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Preparem-se para a oração da noite.
Oremos.
Pai Eterno,
que concedeste aos Teus anjos espadas afiadas para derrotar o Mal
e nunca deixaste os justos desprotegidos,
confiamos à Tua proteção e cuidado os nossos Marines.
Guia-os e orienta-os na defesa do nosso país.
Dá esperança aos inocentes
e terror aos inimigos da paz.
Pedimos-Te por Cristo, nosso Senhor.
Ámen.
Sou um padre católico romano da Arquidiocese de St. Louis,
mas sirvo agora a Arquidiocese do Serviço Militar.
Estou lá para dar estabilidade espiritual
no meio de balas pelo ar e metal em brasa.
Mesmo que não acredite em Deus,
dou apoio no leito da morte
e estou lá a dar amor até ao fim.
BÍBLIA SAGRADA EDIÇÃO MILITAR
Nosso Senhor pode levar-nos a julgar a qualquer momento.
Estejam sempre prontos e não terão nada a temer.
Quando preparo os Marines para potencial combate,
lembro-lhes: "Não tenham medo de fazer o vosso trabalho."
Têm um propósito.
Há um futuro promissor.
Viemos de algo maravilhoso
e podemos estar nisto juntos.
Mais um dia nos Marines,
mas eu adoro isto.
Máquinas de matar altamente eficazes.
É assim que gosto de os descrever.
Há o mandamento: "Não matarás."
É uma das coisas com que tenho dificuldade.
Quero combater
e quero matar pessoas.
É difícil, mas é uma daquelas coisas.
"Deus, fizeste-me assim. O que faço com isto?"
Quando me alistei,
o meu objetivo era servir a nação.
Passado algum tempo,
é mais pelos nossos rapazes.
E não há amor maior do que dar a vida pelo nosso amigo.
Pensei que morreria militar no pelotão de atiradores.
Excelente.
Mas os Marines disseram:
"Fode-te, não vai acontecer."
Há aqui um fim.
Vamos ser extintos?
Sim, a nossa unidade.
Grande fim.
As chefias estão a mudar e a decidir o que justifica o tempo e o financiamento.
Os atiradores não estão na lista.
Nunca pensei ver esse dia.
- Faz tudo valer a pena. - Sim.
Sem o pelotão de atiradores,
o que faço agora?
Estão a acabar com algo belo.
Se a morte pode ser bela, estão a acabar com algo belo.
ATIRADORES
Viva.
Queremos armas.
Os atiradores são dos militares com mais treino.
Boa!
Dizer a alguém com esse treino:
"Esquece isso. Já não precisamos de ti."
É absolutamente devastador.
O poder da ideia de que terão uma nova família,
pessoas a quem confiar a vida, por quem arriscar a vida…
Parece um paraíso.
Se tiver de me esquivar a umas balas, tudo bem.
Sim, todas as armas longas.
Sem caixas?
- Sem caixas. Só as armas. - Está bem.
E quando se tira isso,
não só priva a pessoa da sua identidade,
mas num sentido humano muito antigo, priva-a da sua sensação de segurança,
de ser necessária num grupo.
Quem se alista por estas razões pessoais
pode, certa forma, sentir-se traído.
Hoje, o comandante dos Marines vem visitar-nos no navio.
Faremos uma pequena apresentação
sobre como tem corrido este destacamento.
É um pouco stressante, certo?
Não é só o meu chefe, é o grande chefe.
Há muito potencial para ser caótico
e haver atores descontrolados.
Damos o nosso melhor para o controlar.
Sentido!
Todos têm trabalhado arduamente
para gerir a experiência para o comandante.
Alissa Tarsiuk, oficial de comando do Batalhão de Logística de Combate 31.
Parte do avanço tecnológico. Isto ventila o meu paciente.
Suga fluidos corporais e monitoriza os sinais vitais.
O melhor de tudo é que cria o próprio oxigénio.
Acredito que devemos aos Marines no terreno
a melhor hipótese de sobrevivência,
pois vamos pô-los em perigo.
Isto dá-lhes a melhor hipótese de sobrevivência.
Obrigado pelo que fazem, Marines.
Vamos ter um pouco de Force Design, comandante.
Vamos mostrar o que estamos a fazer e a pensar.
Sou só uma cheerleader.
E o general Turner executa.
Ele tem o trabalho duro. Vocês todos.
A enormidade da tarefa que temos pela frente…
Pesa muito.
Durante a maior parte da última metade do século XX,
e mesmo no início do século XXI,
conseguíamos projetar poder em qualquer ponto do mundo.
Estamos num ambiente em que temos
potenciais adversários que podem disputar as linhas de comunicação marítimas.
Podem disputá-las de formas que nos forçam a lutar de outra maneira.
Muito do que estamos a fazer para modernizar
deve-se ao carácter mutável da guerra.
E é um desafio,
pois, até certo ponto, tentamos prever o futuro.
Parte do que a MEU fará é desafiar o adversário
de formas que não podem cair mal aos nossos parceiros e aliados na região.
Muitos batalhões foram reduzidos ou extintos.
Os tanques foram-se. Os Marines já não têm tanques.
Estão a reduzir baterias de artilharia.
Substituem-nas por armas de maior alcance e precisão.
Vimos muitas mudanças drásticas.
É muito controverso.
Há quem concorde e quem não concorde.
Nos Marines, neste momento,
já não há forças básicas de atiradores.
E não sei todos os motivos.
É entre o comandante e Deus.
Mas o comandante enviou uma carta a extinguir os atiradores.
Há atiradores nos Marines desde a Segunda Guerra Mundial.
Adequa-se bem a mística de um Marine bem treinado.
Mas, neste momento, com esta mudança
e reconhecimento com robótica e sistemas não tripulados
e essas coisas…
E as experiências exaustivas durante anos
resultaram numa nova formação, em pelotões de reconhecimento.
Ainda há atiradores de reconhecimento. Ainda há uma escola de atiradores.
E sei que é algo emocional.
Há quem tenha dedicado
toda a sua vida adulta a esta comunidade.
Mas nada disso importa agora.
A decisão foi tomada.
Sentimos a dor de uma lacuna.
Preocupa-me a próxima geração de batedores até descobrirem a pontaria de precisão.
A questão fundamental é
se os atiradores e o reconhecimento estão ligados ou não.
É necessária pontaria de precisão.
Reconhecimento também. Mas não no mesmo pacote.
Não se trata de algo impossível.
Cumpro o meu papel e espero que outros cumpram o deles.
- Sim. - Sim, plataforma.
Quando se soube,
quase chorei.
Pensei: "Porra, tudo o que fizemos… Que raio?"
Sinceramente, acho que eu seria o único a safar-me.
Estaria escondido atrás de algo grande.
A moral caiu, tudo caiu.
Mas percebemos que poderemos ser
os últimos atiradores de reconhecimento
e achei que é uma grande oportunidade.
Um último esforço com os nossos irmãos.
Quero tentar fazer coisas aéreas convosco.
- Pode ser fixe. - Vou propor.
Eles querem fazê-lo e nós também.
Que tal uma sessão no convés?
Temos muitas munições.
Munições para caraças.
Sim.
Fizemos a VBSS, mas não estamos envolvidos no CERTEX.
Estamos só a postos para o caso de acontecer algo.
O objetivo é esse.
Num cenário real,
se o navio fosse atacado,
seríamos nós a defendê-lo.
É de loucos sequer pensar nisso.
- Estou a ver os conetores. - Está bem.
Podem usar o lado que quiserem.
Estou a tentar puxar do pouco peso
que isto tenha e perceber que cordelinhos puxar
e a quem pisar calos para que algo seja feito.
Tudo bem, meu?
O sargento Owens está constantemente
a lutar para fazermos coisas e estarmos ativos.
Luta por nós desde que chegou.
Espero estar sempre à altura deste tipo de responsabilidade.
Mais um.
- Como está? Entre. - Bom dia. Como está?
O que tem esta manhã?
Não quero fazê-la perder muito tempo.
No último treino, viu-me com os rapazes em ação.
Sim.
Teve a amabilidade de passar por lá e falar um bocadinho connosco.
Desde que cá estamos que queremos estar num helicóptero
para eles poderem disparar.
Aqui está. Está bem.
Só para entender onde estamos no mundo.
Ainda estamos numa zona com muitas ilhas.
Temos um percurso a fazer e um prazo para o fazer.
Em tempos de guerra,
iam lá para cima disparar sem parar.
Mas não vejo isso a acontecer
com o tempo que temos para chegar ao porto.
Os Marines têm tantas unidades especializadas
e há tantos fatores
que afetam cumprirmos ou não a missão.
No caso dos atiradores, há tanta pressa e espera.
Pode ser muito frustrante para eles
pensarem: "Porque não nós?"
- Tudo bem. - Sim.
O meu propósito a bordo é liderar marinheiros.
Como líder, compete-me saber o que lhes importa
e certificar-me de que sabem que alguém se importa.
Faltam 2,1 milhas náuticas.
Onze minutos para virarmos a 090.
Perfeito.
Adoro liderar e treinar.
Posso fazer muito disso neste posto.
É isso que me faz continuar.
Sinto-me horrível por estar longe
e tenho de justificar na minha mente
que faço a diferença a bordo.
Quer faça ou não, tenho de me convencer de que faço.
QUAL É O PLANO?
Porque estaria longe do meu bebé
se não estivesse a mudar o mundo?
SAN DIEGO, CALIFÓRNIA
Muito bem. Estás pronto?
CASA DA ANGIE VIOLANTE
O que temos? O que é isto?
- Um gancho de massa. - Isso.
A Angie foi destacada há cerca de 16 meses.
Acontece a muitas famílias militares.
Acho que é mais invulgar
ser o pai a ficar em casa
e a mãe a partir em missão.
Mas ficar só um progenitor é habitual.
Vira. Isso mesmo.
Estamos casados há oito anos,
mas digo sempre que a Marinha é o grande amor dela.
Eu sabia que ela estava destinada ao comando.
Então, quis apoiar isso.
O meu foco tem sido
o que é melhor para o Elliot.
E o facto de poder ver a mãe como superestrela
é excelente para ele.
Mas é triste pensar quanto tempo da vida dele ela esteve fora.
O que mais me entristece
é ela não o ver a crescer.
Tem sido difícil.
Desculpem.
Sim.
Se ela não se tornar capitã,
é muito provável que passe o resto da carreira
ao serviço em terra e esteja em casa.
Por outro lado, caso se torne capitã,
terá missões de nove meses
ou, na pior das hipóteses, de 18 meses.
É esse o dilema
e não posso decidir por ela.
A decisão será dela.
O meu Green Bay!
O teu Green Bay!
É este barco.
É o barco da mamã, não é?
Eu…
A forma como penso nisso é…
Tenho o meu bebé em casa
e, pelo menos…
Meu Deus, não quero chorar diante da câmara.
Mas…
2.º ANIVERSÁRIO
Posso dar 100 % como oficial.
Dar 100 % ao trabalho, à missão,
aos marinheiros a bordo,
porque não posso estar 100 % em casa.
Não posso ser a mãe que quero.
Pego nessa energia
e canalizo-a para a paixão pelo trabalho.
Estou aqui para trabalhar e servir o nosso país.
Posso ficar um pouco triste por perder o crescimento do meu filho.
Mas também estou na área de operações da Sétima Frota.
Lidero 400 marinheiros
e muitos Marines
para garantir que estão prontos para lutar.
Míssil, às duas horas.
- Para a esquerda. - Estou aqui.
Vou abordar três coisas para explicar.
Como serão e como soarão as comunicações.
Será duro e estranho,
mas é melhor. Será entendido por todos.
Está bem. Parece-me bem.
Nos Marines,
os pilotos podem ter várias qualificações.
Na explicação de hoje,
serei o coordenador
e o nosso alvo principal será este bloco de notas.
Atualmente, sou comandante de aeronave,
mas quero chegar a líder de secção.
Começar a gravar.
É o programa mais difícil.
Há quem diga que é como o nosso Super Bowl.
0-1-5. Tenho-o na mira.
- À direita 50… - Parem!
"À esquerda" antes de disparar. Garantam que fazemos isso.
Vamos rever mais uma vez
e garantir o desvio de 20 graus.
Tenho de conhecer os planos das missões
e ser capaz de executar a liderar duas aeronaves.
- DAD, explicas este? - Afirmativo.
Este evento é um dos mais complicados na vida de um comandante de aeronave.
Se não estiver stressado ou nervoso,
provavelmente não é humano.
Vira à direita, 80 nós, escuto. É georreferência.
Para. Não digas isso.
Diz só: "À esquerda, puxa, dispara. Captura 1-1-8-2."
O líder de secção é o quarterback.
Decide as jogadas, fala com os outros, que é isto.
Depois, ajusta o necessário e decide em ação.
Fogo localizador, três horas, cinco quilómetros.
O DAD tem demorado mais a fazer isto.
Quanto mais pressão sentir agora,
sem balas ou mísseis disparados,
mais fácil será numa contingência a sério.
Algo que não esperava quando estava na escola de pilotos
eram as longas horas de trabalho,
o planeamento e o estudo dos voos, a verificação de ideias.
Cresci no sul da Louisiana,
e a escola não era a minha prioridade.
LAFAYETTE, LUISIANA
O Jacob, quando era pequeno,
era intenso na diversão.
No wrestling ou a sair com os amigos,
havia sempre muita intensidade.
O meu pai era o pai divertido.
Em casa dele, havia motas, moto-quatro,
esqui aquático, o que fosse.
Mas, em casa da minha mãe,
o meu padrasto decidiu que eu ia trabalhar ao fim de semana.
Quando nos casámos,
nunca tentei ser pai deles.
Porque isso é…
É um erro que muitos padrastos cometem.
Nunca fingi sê-lo.
Nunca tentei substituir.
"Se precisares, estou aqui."
Depois, aconteceu o acidente e…
Foi o meu momento difícil.
O momento mais difícil…
Sim.
Quando tinha 17 anos,
o meu pai biológico faleceu num acidente de mota, infelizmente.
Lembro-me de estar sentado na limusina no dia do funeral do meu pai.
Estava a tentar afastar-me de todos por um segundo.
O meu padrasto apareceu e disse:
"Sei que é muito difícil, mas estou orgulhoso de ti.
Tenho orgulho em ti e amo-te."
Não me emociono, mas isso comove-me… Sim.
Ele estava em baixo e precisava de orientação.
Eu disse-lhe: "Um Marine tem um propósito maior."
O meu padrasto foi Marine durante oito anos.
Disse-me que foram os melhores oito anos da vida dele.
Caramba!
E isso mudou a minha trajetória.
Aqui estou eu.
Decidi alistar-me de um momento para o outro.
E, dez anos depois, sou capitão nos Marines.
Trabalhamos durante anos para estas qualificações de alto nível.
Primeiro, não te queres desiludir.
Mas, sobretudo,
não queres desiludir quem te treinou.
UM DIA ATÉ AO CERTEX FINAL
- Como está? - Que tal vai isso?
- Senhor! - Olá, como estão?
- Senhor. - Como está?
É uma longa jornada até ao CERTEX.
Durmo menos de cinco horas e começo a senti-lo.
Há um certo nível de proficiência
que é esperado no fim do CERTEX.
Somos uma força a postos.
O primeiro cavaleiro da força de guerra. O lema é: "Prontos, unidos, letais."
Próximo diapositivo.
Se fosse até aqui, o relatório… Próximo diapositivo.
Estão quase no ponto de entrarem em ação a sério.
É o próximo passo.
É muito importante haver um exercício noturno.
Lançamos, executamos o assalto
e recuperamos a força num único ciclo noturno.
É o padrão de excelência para estas missões.
As tabelas nem estão verdes.
Estão em branco. Não há consciência…
É espantoso quantas operações são bem-sucedidas ou falham
devido a um pormenor
ou a algo em que alguém trabalhou na obscuridade
durante o tempo todo no navio.
Se o fizerem, ótimo. Caso contrário: "Não!"
Muitos trabalham todos os dias.
É importante, de vez em quando,
relembrar-lhes o verdadeiro objetivo.
É algo frequente e também se aplica a mim.
Se me explicarem porque estou a fazer algo
ou se souber mais sobre isso,
estarei mais disposto e farei um trabalho melhor.
Uma cópia.
Mas a comunicação nunca vai fluir na perfeição.
Nem todos perceberão o que está a acontecer ou porquê.
Por isso temos a hierarquia.
Se os tipos certos souberem, podem liderar.
ARTILHEIROS
Felizmente, ainda não mandei Marines para combater,
o que pode ser controverso,
pois vêm para os Marines para se porem à prova.
A melhor forma de o fazer é em combate.
Aguardar! Contacto!
Temos estado neste navio a trabalhar para isto.
A missão dos artilheiros,
dos quais faço parte, é localizar, abordar e destruir o inimigo.
Se essa é a minha missão, quero cumpri-la.
Quero fazer isso. Mas…
Só Deus sabe se o faremos.
Aguardar! Contacto!
Não sei se é pelas minhas origens ou pelo sítio onde cresci,
mas nunca aturei merdas de ninguém.
Não gosto que me desrespeitem nem às pessoas de quem gosto.
E nunca tive problemas em ser violento
para impedir que isso aconteça.
Na verdade, até gosto.
Foi por isso que me alistei.
Também estou a dar um bom exemplo.
Tive de criar os meus dois irmãos mais novos
e eles têm os problemas deles.
Mas ajudo onde posso.
Um, dois.
Vai!
A minha irmã engravidou muito nova.
Tinha 15 anos na altura.
Não, querido!
Tenho um sobrinho e é fantástico.
Adoro este miúdo.
É a nossa primeira casa.
Viver com a minha irmã e o bebé dela
é complicado sendo tão novos.
Mas lidámos com muita coisa desde novos a vida toda.
Não é novidade para nós.
O bebé dá muito trabalho,
mas as dificuldades fortalecem-nos.
Drew, vem cá.
Vem cá. Tens a fralda de fora. Olha.
O Pryce é como um farol a seguir.
Como um feixe de luz.
Oxalá ele pudesse estar sempre aqui.
É importante para ele ter algo tão estável.
Isso motiva-o.
Ele nunca teve isso. Nenhum de nós teve.
NORTE - ESTRADA RURAL
Os meus pais estavam no liceu quando eu nasci.
E o meu pai acabou na prisão.
E a minha mãe…
Foi complicado.
Houve várias cenas muito violentas
de que não quero falar em pormenor.
Mas, por causa disso,
acabei a tomar conta do Kash e da Rylee.
Ele apoiou-nos sempre.
Podíamos sempre recorrer a ele.
Quem é lindo?
E o Kash admirava-o tanto.
Quando a minha mãe e o meu padrasto se tornaram agressivos,
o Pryce esteve lá.
Pôs-se à frente de uma garrafa de cerveja por mim.
Ele protegia-nos.
Agarrava-nos, abraçava-nos
e dizia: "Aconteça o que acontecer, estou aqui."
Depois disse-nos que ia para os Marines.
Isso foi…
Desculpem.
"Quando te voltarei a ver?" E ele disse:
"Não sei. Não quero ir, mas sinto que tenho de o fazer, sabes?
No fim, poderei cuidar melhor de vocês."
Nunca tivemos estabilidade em miúdos.
Ele estava a tentar encontrar um lar.
Sinto que quase os abandonei e não era a minha intenção, de todo.
E sinto-me culpado por isso.
Sinto que carrego esse peso de poder acontecer algo aos meus irmãos.
Acho que a pressão é boa.
- Assim, está bem? - Se eu tirar…
Quero provar-lhes que há mais para eles.
Não só a eles, mas também a mim mesmo.
E acho que é daí que vem o meu propósito.
Um, dois, três.
Tens algo pelo qual trabalhar e uma razão para fazer esta merda.
- Tens de continuar. - Um, dois, quatro, vai.
DUAS HORAS ATÉ AO CERTEX FINAL
É agora.
Este é o CERTEX final.
O nosso exercício de certificação é o culminar do ciclo de treino.
Atenção no LFOC!
Presença inimiga confirmada.
Para esta operação, o batalhão entra nos barcos.
Chegam à praia. Executam o assalto à noite.
São apoiados pela logística de combate
e pelo combate aéreo.
Se houver baixas, têm de tratar as vítimas falsas.
Tem de correr tudo bem.
Se superarmos as condições…
Se falharmos, perdemos a confiança dos superiores.
Quero garantir…
Toda a minha vida profissional conduziu a isto.
… precisa dos barcos…
Fazer asneira seria desastroso.
Muito bem, plano de navegação.
Vamos lançar a partir do LPD
em direção a ocidente.
O papel da Companhia Alpha
é lançar a várias milhas no mar,
chegar à praia e eliminar essa força inimiga.
Mas agora será à noite,
como seria no mundo real.
Vão localizar o inimigo do lado direito da praia.
O reconhecimento está lá e vê.
Porreiro.
Vão varrer a praia.
Boa tarde. Capitão "DAD" Rees.
Vou descrever a segunda fase.
Vou assumir a liderança na aeronave da frente.
Temos aqui várias aldeias.
Temos de procurar mísseis balísticos
aqui, no fundo da TA-01.
Diapositivo, por favor.
No lançamento…
Os helicópteros vão apoiar a Companhia Alpha
durante o CERTEX da incursão de barco.
A Companhia Alpha estará muito exposta a fogo terrestre
quando se dirigir para a praia.
Compete ao helicóptero verificar onde está o inimigo
e eliminá-lo
antes que elimine a Companhia Alpha na chegada à praia.
O DAD vai fazer a avaliação noturna.
Eu e o Vader basicamente criamos o mundo
em que o DAD estará.
A fazer de conta, um inimigo aqui e um amigo ali.
Só entraremos a menos de 11 quilómetros se…
- Ou correção… - Não entraremos no Oeste.
Sim. Só entraremos se isto for eliminado.
Vamos estar atentos ao disparo do míssil…
- Mísseis… - O DAD não sabe o que vai acontecer.
É extremamente difícil.
Aguentará o aumento do stresse e manterá a compostura?
E, finalmente,
é o tempo que vamos definir para voltarmos ao navio.
Está bem, disseste que vamos manter-nos a 80 nós.
Por que motivo?
Pois…
Ficaremos no sonar.
Está bem.
O evento de líder de secção
é muito stressante e enervante.
Também planeamos para várias situações de emergência.
A expectativa é que sejas responsável pela segurança
não só tua, do copiloto e de chefes de equipa,
mas também da outra aeronave.
As minhas decisões têm implicações
e não há margem de manobra.
Ser capaz de pensar criticamente sobre um plano e executá-lo
é o objetivo.
- Atenção no LFOC! - Atenção no LFOC.
A situação agora é que a companhia Raider
será lançada do Green Bay em CRRC.
Na praia, eliminam o inimigo e criam condições
para operações em terra.
São ações aprovadas. Não esperam por mais nada.
Sim, senhor.
Façam isso agora.
Sim, senhor.
CERTEX: HORA ZERO
Todos têm colete ou não?
Raiders!
Às vezes, há muitas coisas que não me agradam nos Marines,
mas fazer aquela merda, o meu trabalho,
adoro.
É a calma antes da tempestade.
É treino, mas no mundo real,
podemos chegar e ter de entrar logo em combate.
McCaffrey!
É manter a mentalidade certa.
Watson!
- Vamos lá! - Rodriguez!
Seymour!
Foda-se, isto é de loucos.
Todas as incursões de barco serão à noite.
Barcos de borracha a fazerem incursões numa praia cheia de inimigos.
Tem de haver um material mais resistente, certo?
Não, só borracha.
Mas eles não sabem que vamos chegar.
Por isso, serem de borracha não importa muito.
Porreiro.
Às posições.
Já estamos pesados com o equipamento completo.
Estando encharcados, ficamos ainda mais pesados.
- Remem! - Para baixo!
Remem!
Remos para dentro!
Mas é muito fixe.
Ajustar cinco graus a estibordo.
Ver aqueles barcos a voarem pela água à noite,
luzes nas laterais.
Avançar para combate com todos os rapazes na água.
É espetacular.
O que poderia ser mais fixe
do que uma incursão numa praia a meio da noite
em algum país onde nunca teria posto os pés
se não fosse militar.
Bobcat 3-4 tem cinco almas.
Bobcat, pode sair. Mudar controlos.
Os nossos instrutores vão criar uma situação
praticamente impossível de resolver.
E o Rees é o líder da secção.
O papá é o líder.
PRAIA KIN BLUE OKINAWA, JAPÃO
Recebido.
Sou o oficial responsável.
Compete-me controlar toda a área de treino,
bem como toda a gente nela.
Há vários avaliadores em cada parte.
Está um avaliador com eles.
EXCON, COC, verificação de rádio.
Estão a 500 metros e a avançar.
A primeira vaga chegou aos 500 metros e os barcos estão marcados.
Devem conseguir vê-los.
O nosso objetivo atual é controlar a praia.
O comandante decide como a controlar
e agora está numa posição perigosa.
Não se quer estar no barquinho de borracha
com armas apontadas.
- Senhor. - O que tem para mim?
Temos os flancos prontos a 50 metros à minha esquerda e à direita daqui.
Controlamos as saídas laterais.
Nenhum inimigo, neste momento.
Entendido.
Três, daqui Seis.
Não tenho atualização de inimigos.
Não encontraram postos de observação. Câmbio.
Dizem que a praia está vazia.
Avancem para a entrada
e dirijam-se para o objetivo. Câmbio.
Então…
Informaram a companhia
de que a praia está vazia.
Não está.
Tenho uma equipa inimiga perto.
Vamos. Vão por aqui.
Depressa. Vamos.
Comigo. Vamos.
Meu Deus, estes tipos são muito barulhentos.
Meu, isto é de loucos.
Não está vazia, porra.
Mau reconhecimento.
Vamos ter mortos.
Comecem a empurrá-los quando estiverem à vista.
Entendido?
Entendido. Estão perto. Está na hora.
A cerca de 100 metros.
Força.
Tiros. Para cima! Vão!
Vamos disparar cartuchos vazios.
Não têm balas.
É um treino. Não queremos matá-los.
O que se passa?
É difícil respirar.
Parte do realismo são baixas simuladas.
- Corram! - Temos de avançar.
- Vamos! - Vamos. Comecem.
- Em frente! - Onde?
Quem foi alvejado?
Caramba…
A nossa equipa à vista. 5-0 metros.
A 5-0 metros. Equipa cinco à vista.
Muito bem.
O reconhecimento falhou. Disseram que a praia estava vazia.
Vem cá. Ajuda-me. Tira-o daqui. Muito bem.
Então, o inimigo conseguiu comprometer a companhia
e causar baixas.
Vamos!
- Atenção no LFOC! - Atenção no LFOC.
Do Raider, tropas em contacto com o inimigo.
LP/OP, agora.
Um, dois, três, quatro, avancem!
- Equipa cinco à vista! - Equipa cinco à vista!
Estamos bem.
Atenção a todos.
O ar não está seguro.
Temos reforços inimigos vindos de norte.
Hora estimada de chegada 30 minutos.
Vamos enfrentar um inimigo vivo e pensante.
Temos operacionais no papel de inimigo.
Encontram-nos, atacam-nos e vencem o combate.
E tarefas de seguimento. Controlamos a praia?
Armas, aqui.
- Armas, venham cá. - Aqui!
Não parem aí.
Isso mesmo, rapazes!
Acerta nessa merda.
"Levanta essa arma." É um dos nossos slogans.
Há incentivos para o desempenho.
Quanto melhor fizeres o teu trabalho,
melhor serás visto pelos superiores.
Um, dois, três.
Tu consegues.
Ensinam-nos a improvisar, adaptar e superar.
Isso é muito importante como soldado da infantaria.
Não quero fazer merda.
Saiam daí!
Continuem! Inimigos à direita!
Atenção a todos. A postos, ZTZ dirigem-se para sul.
Entendido.
Quando conseguiram perceber que havia inimigos na praia,
as ações do Wasek foram bem ponderadas
e os Marines agiram por instinto.
Armas! Defendam-me!
Foram muito agressivos.
Estabeleceram várias posições de tiro
com metralhadoras para apoiar uma manobra
para atacar o inimigo.
Artilheiros, comecem a limpar.
Terceiro, cuidado.
Fizeram-no muito bem.
Comunicaram através da adversidade
e conseguiram eliminar o inimigo que estava em Kin Blue.
Equipa de morteiros móvel a norte destruída.
É fácil saber quem alguém é
sempre que há stresse e fricção.
O Wasek é capaz de manter um comportamento calmo e equilibrado
e comandar. E é isso que queremos dos comandantes.
Queremos a confiança da nação nas mãos certas.
Onde estamos agora?
Estamos neste momento 15 km a oeste da nossa caixa de morte.
Vader do TD,
parece uma embarcação de pesca sem relevância.
Entendido.
Vamos virar à esquerda…
À esquerda, damos a volta à ilha
para nos afastarmos de potenciais áreas inimigas.
Durante o voo, eu e o Vader temos várias viagens
que ele terá de resolver na hora e que não esperava.
Uma das aeronaves será abatida e sofrerá danos.
Ele terá de decidir se continua na missão primária
ou se irá ajudar noutra coisa.
Para a direita.
Um Stinger do edifício à direita.
Entendido, contacto.
Contacto.
Atenção, Greyhound abatido.
Repito, Greyhound abatido.
Pareceu um tiro certeiro.
Vamos pô-lo numa posição de tomar uma decisão impossível
para testar a capacidade de adaptação
e de decidir rapidamente,
mesmo estando entre a espada e a parede.
Entendido.
Está bem…
Decide.
Aguentará o aumento do stresse?
Conseguirá lidar com estas coisas inesperadas?
Continua à procura de alvos
ao longo da zona norte e sul da ilha.
Sim, ali mesmo.
Sim. Encontrámo-lo.
Fica de fora da caixa da morte.
Isto é um pesadelo.
Vader, estás acordado?
Vader?
O Vader não responde.
O Vader foi abatido e o DAD teve de fazer tudo sozinho.
Para simular o mundo real,
temos de aumentar o nível de stresse
e ver como lidam com isso.
Há aquele choque e aquela hesitação: "O que se segue agora?"
E o mais difícil disso é
tomar uma decisão não emocional quando estamos emocionais.
O piloto tem um ferimento de bala na anca direita.
Tem pulso
e os chefes de equipa estão a ajudar.
Bobcat 8-1 pede que transmita esta informação ao navio
para ativar a assistência médica.
Entendido. Mensagem:
"Um piloto no Bobcat 8-1 atingido por…"
Qual é o estado dele?
Arma ligeira. Atingido no flanco direito.
A solicitar assistência médica no USS Green Bay.
Bobcat 8-1, não ouvimos bem.
Ouvi que tem armas ligeiras no flanco.
Ele…
Está armado ou foi alvejado?
Vou fazer vozes diferentes
de pessoas diferentes para apanhar o DAD desprevenido.
O copiloto foi alvejado no flanco.
Precisa de assistência médica.
Encaminhar assistência médica para o USS Green B…
Correção. Do USS Green Bay.
Avise que o meu copiloto foi alvejado no flanco.
Entendido?
Entendido. Tem um ferimento de bala no flanco
e, Bobcat 8-1, relaxa, meu.
Estou a tentar coordenar muitas coisas para ti.
Entendido.
São anos de muito esforço
que investi no meu trabalho
e a minha carreira está em risco.
Ainda estou à espera da grelha do Bobcat 8-1.
Estou muito desiludido com isso.
O que se passa com este tipo?
Legendas: Lígia Teixeira
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