível.
E a senhora?
Eu…
… queria.
Até descobrir
que não podia.
E, depois,
pensei…
… que isto…
… não estava destinado.
E convenci-me de que não fazia mal.
E agora?
O Brian levou a pen para alguém descodificar.
Mas disse que não tinha nada.
Porque me mentiu?
É a Breton. Preciso de falar com o Agente Donahue.
Encontra-o e diz-lhe que preciso de falar com ele com urgência.
Vou levar isto à nossa equipa, para tentarem localizá-lo.
Vamos revistar a propriedade do Nile.
Vou contigo?
Ainda não. Tenho de ser rápida.
Não chames a atenção e mantém-te longe do Jarvis.
Não podemos avisá-lo.
Aqui está o meu cartão. Ligo-te assim que souber mais.
Olá. Não consigo falar.
Olá. Estás no escritório?
Não, estou na estrada.
Onde estás? Preciso de falar contigo. É importante.
Não é boa altura. Ligo-te daqui a uma hora. O que achas?
Estou grávida.
Não sei como.
Acabei de vir da médica e ela disse que é real e viável.
E eu sei o que pensas disto e o que sempre dissemos.
Mas nunca pensei que isto fosse…
Eu sempre pensei que fosse impossível para mim.
E…
Não me quero livrar dele.
Acho que não consigo.
Nile?
Está tudo bem, Nina. É ótimo.
- A sério? - A sério.
Mas agora tenho de desligar. Falamos logo.
Ainda temos o apoio do Olshansky.
Vou contactá-lo para ele fazer uma declaração
e partilhá-la nas redes sociais.
Desculpem a intromissão, mas acho que querem saber.
O Martin Jarvis está na linha um.
- Deixa-me ver o que ele quer. - Não. Eu falo com ele. Obrigada.
- Fala a Vereadora Benitez. - Obrigado por atender.
O que quer, Sr. Jarvis?
Vi a sua conferência de imprensa.
Quando os jornalistas cheiram sangue na água…
Se não está a ligar para se gabar, diga-me o que quer.
Tenho uma proposta. Gostava de falar consigo pessoalmente.
Uma proposta?
Para a ajudar a sair da situação em que se meteu.
Escute com atenção.
Se não gosta do que tenho para dizer, vire costas.
Foi você, não foi?
Encenou isto tudo. Os manifestantes, a polícia.
Estou aqui quando quiser falar.
Mas quando vier, virá sozinha.
Estás feliz?
Como eu disse, sede de sangue.
Era isto que querias, não era?
Olá. Estou só a pousar as compras. Dá-me um segundo.
Preciso que vás buscar os miúdos. Não consigo.
O que se passa? Estás bem?
Não, não estou bem.
Fiz merda. Cometi um erro.
Não, ouve. Não te queria emboscar.
Não me refiro ao caso. Fiz algo pior. Algo muito mau.
O quê?
Erika.
Foi há anos.
Quando estavas em sarilhos.
Pensei que estava a fazer a coisa certa para nós,
mas passei dos limites e é tarde demais para recuar.
Tenho de contar ao FBI. Vai haver consequências.
Diz-me do que estás a falar. Estás a assustar-me.
Vou contar-te tudo assim que puder, prometo.
Mas, neste momento,
preciso que confies em mim.
Leva os miúdos para os meus pais.
Amo-te, Frank.
Desculpa.
Erika!
Desculpe, Sr. Jarvis.
Tem uma visita.
- Vereadora. - Sr. Jarvis.
Quer que a Olga lhe traga algo? Água, vinho, chocolate quente?
Não, obrigada.
Podes ir.
Se quiser, posso mostrar-lhe a casa.
Não é preciso, já dei os passos diários desde do carro.
Então, vamos sentar-nos.
Por favor.
Isto…
… era uma cave inacabada.
Fizemos a renovação após ter sido inundada pelo Furacão Sandy.
A sua casa tem quantos quartos? Doze? Treze?
Dezasseis.
São quatro para cada um? A sua mulher e os seus dois filhos.
Estou curiosa
se ter tudo isto o faz feliz.
Esta casa é tanto minha como as roupas que tenho no corpo.
Nenhum de nós tem nada, vereadora.
É tudo alugado até termos de ir embora.
É isso que diz a si mesmo para dormir à noite?
É o que digo a mim mesmo para acordar de manhã.
Pessoas como a senhora não entendem.
Pessoas como eu?
Pessoas da sua idade.
Certamente tem noção de que, um dia, vai morrer,
mas não acredita nisso.
Eu?
Eu sei que o fim se aproxima e não vai demorar muito.
É por isso que quero tanto limpar
o que se tornou uma situação desnecessariamente caótica
para ambos.
O que é isto?
Uma proposta para um quarteirão em terrenos que temos na zona alta.
Esta é a proposta que o seu filho me fez.
- Mas agora estou eu a fazê-la. - Eu disse-lhe que não queria.
Eu sei, mas pensei que talvez mudasse de ideias agora que…
Eu tinha razão.
Não tinha?
Sobre o senhor ter coreografado o que aconteceu no meu comício.
O leite entornou. Que importa quem o entornou?
Deixe o meu filho em paz e aceite a proposta.
Porque expira no final do dia de hoje.
Isso é um sim?
Sim.
Boa escolha.
Mas apagar os fogos que começou não será fácil.
Faremos o anúncio juntos.
Criei o Direito à Habitação para lutar pela minha comunidade.
Para melhorar a vida das pessoas, nem que fosse só um pouco.
Isso é algo que pessoas como você nunca entenderão.
Talvez porque não conseguem.
Mas, tal como disse,
morrerá em breve.
- Olá, Carol. - Finalmente!
- Meu Deus! Andas a ignorar-me? - Não.
Estive para me meter no carro e ir ter a tua casa.
- Desculpa. - Porque as páginas são fabulosas.
Eu li os quatro capítulos de uma só vez.
Os cães à tua janela?
Estás a brincar?
É uma combinação de A Sangue Frio e O Ano do Pensamento Mágico.
Precisávamos disto e não sabíamos.
Não me mates. Tive de mostrar ao Bob e ele adorou.
Ele quer que esteja pronto no verão.
Pôr um excerto no The New Yorker ou no The Atlantic.
Quando achas que consegues acabar?
Quero dizer, estás em alta.
Pois, não sei.
O que se passa? Não estás entusiasmada.
Meu Deus! Há tanto de ti nisto, Aggie. E tem tanta vida.
- Foda-se! - O que se passa?
Tenho de desligar. Liga-me daqui a cinco minutos.
- Se não atender, chama a polícia. - O quê?
- Faz isso. Cinco minutos. - Querida, mas que…
Como estás, vizinha?
Estou bem. E tu?
Estou ótimo. Onde foste?
Fui fazer uns recados à cidade.
O que fazes aqui?
Estive no bosque com os meus homens.
O caminho de jogging está todo marcado.
Gostava de to mostrar,
enquanto ainda há luz.
Eu gostava,
mas estou à espera de uma chamada da minha editora.
É melhor atendê-la em casa.
Passa-se algo?
Não.
Porquê?
É estranho agora, não é?
Agora que me viste a dançar.
Certo.
Sim. Bem,
passámos…
… alguns limites.
Acho que está a corar, Sra. Wiggs.
Estou?
Nunca olharás para mim da mesma forma.
Eu…
… talvez não recupere.
Vais sair do carro?
Vá lá. Anda dar um passeio comigo. Não vai demorar.
A minha editora
passou o dia a tentar contactar-me, está entusiasmada com o livro.
Ótimo. Diz-lhe que vais recolher material.
Quero que o vejas antes que escureça.
Está bem.
Adoro o cheiro nesta altura do ano. Não há nada igual.
Sei que pensas que me fizeste um favor, mas vais agradecer-me.
Temos de arranjar uma forma de te tirar de casa, certo?
Eu preocupo-me contigo.
Tanto tempo fechada.
- Estou a ficar com frio. - É aqui. Olha. Vês?
Vai dar uma volta completa.
E, depois, vai dar a minha casa.
Só falta o cimento.
Mas, se odiares a ideia, uso lascas de madeira.
Não.
Eu confio em ti.
A sério, Aggie?
Espero bem que sim.
Eu confiei muito em ti.
Achas que isso foi um erro?
Como vai o livro até agora?
Vai bem.
Está no início.
Quando posso ver? Tu prometeste.
Certo.
Assim que tiver algo…
… merecedor da tua atenção.
Ser modesta não é contigo. Eu sei como é. Mas estou curioso.
Já sabes como vai acabar?
É por isso que as pessoas o vão ler.
Não.
Não tenho a certeza.
Mas deves ter um palpite. Intuição de escritora.
Dá-me uma pista.
Fui eu, Aggie?
Desculpa.
- Olá, Carol. - Onde estás?
Estou no bosque, atrás da minha casa, com o Nile Jarvis.
O que se passa?
Espera um segundo. Quero fazer isto no meu escritório.
Desculpa.
Está lindo, a sério.
Falamos em breve. Pronto.
Está na minha secretária, mas não desligues.
- Onde está o Donahue? - Já saiu. Precisamos de todos.
O que se passa?
Temos uma dica sobre um possível rapto em Oyster Bay.
Ele está a coordenar com as autoridades locais.
O quê?
Aggie, estás aí?
Estou quase a chegar.
Aggie!
- Aggie! - Já entrei. Eu estou bem.
Se não me disseres o que se passa…
Eu digo-te, mas tenho de ligar ao FBI primeiro.
Ao FBI?
Já estou em casa. Estou segura.
Mas tenho de desligar. Está bem?
- Eu depois explico-te. Adeus. - Não…
Ligou para a Agente Especial Erika Breton, do FBI.
Deixe mensagem com o seu nome e número.
Olá, é a Aggie Wiggs. Podes ligar-me assim que puderes?
Obrigada.
FBI. Nome e apelido, por favor.
Agatha Wiggs.
Motivo da chamada?
Tenho de falar com a Agente Erika Breton. Ela conhece-me. É urgente.
Aguarde, por favor.
A Agente Breton não está disponível. Pode dar-me o seu número?
Pode mandar-lhe uma mensagem?
Diga-lhe para ligar à Aggie Wiggs. É urgente.
Foda-se!
O MONSTRO EM MIM
ERRADO
SIM!
Mas que…
REPETITIVO, AGGIE.
O quê?
JÁ TINHAS DITO.
Estou?
Como foi a chamada?
Ela gostou dos primeiros quatro capítulos?
Entraste em minha casa?
Começa bem. O prefácio é um pouco denso, mas melhora quando eu apareço.
Descreveste-me muito bem.
É uma pena.
O quê?
Tinha grandes esperanças para nós.
Quando nos conhecemos, percebi que havia algo…
Percebi que havia algo em ti, que eras diferente.
Achei-te verdadeira.
Lembras-te de vermos o teu amigo Fenig à porta do Eleanor's?
Claro que sim.
Eu vi na tua cara.
Tudo o que lhe querias fazer. Tudo o que ele merecia.
Mas não sabia que eras capaz
até ir a tua casa.
O quê?
Vá lá, Aggie. Não vamos brincar.
Não achas que está na hora de sermos honestos um com o outro?
A pior parte disto é que eu…
… eu considerava-te minha amiga.
E isso torna isto muito difícil.
Porque eu percebo.
Porque parte de mim queria aplaudir.
Mas não podia fingir que não vi nada.
Espero que tenha valido a pena, Aggie.
A sério.
Legendas: Maria João Fernandes
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