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HOSPITAL MUNICIPAL
Onde está ela?
Estava armada com alguma coisa?
O Zduniak deve ter-lhe explicado ao telefone
como desligar o Andrzej das máquinas, mas não a apanhei em flagrante.
Não vai presa por ter agredido um polícia.
E nem tive tempo de mostrar o distintivo.
Em 48 horas, vai sair.
O código penal não impede uma mulher de circular num hospital,
vestida de enfermeira.
Ainda que de noite.
Acho que ela não veio sozinha.
Eles estão ali a observar-nos.
Acho que não estaríamos aqui a conversar se eles fossem mais.
Não podemos prendê-la. Daqui a 48 horas, ela desaparece.
Quem te disse que quero prendê-la?
Não vais andar com ela na bagageira.
Eu improviso.
Temos um apartamento para operações.
O Malicki manteve-o.
Viveu lá depois do divórcio.
Vês a cabine ao pé da barreira?
Espero que tenha alguém. Mostra-lhe o distintivo.
- O que estão a fazer? - Estão a brincar connosco.
- Não os segues porquê? - E segues qual?
O que virou à esquerda ou à direita?
- Vamos. - O Jakub sabe a morada.
Não vão deixá-la sair durante dois dias.
Não disseste que ninguém se mexeria por um polícia reformado?
THE COP. A NEW CHAPTER
EPISÓDIO 3
Sim?
- Ninguém está a seguir-me. - Nem a mim.
Vemo-nos lá.
Ele ficou surpreendido?
Desejou-nos sorte. Há dois conjuntos de chaves.
Eu fico com uma, tu com a outra.
De manhã, diz à novata para comprar umas roupas em segunda mão.
Com aquela roupa, qualquer polícia faria perguntas.
Há alguma farmácia de serviço por aqui?
Havia uma na rua Zamieniecka.
Queres ir à casa de banho?
Sim.
Vou fazer à tua frente?
Assim, não vou conseguir.
Senta-te.
Senta-te!
Levanta-te e tira as calças.
Tira-as.
Tira as calças.
Tens uma ferida no joelho. Quero ver.
O que estás a fazer?
Deixa-me ver. Podias ter torcido o tornozelo.
Tapa-te.
Tapa-te.
Agora já podes dormir.
Olá.
Como está ele?
Ainda está em coma induzido.
Eu aqueço-te o jantar.
Já sabem o que aconteceu?
Não fazemos a mínima ideia.
O teu chá.
E como foi o teu dia?
Foi bom.
Depois do trabalho, fui logo ter com...
... a Marysia.
Ligou-me e convidou-me para tomar café.
- Ela está bem? - Mais do que bem.
Jóźwiak,
vais ser avô.
Ela foi hoje ao médico e quis contar-me pessoalmente.
Eles vão casar-se?
Não falou disso.
Mas o Szymek estava lá, e acredita,
pairava a dois metros do chão de tão feliz que estava.
Talvez possas reformar-te mais cedo.
O que achas?
Eu amo-te, sabes?
Estamos juntos há décadas.
Criámos três mulheres incríveis.
Demos-lhes um apartamento.
Lembra-te que não és à prova de bala.
Isso não vai ajudar o seu pai.
Não o quero sozinho.
Tem o hospital inteiro a acompanhá-lo.
Doutor, quando é que o meu pai vai acordar?
O mais importante agora é que comece a respirar sozinho.
Mal isso aconteça, tentamos acordá-lo.
Obrigada por tudo o que fez por ele.
Só fiz a minha obrigação.
Vá para casa. Aqui não pode ajudar.
- Um fato de treino e ténis. - Boa.
Uma arma, algemas, um distintivo e um telefone.
Novata, escolhe um bom local.
E atenção, ela não é nenhuma pateta.
Sim, inspetor.
Muda de roupa.
Para quê?
Estás vestida com uns trapos.
E como vais ficar aqui um bocado, temos de zelar pelo teu conforto.
Posso mudar-me no WC?
Com certeza.
Volta para o teu lugar.
Saiu.
Então, deu-te com força?
Sabe bater, mas já levei piores.
Eu sigo-as, e tu lida com o irmão dela.
Vamos esperar um pouco, inspetor...
... mas acho que vai às compras.
Obrigado.
- Qual o prognóstico? - Meio, meio.
Porém, estou moderadamente otimista.
Trouxeram-no em estado crítico.
Operei-o,
e rezei por um milagre ainda que não seja crente.
E também duvidei das minhas capacidades.
Presumo que sem motivo.
Eu confio mais na medicina do que em milagres.
- Posso ligar-lhe depois, doutor? - Claro que sim.
Porquê patologista?
O inspetor Gajewski perguntou-me isso uma vez.
Vou responder o mesmo.
O meu trabalho é muito tranquilo,
ao contrário do seu.
Pode dar-me o seu número?
Aviso se acontecer alguma coisa.
Claro que sim.
Obrigado.
Sabe, tivemos as nossas divergências,
mas eu tive mais culpa no que aconteceu.
Talvez deva voltar à fé católica.
Terá sido coincidência ter acontecido quando eu estava de serviço?
Definitivamente, uma coincidência.
Mas se este caso lhe diz tanto,
já pode dar a boa nova.
A novata diz que vêm para aqui.
O que queres dizer?
Eu tinha razão. Ela não estava sozinha no hospital.
Tinha alguém à espera que viu tudo, ou viram.
- Mudaram a morada. - É o que eu acho.
E o Jakub Stańczak sabe onde é.
E sabe lá ir ter.
Estamos no carro do inspetor Jóźwiak. Está bem.
Não estamos preparados.
Ontem, também não estávamos.
Não vamos envolver a novata nisto.
Claro, mas sabes tão bem como eu
que nas ruas desta cidade já não é proibido atacar um polícia.
Bom trabalho, novata.
Obrigada, inspetor, já trabalhei nas ruas.
Para que fique claro, já fazes parte da equipa.
Obrigada, mas não estou a perceber o que está a dizer.
Uma ordem é uma ordem, e a lealdade é incondicional.
O inspetor Jóźwiak e eu não gostamos
quando fazem coisas sem aviso.
Não sei se me dou bem com isso.
Novata, ficas aqui.
Precisamos de reforços.
O que é que eu te disse?
Primeiro andar.
- E? - Por precaução.
- Olá. - Viva.
Tire as crianças daqui.
Dois homens à porta.
- Chegou um terceiro. - Vigia-o.
Quieto! Polícia!
Alto!
- Cumpriste o teu dever. - Mas...
Fica de olho nele.
Obrigado.
- Para o carro. - Não!
Vai para o carro!
Vai!
Larga a arma.
Não vais meter-me na cadeia.
Faz o que eu te digo.
Diz-lhe que vens comigo.
Jóźwiak!
Dispara!
Eu mato-o primeiro!
Dispara! Jóźwiak!
Eu mato-o! Sabem que não tenho nada a perder!
Vais apanhar os miolos do teu amigo do passeio!
Jóźwiak! Não penses! Dispara!
Mata esta porca de vez!
Larga a arma!
Jóźwiak!
Boa pontaria, novata.
Isto é impressionante.
Eu também acho. Encontrámos o carro da Rosicka.
Está na garagem da propriedade do Zachariasz,
ex-capitão dos serviços secretos.
É um parente dela.
Pensei: "Vou entregar-lhes este caso. Não vão repetir o que fizeram há 17 anos."
Deves estar contente por eles terem sido menos competentes.
Estou muito contente.
- Só vejo cadáveres. - Um está vivo.
E temos o Lucjan Zachariasz. Está detido, à nossa espera.
Encontrámos muito dinheiro, algumas armas, munições,
papéis falsos e quatro telefones bielorrussos.
O alvo foi um homem de confiança do ministro da Defesa.
Recebeu uma prostituta ligada a um candidato francês.
A novata pensa que a chantagearam e a capturaram em Paris.
Quem achas que teria acesso à elite social e política francesa?
É uma vitória para o departamento.
Mas, amanhã de manhã, vão para fora da cidade.
Novata, depois vem falar comigo.
Novata, queres boleia?
Para casa.
Não queres ir beber uma cerveja?
Obrigado, inspetor, mas não bebo cerveja.
Artur.
Tamara.
Jóźwiak.
Não lhe perguntes de onde vem o nome.
Não disse para irem embora?
De manhã. Ainda é noite.
A noite é boa para conversar. Não me esperam em casa.
E por ti, também não.
Estás aqui por isso.
Não gostas que te diga, mas é o que temos em comum. Deixa-me.
Ora bem...
Camarada capitão.
Porque me chama isso?
Concluiu o serviço no final da República Popular.
Foi membro do Partido Operário,
por isso, imagino que esteja acostumado a ser tratado assim.
A propósito, porque não fez a verificação?
Com todo o respeito, isso é um assunto privado.
Nem por isso.
Pode ser determinante na investigação.
Comecemos com isto.
O que fazia o carro na garagem?
Pediram-me que o guardasse.
E quem lhe pediu isso?
- Uma certa pessoa. - Nome e apelido dessa certa pessoa.
Claro que pode recusar-se a falar.
Sou suspeito de quê?
Coautoria em homicídio e homicídio na forma tentada.
Há outro corpo que o incrimina, indiretamente.
Então, vai dar-me o nome e apelido
da pessoa que lhe pediu para guardar o carro na garagem?
Temos provas, incluindo amostras de ADN,
por isso, vamos descobrir quem estava ao volante
quando entrou na sua garagem.
O seu silêncio não faz sentido nenhum.
Muito bem.
Pense no assunto, camarada capitão.
Amanhã, o inspetor Marzec vai pedir para prorrogar a sua detenção
por três meses...
E...
Sabemos que é viúvo há quatro anos.
Não teve filhos.
Por isso, a Luiza Stańczak
e o irmão mais novo, o Jakub,
são a sua única família, certo?
Porque pergunta?
Estou a apurar os factos.
Também foram detidos?
Não.
O que lhes aconteceu?
Estão na morgue.
Se os envolveu, tenho pena de si.
A prisão vai ser difícil com esse peso.
E garanto-lhe que vai preso.
Só o diabo sabe se vai sair de lá.
Vá, endireite-se.
As mãos.
Amanhã, visitamo-lo com o Jóźwiak.
Como está a correr?
Já acabou.
Como assim?
Não queres mais detalhes.
- Olá. - Olá.
Apanhaste-os?
Apanhei.
Apanhei todos eles.
Como te prometi.
Podes contar-me?
Volta para a cama.
Não incomodes o pai. Teve um dia chato.
Olá, pai.
Olá, minha querida!
Como te sentes?
Ótima. Estou só na sétima semana.
Entra, estão aqui todos.
Finalmente! Olá, pai.
A mãe organizou esta reunião espontânea.
Parabéns, meu!
Obrigado.
Quer vinho?
Podíamos ir a algum lado.
Sim, podemos ir.
Vamos lá, mas primeiro planeamos.
Aqui está.
- Gostava de ir às montanhas. - Sim, sem problema.
Não quis ficar em casa sozinha
à espera do que fosse acontecer.
É bom ter-te connosco.
Olá, Tamara. Tudo bem?
Como vai isso? Sentimos a tua falta.
Já acertámos em juntar dinheiro para o teu bilhete de volta.
Diz-nos quando vais estar livre
e espera aí até comprarmos o bilhete.
Eu matei, Karim.
Hoje, matei um homem.
O que se passa, Tamara?
Tamara?
Bateu-me na traseira do carro.
Felizmente, não foi nada de grave.
A senhora está bem?
- Isto deve chegar. - Assim não, minha senhora.
Está tudo bem consigo?
Posso ajudá-la.
Sou um polícia reformado.
Desculpe, mas essa senhora estragou o meu carro e fugiu.
Já nos conhecemos.
- Chama já o doutor Siennicki! - Vou chamá-lo já.
Doutor Siennicki aos Cuidados Intensivos.
- Estou aqui. O que se passou? - Está a respirar.
Meu Deus!
Ele acordou.
Meu Deus!
Meu Deus!
Legendas: João Pedro Caetano
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