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Original subtitles

- Ai, n�o. - O que �?

Estava distra�do e agora n�o me lembro se j� pus o champ� ou n�o.

E ent�o? P�e outra vez.

N�o posso, se j� lavei o cabelo e repito a lavagem,

fico com o cabelo demasiado fofo.

Ent�o n�o laves.

E se n�o lavei? Vou ficar com o cabelo todo oleoso.

O que �? Isto � importante.

� uma crise enorme.

Queres que ligue para o jornal a dizer que est�s doente, Ray?

Eu � que sou esquisito? E quando tu n�o querias sair,

porque achavas que o teu corte de cabelo te engordava o rabo?

E eu � que sou esquisito?

Ol�, sou o Ray e vivo em Long Island com a minha mulher, a Debra.

Ela � bestial com os mi�dos, com a casa, com tudo.

N�o sei como ela consegue.

Temos uma filha, a Ally...

e dois rapazes g�meos de dois anos.

O problema n�o s�o os mi�dos.

Os meus pais vivem do outro lado da rua.

Isso mesmo.

E o meu irm�o vive com eles.

Nem todas as fam�lias desfilariam numa correia transportadora,

mas a minha f�-lo, porque...

Toda a gente adora o Raymond.

Pois.

Bem, j� est�o os tr�s a dormir.

Finalmente livre, gra�as a Deus Todo-Poderoso, estou finalmente livre.

E agora vou ser eu o centro de tudo. Eu, eu, eu.

Que tal, Fofo?

Nada bem. O que � isto do seguro de sa�de?

Ordenar as contas do m�dico com o resto da papelada.

Quem pagou a quem, quando, onde.

Isto � trabalho de mulher.

Bem, eu vou fazer trabalho de homem: Ver TV e co�ar a barriga.

Olha para isto. N�o percebo este n�mero. Pode ser um "i" ou um "4".

Isto vai ter de esperar at� amanh�.

- O que est� a dar? - V� l�. N�o fizeste nada daquilo.

N�o est�s a perceber a quest�o, a quest�o � que...

te vou massajar os p�s.

- Tens de fazer aquilo. - Com cremes. V� l�.

Eu nem gosto de p�s.

Ali�s, a ideia de massajar p�s mete-me nojo.

Cala-te e massaja.

Isso s�o c�cegas! P�ra, est�s a fazer-me c�cegas.

Ainda bem que n�o est�o ocupados.

Que te faz pensar que n�o estamos ocupados, Robert?

Vi-os pela janela.

POL�CIA

Estavas a espreitar?

Sou um pol�cia. Fui treinado para isso.

Sabes, pode parecer que n�o estamos ocupados, mas...

Sai.

Preciso que fa�am um teste de QI.

- O qu�? - Um teste de QI.

Ando em Psicologia Criminal, para passar a Tenente...

e tenho de aprender a fazer testes de QI.

Acho que ele quer que eu tome a terceira base.

Alguma vez te pedi alguma coisa, Raymond?

Tens de sair de casa da m�e.

Esquece.

Temos de o fazer. � para as aulas dele.

Continua a falar, ele j� est� quase na rua.

- N�s fazemo-lo, Robert. - Faltavam tr�s passos.

- Fazem? - Sim.

Muito obrigado. Isto � muito importante para mim.

- Est� bem, mas ouve, n�s n�o vamos... - Nada de conversas!

Vou fazer o teste a um de cada vez, para cada sec��o.

Isto � muito importante. Tenho de vos tratar da mesma maneira.

N�o posso fazer conversinhas. E tenho de me mostrar impenetr�vel.

- Parece outra pessoa. - Nada de conversas!

Onde queres fazer isto, Robert?

Pod�amos come�ar por ti, na cave, se n�o houver problema.

- Porque � que n�o falaste... - Nada de conversas!

� muito mau?

Que tal correu?

Acho que correu bem. � bastante f�cil.

D�-me algumas respostas.

- Pensava que te estavas nas tintas. - E estou.

- D�-me algumas respostas. - N�o.

Est� bem.

- � assim que vai ser? - N�o vou fazer batota.

- O qu�? - N�o vou fazer batota.

- Que est�s a fazer? - Nada de conversas, Debra.

Isso � a Magna Carta.

A Debra acertou nessa? Aposto que n�o.

O inventor do descaro�ador de algod�o?

Essa � f�cil. O Eli Wallach.

Whitney.

Eu queria dizer Whitney.

Usando estes blocos, por favor reconstr�i a figura deste diagrama.

- N�o percebo. - Tens 10 segundos. Vai!

N�o percebo. S�o blocos tridimensionais.

� um desenho bidimensional. Como � que...

Acabou-se o tempo.

Est� bem, os blocos. Quero os blocos.

N�o � justo. Quero os meus blocos!

Como � que correu?

Acho que acertei em tudo.

Como te correu o teste dos blocos?

Esse era imposs�vel. Ele n�o me deu tempo nenhum.

- A s�rio? - Sim.

Achei que havia imenso tempo.

- Ol�. O Robert est� c�? - Est� l� em baixo a avaliar-nos.

V�s? Eles n�o tiveram medo de fazer o teste.

N�o quero que me avaliem o c�rebro.

Serviu-me bem para chegar onde cheguei.

Por alguma raz�o, o teu pai tem alguma coisa a esconder.

N�o acredito em testes.

S�o para os sabich�es de biblioteca.

N�o avaliam os sabich�es de rua.

- �s um sabich�o de rua? - Sou um grande sabich�o de rua.

J� vos contei da vez em que ele comprou marisco...

na mala do carro de um indigente?

Ele tinha licen�a.

Ele tinha os pre�os tatuados no corpo.

S� havia um mexilh�o estragado num balde inteiro.

Vomitei durante tr�s semanas, s� para tu poupares 79 c�ntimos?

Eram deliciosos. Sabiam a mar.

Ainda sinto o sabor.

- Boa noite. - Espera a�. Como � que correu?

Penso ter administrado e avaliado o teste correctamente.

Acho que me sa� muito bem. Boa noite.

Quero l� saber de ti. Diz-nos os resultados.

N�o se trata de n�s.

Robert, aplaca-o. Diz-lhe os resultados.

Aplacar: Apaziguar, tranquilizar.

Os resultados n�o s�o realmente importantes.

Eu sei, mas o teu irm�o parece...

- Eu n�o devia... - Diz-nos os resultados!

S� tenho curiosidade.

Muito bem. Raymond, tiveste 100.

O resultado perfeito! O meu Raymond!

Gra�as a Deus tens o c�rebro da tua m�e.

-100 � m�dio. - M�dio?

Nisso saiu a ti.

- Quanto � que eu tive? - Tiveste 115.

Boa!

- Bem, � quase o mesmo. - Lamento. N�o � o mesmo.

Quinze pontos � um desvio padr�o.

O que � isso?

Quer dizer que entre voc�s os dois,

a Debra est� a um n�vel bem mais elevado de intelig�ncia.

Ena p�!

Boa noite.

Bem, quer dizer, tu sabes, s�o apenas os resultados do teste.

Era s� para o Robert ficar a saber como fazer o teste.

N�o sabia que ele ia ficar a saber...

que tu �s esperta e eu sou um idiota.

H� mais do que um tipo de intelig�ncia, Ray.

Isso mesmo. H� os sabich�es de rua.

Est�o prontos? N�o caiam das cadeiras.

A nossa loja est� na Internet.

Escrevam no motor de pesquisa "www.bernie.com"...

e l� estou eu montado num Jet Ski.

Fica t�o giro com o fato da Speedo.

Desculpa, Ray. De certeza que a Debra percebe disto da Internet,

mas falemos de qualquer coisa que todos possamos entender.

Pizza quente.

Sim, goza � vontade.

Deixa-o em paz, Bernie.

Ele n�o te contou do teste, para tu gozares com ele.

N�o percebes nada sobre amizade.

Parem. N�o quero saber. Tudo bem. N�o quero saber.

Posso trazer-te alguma coisa, Ray? J� n�o tens soda.

- N�o? - Vou buscar-te outra.

- Queres uma fatia de lim�o? - Est� bem.

- Tamb�m vou buscar uma. - Traz-me uma.

Por favor.

Porque � que o Ray est� t�o deprimido? Era s� um teste.

Acho que ver, preto no branco, que eu sou mais esperta...

arruinou-lhe a auto-estima.

Estou a tentar que ele se sinta melhor, mas nada resulta.

V� l�. Tu j� sabias que eras mais esperta.

Claro que sim. Mas sinto-me culpada.

Est�s bem?

Elas est�o a olhar?

N�o. Porqu�?

Anda c�.

Tens de fazer este teste.

- O que est�s a dizer? - Estou a dizer...

Ela sente-se t�o mal por mim, que me faz tudo.

Foi buscar lim�o para meter na minha soda.

N�o posso fazer nada. Ela est� a fazer tudo por mim.

Incluindo...

N�o!

Sim!

Quando vi os resultados, fiquei chateado porque era est�pido.

Mas agora, isto � a melhor coisa que podia ter acontecido.

Tenho de fazer este teste.

S� espero ser suficientemente est�pido.

N�o te preocupes.

Como te est�s a sentir?

- Tu sabes. - Toma, querido.

Gelado no sof�? � o meu preferido.

- N�o comes? - Era o �ltimo bocado.

Lamento.

Lembrei-me, o seguro de sa�de tem de ser entregue amanh�.

- J� o acabaste? - O seguro de sa�de?

Tu sabes, eu queria. Eu queria...

Mas tenho estado, sabes...

t�o deprimido.

- Se calhar devias... - O qu�?

� muito importante e acho que n�o devia ser uma pessoa como eu a faz�-lo.

� banana.

Muito bem. J� chega.

Ao in�cio senti-me mal porque estavas deprimido.

Mas agora acho que te est�s a aproveitar.

- Que queres dizer com isso? - Achas que ainda n�o percebi?

- Que queres dizer com isso? - Eu n�o posso acreditar.

A fazer-me sentir culpada, seu patife.

Estou outra vez deprimido.

Faz o seguro de sa�de, seu grande fingido.

"Banana!" D� c� isso.

Li que os casamentos mais felizes s�o aqueles em que o homem � mais esperto.

Adivinha quem escreveu isso?

Vai � porta.

Aquela coisa de madeira com uma ma�aneta, que n�o � a tua cabe�a.

Est� tudo bem? Pareceu-me que estavam a brigar.

P�ra de nos espreitar.

- N�o era por causa do... Era? - N�o.

N�s n�o queremos saber disso.

Ainda bem, porque acho que talvez...

me tenha enganado nos resultados. Confundi-os.

Que significa isso?

Raymond, eras tu que tinhas um desvio padr�o superior ao da Debra.

O qu�?

Boa noite.

Bem, agora � um casamento feliz.

Banana.

N�o.

Tinhas de dizer � tua m�e que eras mais esperto.

� minha m�e.

Se n�o lho digo a ela, a quem posso dizer?

- Disseste � Linda. - Claro que n�o. Nunca o diria � Linda.

Ent�o disseste ao Bernie.

E adivinhava que ele ia contar � mulher?

Sabes que mais? Estive a conter-me o dia todo.

� imposs�vel seres mais esperto do que mim.

Mais esperto do que eu.

Qual � o nome do poeta do s�culo XVIII, que escreveu

"A Modest Proposal"?

Qual � o nome do Twilight Zone

em que os astronautas encontram a mulher gigante?

Qual foi a primeira mulher a ganhar o Pr�mio Nobel?

Quanto pesa o Mickey Rooney na lua?

- O que � um petit four? - O que � um carolo?

Quando me conheceste eu tinha o cabelo curto ou comprido?

De uma coisa tenho a certeza. Era loiro.

Essa n�o eras tu.

Eu acabei com ela para come�ar a andar contigo.

Vou dormir no sof�.

- Fiz-te caf�. - Obrigada.

Era curto.

Era curto. Eu lembro-me, estava encaracolado,

porque estava a chover.

E era mais claro do que agora,

mas lembro-me, era curto.

Ray.

N�o.

Arrisquei.

Porque � que ficaste t�o chateada com o teste?

Achei que sabia quem �ramos.

Como casal. Os nossos pontos fortes, as nossas fraquezas.

Olha para mim.

L� no fundo tu sabes que eu sou mais esperta do que tu, n�o sabes?

Por mim, eu at� era burro que nem uma porta.

Mas os n�meros n�o mentem.

Est�o ocupados?

O que foi, Robert?

Lembram-se do teste que vos dei?

Os resultados n�o eram os vossos.

- O qu�? - Eram os resultados de quem?

Bem, tive de vos enganar. Olha, cereais.

Enganaste-nos?

Tive de o fazer pela nota.

N�o vos podia dizer, porque fazia parte da aula.

E depois n�o tinha boa nota.

Foi pela nota.

O verdadeiro teste era sobre comportamento humano.

Como reage um suspeito se lhe tocarmos na imagem pr�pria.

- N�o somos suspeitos. - Claro que n�o.

Vou ter de vos fazer umas perguntas.

Tu est�s a dizer... Tu inventaste os resultados?

Sim.

E depois trocaste-os para ver o que faz�amos.

Sim.

Zangaram-se?

H� tr�s dias que andamos � briga!

Tenho de anotar isso. Tenho de fazer um relat�rio de cinco p�ginas.

Tive de dormir no sof�, na noite passada.

Isso � bom.

N�o acredito que tenha funcionado.

- N�o podes fazer isto �s pessoas. - Espera, mais devagar.

Espera a�. Deixa-me ver se percebi bem.

Ent�o, eu n�o sou mais esperto do que ela?

Ficaria muito surpreendido.

- Bom dia. - Que se passa?

Fizemos o teste.

Que aconteceu?

ESTOU COM UMA EST�PIDA

Ou�am, m�e, pai, em rela��o aos resultados do teste.

Acho que os confundi.

Se calhar, enganei-me nas colunas. Dev�amos falar sobre isto l� em casa.

Acho que os baralhei. N�o sei o que fiz.

Nota mais alta.

Legendas Ripadas por: Skywriter

Correc��es e Revis�o: fr3aky

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