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Original subtitles

Bem-vinda a Cruz del Norte.

Sabes como te chamam agora? A Barbie.

Querem matar-te as presas, querem matar-te os funcion�rios.

�s a puta ra�nha do mambo.

Hoje fujo.

O que tu tens que fazer � distra�-los

enquanto eu vou pelos tubos de ventila��o

at� � zona das caldeiras que est� detr�s das barras.

Zulema!

Era Altagracia quem necessitava sair.

N�o vou perder o contrato da nova pris�o

porque uma mexicana se riu na nossa cara.

S� posso assegurar que enquanto Altagracia n�o voltar � pris�o,

Cruz del Norte vai ser pior que Guant�namo.

Como fazemos agora? Eu estou aqui dentro,

tu est�s a� fora...

Tu tens os milh�es, eu n�o.

Estou farta de trope�ar sempre com o mesmo pol�cia...

H� que elimin�-lo.

Tenho alzh�imer.

-Qu�...? -No dia que eu n�o te reconhe�a,

vais-me preparar um caf� com leite e vais p�r-lhe estas pastilhitas.

Tenho um plano para que me tires daqui.

E a quem tenho que sequestrar?

A algu�m que importa muito a Sandoval.

Sua ex.

N�o temos a Altagracia, mas temos a Zulema.

H� muitas formas de fazer dano.

-Que porra queres? -S� necessito que me digas

qual � o ponto d�bil de Zulema.

O ponto d�bil de Zulema � uma pessoa

e chama-se F�tima Hamid.

Tu �s a Zulema?

Sou a tua filha.

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A morte.

Olha, eu creio que...

sem meter-me em se h� Deus ou n�o h� Deus, nem essas merdas,

eu,

eu creio que a morte

tem que ser como voltar � barriga de tua m�e...

Como que te acolhe.

Como se voltasses a casa,

estar num lugar...

Num lugar seguro,

onde te sentes querida, porque sim.

Em paz,

tranquila.

Longe da merda do mundo...

Ouve,

nova,

est�s bem?

Ningu�m dorme na primeira noite.

D�-me a m�o se quizeres.

Como te chamas?

F�tima.

Tranquila, n�o te vou soltar at� que adorme�as...

Obrigado.

E agora que porra se passa, p�?

Pois na boa...

Festa do pijama.

Acima, acima, acima!

-� verdade que... -Acima, acima, acima!

� verdade que... De verdade...

Eh! Que vossa m�e com certeza tem que estar com a...

M�e, vamos.

Minhas fotos. Minhas fotos, por favor.

-S�o as minhas fotos. -Vejam, cabr�es, que � a nova.

Calma, calma.

Zulema, esperam-te.

N�o queres que v� descal�a.

Vamos.

Zulema,

muito obrigado por este doce despertar.

Porta.

De joelhos!

J�!

J� conhecem as novas regras.

Proibidas as chamadas,

canceladas as visitas,

e como ver�o,

vai haver revistas surpresa...

Agora, se h� algo que realmente me fode,

e vos digo do cora��o,

� que a partir de hoje, cada noite, a esta hora,

duas de voc�s v�o entrar no isolamento

at� novo aviso.

Porque sim.

Porque me apetece.

Duas.

Sem motivo algum. Ao acaso.

Bom, hoje devo dizer-lhes que contamos com o privil�gio

de que nos v�o ajudar a escolher. Sabem quem?

A reclusa rec�m ingressada.

Conhecem-na, n�o?

N�o a apresentaste?

Ah, n�o?

Hierro, tr�-la.

N�o, n�o, n�o, n�o.

Por favor, n�o.

Sim, sim. Sim!

Obrigado, Hierro. Obrigado. Tranquil�za-te.

Eh.

Eh, olha-me nos olhos.

N�o te vou fazer nada, eh?

N�o tenhas medo, eh, eh...

Eh, j� est�.

Fica tranquila.

Ningu�m te vai fazer nada.

Apresento-lhes a F�tima.

Vossa nova companheira.

Ah, e, por certo,

a filha de Zulema Zahir.

Zulema tem uma filha?

Pobre criatura...

E no que veio cair, Dios...

Tu vais escolher quem vai para o isolamento...

Porqu� eu?

S�o simplesmente privil�gios de rec�m chegada.

Eh.

Eh.

N�o se passa nada.

Tens que escolher duas das tuas companheiras.

Nada mais que isso.

Vai, vai.

Escolhe duas..

Posso ser eu a que vai para o isolamento?

-Claro que n�o. -Por favor...

Isso nos faria duplamente respons�veis a n�s,

e n�o � a ideia.

N�o fiques mal, n�o tens porque te sentir culpada.

Isto n�o depende de ti.

S�o as novas regras. Nada mais.

Escolhe duas e pronto. Ao acaso.

Quaisquer, mas j�.

Estas duas.

Vamos, levem-nas.

Vamos. Fora, fora!

E assim vai ser cada noite.

At� que nossa querida Zulema

se digne dizer-me onde caralho est� Altagracia.

Assim, j� sabem,

se a algu�m querem agradec�-lo, ali a t�m.

De joelhos.

E limpem esta merda!

E tomem banho, caralho, que isto cheira mal!

S04 E04 "MAM�"

Tens duas esponjas?

S� tenho uma. Lamento.

"Pos" eu sim tenho duas esponjas.

Vem.

Vem.

Vem, mulher. N�o tenhas medo.

Quere-a?

Tonta! S� tenho uma esponja!

Mas tenho uma ideia melhor.

Vem, porque n�o me ensaboas? Vem!

De verdade cr� que conseguiremos algo com isto?

Olha, Hierro, quando vir sofrer a sua filha, vai ter que ceder,

vai ter que negociar,

vai ter que dizer-nos onde caralho est� metida Altagracia.

Ensaboa-me, porra!

A�, mais fundo.

Isso valeria com qualquer, mas com Zulema n�o.

Nos vinte anos que levo exercendo a psiquiatria,

h� algo que � absolutamente certo,

e � que nem sequer os insectos descuidam as suas crias.

Nem sequer a Zulema � t�o insens�vel...

N�o.

Ou queres comer-me a rata?

Suave.

Olha.

V�s esta cicatriz? � por culpa de tua m�e.

Pegou uns ossos de frango e cravou-mos aqui, fundo...

Mas tu vieste para compensar-me. Eh, Duas Esponjas?

E vais fazer o que eu diga, quando eu diga.

-Deixa-a em paz. -Que se passa?

-Que a deixes em paz. -Tamb�m n�o � para tanto, mulher.

Calma.

�s seis na minha cela.

Vais-me comer toda a cicatriz, Duas Esponjas.

Ontem...

Altagracia...

deu-me dois tiros.

Escapei por milagre.

A pergunta �:

que mant�m uma fugitiva t�o perto desta pris�o?

Uma de duas,

criou-nos afecto,

ou est� a tramar algo.

Bloqueia as portas e nem penses gritar.

Se algu�m cr� que conhece esta filha de puta,

engana-se.

No M�xico tocou todas as varas:

assalto � m�o armada, narcotr�fico...

At� que deu com o seu jogo favorito: o sequestro expresso.

Olha, aqui tens todo o dinheiro, e tens tamb�m os cart�es,

e tens o telem�vel... -N�o, n�o quero roubar-te.

E t�o pouco � algo pessoal,

mas �s a ex de Sandoval.

A �nica que foi fodida por esse filho de puta de maneira volunt�ria.

O sequestro era r�pido e limpo.

E exig�a o resgate nas 12 horas seguintes.

Vou-lhes esclarecer

o que lhes fazia a quem n�o estava de acordo com ela,

a nossa amiguinha.

Trabalhava sozinha?

Altagracia � uma ave solit�ria,

met�dica e calculadora.

Vamos a ver, mas, essa besta como chegou a ser funcion�ria de Cruz del Norte?

J� havia cumprido pena.

T�cnicamente, estava reinserida.

Com semelhante curriculum?

Precisamente por seu curriculum, Antonio,

converteu-se em pessoa id�nea para poder cobrir o posto,

de acordo �s necessidades que n�s requeriamos.

Que lindas as tuas meninas, n�o?

Que bom que n�o se parecem com o seu pap�.

Todos estamos no seu ponto de mira.

Assim h� que extremar as precau��es.

Comprovar debaixo dos ve�culos antes que arranquem,

e redobrar a vigil�ncia no per�metro de Cruz del Norte.

Acalma-te, eh?

Vamos ficar um bocadinho, tu e eu.

Liga o carro...

que vamos de passeio.

At� que n�o tranquemos essa filha de puta,

nenhum de n�s estar� a salvo.

Chegou um pacote ao seu escrit�rio.

O remetente � Altagracia.

Acaba de entrar a filha da Zulema.

A cria do escorpi�o.

Que n�o haja sa�do a sua m�e, por Deus bendito.

Zulema m�e,

� que me estoira a cabe�a com este tema, de verdade.

Mas como ela � bonita, n�o? � como uma estampa.

Gostaste da nova, eh? Minha m�e...

N�o me agrada e n�o o digo por isso.

-Que te compre quem n�o te conhe�a. -N�o.

Imaginas a Zulema de sogra?

-Imaginas? -Imaginas a ceia de Natal?

-Imaginas? -N�o podem fazer o Natal,

s�o mouras, n�o fazem o Natal. -Sim, fazem o Natal.

N�o, fazem o Ramad�o.

-Mas como �...? -Tu.

Tu, cigana,

que tens? Est�s ciumenta.

O que se passa � que n�o tenho necessidade de falar de Zulema,

de sua filha nem da puta que a pariu.

Eh? Gostam todas muito de uma intriguinha.

A� vem.

-Eu creio que sei o que est� a pensar. -N�o vai.

Olha, l� vai.

N�o, n�o vai. V�s?

-Est� a pensar. -D�vida.

-N�o, est� indo, est� indo. -Que v�, que v�.

Necessito que me ajudes.

Eu n�o te posso ajudar.

N�o, n�o confundas. N�o necessito de uma m�e,

estou a pedir que fa�as algo...

para n�o me converter na puta desta pris�o.

Sabes porque te meteram aqui?

N�o.

Que cr�s, que � um plano de reunifica��o familiar?

Meteram-te para foder-me a mim.

Compreendes?

N�o quero ver-te,

n�o quero que me sigas,

n�o quero que me sorrias,

n�o quero nem cheirar-te.

Entendes o que te estou a dizer?

E agora, levanta o teu cu da�.

Levanta o teu puto cu da�!

Vai-te!

Felicito-te, cigana.

Desde que �s m�e est�s salientando o melhor de ti.

Bem-vinda ao mundo das m�es, Zulema.

Quando quizeres dou-te algum conselhito.

S� tu sabias que tinha uma filha.

Disseste-o a Sandoval.

N�o sei o que te deu em troca, mas espero que...

te mere�a a pena matar uma menina de 18 anos,

porque a v�o rebentar.

Est� bem.

Assim est�o as coisas.

Sabes quando voltaremos a falar tu e eu?

No dia em que enterremos as nossas filhas.

� vez.

Tu, tu. Olha-me na cara.

Fizeste isso?

Sim.

Sequestrou a minha mulher.

A filha de mil putas sequestrou a minha mulher.

Sandoval, aqui n�o, aqui n�o.

Fora!

Fora! Fora daqui! Vamos, vamos! Certo!

Filha de puta...

Gostaste da prenda?

Est� tamb�m a Barbie a sofrer, a Barbie psiquiatra,

a dona de casa... Podes troc�-la se quizeres.

N�o vais sair daqui, Zulema. Nunca.

Escutaste-me? N�o vais sair daqui.

Como me agrada que te importe a tua ex.

Que fodido � o amor...

A gente n�o se d� conta, mas � uma doen�a mortal.

Tens duas filhas, a mulher, a casa...

Tudo. E que se passou? Peguei-te?

Que �s um pervertido?

Um pervertido de merda.

Mas continuas a�, tentando-o, a persegui��o, inserindo um ficheiro...

Qu�?

Que te vou matar.

E vou assegurar-me de que antes de morreres,

de que a �ltima coisa que vejam os teus lindos olhos,

� como deixa de respirar a tua filha.

Juro-te.

Agora juras em v�o?

N�o vou parar de tentar sair daqui.

N�o tenho nada melhor que fazer.

Cr�s que fizeste uma jogada mestra

trazendo uma menina de 18 anos para aqui, mas enganas-te.

N�o me conheces.

�s psiquiatra.

Deverias saber que h� um instinto mais forte que o da maternidade:

o da sobreviv�ncia.

Sabe-lo, b�bo.

Assim que...

faz com minha filha o que quizeres.

Eu j� escolhi.

J� escolhi.

Nunca te vou dizer onde est� Altagracia, jamais.

Por certo, vai-te ligar hoje.

� tarde.

Mais te vale que sigas todos os passos

se queres voltar a ver a tua ex,

porque essa mexicana...

� um vulc�o.

Mami, olha.

Encontrei as cartas do meu ex.

Menos mal, eh? Porque isto � porno do bom.

Nota que passou tempo

e ainda continuo a l�-las como uma palerma.

Que se passa, mami?

Estes s�o minha mam� e meu pap�.

Eu n�o estou nesta foto.

Devia estar nesta foto.

N�o te preocupes. Vamos encontrar-te.

Tu n�o te vais perder.

Tenho que recordar o que me fez Zulema?

Pois vai e parte-lhe a cara,

mas pactuar com Sandoval...

N�o te reconhe�o.

Porqu�? Porque sou uma filha de puta?

Sim, uma filha de puta que vendeu uma menina a Sandoval.

Sabes porque o fiz?

Para salvar-te o cu a ti.

Sandoval viu-te pelas c�maras a traficar, claro.

E logo me levou ao seu escrit�rio e disse-me que ou lhe dava algo

ou atirava-te aos c�es.

Onde vais?

Onde vais?

Que querias que fizesse?

Bom, pois muitissimo obrigado,

mas n�o me digas que tu n�o morrias de vontade de vingar-te de Zulema.

Palacios.

Diz.

Goya tem uns papelinhos na sua cela.

Goya?

E prefiro d�zer-te eu

antes de que se inteire Sandoval e a atirem aos c�es.

Sim, melhor.

Saray, veio a gerente do hospital

onde est� internada a tua filha. -Que se passou?

Quer falar contigo. � urgente.

Que fizeste a minha filha?

Tranquila, tua filha est� bem.

Tranquila? Tranquila, uma merda. Como vou estar bem?

Se v�m aqui os dois

� porque fizeram merda em algo?

Ontem � noite, no escrit�rio dos advogados

que representa o hospital, recebemos uma doa��o an�nima.

Um desconhecido entregou-nos em m�o dois milh�es de euros.

A nota dizia que o dinheiro poder� usar-se livremente,

em bolsas, investiga��o...

S� punha uma condi��o:

utilizar os melhores meios e profissionais do mundo

para tratar a tua filha.

Agora mesmo, est�o a voar para Madrid as doutoras Wilson e Mesner,

do hospital Sinai, de Los Angeles,

que s�o aut�nticas emin�ncias.

Quem deu esse dinheiro?

Pensava que voc� no-lo poderia aclarar.

Na carta s� figurava isto.

-Disse, fora da cela! -Foda-se, mas que se passa?

Porra, fodeste-me o momento �ntimo, cago-me na puta.

-N�o, n�o, deixa... -Pelos travesseiros, os len��is...

-Contigo n�o acabei, eh? -Goya, queres calar-te?

N�o por... Mas n�o foda isso, que � fodido de...

Mas...

porque todos odeiam a Zulema?

Pois, olha,

para fazer-te um resumo:

tua m�e matou, humilhou, enganou

e puteou a todos.

Foda-se.

F�tima.

Ningu�m escolhe os seus pais.

Ningu�m.

Sim, mas...

Olha,

minha m�e...

era uma louca.

Igual a mim.

Minha m�e desaparecia,

sa�a de casa, por a�.

Deixava-nos s�s a minha irm� e a mim com quatro anos.

Ia bailar por a�...

Pelo menos n�o jogava ao bingo, sabes?

Ou seja, � a t�pica que se agora estivesse aqui,

se punha a bailar ali reggae na galeria. Fixe.

-Sim? -Sim, sim. Estava fatal.

Gostava muito de bailar, sim.

Pois a minha costumava cantar.

Bom, isso me disseram.

Que se p�s a cantar no dia que me arrancaram de seus bra�os...

logo que eu nasci.

Para n�o morrer de pena.

Mas, ela n�o te v� desde que eras beb� ou...?

N�o.

Viu uma vez, quando eu tinha seis anos.

E...

ficou toda a noite.

E cantou-me at� que adormeci.

E que te cantou?

Gostaria de ser m�e, puf.

Eu j� me sinto um pouco m�e com...

Estrellita.

Com a querida de Saray. Vou estragr tudo.

Vou dar-lhe tudo de bom.

E tudo o que lhe fa�a falta, eu vou estar a�.

P�, eu n�o sei cuidar nem de mim...

N�o posso cuidar de ningu�m. Eu n�o sei se posso ser m�e.

Eu n�o... Eu creio que n�o devo ser m�e, de facto.

Se foi t�o emocionante para mim que meu sobrinho me chamasse "tita",

imagina como vai ser quando...

Quando minha filha, porque eu vou ter uma filha,

que se vai chamar Damaris, que � um nome que gosto muitissimo,

que � da mitologia, imagina quando essa menina....

me chame mam�.

Mas tamb�m me dizia coisas bonitas, minha m�e, sim,

dizia-me "princesita"...

Princesita...

..."Toucinhito do c�u"...

Tamb�m me dizia...

"cu de tonta",

"filhaputa", "gorda de merda", "vou-te partir a cara"...

Escuta bem o que te vou dizer,

porque � o �nico conselho que te vou dar.

Escuta-me, porra.

Ningu�m vai salvar-te nesta vida.

Ningu�m.

Est�s s�.

Todos estamos s�s,

assim ou aprendes a ca�ar por ti mesma

ou te convertes na comida dos demais.

Tens que escolher a presa mais temida,

o hipop�tamo, e ca��-lo.

Goya � um animal...

e todas as presas lhe t�m medo.

Mas � lenta, a gorda.

Pega-a desprevenida e massacra-a.

E o mais importante: que todas te vejam.

Sem d�vidas,

se cheira o teu medo,

est�s fodida.

Pega.

Pega-a.

Forte.

A�.

� isso.

Tive-te nove meses dentro.

Quiz-te mais que a nada no mundo.

Senti-te crescer.

Eras a minha filha.

Tens o meu sangue.

�s capaz.

�s capaz.

Que pena n�o estar aqui para v�-lo.

Massacra-a.

P�e em m�os livres.

Olha, n�o sei que caralhos pretendes, imunda,

mas aviso-te que tens meio corpo de pol�cia atr�s de ti,

e sabes como termina o conto. Vou-te contar o final:

outra vez metida dentro!

Pois antes v�o ter que pegar-me, n�o?

Vamos a ver, Barbie,

presta aten��o:

quando desligar o telefone,

Hierro vai levar a Zulema ao parking

e os dois v�o entrar num carro...

Tu est�s louca ou est�s drogada, est�pida?

Sabes que n�o posso fazer isso.

Claro que podes.

O pr�ximo pacote que recebas...

vai ser a cabe�a de tua ex mulher.

Porqu� Hierro?

Uma peti��o especial da ra�nha moura.

N�o quero armas,

e n�o quero nenhum tipo de pol�cia atr�s do cu de Zulema.

N�o tentes enganar-me, cabr�o,

porque te chingo.

Zulema guiar� Hierro ao ponto de troca.

Jamais pensei que fugiria assim.

Pela porta principal, como se sa�ssemos de um hotel, eh?

Zulema � troca de tua ex mulher.

Esse � o trato.

Mas antes...

tens que fazer algo.

Fazer algo?

Que tenho que fazer?

Recordar.

A� ficais com vossas putas galinhas.

Quero que te recordes...

quando come�aste a abusar das presas.

A toc�-las,

a drog�-las,

a meter-lhes a l�ngua na boca...

Quero que v�s ao lugar onde as fodeste,

quero que v�s a tua casa,

ao teu chal�...

onde foste feliz com a tua fam�lia,

antes de converter-te num porco violador.

O que � isto?

Vais voltar � zona zero de um assediador.

Porque podias ter sido um marido exemplar,

podias ter sido um pai exemplar,

incluso podias ter sido um director exemplar,

mas fodeste-a.

P�ra aqui.

Aqui n�o h� ningu�m.

Sai do carro.

Despe-te.

Est�s louca?

Quero saber se tens escuta.

Despe-te ou ficamos aqui toda a noite.

Despe-te.

E agora que caralho queres?

Mete-te na piscina.

Vai-te matar.

Quando Altagracia saiba onde est� o dinheiro, vai-te matar.

� o mesmo que farias tu.

Encanta-me que te preocupes por mim.

Havia-me esquecido o terno que � que algu�m preocupar-se por ti.

N�o tenho microfones, viste? Disse-te.

J� o sabia.

Queria ver-te a cicatriz. Estava segura de que terias uma.

Para?

H� uma mulher que est� sequestrada, a ponto de morrer.

N�o entendes?

O ba�o...

� o org�o mais d�bil.

Uma patada em seco e "chao",

t�m que o extirpar.

Recordas-te desses dias de ver�o

dos que se passavam t�o bem na piscina?

Tu fazendo que eras um homem normal?

Destru�ste a tua fam�lia.

Diz-me que caralho vais fazer

com mais de 200 presas a teu cargo.

Onde est� a minha mulher?

N�o foi uma luta, verdade?

Porque se n�o,

chorarias como um galito.

Mas n�o. Essa ferida envergonha-te...

porque estavas indefeso.

Porque eras um mi�do pequeno, um garoto.

Verdade?

Zulema j� est� livre, deixa-a ir.

N�o, at� que ela me ligue.

Quem ta fez?

Algu�m pr�ximo?

Teu pai?

Teu pai...

Teu pai rebentou-te o ba�o com uma patada.

Em que idade?

Aos sete?

Oito?

Aos nove?

E tu ficaste ali, assim como est�s agora: quieto.

Porque crias que o merecias...

E sabes o mais fodido?

Que continuas procurando o amor de teu pai

em Castillo, em Sandoval...

Mas � igual os golpes que apanhes, nunca o ter�s.

Nunca.

Filha de puta...

Porque me fazes isto?

Larga!

N�o lhe fa�as nada...

Ela � parte da minha vida, a m�e das minhas filhas...

At� que ela me ligue,

n�o o vou fazer.

Porque tu e eu n�o somos muito diferentes.

A mim tamb�m me foderam.

A mim tamb�m me foderam.

A mim tamb�m me foderam.

A mim tamb�m me foderam.

Eu n�o sou como tu.

N�o...

Claro que n�o.

Como vais ser como eu?

Eu tenho assumida a minha ferida, imbecil, tu n�o.

Se em 20 minutos puder ligar e continuo livre,

Altagracia libertar� essa mulher.

Levo o teu telem�vel.

Vais ali e partes-lhe a cara. Que a mim ningu�m rouba, porra.

Desaparece, n�o te quero ver mais, n�o fazes nada.

-Zulema. -Alta.

Estou livre.

Pol�cia!

-Des�a do ve�culo! -Zulema.

Des�a do ve�culo, j�!

Saia do ve�culo!

Des�a do ve�culo, j�!

Afaste-se do ve�culo!

As m�os onde possa v�-las!

Avance lentamente.

Continue avan�ando.

D� a volta!

De joelhos!

N�o cumpriste, Sandoval.

Por favor...

Tenho duas filhas.

Lamento.

N�o!

N�o!

Calma.

N�o, n�o. N�o, n�o. Respira.

N�o!

Cago na puta da minha vida!

N�o!

A quantidade de vezes que olhei para minha m�e

e pensei: "Tomara que morras".

Com toda a minha alma.

Mas logo... Logo se pensa de verdade,

e no dia que me falte a minha m�e

a mim vai-me cair a alma aos p�s.

Tua m�e... Tua m�e � tua m�e.

Indiferente � "filhadeputa" que haja sido.

Cago na puta da minha vida!

Cala a puta da boca!

Pelos meus colh�es que te vou foder.

Vamos a ver se � certo.

Traz-me a Zulema Zahir.

Assim gosto...

Adapta��o para PT-PT (sem AO): EduardoLuzOliveira

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