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A hist�ria, nomes, personagens e incidentes retratados nesta produ��o s�o fic��o.
Qualquer identifica��o com pessoas reais n�o � intencional e n�o deve ser deduzida.
Meu pa�s � seu
"O �LTIMO BRILHO NO CREP�SCULO" Meu pa�s � seu
Doce Terra da Liberdade
Para ele eu canto
Terra onde meus pais morreram
Terra do orgulho dos primeiros colonos
Oh, Senhor...
Em cada encosta de montanha
Deixe a liberdade
Deixe a liberdade
Deixe a liberdade soar
Liberdade, Senhor Liberdade
Soando
DOMINGO, 16 DE NOVEMBRO DE 1981.
Entre!
- Bom dia, Sr. Presidente. - Bom dia, Sr. Willard.
- General O'Rourke e o Prof. Foster o esperam. - Mande subirem, mande subirem.
N�o podemos deixar gente importante assim esperando, n�o �, Sr. Willis?
N�o, Senhor.
Droga.
- Quer que eu encoste, capit�o? - Sim, � melhor parar.
V� com calma, rapaz. Voc� est� bem?
Acho...
- Que quebrei a clav�cula. - � melhor vir com a gente.
Fora! Andem.
Ningu�m mandou atirar nele.
N�o gosto de sargentos.
Grupos conservadores est�o pressionando pela aprova��o do projeto de lei.
�ltimas not�cias sobre a fuga nas pris�es: A patrulha rodovi�ria de Montana...
General? Est� interessado nas not�cias?
Nunca entre guerras. Coloque m�sica.
Certo, senhor.
DECIS�O DO PRESIDENTE SOBRE PERD�O DE ZABAT SAI SEGUNDA.
Vim pedir um favor pessoal.
David.
Zabat foi um estudante de interc�mbio que viveu na minha casa por tr�s anos.
Ele ama minha filha e � correspondido.
Jesus Cristo.
N�o poderia am�-lo mais se fosse meu filho.
Vim aqui
implorar pela vida dele.
Zabat
atirou no presidente de uma na��o.
Claro que ele matou um ditador.
Mas como posso colocar indulg�ncia acima das leis das na��es civilizadas?
Est� me pedindo pra mandar um assassino de volta � faculdade de direito.
Se eu conceder asilo a Zabat
vou dar consentimento impl�cito a qualquer dissidente com uma causa e uma arma.
Bem...
Obrigado pelo seu tempo, Sr. Presidente.
Espere um pouco, eu...
- Diga a sua filha que... - David.
Por favor.
- Diga a sua filha... - David.
Vou dizer que fiz o melhor que pude.
E a mim mesmo vou dizer que mesmo voc� n�o tendo sido um aluno brilhante
� um homem honesto.
Professor.
Pela cara dele parece que ficou sem piscar o dia todo.
� claro que n�o disse que tivemos que trocar o garoto pelas nossas bases a�reas.
Tr�s pontos!
Posso lembr�-lo de que hoje � domingo?
Dane-se a igreja.
Rams contra Vikings.
- Motorista, ligue o aquecedor. - Ent�o fa�a o caf�.
- Negro nunca sente frio? - N�o. S� est� fresco, fresquinho.
Ali � sua esquerda, a mais ou menos 60m.
J� vi.
Agora lembrem, temos que terminar at� �s 8h.
Kincaid, Roger F. Capit�o.
Identidade n�mero 076498765.
- Witkin, Harry O. Primeiro-tenente. - Identidade n�mero 046543976.
Correto.
Est�o atrasados dois minutos. Nada mal para uma equipe nova.
Ei, Charlie.
Me faz um favor. N�o arruma confus�o, estou com fome.
S� eles se d�o bem, n�?
Puxa! O lugar parece deserto.
Augie, esque�a isso. Se concentre no n�mero da identidade. Voc� tamb�m, Hoxey.
Kincaid, Roger F. Capit�o.
Identidade n�mero 076498765.
Witkin, Harry O. Primeiro-tenente.
Identidade n�mero 04654...
39... 79.
Bucker, Alan. Assistente.
Identidade n�mero...
119490073.
Rams.
Vikings.
Sim, senhor.
Essa porcaria n�o quer pegar.
Pode ficar no volante, senhor?
Pode ligar, senhor.
Droga.
Essa porcaria andou o dia todo.
Vamos ter que empurrar ele para dentro, senhor.
Lembre de ter cuidado com as c�meras.
Ei, voc�s. Ajudem a gente.
Empurrem juntos.
Se dividam.
Acho que Mendez, Sr.
Andem, gente. Empurrem.
Estamos no cascalho, amigos. Usem esses m�sculos.
Vamos, todos juntos agora. Empurrem.
Estamos tentando, senhor.
Empurrem.
N�o temos sua for�a, senhor.
Andem, andem. Vamos. R�pido.
Sim, senhor?
Sim, senhor.
Sim, mandei h� uma semana, senhor.
Sim, senhor.
Sim, senhor. Em tr�s vias, senhor.
Sim.
Vou perguntar a ele quando voltar, senhor.
N�o!
Sim.
Quem diabos s�o voc�s?
Cad� aquele sargento? Devia ter trazido ele.
Que espelunca, j� vi melhores.
Filho da m�e, por qu� fez isso?
Escolhi o homem errado para o servi�o.
- Que est� acontecendo? - Caramba, temos problemas.
S�o cozinheiros. Tranque eles l� embaixo.
Voltem para os biscoitos.
Seguran�a falando.
- Algo errado com aquele carro? - N�o, senhor.
Equipe de combate substituta, agora 62B, se apresentando, senhor.
Afirmativo, Seguran�a. Coloque o Capit�o Kincaid na linha para identifica��o.
Agora mesmo, senhor.
CONFIDENCIAL - MANTER EM PODER DO COMANDANTE AT� SOLICITA��O
1. "ROMEU" 2. "E"
Capit�o Roger F. Kincaid.
- Capit�o Kincaid, qual a senha, por favor? - Romeu.
- Segunda palavra. - E.
Terceira palavra?
- Terceira palavra. - O desgra�ado deve ter escondido da gente.
- N�o h� terceira palavra. - Repita: Terceira palavra, por favor.
N�o h�...
N�o h� terceira palavra, senhor.
Repita: Terceira palavra, por favor.
- N�o h� terceira palavra. - Eu o desafio.
- Ent�o? - Eu desafio voc�.
Correto, capit�o. N�o h� terceira palavra. Permiss�o para descer.
Estamos descendo, senhor.
Tranque eles l� embaixo com os outros. E r�pido.
Temos cinquenta minutos.
Vamos, vamos!
Ele tem nervos de a�o.
E uma cabe�a dura tamb�m. S� Hoxey pode abrir aquele cofre, est�pido.
- Quem sobe nisso? - Algum idiota sem nada melhor pra fazer.
Olha aqui: Vai ter mais dessa porcaria de frio?
N�o at� a identifica��o das oito horas.
Vamos estar isolados e sentados na sala de comando.
Ou mortos.
Parece o t�nel Holland.
- Willie, vem aqui. - J� disse pra n�o me chamar de Willie!
- Parece Jornada nas Estrelas. - Nunca vi uma coisa dessas.
Garvas, Powell.
Vamos, n�o est�o de f�rias. Isso aqui n�o � a Disneyl�ndia.
Kincaid, Witkin. Pronto para entrar no centro de controle de lan�amentos.
Lembrem-se: Vamos r�pido.
Ol�.
Larry!
ALARME
Arrastem ele para o alojamento. Tranquem a porta. Peguem as armas.
Esse painel controla nove m�sseis.
Mas assim que nos prepararmos para lan�ar,
quatro pain�is em lugares diferentes v�o se acender feito �rvores de Natal.
Pra qu�?
Pra impedir que lun�ticos comecem a Terceira Guerra Mundial.
- Me d� a caixa de ferramentas. - Qual?
- Embaixo da mesa. - Que vamos fazer? Fala logo, cara.
Vamos isolar o painel. Vamos cortar todos os inibidores e armadilhas.
- Sen�o n�o amea�amos ningu�m. - Ent�o desconectamos tudo, que tem demais?
O que tem demais? O que tem demais � que um erro
e n�s estamos mesmo mortos.
Dr. Robert Bryer. Dr. Robert Bryer.
Por favor compare�a ao centro cir�rgico do terceiro andar.
V�o com calma, rapazes, devagar. Ele perdeu muito sangue.
Esse tubo verde cont�m uma subst�ncia qu�mica chamada Selen.
Vamos remov�-lo, e temos que ter muito cuidado.
As pontas s�o extremamente finas e v�o se romper se o tubo inclinar.
E da�?
O resultado vai ser terminal.
Quer dizer que essa porcaria verde vai matar a gente?
Essa porcaria verde, como voc� disse,
produz um vapor mortal quando exposta ao oxig�nio.
Quer dizer que fugimos do corredor da morte pra acabar na c�mara de g�s, certo?
N�o se mantivermos o tubo totalmente na horizontal.
N�o vou mexer com g�s venenoso.
N�o contou nada disso pra gente.
De jeito nenhum. N�o contem comigo.
Aonde ele vai?
Lugar nenhum. Venha aqui, Augie.
- Como � que eu saio desse caix�o? - Ningu�m sai at� completarmos o servi�o.
- Volte aqui, j� perdemos tempo demais. - Escuta, n�o estou no seu ex�rcito!
Conquistei minha dispensa desonrosa.
Me d� uma chave Allen.
- Que tamanho? - 1l8.
Desgra�ado!
Tem uma v�tima de agress�o n�o identificada.
N�o, s� um short e um anel da Academia da For�a A�rea.
A data � 1968.
O n�mero?
- Com licen�a. - Sim.
Eu ligo mais tarde.
De nada.
Assim que eu desatar esse �ltimo n�, Augie...
Ele vai estar solto.
General, n�o estou bem.
Relaxe, Augie.
Agora escorregue devagar na minha dire��o, at� ficar livre.
At� ficar livre.
Agora, n�o. Devagar.
Fique de olho na bolha. Contanto que fique no meio, tudo bem.
Traga para mim.
N�o, n�o.
N�o. S� segure. Me d� sua m�o esquerda.
- Pode... - N�o!
Tem que livrar essa parte.
Augie, tem que trazer suas m�os at� este lado da tens�o.
Me d� sua m�o esquerda. Traga ela pra c�. � isso a�.
Tudo bem. Conseguiu.
Agora solte a m�o direita.
N�o posso. Isso n�o vai dar certo. Minhas m�os v�o ficar presas.
- Meus dedos est�o presos. - Augie, solte.
Augie!
Calma, Augie. N�o vai travar agora.
- Estou tentando! - Solte sua m�o direita.
Soltar a m�o direita.
Augie, solte a m�o direita.
N�o, n�o, Augie!
Segure tudo.
Agora solte a m�o direita. Solte a m�o direita!
Powell? Pelo amor de Deus, venha aqui e me ajude.
Powell, pelo amor de Deus, venha aqui e me ajude!
Augie...
- N�o vai dar certo. - Ele travou, espera a�.
Eu pego, vamos l�.
- Solte. - Solte.
Devagar.
Traga na minha dire��o.
- Temos que livrar essa tens�o. - Certo.
Certo.
Preste aten��o na bolha.
De olho na bolha. Devagar.
� todo seu.
Pode deixar.
� todo seu. Cuidado com a bolha.
Pai nosso...
Que estais no c�u.
Devagar.
Devagar.
Devagar.
Beleza.
Beleza.
Jesus.
Fez um excelente trabalho, soldado.
Quando me pegaram eu era cabo, entendeu?
Vamos, gente, o tempo est� acabando.
O que voc� acha?
Bem...
Boa sorte, Charlie.
Como assim, eu?
Disse que sabia sobre isso. Disse que sabia tudo sobre explosivos.
Bem, eu diria que era George Wallace bronzeado pra sair daquele buraco.
Willie, garoto, voc� � demais.
O que vai fazer?
Podemos desejar que voc� estivesse de volta l� naquele buraco.
O que quer dizer?
Sack � como todos os generais. Mudam o equipamento a cada dois anos.
A identifica��o preliminar indica que a v�tima � o Cap. Roger F. Kincaid.
- Silo 3. - Chamou a pol�cia?
Sim, senhor. Est�o tirando fotos no hospital para a identifica��o definitiva.
- Mas achei que gostaria de saber. - Obrigado, Kelly. Mantenha-me informado.
Sim, senhor.
Espero que estejam se divertindo a�, um dos telefones vai tocar daqui a pouco.
A maioria das armadilhas dispara quando a press�o aumenta.
Esta dispara quando ela diminui.
Qual o problema, vamos andando com isso!
Enquanto voc� segura, eu removo os fus�veis
e coloco n�o-condutor. Entendeu?
Onde est�?
Est� falando daquela coisa que estava no bolso do Hoxey?
Essa mesmo.
Ele est� l� em cima dormindo. Lembra?
Escrit�rio do Gen. Stonesifer, Sargento Shortland.
- Esperem. - Coronel Horne, ele est�?
- Coronel, ele foi para o hangar 5. - N�o-condutor.
- O telefone vai tocar daqui a pouco. - Eu ligo para l�.
Que diabos ele procura agora?
- Est� maluco? - �timo.
- Hangar 5. - Coronel Horne, para o General Stonesifer.
Sim, ele est� bem aqui.
- Pronto? - Sim, vamos l�!
Senhor, temos um homem hospitalizado v�tima de agress�o.
Identifica��o preliminar: Capit�o Roger F. Kincaid, do SiIo3.
Fui informado que Kincaid passou por verifica��o �s 07h09.
� imposs�vel!
Lembre-se: A tra��o pode ser de at� 70 kg.
S� trinta segundos, rapazes.
Bem devagar.
Calma.
Devagar.
Devagar.
Segure.
Solte.
Bom dia, senhores. 16 de novembro de 1981.
Data Juliana: 81215.
As instru��es de hoje s�o secretas
de acordo com a norma n�mero 219 da For�a A�rea,
par�grafo 4A, suplemento 22C.
Vide o n�mero de refer�ncia do relat�rio para informa��es adicionais.
Senhores, no momento estamos em DEFCON 5.
N�vel de seguran�a para o esquadr�o de bombas � de 90%.
Uma redu��o de 3% com rela��o ao relat�rio de ontem.
Relat�rio do status geral 89%.
Deixe tocar.
�. Quem diria.
N�o v�o atender?
V�o esperar.
- Silo 3. - Aqui � Touchdown. Me d� a primeira palavra.
Touchdown, me ligue com seu controlador.
Silo 3, quem...
Touchdown, lhe dei uma ordem direta.
Aguarde o controle.
- Silo 3 quer falar com o controle. - Silo 3?
Sim, senhor.
Silo 3, aqui � o controle. Identifique-se.
Voc� vai informar Singsack que Silo 3 est� em m�os inimigas.
Repito: Silo 3 est� em m�os inimigas.
Veja bem. Quem quer que voc� seja,
o uso de telecomunica��es sem autoriza��o � proibido.
Sugiro que pare com esse absurdo. Agora mesmo.
Quero falar com o Gen. Martin Mackenzie, em linha direta e privada, agora!
� sua �ltima advert�ncia.
Se n�o desligar esse telefone vai ter tantos problemas...
Com quem estou falando? Identifique-se.
Coronel Alexander B. Franklin.
Com quem eu estou falando?
Coronel Franklin,
aqui � Lawrence Dell, e tomamos o controle do Silo 3.
Vai informar a Mackenzie que eliminamos todos os inibidores
e que agora podemos lan�ar seus nove p�ssaros.
Repito: Temos total controle de lan�amento.
- Primeira vez que vi ele dur�o. - Que fazemos agora?
At� pegarmos as chaves naquele cofre estamos blefando.
N�o se arrepende agora de ter matado Hoxey?
Tem dois homens l� dentro. Um deles tem o segredo.
Perguntemos: Como podemos ignorar estes fatos
enquanto corremos atr�s de recompensas?
Vamos...
Vamos...
Vamos... nos perguntar...
Como, quais s�o nossas responsabilidades com nossos irm�os.
Cientistas sociais e fil�sofos de rua...
- Mensagem urgente do controlador, senhor. - Certo.
- Mackenzie. - Coronel Franklin, senhor.
- Temos uma situa��o peculiar no Silo 3. - Estou ouvindo.
General, � melhor usarmos o codificador.
- Ok, Coronel, pode falar. - Inimigo no Silo 3.
- E mais aonde? - Lugar nenhum. S� no Silo 3 e vai ser s� l�.
Somente no Silo 3?
N�o s�o eles.
General, acho que deve voltar ao posto de comando assim que puder.
Estou a caminho, Coronel. Pise fundo at� chegar l�, Alfie.
Sim, senhor.
Sandy.
Temos que ter aquele segredo.
N�o aprendeu nada, n�o �?
Ainda est� enfrentando todo mundo.
Dessa vez vou expor tudo.
Dessa vez?
Quando � que voc� vai acordar?
Ningu�m d� a m�nima.
Pode subir no pr�dio do Capit�lio. Ningu�m ia se importar.
Que diabos aconteceu com voc�?
Quer dizer, quem � voc�?
Eu encontrei a verdade, s� isso.
Eu finalmente entendi.
N�o quero saber! Ponto final!
Sandy.
Se conseguirmos expor as inten��es reais deles...
- Podemos for�ar... - V�o crucific�-lo, � isso.
N�o acredito.
O problema � a lideran�a. Ningu�m teve coragem de falar!
De dizer, de contar a verdade.
A verdade?
Jesus Cristo.
Quanto tempo ficamos presos, cinco anos?
N�o deu cinco minutos pra me convencerem de que foi tudo minha culpa!
Os vietcongues, a guerra, eu como prisioneiro, os �rf�os, os massacres.
Tudo aquilo!
J� aguentei tanta coisa! Preferia estar de volta na selva!
Eu era s� um capit�o fracassado.
Pensaram que eu era um dos cabe�as.
Foi porque ningu�m sabia como aconteceu. Ou por que aconteceu.
Agora v�o descobrir.
�.
Se acha que esse...
Seu n�mero maluco vai mudar alguma coisa,
voc� n�o tem jeito mesmo.
Sai daqui. Me deixa em paz!
Para um homem que fugiu da pris�o pra roubar 10 milh�es de d�lares,
voc� fala demais sobre Deus e pa�ses.
Estou falando com voc�, idiota!
Ele ainda n�o disse nada.
A guerra � sua, general. A n�o ser que tire as chaves daquele maldito cofre
ela n�o vai durar muito.
Esperem um pouco, gente. Voc� n�o disse que todo sistema precisa de um suporte?
Isso mesmo.
Permita-me, senhor.
- Que diabos est� acontecendo? - Tem que ouvir isto, General.
Com quem estou falando? Identifique-se.
Coronel Alexander B. Franklin.
Com quem eu estou falando?
Coronel Franklin
aqui � Lawrence Dell, e tomamos controle do Silo 3.
- Vai informar a Mackenzie que cortamos... - Ele.
- Todos os inibidores, e que agora podemos lan�ar seus nove p�ssaros.
Repito: Temos total controle de lan�amento.
Jesus Cristo.
Eles conseguiram, General.
N�o pergunte como, mas conseguiram.
Pode levar isto para o comando?
� imposs�vel!
Coronel, tenho pouca toler�ncia para humor.
Bem, todos os cabos inibidores foram cortados.
Todos os sistemas de seguran�a falharam.
N�o pode ser verdade!
Tenho que contradiz�-lo, General.
Porque o fato � que o Silo 3 est� independente.
E suspeito que ele possui controle livre e inalter�vel de lan�amento.
� inacredit�vel.
O general Dell foi um oficial excepcional.
Ningu�m conhecia nosso equipamento t�o bem.
E voc� sabe disso, general.
�.
Sei disso.
O que acha?
N�o sei o que pensar.
Fast Charlie para Touchdown. Aproximando-se do alvo.
Charlie 1, Charlie 2, avan�ar. Charlie 3 em contato no r�dio.
Iniciando descida.
Ponto de defesa vis�vel.
Um carro, caminhonete, estacionada do lado de fora do complexo.
Executar ataque. Vamos descer.
Sem sinal de inimigos. 100 p�s. Vamos l�.
18 metros at� o pouso.
Contagem...
Isso, garotos! Tudo certinho.
Confirmam minha f� nos militares.
Quem diria, Jack Fox.
O primeiro time est� trabalhando hoje.
E � domingo!
- Quem est� no comando da Fast Charlie? - Major Fox, senhor.
Ele � dur�o, vai estar pronto.
- Ok, vamos andando! - Estrat�gia previs�vel.
Jack, diga a eles que estamos mesmo falando s�rio.
Voc� tem o segredo daquele cofre l� fora?
Vai se danar.
� como diziam pros garotos l� em Jersey.
Pena que iam pro hospital sem os benef�cios do sindicato.
Voc� tem cachorro?
Ele tem?
N�o enche.
O capit�o vai precisar de cuidados antes dessa festa acabar.
Voc� fica de boca calada, ouviu?
Pobre garoto...
Sobra um.
O resto � com voc�. Vai deixar o capit�o com um olho bom?
- Ou vai deixar ele no escuro? - Cegou ele?
Perguntei primeiro, n�o foi?
E n�o quer cooperar?
Espere um minuto, espere!
Meu cachorro, Tex.
- Beleza. - Seu cachorro Tex.
� o segredo.
Voc� � um cara legal.
- E voc� � um animal! - Que porcaria de atitude � essa?
N�o chore.
Em dois dias seu homem vai poder olhar pra um monte de mulher.
Ele s� tomou um pequeno tiro no ombro.
Vou te contar, voc�s brancos n�o tem manha nenhuma.
General, conseguimos o segredo.
Vejam s�. Temos companhia l� em cima.
Direto do manual da For�a A�rea.
N�o esque�am de revistar o carro.
� isso a�.
O telefone deve tocar em menos de um minuto.
Quartel vazio. Exceto por dois corpos.
Feliz Natal.
Trouxeram as tropas?
- Ei, que barulho � esse? - Relaxe.
- Que diabos est� acontecendo? - Calma, s� est�o dando uma olhada.
- Diga para tentarem o interfone. - Fast Charlie, tentem o interfone.
Que foi que eu disse?
Major Fox falando do controle de lan�amento.
Qual a situa��o no Silo 3?
O coronel e o tenente est�o cooperando conosco.
H� um sargento morto na sala de comunica��es.
O assassino est� no carro. Pegue os dois e tire eles daqui.
Nova comunica��o somente com Singsack e mais ningu�m al�m dele.
Entendido?
- Entendido. - Filho da m�e.
Ele est� l� embaixo.
Fast Charlie, aqui � Spider. Obede�a todas as instru��es.
Repito: Retirem-se do quartel. Isso quer dizer toda a equipe.
Procedimentos de reten��o pela pol�cia a�rea e pessoal armado.
Mantenham-se a 900m da igreja.
Mas chame quantos homens precisar para formar um c�rculo fechado.
Ningu�m sai, ningu�m entra.
- Ok. - Evacuem o local.
Acha que ele tem as chaves?
N�o ficaria surpreso.
Senhores, conseguimos nosso super poder.
Senhores...
At� matarmos Dell...
E n�o tenham d�vidas, vamos mat�-lo.
Este problema permanecer� confidencial.
S� o General Stonesifer sabe o que aconteceu.
Me liguem com o Silo 3 e gravem tudo.
E deixem o codificador ligado a partir de agora.
- Me ligue com o Silo 3. - Sim, senhor.
- Aqui � Mackenzie. - Sauda��es, General.
Dell, n�o acredito que um antigo general da For�a A�rea,
n�o importa a queixa,
- humilharia o servi�o. - Mac.
Vamos deixar de conversa. Sabemos o que os m�sseis podem fazer.
Tem exatamente uma hora pra me ligar com o homem.
- Olha aqui, seu louco filho da m�e... - Lun�tico � algu�m que esconde a verdade.
Quero mostrar a verdade ao mundo, que vejam a verdade, pra variar.
- Estou avisando, Dell... - Est� nada!
Teve sua chance.
Pedi cem vezes que contasse a verdade.
Mas n�o. Mandou meus memorandos para o lixo.
E quando eu n�o quis trocar tudo por uma estrela, voc� me mandou pro lixo.
Agora estou fora, General.
Meu dedo est� no bot�o e voc� tem 60 minutos.
Quando esse telefone tocar de novo � melhor que seja o Presidente.
Ent�o? O que ele quer?
Quer falar com o Presidente.
Situa��o dif�cil. Ele olha, procura,
- protege e joga... - Vamos! Vamos!
- Vamos! - Na linha de 40 jardas.
- Sim, Melvin? - O Secret�rio de Defesa chegou.
Obrigado.
- Mande ele entrar. - Sim, senhor Presidente.
General, intervalo.
- Esque�a o charme de Chicago. - Sim, sim, sim.
Como vai, senhor Secret�rio?
Quem bom que veio. Por favor, sente-se.
O senhor estava muito bem no pronunciamento desta manh�.
Com o futebol na TV, General? Fico honrado pelo senhor ter assistido.
J� viu que hoje tem uma charge sobre n�s?
Que tal um caf�?
- Bebe algo comigo? - N�o, obrigado.
Senhor Presidente
quando me pediu para vir de Princeton para cuidar da defesa,
como o senhor bem disse, n�o avisou que eu ia trabalhar para Renfrew.
Se os boatos da minha sa�da iminente v�m dele,
posso lidar com isso.
Mas n�o vou ser um membro da sua equipe eleitoral
se for para ser substitu�do em novembro.
Em outras palavras, Presidente
se for me despedir, que seja agora.
Senhor Secret�rio
n�o tenho inten��o de despedi-lo agora, nem depois das elei��es.
O que eu gostaria
� que voc� e Renfrew definissem as diretrizes desta administra��o.
Que diretrizes?
Dizem que n�o temos diretrizes.
Correto, senhor Presidente.
- Aqui � Stevens. - Presidente, aqui � o General Mackenzie.
- O codificador est� ligado. - Sim, General.
Temos uma crise numa de nossas bases de m�sseis, senhor.
- Estou ouvindo. - Tr�s criminosos fugitivos
- liderados por um ex-general da For�a A�rea, Lawrence Dell...
Espere.
Aquele general condenado por assassinato em Wyoming?
Montana, senhor.
Eles entraram numa esta��o de lan�amento de m�sseis perto de Malmstrom.
E senhor...
- Confirmamos que o Silo 3 est� isolado. - Isolado?
O que isso significa?
Quer dizer que n�o podemos impedir o lan�amento.
Est� dizendo que um General renegado est� com o dedo no bot�o de um m�ssil Titan?
N�o, senhor.
O bot�o pode lan�ar
nove m�sseis Titan.
Jesus Cristo, Mackenzie! Que diabos voc�s est�o fazendo a�?
- Esses m�sseis n�o t�m ogivas nucleares? - Sim. Titans s�o a primeira linha de defesa.
Como � que um...
Palha�o entra numa instala��o de seguran�a m�xima
e toma o sistema de armamento mais sofisticado do mundo?
Pode me explicar, General?
Lawrence Dell n�o � um palha�o, Presidente.
Foi da minha equipe por dois anos.
Foi um dos principais projetistas da instala��o de m�sseis de Malmstrom.
Para onde os m�sseis est�o apontados, General?
N�o sei, Presidente.
N�o sabe.
Todos os alvos s�o confidenciais, senhor.
S� o senhor, Chefes de Estado Maior e Conselho de Seguran�a sabem.
- D� um chute, general. - Eu diria, senhor...
Que o alvo � em algum lugar da Uni�o Sovi�tica.
Voc� j� falou com esse...
Dell desde que ele assumiu o controle do...
Silo 3. Sim, senhor, falei.
Ele me disse que se n�o falasse com o senhor em 58 minutos
- estaria preparado para lan�ar. - Disse mais alguma coisa?
V�rias coisas, senhor Presidente.
Posso lhe mandar uma transcri��o imediatamente.
General, vou fazer uma pergunta e quero uma resposta direta.
- Sim, senhor. - H� como tirar aqueles desgra�ados de l�
- sem colocar o mundo inteiro em perigo? - N�o, senhor.
Segunda pergunta.
O General Dell esteve na sua equipe, deve conhec�-lo muito bem.
Acha que � poss�vel que eu...
Digamos... Consiga negociar com ele com sucesso?
Bem, j� vi o senhor transformar espadas em arado na televis�o,
mas nesta situa��o eu...
- N�o contaria com isso. - Agrade�o sua sinceridade, Gen. Mackenzie.
Ah, tem mais uma coisa, Presidente.
Para efetuar o lan�amento, duas chaves devem ser giradas simultaneamente.
Estas chaves est�o trancadas num cofre.
N�o temos como confirmar se Dell abriu este cofre.
Qual sua opini�o, general?
Os rapazes do Silo 3 s�o os melhores, senhor presidente,
acho que n�o se entregam.
N�o, senhor.
Acho que o filho da m�e est� blefando.
� melhor que esteja certo, general.
Chame Renfrew, Whittaker, Klinger... Quem mais?
- O chefe do Estado-Maior das For�as Armadas. - Certo.
Diga para entrarem pelo pr�dio do Executivo. Chama menos aten��o.
Sim, senhor.
- Estou avisando, Dell. - Est� nada!
Teve sua chance.
Pedi cem vezes que contasse a verdade.
Mas n�o. Mandou meus relat�rios para o lixo.
E quando eu n�o quis trocar tudo por uma estrela, voc� me mandou pro lixo.
Agora estou fora, general.
Meu dedo est� no bot�o e voc� tem 60 minutos.
Quando esse telefone tocar de novo � melhor que seja o Presidente.
- Querem ouvir de novo? - Uma vez basta.
- J� entendemos. - Presidente.
Pode sentar, general.
Obrigado por virem pela entrada de servi�o.
Algu�m disse uma vez que...
A curiosidade dos jornalistas da Casa Branca
s� n�o � maior do que sua deslealdade.
� uma decis�o minha
ignorar o Conselho Nacional de Seguran�a.
Devemos evitar qualquer possibilidade de os Russos saberem o que se passa.
Existem in�meras considera��es.
Legais, diplom�ticas
e morais.
Mas acho que podemos considerar isto um simples caso de extors�o.
Senhor Presidente, extors�o nunca � simples.
Corrigindo. Extors�o sofisticada.
O governo dos Estados Unidos n�o pode negociar com assassinos.
N�o � verdade nem nunca foi, Arthur.
Quando � de nosso interesse,
temos rela��es das mais cordiais com v�rios indesej�veis.
Quem � esse Dell?
- A CIA nunca ouviu falar dele. - Temos um resumo da ficha militar dele.
General Crane.
Ele foi da For�a A�rea, n�o?
Pode dizer algo sobre ele?
Por quase trinta anos,
Lawrence Dell foi um soldado excelente.
Mas teve dificuldades em se ajustar ap�s cinco anos num acampamento prisional.
Quando voltou pra casa, descobriu que sua mulher o tinha deixado.
Ficou mal-humorado, insatisfeito, infeliz.
- Tentamos... - Armamos para ele.
- N�s o qu�? - Armamos pra ele. Era politizado,
radical, fizemos dele general para silenci�-lo, n�o deu certo,
ele continuou, amea�ou expor tudo, aconteceu o incidente em Montana...
Que incidente?
Ele se meteu numa discuss�o com um irm�o de um combatente desaparecido do Vietn�,
virou uma briga, o cara tinha uma arma,
foi tudo um acidente, mas tamb�m uma oportunidade boa demais pra dispensar.
E ent�o?
Ent�o,
acusamos ele de tudo. 30 anos, pris�o pro resto da vida.
Aconteceu muito tempo antes de estarmos aqui, presidente.
Lament�vel, presidente, mas protegendo os interesses da corpora��o.
Acho que n�o pode evitar, presidente. Tem que falar com ele.
Algu�m discorda?
Melvitt, ligue para o Silo 3 em Malmstrom para o Presidente, por favor.
Sim, senhor.
- Sim, quem est� falando? - David Stevens.
- Posso falar com o general Dell, por favor? - Ei, � ele mesmo!
� ele mesmo, sem brincadeira, � o presidente no telefone.
Senhor presidente, � uma grande honra.
Obrigado, general.
N�o me importo de dizer que voc� nos pegou de jeito.
Mas tenho certeza que podemos resolver tudo sensatamente.
Soube que foi v�tima de um incidente tr�gico.
Senhor presidente, deixe eu esclarecer uma coisa:
N�o fiz isso porque a For�a A�rea transformou homic�dio culposo em doloso.
- Que posso fazer por voc�? - H� v�rias exig�ncias.
Tem minha aten��o, general.
Primeiro, para os homens que est�o comigo.
10 milh�es de d�lares em dinheiro trocado.
Segundo?
Transporte para um pa�s de nossa escolha.
Como?
No For�a A�rea Um.
Isso � tudo?
E para termos certeza de que vamos chegar em seguran�a...
Um ref�m.
Em quem est� pensando?
O senhor, presidente.
Entendo.
Mais alguma coisa?
Mais uma coisa, senhor.
Acho que chegou a hora
de recuperar a confian�a do povo americano em seu governo
atrav�s da divulga��o dos motivos reais que levaram este pa�s a suportar uma guerra
que custou mais de 50 mil vidas americanas
e mais de um milh�o de vidas asi�ticas, tudo em v�o.
N�o estou entendendo.
Vamos divulgar o conte�do do documento n�mero 9759 do Conselho de Seguran�a.
� uma ata.
Conselho de Seguran�a?
- A ata de reuni�o do Conselho? - Exatamente. 9759.
Depois que chegarmos em nosso destino, o senhor vai � televis�o
informar o povo americano sobre o seu conte�do.
- Como conseguiu esse documento? - Droga!
Com um patriota, mas � irrelevante.
Tenho que lhe pedir um tempo para examinar o documento.
Quanto tempo?
Digamos, umas duas horas.
Uma hora.
Como um gesto de confian�a m�tua,
- que tal uma hora e meia? - De acordo.
- Obrigado, general. - Obrigado ao senhor, presidente.
Ele poderia se eleger para governador em dez estados.
Mande Tony colocar todas as unidades em alerta para combate.
E coloque um trailer de comando fora do alcance das c�meras do Silo 3.
Quero linhas diretas com a Casa Branca,
esta base, a de Malmstrom e Silo 3.
- Todas em canais seguros, entendeu? - Certo, senhor.
O primeiro alvo: A ind�stria pesada.
Isto � horr�vel.
N�o acredito nisso.
Fique frio.
Leia e passe adiante.
Senhores.
At� que todos n�s terminemos de ler este documento,
qualquer discuss�o adicional � irrelevante.
P�gina 4: Leia e passe adiante.
Bem, senhores, esses s�o os alvos do Silo 3.
Sentido!
Descansar.
- Ol�, senhor. - Ol�.
- Muni��o a postos, senhores? - Sim, senhor.
Se estiver a exatamente 4.800 p�s,
- vai entrar embaixo do radar. - E acima dos sensores.
Mas tem que estar a exatamente 4.800 p�s. Um cent�metro fora disso,
v�o nos ver e j� era.
Est� certo, coronel. Por isso estamos usando ouro puro.
Ouro puro, senhor?
Assim que a Casa Branca autorizar, atacamos.
Ouro, hein?
�.
Ouro.
Boa sorte!
Senhor presidente.
Senhor presidente.
Algu�m disse que se fosse um trabalho f�cil, arranjariam uma mula.
Espero que...
Cada um de voc�s se manifeste livremente.
Nada que qualquer um disser jamais vai sair desta sala.
Estou falando s�rio.
Mike.
Se fosse uma asneira militar,
ou algo relativamente sem import�ncia que irritava Dell, mas isto... Meu Deus...
General Crane.
Nos faz parecer palha�os.
Retiro o que disse, podemos viver com isso.
Faz todo o ex�rcito parecer criminalmente negligente.
Como o povo vai responder? V�o aguentar uma coisa dessas?
N�o sei.
Realmente n�o sei.
- Ralph? - A CIA acha que tais revela��es
seriam desastrosas.
Sob hip�tese alguma poder�amos permitir ou querer
que este material jamais viesse a p�blico.
Arthur?
Qual a posi��o do Departamento de Estado?
Vai ver que a atitude tomada naquele dia foi
resultado de uma decis�o un�nime.
Phil?
Estive no grupo toda minha vida.
Fui sendo promovido.
Vi outros homens subindo para a gl�ria na paz e na guerra.
Acredito que este pa�s � grande o bastante para sobreviver � verdade.
E talvez, por�m talvez,
esta pode ser nossa �ltima oportunidade para confiarmos em nosso povo.
Obrigado.
Jack? Em que est� pensando?
Fiquei emocionado ouvindo Phil.
Talvez pud�ssemos fazer isso. Em outras circunst�ncias.
Com mais prepara��o.
Mas transmitir isso com uma arma na cabe�a, presidente,
seria um erro tr�gico.
- O'Rourke. - Sou eu, quero falar com Phil.
Sim, senhor.
- Sim, Mac. - Opera��o Ouro pronta, esperando por voc�.
Eu ligo de volta.
Mackenzie est� pronto, senhor presidente. Precisamos da sua permiss�o.
Por qu� ele acha que pode infiltrar homens no Silo 3 sem ser visto?
Bem, tem um ponto cego bem em cima das c�meras do circuito de TV,
e o helic�ptero desce em cima deles.
Uma vez l� dentro, por qu� n�o jogam a arma pelo v�o do elevador?
Senhores, as paredes de concreto no Silo 3 t�m 2,5 metros de espessura,
s�o resistentes ao calor e refor�adas com a�o.
Se colocarmos algo na porta deles v�o virar geleia num milissegundo.
Essa arma, o que � exatamente?
� uma bomba at�mica em miniatura. � isso que ela �.
Est� essencialmente correto. Um dispositivo pequeno, completo.
E quanto �s part�culas radioativas?
18 metros, no m�nimo.
Defina m�nimo.
Bem...
Aceit�vel?
Aceit�vel para quem? Para a popula��o de Montana?
Considerando a gravidade da situa��o,
- n�o somos obrigados a arriscar? - Talvez.
Poderia falar novamente com Dell. Quem sabe?
Talvez possamos negociar uma sa�da
- de uma situa��o cr�tica. - Concordo.
Eu tamb�m.
- Sim, senhor? - Me ligue com o general Mackenzie,
no posto de comando de Malmstrom para o general Crane.
Sim, senhor.
Mackenzie.
Segure a Opera��o Ouro, Mac.
- Phil, pelo amor de Deus! - General Mackenzie!
Sim, senhor.
- Agora ligue pro Silo 3 para o presidente. - Agora mesmo, senhor.
- Silo 3, Dell falando. - Aqui � David Stevens.
- Sim, presidente? - Gostaria de fazer uma contraproposta.
- Estou ouvindo. - General Dell,
voc� exigiu 10 milh�es de d�lares.
- Posso aumentar a oferta para 20 milh�es. - 20 milh�es!
E tamb�m conceder anistia a voc�, Garvas e Powell por todos os crimes.
Isto inclui quaisquer crimes pelos quais foram condenados e presos
e todos os que possam ter cometido at� esta data.
Al�m disso, vou garantir pessoalmente por escrito
passagem segura para qualquer pa�s do mundo que voc�s escolherem.
Senhor presidente...
Aceito as ofertas financeira e de viagem.
Mas insisto que cumpra a �ltima exig�ncia.
General Dell,
n�o h� nada que eu gostaria mais do que resolver isto agora mesmo.
Mas esta oferta tem certas limita��es.
N�o sou livre pra fazer o que quero. Se dependesse s� de mim,
eu diria que sim.
Mas simplesmente n�o � poss�vel
tornar este documento p�blico neste momento.
Senhor presidente,
n�o estou interessado em esperar.
Nem um m�s, uma semana ou um dia.
Simplesmente n�o resta tempo.
A doutrina de credibilidade presidencial,
que eu defino como uma licen�a pra mentir aqui e fora do pa�s,
matou milhares numa guerra que jamais deveria ter acontecido.
Esta doutrina de credibilidade sozinha destruiu a verdadeira credibilidade do pa�s.
Ao inv�s de nos tornar mais fortes, nos mostrou incompetentes,
indecisos, impotentes, para n�o dizer desonestos.
Senhor presidente, a devasta��o da Indochina
as in�meras mortes e o sofrimento de um n�mero imenso de pessoas,
a decad�ncia e o mal-estar de nosso pr�prio povo, em nossa casa.
Estes acontecimentos, vindos de uma pol�tica de sigilo,
foram resultado da doutrina de credibilidade trai�oeira.
Insisto que j� passou do tempo de erradicarmos este veneno,
que est� matando nosso povo e nosso pa�s.
Voc�...
Consegue ser persuasivo, general Dell.
�...
�bvio que...
Voc� n�o � somente bem informado, mas tamb�m...
Extremamente articulado.
Entretanto,
tenho que responder afirmando que
existem ramifica��es e... complexidades.
Das quais nem voc� tem conhecimento.
N�o vou discutir isto, presidente.
Mas as m�es e pais dos garotos que morreram pela credibilidade
v�o se erguer em f�ria.
Isto � inevit�vel e deve acontecer agora, antes que seja tarde demais.
Sinto muito, presidente,
mas este ponto n�o � negoci�vel.
Se eu...
N�o ouvir qualquer obje��o...
Vamos prosseguir com a Opera��o Ouro.
Mackenzie.
Ok, Mac. O show � seu.
Obrigado, general.
Vamos l�.
Liberar helic�ptero.
Liberar helic�ptero.
Queria estar l� em cima naquele helic�ptero.
� s�rio, queria mesmo.
- Mackenzie. - Helic�ptero no ar.
- Repito: Helic�ptero no ar. - Obrigado, major.
Helic�ptero no ar.
Major Fitz.
Iniciar ataque.
Repito: iniciar ataque.
O presidente falando de 40 milh�es e esse cara falando de...
V�o ter o que querem, e eu o que eu quero.
Que se danem voc� e a bandeira! N�o ligo pra essa droga.
General, seja razo�vel, est� bem? Nem ouviu o que ele disse.
Nem liga pro dinheiro que ganhamos!
Deixa eu esclarecer uma coisa, homens.
Ou sa�mos daqui todos vencedores, ou n�o sa�mos mais. Entendido?
Que vemos agora, Phil?
� esquerda, a c�mera de um dos tanques. � direita, a c�mera do helic�ptero.
Agora podem ver exatamente o que est� acontecendo.
Ei, trouxeram tanques.
Que pena para a sua credibilidade presidencial.
Parece que o general tamb�m veio. V�os nos explodir!
Me ligue com Mackenzie.
- Vamos at� a linha de 50 jardas. - �, estamos no meio desse jogo!
Inacredit�vel.
Bem, vamos torcer pra conseguirmos enganar o General Dell.
- Muito bem. - Obrigado, General.
Meu Deus!
Est�o vindo.
Ei, General. Voc� fez isso?
- Telefone vermelho, Silo 3. - Surpresa.
Mackenzie.
Mackenzie!
- Seu filho da m�e miser�vel. - O que foi, Dell?
- Que diabos est� fazendo, � louco? - N�o sei do que est� falando.
Estou falando de 10 tanques e um carro armado entrando pela frente.
Mackenzie em Malmstrom.
- Mackenzie. - Mac, pelo amor de Deus, ele tem as chaves!
Vamos l�, fique calmo. Ele est� blefando.
Ele n�o precisa das chaves pra abrir, s� pra lan�ar.
- O qu�? - Mackenzie tem raz�o.
- Dell, espere a�. Estou em Omaha. - Mentira.
N�o sei o que os idiotas est�o fazendo em Montana.
Malmstrom est� na outra linha, me deixe saber o que est� acontecendo.
� um mentiroso desgra�ado!
Cessar ataque. Repito: Cessar ataque.
Est�o parando.
Dell, tudo bem. Mandei voltarem, n�o h� motivo pra lan�ar.
Sempre soube que era arrogante, mas n�o louco.
Deixe os ve�culos aonde est�o e tire os homens de l�!
Se n�o sa�rem em 10 segundos, vou lan�ar.
- Est� falando s�rio. - Um.
- General, helic�ptero em posi��o. - Dois.
Todas as equipes, abandonem ve�culos.
Abandonem ve�culos. Repito: Abandonem ve�culos imediatamente.
Dell, est� sendo feito. As equipes v�o estar fora em alguns segundos.
- Espero que aprenda alguma coisa, Mac. - Sempre disposto a aprender, Dell.
Est�o brincando.
Vamos l�!
Por um momento achei que fosse mijar nas cal�as.
150 guardas dando no p�! N�o!
General Dell, estou com o senhor. Esque�a Powell.
General, Opera��o Ouro prosseguindo como planejado.
- As tropas est�o indo pra floresta. - Perfeito, major.
Quando chegarem �s �rvores, conclua a descida do helic�ptero.
- Est�o prontos? - Prontos!
Vamos.
Certo, andem!
Calma, v�o com calma.
At� o final!
- Cuidado com a caixa. - N�o empurre! Olhe o lado esquerdo.
Cuidado com as c�meras, cuidado.
- L� vem de novo. - Abaixem as cabe�as.
N�o est� t�o longe.
Ok, vamos, vamos, vamos!
Desce!
Vai devagar, devagar.
Olhe os degraus, vai trope�ar.
- Vire essa coisa! - N�o seja frouxo, vamos entrar.
Vamos l�.
Pelo menos entraram em seguran�a.
Fase 1 deu certo.
O come�o do fim da humanidade.
Em preto e branco.
Vamos, cabe�as erguidas. Quando sairmos daqui,
n�o vai ter tempo pra conversa. Se algu�m quiser falar, fale aqui, ok?
Que foi, gente? Ele mandou voltarem.
- Por qu�? - Vamos, vamos.
Que est� fazendo? Dormindo?
- Por que trazer os tanques... - Vamos, vamos!
- Peguem. Andem, andem. - E n�o us�-los?
Um ataque disfarce, n�o �?
- Tudo bem? - Pra disfar�ar o que?
Talvez aquele cara do tanque tenha pulado sozinho.
Aposto que iam acabar com ele.
- Preparando para descida, senhor. - Est�o descendo pelo v�o do elevador.
Est�o descendo pelo v�o do elevador.
- Mande segurar todas as liga��es. - Segure todas as liga��es.
Mais suave.
� isso a�.
Cuidado com a coluna. Est� batendo contra ela, cuidado.
� isso a�.
Ok, coloque no ch�o.
Jerry, vamos l�. Anda logo, cara.
N�o posso segurar muito mais tempo.
Isso, parado.
- Ok, ok, vamos. - Vamos.
- E os seus p�s? - Tudo bem, tudo bem.
Acha que d� para descer?
- Tudo bem? - Sim, tudo bem.
Ok, vamos.
Vamos, segure.
- Segurou? - N�o!
- N�o aguento. - Solte, solte.
Assim.
Jesus Cristo.
Descida conclu�da, senhor.
Estamos no t�nel agora.
Est�o do lado de fora da sala de controle.
Descida conclu�da.
Est�o do lado de fora da sala de controle.
- Devagar. - Essas porcarias de c�mera nem funcionam.
Ok, ok.
- Cara, est� balan�ando a caixa! - Eu, n�o! Voc� est�!
� um jogo?
N�o podem nos ouvir, podem?
Est� brincando? Veja aquela porta.
Estamos na porta, senhor.
O que eles acham? Que est�o lidando com um monte de moleques? �?
N�o tem como entrarem sem serem vistos.
- Talvez acreditem que falamos s�rio. - Est�o aprontando alguma coisa.
Posso sentir.
Quatro graus.
Espere. Talvez eu possa consertar.
� isso a�.
Ajustada.
Detonador pronto, cron�metro pronto.
Entendido, senhor?
- Detonador pronto, cron�metro pronto. - Detonador pronto.
- Cron�metro pronto. - Detonador pronto, cron�metro pronto.
Ok, verifique a estabilidade.
- Soldados, segurem a porta! - O alarme disparou, sabem de n�s.
General, e agora? Estamos prontos.
Powell, pegue a chave!
- Sabem de n�s. - No tr�s.
- E agora? Estamos prontos! - Um, dois,
tr�s!
Que diabos � isso?
Mackenzie, lan�amos!
Desligue essa porcaria de sirene! 55 segundos, segue contagem.
Jesus Cristo, abriram as portas do inferno.
N�o pensei que fosse acontecer assim.
Seu imbecil.
Dell est� blefando, n�o �? N�o tem a chave, n�o pode lan�ar...
Olhe de novo, Mackenzie, e me diga se n�o s�o m�sseis!
General Mackenzie, que fazemos?
Pedindo permiss�o para prosseguir. Droga, eles conseguem!
Segure a�, garoto. Fique aonde est�.
Mackenzie quer permiss�o pra detonar, presidente.
- Mike, est� a�? - Sim, General.
Trinta e tr�s.
- Mike, droga! Me d� a ordem! - General, que fazemos?
- Presidente, d� a ordem. - General, a ordem!
- Sr. Presidente... - Sabem que eles conseguem.
- Vamos sair daqui. - Parem eles.
Senhor presidente, fa�a alguma coisa!
Garotos, n�o me abandonem agora.
Trinta e um, trinta,
vinte e nove, vinte e oito, vinte e sete,
- vinte e seis, vinte e cinco, - Pe�o permiss�o pra detonar.
- Vinte e quatro, vinte e tr�s, vinte e dois, - Garotos, vamos conseguir.
- Vamos, David. - Vinte e um, vinte,
- David! - Antes que seja tarde demais.
- Dezessete, dezesseis, quinze, - Mike, por favor.
- Catorze, - Mackenzie, � o presidente.
- Tire os homens da�. N�o atire, ouviu? - Doze, onze, dez,
Pare agora. V�o sair.
Fora!
A caixa! A caixa!
Ande, vamos.
Ande!
Juntos, vamos l�.
Vamos, vamos, ande! Vamos sair daqui!
Anda, vamos! Pra esquerda, ande! R�pido, r�pido.
Mackenzie.
A contagem regressiva parou em oito.
Da pr�xima vez eles saem.
Feche as chaves.
Leve ele pra outra sala.
Amarre ele.
O tempo est� acabando, senhores.
Algu�m tem que pensar numa solu��o.
Est� claro...
Aquele homem o est� enganando do come�o ao fim.
Enquanto fala de justi�a, ele chama o ex�rcito!
N�o sabemos o que deixaram atr�s da porta.
- E eu n�o quero saber. - Mackenzie.
O desgra�ado convenceu o presidente de que podia nos tirar daqui.
- Conversa furada. - O presidente n�o � mentiroso.
- Pior ainda. - Eles o pressionaram.
Militares sempre acham que podem resolver tudo com poder de fogo.
Inacredit�vel.
Estou lendo pela d�cima vez e ainda n�o acredito.
Senhores
Posso ter a aten��o de voc�s? Tem algo que quero ler em voz alta.
Todos voc�s t�m uma c�pia, podem acompanhar.
P�gina dois, par�grafo tr�s.
Mais ou menos na metade da p�gina.
- Acharam? - Sim, sim.
O presidente est� falando.
Est�o me dizendo que mais garotos v�o morrer?
A resposta � sim.
Novamente o presidente.
E estas mortes v�o ser totalmente em v�o?
Novamente, a resposta � sim. Novamente o presidente.
N�o vamos ganhar nenhum territ�rio, n�o h� esperan�a de ganharmos,
e n�o temos chance de derrotar o inimigo.
A resposta � sim.
E agora chegamos � mais importante. O presidente diz
e eu repito:
"Est�o me dizendo que o objetivo desta guerra
� mostrar aos russos a nossa determina��o nacional brutal
que estamos dispostos a infligir e sofrer puni��es inenarr�veis
e que n�o importa o custo em sangue americano".
Estar�amos eternizando um holocausto teatral.
E tudo pela... pela, pela...
Credibilidade?
Senhores, vou lhes dizer agora mesmo.
Se esta era a atitude do comando americano neste pa�s...
Droga...
Arthur.
Em nome de Deus, que estavam pensando? Participou da reuni�o, como aconteceu?
Aconteceu porque este pa�s precisava de uma pol�tica externa
que levasse em considera��o as implica��es das armas nucleares.
Simplificando: Pelo efeito destrutivo sem precedentes destas armas,
qualquer guerra externa se tornou contraproducente.
Senhor presidente, o consenso era, ou ainda �, at� onde sei,
que temos que lutar guerras limitadas para evitar as guerras nucleares.
N�o vamos esquecer o que Hitler e Stalin fizeram na Espanha.
Estavam prontos para lutar at� o �ltimo espanhol.
Ralph!
- Est� comparando o Vietn� com Hitler? - Acho que o que Ralph quer dizer � que...
J� que uma guerra nuclear iria literalmente destruir
o que chamamos de civiliza��o,
enfrent�vamos um dilema. T�nhamos que convencer os russos de que
est�vamos falando s�rio, n�o importa se nossas a��es parecessem desmotivadas.
Nossa �nica op��o era mostrar aos russos que ir�amos at� o fim.
Ser� que ningu�m
se manifestou dizendo que tal postura era n�o somente
imoral, mas tamb�m homicida!
Sem falar em suicida!
Isso, presidente, s�o �guas passadas.
Ent�o,
n�s matamos
e massacramos mais de um milh�o de pessoas,
n�o por raz�es territoriais, militares ou diplom�ticas,
- mas pra provar que somos desumanos! - N�o exatamente, senhor presidente.
O objetivo era provar que �ramos capazes de
atos desumanos.
Arthur, obrigado pela distin��o clara.
Bem, t�nhamos esperan�a de que este conhecimento
inibisse os planos dos russos de domina��o mundial.
Entendo.
Senhor presidente, n�o deve levar isto para o lado pessoal.
Fomos for�ados a isto junto com a Uni�o Sovi�tica, � um jogo.
Eles jogam, n�s jogamos.
� assim que as coisas s�o desde 1945. Todos os presidentes tiveram que fazer isso.
Eles retiram seus m�sseis de Cuba, retiramos os nossos da Turquia.
Isso � excelente, �timo, Ralph. Vou em rede nacional
dizer ao povo americano que � tudo uma t�tica de jogo fria e calculada!
Jesus Cristo!
Algu�m aqui sabe o que est� acontecendo l� fora?
Este pa�s ainda n�o se recuperou do Vietn�.
Nos deixou em peda�os!
Soldados morreram lutando.
Garotos morreram protestando.
E o que eu vou ter que fazer da pr�xima vez?
Ir � TV e dizer a eles
que � tudo mentira?
Para provar a nossos amigos em Moscou que posso apertar o bot�o
se eles me pressionarem?
Zach,
gostaria de saber sua opini�o.
Senhor presidente,
j� temos armas nucleares h� mais de 35 anos.
E durante todo esse tempo, nunca tivemos diretrizes abrangentes
regulando seu uso.
Os russos tamb�m n�o. Nem chineses, franceses, israelenses, ou mais ningu�m.
O mundo simplesmente nunca lidou
com este problema explosivo.
� um dilema sem solu��o.
Um paradoxo sem resposta. Eu certamente n�o tenho uma.
Se tivesse, estaria morando aqui, e voc� cuidando do Departamento de Defesa.
Senhor presidente,
desde Hiroshima, passando por seis governos diferentes,
nossa seguran�a nacional � definida por duas palavras:
Guerra limitada.
H� 35 anos tivemos uma oportunidade de explicar isso ao povo americano.
N�o aconteceu.
At� hoje o povo ainda n�o entende a realidade.
Por que deveriam, ningu�m nunca explicou a eles.
Aparentemente, temos uma nova oportunidade.
O general Dell exige que o povo seja esclarecido.
Quer que o fa�amos hoje, antes do sol se p�r.
E ele est� arriscando in�meras vidas.
Quem sabe?
Se este incidente fosse revelado,
historiadores poderiam considerar o general Dell como algum
messias moderno.
Ele n�o s� diz que o julgamento final chegou
mas tamb�m amea�a com uma f�ria terr�vel
se n�o fizermos o que ele considera ser a escolha correta.
Acha que ele est� certo?
Quero dizer,
correto em sua vis�o de mundo?
Ele pode estar.
Mas este n�o � o momento para que eu
pregue um governo aberto ou apoie uma presid�ncia imperial.
Obrigado, senhor.
Zach
definiu o problema claramente.
Vamos ter um governo aberto?
Ou vamos continuar a governar no escuro?
Muitas vezes enganando.
Eu simplesmente n�o acho que o Departamento de Estado poderia
operar neste clima.
Digo o mesmo da CIA.
O dano para os militares seria irrepar�vel.
Durante um per�odo de anos,
a revela��o gradual de alguns destes fatos pode ser feita.
O general Dell vai esperar todo esse tempo?
Senhor presidente,
Naturalmente, n�o podemos deixar que este homem
lance nove m�sseis nucleares.
Ficou claro, ao menos para mim,
que o consenso nesta mesa � que
n�o devemos ir a p�blico.
O general Dell n�o nos ofereceu uma terceira op��o, ou eu n�o ouvi direito?
Acho que o que est�o dizendo, presidente,
� que vai ter que ir at� Montana.
E que medidas de prote��o v�o ter que ser tomadas,
assim que o General Dell tiver se retirado do Silo 3.
Est� dizendo que...
Existe a possibilidade...
O que est� dizendo � que...
Se eu for at� Montana...
Posso ser...
Morto?
Sempre existe essa possibilidade, senhor presidente.
Posso ligar pra este homem e me oferecer pra tomar seu lugar.
Isso �... �...
Ultrajante!
Senhores,
n�o tenho inten��o de ser sacrificado pelos pecados dos outros. Ponto final!
- Acha que devemos botar ele pra fora? - Arraste ele pra outra sala, se quiser.
Aquela porta n�o abre enquanto o presidente n�o estiver no elevador.
Sabe, minha mulher pintou esse quadro quando tinha s� 20 anos.
Ela fez aquele no ano seguinte.
Ela poderia ter sido uma excelente pintora.
O'Rourke.
Se o presidente tem interesse em ver um filme esta noite, n�o, eu...
Acho que n�o, porque n�o tenta amanh�?
� um �timo filme de mist�rio e assassinato, quer ver?
Vou pensar no meu pr�prio assassinato.
Acho que n�o, porque n�o tentam amanh� � noite?
- Por que acha que vou estar vivo amanh�? - Porque nasceu com sorte, � por isso.
Na mosca, como diz minha filha.
Ei, esse u�sque � meu, fa�a voc� mesmo o seu, ande!
Voc� bem que gostou, n�o?
Diga que n�o teve sorte.
Se n�o fosse pela sorte estaria ainda morando no Lago Michigan e n�o aqui.
Isso � passado.
Que vou fazer?
Os desgra�ados l� fora est�o tentando me enterrar.
Estou vendo que vai me ajudar muito.
N�o sou her�i, mas...
n�o ia me importar tanto se eu fosse o respons�vel. Mas eu nem estava aqui!
N�o importa. Levar um tiro � desagrad�vel pra todo mundo, sabe?
Contratei cada um daqueles idiotas,
e ningu�m tem coragem de me encarar.
A n�o ser Guthrie. Aquele danado nunca se esquivou.
�.
Fuga est�pida, desgra�ada.
David, pelo amor de Deus! N�o tem nada a ver com sorte, fugas ou os idiotas l� embaixo!
� quem voc� �, � o trabalho, vem junto com o territ�rio.
Voc� � o presidente, ningu�m mais vai tomar o seu lugar.
Quem voc� vai mandar? Eu?
Algu�m l� de baixo? Eisenhower? Vamos ligar pra ele, desenterr�-lo?
N�o entende, n�o �?
J� passou pela sua cabe�a que eu possa estar morrendo de medo?
� claro que est� com medo, quem n�o estaria?
- E ent�o? - Nas palavras imortais de Harry Houdini:
isto acaba aqui.
Esque�a o que � certo ou errado, justi�a ou essas baboseiras.
Voc� mora aqui, voc� � quem vai!
Como voc� disse:
Ultrajante, � isso, ponto final, batendo a porta.
Idiota!
Seu safado!
Voc� � o pior.
- Devia ter me livrado de voc� h� anos. - Sim, senhor.
Que se dane.
- Ningu�m vive pra sempre, certo? - Certo. Senhor presidente.
Senhores.
Senhores, por favor sentem-se. Obrigado, Sr. Willard.
Senhores,
estamos todos tendo um dia muito dif�cil.
Ainda n�o acabou.
Algumas coisas precisam ser feitas, e quanto mais antes, melhor.
- Onde est� o vice-presidente? - Em Atlanta.
Eu o quero na Casa Branca antes que eu des�a em Montana.
- Sim, senhor. - Se necess�rio,
cada um vai fazer o melhor para transferir o poder da forma mais calma poss�vel.
O que presenciamos hoje,
me fez entender
que os Estados Unidos n�o podem manter a dire��o atual.
Chegou a hora deste governo
fazer uma declara��o ao povo americano, ganhar sua confian�a, explicar a eles
o que realmente aconteceu com o fim da Segunda Guerra.
Neste pa�s
as pessoas devem ter o direito
de controlar seus pr�prios destinos, n�o importa quais os problemas.
Elas t�m este direito
e n�s temos a obriga��o de confiar nelas.
Zach?
Nos conhecemos h� alguns anos.
E discordamos muitas vezes.
Se eu n�o conseguir...
Duas semanas...
Ap�s a posse do novo presidente, quero que prometa que vai a rede nacional
divulgar este documento.
O povo deve saber.
E o povo vai saber.
Porque voc� vai contar a eles.
Tenho sua palavra de honra de que vai fazer isto?
Sim, senhor presidente. Minha palavra de honra.
Senhores.
Mac me assegurou que esses homens acertam o olho de um falc�o a 1km de dist�ncia.
Tomara que n�o acertem o presidente.
N�o foi uma piada.
Tem tr�s fugitivos saindo daquela base.
Tr�s atiradores pra tr�s fugitivos, se tivermos sorte.
E se n�o tivermos?
Juro que acabei de ver alguma coisa.
- Talvez eu esteja vendo coisas. - Continue observando.
Mackenzie faria de tudo.
Ele me odeia h� mais de trinta anos.
N�o tem nada se mexendo l� fora.
- Est�o nos tanques. - Gra�as a Deus.
- E o avi�o da imprensa? - Tiveram um problema em St. Louis
e tiveram que voltar.
T�o c�modo.
N�o sei de nada.
N�o vejo nada.
Mas sinto alguma coisa.
- Touchdown. - General Stonesifer, de Malmstrom.
Onde est� Mackenzie?
- O General Mackenzie... - N�o enrole, temos um problema s�rio aqui.
Mas senhor, ele est� em Montana.
- No posto de comando, perto de Silo 3. - Silo 3?
Sim, senhor.
Eu devia saber assim que vi aqueles tanques.
Aquele filho da m�e miser�vel.
Sim.
Est�o mesmo aprontando alguma coisa.
Me ligue com o General Mackenzie. No posto de comando perto de Silo 3.
Telefone vermelho, Silo 3.
- Mackenzie. - Ora, ora.
Bem vindo ao Silo 3, Mac.
Meu amigo n�o ia querer perder o espet�culo.
- Sabe que sempre fui seu f�. - Mac, n�o tive not�cias do presidente!
E isso s� pode significar uma coisa.
O presidente est� a caminho, vai aterrissar em alguns minutos.
Seu momento de gl�ria
- est� quase chegando. - Tente mais uma gracinha
- e eu vou soltar os fogos!
Ele n�o desistiu. Ou�o na voz dele!
� melhor irem, v�o se atrasar para a recep��o.
No que diabos eles est�o pensando? Por qu� Mackenzie viria at� Montana
- se n�o tivessem algo especial em mente? - Que diabos voc� esperava?
Cortesias pro show de patina��o?
Fizemos a coisa certa. N�o havia outra escolha.
L� vem o patriota de novo.
E foi assim que aconteceu.
- Gostariam de beber alguma coisa? - Exatamente o que eu queria.
- Mais um u�sque, senhor Willard. - Sim, senhor presidente.
E eu achava que o seu presidente era o cara.
Bem...
n�o vai ser ele que vai descer do avi�o.
Claro que o presidente vai descer daquele avi�o.
Sabe qual � o seu problema?
N�o tem imagina��o.
Aposto que o presidente de verdade nunca nem entrou naquele avi�o.
Aposto que t�m um dubl� posando de comandante.
Dubl�?
�. Nunca viu aquele filme em que os alem�es tentam matar Phil Montgomery,
ent�o os ingleses o substituem por um pobret�o que aguenta tudo no lugar dele.
Voc� ia notar a diferen�a se vestissem um urso e o mandassem l� fora...
- N�o entende. - � isso a�, n�o entendo nada,
- ent�o n�o me pergunte nada! - Mas estou perguntando.
- Acha que tem atiradores naqueles tanques? - N�o t�m que estar nos tanques.
Podem estar atr�s de uma rocha ou arbusto.
Cara, j� trabalhei com caras muito bons
que atiravam no rabo de um rato a meio quil�metro de dist�ncia!
Sei l�, talvez tenha um an�o l� fora.
O qu�?
Um carinha mi�do que n�s nem vimos.
N�o existem an�es na For�a A�rea dos Estados Unidos.
Que se dane a For�a A�rea. Talvez pegaram emprestado da m�fia, � tudo igual.
Por outro lado, correriam esse risco? Devem saber que temos todos os bot�es.
Voc� est� certo. Est� certo!
- Mackenzie faria... - Esque�a esse idiota, ele n�o � nada!
Estamos enfrentando o poder de verdade. Cara!
N�o entende? Est� se metendo com os c�rebros deste pa�s.
Mas n�o vamos sair sozinhos. O presidente vai bem no meio.
Voc� � realmente digno de pena.
O que est� tentando dizer?
Estou dizendo que n�o d�o a m�nima para o presidente dos Estados Unidos.
V�o matar todos n�s antes que deixem ele fazer aquele discurso na TV.
Cara, nunca v�o deixar ele soltar a bomba.
Voc� declarou guerra. Mas eles t�m a for�a.
E v�o continuar tendo. E Stevens � dispens�vel.
Certo.
Certo. Vamos, levante esse traseiro, vamos fazer.
Voc� � mesmo engra�ado.
Soldado, pegue aquela chave.
Me d� outra boa raz�o.
Voc� mesmo disse. Eles n�o tem inten��o de honrar seus compromissos.
Cres�a, General. Ningu�m honra coisa nenhuma.
Isso n�o � motivo pra explodir o mundo inteiro.
Pegue aquela chave.
E se me matar, quem vai girar aquela chave?
Claro, podia pedir pro seu amigo her�i de guerra ali dentro.
Oh, Deus.
O que vou fazer?
Vou lhe dizer.
N�o temos chance alguma de sair daqui e subir naquele avi�o
com os bolsos cheios de dinheiro.
Mas quem foi que disse que n�s nunca temos sorte?
Coronel Powell falando.
Sim, eu digo a ele, Mac.
O For�a A�rea Um aterrissa em 30 segundos.
General Mackenzie, a seguran�a do For�a A�rea Um informa
que o presidente e seu grupo est�o prestes a desembarcar.
Presidente, esse � o General Stonesifer.
- General. - Coronel Horne.
- Coronel. - Senhor.
- Lindo dia. - Sim.
- Obrigado por me receberem. - Seu jipe est� aqui, senhor.
Senhor presidente, este � o Sargento Fitzpatrick.
Sargento.
Senhor.
Senhor presidente, eu...
Sim, Mike?
Esqueci seus �culos.
Ok, sargento. N�o queremos nos atrasar.
Que tal?
Bem, Willie.
Tudo vai dar certo. Obrigado, sargento.
Obrigado ao senhor, presidente.
Bem.
Ainda � uma honra.
- Muito prazer, senhor presidente. - General.
David Stevens.
Willis Powell.
- Onde est� o senhor Garvas? - N�o vai fazer essa viagem.
Est� morto, senhor.
Senhor presidente.
- Est� preparado para ir em rede nacional... - Ei, espere um minuto.
A n�o ser que tenha um colete com dinheiro, n�o vejo os 20 milh�es.
E sem isso n�o vamos a lugar algum.
Apesar do meu alfaiate ser um g�nio,
foi imposs�vel colocar os bolsos necess�rios para carregar 20 milh�es de d�lares.
Pra dizer a verdade,
acho que hoje n�o teria for�as para carregar o dinheiro.
O dinheiro est� no avi�o.
General, quanto ao documento, estou preparado para atender seu pedido.
Bem, � como o velho dizia:
Se manda, filho, porque isso � tudo o que vai conseguir.
Depois do senhor, presidente.
Queria que soubesse, General,
Apesar de tudo
voc� � um cara dur�o.
Obrigado, Willis.
Os alvos v�o aparecer em aproximadamente um minuto.
Sparrow?
A postos, General.
- Bluejay? - A postos.
General? E se n�o houver uma linha livre?
N�o existem d�vidas, Bluejay. Tem suas ordens.
Alvos devem sair do quartel em trinta segundos.
Num dia dif�cil, senhor presidente, enfrentamos momentos preocupantes.
Preocupantes, mas no final das contas recompensadores, General.
Gra�as ao senhor, presidente.
Gostaria que soubesse, senhor, que � a primeira vez desde o Vietn�
que sinto que posso ir em frente.
- Robin? - Senhor, e se o presidente estiver...
Aqueles criminosos n�o podem chegar at� o For�a A�rea Um, entendido?
Sim, senhor.
Alvos devem estar entrando no quartel.
Desculpe, senhor presidente.
Alvos agora vis�veis.
Alvos atravessando o complexo.
Repito. Alvos atravessando o complexo.
Est�o indo na dire��o de voc�s.
Repito.
Est�o a caminho.
- Identifiquem-se. - Sparrow a postos, general.
Mas sem alvo livre.
Bluejay a postos, general. Mas tamb�m sem alvo livre.
Robin a postos, general. Mas sem alvo livre.
- Bluejay? - Sim, general.
- Robin? - Sim, general.
- Sparrow? - Sim, general.
Sparrow, agora voc� est� no comando.
Sim, general.
Meu Deus, indo pra casa!
Atirar.
Tudo bem, Dave. Tudo bem, sim.
Tudo bem.
Guthrie.
Senhor secret�rio!
Guthrie.
Senhor Guthrie!
Voc� vai...
Voc� vai...
Como, senhor presidente?
Vai...
Manter sua palavra?
Vai...
Contar ao povo...
Terra onde meus pais morreram
Terra do orgulho dos primeiros colonos
Em cada encosta de montanha
Deixe a liberdade Deixe a liberdade
Deixe a liberdade soar
Estou cantando para a Terra
Onde meus pais morreram
Estou cantando para a Terra
O orgulho dos primeiros colonos
Em cada encosta de montanha
Em cada encosta de montanha
Deixe a liberdade
Deixa a liberdade
Deixe soar
Hoje, Senhor Por favor
Deixe a liberdade
Soar
Na Am�rica, Senhor Por favor
Deixe a liberdade soar
Senhor...
Deixe a liberdade
Soar
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