All language subtitles for Mrs.Playmen.S01E04

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Original subtitles

- Oi. - Oi.

Alice está aqui?

Está na sala VIP.

Quem são esses caras?

Gente com dinheiro.

Empreendedores.

Eles vêm de Milão.

Certo, diga que estive aqui.

Luigi?

SRA. PLAYMEN INSPIRADO EM UMA HISTÓRIA REAL

EDITORA TATTILO

"Gabry, o amigo da mulher. Vibrador a bateria."

- Deve ser o modelo novo. - Como sabe?

Meu marido me dá um todo Natal.

Ah.

Enviaram um parecido há dois meses.

Queriam que anunciássemos. Acho que é a mesma empresa.

Enfim, informei a equipe toda, como pediu.

Haverá uma bagunça aqui daqui a meia hora.

- O pessoal do sofá está vindo. - É.

- O que faremos com isso? - Veremos.

O que eu pus nas caixas, quero que suma. Pode cuidar disso?

Sim.

Já vimos essa. Prossiga.

Não é essa.

Aí. Selva, olhe. O que acha?

Bom.

Feche a porta. Não podem entrar. É uma reunião.

- Quem disse para entrarem? - Eu.

- Sra. Balsamo, algum problema? - Para começar, me chamo Adelina Tattilo.

Gostaria que se lembrassem disso.

Achem um lugar, para que todos caibam.

Podemos abrir?

Pedi todos aqui para decidir o que publicar na próxima edição.

- Quanto mais, melhor. - Depende de quem.

Somos todos profissionais.

Exato. Vamos envolver todos.

Teremos uma reunião ampla.

Quero ideias, opiniões, sem censura.

Alguém achou que "A Noiva Erótica" era uma ideia idiota.

E, se não estou enganada, não trabalha mais aqui.

Ideias. Vamos.

Vamos.

- Sexo e poder. - Chato. Velho.

Não muito moderno, sério demais.

Sexo na Europa. O que muda em cada país.

Um guia? Desenvolva a ideia.

Pode ser uma série de artigos. Um país por edição.

Muito bom. Mais alguma coisa?

Prostituição.

Isso é velho.

Falo de homens. Gigolôs.

Sabe quantas senhoras como você…

os procuram.

Não duvido. Editor-chefe, o que acha?

O que acho?

Não quero acabar como Bianchi.

Mas é uma revista masculina. O que vamos fazer?

Publicar fotos de homens nus, e ainda por cima, michês?

Então os homens podem olhar mulheres bonitas, mas não o oposto?

Não estou dizendo isso…

Ótimo, Poggi.

Vamos começar.

Conheço alguns. Vou ligar para eles.

- Vamos preparar as linhas gerais. - Tá.

- Obrigada a todos. - Obrigada.

Como conhece esses gigolôs?

Espere, me disse para não misturar trabalho com o resto, aí fica com ciúmes?

- Eu, com ciúmes? - É.

Com licença.

Uma palavrinha?

Não envolvi todo mundo para minar você.

Minou minha autoridade de toda forma.

Só quero um bom resultado.

E tivemos um hoje. Uma ideia original para a nova edição.

Gostaria que dividisse suas ideias comigo antes de levá-las à equipe.

Vou tentar. Mas tem que ser mais flexível.

E você, mais cooperativa.

Nós dois devemos melhorar?

Concorda? Só desta vez?

Concordo.

- Está trocando a mobília. - Estamos mudando algumas coisas.

Com licença, não esqueça as caixas.

- Nunca vi um desses. - É o Gabry.

Eu estava certa.

É a mesma empresa. Deve ser seu produto principal.

Estão pedindo um anúncio na Playmen.

- Podemos vender? - Com licença. Claro que não.

A lei considera anunciar objetos sexuais como pornografia.

Aliás, não enviamos de volta?

Sim, mas vamos achar um jeito de vender.

As leitoras podem gostar.

Então, vamos vender um perfume. Sutiãs.

- Não… - Joias.

- É. - Mas, senhora,

- oferecem bastante dinheiro. - Eu sei.

Para pagar os advogados de que vamos precisar por pornografia.

Não quero participar disso.

E estão ocupados com a edição, então…

Se quiser, posso ver se…

Tentar achar um jeito de anunciar

sem nos colocar na prisão?

Gigolôs?

Acho que sim.

Lella… Vamos.

- Como vai? - Oi, Luigi.

- Tudo bem? - E você?

- Estou bem. - Oi.

Vamos descer. Estamos prontos.

Assim. Flexione o bíceps direito. Não se mexa.

Assim.

Vire a cabeça para cá. Assim. Incrível.

Agora flexione. Já.

Incrível. Flexione. Aqui.

Exato. Levante isto. Incrível. Não se mexa.

Devemos… Devemos parar?

Não. Continue, se não se importa.

Não. Ao contrário, me ajuda a me concentrar.

Ótimo.

Certo. Contraia as omoplatas.

Pegue isto.

Vou me aproximar.

Isso. Beleza.

Vamos revelar as fotos. Pode se vestir.

Como se chama?

Steve Magenta.

Nome artístico?

Não, é meu nome real.

Minha mãe é britânica.

- Quem são suas clientes, Steve? - Amigas.

"Clientes" soa ruim.

Gostaríamos de fazer uma entrevista.

Protegendo sua identidade, claro, se escolhermos você.

Que tal fazermos a entrevista no Paris?

Bebendo um Martíni, talvez.

Sempre procuro o lado agradável das coisas. Mesmo no trabalho.

Número 8645328.

Tenho boa memória. Eu te ligo.

É o número da administração.

Para sua fatura.

Senhora, a polícia está aqui.

- Bom dia. - Venha conosco.

Quem chocamos hoje?

Alguma paróquia ou clube feminista?

Houve uma denúncia de prostituição.

- Você e o Sr. Poggi, na delegacia. - É um erro. Sou inocente!

- Siga-nos. - Aonde? Não fiz nada.

Qual sua relação com a Srta. Mondello?

Eu não a conheço.

Alice. Soa familiar?

- Não. - Mondello é garçonete no Piper Club.

Poggi a convenceu a posar para fotos para sua revista,

para que ganhasse visibilidade.

Então, não apenas ele exigiu ter relações com ela,

mas disse para quais convidados deveria se prostituir.

Olhe, estou sabendo disso através de você, agora.

Supondo que seja verdade,

não sei como o comportamento de Luigi Poggi pode ser ligado a mim.

Tais fotos foram tiradas

no estúdio fotográfico da Playmen.

Não acredito que não sabia

que um de seus fotógrafos fez tais pedidos

usando a sua revista.

Muitos acham que estavam juntos nisso.

Sob o artigo 3 da lei Merlin,

que se refere ao crime de facilitação de prostituição,

corre o risco de seis a dez anos de prisão, senhora.

Considere seu próximo passo com cuidado.

Não apenas usou nosso estúdio para fotografar Alice Mondello,

também dormiu com ela. Isso é prerrogativa sua,

se não dissesse a ela para quem se prostituir para trabalhar conosco.

Por isso estão dizendo que sou responsável por prostituição!

Eu tirei as fotos, mas Alice me pediu.

Ela queria fazer um book. Por isso eu a trouxe aqui.

Ela pagou você?

Ela queria.

Dormiu com ela, e ela mudou de ideia?

Eu não dormi com ela, nem fui pago ou disse para se prostituir.

É mentira.

- Que pena que ela diz o contrário. - É mentira.

Fui dizer a ela que ela não servia para a revista.

Deixei as fotos e um bilhete, e fui embora. Só isso, não fiz nada.

Não venha trabalhar um tempo.

A matéria dos gigolôs… A ideia é minha. Preciso terminar.

- Nós damos conta. - Não vê que estão perseguindo você?

Vá.

Acredita nele?

Desculpe, a advogada Scalfati está esperando.

A acusação se mantém. É uma questão séria.

Pode pegar dez anos.

Se eu conheço Scordino,

pode pedir ao juiz detenção cautelar para evitar reincidência.

Podem me prender imediatamente?

E tem a ficha de Poggi.

O que ele fez com a Elsa pode ser usado contra vocês.

Em casa? Como vai?

As coisas vão mal com Lorenzo.

Não paramos de brigar.

Está ficando na casa de uma amiga.

Ouça, Adelina… Sei que é um mau momento.

Precisa mostrar que é forte. Tenho dois ingressos para a ópera.

Com tudo que está havendo, quer que eu vá ao teatro?

Sim. Todos devem vê-la por aí.

Mostre que não se preocupa.

Confie em mim.

LUISA AMOR EM ROMA

"Amor em Roma"?

- Não achei que era romântica. - Às vezes, me permito ser.

- Quando? - Quando estou sozinha.

Claro.

Romântica e solitária.

Tenho boas notícias.

Talvez já saiba.

A Sra. Tattilo ficou com medo.

Isso é o de menos.

Depois da acusação de Mondello, haverá seu testemunho.

Poggi não me pediu para me prostituir.

Não, mas…

É culpa dele que suas fotos foram parar na revista.

E tudo que aconteceu depois disso.

Quer que eu minta?

Não, quero que diga o que aconteceu.

Que conheceu o tal Poggi,

e que ele tirou fotos e fez falsas promessas.

Só para dormir com você.

Que ele te enganou.

Como fez com Mondello.

Dois testemunhos são melhores que um.

Não sei, preciso pensar.

Claro.

Aquele cara…

- Ele apareceu de novo? - Não.

Ele teve o que precisava para sumir.

Se ele aparecer de novo, estou aqui.

DIGA SIM AO DIVÓRCIO

Mãe? O que faz aqui?

Querido, tem que vir para casa.

- Não pode exigir nada. - Estou encrencada no trabalho.

Posso ser presa.

Podem me prender agora. Sua irmã quer ver você.

Se eu for presa, com quem ela vai ficar?

Não quis interromper.

- Se quiser ficar, vá me encontrar. - Não.

Mãe, temos que ir. Te ligo depois.

- Tchau. - Tchau.

DIVÓRCIO AGORA

Acho que pode relaxar.

Lorenzo é educado. Estuda, come… Fez um bom trabalho com ele.

Acho que não. Ele nem fala comigo.

Porque ele não é mais criança.

É um jovem adulto, não pode…

Não pode achar boa ideia vir aqui e emboscá-lo.

Não me diga como tratá-lo.

Não é minha intenção. Ao contrário.

Mas assim, obviamente, não consegue nada com ele.

Sim?

Alô?

Recebeu o dinheiro?

Ligou para seu marido para ver como ele gasta sua mesada?

Adelina, o que foi?

Não é só sobre o dinheiro, né?

Não.

Lorenzo saiu de casa.

Está ficando com uma colega e a mãe dela… Uma vaca feminista.

Lorenzo é esperto, ele volta.

Por que não tenta ficar amiga da vaca feminista?

Sim, mas como?

Ela me odeia e tudo que represento. E não é a única.

Como assim?

Posso pegar dez anos de prisão. Por facilitar prostituição.

Uma garçonete prestou queixa contra um fotógrafo.

Você é tão ingênua.

Por que confia em todo mundo?

Talvez seja verdade, ou talvez queiram me incriminar.

Me ligou porque está preocupada com Lorenzo

ou para falar da Playmen?

A Sra. Tattilo vai levá-la à ópera.

À ópera? Não tenho vestido.

Exatamente.

- Este? - Para um funeral.

Você vai à ópera!

Melhor, né?

Muito chamativo.

Vamos ver o que encontro…

Aqui, este.

Este? Não vou ficar muito nua?

Melhor nua que vulgar.

- Experimente. - Tá.

Obrigada.

Nunca fui ao teatro.

Como estou?

Deslumbrante.

Vamos ser claras, não vou pagar se estragar.

Se estragar, desconto do salário da Lella.

A Lella me assusta um pouco.

Ei… É o gigolô que foi à revista.

Ah, claro.

- A mulher com ele parece feliz. - É para isso que ela o paga.

Nem sempre alguém que você paga vai deixá-la feliz.

- Já volto. - Sim.

- Vou sair e já volto. - Tá.

Não gosta de Carmen?

Não, eu gosto.

É que ultimamente

até respirar é difícil.

Por que saiu?

Talvez esperasse ver você.

Posso fazer uma pergunta?

Claro.

Como acabou publicando revistas eróticas?

Na verdade, foi simples.

Eles me prenderam.

Como começou?

Foi mais fácil para mim. Comecei com as amigas da minha mãe.

Meu pai era um nobre siciliano que morreu depois de perder tudo.

Só me restou minha mãe e…

Digamos…

Tive que me virar?

E acabei como você também.

Na cadeia, digo.

Ah. Por quê?

Eu ia a boates da moda.

Os lugares certos para achar clientes ideais.

Gente importante, muita grana…

Muito risco também.

Maridos ciumentos?

Delegacia de Costumes.

Fui denunciado três vezes.

O que você fez?

- Está mais interessada na Delegacia… - Do que em você?

Não acontece muito.

- Não? - Não.

E você?

Quem é você de verdade? Quero dizer…

Vejo que é muito inteligente… e bonita.

Muito casada. Com dois filhos.

Quem é você de verdade?

Sou alguém que mudou muito rápido.

Uma cliente complicada.

É possível você aceitar um não?

Apenas se for sincero.

Me diga…

- Não mandei ela se prostituir nem nada. - Gosta de homens ou mulheres?

Ou só ama a si mesmo?

O que isso quer dizer? Está me julgando?

Quando nem tem coragem de admitir o que é?

Realmente pensa que fiz algo com aquela garota?

Por quê? Não fez o mesmo com a Elsa?

Promessas, fotos, sexo, e depois a ferrou.

Por que devo acreditar em você? O que mudou?

Eu conheci você.

Minha única esperança é o café da prisão ser melhor que este.

E que me deixem fumar em paz.

Já que Poggi não está,

temos que achar um ajudante para Mariotti na composição das fotos.

Falando em Poggi… Eu o vi ontem e…

Sabemos que é ambicioso e disposto a tudo

para ser notado como fotógrafo, mas…

Fazer uma garota se prostituir, sei lá…

Será que ela já era prostituta?

Steve Magenta me disse que achava clientes nas boates certas.

- Onde a prostituição era a norma. - Por que ela inventaria isso?

Poggi disse que ela não servia,

ela ficou furiosa,

e se vingou dele.

É plausível.

Precisamos saber se alguém da Delegacia de Costumes conhece Mondello.

Posso cuidar disso.

ALUGUEL DE QUARTOS

Sim?

Tem uma amiga sua.

- Aí está ela! Oi! - Oi!

Olhe para você.

- Parece alguém do Parioli. - Até parece.

- E isso? Onde roubou? - Peguei emprestado para a ópera.

Não imagina como cantam.

Legal.

Isto é…

É um vibrador.

Estava solitária na ópera?

Boba!

Não, é para o trabalho.

Tenho que vender, mas não como vibrador, ou seremos presos.

Mas não tenho nenhuma ideia.

Eu tenho duas. Talvez três.

Experimentou?

Se você quer recomendar um prato em um restaurante, o que faz?

Você come.

Sim, mas estou de dieta.

Eu, não.

Coloco uma música?

Para ajudá-la a relaxar?

Não.

Um caderno?

Para tomar notas.

É, até parece que vou escrever.

Cale a boca.

É uma ideia idi…

O que está fazendo?

Estou relaxando.

O quê? Não é permitido?

Gostei.

É atraente.

Ainda é arriscado.

Para o público masculino.

Vamos falar com as mulheres. Casadas.

Talvez entediadas ou… traídas.

- O que elas querem? - Conversa?

Consideração. Confiança.

Sim. E transgressão, paixão, ou apenas companhia.

Entre! Está atrasada, senhorita.

Desculpe, levei trabalho para casa. Achei uma solução para o Gabry.

Sabemos que o Gabry não pode ser vendido como objeto sexual.

Mas qual é sua principal característica?

- Ele vibra. - Exato. Pode ser usado para massagear.

É meio forçado, né?

Não. Podemos vender como um produto para relaxar.

- Para massagear o pescoço. - Pronto.

"Gabry, o massageador que vibra."

A lei não pode proibir isso.

É uma ótima ideia. Muito bem, Elsa.

- Olá. - O que traz…

Como teve essa ideia?

- Uma amiga teve torcicolo. - Torcicolo. Sei.

O que está fazendo aqui?

Temos que fechar o escritório.

Como medida cautelar antes da busca.

Por que estão fechando tudo?

- Façam a busca e pronto. - O promotor ordenou.

Ele decidirá sobre a busca. Até lá, o lugar está fechado.

Acha que somos idiotas?

- Só querem nos impedir. - Só estou seguindo ordens.

Vejo que é bom nisso.

Andem.

Peço que se retirem. Agora.

Se precisarem buscar suas coisas…

Fora, todos vocês!

- Precisava fazer isso hoje, assim? - Venha à delegacia.

Testemunhe contra Poggi, e acabou. Você pega seu dinheiro e vai embora.

É isso que você quer, né?

- Fechou tudo? - Sim.

Por aqui.

Feche aqui também.

Não vou sair da prisão desta vez.

Uma entrada.

Seus 5% pela ideia do massageador que vibra.

- Não quer mais que eu trabalhe para você? - Seria louca em demiti-la.

- Não entendo. - Não haverá mais redação.

Vá embora, Elsa.

Vá embora.

Vá para Londres.

Você pode ser o que quiser.

E o que você vai fazer?

Espero não ter que ficar dez anos sem meus filhos.

Tchau, Elsa.

LOCAL SUJEITO À ORDEM DE FECHAMENTO

UM MILHÃO DE LIRAS

POLÍCIA

Entre.

Oi.

Ela veio prestar queixa.

Sente-se.

Sente-se.

Marziali…

Nos dê licença.

Claro.

Obrigado.

O que está havendo?

Andrea, eu não…

Não tenho certeza de mais nada.

Não entendo.

Poggi pode ter feito o que fez.

Mas Tattilo não tem nada a ver. Ela não sabia.

Está tentando incriminá-la.

Elsa… Pense bem. Está fazendo a coisa certa.

- É legal. - Legal?

Casar com quem me estuprou também era legal.

Eu quero justiça para mim, mas não com truques sujos.

O que devo fazer?

Procurar a verdade.

Um!

Vire os ombros!

O de vermelho tem um bom jab de direita.

Dizem que é a promessa da academia.

- Ainda boxeia? - Não. Não treino há anos.

Diria 25 anos, olhando para você. Desde a guerra.

Vivo em um mundo mais calmo agora.

Você era um intelectual e ainda é, querido diretor.

Mas Playmen? Isso foi uma surpresa.

Eu achei que ia acabar preso, por exemplo,

ou morto na Legião Estrangeira…

Mas acabou virando uma espécie de policial.

Uma espécie.

Andei pesquisando, como pediu.

Não é de graça, sabe?

Cuide-se.

Chegou para você.

INSPETOR DE CESARI

O que é?

SEDE DA POLÍCIA DE ROMA

- Quem te deu isto? - O entregador.

Remetente desconhecido.

Este documento foi redigido há um mês.

Uma denúncia de prostituição contra Alice Mondello.

"Pega em flagrante enquanto oferecia serviços sexuais."

- Então? - Cometemos um erro.

Devíamos saber.

Não saber é melhor, às vezes.

Senhor, deveria me dizer essas coisas.

- Você não é tão ingênuo. - Mondello também não é.

Ela nos usou para incriminar Tattilo.

Pessoas como Tattilo acham que são defensoras da liberdade,

mas confundem a liberdade com fazer o que querem,

até a pior porcaria!

Não somos censores!

Somos uma represa defendendo o que é certo, e você deveria me ajudar!

Esse documento foi entregue anonimamente.

A notícia já se espalhou.

As acusações serão retiradas.

Ei.

Diga adeus à Polícia Política. Devia ter cuidado da sua vida.

Próxima rodada.

O quarto do Poggi é à direita.

Obrigado.

Com licença?

Não é ruim aqui.

O que você quer?

Queria saber como você está. E dizer que a edição será ótima.

Bom.

Agora que me contou, pode ir.

Você é inteligente, um pouco arrogante…

Muito ambicioso.

Mas você não faria nada.

Eu o acusei sem provas.

Sinto muito.

Me desculpe.

Sei que tenho que lidar com quem eu realmente sou.

Vamos tentar ficar juntos.

ORDEM DE FECHAMENTO

Por favor, entrem.

O QUE AS MULHERES QUEREM

Sua intuição sobre Mondello estava certa.

Sim, mas teria permanecido intuição, não fosse por você.

A edição saiu.

- Como está indo? - Nem bem, nem mal.

Como eu pensei, pegamos o público desprevenido.

Mas talvez tenhamos ganhado algumas leitoras.

- Pouco a pouco, Chartroux. - Pouco a pouco.

Sra. Adelina, acabou de chegar.

De quem?

Alô?

São frésias e…

Cravos.

- Sabia que ia gostar. - Não deveria.

Escute…

Que tal jantar?

Para comemorar minha capa.

Então, são só negócios?

Não sei. Depende de você.

Então? Posso pegar você mais tarde?

Não, eu te encontro.

E agora?

Vai continuar trabalhando para mim.

Quer ir para Londres ou não?

Por que está me encarando?

- Eu não teria feito isso no seu lugar. - O quê?

Depois de tudo que passou, podia mandar Poggi para a cadeia.

Mas não o fez.

Porque não era justo.

Eu teria me vingado. De qualquer jeito.

Não sou como você.

Por isso, gosto de você.

Tenho que ir.

Sim.

Tchau.

Seu fotógrafo favorito voltou!

- Quem é? - É o Poggi?

Substituímos você.

Seu safado!

- Obrigado. - Bem-vindo.

Obrigado.

Desculpe não acreditar em você.

Bem-vindo.

Obrigado.

- O que ainda está fazendo aqui? - Ainda precisa de mim.

- E mês que vem tem a Tosca. - Venha.

- Vamos, pessoal. Então? Mariotti. - Sim.

Foi interessante. Erotismo e moda.

Podemos conversar.

E uma modelo estilo Twiggy.

- Gosto disso. - Como ela.

- Ela me lembra… - Chega de fotos.

Jane Birkin.

- Birkin? Je T'aime. - Birkin.

Je t'aime. Como era a música?

O que está fazendo aqui?

A Playboy nos processou.

Pelo quê?

Concorrência desleal. E plágio.

- Eles nos acusam de copiá-los? - Sim.

Por que essa preocupação?

Estamos falando da Playboy.

Eles têm dinheiro para gastar.

- Eles têm advogados. - E daí?

Não tenho mais marido. Meu filho não quer me ver.

E quase peguei dez anos de prisão.

Nada mais me assusta.

Legendas: Natalia Serrano

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