All language subtitles for The.Lowdown.2025.S01E05.720p.WEB-DL-[Feranki1980]

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Original subtitles

ANTERIORMENTE…

O estranho de cabelo ruivo…

O cabrão do Lee Raybon tem cá uma lata.

Assediar uma família de luto.

Qual é o teu interesse no meio disto tudo?

Tenho de te contar algo.

Atirei umas coisas ao rio.

E preciso que me ajudes a limpar.

Podemos encontrar-nos?

Não assinei um contrato para desalojar viúvas.

A minha mulher descobriu.

Não quer que a minha amiga especial continue na propriedade.

O Donald não quer voltar a ver-me.

E está a tentar tirar-me esta casa.

Fui falar com ele em paz para resolver o assunto das colinas Indian Head.

Ele não quis ouvir.

Colinas Indian Head.

Parece que andavam a discutir muito por causa disso.

Não discutiram por causa dos terrenos.

E contar ao Dale não foi culpa minha.

Contar o quê ao Dale?

A Pearl não é filha dele.

É filha do Donald.

Pai.

Pai.

- O que fazes aqui? - Credo.

- Estás bem? Cheiras mal. - Sim. Estou bem.

O que se passa?

Ele está morto.

Quem está morto?

O Allen.

O tipo que veio à livraria. O estranho de cabelo ruivo.

- Está morto? - Sim.

Mataram-no hoje de manhã.

- Como sabes? - Vi nas notícias.

- Vês as notícias? - Sim.

Fixe. Às vezes mentem, sabias?

Desta vez é mesmo verdade. São boas notícias, certo?

- Isto pode mudar tudo. - Que horas são?

Pai, é o tipo que matou o Dale Washberg.

Entre outros.

- Para, pai. - Merda.

Mas espera.

Não devias estar na escola?

Sim, mas vim-me embora.

Pai, isto é mais importante do que a escola.

Se perguntarem porque faltaste às aulas, entrega-lhes isto.

Toma.

Diz-lhes que foste ao psicólogo e não farão perguntas.

Pai, porque não posso trabalhar contigo?

Porque é demasiado perigoso.

Não disseste isso quando evitei que queimassem as cartas.

Está bem. Isso foi incrível.

A sério.

O meu coração…

… transbordou de tanto orgulho. Adoro! Mas és uma criança.

Olha.

Quando tinha mais ou menos a tua idade,

estava no carro à espera que a minha mãe voltasse das compras.

Fiquei ali à espera,

fechei os olhos e desejei com todas as minhas forças

que, quando os abrisse, já tivesse 30 anos.

E sabes que mais?

Concretizou-se.

Francis, percebes ou não?

Sim, percebo.

Sai com os teus amigos. Diverte-te.

Amo-te!

Esta manhã, o ex-recluso Allen Murphy foi morto a tiro no norte de Peoria.

Uma execução a sangue-frio, segundo a polícia.

A VERDADE OCULTA

Então, uma massagem de bem-estar neste…

Qual é a diferença?

O que significa mesmo bem-estar?

É algo terapêutico.

Acho que irias gostar.

Sim. Adeus.

- Desculpa. Está bem. - Desculpa.

- Desculpa. - Com licença.

Obrigada. Namastê.

O raio da hippie quis deixar este panfleto na livraria.

Brancas armadas em xamãs de spa.

Foleirices.

"Retiro de Autocuidados Femininos"?

Credo.

Foda-se.

- Onde é que ele está? - No teu apartamento.

Merda.

Wendell.

Arriaste o calhau na minha casa de banho?

Podes crer.

Foi um bico de obra.

Não gosto de usar a sanita da livraria. Sinto-me mais à vontade em casa.

Se é que isto se pode chamar assim.

O que fazes aqui? Perdeste o teu exemplar de O Idiota?

O que fizeste à minha livraria? Parece a merda de um Starbucks.

- A livraria é minha. - Era minha.

Não, era nossa e depois vendeste-ma.

- Agora é minha. - Eu sei.

Devia tê-la incendiado e recebido o dinheiro do seguro.

Não tínhamos seguro. Não mexas nisso.

- Riscado, deformado. - Não mexas nisso.

- Típico. - Comprei-o assim, está bem?

- Giro. Compraste isto na Amazon? - Esquece.

Despacha-te. Tenho merdas para fazer.

Caramba, leste um livro de história sobre Oklahoma

e fizeste colagens para EVT? - Tenho de trabalhar.

- Está bem? - Não me toques.

- Está bem. Por favor, podemos… - Está fixe.

Vamos falar sobre a desorganização da minha livraria.

Não há nada… Podes parar de dizer isso?

- Céus. - Porque estás a reorganizar os livros?

É uma blasfémia, Lee, o que fizeste a este lugar.

Obrigado pela visita.

- Agradeço. - Olha só.

A Odisseia ao lado de Na Minha Morte.

Sim, Na Minha Morte é uma espécie de odisseia.

Trazer a mãe para casa e voltar para ela não é o mesmo.

E o Shakespeare ao lado do Shepard.

Giro, mas errado. O Pinter ao lado do Harry Potter.

Não tem emenda. Deidra.

- Para. - Não tens salvação.

O que estás a fazer aqui?

Esqueceste-te.

- Não, não me esqueci. - Esqueceste-te, sim.

Não me esqueci. Nunca me esqueço, está bem?

É que… esta tradição, eu…

Tem de ser bianual. Tem de ser noutro dia.

Não, é hoje.

Amanhã, posso.

Amanhã está bem, mas não é o aniversário do Jesus.

- Eu… - Fiz uma promessa a um amigo.

Nós fizemos um pacto.

Percebes? Um pacto pelo nosso amigo. Uma vez por ano.

Há quem lhe chame sagrado.

Sagrado?

Chamas sagrado ao que fizemos nos últimos três anos?

Acalmem-se todos, caralho!

Não sou paranoico!

Tu é que és, cabrão!

Sim, chamar-lhe-ia sagrado.

Depois do ano passado, pensei que nunca mais voltaria a ver-te.

Além disso, estou ocupado.

Metes folga. A Deidra é que manda nisto tudo.

Não, eu é que mando.

Não muito bem, pelos vistos. Estás com a corda ao pescoço?

Não, estamos muito bem, obrigado por perguntares.

Vives à grande e à francesa naquele sótão?

Escrevo. Sou escritor.

- Leste o artigo sobre os Washberg? - Na revistinha?

A Heartland Press é uma revista de jornalismo narrativo.

Sim, li e narração é coisa que não falta.

Foste demasiado brando com aquela família.

Subornaram-te? É quase um artigo bajulador.

- Bajulador? - Sim.

E o irmão vai e suicida-se?

Não, o Dale Washberg não se suicidou.

Desde que publiquei o artigo que sou um alvo a abater.

Agora vives num romance policial reles?

Olha, idiota, esta investigação trouxe-me bastantes sarilhos.

- A sério? - Sim.

Vá, desembucha.

- Força. - Está bem.

O Donald Washberg mandou assassinar o irmão.

E o gajo que eu acho que o assassinou foi encontrado morto esta manhã.

O Donald está a tentar eliminar as pontas soltas.

Tudo por um terreno.

E se eu não juntar mais pormenores, não tarda nada haverá mais mortes.

Terreno. Mortes.

Chavões.

Os chavões ganham estatuto de chavões devido à sua verdade avassaladora.

Não me cites David Foster Wallace, meu caro.

A mim, não.

- Onde fica o terreno? - Não sei.

- Não sabes? - Não sei.

Vá lá, é um terreno. Não fica na América do Norte?

Fica em Oklahoma, provavelmente no condado de Osage.

Talvez em Skiatook. Pesquisei colinas Indian Head e não encontrei nada.

- Pesquisaste no Google? - Sim.

- Amador. - O que farias tu?

És tão perfeito. O que fizeste ao pé?

Tive de o enfiar no cu de alguém, não?

Aposto que consigo encontrar o terreno em duas horas.

Em duas horas? Claro.

Eis o Sherlock Holmes. Dá-lhe as boas-vindas. Obrigado.

Ele sempre me invejou pela minha aptidão de encontrar crack.

Não tenho nenhuma inveja tua.

Tens, sim.

- Que engraçadinho. - Fazemos uma aposta. Deidra?

Quero fazer uma aposta.

- Não fazemos nada. - Se o encontrar em duas horas,

o Lee paga-me o almoço. - Impossível.

- Duas horas. O Lee paga o almoço. - Estás a anotar?

- Vou estar esfomeado. - Já está.

- Obrigado, Deidra. - De nada.

NOITES DE CINEMA NOIR CICLO DE NEO-REALISMO AMERICANO

Ex-recluso assassinado esta manhã

Este filho da mãe.

Marty.

Desculpa o atraso.

Ora essa.

Encantado.

Obrigada.

- Sim. - Vamos?

Sim, claro.

Credo.

Podias ter avisado que vinhas.

Usaram isto há pouco tempo.

Sim, estava a mudá-lo de sítio e disparou.

Divertiste-te ontem à noite?

Porque vi o Lee Raybon sair daqui hoje de manhã.

Parece que foi uma festa e peras.

- Esse hippie nojento. - Donald.

Esse gajo está a tentar destruir esta família para ficar famoso.

Deixaste esse lunático entrar nesta casa e depois fodeste-o naquela cama.

Donald, esta é a minha casa e eu fodo com quem eu quiser.

O que lhe contaste?

Nada.

Não me mintas!

Não!

Não!

Não lhe contei nada.

Nada.

Porque fizeste isso?

Não sei, eu só…

Pensei que já não querias saber.

E sentia-me sozinha.

Sentias-te sozinha?

Sim. Ignoraste-me

e mandaste o teu lacaio expulsar-me da minha própria casa.

Isso não tem nada que ver com foder o Lee Raybon.

Consegui a tua atenção ou não?

Bem…

Conseguiste mais do que a minha atenção.

Vá lá.

Diz-me aonde vamos, está bem? Por favor.

Aonde vamos?

Temos de passar o dia juntos. Não temos de falar.

- Mas preciso de saber para onde vamos. - Para Skiatook, claro.

Já te disse que fiz isso.

Temos de saber o sítio exato senão não vale a pena.

- É um sítio grande. - Confia em mim.

Chiça. Dá-me outra passa, por favor.

Raios, sim.

Porque achas que este terreno está ligado à morte desse Washberg?

Digamos que tenho uma fonte.

- Deixe-me adivinhar: o Google? - Não.

É uma fonte humana.

Certo. Alguém próximo da família?

O que foi?

É… a Betty Jo Washberg, a viúva.

- O quê? Estás a gozar. - Não estou não.

Ela faz karaoke num bar, fui lá e falámos.

Ela disse-me.

Fodeste-a.

- O quê? - Não posso.

- Fodeste-a. - Olha…

Tu não tens emenda. Sabes o que isso significa?

O quê?

Agora fazes parte dos Illuminati de Oklahoma.

- Não. - Sim.

Já para não falar que és um merdas por foder a viúva do defunto.

Vá lá. Não foi nada disso.

Não fazia parte da investigação. Aconteceu!

Ela é bem gira, já agora. E uma coisa levou à outra.

Altamente antiético.

Diz o gajo que foi um chulo por uns tempos.

Eu não era um chulo.

Foi uma situação estranha de colegas de casa.

Sai aqui.

- Porquê? - Para irmos ao centro.

Ao tribunal, idiota.

EDIFÍCIO MUNICIPAL DE SKIATOOK

- Só tens isto? - Pela última vez, é tudo o que tenho.

- Se me disseres o que procuras, posso… - Já te disse o que procuro.

- Estou à procura de um terreno… - Mais específico.

… num atlas muito mais antigo do que este. Mais específico é impossível.

O que foi?

- Eu… - Eu…

Peço desculpa pelo meu amigo.

Ele vive em Tulsa há demasiado tempo. Deixou as boas maneiras em casa.

Como estás?

Estou bem.

Sim? Ótimo.

Como te chamas?

- Sandy. - Sandy.

Estava aqui.

Sandy, já te disseram que tens uns olhos grandes e bonitos?

Nunca me disseram tal coisa.

Desculpa lá, ó Willie Nelson!

- É proibido vapear ou fumar aqui dentro. - Lee.

- Isto não é um bar. - Lee, juro-te pela minha vida.

O teu amigo é mal-educado.

És casada?

Divorciada.

Não sei como é a vida de solteira aqui,

mas, se viesses a Tulsa, arrasarias.

Com esta cintura e estas coxas?

Duvido, querido.

Os cães é que gostam de ossos, cara Sandy.

Está bem.

És um querido.

Gosto disto. É divertido. É fácil.

- Pois é. - Tu e eu.

O que o meu cúmplice mal-educado queria saber

era se tinhas um atlas feito antes de 1950?

Bem, devo ter isso lá atrás.

Um segundo.

Estarei aqui, Sandy, à tua espera.

Caramba, só dizes tretas.

Não acredito que ela foi na tua cantiga.

- O quê? - Anda cá.

Mas que raio?

Esconde isto.

- Porquê? - Estou em liberdade condicional. Esconde!

E a reabilitação?

Olha para o meu pé, estou cheio de dores.

- Está bem. - Vá lá.

- Viste aquilo? - Sim.

Sei como falar com gente do campo.

- E tu não. Por isso trato eu das coisas. - Sabes?

- Eu sei falar com qualquer pessoa. - Não sabes. Já não tens paciência.

Não tenho paciência é para te aturar.

Ora bem, aqui têm.

Lavem as mãos antes de tocarem no atlas.

Está bem.

Podem fazer fotocópias, o código está lá.

Obrigado, Sandy.

De nada, querido.

Obrigado, Sandy. Desculpa lá ter vapeado.

É agradável, não achas?

É, sim.

É uma arma alemã da Segunda Guerra Mundial.

Ainda dispara.

É incrível.

Funciona na perfeição.

Isso é um objeto histórico.

É genuína. Vá, acaba com isso.

É para já.

Estou um pouco nervoso com o discurso no almoço dos 46.

Não te preocupes. Eles já te conhecem.

Já os preparei.

Eu não faço discursos.

Fazes quando estão em jogo milhões de dólares.

Sim, isso ajuda.

Quero que menciones a soberania das nações indígenas

e os privilégios que têm.

Têm demasiado poder.

- Já leste o jornal hoje? - Não.

O Allen, o tipo que trabalhava comigo, aparece na capa.

Encontraram-no morto a tiro dentro da carrinha em Peoria.

Não fazia ideia.

- Estes ex-reclusos, nunca se sabe… - Não, ele estava bem.

Fez reabilitação, ia às reuniões.

Mas nunca se sabe.

Pois.

As pessoas com quem trabalhamos?

Certo.

O mais importante é cuidares de ti.

- Sim. - Foi o que vida me ensinou.

- Olá, querida. - Olá.

Uma Guinness e um shot de Jameson.

- E põe na conta do escritor. - Está bem.

Disseste para te levar a almoçar, não a um bar.

Há azeitonas. Conta como refeição.

O acordo era eu pagar se encontrasses e não encontraste merda nenhuma.

Está bem, amigo.

Tu ficas com este monte e eu com este monte.

Bebe um copo.

Quero uma Dr. Pepper com um shot de amaretto.

Obrigado.

O que foi?

Espero que tenhas dinheiro, porque não aceitam multibanco.

Colinas Indian Head.

Finalmente.

Isto está às moscas.

- Tal como a tua investigação. - Cala-te!

- Olha isto. - O que é?

"White Elk" (Alce Branco). Caramba.

Que nome mais estúpido.

- Não há alces em Oklahoma. - Há, sim.

Atrás de vedações altas. São praticamente animais de criação.

Desde quando percebes tu de animais?

Limita-te ao que tu percebes, como fornicar viúvas.

Que engraçadinho. Como se fosses especialista em animais.

Nunca saíste do norte de Tulsa!

Não percebes um corno de animais. Andaste num clube agrícola?

Por acaso, andei. Tive um porco de estimação.

Porco premiado, tinha documentos e tudo.

- Balelas. - Sim.

Acho que tenho de cagar outra vez. As azeitonas…

És nojento.

Sabes que mais?

Tornaste-te uma daquelas pessoas que odiamos.

Está bem.

Uma daquelas pessoas que não gosta de nada.

Sabias? Nunca estás satisfeito.

Tu és assim.

E tu és um desses gajos que acham que podem mudar o mundo.

Sim. Escreves um textinho…

Escreves um textinho que mude o mundo.

Mas não muda. Sabes o que acontecerá? Isso acabará por prejudicar a Francis.

Pois, todas as tuas tretas hão de prejudicar todos os que te amam.

Tal como prejudicaram o Jesus.

- O quê? - Sim.

Devias ter ido lá.

Talvez assim ele não tivesse morrido de sobredose na garagem.

Disse-te que ele não devia ficar sozinho, mas não quiseste saber.

És um egoísta e também hás de prejudicar a Francis.

- Foda-se! - Foda-se! Raios te partam!

Larga-me! Sai de cima de mim. Vou…

- É o teu mijo? Foda-se! - Bebe o meu mijo.

- Bebe o meu mijo, cabrão. - Sai de cima de mim, cabrão de merda.

Vou matar-te.

- Cabrão. - Seu cabrão…

O que é aquilo?

Abaixa-te, abaixa-te!

- O que foi? - Não podem ver-nos.

- O que se passa? - Olha.

Merda. Têm metralhadoras!

Agora já acreditas em mim?

Acredito que estas merdas te seguem para qualquer lado.

Temos de sair daqui.

- Vamos embora. Anda. - Está bem.

Está bem.

Lixaste-me o chapéu, idiota.

O teu chapéu que se foda.

- Adoro este sítio. - É giro.

Vês?

Não têm só a melhor tarte da cidade, o atendimento é espetacular.

É melhor teres cuidado. Este aqui é um engatatão.

Fica por perto, senão tenho de te fazer sinais.

Desculpa.

Então… gostaste do filme?

Não costumo ver filmes antigos de boxe.

Mas…

Mas, por incrível que pareça, gostei.

Se fosse eu, teria desistido do boxe e fugido com a miúda.

Mas, se és um lutador, foi para isso que vieste ao mundo.

Esse, sim, é um bom filme.

Certo.

Esse, sim, é um bom filme.

Raios. Merda. Desculpa.

Penso sempre que não voltam a ligar.

LIGA-ME. É URGENTE

As pessoas para quem trabalhas?

O homem para quem trabalho.

Mas não temos de falar disso agora.

Não. Vá lá.

Agora não há volta atrás. Quero saber tudo.

A sério.

Está bem.

Eu e o Donald…

Bem, já fomos amigos.

Duas pessoas que sentiam carinho uma pela outra,

gritando através do abismo.

Mas, ultimamente, esse abismo não para de crescer.

Quando eu era mais novo,

pensava que seria escritor.

Agora persigo os estranhos meandros dos ricos.

És muito bom com as palavras.

Achas?

Acho.

Portanto, o homem branco a quem gritas,

presumo que seja branco, certo?

Como é que sabes?

Foi a forma como disseste o nome dele.

- Donald. - Donald.

- Donald. - Está bem.

Então, Donald, certo?

Espera. Eis minha pergunta: o que se passa com esse Donald

enquanto está do outro lado do abismo?

Uma coisa completamente diferente. Eu…

Não sei o quê.

Não sabes ou não queres saber?

- É linda. - É, não é?

VENDE-SE

Adoraria viver aqui, mas primeiro tenho de arranjar um destes e depois isto.

Acho que é o sítio perfeito para criar uma família.

Sei que vão ver mais casas,

mas acho que esta é a tal.

- Nós adoramos a casa. - Claro.

Vickey!

Inacreditável.

Tenho de falar contigo.

Não te encontrava em lado nenhum.

O que foi?

Lee, não podes aparecer assim. Tens de ligar antes.

Eu liguei. Tentei avisar-te. Não foi?

Wendell, disseram-me que tinhas morrido.

- Não, ele… - Eu não morri.

Não, ele não morreu.

O teu irmão morreu?

Pronto, conversa em dia.

- O que fizeste o pé? - Skate.

- A sério? - Kickflip.

- Skate? - Vickey.

Vickey, preciso da tua ajuda.

Precisas da minha ajuda para quê? Desembucha.

Acho que os Washberg têm uma nova empresa chamada White Elk.

- Malta, estou a falar a sério. - É um nome estúpido.

Estás a ouvir?

Acho que há um intermediário oculto.

Preciso que descubras se está à venda e quem é o comprador.

- Illuminati. - Illumi-maroto.

A sério… Vickey.

Vickey, por favor.

- Por favor - Céus.

Porque achas que eu sei algo sobre isso?

Porque tu tens contactos.

Conheces um gajo que conhece um gajo.

Está bem.

Talvez eu conheça alguém que saiba algo ou que esteja ligado.

Tens de usar um microfone.

Onde? Na roupa interior?

- Vou ligar-lhe. - Vickey.

- Vais ligar-lhe agora? - Sim, ele atende sempre.

Olá, querido.

Estou a usar um modelito leopardo.

Tenho uma pergunta de negócios. Dás-me o calendário da White Elk?

Céus. Estou no trabalho.

Sempre gostei dela.

Não, procura lá isso.

- Está solteira? - O quê?

- Não tens nada com isso, amigo. - Estás…

- Vendem por quanto? - O quê?

Solteira ou não, não tens nada com isso. Estou a tentar ouvir.

Nem sequer tentes…

- Andas com ela? - Não, somos amigos.

- Não faço de cupido. - Já não é da tua conta. Obrigado, Lee.

É, sim.

- Não preciso da tua ajuda. - Não?

- Então, a quem ligaste? - Conheço muita gente, Lee.

- Chama-se fazer contactos. - Eu sei. O que te disseram?

A White Elk está a vender o terreno à One Well (Um Poço).

One Well?

O pouco que se sabe é que estão a gastar dinheiro a torto e a direito.

O mais estranho é que estão a vender o terreno muito acima do valor de mercado.

- Muito acima? - Sim, quatro vezes mais do que vale.

E não há mais interessados.

Parece uma ótima forma de disfarçar um suborno ao futuro governador.

Oklahoma é um todo e acho que deve continuar a sê-lo.

O Almoço Executivo dos 46

O estado não devia dividir-nos em mil pedaços,

servir interesses especiais, nem criar regras diferentes para pessoas diferentes.

E não é rebuscado dizer

que é exatamente isso que estas tribos indígenas querem.

Não se trata de raça.

Raios, muitos de nós descendemos de povos indígenas.

Portanto, não é uma questão de raça.

Trata-se de governar o estado de forma justa.

Estas tribos indígenas

são como governos estrangeiros instalados mesmo debaixo do nosso nariz,

não prestam contas a ninguém nem às leis, exceto às feitas por eles.

E depois usam essas leis para obter lucros.

Vantagem injusta.

Apoiado.

Gostaria de reconhecer um amigo que está aqui hoje presente.

O nosso futuro governador, o Donald Washberg.

E com os 46 a apoiá-lo,

o Donald vai entrar em força na residência do governador

e proteger os nossos interesses.

Apoiado.

Ele disse que tinha dois tomates em vez de um.

Obrigado, amigos. Têm sido muito prestáveis.

Merda.

Bom trabalho, Frank. Estou muito orgulhoso.

Trip, isso vale muito. Obrigado pela oportunidade.

Continua a aparecer.

Depois das eleições, vai haver muito desenvolvimento.

Refiro-me a nível estatal.

Muito disso pode ser teu.

Estou pronto.

Eu sei. Amigos, deem-me licença um segundo.

- Donald. - Olá, Frank.

Detesto falar de negócios, mas é difícil contactar-te.

Esta campanha tem sido implacável.

Pois. Andamos todos ocupados, Donald.

Qual é a demora? O comprador perguntou e está impaciente.

Não há demora.

Então, por que porra ainda não fecharam o negócio?

Frank, este não é o local para fazer uma cena.

Pois não, eu sei.

Não te preocupes com a White Elk.

Não me pressiones neste preciso momento.

Pois. Depois falamos.

O mal espalhado…

É o carro do Blackie, a sério.

Não dá para ver bem.

Vês aquela mossa? Fui eu.

Enterra o machado…

Livraria Hoot Owl

Tudo bem, querida? O que fazes?

Olá. Belezas, quero saber se vêm cá hoje à noite.

Vai estar cá o Waylon.

Faço o turno da noite.

Essa One Well não pode ser nada de bom.

Outra investigação feita no Google.

Deixa-me em paz. Ouve só.

Estão a subornar o Donald Washberg.

O irmão descobre e desaprova. Então, o Donald mata o Dale.

Vingança de irmãos.

Não quero lições de latim.

- Não? - Não. Eu preciso de…

Onde estão os cabrões dos índios que roubaram…

Johnny?

- Johnny? - Que merda se passa aqui?

- Phil, certo? - Disseste que eras amigo do Blackie.

- Pois disse. - Sabes onde eles estão, certo?

Não, só estava a tentar perceber…

O Allen sabia que estavas a mentir.

- Calma. - Tentar perceber o quê?

- Eu conto-te. - Tu mentiste-me.

- Chamo-me Lee Raybon. - Que merda é esta?

- Trabalho nesta livraria. - Mentiste à Bonnie.

Ouçam, seus skinheads de merda.

- Mas que merda? - Panascas.

Têm cá uma sorte por eu ter o pé lixado. Venham daí!

Para trás, caralho.

Foda-se, vamos embora.

Havemos de voltar, cabrão.

O que estás a fazer? Não podes disparar assim.

As balas podem atingir alguém. Os acidentes acontecem.

Sou o teu segurança, certo?

Sim, és. E estiveste bem.

Estiveste bem. Mas não dispares balas.

- Mas estiveste bem. - Agora aumentas-me?

Claro que não. É um bom trabalho.

Wendell. Wendell!

Anda, entra.

E onde raio está o Waylon?

É aqui.

Ainda é cedo.

Queres ir beber um copo?

Não.

Raios. Está bem.

Não me interpretes mal.

Acho-te giro.

Muito, aliás.

Mas, sabes, para investigador privado

pareces algo desinteressado.

Diz-me o que sentes.

Talvez noutra altura.

Sem o Donald.

Obrigada pelo filme.

- Tens um livro? - Sim.

Que livro escolhemos no ano passado?

- Uma Conspiração de Estúpidos. - Pois foi.

Olha, pode ser o Brainard?

- Está bem. - É melhor.

- É até profético. - Pois é.

Depois de todos estes anos.

Ainda somos um desastre, Jesus.

Estou a tentar ser mais como tu.

Não é fácil.

Ora bem.

Está bem.

Está bem. Já sei.

Há 72 dias que não acordava tão cedo.

Estou um caos.

Estou um caos.

Meti a Francis em perigo e vou acabar por perder a livraria.

Eu também estou um caos.

Está bem.

Até és bom nalgumas coisas.

És um excelente comunicador.

Parece que já não gostas de nada.

Nem de mim.

A tua língua não é de fiar.

- Porque ainda queres fazer isto? - Não sei…

Eu não…

Quer dizer que ainda estou vivo, suponho.

Estou só a tentar ser como o Jesus. Eu não…

É a minha inspiração.

Mas, ao mesmo tempo, a morte dele é…

… é um cão infernal a morder-me os calcanhares.

Odeio-te, caralho.

Mas também te adoro.

Não quero que morras.

É assustador ser teu amigo.

Tu és o cão infernal que me morde os calcanhares.

Eu sei.

Sabes o que é mais marado?

Juntos, seríamos uma pessoa e peras.

- Só uma? - Sim. Podes crer, foda-se.

Estamos demasiado fodidos para sermos um todo.

DADOS SOBRE A MORTE DO FUNCIONÁRIO DA AKRON

Desculpa não ter atendido. Pensei na tua oferta.

Conta comigo. Precisas de um amigo ao teu lado.

- Olá, Betty Jo. Tudo bem? - Viúva de engate.

Fala baixo.

Podemos encontrar-nos?

Sim, claro.

- Obrigada por teres vindo. - O que se passa?

Tens saudades minhas?

O Donald sabe o que se passou entre nós.

Foda-se.

Apareceu lá em casa hoje de manhã e começou aos berros.

Ele ameaçou-te?

É…

É uma faceta dele que nunca tinha visto.

Ele bateu-te?

- Não, mas… - Mas o quê?

Ele levou o revólver do Dale.

Lee, tenho medo.

Sou um alvo fácil naquela casa.

Confia em mim. Tens de desaparecer.

- E vou para onde? Avant? - Família, amigos.

Ele encontrar-me-ia em qualquer lado.

- Têm fome? - Não, obrigada.

O do costume.

Está bem.

"Sunyata, Retiro de Autocuidados Femininos."

Ele não te encontrará aí.

Deves estar a gozar.

Podes dar um recado à Pearl e dizer-lhe onde estarei?

Ela bloqueou o meu número.

Para o caso de acontecer alguma coisa.

Vai correr tudo bem.

Obrigada.

- Ora bem. - Espera. Olha, podíamos…

Podíamos sair um dia destes. Como as pessoas normais.

Ir ao cinema, por exemplo.

- Traz a Francis. - Está bem.

Ela é a tua melhor parte.

- Sim. - Sim?

Sim.

Porta-te mal.

Está bem.

Não morras!

Olá.

Podemos falar? Posso falar contigo um minuto?

Olá, chamo-me Lee. Sou amigo da tua mãe.

- Ela pediu-me que… - O quê?

Sou amigo da tua mãe. Ela está num retiro. Sunyata…

Anda daí, rato de biblioteca.

Então, então!

Alguém grave com o telemóvel! Isto é ilegal!

- Raios partam! - Cala-te, queer.

- Brutalidade policial! - Estou a gravar, Lee.

- Foda-se. Fish, estás a gravar? - Sim, estou.

Larga-me!

- Anda, vamos. Podes sempre fugir. - Aonde?

- Não, não. - Não?

Então, eu não…

Mas que merda é…

É melhor teres cuidado, Raybon!

Tira-me…

Vai-te foder, Raybon!

Olhem só quem é ele!

Olá, Raybon!

Olá, Raybon.

Ora, ora, é o cabrão das palavras.

Com licença.

Então.

Filho da puta.

Olá, medricas.

Sai da minha frente!

Fogo!

Podias ir repor os alvos.

- O quê? - Não queres? Vai ser divertido.

Ele tem um compromisso.

Boa sorte, seu merdas.

Prestes a pôr fogo.

Vai lá.

Toca a andar, donzela.

- É assim mesmo. - És um mentiroso de merda!

Olá, Lee.

Tradução: Ana Maria Silva

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