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Original subtitles

Para!

Baril, certo?

Vamos morrer!

Mamã!

24 HORAS ANTES

Passa a bola!

Muito bem, venham cá.

- Juntem-se aqui. - Calma! Estamos a ir.

Resta um minuto de jogo. Estamos empatados.

- Lucas, onde estás? - Aqui, pai.

Vai, Lucas!

- Vem cá. Tu jogas. - É gozo. Ele joga mal.

Ninguém o cobriu no segundo tempo. Tenho três a cobrir-me.

- Sabem que mais? Já te digo… - Meu, já jogaste lacrosse?

- Diz a jogada, falhado. - Está bem.

É essa. Passar a bola ao Lucas.

- Estás pedrado? - O plano é esse.

Lucas, tu marcas. Vamos ganhar.

- O que me dizem? - Que vamos perder.

Seja. Vamos ganhar isto em equipa.

- Que treta. - Vamos lá. Somos heróis!

Pai, tens a certeza?

Ficarão furiosos comigo se eu falhar.

- Devia ir sentar-me no banco. - Sentar no banco?

Miúdo, vais ser o herói.

Nos filmes de desporto,

quando tudo se resume àqueles últimos segundos

e tudo fica em câmara lenta,

é aí que surge o herói.

Tudo abranda

e o herói marca. Vitória,

pegam nele em ombros

e ficam loucos. As miúdas gritarão: "Lucas!"

- É assim que ganhamos. - Vamos.

Vamos ganhar isto.

- Adoro-te, pai. - Certo.

É desporto. Nós não… Está implícito.

Está implícito.

Lucas!

Deus, por favor.

Por favor. Por favor, meu Deus.

- Sim! - Meu Deus!

Lucas, vai!

Olho na baliza!

Vai! Marca!

Que raio?

- Porque vai em câmara lenta? - Posso ter-lhe dito.

Não! Ele não tinha o direito!

- Não! - Não prestas, Lucas!

Estás bem. Ele está bem.

Não consigo respirar.

Ficou só atordoado. Ele está bem. Vai recuperar depressa.

Ajudem-me.

O lacrosse não é para ele?

Talvez ele não seja dado ao desporto.

O desporto é importante, Em. Só sei fazer isto.

Fiz isto. Criei laços com o meu pai através do desporto.

Sei que isto de seres padrasto não é fácil.

Adoro que queiras criar laços com ele.

Quero mesmo.

Tu e o Lucas encontrarão algo, mas tens de lhe dar tempo.

Não podes forçar.

- Vem cá. Amo-te. - Amo-te.

- Fica para a próxima, mano. - Não me chames "mano", meu.

Não me chames isso.

- Nem tu, cabrão. - Tu és…

Céus! Parem.

- Estás bem? - Estou. É só…

O Lucas demora a mijar?

Podes ir lá ver? Ele é tímido.

Sim.

Merda. É o Pukas. Então, Pukas?

Desculpem se fiz algo que vos irritou.

Só quero que esteja tudo bem entre nós…

- Merda! - Não lhe toquem!

O papá chegou.

Vamos, Lucas.

Ouçam-me.

Se voltarem a tocar-lhe, dou cabo de todos.

De todos mesmo. Entendido?

Vamos, Lucas. Anda.

Sabem no que quase se meteram?

Têm noção da aniquilação que aconteceria?

Queres tentar? Sentes-te forte?

Sabes que mais? Eu sinto. Queres? Vamos a isso.

Que idade tens? Que raio?

- Vamos a isso. - Não disse que quero isso.

Só disse que podemos.

Deixa-te de merdas, velhote. Bate-me.

Fala baixo. Olha a acústica.

- Disseste que davas cabo de nós. - Ainda não comi.

Temos reserva no Benihana.

Onde fazem aquele vulcão com as cebolas.

Tudo bem. Vamos, Lucas.

Para a próxima, tenham cuidado.

- Como se chama aquele miúdo? - Kurt.

Kurt. Maldito Kurt.

Sabes como aquilo teria corrido?

- Sim. - Eu dava cabo deles.

- Sim, claro. - Pois.

Devia voltar. Vou lá agora.

- Ele não deve estar lá. - Não. Tudo bem, pai.

Eu devia pôr fim a esta treta, isto é de loucos.

- Será como… - Tudo bem, pai. Estou habituado.

Como assim, habituado?

Não te devias habituar a isso.

Isto é frequente?

É diário.

Ele não tem como escapar. Sabias que era assim tão mau?

Não. O que devemos fazer?

Nada. Já acabei com isso. Pus-lhe fim.

Tratei disso. Cortei o mal pela raiz.

Temos de alertar a escola e o diretor.

O quê? Não podes. Assim, ele é um bufo.

- Viste The Departed, dão cabo dele. - Brian,

agora és pai dele.

É algo com que um pai lida.

Tens razão. Eu…

Olha para mim.

Prometo que não deixo que lhe aconteça nada de mal.

- Está bem. - Vou trabalhar.

Quando eu voltar, tratamos disto, está bem?

Chega de bullies.

- Vai! - Dá-lhe! Luta!

Apanha-o!

- Apanha-o, cabrão. - Apostei cinco milenas em ti. Vai!

Desculpe. A Claire disse que queria falar comigo.

Olá, amigo. Sim, entra.

- Dá-lhe! - Senta-te.

- Vai! - Tu consegues! Acredita em ti!

Sim!

- Paga! - Sim!

Ouve, aquilo da Pfizer.

Ajeitas aqueles números?

Os números são o que são.

- Primeiro, não me grites. - Não gritei.

Pareceu-me.

Os números estão muito à justa. Dá-lhes alguma folga.

- Se lhes dermos folga… - Acalma-te.

Se lhes dermos folga,

o que fazemos é basicamente…

- Querem que cometa fraude. - O quê?

O pai vai passar-se se vir aqueles números.

- Meu, não pode ser. - O pai não se pode passar.

Ele não é meu pai.

- O quê? - Eu…

- Como te atreves? - Cala a boca!

Vou perguntar-te uma coisa. Como achas que está a correr?

- Podia ser melhor… - Não é uma pergunta.

Mas vou responder.

- Estás despedido! - Sim.

- E o pai sempre te odiou! - Está bem.

Dá-lhe, miúda.

Chamaram-te bebé borra-botas?

- Fazem muito isso? - Não. Não importa.

Tive de bater o pé e foi o que fiz.

Há padrões.

Tenho padrões mais elevados,

se é que faz sentido. Não sei, mas…

Tu percebes, certo?

Tens razão.

O que é?

És mesmo durão.

Não és um bebé borra-botas.

Teremos de apertar o cinto até arranjares outra coisa.

E se pararmos com as aulas de dança dele?

- Pagamos isso? - Muito.

Ainda tenho a porta aberta na empresa onde trabalhei.

Não querias ficar com o Lucas?

Sim. Mas precisamos de rendimento, certo?

Que tal trocarmos

e ficas tu em casa com ele?

Queres que fique com ele o dia todo? Só eu e ele?

Seria temporário. E era ótimo para os dois.

Teriam tempo a dois para criarem laços.

Foi bom?

Muito bom, querido. Muito bom.

Não há descrição possível.

Adoro férias!

Olá, miúdo.

Não devias estar na escola?

- Não, os professores têm formação. - De quê?

Aprendem técnicas novas para os ajudarem a ensinar.

E não têm aulas? Porque não fazem isso no tempo livre?

Não sei, mas é bom para nós.

O que vamos fazer hoje?

"Vamos"?

Aqui está. Um puzzle. Olha só.

Tem 25 000 peças.

Sim. Demora semanas… Talvez um mês. Quem sabe?

Na verdade, tenho fome.

Queres que cozinhe algo?

- Claro. - O que faria a tua mãe?

Está bem. Vamos a isso.

Já fizeste jejum intermitente?

- Jejum intermitente? - Sim.

É bom para o cólon.

Eu alinho. Fazemos os dois. Que tal?

Bem… Lamento, mas tenho mesmo fome.

- Está bem. - Desculpa.

Às vezes, a mãe faz-me sandes

com pãezinhos King's Hawaiian.

Isto é porreiro.

- São muito bons. Gosto. - Sim.

- Já sabes o que fazer. Ótimo. - Sim. Acho que sim.

- Muito bem. - Ótimo.

- Sim. - Queres fazer comigo ou…

Não, tu fazes.

Queres lançar a bola?

- Praticar boxe? Podíamos… - Não.

Que tal isto?

Ou faz coisas estranhas sozinho. Tudo bem.

Mas deves-me 50 dólares. Não estou a brincar.

Dou-te 50 dólares, relaxa.

Relaxa tu. Quero o meu dinheiro.

Ele parece o meu padrinho dos AA.

Parece o meu homem do lixo.

- Quem és tu? - Sou o Brian.

És festeiro?

Se sou festeiro?

Quer dizer…

Na faculdade era.

Sou a Leslie. A Ivy, a Jess e a Marla.

- Somos a Máfia das Mães. - Então?

- Então? - Olá. Muito prazer…

- Máfia. - Estacionaste no meu lugar?

Era teu? Os Honda Odysseys cinzentos?

- São vossos? - Sim.

O SUV mais seguro e menos roubado.

- Há algum problema? - Não. Não sabia.

Pareceu-me uma loucura. Mas sensato.

São todos da mesma cor e tudo.

- Muito fixe. - Petiscos?

Muito obrigado. Agradeço.

São para os miúdos.

- Sim, eu sei. - Devolve isso, Brian.

Devolve. Já comeste muitos petiscos.

Queres entrar para a Máfia?

- Para a Máfia das Mães? - Sim.

Não. Nem sei o que é isso realmente.

É simples. Durante a semana, deixamos aqui os miúdos às 10 horas.

Ao meio-dia, vamos ao Chili's, almoçamos e damos na pinga.

Sobretudo damos na pinga.

Pois é.

Sim. Queres vinho?

Não bebo muito durante o dia.

Queres coca? A Ivy tem speed.

Não, estou a tomar conta do meu…

… filho.

- Tira o corta-vento. - Queres ser iniciado?

- "Iniciado"? - Sim. Podes ficar vestido.

Agora não. É… É o Lucas.

O meu rapaz. Ele vagueia

e a minha mulher comprou-lhe um localizador.

Foi ela que escolheu o teu casaco?

Talvez. Vemo-nos mais logo.

- Não vemos, Brian. - Espero que não.

Muito bem, Lucas. Vamos tentar lançar uma espiral.

- Está bem. - Espiral. Coloca a mão

no quarto traseiro.

Assim. Uma boa espiral.

- Pega nela. - Adoro-te, pai.

Não te preocupes. Tenta apanhar. É mais divertido.

- Não. - Desculpa.

- Certo. - Desculpa.

- Foi mal. - Isto será péssimo.

- No buraco da agulha. - Foi bom?

Isso foi muito longe da agulha.

Muito bem. Vamos elevar a fasquia.

Vês? Tenta apanhar. É o que tens de fazer.

- Com o peito. - Posso dar uma dica?

- São estes dedos para a espiral. - Eu sei.

Tens mãos minúsculas. Isso dificulta.

Tens de ajustar a forma de agarrar.

Um pouco.

- Que tal jogarmos? - Não.

- Dois contra dois. Será divertido. - Não.

CJ, cobre o filho dele. Vá, conduz a bola.

- CJ, em cima dele. - Lucas, não queres jogar, pois não?

- Estávamos só a lançar. - Vá.

- Nem sei as regras. - Vá, meu.

- Pronto? - Meu Deus!

Olha. Já são amigos.

Dá-lhe, miúda. Vamos a isso.

Podes sair de cima de mim?

Ser pai, certo?

Vamos.

Pronto.

Muito bem.

Olha, os nossos filhos estão a apanhar um inseto.

Devem demorar.

Enganei-me.

CJ, larga-o!

Não! Larga-o!

Ele está sempre a meter coisas na boca. O teu filho passou por essa fase?

Quando tinha um ano.

Nós estamos a demorar mais.

Chamo-me Jeff.

Brian.

Fantástico.

- Chamam-te Bri-Bri? - Não.

Vá lá. Bri-Bri é um nome forte, meu.

Conheci um Bri-Bri no exército.

Usou o braço de um talibã para desativar uma bomba num esgoto.

Tenho saudades dele.

Morreu em combate?

Não. Foi atropelado à saída de um restaurante.

- E só um Bri? Pode ser? - Claro.

Está bem, Bri.

Bri.

Certo. Lucas, vamos embora. Que tal?

- Já? Acabámos de chegar. - Sim, eu sei,

mas a tua mãe quer jantar e assim. Temos de nos preparar.

Pai, são 10 horas.

O CJ convidou-me para casa dele. Ele é novo cá.

Tem uma árvore no quintal parecida com o Mark Ruffalo.

É igual. Foi por isso que a arrendámos.

Podemos ir à casa deles, por favor? O CJ é porreiro.

Gostou do meu casaco.

- É mesmo fixe. - Por favor?

Sim… Está bem. Porque não?

- Isso, meu! Podes crer! CJ, bate aqui. - Está bem.

Eles vão a nossa casa. Cá em cima.

Ele não percebe isto.

Queres dançar?

Que raio?

Rende-te.

Rende-te. Para. CJ, não, solta!

CJ, chega!

CJ, para com isso!

O miúdo é muito forte.

- Sim. - Vão andando enquanto o apago.

- Está bem. - Vamos.

- Vamos. - Adormece.

- Estou tão entusiasmado. - Mas não te acomodes muito.

Enviei a localização à tua mãe para prevenir.

Para prevenir o quê?

Este tipo pode matar-nos.

- Olá! - Olá!

- Entrem. - Olá, CJ. Tudo bem?

- Bem. - Não largues.

- Pronto. - Isso mesmo.

Já chega.

- Tive saudades. - É bom ver-te.

Ainda estou a instalar-me, mas limpei a casa.

Desculpa, estou exausto.

O CJ quase não dorme. Duas horas por noite, com sorte.

Isso não é saudável.

Não há problema. Como se costuma dizer?

"Crianças são cavalos"?

Não. Nunca ninguém disse isso.

Estiveste no exército?

Sim.

É o Bri-Bri com o coronel Kurtz,

1.º Destacamento Operacional das Forças Especiais. Força Delta.

- Força Delta? - Sim. Uma vez,

rebentaram os miolos a dois tipos.

Um esvaiu-se nos meus braços e vi-o morrer.

Baril, certo?

Certo?

Céus.

Que história louca. Deves ter muitas,

mas, se mas contares, terás de me matar, certo?

- Terei de te matar. - Vá lá! Tem calma!

Merda! Desculpa. Ainda tinha algum.

Céus! É um doseador de ketchup.

Vinha com uma arma de mostarda. Divertido, não é?

Vou buscar papel.

Pai, o Jeff é tão fixe e forte, não é?

Vê como é grande.

Sim, é grande. Mas é…

É genético. O pai dele devia ser grande e a mãe era…

… um bisonte.

Alguém tão grande não tem uma vida longa.

Está bem.

CJ, mostro-te mais movimentos de dança lá fora?

Sim, porra!

Ele pode praguejar?

Sim, as palavras não magoam.

Eu mando-o dormir e ele chama-me cabrão dentuças.

Se me permites a pergunta, onde está a mãe do CJ?

Morreu há uns meses. Estava muito doente.

- Lamento. - Ia morrer de qualquer forma.

Mudámo-nos para outra cidade para recomeçarmos.

Eu tinha poupanças.

Decidi ficar em casa enquanto o CJ se ambienta.

- E tu? A tua mulher também bateu a bota? - Não. Está viva e a trabalhar.

É advogada. Eu sou contabilista forense.

Forense?

- Autópsias e assim? - Contabilista forense.

Que aborrecido.

Qual é o nome do CJ?

Christopher… Jif.

Como manteiga de amendoim?

Como esta manteiga?

Para onde olhaste antes de dizeres "Jif"?

Olhei para a manteiga

porque pensei em fazer-nos sandes de manteiga de amendoim,

a comida preferida da mãe do CJ,

daí ele chamar-se Jif.

Vê a lista de coisas divertidas para eu e o CJ fazermos

agora que a mãe dele capotou.

- "Primeiro, fazer amigos novos." - Feito.

- "Ir ao Buckee Cheese." - Adoro aquilo.

"Beber ayahuasca no deserto."

Ele vai adorar.

"Assustar a mulher gorda do outro lado da rua."

Pai!

Pai, está um tipo lá atrás a olhar para nós.

- Onde? - O Lucas está a brincar.

Não. É a sério. Está lá um tipo.

A olhar para nós.

- Vá, Lucas. - Tenho uma ideia.

Que tal irmos almoçar? Gostam do Buckee Cheese?

- Claro. - Tiramos isso da lista.

- Podemos ir? - Claro.

- Ele tem uma aula de dança. - Não, não tenho.

Nada de alergias à diversão.

Eu adoro.

- Entrem, rapazes. - Mais um Odyssey cinzento?

BUCKEE CHEESE A LOUCURA DAS CRIANÇAS!

Fabuloso, não é?

- Não prestas! - Palerma!

Muito bem.

Aquele miúdo é intrépido.

Está pendurado no… Está pendurado onde?

No sistema de aspersão.

Sabes o que dizem.

"Se cai e parte a cabeça, aprende a lição."

Não é… Nunca ninguém disse isso.

Vê como está feliz.

É a primeira vez que o vejo sorrir.

Nunca viste o teu filho sorrir?

Após perder a mãe.

Lamento. Nem imagino o que…

Deus é tão bom.

O meu filho conheceu o melhor amigo e eu também.

Cabeçudo!

- Queres criar uma banda? - Não. Sabes uma coisa?

Jeff, ouve, eu… Isto é ótimo.

- Eu sei. - Sim.

E tu pareces ser fantástico.

A sério. Tens algo. E…

Isto está a avançar depressa.

Tenho muita coisa em mãos

e estás a pedir-me muito, sabes?

Primeiro, vou falar-te de mim.

Casei recentemente e…

… tenho de me concentrar nisso…

… estou muito ocupado…

Não podemos ser melhores amigos

tão depressa sem conhecermos bem a pessoa.

Agora tu…

Não. Ouve, não queria dizer isso.

Olá, menina. As peúgas por 500 bilhetes, por favor.

Obrigado.

Tão bêbado.

- Caraças! - Meu, que porra?

- Partiste-lhe a cara. - Desculpem, enganei-me.

Caraças!

Não!

Olá!

Brinca comigo, campista!

Não.

Meu Deus!

Caraças, isto é a sério?

Ajudem-nos!

- Não me toques. - Abraça-me!

- Não. Deixa-me, marado. - Ama-me!

Por favor, parem!

Meu Deus, Bobby!

- Dá… - Brilhante.

Dá cá isso, meu. Estúpido.

- Cócegas? - Pira-te.

- Filho da… Já chega! - Dá-me um abraço, meu.

Agarraste as banhas. Não podes.

Não!

- Dá-me um abraço. - Larga-me. Não quero…

- Qual é a tua? Tira a foto! - Sorria!

- Sorria! - Tira a foto! Descontrai!

- Não vou pagar isso. - Sim, vai.

- Obrigado, Lucy. - Para.

Cretino!

Bem-vindo à selva!

Gostas?

Vou dar cabo de ti!

Como me achaste?

Como…

Muito bem, atiradores, é o chamado "atirar sem parar".

Disparem contra o que se mexe.

Disparem!

Toma lá, cabrão!

- Certo! - Yippee ki-yay, filho da…

Falhaste.

- Olá, pai. - Olá.

Perderam o raio do Buckee ou lá o que…

Vejam.

Chegou a piza. Muito obrigado. Comam, meninos.

O que é isso?

O quê?

- Nunca comeste piza? - Não.

O teu pai nunca te levou a comer piza?

Ele não é meu pai.

O Jeff não é teu pai?

Não.

Quem é ele?

Não sei. Ele trouxe-me.

Eu sabia que era estranho. Levantem-se já!

Venham comigo. Vamos!

- É uma emergência. - A pulseira dele não é igual à sua.

Deixam-no pendurar-se nos aspersores,

mas um adulto sair com mais um miúdo

já é um problema?

Não me expliquei bem. Pareço-lhe um predador?

- Sim. - É o corta-vento?

Sim.

- Não! - Devagar!

Desculpem.

- Conheces este homem? - Não. Não os conheço.

É mentira. Conhecemo-nos hoje no parque.

- Não te lembras? - Buckee.

Então, amigo?

- És um durão? - Larga-me! Já fizemos isto!

Desculpe.

- Bucke, cuidado! - Merda!

- Buckee! Merda! - Vem cá!

- Rapazes, comigo. - Lucas, para!

Acredita, não tens escolha. Entrem, rapazes. Cintos.

Porque é que ele disse que não és pai dele?

- Não sou. - Está bem.

- Lucas, sai daí. - Não posso.

Estou farto desta merda.

Vamos lá, cabrão!

Quem raio és tu?

- Quem é aquele? - Quer matar-te.

- E eles? - Também.

- Quê? - Acham que sabes.

- Sei o quê? - Entra, Bri!

Raios, meu!

Porque achariam que sei algo?

Pai, o que se passa?

Estamos só a divertir-nos.

Isto é divertido, certo?

- Nem por isso. - Ponham os cintos. Já!

- Ele tem uma arma! - Não! Que raio é aquilo?

O que estás a fazer? Estamos na autoestrada.

Diz-me o que raio se passa!

Meninos, ponham os auscultadores e vejam um desses DVD.

- Podes dizer-me? - Não andam atrás de mim.

- Querem o CJ. - O CJ? Porquê?

- Salvei-o de pessoas muito más. - Que tipo de pessoas?

- Não sei. Pessoas más. - Chega. Faz-me um favor.

Para e deixa-nos sair.

Não acredito. Também tens um!

Que raio? Estão a brincar?

A tua foto é melhor que a minha. Manos dos alertas.

Para o carro. Vou chamar a polícia. Acabou.

Não é boa ideia por causa do alerta.

Onde está o meu telemóvel? Raios…

- Deixei-o lá. - Não vou voltar para trás, Bri-Bri.

A empregada achou que eu estava a raptar os miúdos.

- Pareço um predador? - É o corta-vento.

Chamada da Emily.

Pai, a mãe está a ligar ao Jeff?

Dei-lhe o contacto do Jeff para o caso de…

- De quê? - … de correr bem

e de nos tornarmos melhores amigos

e convivermos todos.

Não queremos desiludi-la.

- Não… - Emily, como estás, querida?

Olá.

- Fala o Jeff? - Diz lá, miúda.

Estou ansioso por te conhecer. São só elogios.

O Brian fala muito bem de ti.

- Olá, Em. - O Jeff parece tão simpático.

Disseste que era um cretino.

Não, não é um…

Disse que é um desatino, muito animado e divertido.

Desatino. Estão a fazer amigos.

Estão numa perseguição a alta velocidade?

É a segunda hoje! Uma loucura, certo?

É mesmo. Como está a correr a conferência?

Muito movimentada. Nem adivinhas quem encontrei.

Fantástico. Cumprimentos meus.

Adeus.

Segurem-se, rapazes.

- O que estás a fazer? - Calma, Bri. Deixa-me fazer a minha cena.

Abranda! Vais matar alguém!

És doido?

Meu Deus!

Pare!

- Não. - Mexam-se.

- Não! - Mexam-se.

- Não! - Mexam-se!

Mexam-se!

Está louco?

- Lê os sinais! - São sugestões.

Mãos no volante!

Mãos no volante!

- Meu Deus! - Pronto.

Vira!

Vai!

Não!

Merda!

- Vai ali um bebé! - Um bebé!

Corram!

Queres atropelá-los?

- Merda! - Não!

Mamã!

- És tu! - Não!

- Vá lá, pai! - És tu!

Sente o ritmo!

Está bem. Vai.

Cuidado!

Meu Deus!

Temos um problema?

Temos um problema?

- Temos um problema? - O que é isto?

Merda! Pai, a polícia!

Meu Deus! A sério?

Ainda queres que pare? És um raptor de crianças.

Um raptor de crianças?

- Auscultadores. - Sim.

O que vamos fazer?

Aquilo foi porreiro, não foi?

Olha. Parece a nossa tribo.

A Máfia das Mães.

Mães bêbadas que devem ir agora almoçar.

Que tipo de comida?

RAPTO DE MENOR SUSPEITO PERIGOSO

Merda!

O maldito pedófilo conduz um destes!

- O que estás a fazer? - A misturar-me.

- Vê esta merda. - Calma!

Que raio faz ela? E tu?

- Não posso ser visto. - Há um alerta.

Isso já lá vai.

Senhoras, chegou o nosso dia.

Pedófilo em movimento, atrás de mim.

- Céus, Leslie, o que fazemos? - Formação em losango.

Treinámos para isto, senhoras.

Entendido. Vou avançar.

A retaguarda, Marla.

Vamos castrar este filho da…

- Porque abrandámos? - As tuas amigas cercaram-me.

Vamos a isto, Bri. Vou abalroá-las.

- Não. - Sim, faz isso.

Não faças!

Merda!

- Ela é gira. - Não te metas com ela.

É boazona. Acho que não consigo matar esta.

O quê?

- Merda. - Então, cabrão?

Eu sou o cabrão?

Podemos não tentar matá-la?

Eli, tira os auscultadores! Tira o meu taser da carteira.

Não é esse, o outro.

Vais aplicar as tuas habilidades do Fortnite, querido.

Vês aquele cretino na frente?

- Não! - É um tarado.

- O que fazemos a tarados? - Usamos o taser nos tomates.

Pode ser na cara. Deixa a mamã orgulhosa.

- O minorca quer executar-me. - Fecha a janela.

Não vou recuar, Bri!

- É o inimigo. - Tem 12 anos!

Exato!

Eli, estás à espera de quê? Dá cabo dele!

Não vais fazê-lo. Não vales nada.

Tu é que não!

Meu Deus! Viste aquilo?

- Pai, não param! - O que vamos fazer?

Calma, Bri. Estas coisas resolvem-se por si.

Viste, Bri?

Sim!

Meu… Bate aí, meu!

- Bate! - Não! Não vou bater!

- Vamos embora daqui. - Isso mesmo. Vamos descansar, Bri-Bri.

Não me chames Bri-Bri. Não somos amigos.

Que raio é aquilo?

Graças ao teu alerta, temos de roubar outro.

Roubaste aquele?

Achas que comprei uma carrinha daquelas?

Chega. CJ, Lucas, vamos.

- Não levas o CJ. - Claro que levo.

- Vais para onde? - Para casa.

Para longe daqui e desta loucura!

Sim.

Meu Deus!

Não é boa ideia, Bri-Bri.

A sério? Porque não?

Vão encontrar-te e à tua família

e assassinar-vos a todos.

- Qual é o seu problema? - Lucas, não te afastes.

- Como me vão encontrar? - Encontraram-me, Bri,

e fiz 322 km para lhes fugir.

Sim!

Sim!

SUGAR ADDICT MATA O VÍCIO! - AMOSTRAS GRÁTIS

Espera.

Se te contar, tens de manter a mente aberta.

Não me parece que o faças.

Vou manter a mente aberta. Diz lá.

Lembras-te que trabalhei como segurança?

Foi num edifício secreto.

Não sei de quem era ou o que acontecia lá. Eu não podia entrar.

Era um trabalho desgastante. Muitos problemas.

E eu podia fingir que era o Kung Fu Panda, o que era fantástico.

Disseram-me para patrulhar a área

e submeter-me a testes antidroga.

Não sei como passei,

pois não havia hipótese de passar.

Quando estava a trabalhar lá,

o único funcionário que via era um tipo de barba

muito parecido com o Zach Galifianakis.

Mas não era ele.

Perguntei-lhe e ele disse: "Não, mas dizem muito isso."

Não podíamos dizer o nosso nome verdadeiro

e eu chamava-lhe Galifianakish.

Há umas semanas,

uma carrinha chegou ao armazém com uma encomenda estranha.

Eu nem tenho conta Amazon.

Não a quis deixar na rua à noite. Podia ser algo importante,

como a Arca da Aliança.

Levei-a para dentro.

Foi então que ouvi.

Merda!

Estás cercado, cretino!

Vamos rebentar-te os miolos.

Meu Deus! Quem está aí?

Sou eu.

Arrombei a porta, porque sou grande e fantástico.

O que fiz depois?

Salvei-o como um salvador.

Como o tipo de O Guarda-Costas, mas melhor e com estilo.

E foi assim.

- E foi assim. - Sim.

És doido para caraças! Percebes?

Liquid Psycho?

Isto é fantástico, certo?

Tem 1000 mg de cafeína.

É muita?

Sinto-me em brasa,

como se cavalgasse um dragão…

Como um raio branco!

Rapazes!

Meu Deus!

Acalmem-se!

Céus!

Quem são estes tipos?

Porque não vamos à polícia?

Houve um pequeno… equívoco.

Que tipo de equívoco?

Bom dia.

A questão é esta.

Ele não é meu filho, mas é filho de alguém.

Tive de o roubar. Mas, agora,

acho que alguém nos quer matar.

Estão a perceber, certo?

- É um grande equívoco. - Certo?

Por isso, a polícia está fora de questão.

O que é?

Ele vem aí?

Vejam, roubei isto.

- Não acredito. Pukas. - Merda!

Então, Pukas? É a tua nova namorada?

Há algum problema?

Há algum problema, cretino?

Merda!

Estás morto.

Caraças!

Meu!

Vamos!

Nada do que me disseste é verdade. Não és viúvo.

- Isso é bom, certo? - Deixa-me ver se percebi.

Há uns bandidos por aí que me querem matar e à minha família

porque roubaste o CJ de um local secreto.

- Sim. - Mais mentiras?

Posso ter mentido sobre outra coisa.

Bem me parecia.

O CJ não se chama Christopher Jif.

- Não? - É manteiga de amendoim.

Não sei o nome dele. Tens razão, Bri,

só nos temos um ao outro.

Eu não disse isso.

Lucas, CJ. Vamos.

- Onde raio estão? Lucas! CJ! - CJ?

- Céus! - Encontraram-nos.

- O que fazes? - Vou roubar um carro.

Um, dó, li, tá.

É o destino ou não?

- Vou buscar o Lucas. - Bri!

Raios!

Lucas!

Lucas!

- O que se passa? - Lucas!

Na Costco. Foi horrível.

- Céus! O que se passa? - Lucas!

Lucas!

Lucas!

Lucas!

Está tudo bem.

Estou aqui. Estão seguros.

- Estão seguros. - Não. Onde está o Jeff?

- Não precisamos dele. Estamos bem. - Não.

Temos de o encontrar.

- Não… - Ele tem de nos proteger.

Tem de ser.

Não!

Não!

Viram aquilo?

Baril, certo?

Céus, sou bom!

Está bem. Nada mau.

Pai, ainda vêm aí.

Vai!

Vêm aí?

- Como nos encontram? - Estás a pensar no Jason Bourne?

É um filme. Não é real.

Encontraram o Matt Damon.

Tudo em nós é localizável.

É isso. Têm o meu telemóvel.

Localizam o Lucas com ele.

Lucas, desliga o teu botão do GPS, sim?

E não o ligues.

Sim, não o ligues. A culpa é toda tua.

Estou a brincar, meu.

É sobretudo tua, mas não toda.

Obrigado pelo que fizeste.

Foi muito porreiro.

Porreiro.

Isto é de loucos.

Nem sei que ideia é a minha.

- O quê? - Não posso ser bom pai.

De que estás a falar?

Foste tu que os salvaste, Bri.

És um ótimo pai.

E tens um ótimo filho.

Ele ama-te.

Não sei.

Sabes uma coisa?

Ser padrasto é…

Achei que teria filhos aos 20 ou 30 anos.

Não aconteceu. Lidei bem com isso.

Mas a Emily entrou na minha vida e fiquei deslumbrado.

Uma mulher fantástica…

Demasiado boa para mim e…

- Demasiado. Muito mesmo. - Sim. Está bem.

- Bonita, com personalidade… - Eu percebi. Entendo.

- … de todas as formas. - Eu percebi.

E ela tinha este miúdo.

Ele começou a chamar-me pai

e eu pensei:

"Caramba."

Não sei fazer estas coisas, percebes?

Pensei: "Nem mereço que me chame pai."

Comecei a sentir-me mal por ele,

por ter um velhote como eu.

O que… Um tipo como tu?

Bri, és fantástico.

Eu adorava ter um pai como tu.

E a forma como cuidas dele é tão fixe.

Temos de os levar para um sítio seguro, está bem?

Um sítio isolado.

Sei o sítio ideal.

Nunca nos encontrarão.

COMUNIDADE PARA REFORMADOS

Vamos esconder-nos aqui?

Baril, certo?

- Gordan, estou nua. - Obrigado.

- Jeff. - Olá, Gordan.

- Olá. - Brian, este é o Gordan.

- O falhado do meu pai. - Prazer.

Aquele é o Lucas, o filho do Brian. Este é o CJ.

Não sabia que tinhas um filho.

Não tenho.

Estás cego?

É a tua cara chapada na idade dele.

Acho eu.

O…

O Jeff disse que o abandonei aos quatro anos?

Ainda não.

Ótimo. Entrem.

Vamos.

Ainda está zangado comigo por algo que aconteceu há 30 anos.

Deixaste-me num orfanato para raparigas.

Fiz-te um favor.

Brian, quando a mãe dele morreu,

entrei em pânico, sabes?

Era só eu. Era jovem e estúpido.

E tinha medo. Ser pai era demasiado para mim, mas…

Estive sempre de olho em ti.

Aqui está. Queria mostrar-te isto.

Aqui está.

Vês?

São iguaizinhos.

O meu pequeno Jeffy com as famílias de acolhimento.

Sacana sortudo.

Espera.

Ele não está errado. É igualzinho a ti.

O CJ é meu filho?

O que se passa aqui? Como é possível?

Sabes quem é a mãe dele?

Devido aos traumas emocionais,

dormi com vários milhares de mulheres.

Não tens de agradecer.

- Com quantas dormiste, pai? - Não é da tua conta.

Então, és meu filho.

Não admira que sejas bonito e fantástico.

- Sim, porra. - Seremos uma ótima equipa.

Vamos divertir-nos tanto. Bate aqui.

Jeff.

- Gordan. - Sim.

Podemos falar contigo?

Ouve…

Um favor.

Temos uns tipos atrás de nós, não é seguro para os miúdos.

Podemos deixá-los aqui?

Podias tomar conta deles até resolvermos isto.

Pois.

Ajudas-me, pai?

Não posso. Lamento.

Não sou esse…

… tipo.

Estás bem?

Temos de descobrir porque te fizeram isto.

Porque quereriam um filho meu?

Porque é que eu devia ser pai?

Viste o meu pai.

Alistei-me por isso. Tinha a minha equipa.

Finalmente tinha uma família e nem isso fiz bem.

Sargento, então?

Elimine-o!

Não consegui.

Levaram-me a tribunal marcial.

Ainda és o meu soldado perfeito, Jeff.

Quem me dera ter mais como tu.

Perfeito, o tanas.

Isso não é um defeito, meu.

Para ser sincero, parece que o tal coronel gostava de ti.

Sim, o coronel Kurtz.

- Apoiou-me sempre. - Isso é que importa.

Mostrar-lhes que os apoiamos.

Ele é mesmo teu filho.

O que estás a fazer?

Nada. Nós só…

Comemos da mesma…

Nós… Estavas a comer assim.

Porreiro.

Temos de descobrir porque te fizeram isto.

Não conheces ninguém daquele lugar secreto?

O Galifianakish!

- Calma. - Estou bem.

Como vamos encontrá-lo?

- Vamos fingir papá-lo. - O quê?

Ele não arranjava mulheres

e pedia-me ajuda com as apps.

Ele não sabia seduzir.

Eu sei, claro.

Fingia ser ele e enviava mensagens por ele.

Era fantástico nisso.

O papá voltou à ação.

Caramba!

É esta.

Eu consigo esta.

- Porquê? - Porque ela vê mal!

Nem me consegue ver.

É muito querida.

Meu, é o meu corpo?

Isso… Pois, devia ter pedido. Entusiasmei-me.

O plano é esse.

Vamos enganar este merdoso.

Não temos de o encontrar. Vamos trazê-lo até nós.

O nome do nosso perfil falso será Candi.

TERAPEUTA/MODELO

- "Candi"? - Preferes Karen?

Gosto de Candi, pai.

Ponham os auscultadores. E não ouçam isto.

Relaxa e deixa o mestre trabalhar.

"Olá, belo marinheiro."

ZACH ATOR/CELEBRIDADE

Olá, belo marinheiro.

Vamos lá outra vez.

Acabei de chegar à cidade e acho-te sensual.

Bots russos.

Nem penses, Putin.

Bloqueada.

Este utilizador bloqueou-a.

- O quê? - Dá-me o telemóvel.

- Dá cá. - Calma, Bri.

Tenta avançar mais devagar.

"Ouve,

queres dar uma ou quê?"

Denunciar.

Este utilizador denunciou-a.

- Qual é o problema dele? - Dá cá. Já chega.

- O que vais fazer? - Já disse.

Avançar devagar, mas com segurança.

ADVOGADA

Olá! Sou a Emily. É bom conhecer-te.

Estou a arrasar hoje.

"Acabei de ler o teu perfil.

Também me interesso por pterodáctilos,

bulimia, Love is Blind

e cultura mórmon."

Isto é tão irritante.

Sim, parece que temos muito em comum.

Quem é o teu mórmon favorito?

Mórmon favorito?

Mórmon favorito.

Top Gun: Maverick.

Nem é uma pessoa.

O Jay-Z?

Claro que o meu mórmon favorito é o Jay-Z.

É ela.

"É tão bom conversar com alguém normal aqui.

Detesto quando as pessoas parecem nojentas e agressivas."

Afasta esses pensamentos nojentos de mim. Podes crer.

Então, queres dar uma ou não?

Pois. Vês, Bri?

"Queres saber o que me excita?"

Não.

Outra vez, não.

- Então, cabrão? - Apanhámos-te.

Não vou preso.

Come isto, tarado.

Muito bem.

Vamos ter uma conversa calma.

O que fizeste ao meu filho?

Tira-me isto. Já sei quem és, idiota.

Merda. A sério?

Sim, Jeff. Tens uma aparência característica.

Raios!

Quero respostas. Agora.

Começa a falar, meu!

Queres ser torturado?

O quê?

Tu pediste.

Como vais…

Não é assim que se faz, Jeff.

- Isso mesmo. - Vais fazer-me um batido?

Prepara-te para falar.

- Vá lá! - Tens sede?

Estás a gostar?

Posso falar contigo?

- Ele ia ceder. - Vem cá.

Sim, mãe?

Isto não está a resultar.

- O quê? Quase o matei. - Pois.

- Hidrataste-o. - És o polícia mau?

- Posso ser. - Está bem.

- Tu consegues, pai. Saca-lhe isso. - Eu sei. Agora.

Espera, o que vais fazer? Para que é isto?

Para o torturar.

Cães Danados.

Sim, está bem.

Quero ver isto.

Ao estilo Cães Danados.

Sim.

Céus!

Quem se ri agora, cabrão?

Pareces o Chris Christie em Dancing with the Stars.

- Ele não tem medo. - Não desistas.

Volta ali.

Adivinha.

A brincadeira… acabou.

É um kit de viagem de cosmética.

Podes apostar.

- Escolhe a tua arma, amigo. - A escova de dentes.

- Queres isto em ti? - Bolas! O quê?

- Começo assim. Não importa. - Céus! Esfaqueia-o de uma vez!

Aqueles dois rapazes seriam melhores a interrogar-me.

Porque não trocas com eles?

Olha…

Estás a fazer-me parecer patético diante do meu filho.

Não direi nada. Não importa o que me ofereçam.

Não importa o que me façam. Não direi o que aconteceu.

Aconteceu o seguinte. Como posso explicar?

Aquele miúdo não é teu filho.

É muito parecido contigo

porque é um análogo genético.

Um análogo genético?

Um clone?

Sim. Miúdo inteligente. Um clone.

É um análogo genético, um clone.

Ele chama-se CJ.

Significa "Clone Jeff".

Ele é exatamente como eu?

Uma versão modificada de ti.

Ele é mais rápido,

mais forte e muito mais inteligente do que tu.

É uma versão melhorada de ti.

Tu és instituto politécnico, ele é Harvard.

Porque farias isto?

Não, eu não clonei ninguém.

Sou só o babysitter.

Quem fez isto?

Não posso dizer.

Só sei um nome e não vou dizer porque…

Está bem! Simon Maddox.

Simon Maddox. Pousa o candeeiro.

Quem raio é o Simon Maddox?

Vocês não sabem no que se meteram.

Quem é o Simon Maddox?

E por que raio clonaria o Jeff?

O GÉNIO DESCONHECIDO

Este tipo é um génio.

SIMON MADDOX EMPRESÁRIO

Um grande génio.

EU PAPO GAJAS

Meto-o lá dentro.

E mesmo assustador.

Consegues ler-me a mente?

Sim.

Que loucura.

Tenho uma ideia.

Alexa, toca hip-hop da velha guarda.

Baril.

EMILY (MULHER DO BRI-BRI)

Raios!

Olá, Em.

Estamos só um pouco atrasados. Eu…

Em?

Em?

Olha para o ecrã.

Queres que a sigamos até casa?

Que a visitemos?

Não, não quero.

Então, traz-nos o rapaz.

Conduz para as coordenadas que enviarmos.

Ou visitaremos a tua mulher.

Vês, Bri-Bri? Estás a divertir-te tanto, certo?

Céus, és bom.

Como localizaste o Simon Maddox?

Foi a contabilidade forense?

Bri-Bri? Estás bem?

Sim.

Está bem.

Finalmente está a acontecer.

Eu e o CJ estamos a criar laços.

Não é incrível?

Sim, é.

Tenho de te agradecer pela conversa que tivemos.

Acho que tens razão. Serei mesmo um ótimo pai.

- Ele tem uma arma! - Meu Deus! Vão matá-la!

Quanto falta, Bri-Bri?

Não muito.

Estou ansioso por ver este sacana.

- Certo, CJ? - Certo.

Não pode ser.

Imaginei um sítio ao estilo da Área 51.

Talvez te tenhas enganado.

Lucas, entra na carrinha.

- Porquê? - Entra, agora, por favor.

Bri,

o que se passa?

Jeff, lamento muito.

Pelo quê?

No chão!

- Quieto! - Não te mexas!

Ameaçaram a Emily.

Até dispararam. Não sabia o que fazer.

Quem raio és tu?

Já sabes o meu nome.

Qual é? Capitão Cretino?

Não.

É o Simon Maddox.

Se lhe tocarem, mato-vos!

Não lhe toquem!

Porque está a fazer isto?

É só um miúdo.

Não é só um miúdo.

Porquê eu?

Porque me fizeste isto?

Não sou eu que posso responder.

Vamos, CJ.

Esperem.

Deixem-me despedir-me.

Isto é mais difícil para ti do que para ele.

O CJ é incapaz de criar laços emocionais.

Não está no ADN dele.

Uma ova.

Eu provo.

Adoro-te, miúdo.

Sei que também me adoras.

Não percebo.

O que é "adorar"?

Está no teu coração.

Não sentes nada no coração?

Não.

Sentes alguma coisa?

Não.

Não acredito.

Isto não é uma despedida.

Vemo-nos em breve.

Bate aqui.

Vá lá.

Não me deixes pendurado agora.

Por favor.

CJ!

Lucas!

Lucas, vamos.

Entra na carrinha.

O que achas disto?

Não!

Acertei-lhe?

Parecia fixe?

Não. Mas distraíste-o.

E o Jeff pô-lo a dormir.

Bolas!

Lucas, eu…

Lamento.

Eu…

Talvez não seja o pai que…

… precisas ou…

O que realmente queres.

Como assim?

Não sou jovem.

Não sou durão. Não sou um…

És o meu pai.

Não quero que mudes.

- Não queres? - Não.

Tenho-te a ti, certo?

Certo.

Jeff, amarro-o e torturo-o?

- Como com o duende gordo? - Farias isso?

Preciso de recuperar da traição do teu pai.

Lamento muito, está bem?

Não importa.

- Falhei. - O quê? Não falhaste.

- Temos de ir buscá-lo. - Não o ouviste?

Ele não gosta de mim.

Então, é assim? Depois do que passámos?

Não importa. Ele não quer que o vá buscar.

Claro que quer.

Ouve. Não és o teu pai, está bem?

Sabes como sei?

Porque sei que tens coração.

Cuidado, Bri.

- Parece que somos melhores amigos. - Não, mais próximos, mas…

O teu telemóvel.

Lucas, o localizador?

Está no meu casaco…

- O CJ tem-no. - Ias desligá-lo.

E desliguei.

- Sabes o que significa? - O quê?

Diz-lhe, Luke.

Ele ligou o localizador porque quer que o salves.

- Como sabemos que quer isso? - Porque és o pai dele.

Sou mesmo.

ACESSO RESTRITO

SÓ PESSOAL AUTORIZADO A PARTIR DAQUI

Trabalhavas aqui?

Parece um laboratório.

- Porque o trariam para aqui? - O tipo é um nerd.

Lucas, fica na carrinha e tranca a porta.

Lucas, quero-te em segurança, sim?

Isso é o mais importante para mim.

Está bem. Mas vão voltar, certo?

Claro que vamos voltar. Certo, Jeff?

Os dois?

Claro.

Vamos a isto.

- A sério? - Deixa-te de cenas.

Está aberta porquê?

Parece que nos esperavam.

ALERTA SINAL DESATIVADO

Não sei… O que estás a fazer?

É melhor separarmo-nos.

- Tens de dizer. - Já disse.

- Não. - Como não percebeste isto?

Para com as mãos.

- Meu Deus! - Olá.

CJ. Que susto do caraças!

Que roupa estranha.

Foi mais fácil do que pensei. Vamos chamar o teu pai.

Então?

Encontrei o CJ. O que me dizes?

Como é possível?

Achas que és o único que pode ser o…

… herói?

Espera, há dois CJ?

Que loucura.

Qual é o nosso?

Não sei.

Olá, pequenotes. Qual de vocês é o meu miúdo?

Rapazes!

Calma!

Cabrão!

- Foi excessivo. - Foi autodefesa.

- Estão possuídos? - Não. Isto não me agrada.

Estou fora.

Meu Deus!

Que raio?

Vá lá.

- Certo. - Não.

Não.

Não.

Não.

- O que se passa aqui? - Não.

- Tenham calma. - Não.

- Calma! - Não.

Vai!

Não!

- Desculpa. - Larga-me!

- Desculpa. - Ele está a morder-me!

Jeff, não vejo! Tira-o daqui!

Desculpa.

Porquê as desculpas?

Por bater nas pequenas versões de mim!

Não tenho com quem falar disso.

- Para! Não gosto disto! - Esmurra-o e pede desculpa.

Céus! Desculpa. Lamento muito.

Céus!

Porra!

Céus! Clonaram tantos.

- Que cretinos! - Eram muitos.

Tu…

Ouves aquilo?

Sim.

O que é?

Não sei.

Um T. Rex?

Meu Deus!

Apanhem-nos!

Merda!

Esparta!

Não!

Thelma e Louise?

- Temos de dar as mãos? - Temos.

Que raio?

É como se tivessem coleiras. Vê… Olha para eles.

É uma vedação elétrica. Não conseguem passar! Incrível!

Sim! Meu Deus.

- Idiotas! E agora? - Então…

- Sim! E agora? - E agora?

- Chupem! - O que ele disse!

O que ele disse!

Está bem.

Ouve, Bri.

Lembras-te do que a Jenny disse ao Forrest

com aqueles ferros nas pernas?

Não.

Corre, Forrest! Corre!

Céus!

Então, meu?

Olá, Jeff.

Lucas! Temos de ir.

- O que se passa? - Temos de ir.

Onde está o Jeff?

Coronel?

O que faz com este nerd?

Cala-te, falhado! Tenho um Bugatti.

Papo montes de gajas boas.

Vejo que se tornaram amigos.

Que raio se passa aqui?

Fizeste tanto por nós, Jeff.

- Mereces respostas. - Sim.

Porque me fez isto?

Porque eras o meu soldado perfeito.

Um verdadeiro espécime físico.

Mas sabes qual é a tua criptonite?

Bolinhos de peixe?

Tens demasiada…

… empatia.

CJ.

Estás bem?

Sabes, filho.

Não foste o único soldado a falhar ao país no terreno.

Os soldados cansam-se.

Têm medo.

Começam a ter sentimentos.

Eu tinha de resolver esse problema.

Quando deparei com a genialidade do Simon…

Genialidade, meu.

… nem ele tinha noção do que a tecnologia dele podia criar.

Podia criar o soldado geneticamente perfeito.

Só precisávamos do teu ADN superior.

Os testes antidroga.

Eras o nosso candidato ideal, Jeff.

Está a dizer-me que aqueles miúdos serão…

… supersoldados?

Todos criados para nunca se cansarem.

E agora um teste final.

Avança, CJ.

Faz o que treinaste.

Sargento Eamon,

obrigado pelo seu serviço.

CJ, ouve.

Eu…

Não és uma máquina.

Sabes como sei?

Se somos iguais,

temos o mesmo coração.

Filho da…

Partiste-me o coração.

O que achas disto?

Acertei-lhe?

Que tal me saí?

Parecia fixe?

Sim, pai.

E parecias durão.

Podes crer.

Conseguimos, miúdo.

Bate aqui.

Melhores amigos?

Melhores amigos, Bri-Bri.

Como vamos para casa?

Não temos carro.

Acho que vamos ter de roubar outro.

Isso mesmo, Bri.

Espera lá.

O que vamos fazer com aquelas máquinas de matar?

Vão pelos ares.

Cabeçudo!

Queria perguntar-te…

Sou tão estúpido.

Sabes o que dizem.

Desculpem.

Não vou recuar, Bri!

É um miúdo de 12 anos muito perigoso.

Sim.

Não é boa ideia, Bri-Bri.

Olá. Tudo bem?

O quê?

Olha… Desculpem.

Raios!

- És louco? - Se sou louco?

Eu? Tu és passado dos carretos!

- Sou passado? - És.

Como o quê?

Primeiro, que tal bronzeador e um biquíni?

Isso é outro problema.

Banks, não te rias.

Espera lá.

O que vamos fazer com aquela família psico…

O que são aquelas coisas?

Família psicopata.

Espera lá. O que vamos…

Ainda está zangado comigo por algo que aconteceu há 30 anos.

Estacionaste no meu lugar?

Malta, fiz o meu "bip".

É mesmo mau, até para mim.

Posso chamar-te só Bri?

O que é?

Posso chamar-te… Raios!

Posso… Posso…

E só um Bri? Pode ser?

E só um Bri? Pode ser? Certo.

Olha…

Vê a lista de coisas divertidas para fazermos

agora que a mãe dele capotou.

Raios, meu!

Segurem-se, rapazes.

- O que estás a fazer? - Há miúdos diferentes ali.

Estamos mesmo lixados.

- Miúdos diferentes. - Esquecem-se dos miúdos!

Espera lá.

O que vamos fazer com aquelas máquinas de matar?

Tens o mesmo problema que eu.

Quase caiu.

Hunt, fica para a próxima, mano.

Não sou mano, meu.

Não me chames isso.

Fiz asneira?

Um esvaiu-se nos meus braços e vi-o morrer.

Baril, certo?

Detesto isso.

- Vai! - Falhei a porta.

- Vai! - Desculpem.

Raios!

Emily, como estás, querida?

Olá. Fala o Jeff?

Em… carne e osso.

Olá, Em. Sou eu?

- Estou à espera… - Lixei isto.

Estava a tentar dizer outra coisa.

Larga-me! Cheiras mesmo mal.

Não sabia onde pôr as pernas.

Foi muito estranho.

Então, conta-me tudo.

O Lucas disse que foi o melhor dia da vida dele.

Foi mesmo marcante.

Bri-Bri!

Jeff, o que queres? São 2 horas.

Não me deste a morada. Tive de bater a muitas portas.

- Adivinha o que aconteceu. - Não me apetece.

- Adivinha. - Não quero.

- Adivinha. - Não.

Adivinha!

Roubaste outra carrinha.

O quê? Que parvoíce. Não.

- Incendiaram a nossa casa. - Quem? O Maddox?

Não, outro grupo de pessoas más.

Eu conto-te tudo. Vamos, CJ.

- Fico em cima! - Em baixo!

Legendas: Lígia Teixeira

Supervisão Criativa Mariana Vieira

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