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Senhoras e senhores, j� iniciamos nossa descida para Los Angeles.
O barulho que ouviram foi o trem de pouso.
O tempo est� claro. A temperatura � de 22�C.
Esperamos completar nossa viagem de 4:18 horas no tempo previsto.
Foi um prazer t�-los a bordo e esperamos v�-los novamente.
Hello, darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (1967)
And the vision
That was planted in my brain
Still remains
Within the sound
Of silence
In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed
By the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound
Of silence
And in the naked light I saw
10.000 people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs
That voices never shared
No one dared
Disturb the sound
Of silence
"Fools, " said I, "You do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you"
But my words
Like silent raindrops fell
Whispered
In the sounds
Of silence
O que aconteceu?
Os convidados o esperam, Ben!
Pode explicar a eles que quero ficar sozinho?
S�o nossos melhores amigos.
A maioria o conhece
desde seu nascimento.
O que h�?
Eu estou...
Atormentado?
Pelo qu�?
Penso no meu futuro.
Pensa em qu�?
N�o sei.
Eu queria que ele fosse...
Como?
Diferente.
- Um aborrecimento? - N�o. Vamos descer.
Os Carlson vieram!
Verdade? Vamos l�.
Eles vieram de Tarzana.
Venha! Vamos acordar!
� maravilhoso ter tantos amigos dedicados.
Eis o aluno nota dez!
Estamos orgulhosos de voc�.
- E o novo carro vermelho? - � presente de formatura.
- � um carro de arrasar! - Como?
Com as garotas... as gatas.
O Ben n�o deve mais estar com esse tipo de mulheres.
Exato.
Com licen�a, vou dar uma olhada no carro.
- Nosso campe�o! Como vai? - Bem, Sr. Loomis.
Vou ao bar. Depois voc� me fala desse Pr�mio Hopperman.
- ''Helpingham''. - � isso. Espere-me aqui.
Estamos orgulhosos de voc�.
Orgulhosos! Orgulhosos!
E agora?
Vou para meu quarto.
- N�o! Com seu futuro? - E sua vida?
� dif�cil dizer.
Com licen�a.
Sr. McGuire!
Venha. Quero falar com voc�.
- Com licen�a. - Pode ir.
Quero dizer uma coisa.
- S� uma coisa. - Sim, senhor?
- Est� me ouvindo? - Sim.
Pl�sticos!
O que quer dizer?
Os pl�sticos, s�o o futuro.
- Vai pensar? Promete? - Prometo.
Disse a coisa certa. Estamos combinados.
- A� est�! Ben! - Desculpe-me um minuto.
Sil�ncio, todo mundo! Tenho o curr�culo escolar do Ben.
Vou ler os elogios que ele tem sobre o Ben.
Sil�ncio, por favor!
Capit�o da equipe de cross, presidente do clube de debates,
redator-chefe adjunto do jornal estudantil,
depois, redator-chefe!
O banheiro n�o � a�.
Fica no fim do corredor.
Como vai, Benjamin?
Bem, Sra. Robinson.
O banheiro fica no fim do corredor.
Lindo quarto.
N�o quero ser rude, Sra. Robinson,
mas estou muito...
N�o tem um cinzeiro?
Eu havia esquecido: o campe�o n�o fuma!
� uma garota?
Que garota?
Que o perturba.
N�o. Estou simplesmente...
preocupado com as coisas.
- Em geral. - Exatamente.
Bom...
- Parab�ns. - Obrigado.
- Quero perguntar uma coisa. - O qu�?
- Pode me levar para casa? - O qu�?
Meu marido levou o carro.
Vamos l�. Voc� sabe mudar as marchas?
- A senhora n�o sabe? - N�o.
Vamos.
- Obrigada. - De nada.
Entre comigo.
At� acender as luzes.
- Por qu�? - Tenho medo do escuro.
Incomoda-se de entrar na frente?
Uma casa �s escuras me impressiona.
- Mas est� claro! - Por favor.
O que vai querer, bourbon?
Sra. Robinson, eu a acompanhei com prazer.
Mas estou preocupado, pode entender isso?
O que voc� bebe?
Desculpe-me, mas n�o quero ficar sozinha aqui.
- Por qu�? - Espere meu marido chegar.
- Quando ele chega? - N�o sei.
- Um copo? - N�o.
A Sra. sempre tem medo de ficar sozinha?
Tranque a porta e deite-se.
Porque sou neur�tica.
Posso lhe fazer uma pergunta? O que voc� acha de mim?
O que acha de mim?
Voc� me conhece muito bem. E tem uma opini�o.
Eu sempre a achei muito gentil.
Sabia que sou alco�latra?
- Qu�? - Voc� sabia?
Preciso voltar.
Sente-se, Benjamin.
Senhora, com todo respeito,
esta conversa est� estranha.
- O Sr. Robinson chega logo... - N�o.
Meu marido vir� bem tarde.
Ainda vai demorar bastante.
Meu Deus!
- Como? - N�o, Sra. Robinson!
O que h�?
A senhora n�o... N�o est� pensando que...
- O qu�? - Que vou fazer uma coisa dessas.
- Que coisa? - Que est� pensando?
N�o sei.
Enfim, Sra. Robinson!
A senhora me traz � sua casa, com bebida e m�sica.
Me diz coisas �ntimas.
- Que seu marido chega tarde... - E ent�o?
Est� tentando me seduzir.
N�o �?
Nem pensei nisso. Estou lisonjeada...
Me perdoa por ter dito isso?
- N�o foi nada. - � horr�vel ter dito isso!
Sente-se.
Desculpe-me. Gosto muito da senhora.
Mas n�o assim...
- Termine seu copo. - Foi horr�vel o que eu lhe disse!
N�o pensemos mais nisso. Esvazie seu copo.
- E agora, ent�o? - Voc� viu o retrato da Elaine?
Seu retrato?
- � recente. Quer ver? - Com prazer.
No quarto da Elaine.
Elaine � muito sedutora.
Eu havia esquecido que ela tinha olhos castanhos.
- Venha aqui um pouco. - A�?
Abaixe meu z�per.
- Vou me deitar. - Boa noite.
- E meu z�per? - Acho melhor, n�o.
Ainda acha que vou seduzi-lo?
N�o. Mas me sinto estranho.
- Sou uma velha amiga. - Eu sei, mas...
Vamos, eu n�o alcan�o.
Do que voc� tem medo?
Eu n�o tenho medo.
Ent�o por que est� fugindo?
A Sra. vai se deitar, eu n�o deveria estar aqui.
Nunca viu ningu�m de an�gua?
Sim, mas eu...
E se o Sr Robinson chegasse?
- E da�? - Seria muito estranho.
Ele confia em n�s.
Sim. Mas ele poderia ter certas id�ias.
Tenho o dobro de sua idade. Quem iria acreditar que...
Sim, eu lhe asseguro!
N�o estou tentando conquist�-lo.
Eu sei, mas por favor! � dif�cil para mim.
Voc� gostaria que eu tentasse?
� isso que quer dizer?
Vou embora. Espero que a Sra. me perdoe pelo que eu disse.
Vou embora agora mesmo.
- Traga minha bolsa. - Preciso ir embora.
J� chega! Traga para mim.
- Onde ela est�? - Na mesa do hall.
- Sra. Robinson! - No banheiro.
Sua bolsa...
Traga-a para mim.
Venha at� o p� da escada e darei � senhora.
Estou cansada da sua suspeita.
N�o pode nem me fazer este favor?
Deixarei no �ltimo degrau.
Deixe de ser crian�a, traga minha bolsa!
Vou coloc�-la na porta.
Traga para mim!
Acho melhor n�o.
Ent�o, coloque-a no quarto da Elaine.
Meu Deus!
- Eu quero sair. - Acalme-se.
- Deixe-me sair. - Escute.
Se voc� n�o quiser dormir comigo esta noite...
Se n�o quiser esta noite, ligue quando quiser.
- Entendeu? - Eu quero sair!
- Voc� entendeu? - Quero sair!
Acho voc� muito sedutor.
Seu marido!
- � o carro do Ben l� fora? - Sim, senhor!
Eu trouxe a Sra. Robinson.
Ela queria que eu a trouxesse, e eu a trouxe.
Eu lhe agrade�o.
Ela me pediu para ficar e esperar o senhor.
Est� guardando o castelo?
Parab�ns!
- Seu copo est� vazio. - Preciso ir.
Voc� n�o est� bem?
Voc� me parece agitado.
Meu futuro me preocupa.
Meu futuro me inquieta.
Um �ltimo copo juntos.
Que idade voc� tem?
21 anos daqui a oito dias.
- Que bela idade! - Obrigado.
Muito obrigado.
Gostaria de ter de novo sua idade.
Sabe, Ben...
S� se � jovem uma vez.
Eu sei.
- Posso lhe dar um conselho? - Qual?
H� quanto tempo n�s nos conhecemos?
Seu pai e eu somos s�cios h� quanto tempo?
H� muito tempo.
Eu o vi crescer Ben.
Pensando bem, voc� � como um filho para mim.
Voc� n�o vai se importar, espero, se eu lhe der
um conselho de amigo.
Estou ouvindo.
Ben, acho...
acho que voc� deveria se libertar
um pouco mais.
Caia na farra. Leve a vida como ela �.
Divirta-se com as garotas e tudo!
Fique sentado.
- Eu estava dizendo ao... - Ben.
...ao Ben...
sobre se libertar. E se divertir tanto quanto puder.
- Voc� concorda? - Sim.
Preciso ir embora.
Namore muito este ver�o!
- Voc� � um grande sedutor. - N�o.
Como?
Todas devem correr atr�s de voc�.
Ele n�o � do tipo que tem todas a seus p�s?
Na verdade, sim.
Elaine volta da universidade de Berkeley no s�bado.
- Ligue para ela. - Claro!
Obrigada por ter me acompanhado.
At� logo, espero.
Pe�o a aten��o geral.
Aqui est� a grande atra��o...
Hei, voc�! � de voc� que se trata!
Aten��o!
Est� pronto, ''Atra��o''?
Posso falar com voc�, pai?
Pe�o uma salva de palmas para o garoto, certo?
Perd�o! Errei!
Para esse rapaz aqui!
Ele faz 21 anos hoje!
Queremos ver o show!
Calma. Tenho algo a dizer.
Ele sempre tem.
Pode falar!
Podemos conversar sobre isto?
Est�o ficando impacientes. � bom sair logo.
Gostaria de conversar com voc�.
Este menino, perd�o, este rapaz,
vai continuar seus estudos superiores.
Mas antes que ele se lance...
Voc� est� prestes a decepcion�-los, Ben!
- Ou�a, papai... - Voc� tem 10 segundos.
Ele vai fazer a demonstra��o do que eu considero
um presente de anivers�rio muito bem-humorado.
Se n�o der resultado, perdi 200 d�lares!
E aqui est� Benjamin...
Braddock!
Este prodigioso rapaz
vai realizar
uma fa�anha incr�vel de aud�cia
a dois metros de profundidade!
Al�?
N�o sei como dizer isso...
Benjamin?
- Pensei naquela noite. - Onde voc� est�?
E pensei em lhe oferecer uma bebida.
- Onde voc� est�? - No Hotel Taft.
Voc� tem um quarto?
- Se for muito tarde... - D�-me 1 h.
- Como? - Estarei a� em 1 h.
No grande sal�o.
Posso ajud�-lo?
Festa dos Singleman?
- O qu�? - Para a festa dos Singleman.
Sim, a festa dos Singleman.
� no sal�o principal.
- O senhor deve ser o Sr. Porter. - N�o...
Eu lhe apresento minha irm�.
Encantada.
Meu marido, Sr. Galante.
� o Jeffrey!
- N�o entendi o nome. - Benjamin Braddock.
- Receio que... - Vou encontrar sua mesa.
N�o seria Braniff? Temos um Braniff!
Procuro simplesmente um amigo.
- Como assim? - Eu n�o fui convidado.
N�o estou entendendo nada.
Muito prazer em conhec�-lo Sr. Braniff.
Boa noite, Benjamin.
- Posso me sentar? - Por favor.
- Como vai voc�? - Muito bem, obrigado.
- Me oferece uma bebida? - Claro.
- Ele n�o me viu. - Por favor!
Um martini.
N�o fique t�o nervoso.
� dif�cil n�o ficar quando...
- E o quarto? - Como?
- Voc� reservou um quarto? - N�o.
- Est� com vontade? - Na verdade, n�o.
Quero dizer, sim. Mas podemos s� conversar.
Quer que eu cuide de tudo?
N�o. Eu cuido disso.
- Voc� vai agora? - Agora?
N�o sei.
- Por que n�o? - Por que n�o?
Com licen�a, eu vou.
Eu queria um quarto.
- Simples ou duplo? - Simples. � s� para mim!
Queira preencher a ficha.
Algum problema?
O senhor tem bagagens, Sr. Gladstone?
Claro. Tenho bagagens.
- Onde est�o? - O qu�?
Onde est�o suas bagagens?
No meu carro.
Vou mandar busc�-las.
N�o se d� a esse trabalho.
Tenho s� uma escova de dente.
Eu cuido disso.
Vamos mostrar-lhe o quarto.
Eu prefiro ach�-lo sozinho.
Tenho s� uma escova de dente.
Posso me virar sozinho.
�s suas ordens, senhor.
Sra. Robinson?
� para a senhora.
Sra. Robinson?
� o Benjamin.
Benjamin Braddock.
Onde voc� est�?
No vidro, atr�s da Sra.
- Pode me ver? - Sim.
- Tenho um quarto simples. - Perfeito.
Mas o recepcionista parece estar desconfiado.
Desconhe�o o costume daqui...
- Quer subir sozinho? - Acho que sim.
Eu irei em 5 minutos.
At� logo.
- N�o esqueceu de nada? - O qu�?
Preciso lhe dizer o quanto eu lhe sou grato.
O n�mero.
O n�mero do quarto. Eu preciso saber.
Tem raz�o.
- � o 568. - Obrigada.
N�o h� de qu�.
At� logo, Sra. Robinson.
A conta!
Est� comigo.
- Est� comigo. - Perd�o?
- Minha escova de dente. - Muito bem.
Boa noite.
- Vou tirar a roupa. De acordo? - Sim.
Eu devo... Eu fico aqui?
Que devo fazer?
- Olhe. - Ah, obrigado!
- Traga-me um cabide. - Como?
Um cabide.
- De madeira? - Qu�?
De madeira ou de metal?
Pouco importa.
- Voc� me ajuda? - Claro.
- Obrigada. - N�o h� de qu�.
Seria mais f�cil para voc� no escuro?
- N�o posso, Sra. Robinson. - Qu�?
Isso tudo � muito ruim.
- N�o me acha atraente? - N�o!
� a mais atraente das amigas dos meus pais!
� verdade! A senhora � muito atraente!
Mas pense nos meus pais!
- No que eles diriam! - O que eles diriam?
N�o fa�o id�ia. Mas enfim, Sra. Robinson.
Eles t�m feito muito por mim.
Eles n�o merecem isso.
Eu, em uma cama com a mulher do s�cio deles!
- Eu o assusto? - N�o! De jeito nenhum.
Vamos fazer outra coisa.
E se f�ssemos ao cinema?
- Quero lhe fazer uma pergunta. - Pode fazer.
- � sua primeira vez? - Como?
Sim. � a primeira vez.
Que id�ia maluca, Sra. Robinson! Muito maluca!
Confesse.
- Est� brincando? - N�o tenha vergonha.
- Espere! - A 1� vez...
Quem disse que era minha 1� vez?
- Voc� teme ser desajeitado... - ''Desajeitado''?
- Tanto pior. - N�o se mexa!
Hello, darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision
That was planted in my brain
Still remains
Within the sound
Of silence
In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed
By the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound
Of silence
And in the naked light I saw
10,000 people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs
That voices never shared
No one dared
Disturb the sound
Of silence
"Fools, " said I, "You do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you"
But my words
Like silent raindrops fell
And echoed
In the wells
Of silence
And the people bowed and prayed
To the neon god they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said the words of the prophets
Are written on the subway walls
And tenement halls
And whispered
In the sounds
Of silence
April
Come she will
When streams are ripe and swelled with rain
May, she will stay
Resting in my arms again
June
She'll change her tune
In restless walks she'll prowl the night
July, she will fly
And give no warning to her flight
August
Die she must
The autumn winds blow chilly and cold
September
I'll remember
A love once new
Has now
Grown old
Que voc� est� fazendo?
Estou flutuando na piscina.
Por qu�?
Flutuar � agrad�vel.
J� pensou o que fazer ap�s seus estudos?
De que lhe serviram seus quatro anos de faculdade?
Tanto estudo.
Tem raz�o.
Ou�a, Ben.
� muito bom, para um jovem
que estudou tanto,
aproveitar para relaxar um tempo.
Passear, beber e tudo.
Mas ap�s umas semanas,
seria bom que ele fizesse projetos s�rios
e come�asse a se mexer.
Os Robinson est�o a�.
Ent�o, que h� de novo, Ben?
Nada de importante.
Eu vou vivendo.
Eu gostaria de ser como voc�. Voc� est� certo.
Elaine vai chegar logo da Universidade de Berkeley.
- Ligue para ela sem falta. - Claro.
Voc�s foram feitos um para o outro!
Diga bom dia a Sra. Robinson, Benjamin.
- Posso lhe falar? - Claro.
Benji... Eu queria lhe fazer uma pergunta.
N�o me responda se n�o tiver vontade.
Que �?
O que voc� faz, quando sai, � noite?
Quando eu saio?
N�o � obrigado a me responder.
Sim. Eu vou responder.
Eu rodo de carro.
- E depois? - S� isso.
Voc� n�o roda do meio-dia � meia-noite, Benjamin!
Que voc� faz? Encontra algu�m?
Eu ''encontro algu�m''? Que id�ia maluca!
� problema seu. Vamos evitar falsidades.
Eu n�o vou ver ningu�m! Por que voc� est� dizendo isso?
N�o quero ser indiscreta.
Prefiro seu sil�ncio a qualquer mentira.
- Boa noite. - Espere!
Espere um minuto!
Espere um minuto.
Sra. Robinson, ser� que podemos conversar um pouco...
desta vez?
N�o vejo o que ter�amos a nos dizer.
H� alguns meses, n�s nos encontramos na cama.
- N�o quer mais? - N�o � isso!
Mas por que n�o conversar um pouco? Isso mudaria.
De que voc� quer falar?
Pouco importa.
Quer me contar suas aventuras de estudante?
Encontre outro assunto.
Prefere a arte?
� um excelente assunto. Estou ouvindo.
N�o, fale. Eu n�o sei nada.
O que voc� quer saber?
A Sra. prefere arte moderna ou cl�ssica?
- Nenhuma. - A senhora n�o gosta da arte?
- Por que falar disso? - Eu n�o digo nada.
Mas vamos falar um pouco.
Conte como foi seu dia.
Eu me levantei.
- Fiz caf� para meu marido. - A� est�!
A� est� um assunto de conversa: seu marido.
Ah, ele...
Ele e o resto.
Como � seu relacionamento?
O que a Sra. lhe diz quando sai?
- Nada. Ele dorme. - Sempre?
Ele n�o acorda quando a senhora volta?
Dormimos em quartos separados.
Entendo... Voc�s n�o...
Sem ser indiscreto, voc�s n�o dormem juntos?
N�o.
- H� quanto tempo? - Por favor...
Um minuto. Por que a Sra. se casou com ele?
Adivinhe.
N�o sei.
Pense bem, Benjamin.
N�o sei. A menos que...
A senhora n�o foi obrigada, n�o?
N�o conte � Elaine.
A senhora se casou gr�vida?
Est� chocado?
A Sra. e o Sr. Robinson...
Chega de falar! Venha!
Espere um instante!
Como aconteceu?
- O qu�? - Com o Sr. Robinson.
A senhora quer me contar?
Na verdade n�o.
Ele estudava Direito?
A Sra. tamb�m era estudante?
Na faculdade?
O que a senhora estudava?
Por que voc� me faz todas essas perguntas?
Isso me interessa, Sra. Robinson.
O que a senhora estudava?
Belas artes.
Mas a senhora disse...
A Sra. deixou de se interessar pela arte com o tempo?
� isso.
Como aconteceu?
- O qu�? - A Sra. e o Sr. Robinson.
Adivinhe.
Ele a levou para seu quarto? No hotel?
Isso n�o � interessante.
Eu queria saber.
No carro dele.
- Voc�s transaram em um carro? - N�o fomos os primeiros.
- Que carro? - O qu�?
Que marca?
- Meu Deus! - Isso me interessa.
Um Ford, Benjamin.
Um Ford!
Um Ford! � inacredit�vel!
J� chega!
A linda Elaine Robinson foi gerada em um Ford!
N�o fale da Elaine.
N�o posso falar da Elaine?
Por qu�?
Porque eu n�o quero.
Por que n�o?
Isso me interessa.
Tudo j� foi dito.
Por que esse tabu, de repente?
Vou convid�-la uma noite para que ela me explique esse mist�rio.
Jamais saia com ela! Entendeu?
Eu n�o tinha a inten��o.
Ainda bem.
Eu estava brincando.
Ainda bem.
Mas por qu�?
- Tenho meus motivos. - Quais s�o?
Conte para mim, mas acho que posso adivinhar.
Eu n�o sou digno dela, n�o �?
Nem mesmo de falar dela, n�o �?
- J� chega. - N�o.
Eu sou digno da senhora mas n�o de sua filha?
Sim ou n�o?
Sim.
Que o diabo a carregue, Sra. Robinson!
A senhora acha que eu tenho orgulho de mim?
- Eu n�o sei nada. - N�o tenho!
N�o tenho orgulho de passar meu tempo com uma alco�latra.
Entendo.
Venho aqui por pura ociosidade.
A Sra. quer saber: eu nunca fiz nada t�o indecente!
Fa�a o que quiser, eu vou embora.
- Vai mesmo? - E como!
Eu sou para voc� um ser indecente e repugnante?
- N�o comece. - O qu�?
N�o se fa�a de mulher ultrajada.
Eu teria motivos de ser.
A senhora me disse que n�o sou digno de sua filha.
Eu disse isso?
Exatamente!
Desculpe-me se eu lhe dei essa impress�o.
A senhora disse que eu era indigno.
N�o foi uma ''impress�o''.
Eu me expressei mal.
Foi um mal-entendido.
Voc� � muito digno dela.
Verdade?
Absolutamente.
O que a Sra. est� fazendo?
Est� claro que voc� n�o me quer mais.
Fiquei com vergonha...
- Desculpe-me por ter dito isso. - N�o foi nada.
Sei porque sou desagrad�vel para voc�.
Eu n�o sei.
Eu gosto da senhora sen�o eu n�o viria aqui.
- Mas se isso lhe faz mal... - N�o.
Espero nossas noites juntos. � minha �nica alegria na vida.
- Voc� n�o precisa dizer isso. - N�o � o caso.
Digo isso porque � verdade.
Posso ficar, ent�o?
- Sim. Eu lhe pe�o. - Obrigada.
N�o me agrade�a, fui eu que lhe pedi.
Nunca saia com a Elaine.
Voc� tem que me prometer.
Por que falar disso? Eu nem sonho com isso.
D�-me sua palavra, ent�o.
� absurdo.
Prometa Benjamin.
Eu prometo!
Eu prometo jamais sair com Elaine Robinson.
N�o vamos falar mais.
N�o falemos mais nada.
Elaine chegou de Berkeley.
Voc� deveria convid�-la a sair.
Ela n�o � digna de voc�?
N�o me dou bem com ela.
Voc� n�o a v� h� muitos anos.
Suas misteriosas noitadas
o deixam muito ocupado?
N�o tem nenhuma rela��o.
Vou dizer a Sra. Robinson que voc� est� muito ocupado
� noite. S� Deus sabe com o qu�.
N�o insista assim.
- Se ele recusa convidar a Elaine... - Eu me recuso.
Preciso ent�o
convidar todos os Robinson na quinta-feira.
J� era tempo!
Pergunta:
Sua mulher tem um h�bito bizarro?
Entre, ent�o.
A jovem ainda n�o est� pronta.
Bebe alguma coisa?
- Voc� gosta de scotch, certo? - De bourbon.
Ela n�o raspa as pernas.
Vou ver se ela est� pronta.
Meu pai me obrigou.
Eu o preveni, n�o?
Jantamos, tomamos um gole e eu a levo.
Era isso ou todos irem jantar.
Eu n�o poderia ir ao jantar.
Eu nunca mais sairia com ela.
- N�o entenda mal. - Est� bem.
Estou profundamente irritada.
Cuidado, filhinha!
Desconfie do que Ben aprendeu na faculdade.
Voc� mora com seus pais?
Tem projetos?
Vai continuar seus estudos?
Voc� sempre dirige assim?
Sente-se.
Veja o espet�culo.
Eu fiz alguma coisa que voc� n�o gosta?
N�o. Por qu�?
N�o sei.
Est� perdendo o espet�culo.
Nada mal, n�o �?
Voc� saberia fazer?
Elaine! Desculpe-me!
Quero ir para casa.
Eu errei em trazer voc�.
Leve-me para casa.
- Onde est� o carro? - Quero lhe dizer uma coisa.
- Quero ir para casa. - Ou�a primeiro.
Eu a convidei porque meus pais me for�aram.
Obrigada por me contar.
� por isso que agi assim.
Normalmente n�o sou assim. Eu me odeio.
- Pare de chorar. - N�o posso.
Tente.
Estou arrependido porque passei dos limites.
Sou agressivo, sem querer. Voc� entende?
Perfeitamente.
Pare�o estar em um jogo com regras idiotas.
Regras estabelecidas por trapaceiros.
Com regras que s�o auto-impostas.
Se importa de descer um pouco?
Vai entrar?
Quer um caf�?
N�o. N�o quero acord�-los.
N�o se preocupe. Vamos entrar.
- Espere... - Algum problema?
Eu me dizia... � cedo.
Vamos a outro lugar?
Aonde n�s vamos?
Onde pudermos tomar um gole.
H� o Hotel Taft.
Que foi?
Nada. Eu me perguntava: h� um bar no Taft?
Vamos tentar.
Vamos ver.
Acho que n�o h� um bar.
H� sim! Veja!
Boa noite, Sr. Gladstone.
O senhor est� bem, Sr. Gladstone.
Vamos a outro lugar.
- Eles o conhecem aqui? - N�o, imagine!
Vamos embora.
Como vai o senhor?
- Que est� havendo? - Devo ser como esse Gladstone.
Boa noite, Sr. Braniff.
Sinto-me muito bem com voc�.
Acredita em mim?
- De verdade? - Sim.
Voc� � a primeira...
A primeira coisa agrad�vel que me aconteceu h� muito tempo.
A primeira pessoa cuja companhia eu suporto.
Toda minha vida � uma desordem.
Uma nulidade.
Desculpe-me. Vou lev�-la.
Est� tendo um caso?
Perd�o.
Perd�o. N�o � da minha conta.
Aconteceu, assim.
Isso faz parte do conjunto.
Voc� entende?
Ela era casada?
- M�e de fam�lia? - Um marido e um filho.
Eles souberam?
Terminou?
Ainda bem.
Nos vemos amanh�?
Combinado.
Durante o dia? Damos um passeio?
Tem certeza?
- Sen�o n�o vale � pena. - Estou com vontade.
Verdade?
Claro!
Vamos!
Tenho um encontro com a Elaine, Sra. Robinson.
Fa�a o que eu lhe digo!
- Eu acho que... - Ou�a bem:
N�o volte mais a ver a Elaine. � uma ordem. Entendeu?
- A senhora acha que... - Posso estragar sua vida.
Como?
Posso contar tudo � Elaine para afastar voc�.
N�o acredito.
Voc� se engana.
A senhora n�o seria capaz.
Miser�vel!
- Vou subir! - N�o estou vestida.
- Saia pelos fundos! - Que aconteceu?
Depressa. Seus sapatos.
Que est� fazendo?
- Devo lhe dizer... - O qu�?
A mulher. A mulher mais velha de que eu lhe falei...
- Ah, aquela! - A mulher casada.
- N�o era uma qualquer... - Explique-se.
Diga o que est� havendo!
- Saia daqui! - N�o chore.
Saia!
Adeus Benjamin.
Are you going
To Scarborough Fair
Parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me
To one who lives there
She once was
A true love of mine
Tell her to make me
- A cambric shirt - On the side of a hill
In the deep forest green
Parsley, sage, rosemary and thyme
Tracing of sparrow on snow-crested ground
Without no seams
- Nor needlework - Blankets and bedclothes
The child of the mountain
Then she'll be a true love of mine
Sleeps unaware of the clarion call
Tell her to find me
- An acre of land - On the side of a hill
A sprinkling of leaves
Parsley, sage, rosemary and thyme
Washes the ground with so many tears
Between the saltwater
- And the sea strand - A soldier cleans
And polishes a gun
Then she'll be a true love of mine
Repita isso.
Vou me casar com Elaine Robinson.
Que est� havendo?
O Ben me disse que ia se casar com Elaine.
� incr�vel!
- Mas foi o que ele disse. - Vou para Berkeley.
� maravilhoso!
Vou ligar para os Robinson! Vamos festejar!
� melhor esperar.
- Eles n�o sabem de nada? - N�o.
- Quando voc�s decidiram? - H� cerca de 1 h.
Falou com a Elaine de manh�?
Ela ainda n�o sabe.
Ela n�o sabe que voc� vai a Berkeley?
N�o. Ela n�o sabe que vamos nos casar.
- Quando voc� falou com ela? - Nunca.
Nunca?
Esse caso n�o me parece decidido.
Est� perfeitamente decidido. � uma decis�o que eu tomei.
Acha que ela vai aceitar?
Ela n�o vai aceitar. Ela me odeia.
Are you going
To Scarborough Fair
Parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me
To one who lives there
She once was
A true love of mine
Tell her to make me
- A cambric shirt - On the side of a hill
In the deep forest green
Parsley, sage, rosemary and thyme
Tracing of sparrow on snow-crested ground
Without no seams
- Nor needlework - Blankets and bedclothes
The child of the mountain
Then she'll be a true love of mine
Sleeps unaware of the clarion call
Tell her to find me
- An acre of land - On the side of a hill
A sprinkling of leaves
Parsley, sage, rosemary and thyme
Washes the ground with so many tears
Between the saltwater
- And the sea strand - A soldier cleans
And polishes a gun
Then she'll be a true love of mine
Tell her to reap it
- In a sickle of leather - War bellows
Blazing in scarlet battalions
Parsley, sage, rosemary and thyme
Generals order their soldiers to kill
And gather it all
- In a bunch of heather - And to fight for a cause
They've long ago forgotten
Then she'll be a true love of mine
Are you going
To Scarborough Fair
Parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me
To one who lives there
She once was a true love of mine
- Voc� � estudante? - Na verdade, n�o.
Eu disse: na verdade, n�o.
Voc� � o qu�?
Um tipo de viajante.
Quero saber quem eu hospedo.
Eu quero saber o que meus rapazes fazem.
N�o fa�o grande coisa.
Estou em visita.
Eu queria conhecer Berkeley.
Voc� � um agitador?
Um desses agitadores?
N�o os queremos entre n�s!
Eu sou contra.
Que coincid�ncia!
Onde vai?
Tenho um encontro.
Onde?
- Onde � seu encontro? - No zool�gico.
Parece um belo z�o.
N�o o conhe�o.
Eu tamb�m n�o.
Posso acompanhar voc�?
� ele?
- Onde � seu encontro? - Perto dos macacos.
Que est� fazendo aqui?
Em Berkeley?
Aluguei um quarto e estou assistindo umas aulas.
Voc� se matriculou?
Sou ouvinte. Eles me toleram.
S�o gentis aqui.
Benjamin, voc� �... N�o sei o que lhe dizer.
Vamos nos encontrar para conversar?
Incr�vel.
A� est�!
Tenho a impress�o que � ele.
Anda depressa.
Estou atrasado?
Voc� disse com os macacos.
Este � Benjamin Braddock. Carl Smith.
Ben me acompanhou no �nibus.
- Prazer, Ben. - Prazer, Carl. At� logo.
Quem �?
Uma pergunta e vou embora.
- Entre. - N�o.
- Por que voc� est� em Berkeley? - Porque... estou aqui.
Para me ver?
- Adivinhe. - Acho que sim.
Acho que sim!
Ent�o � sim.
- Voc� precisa partir. - Mas eu te amo.
Como p�de?
Como p�de violentar minha m�e?
- Qu�? - Tarado!
- Disse ''violentado''? - N�o estou entendendo...
- Diga-me. - Por qu�?
Porque � mentira.
Conte-me isso.
Ela estava com um amigo no hotel,
voc� se aproximou por tr�s e disse a ela:
''A senhora bebeu demais, deve ficar no hotel.''
- Continue. - Voc� a violentou no hotel.
N�o foi nada disso.
Houve uma festa na nossa casa e eu a acompanhei...
Cale-se!
Ela me fez ir ao seu quarto.
L�, ela tirou a roupa
e, de repente, estava nua.
- Quem gritou? - N�o � nada.
Ningu�m grita assim na minha casa!
� uma amiga. Est� tudo bem.
O que voc� fez?
Ela estava perturbada. Ela gritou. Acabou.
Chamo a pol�cia?
Calma! Veja voc� mesma.
Est� tomando �gua.
Esque�a a pol�cia.
Voltem para seus quartos.
Que isso n�o se repita.
- N�o quero isso aqui. - N�o, senhor.
- Voc�, fora daqui. - Qu�?
- Vou expuls�-lo! - Por qu�?
N�o gosto de voc�.
Desculpe ter gritado.
O que voc� esperava vindo aqui?
N�o quero conversar.
Desculpe por tudo mas devo fazer minha mala.
Posso ficar esperando?
Se quiser.
Que voc� vai fazer?
N�o sei.
Vai voltar para casa?
Para onde voc� vai?
Pare de me fazer essa pergunta.
N�o quero que v�.
Como assim?
N�o quero que v� embora...
at� decidir o que vai fazer.
O que est� havendo?
Beije-me.
Quer casar comigo?
Voc� n�o quer?
N�o sei.
Mas � poss�vel?
Pode ser.
Talvez voc� se case comigo?
Quando?
N�o sei.
Amanh�? N�o quero apress�-la...
N�o sei.
N�o entendo o que est� havendo.
Voc� se sente assustada?
N�o fique mais assustada.
Vamos nos casar.
Isso me parece dif�cil.
De jeito nenhum!
Preciso ir embora.
Voc� falava s�rio?
Vou pensar nisso.
Verdade?
Meu Deus!
Podemos fazer exame de sangue amanh�.
Ou esta tarde.
Eu ainda n�o disse sim.
Precisamos de nossas certid�es. Tenho a minha.
Voc� tem a sua?
- N�o daria certo. - Por que n�o?
- Por que n�o? - N�o acredito.
Podemos fazer o exame de sangue amanh�?
Por que n�o me sequestra se quer tanto casar comigo?
Levar voc�? Est� bem.
Depois que fizermos o exame.
Preciso ver o Carl.
Que Carl?
Que Carl?
Carl Smith, um estudante de medicina. Um velho amigo.
O cara do z�o?
- Por qu�? - Pensei em me casar com ele.
Qu�?
Como ele fez? Ele ficou de joelhos?
Espero que n�o!
O que ele disse?
Disse que formar�amos uma boa equipe.
Ele disse isso?
Onde ele disse isso?
Quero saber onde.
N�o no carro dele, espero!
Boa noite.
Vamos nos casar amanh�?
Depois de amanh�?
N�o sei. Talvez sim, talvez n�o.
Quer me dizer por que voc� fez isso?
Voc� me odeia?
Me odeia de verdade?
Eu disse alguma coisa desprez�vel?
S�o meus valores que voc� despreza?
Isso n�o lhe interessa.
Estou diretamente interessado.
Por favor...
Somos pessoas civilizadas.
- Por que me amea�ar? - N�o estou lhe amea�ando.
Ent�o abaixe a guarda.
Meus olhos est�o acostumados � escurid�o.
N�o tenho nada contra o senhor, Sr. Robinson.
N�o odeio voc�.
Voc� n�o me respeita mais.
- N�o. - Como?
N�o precisa gritar.
Ainda n�o estou surdo.
Tenha a dec�ncia de me ouvir.
Saiba as consequ�ncias de seu ato:
minha mulher e eu nos divorciamos.
Por qu�?
Ou�a.
Entre a Sra. Robinson e eu, n�o houve nada.
Nada, mesmo.
Foi como um aperto de m�os.
N�o � agrad�vel para minha mulher.
- N�o entendeu. - Acho que entendi.
Eu n�o amo sua mulher. Eu amo sua filha.
Agora, escute bem:
N�o sei se posso process�-lo.
Vou bot�-lo na cadeia se olhar para minha filha.
Voc� n�o ver� mais a Elaine.
N�o se aproxime!
Deixei bem claro:
Tire a Elaine de seu c�rebro pervertido.
Est� bem claro?
� tudo, Ben.
Desculpe-me por n�o lhe dar a m�o.
Voc� � um lixo.
Voc� � uma decad�ncia.
Voc� � um degenerado!
O senhor tem uma ficha de telefone?
Quero que voc� v� embora.
10 d�lares por uma ficha.
20 d�lares.
Deixe-me telefonar!
Vou chamar a pol�cia.
Posso telefonar, antes?
Fora daqui!
Elaine Robinson partiu.
Sua companheira de quarto tem um recado para voc�.
''Caro Benjamin, perdoe-me.
''Fa�o isso pelo seu bem.
''Meu pai est� arrasado. Voc� entende.
''Eu amo voc� mas � imposs�vel. ''
- Onde ela est�? - Ligue para a pol�cia.
- Onde est� Elaine? - Um instante.
Voc�s t�m uma viatura perto de 1200 Glenview Road?
Temos um assaltante aqui.
Vou perguntar. Est� armado?
N�o, acho que n�o.
- O que voc� fez a ela? - Temos a situa��o sob controle.
Quer um �ltimo gole?
A senhora n�o vai me impedir de v�-la.
N�o poderemos convid�-lo para o casamento,
foi tudo muito precipitado.
O que voc� fez?
Muito tarde para o �ltimo gole!
- Eu a encontrarei! - Acho que n�o.
And here's to you, Mrs. Robinson
Jesus loves you more than you will know
Whoa, whoa, whoa
Stand up tall, Mrs. Robinson
God in heaven smiles on those who pray
Hey, hey, hey
Hey, hey, hey
Rapazes!
Onde posso achar Carl Smith?
Ele partiu � noite para se casar.
Devia estar com medo de levar chumbo.
Sabe onde vai casar? Preciso estar l�.
Pergunte ao Carter.
Onde ele est�, Carter?
- Onde se casa o rei do peda�o? - Em Santa Barbara.
Sim, mas onde, exatamente? Est�o me esperando l�.
Onde em Santa Barbara?
Na casa do pai dele, talvez.
Ou na maternidade.
Voc� vai ao casamento?
Pe�a para me guardar um peda�o.
Um peda�o do bolo!
Tem um telefone?
6572036.
- Quem �? - Escrit�rio do Dr. Smith.
Onde est� o doutor?
N�o podemos contat�-lo, mas...
Onde ele est�?
Est� casando seu filho.
J� deve ter terminado. Ele vai voltar.
Sou o irm�o do Dr. Smith.
Reverendo Smith. Vou celebrar o casamento.
Estou vindo de Portland. Esqueci o nome da igreja.
Creio que � a presbiteriana.
Na Allan Street.
Onde fica a Allan Street?
Seis quarteir�es adiante... e tr�s � direita.
Gasolina, padre?
Jesus Cristo.
Quem � ele? O que est� fazendo?
- Cuidarei dele. - Chegou tarde demais.
Seu desgra�ado maluco!
- Elaine, � tarde demais! - N�o para mim.
Legendagem DVD: TELETOTA
Hello, darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted
In my brain
Still remains
Within the sound
Of silence
In restless dreams I walk alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a streetlamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed
By the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound
Of silence
Can't find what you're looking for?
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