All language subtitles for Chico Para Sempre 2022 1080p WEB-DL NACIONAL 5.1_v2

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Original subtitles

O que é o livro dos médiuns?

De Allan Kardec, capítulo 14.

Toda pessoa que sinta, em qualquer grau, a influência dos espíritos é, por isso mesmo, médium.

Essa faculdade é inerente ao homem e, por consequência, não é absolutamente um privilégio exclusivo.

Pode-se, portanto, dizer que todo mundo, pouco mais ou menos, é médium.

Deve-se observar, por outro lado, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira.

Os médiuns, geralmente, têm uma aptidão especial para tal ou tal ordem de fenômenos.

Os principais são os médiuns de efeitos físicos, os médiuns sensitivos ou impressionáveis,

audientes, falantes, videntes, sonâmbulos, curadores, pneumatógrafos, escreventes ou psicógrafos.

Esse ou esses são o Chico Xavier.

Amar sem esperar ser amado.

Amar sempre.

A mediunidade só me deu paz, felicidade, alegria e muita vontade de viver para trabalhar.

A grandeza da alma dele lhe dava perspectivas e percepções extrasensoriais.

Antes do Chico, nós não tínhamos, no movimento espírita, as obras na quantidade e na qualidade que ele nos trouxe.

Não é o que a mediunidade dele permitia o Chico ter acesso.

É como ele lidava com aquilo que ele acessou.

A mediunidade é inerente a toda personalidade humana e que basta que uma criatura se consagre a desenvolver esses valores de que ela própria é portadora,

esses valores se desdobram, se afinam, se apuram e toda pessoa de um modo ou de outro pode desenvolver a mediunidade.

A mediunidade, em essência, é comunicação, é intercâmbio.

E o Chico, então, era um médium também vidente, porque ele enxergava desde pequeno a realidade espiritual.

Ele via os espíritos, ele via as pessoas.

Tanto é que, em dado momento, ele confundia, inclusive, ele não sabia se o indivíduo estava do lado de cá ou do lado de lá.

Estava encarnado ou desencarnado.

Que os operários passavam e falavam, ah, Chico está doido.

Então, ele parado lá, para num lugar, para no outro, fica conversando sozinho.

Não, ele estava conversando com os espíritos.

Esse contato dele com os espíritos não era só na reunião.

Era lá tomando café, não é, com pão.

A gente até já sabia.

Quando ele olhava assim para cima, pronto.

Cada conversa com o Chico, a gente se orientava.

Ele te ensinava sem você perceber.

Muitas vezes, na hora, ele estava te passando uma informação

que só dois, três dias mais tarde ia cair sua ficha.

A mim, me impressionava o médium, como a todas as pessoas.

Mas, possuía uma peculiaridade rara no sentimento da afetividade.

Ele dava impressão a cada um, que com ele passava algumas horas,

que era a pessoa mais querida.

Ninguém, até hoje, no meu entendimento, conseguiu realizar um trabalho

tão perfeito em termos de psicografia como o Chico Xavier.

Psicografia seria, realmente, a capacidade de você comunicar

e trazer para cá mensagens do mundo de lá, de outra dimensão.

Então, muita gente definia o Chico, e o Chico se definia também

como uma antena entre dois mundos.

Então, a psicografia é, justamente, esse intercâmbio.

Chegou o final 412, quando o Chico desencarnou 412 títulos.

E já tinha vendido mais de 30 milhões de exemplares, no mínimo.

Então, hoje, já são contabilizados 535 livros

e já são mais de 60 milhões de exemplares vendidos, também no mínimo.

Então, sabe-se lá o que ainda vem por aí.

Porque a gente sabe que tem ainda originais do Chico

guardados em algumas gavetas, em alguns armários de amigos.

As obras psicográficas de Francisco Cândido Xavier,

elas têm um papel destacado na literatura espírita de nosso país e do mundo.

E o interessante é que ele sempre doou os direitos autorais

de todas essas suas obras.

Graças a Deus, reconheço que esses livros nunca me pertenceram.

Eles pertencem àqueles que os ditam ou escrevem através de minhas mãos.

O Chico, ele foi um médium tão, assim, significativo, tão importante.

Com 22 anos, a Federação Espírita Brasileira publicava

O Parnaso de Alentúmulo, que já era por si só um livro monumental.

O Parnaso faz uma aliança entre a cultura brasileira,

representada pelos poetas brasileiros e portugueses, principalmente os brasileiros,

com a técnica da psicografia espírita.

Foi um impacto, assim, muito grande na sociedade.

Até dentre os espíritas, aquela coisa meio, assim, de dúvida.

Será que é isso mesmo?

O Parnaso de Alentúmulo era uma coletânea de poemas inéditos,

todos escritos por poetas famosos e já falecidos.

Foi um livro muito importante que deu visibilidade ao trabalho do Chico.

Eu acho que ele instaurou uma literatura que a gente conhece como literatura mediúnica.

Então, é uma literatura que não existia, praticamente, e começou a existir.

E o Parnaso de Alentúmulo foi um marco inicial para o surgimento desse tipo de literatura.

Várias órgãos de imprensa demandando, entrevistando, procurando, divulgando.

Casos singulares que desafiam a ciência moderna.

E ainda questionava.

Poderá um rapaz, em culto, escrever poemas iguais aos dos grandes poetas?

Os livros psicografados, até agora, pertencem às editoras espíritas, às instituições espíritas cristãs.

E todos eles foram doados gratuitamente, através de documentos legais assinados por nós.

A diversidade da obra do Chico, ela não tem precedentes na literatura mundial.

Nós não temos nenhum autor que escreveu sobre tantos temas, com tanta profundidade, quanto a gente encontra na obra do Chico.

Essas obras psicografadas, elas ampliaram muito a visão da doutrina espírita.

E permitiu também, tanto a parte de uma linguagem mais científica, mais filosófica,

mas tem também a parte que são uma linguagem mais acessível.

Alguém que sentava à mesa, duas horas da tarde, se levantava três horas da manhã.

Um transe mediúnico de mais de doze horas.

Isso várias vezes, vários anos.

A gente conseguia dar conta de Chico Xavier há quatro, cinco dias.

No quinto dia, você estava pedindo, pelo amor de Deus, para você ir para a sua casa,

para a sua mediquidade, porque o homem não parava.

Qual de nós conseguiria?

É um maratonista.

Ficar sentado em uma cadeira durante doze horas sem ir ao banheiro.

Já é um desafio?

Imagina fazer isso psicografando, atendendo, entrando em contato com os espíritos.

Ele escrevia sem parar, o tempo inteiro, com os olhos fechados, muitas vezes,

em casa, às vezes, sem os olhos fechados mesmo.

Ele ia escrevendo, preenchendo as páginas em branco, com textos em alta velocidade,

porque eu vi e ele escrevia em altíssima velocidade.

E ele continuava participando das conversas em casa.

E isso era uma coisa muito curiosa.

Então, ele escrevia e conversava ao mesmo tempo.

Quais são as suas impressões quando está psicografando um dos romances de Emmanuel,

ou um dos livros de André Luiz, por exemplo?

Eu me sinto dentro do clima do livro que eles estão escrevendo.

Por exemplo, quando o nosso amigo espiritual Emmanuel começou a escrever o livro há dois mil anos,

eu comecei a ver uma cidade que depois vinha a saber que era Roma.

A ver jardins, a cidade, aquilo me conturbou um pouco.

Me causou um certo assombro.

Tendo perguntado a ele, ele então me disse que eu estava escrevendo com ele

como alguém debaixo de uma hipnose branda.

Eu estava no pensamento dele,

conquanto eu não soubesse as palavras que ele escrevia.

E assim tem sido até hoje.

O Emmanuel foi o grande orientador da mediunidade do Chico.

Desde aquele primeiro encontro no Riacho,

que ele estabelece aí um vínculo muito próximo.

Nós sempre tivemos poucas opções de lazer aqui em Pedro Leopoldo.

Eles iam para a cachoeira,

iam ler o Evangelho, o Livro dos Espíritos,

conversar, fazer um piquenique.

Algumas senhoras o acompanharam.

Numa dessas idas e vindas,

ele identifica um sacerdote.

E aí, deseja trabalhar em nome do Cristo?

Falei, mas sim, desejo.

Os três ingredientes.

Né?

Disciplina, disciplina, disciplina.

Coisa que ele levou nesse seu mandato mediúnico, né?

Tem uma frase que eu prefiro não deixar passar.

Eu sou aquele que tem uma missão de te guiar,

te apresentando a necessidade de estudar Kardec e viver Jesus.

Se algum dia eu, como seu guia,

me afastar de um deles,

ordeno-te,

fica com os dois e me deixe pelo caminho.

Para começar, Emanuel falou,

então vamos iniciar o trabalho com 30 livros.

Era a programação.

Quando ele chega ao número 100,

ao livro número 100,

ao centésimo livro,

o Chico tem realmente a ilusão

e ele tem a esperança,

porque ele está cansado,

realmente,

ele tem a esperança de poder parar.

Poder parar.

E aí o Manu chega para ele e fala,

olha, Chico,

você tem até o direito de recusar,

mas eu tenho o dever de te dizer que

a gente tem também o direito

de desapropriar a sua vida.

Sua vida pode ser desapropriada,

caso você recuse essa missão.

E aí o Chico segue em frente, né?

Porque o Chico,

ele tinha muito apego à vida.

O Chico tinha muito apego à vida.

Tanto que o Chico dizia,

uma das frases dele célebres era,

o trabalho engrossa o fio da vida.

O trabalho engrossa o fio da vida.

E ele trabalhava exaustivamente,

ele trabalhava muito.

E uma das teses dos amigos mais próximos

era de que ele trabalhava tanto

justamente para esticar esse fio da vida.

Desde 1931,

a presença de Emmanuel em minha vida

tem sido a presença de um professor.

Ele tem corrigido minhas expressões,

ele tem procurado melhorar o meu vocabulário,

melhorar as minhas atitudes

do ponto de vista verbal.

Ele sempre teve muito cuidado

em podar tanto quanto possível

as minhas impropriedades,

que eu sei que são muito grandes.

Em certa feita,

quando eu estava lutando

para debelar um processo hemorrágico

no olho doente,

eu deixei de trabalhar dois dias.

Então, disse o nosso Emmanuel,

que dirige as nossas atividades espirituais,

mas por que você não está trabalhando?

Eu disse,

o senhor não vê que eu estou

com o meu olho doente?

Ele disse assim,

o que o outro está fazendo?

Ter dois olhos é luxo.

A gente, às vezes,

olha essa afinidade desses dois espíritos

e a gente acha que isso tem a ver

só com trabalho e não é verdade.

Tem a ver com afeto,

tem a ver com carinho,

tem a ver com cuidado,

tem a ver com zelo.

Por isso, eu nunca achei que o Emmanuel

foi muito rígido com o Chico.

É um pai amoroso

que se preocupa com aquela criatura

que dá os seus cuidados.

Em 1959,

eu me dirigia de Uberaba,

para onde eu me transferi recentemente,

eu me dirigia para Belo Horizonte

e depois de uns 10 minutos,

o avião começou a se inclinar para um lado,

para outro,

às vezes fazia assim uma pirueta.

e o pessoal começou todo a gritar

e a pedir adeus,

pedir socorro.

E eu estou ali acompanhando.

Veio o comandante do avião e disse

que não nos impressionássemos,

que era um fenômeno chamado

vento de cauda

e que apenas chegaríamos um pouco mais depressa.

Mas, algumas pessoas disseram

mais depressa no outro mundo.

Quando eu vi aquela atmosfera,

eu comecei a gritar também.

Eu pensei,

bem, todo mundo está gritando,

eu também vou gritar.

Porque isso é a hora da morte.

Então, comecei a gritar,

balei-me, meu Deus.

Comecei a pedir socorro,

com a misericórdia de Deus.

Então, aí entra o espírito de Emmanuel.

Então, ele me disse assim,

por que é que você está gritando?

Eu escutei o seu pedido,

o que é que há?

Porque aquilo já tinha mais ou menos 20 minutos.

Eu falei assim,

bem, o senhor não acha que estamos em perigo de vida?

Ele disse, está.

Eu disse, está bem,

eu estou com muito medo e estou apavorado.

Como todo mundo, eu estou partilhando.

Eu também sou uma pessoa humana.

Eu estou com medo também desta hora de morrer,

nesse desastre.

Ele disse, está bem,

então morra com educação.

Essa relação, ela teve sempre uma base

muito autêntica, muito verdadeira,

muito clara,

entre essas duas personalidades.

E aí, em determinados momentos,

parecia mesmo que o Emmanuel estava fisicamente presente,

ajudando a orientar.

E é curioso,

porque quando a gente olha a obra do Chico,

mais de 200 livros são da lágrima de Emmanuel.

Emmanuel fazia questão de apresentar todos os livros.

A título de curiosidade,

só tem um autor que o Emmanuel não apresenta,

que é o Humberto de Campos.

O Humberto de Campos parece que o Emmanuel se sente confortável

e fala assim,

não, esse aqui eu deixo ele trabalhar tranquilamente,

não tem problema.

Todos os outros, ele fez questão de fazer o prefácio,

de revisar, de analisar.

O Humberto de Campos era muito conhecido no Brasil

e muito lido,

porque era um escritor muito popular,

o maranhense Humberto de Campos.

Foi jornalista,

viveu no Pará uma época,

teve problema de saúde,

mas sempre envolvido com o dia a dia da sociedade.

Era um cronista extraordinário,

um contista muito bom.

E aí, o Humberto de Campos volta depois de morto.

Então, depois de morto,

o Chico passa a psicografar livros assinados por Humberto de Campos,

uma série de livros,

crônicas assinadas por Humberto de Campos.

E ele escreve um livro do Humberto de Campos

que vira um grande sucesso,

que é o Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

E o que acontece depois,

quando esse livro vira um grande sucesso?

Ele se torna também tema de um processo na justiça.

Viúva do Humberto de Campos resolve entrar na justiça

pelos direitos autorais da obra do Humberto de Campos.

Porque se os livros psicografados por Chico Xavier

e assinados por Humberto de Campos

eram do Humberto de Campos,

então a família teria o direito sobre a renda.

Ou não?

Imagine a situação do juiz.

Se o juiz chega e fala,

olha, realmente a família do Humberto de Campos

tem direito sobre a venda dos livros.

Esse juiz estaria avalizando

e sacramentando a vida depois da morte.

E o juiz foi e falou,

olha, não, a vida não continua,

o direito cessa,

então os livros não são do Humberto de Campos.

Com o caso Humberto de Campos, em 1944,

as manchetes dos jornais

eram a Segunda Guerra Mundial

e o caso Humberto de Campos.

E a partir dali,

o Emanuel sugere que ele mude de nome

em vez de Humberto de Campos,

ele passa a ser irmão X.

Quase 50 anos depois,

em nome de uma família,

vem cumprimentar e abraçar a Chico Xavier.

Doutor Humberto.

Chico.

Muita linda.

O senhor está em nesse instante

o abraço de Humberto de Campos, filho,

filho do grande escritório brasileiro.

Amém.

Amém.

Durante essa polêmica,

durante toda a tensão

do processo pelos direitos autorais

da obra do Humberto de Campos,

desembarcou lá em Pedro Leopoldo

a dupla mais implacável

da imprensa no Brasil,

que era a dupla formada

pelo repórter David Nasser

e pelo fotógrafo Jean Manzon

da revista O Cruzeiro.

Os dois chegaram em Pedro Leopoldo

e para convencerem o Chico a dar entrevista,

porque o Chico não queria dar entrevista,

porque ele já estava cansado

do assédio da imprensa,

ele estava fugindo de jornalista.

Eles falaram que eles eram jornalistas

dos Estados Unidos

e que eles estavam de passagem pelo Brasil

e que só vieram para o Brasil

para entrevistar o Chico.

E aí o Chico ficou sem graça,

ficou com pena deles também,

e falou, então, tá bom,

então eu vou dar entrevista.

E abriu as portas da casa dele.

E, como o Jean Manzon e o David Nasser

eram muito habilidosos,

convenceram o Chico

a tirar fotos, por exemplo,

nas situações mais absurdas.

Então o Chico tirou foto

com um gesto de psicografia,

com a mão diante dos olhos,

dentro da banheira,

diante do espelho, do guarda-roupa.

E o texto do David Nasser

era cheio de ironias, assim,

eles pegaram a biblioteca mínima do Chico,

com poucos livros.

E o David Nasser insinuava,

então, aqui estão as fontes

das psicografias do Chico,

aí os livrinhos do Chico atrás.

Enfim, foi um desastre a matéria.

A matéria tinha umas seis páginas desastrosas.

Chico conta,

o Chico adorava contar essa história,

conta o seguinte,

ele recebeu a revista em casa

e ele foi aos prantos,

começou a chorar, chorava, chorava,

e desesperado,

e começou a falar para o Emmanuel,

Emmanuel, pelo amor de Deus,

como é que você deixou isso acontecer?

Por que você não me avisou?

Por que você não me alertou?

Olha que vexame,

como é que eu vou sair na rua?

O que eu vou dizer para os meus parentes?

O que eu vou dizer para os meus amigos?

E aí, o Emmanuel olhou para ele,

o Chico contava isso.

Ele falou,

Chico, para com isso.

Jesus foi para a cruz,

você foi só para cruzeiro.

Então, o Chico adorava contar essa história.

E tem uma história que é mais forte do que essa,

sim, que é uma história muito forte,

que é o seguinte,

quando Davi Nassi e Jamazon saem da casa do Chico,

eles saem com a seguinte certeza,

a de que o Chico era uma fraude.

porque se eles conseguiram enganar o Chico daquela maneira,

não havia espírito.

Mas o que aconteceu?

Quando eles chegaram em São Paulo,

e no Rio,

o Jamazon ligou para o Davi Nassi e falou,

Nassi, você abriu o livro que o Chico deu para a gente,

antes da gente ir embora?

Aí o Nassi não.

Ele falou,

abre lá e dá uma olhada na dedicatória.

Eu fui ver na biblioteca,

peguei o livro no escritório,

no meu escritório de casa,

e estava escrito exatamente isso.

Ao meu irmão,

Davi Nassi,

de Emmanuel.

Ao Manzoni havia feito

uma dedicatória semelhante.

por coisas assim,

é que eu tenho

muito medo

de me envolver

em assuntos de espiritismo.

Ele produziu uma média

de seis livros por ano.

E são livros que têm

uma multiversidade de assuntos.

Então, o que ocorre

é que uma mente

não poderia ter

essa grande criação

de multiversidade de conteúdo.

Nosso lar, por exemplo,

que descreve como é a vida

em outra dimensão,

foi editado em vários idiomas.

O telespectador

tem nesse instante

um livro

que tem um título brasileiro,

Nosso lar,

em japonês.

Ele aqui está.

André Luiz tem o grande mérito

de nos trazer

a vivência

no plano espiritual.

Como que é a vivência lá?

Como que se vive lá?

O que se faz lá, né?

Quando o Emmanuel

apresentou André Luiz

para ele,

para o Chico,

os dois conversavam

e falavam,

ele vai iniciar um projeto

com um trabalho com vocês,

escrever livro,

e na hora que eles estão

indo embora,

ele pede licença

e pede

qual o nome

que eu me refiro

ao senhor,

para eu poder

com nós conversar.

Ele viu o irmão

do Chico dormindo.

É uma história

bem conhecida

que foi publicada.

e ele falou,

qual o nome

do seu irmão?

Ele falou,

André Luiz.

Ele falou,

então meu nome

é André Luiz.

Ele tinha uma cama,

tinha outro.

Ele dormia

do lado esquerdo

e eu dormia

do lado direito.

Dormia ele e eu,

só.

Aí o espírito

apareceu

e ele queria saber

quem era

que estava ali.

Aí ele disse,

esse moço

que está dormindo aí,

eu chamo,

é o nome dele.

Agora André Luiz,

muita gente

questiona

qual era

a identidade dele.

Mas Chico dizia

que era o doutor

Carlos Chagas.

Ele era

o doutor

Carlos Chagas,

um grande sanitarista

que se valeu

de um pseudônimo.

Em 1943,

quando o espírito

de André Luiz

começou a escrever

por nosso intermédio,

eu senti

grande estranheza

no que ele

editava

e escrevia.

Então,

certa noite,

o próprio

Emmanuel

e André Luiz

me levaram

a determinado

bairro

da cidade

de nosso lar.

Posso dizer

que eu fui

em desdobramento

espiritual

na chamada

zona

hospitalar

da cidade.

E uma coisa

chamou a atenção

de imediato.

A luz

era o formato

de coração.

E ele perguntou assim,

mas por quê?

Ele falou assim,

todos os dias,

às 18 horas,

na oração

do governador,

os enfermos

que não podem

se encaminhar

para os locais

adequados

recebem

essas vibrações

dessa lâmpada.

Retornaram,

voltou

para o corpo

e eu pergunto,

Chico,

mas você se lembrou,

meu filho,

de tudo,

como eu estou

te dizendo

aqui agora.

E a obra,

graças a Deus,

persistiu

e chegaram

nas 13 obras

dessas características

aí do André Luiz.

Foi para mim

uma excursão

espiritual

inesquecível,

como se eu

desfrutasse

os favores

de um espírito

liberto.

Eu fui

em função

de serviço,

mas não por mérito,

mas fui.

O Chico

é uma figura

incomparável,

então todas

estas informações

que ele nos trouxe

através da sua

mediunidade

exuberante,

isso sem dúvida

impactou demais

o movimento espírita.

E até tem um livro,

O Pão Nosso,

que ganhou um prêmio

fantástico.

28 estados americanos

concorreram

em quatro países.

Isso foi uma grande

reboliço,

houve uma medalha

de bronze,

na época a FEB

divulgou

e vários outros

sites e outras

federativas

fizeram a divulgação,

nós pulávamos

de alegria.

E uma coisa

que sempre me impressionou

em Chico

era a honestidade

mediúnica.

Ele parava

daquele que estava

falando,

olhava de lado,

esse ato dele

parar de conversar

e olhar de lado

e eu já sabia

os espíritos

tão perto dele.

Aí ele dizia assim,

o espírito de fulano

está vendo

para nós,

aconselhando,

olharmos dessa forma

assim e assim.

Então,

para mim,

isso era um gesto

de uma profunda

sinceridade

e de fidelidade

à doutrina.

Eu não estava

vendo os espíritos

e ele podia

continuar falando

que era ele mesmo.

Muito ingênuo

quem pensa

que alguém no mundo,

qualquer que fosse,

iriam fazer

a cabeça do Chico.

Ele tinha opinião própria.

Um grande plano

de nosso senhor

Jesus Cristo,

que envolveu

o Chico

como o intermediário

aqui

e uma pléiade

de espíritos

do bem

que vieram trazer

uma luz nova

para o mundo

em várias as feições,

feições científicas,

filosóficas,

religiosas,

que na verdade

o espiritismo

é a integração

de tudo isso.

Esses espíritos

de altíssimo padrão

vieram,

através do Chico Xavier,

trazer essa mensagem.

A gente sabe,

por exemplo,

que o Emmanuel

foi dado a ele

a coordenação

da psicografia.

Mas, por exemplo,

a Isabel de Aragão,

que é considerada

santa na Igreja Católica

de Portugal

e de Algarve

do século XIII,

foi dada a ela

a condução

da tarefa

da caridade

do Chico.

Doutor Adolfo Bezerra

de Menezes

foi dado a ele

a tarefa

da psicografia

de receituário

homeopático.

Então,

cada espírito

teve uma missão

definida.

O Chico

antevia

os acontecimentos.

Ele tinha

relativamente

certa

visão do futuro.

Eu acho

que o Chico

era um estrategista.

Ele não nos dava

toda a revelação

ou toda a verdade.

Ele nos dava

uma peça

de um tabuleiro

de xadrez

ou de um tabuleiro

de quebra-cabeças.

Ele falou pra mim

que no futuro

nós teríamos

aparelhos

dos quais

nós iríamos

nos comunicar

com os desencarnados

se não teria

mais psicografia.

Nós iríamos

nos comunicar

com os desencarnados.

Ele chegou

a comentar

com a gente

que o terceiro milênio

prometia ao homem

maravilhas

jamais vistas.

Individualmente,

ele chegava

a falar até

sobre política,

sobre ciência,

sobre as conquistas

da ciência.

Numa dessas ocorrências

na década de 80,

ele fala assim,

Geraldinho,

você sabe me dizer

o que seja

multimídia?

Eu levei um susto,

se instiga,

eu não tenho a menor ideia.

Mas pela palavra,

a gente pode

dar um chute aqui

que seja a união

de muitas mídias.

e ele falou

que o Solene,

porque os espíritos

estão me dizendo

que chegará o dia

em que a doutrina

será divulgada

em multimídia.

Olha,

naquela época

a gente não tinha

internet,

não tinha celular,

não tinha computador

pessoal,

tablet.

Ele era um homem

visionário,

ele era um homem

que previa o futuro

com muita facilidade.

Às vezes,

individualmente,

quando ele estava

conversando com alguém,

quando era permitido

pela espiritualidade,

ele costumava

a fazer

certas revelações.

Ele me perguntou,

ele falou assim,

você se lembra

do livro

A Caminho da Luz?

Lá no final do livro,

o espírito de Emmanuel

não faz uma previsão

de que a reunião

das potências angélicas

que dirigem

o nosso sistema solar,

que já havia se reunido

nas proximidades da Terra

por duas ocasiões.

Para o fim do século XX,

estava prevista

uma terceira reunião.

Essa reunião

já ocorreu

quando o homem

pisou na Lua,

no dia 20 de julho

de 1969.

Se não entrarmos

numa guerra de extermínio,

nos próximos 50 anos,

então nós podemos

esperar realizações

extraordinárias

da ciência humana.

É ali,

naquele momento,

as potências angélicas

que dirigem

os outros planetas

do nosso sistema solar

estavam preocupados

com a potência bélica

nuclear da Terra,

mas ainda assim,

Jesus advogou

a nossa causa.

foi o único

nessa Assembleia

de seres angélicos,

pedindo um prazo

para ele ainda

trabalhar na Terra,

que seria

a última oportunidade.

Então, nós não podemos

também acusar

os nossos irmãos

que estão se dirigindo

à Lua

para pesquisas

que devem ser consideradas

da máxima importância

para o nosso progresso

e para o nosso futuro.

Então, teremos,

quem sabe,

a possibilidade

de entrar em contato

com outras comunidades

da nossa galáxia.

Então, vamos,

definitivamente,

encerrar

o período bélico

na evolução

dos povos terrestres,

porque nós vamos

compreender

que fazemos parte

de uma família universal,

que não somos

o único mundo

criado por Deus.

Depois desses 50 anos,

nós já teremos

esse crédito,

se e somente

se a gente

não se entregar

à Terceira Guerra Mundial.

E isso é transformador,

porque nós deixaremos

de ter um paradigma

materialista,

essencialmente materialista

e utilitarista,

para termos o paradigma

da espiritualidade,

da união fraterna

entre os povos,

da fraternidade legítima,

porque vamos compreender

que nós todos

somos uma família universal.

Chico também trabalhou

a mediunidade

da materialização.

É público,

perfumes,

pedras,

transportes.

o primeiro espírito

que se materializou

através da mediunidade

do Chico

foi Joaquim José da Silva

Xavier Tiradentes.

O estudo mais

caracterizado,

mais completo

sobre materializações

foi feito

por dois cientistas.

Um deles

ganhou o prêmio

Nobel de Medicina,

Charles Richer,

que viu,

documentou tudo,

mas não brotou nele

a certeza

de que

era uma manifestação espiritual,

apesar de todas

as evidências.

A materialização

de um espírito

é a sua

corporificação,

ou seja,

sejamos bem claros,

durante alguns momentos,

sob condições

especialíssimas,

um espírito

que perdeu

o corpo físico,

ou seja,

morreu,

pode,

durante alguns momentos,

se tornar tangível,

visível

e audível

a nós.

Ele adquire,

durante alguns momentos,

um corpo igual o nosso.

É um efeito físico

e para isso

precisa de médiums

de efeito físico.

Então,

o que é?

Existe o ectoplasma,

é um fluido,

um princípio material

e um princípio espiritual.

O princípio espiritual

é os espíritos,

material é corpo,

perispírito,

e também a parte

do ectoplasma

que é semimaterial.

Esse ectoplasma,

ele pode sair

das cavidades

naturais do organismo,

pode sair do nariz,

do ouvido,

da boca.

Então,

esse ectoplasma

é eliminado do médio

e depois

ele é condensado

e é formado

o corpo fluídico.

Até que,

quando Emmanuel

se materializa

diante de vários companheiros,

conforme a história

registrou em vários livros,

foi que,

a partir daquele momento,

estava suspenso

porque a tarefa

do médium

era com o livro,

o livro que ilumina

e que educa.

Há um antigo

provérbio

que diz que

a criatura humana

na passagem

por este mundo

deveria deixar

uma árvore,

um livro

ou um filho.

Em matéria de livros,

que considero também

filhos meus

desde que eles todos

passaram

pelas minhas mãos,

pelo meu calor,

pelo meu sangue,

pelo meu entusiasmo,

pela minha alegria

de trabalhar

como filhos.

Nos anos 50,

o Chico passou

a escrever

receitas médicas

para as pessoas

que procuravam ele,

Pedro Leopoldo,

assinadas pelo

doutor Bizerra de Menezes.

Ele sentava à mesa,

tinha a prece,

ele escolhia,

lógico que eram

os espíritos,

Emmanuel,

escolhia um trecho

do Evangelho

segundo o Espiritismo

e uma pergunta

do Livro dos Espíritos.

Aí ele ia para o quartinho,

levava,

a porta do quartinho

tinha uma saída,

uma janelinha,

para ele,

de vez em quando,

chegava os receituários

e alguém lia lá fora,

chamava fulano de tal.

Então,

eram mais de 500 receitas

por noite.

Laudelina Maria

de Jesus,

Maria de Lourdes Ramos,

Alivina Maria

de Jesus.

Teve uma época

que uma criança

foi para vários médicos

e o Chico conversava

com ela

e passava a mão

na criança

e conversava.

Depois da conversa,

aquelas lesões

desapareceram.

Quer dizer,

ele curou

uma doença

que os médicos

naquela época,

né,

nem conseguiram,

vários médicos.

Meu pai

ficou muito doente.

Naquela época

aqui em Brasília,

lá na década

de 70,

ninguém descobria

qual é,

não conseguiu

um diagnóstico

para a doença dele.

E o Chico

falou,

você traz

uma garrafa

de água,

você mesmo

prepara,

nós vamos

colocar aqui

no domingo,

no nosso quarto,

os bons espíritos

vão fluidificar

essa água,

e nós vamos

levando,

minha filha.

E assim

nós fizemos.

A água

era leitosa,

eu levei

uma água

límpida,

mas era

o octoplasma

do Chico.

Na hora,

eu percebi logo,

eu olhei assim,

mas eu percebi,

era como se fosse

leite.

Ele durou

um ano,

essa água.

Tomava um pouquinho,

diluía com outra,

minha mãe colocava

aquela colherzinha

de sobremesa

dentro de outra,

bebia o dia todo

daquela água diluída.

Quando foi

no outro ano,

um ano depois,

no mês,

no início de março,

a água acabou.

então ele começou

a passar mal,

foi internado

no hospital

Saracobiché,

onde eu trabalhava.

E lá,

o médico

falou assim,

ó,

ele conseguiu

dar o diagnóstico

finalmente

da doença dele.

Ele tinha um câncer

generalizado

nos ossos.

O radiologista

me mostrou,

olha aqui,

onde é que tem costela?

Não existe mais costela.

e ele andava,

não sentia dor.

Uma senhora

muito pobrezinha,

muito pobrezinha,

doente,

o Chico psicografou

do doutor Bezerra

uma receita homeopática.

E ela disse assim,

Chico,

e o remédio homeopático

sempre foi

bem acessível,

bem barato.

O Chico não tem dinheiro

para comprar esse remédio.

E o Chico falou,

eu também não.

Mas o doutor Bezerra

está aqui

dizendo você picar

a mensagem

e tomar os pedacinhos.

Porque o que tinha

no remédio,

ele magnetizou agora.

E ela picou a mensagem,

tomou a mensagem.

Vinde a mim

vós

os que sofreis

que eu vos aliviarei.

O próprio Senhor

não prometeu cura,

ele prometeu alívio.

Não estamos fazendo

absolutamente

qualquer comparação.

Conhecemos

a nossa posição

de subverme

em minha condição pessoal.

em determinado momento,

na década de 50

para 60,

o Chico recebia

uma quantidade enorme

de correspondência.

Naquela época

eram cartas escritas,

muito,

telegramas,

era muito,

mas não era pouco,

não,

era muita coisa.

Então,

ele tinha uma sala,

duas salas lá,

que tinham

umas mesas

compridas,

aquelas mesas

bem grandes,

e as pessoas

vinham com aquele pacote

que vinha do correio,

jogava em cima

daquelas mesas

e espalhava.

Ele dedicava

as tardes dele

em reunir mensagens

numa caixinha

e enviava

para o Brasil inteiro.

O Chico é interessante

e ele tem

uma correspondência

numa média

de 80 cartas

por dia.

E a expedição

de Uberaba

com as mensagens

psicografadas

pelos nossos mentores

e o Chico recebendo

é expedida

na base

de 120 a 140

por semana.

Este é

o cômodo

que o Chico

chamava de correio,

aonde ele respondia

cartas,

aonde ele mandava

200 pacotinhos

desses,

a gente ajudava

a confeccionar

e ele punha

os endereços

da própria mão.

Eram 100

todos os dias

que a gente

levava para o correio.

Era uma média,

olha lá,

aqui você está vendo

que tem

os pacotes,

que aí ele punha

os endereços

e a gente levava

de manhã

para o correio,

está vendo?

E era um trabalho

silencioso,

era praticamente

um balé,

porque tinha

os montinhos

de mensagens

na mesa

e aí tinha

uma ordem também,

eu tinha que seguir

essa ordem

para colocar

dentro da caixinha

e ele fazia questão

de escrever

o nome da pessoa

a mão.

Nós recebíamos

na nossa residência

mensalmente

um pacotinho

de mensagens

e com a subscrição

feita por ele mesmo,

era a letra dele.

E quando ele lançava

livros,

ele nos encaminhava

com dedicatória.

São mensagens

psicografadas

por vários amigos

espirituais

e nós já temos

a montagem

em braile,

que é a benção

do lar

de nossa querida

Meimei.

Ele foi ficando

cada vez mais famoso

e foi ficando

cada vez mais

assediado também

e ele sofria,

e ele conta isso

com uma tristeza

também grande,

ele sofria

uma pressão

até de algumas

pessoas da família

para que ele

revertesse mesmo

uma parte

dos direitos

autorais

para a família,

porque

a família

era necessitada

de dinheiro.

Tinha um cerco

de uma cidade

muito pequena

e aconteceu

em 1958

um escândalo

muito, muito,

muito desagradável

que abalou muito

ele,

que foi um sobrinho

dele,

que se dizia

psicógrafo também,

ele psicografava

Castro Alves,

o nome dele

era Amaury Pena,

ele desembarcou

na redação

de um jornal

e falou

preciso desabafar.

Ele chegou

e falou

olha,

o que eu psicografo

é tudo fraude.

Eu,

como meu tio,

o Chico,

eu sou também

muito inteligente

e eu leio muito

e eu imito

o estilo

do Castro Alves.

Aí depois

o pai desse Amaury

falou que ele

bebia demais,

que era muito

desequilibrado,

depois o delegado

foi e falou

que ele era

um arruaceiro,

enfim,

depois o menino

se retratou,

mas aquilo

abalou muito

o Chico,

abalou muito

e foi uma gota

d'água,

assim,

para o Chico

tomar uma decisão

que ele já vinha

amadurecendo,

que era a decisão

de sair dessa

cidade pequena

para ir para

uma cidade maior.

E a cidade escolhida

foi então

Uberaba,

que era a cidade

onde morava

o único parceiro

que ele teve

em vida,

que foi

o Valdo Vieira.

Alguns falam

que foi

porque foi

perseguição,

uns falam

que já tinha

um plano

de ir para

Uberaba,

que só antecipou

devido a alguns

acontecimentos

jornalísticos

que prejudicaram

a família

e ele também.

Mas eu acredito

que o Chico

não faria nada

que não fosse

para o benefício

da sua obra

então em andamento.

Lá em Uberaba

ele pôde

ter mais

tranquilidade.

A retirada dele

para mim

foi como um teste

para todos nós

que aqui estávamos.

É tipo assim,

o mestre

esteve aqui,

deu exemplo,

deixou obras

e aí?

Agora é com vocês.

Um grande

semeador,

ele semeou

em Pedro Leopoldo,

semeou em Uberaba

e semeou

em Minas Gerais

e no Brasil inteiro.

Então os porquês

para nós aqui

não é importante.

O importante

é o homem,

a obra

e o que ele fez

em todas as cidades.

É interessante

que a gente sempre nota

que o Chico

era o Chico

onde ele estivesse.

Nos anos 70,

na virada

dos 60

para os 70,

o Chico

ele começou

a se dedicar

cada vez mais

à psicografia

das cartas,

das mensagens

consoladoras

para as famílias

que tinham

perdido filhos,

que é o que

o Chico chamava,

as famílias chamam

também

da dor maior,

que é a dor

da perda

de um filho.

Vinha pessoas

de todo o Brasil.

se o Chico

fosse atender

a todos,

era humanamente

impossível.

Eram distribuídas

umas fichas

para que as pessoas

pudessem conversar

com o Chico.

Era um atendimento

que era feito.

E essas fichas

eram distribuídas

muito cedo,

então se esgotavam

rápido,

porque era uma multidão.

E a psicosfera

daquele ambiente

é uma psicosfera

pesada,

porque várias pessoas

estão aflitas

porque perdeu

entes queridos.

E ali a gente vê

um complemento

do que há

de mais sublime

e revelador

na obra

de Chico Xavier,

porque sendo

o Espiritismo

o consolador

prometido

por Jesus,

para mim

o Chico Xavier

era a expressão

máxima desse consolo,

exatamente

quando traz

nossos filhos

de volta,

como se colocasse

nossos filhos

de novo

nos nossos braços.

Uma das passagens

mais lindas ali,

registrada

por alguns biógrafos,

é quando

os próprios

companheiros diziam

mas Chico,

você não vai falar

da vida após a morte

para essa pessoa?

Eu disse não,

eu estou sentindo

a dor dela

e estou chorando com ela.

e aí

ele deu um abraço

para esta mãe

não disse

uma palavra

e depois

desse abraço

a mãe disse

muito obrigado.

O seu abraço

me disse tudo.

Muitas vezes

ele sopitava

as lágrimas

e quando

chegava a noite

mesmo depois

das reuniões

ele chorava

tudo o que podia

porque a emoção

dele era muito grande

com o sofrimento.

Então as mães

que o procuravam

em desespero

aquilo trazia

uma dor

muito grande

para ele

que ele queria

que essas mães

sorrissem.

Graças a Deus

muitas delas

puderam sorrir

com as mensagens

de familiares

que o Chico recebeu.

Realmente

a minha visão

em relação

à morte

principalmente

a morte

do meu filho

mudou completamente.

O sentimento

para a dor

a gente

não pode deixar

de sentir

isso não muda

porque tem gente

que diz assim

ah não

passou por isso

ah mas é espírita

está tudo bem

está tudo bem

em termos

você entender

é uma coisa

você deixar

de sentir

é outra

só que o teu

sentimento

quando você

compreende

ele tem

uma outra

conotação.

Bem eu conheci

o Chico Xavier

numa fase

muito difícil

da minha vida

da nossa vida

nem do Lalo

nós

tínhamos

acabado

de perder

o nosso filho

afogado

na piscina

até que

aconteceu

um convite

dizendo que

Chico Xavier

convidava

a mim

e o Lalo

para ir

passar um final

de semana

com ele

lá eu encontrei

muitas famílias

que choravam

pela perda

não de um só filho

mas de uma família

inteira

de filhos

e todos

esperavam

notícias

cartas

o Chico Xavier

psicografava

mas nós

eu e o Lalo

não fomos lá

buscar

carta psicografada

nós fomos lá

para ouvir

o Chico

com suas palavras

com seus conselhos

com sua

genialidade

com sua espiritualidade

a nos confortar

a alma

o meu filho

caiu da garupa

da bicicleta

da babá

aos três anos

de idade

e

entrou em convulsão

três dias depois

e se foi

quando o meu filho

se vai

a minha mãe

sem saber

o que fazia

com a minha dor

me fala

vamos ao Beraba

minha filha

e meu pai

falava

vocês vão ter coragem

de incomodar

o Chico

depois de tudo

que ele deixou aqui

de obra

então

eu fiquei

dividida

como é que eu

uma mãe espírita

ia ter coragem

de ir lá

e falar

Chico

perdi meu filho

sendo que tudo

que ele tinha ensinado

estava nos livros

e

mas o egoísmo

venceu

e eu fui

ao Beraba

quatro meses

depois

da partida

do meu filhinho

eu vou chegando

de pronto

perto do Chico

quando eu chego

ele fala

você perdoou

o Beraba

não é minha filha

e eu olhei

nos olhos dele

para não ter que explicar

que eu não achava

que era uma questão

de perdão

eu só olhei

nos olhos dele

e falei

perdoei Chico

perdoei

e ele falou

você acha que você fez muito

por ter perdoado

você devia ter agradecido

que foi dos braços dela

que ele caiu

e não dos seus

nem você

nem o Agnaldo

suportaria o remorso

já chegou uma senhora

do meu lado

e eu vi

que ela

estava sofrendo muito

pelo aspecto dela

o cabelo

desalinha

os olhos

fundos

ela estava

com uma bolsa preta

e aí

dialogando

eu perguntei

o que traz aqui

ela falou assim

ah

o meu filho

meu filho faleceu

e aí

ela contou

para mim

que ele estava

com os amigos

em Santos

brincando

com eles

nas pedras

e o filho

voltou morto

e ela abriu

a bolsa preta

e mostrou

olha aqui

eu vi

a tarja

e ela

depois fez assim

eu quero falar

com Chico Xavier

hoje

se eu não falar

com ele

eu não volto

mais para Santos

falei

mas por que

ela pegou

abriu

chumbinho

aí o Chico

pegou na mão

dela

e falou assim

por que tanta dor

por que tanto

sofrimento

o Marcelo

está aqui

ele teve

uma parada

cardiorrespiratória

mas ele não está

só

ele está

com a avó

dele

a sua mãe

Dona Ambrosina

aquele olhar

que eu vi

de aspecto

de dor

mudou

ela abriu

a bolsa

preta

tirou

o remédio

tirou

a caixinha

com chumbinho

jogou no lixo

pôs a carta

isso eu nunca esqueço

pôs a carta

no peito

e disse

meu filho vive

eu não preciso

mais disso

isso é Chico

amor

Xavier

Chico tem uma visão

ampliada

ele tinha

a mediunidade

da clara evidência

que ele via

com clareza

os espíritos

ele tinha

clara audiência

então ele conhecia

quando ele via alguém

ele conhecia

por trás

daquela pessoa

uma história

de vida

muito ampliada

era impressionante

que Chico

quando via

ele não via

apenas o espírito

e relatava

ele impactava

ele impactava

as pessoas

ela está dizendo

que nessa atual

existência

ela passou por isso

porque numa existência

tal

e ele posicionava

não é

em relação

a

a vida

passada

o Chico

me conta

que o meu filho

havia se comprometido

pela inteligência

numa existência

anterior

e por isso

estragado

o cérebro

perespiritual

que doía

e ele precisava

de uma encarnação

onde deixar

aquele estrago

e aquele estrago

se expressou

no corpo físico

do meu filhinho

em forma

desse aneurisma

que romperia

com queda

ou sem queda

e nós não podemos

generalizar

porque esta

não é a causa

de todos os aneurismas

particularmente

era o caso

do meu filho

depois realmente

como ele havia

destinado

já havia dito

eu recebi

a presença

na nossa vida

de mais uma filha

Yasmin

e logo depois

para coroar

a chegada

da Jade

então

somos muito felizes

por ter passado

por essa fase

tão difícil

ao lado

de um espírito

tão iluminado

como o do Chico

a mensagem

é um fator

de

informação segura

para reconforto

e condução espiritual

da criatura

dentro

do seu próprio lar

ou dentro

do seu grupo social

e essas mensagens

nos ajudam

a evitarmos

as calamidades

individuais

como sejam

o desânimo

a irritação

o ciúme

a intolerância

a intransigência

e essas mensagens

nos vacinam

contra esses males íntimos

o doutor Elias Barbosa

é um dos biógrafos

de Chico Xavier

ele fez um estudo

com todas aquelas mensagens

que Chico

psicografou

através da sua mediunidade

de filhos

para os pais

e comprovava

a veracidade

dessas mensagens

através da psicografia

de Chico Xavier

e ele falou

certa feita

de uma das existências

dele na Espanha

onde ele tinha sido mãe

olha o quanto

isso era significativo

uma experiência

que ele teve

na Espanha

onde ele reencarnou

num corpo feminino

e foi mãe

era por isso

aí ele disse

por isso

eu consigo entender

o que sente

o coração

de uma mãe

quando ela

vem me procurar

informando

que o seu filho

partiu

para o plano espiritual

eu pude ver

várias vezes

esse trabalho

que resultou

em mais de 100 obras

que são

os livros

de mensagens

familiares

o trabalho

fazia parte

faz parte constante

da vida do Chico

então ele nunca

deixou de trabalhar

ele sempre foi

muito dedicado

inclusive no trabalho

material

no trabalho

de sustentação

no ganha-pão

de maneira mais simples

possível

e no trabalho espiritual

ele avançava

madrugada afora

em dedicação

ao próximo

ele tinha o maior

respeito

e um cuidado

muito grande

em conversar

para acolher

para amparar

para amparar

que ele dizia

que a dor

da alma

é a dor

mais profunda

que existe

Chico não vivia

só por conta

dos espíritos

ele não vivia

só com

os desencarnados

ele não se esquecia

dos encarnados

ele sempre

estava visitando

instituições

de caridade

aos sábados

aos sábados

à tarde

ele estava

sempre

lá nas reuniões

do abacateiro

cerca de 500

pessoas

crianças

senhoras

pessoas pobres

necessitadas

e ali começava

a reunião

ali tinha

o mundo

ali né

às vezes era

pessoa de fora

do país

estava presenciando

aquelas reuniões

simples

em que o céu

era o teto

como se fosse

as reuniões

de Jesus

na época dele

na sua simplicidade

quando o Chico

chegava

debaixo

daquele abacateiro

era um silêncio

até o vento

parava

as folhas

secas

parecia

que estava

respondendo

a divindade

que estava

chegando

os pássaros

parece que

ficavam cantando

tinha tanto

pássaro aqui

tinha muita

pombinha

tinha muito

pássaro preto

bem te vi

e era muito

alegre né

e foi lá

na zona do abacateiro

que eu fui

me enfiando

no meio

do povo

e cheguei

ao lado

do Chico

pela primeira vez

aí o Chico

me pegou

pelo braço

que eu colei

nele

e ele falou

assim pra mim

você veio

de tão longe

vamos trabalhar

eu falei

vamos

ele me deu

uma sacola

velha

de pano

eu abri

tinha muito

dinheiro lá dentro

mas dinheiro

trocado e velho

na época

era cruzeiro

muito trocadinho

e ele falou

pra mim

vai fazendo

notinha

de dinheiro

que é

pra pagar

passagem

das famílias

voltarem

pra casas

dela

e tinha

uma fila

enorme

de famílias

que passavam

e dava

mantimento

e a minha função

era preparar

o trocado

do ônibus

entregar na mão

do Chico

pro Chico

entregar

pras famílias

e eu fiquei

horas fazendo

esse serviço

com o Chico

o Chico

o Chico

soube

mais do que nunca

de uma forma

sensorial

e de uma forma

racional

iluminada

assumir

essa responsabilidade

de seu

consolo

de tantas

almas

que o procuravam

agora sempre

a partir

da sua disposição

a partir

vamos dizer assim

de um espelho

que procurava

se manter limpo

pra refletir

a luz maior

a partir

de uma água

que procurava

estar pura

pra poder

descedentar

tantas almas

que buscavam

o Beraba

na época

tinha três

empresas de aviação

hoje custa

segurar uma

porque era

de mil oitocentos

a duas mil pessoas

no mínimo

cada fim de semana

então vocês imaginam

o transtorno

que não era

o Chico

tinha sempre

um terno

onde é um terno

bem largo

com vários

bolsos

e as pessoas

que ficavam

nessa fila

vinham com

papeletes

às vezes

de pedidos

o Chico

sempre

dava bastante

atenção

a essas pessoas

e colocava

sempre esses

papéis

nos bolsos

então quando

ele ia pra reunião

os bolsos

do Chico

estavam

cheios

de papéis

e às vezes

numa reunião

às vezes a pessoa

estava mais

no final da fila

o Chico

intuitivamente

ele chamava

pelo nome

aquela pessoa

e às vezes

aquela pessoa

é às vezes

a mais necessitada

aquela fila

de

duzentas

trezentas

quinhentas

pessoas

ele dizia

o nome

das pessoas

como é que chama

sua mãe

você é filho

de dona Ilma

ele nunca tinha

me visto

o Chico

valeu

espera um pouquinho

vem embora agora

espera um pouquinho

aí ele foi

no quarto dele

voltou com o envelope

assim branquinho

e colocou algo

dentro do envelope

né

e se que você entrega

só a mãe Ilma

só a mamãe Ilma

tá bom meu filho

ok Chico

obrigado

deu um beijo nele

eu despedi

curioso né

chegando na rua

eu peguei o envelope

abri o envelope

era trezentos cruzeses

três notinhas verdes

seria hoje

trezentos reais

vamos dizer assim

aí chegando em casa

aqui em Brasonte

no Vista Alegre

o Mãe e o Chico

mandou assim

pra senhora

quando ela viu

nossa meu filho

é o valor

que eu tenho que pagar

a mercearia ali

porque a minha mãe

pegava o mantimento

fiado né

na mercearia

ela tava devendo

justamente

trezentos cruzeiros

Chico olhou pra mim

assim

me deu uma tremedeira

me deu emoção

tão forte

que o Chico olhou

pra mim

ô Rabelo

você acha que eu não

te conheço cara

aí eu jurei

veja como era uma capacidade

do espírito

ele diz

eu estou psicografando

no centro

aí eu me desdobro

e passo entre as pessoas

desdobrado

para ver o que elas estão pensando

no sentido de que

na hora que elas forem

me cumprimentar

na fila

eu possa

de alguma maneira

utilizar aquilo

que eu registrei

para consolá-las

para atendê-las

nas suas necessidades

eu disse a ele

Chico

é perigoso

pensar perto de você

numa roda de amigos

você fura

a faixa

do pensamento

nosso

se a pessoa

estiver na minha

onda vibratória

fura

agora

se o nível

da pessoa

não atingia

o dele

ele teria

que descer

muito

mas eu nunca

me esqueci

de uma vez

que eu encontrei

com o Chico

na colônia

Santa Marta

é uma colônia

para rancinianos

ela fica em Goiânia

e o Chico

tinha o hábito

de visitar

essa colônia

todos os anos

mas o Chico

já era uma celebridade

então

quando ele entrava

as pessoas todas

em volta dele

ali

e a minha mãe

me levou

era pequeno

não tinha jeito

de chegar perto do Chico

então ela me levantou

me levantou

para poder ver o Chico

e quando eu olhei

sabe quando o olhar

cruza

e parece que você sente

alguma coisa

estende a mão

o Chico estendeu a mão

e ele tocou

eu nunca mais esqueci

da expressão

do olhar do Chico

eu devia ter uns 5 anos

5 anos de idade

mas a imagem

a figura do Chico

o olhar do Chico

nunca saiu

da minha memória

a partir

do Pinga Fogo

em 1971

Chico Xavier

fica muito popular

o povo brasileiro

e até mesmo internacional

toma o conhecimento

do que é este homem especial

além da sua mediunidade

ele responde

como se fosse

um lorde inglês

cada resposta dele

é dada

com a maior

sobriedade

parece que o Emmanuel

ali

praticamente acoplou nele

ali

foi um dos programas

de maior audiência

considerando

com novela

com tudo

nós não esperávamos

teve o primeiro

e o segundo

eu tenho tido

a minha vida

quase que toda

voltada

para o mundo espiritual

mas quero dizer também

que eu sou brasileiro

e adoro o Pelé

e se eu puder

ganhar uma letrinha esportiva

eu vou ficar muito feliz

você não vai na cara

da espera

está muito bem

a imprensa

mais trabalhou

o bem

para o Chico Xavier

todas as emissoras

de televisão

do Brasil

fizeram

especiais

com o Chico Xavier

começa agora

no Fantástico

uma reportagem especial

sobre Chico Xavier

Chico Xavier

intermédio

de Chico Xavier

na TV Tupi

ele foi

no Jornal

no Clube dos Artistas

na TV Record

ele fazia um programa

ao meio dia

com o jornalista

Hélio Ansaldo

a TV Manchete

fez especiais

com Chico

mas quem mais divulgou

Chico Xavier

foi a Rede Globo

de televisão

a maior emissora

da América Latina

e uma das cinco

do mundo

não tinha fronteiras

para a mensagem dele

é uma espiritualidade

ampla

ampla

quantos empresários

procuraram Chico?

artistas

políticos

militares

todo mundo

nós sempre ouvimos

falar sobre

a questão

da relação

de Chico Xavier

com JK

ou Juscelino Kubitschek

que muitas vezes

é tratado em forma

de lenda

porque até então

não existiam

documentos

que poderiam

comprovar

ou indicar

uma evidência

dessa relação

de Chico

com Juscelino

ele conheceu

Chico Xavier

através do médium

Zé Arigó

Juscelino

que era governador

de Minas

concorria

à presidência

da república

pouco antes

do encontro

entre os dois

repórteres

perguntaram

ao Chico

quem venceria

a campanha

para a presidência

da república

e o Chico

ele não cravou

o nome

mas disse

olha

vai ser alguém

com um nome

estrangeiro

então

o JK

foi logo

entrou

para o processo

lá da presidência

mas

ele queria

tinha aquela ideia

de levar

a capital

para o interior

apareceu

então

tinha uma consciex

que era um espírito

comunicante

que dava as mensagens

orientou tudo

sobre Brasília

quando chegou

em 1959

para 60

o Juscelino

quis que a gente

fosse lá

para ver a obra

que a gente

ajudou a fazer

que foi Brasília

ele chegou

levou a gente

nós vimos o catetinho

nós

eu, Chico

ele e tal

vimos o catetinho

depois ele levou

a gente na Alvorada

na Alvorada

ele levou

no guarda-roupa

que estava levando

as roupas dele

pegou a gravata

dele

das bonitas

e deu para o Chico

pegou outra

e deu para mim

e falou assim

isso é um agradecimento

que eu tenho

para vocês

por tudo que vocês fizeram

para a gente

fazer essa cidade

o Chico recebia

em sua casa

recebeu

políticos

vice-presidentes

presidentes

Chico convivia

com artistas

eu me comovo

falar do Chico

porque

a bondade

do Chico

é uma coisa

invejável

a doçura

da voz do Chico

permanente

mesmo sem forças

eu não sei

vem de algum lugar

uma força

maior

que faz com que

o Chico

possa

estar

em todos os lugares

você veja

quanta coisa

semelhante

Deus também

está em todos

os lugares

o Chico Xavier

eu conheci

aí assim

fiquei 40 minutos

com ele

40 minutos

chorando

e ele

falando muita

coisa linda

muita coisa

aí quando eu voltei

eu já tinha

feito a música

para ele

eu fui

só para mostrar

mesmo a música

para ele

que ele estava

atendendo as pessoas

e tal

aí cantei

para ele

foi

muito legal

muito emocionante

Chico Xavier

Chico Xavier

quem tem ouvidos

para ouvir

escuta

escuta

escuta

escuta

então o Chico

que já era

muito procurado

que já era

muito assediado

que já era

uma celebridade

nacional

e que se torna

uma celebridade

imensa

depois dos

programas

das duas edições

do Pinga Fogo

em 1971

ele passa

a ser

caravanas

e caravanas

vindas de todos

os cantos

começam a desembarcar

em Uberaba

em busca das mensagens

existe vários

livros

de biógrafos

e o Chico

tem mais de 200

biógrafos

de pessoas

intelectuais

jornalistas

que fizeram

a divulgação

do Chico

que indiretamente

divulgava

o espiritismo

divulgava

Allan Kardec

e conseguimos

publicar

em 2010

a primeira

biografia

de Chico Xavier

em inglês

que a gente tem notícia

que foi escrito

por

Guy

Lyon

Playfair

em 1965

o Chico

e o Valdo

foram para os

Estados Unidos

e eles tinham

um projeto

de difundir

o espiritismo

no mundo

fundaram

um centro espírita

lá

fizeram contatos

importantes

foram ao

cemitério

e tiveram

um encontro

que eles

descreveram

em detalhes

tem vários

relatos

desse encontro

com o espírito

da Marilyn Monroe

e teriam tido

uma longa

conversa

com ela

em que ela

narra os bastidores

da morte

dela

fala sobre

todo o sofrimento

que ela teria

passado

foram duros

os últimos dias

dela até a morte

também

os bastidores

dessa morte

também

ela teria

contado

essa foi também

a despedida

do Valdo

e do Chico

porque pouco

depois

eles

se separam

essa parceria

chega ao fim

nunca mais

o Chico

e o Valdo

se falariam

o pensamento

dele

24 horas

era fazer assistência

eu deixei o movimento

espírita

por causa disso

eu sou da tarefa

do esclarecimento

nós chamamos

de Thales

ele é um processo

mais de religião

de seita cristã

eu sou do princípio

da descrença

ele já sabia

que eu ia deixar

agora

ele chorava

com isso

então eu tive

que esperar

vários anos

preparando a coisa

para deixar

o movimento

espírita

essa celebridade

essa enorme

fama

dessa enorme

projeção

do Chico

eu acho que

teve aspectos

positivos

porque divulgou

o espiritismo

mas eu acho

que teve aspectos

muito negativos

para ele próprio

e para o próprio

movimento espírita

porque criou-se

uma cultura

no movimento espírita

de se afastar

da mediunidade

da democratização

que Kardec

pretendeu dar

à mediunidade

então Kardec

achava

e isso está

no livro

dos médiuns

que a gente

tinha que fazer

grupos pequenos

familiares

para receber espíritos

comunicar-se

etc

o que aconteceu

a partir da projeção

nacional

e até internacional

do Chico

o que nós

criamos uma cultura

no Brasil

aí com outros médiuns

também

de que só

grandes médiuns

estrelas

é que podem

receber espíritos

e que tem contato

com o mundo espiritual

aí o médium

começa a falar

como uma autoridade

então o que acontece

ele passa

a pontificar

a respeito

de qualquer assunto

a maneira pela qual

uma personalidade

é entendida

por outra pessoa

por uma comunidade

por uma sociedade

é difícil de avaliar

porque cada um

vai ter a sua

forma de expressão

e nós precisamos

respeitar essa diversidade

então alguns

virão ou verão

o Chico

como um santo

como um anjo

o Chico nunca foi

afim de que fosse

idolatrado

nunca quis

ser uma pessoa

idolatrada

nós pelo nosso

pequeno conhecimento

que punhamos ele

no pedestal

ele era tão simples

ele achava

que fazia pouco

que o mérito

não era dele

que ele foi

apenas um instrumento

porque quem escreveu

não foi ele

toda vez que alguém

beijava a mão dele

o que ele fazia

pegava a mão

e beijava de volta

né

porque o que ele está

dizendo ali

eu não sou melhor

que você

você não deve a mim

nenhuma diferença

em especial

né

então o Chico se coloca

no mesmo patamar

de todos nós

o que é maravilhoso

é um ato

que diz mais

que muita palavra

né

ele se referia

a si mesmo

dizendo

veja o meu nome

eu me chamo

Francisco

se eu tirar

o Fran

sobra de mim

só o Cisco

em uma atitude

de profunda

humildade

sincera

não me sinto

com qualquer tarefa

especial

que exija

um continuador

ou uma continuação

específica

porque o trabalho

que tem sido

conferido

a mim

pela bondade

dos mensageiros

da espiritualidade

superior

é um trabalho

que poderia ter sido

entregue

a qualquer outro

médium

eu não tenho

a pretensão

de ter substitutos

porque estou

na condição

da grama

quando um pé

de grama

desaparece

outro pé

de grama

vai surgindo

o que eu mais

aprendi com o Chico

foi exatamente

a humildade

ele queria

se apresentar

da melhor

forma possível

desde a sua

falta

do seu cabelo

a sua roupa

limpíssima

impecável

e o seu porte

ele falava

eu não posso

afrontar o povo

às vezes ele passava

até perfume

na peruca

para ficar igual

se você for lá

no quarto dele

você vai ver

então

ele falava assim

que eu pareço

um palhaço

né

mas eu não posso

afrontar os corações

que vem me visitar

então ele tinha

aquela certa

voidade mesmo

um terno

às vezes mais ou menos

igual da época

né

e quando ele ia

para os eventos

principais

ele pedia

para alguém

arrumá-lo

né

esses ternos

ficavam em casa

especialmente

para os movimentos

que ele tem aqui

pinga-fogo

reuniões

lugares que ele

precisava ir

de diferente maneira

que ele se vestia

em Uberaba

eu tinha os amigos

especiais

que faziam o terno

né

e o sapato

adequado

né

ele adorava

camisa

não gostava

de manga comprida

ele de terno

mas pedia

que as camisas

fossem de manga curta

e a gravata

às vezes

eu escolhia

uma mais discreta

ele preferia

mais vibrante

todos os elogios

que vinham

para ele

ele sempre

transferia

para Jesus

ele transferia

para o espiritismo

ele nunca admitiu

nunca aceitou

nenhum deles

quando tinha

algumas teses

também

sobre achar

que foi isso

foi aquilo

ele não

não considerava

nenhuma delas

não aceitava

e ele sempre

se colocava ali

como humilde

né

tem uma polêmica

assim

o Chico

foi ou não

foi Kardec

em outra encarnação

essa é uma pergunta

que de vez em quando

vem à tona

as pessoas queriam

alguma informação

privilegiada dele

ou sobre vidas

passadas

ou sobre vidas

futuras

eu não sei

quem foi

Chico Xavier

em outras vidas

mas eu sei

que ele não foi Kardec

a gente trabalha

com evidências

né

e estudos

também

pesquisas

mostram

que Chico

foi Kardec

devido

as mensagens

que estão

em obras

próximas

que Kardec

disse que

retornaria

a gente

entende

que a obra

dele

não é

como muitos

dizem

uma obra

subsidiária

é uma obra

básica

é a continuidade

né

se você

vê lá

em prolegômenos

do livro

dos espíritos

você vai ver

que os espíritos

falam

dessa

frutificação

futura

aliás

o próprio Kardec

fala nisso

no primeiro

capítulo

da Gênesis

que ele não tinha dado

a primeira

a última palavra

de espiritismo

mas a primeira

palavra

Kardec trabalhou

15 anos

33 obras

se a gente

for somar

cada ano

da revista

espírita

Chico trabalhou

75

três vezes mais

não é uma árvore

que está crescendo

e frutificando

dando frutos

a 100 por 1

eu já tinha estado

em Paris

várias vezes

mas nessa vez

especificamente

desde o momento

que eu pisei

no solo

parisiense

eu senti

uma emoção

profunda

e à noite

no hotel

eu recebi

pela primeira vez

uma mensagem

de Kardec

essa mensagem

que é inédita

ela fez

várias previsões

a respeito

do espiritismo

que depois

se concretizaram

eu fiquei

muito assim

será

porque a gente

tem aquela coisa

será que Kardec

pode se comunicar

claro que pode

qualquer espírito

pode

mas o que aconteceu

nesse momento

eu falei

bom eu preciso

perguntar

para alguém

porque será

que eu estou

mistificando

será

e eu mandei

para quem

mandei para o Chico

uma carta

para o Chico

perguntando

a opinião dele

ele nunca

me respondeu

nunca me respondeu

eu interpreto

esta mensagem

além de

ter sido

um significado

pessoal

para mim

de uma orientação

de vida

etc

também foi

o seguinte

eu acho

que foi um aviso

para o Chico

eu estou aqui

eu estou desencarnado

eu não sou você

certamente

ele teve

inúmeras

encarnações

de grande cultura

de grande conhecimento

agora o que ele foi

lá atrás

a gente não sabe

exatamente

há uma grande

dúvida

sobre se ele foi

o Kardec

acho que nem

vale a pena

discutir muito

isso não

porque

entra-se

numa estrutura

de debate

em que há

coisas a favor

e há coisas contra

eu acho que isso

não

não

não importa muito

para a questão

Chico Xavier

o que importa

é o ser

que ele é

a gente vê

às vezes

no movimento

espírita

as pessoas

muito apressadas

querendo concluir

tanto a favor

quanto contra

quando esse assunto

na verdade

merece estudo

detalhado

com paciência

com pesquisa

hoje nós temos

uma pesquisa

gigantesca

essa pesquisa

já identificou

mais de 200

mensagens

dos espíritos

através de

mais de 50

médiums

confirmando

que Chico

é Kardec

a minha vontade

de perguntar

a ele

era sempre

essa

o senhor

era Kardec

o senhor

é Kardec

mas eu

chegava perto

dele

ficava

mudo

não tinha coragem

só uma vez

que eu cheguei

a perguntar

o senhor

pode me dizer

onde anda

o espírito

de Allan Kardec

hoje

e ficou

um minuto

assim

em silêncio

como que

buscando palavras

para me responder

e falou assim

é Geraldinho

pode-se dizer

que ele anda

trabalhando muito

querido Galvez

e Nena

Deus os abençoe

vejam só

de onde

o nosso pessoal

terá extraído

isto

só posso dizer

essa não

ele um dia

me pergunta

assim

você vê Nena

é tanto falatório

se eu sou

ou não sou

Kardec

o que é que

você acha

Chico

tinha

aquela astúcia

mineira

ele queria saber

minha opinião

ele não disse

eu sou

ou não sou

ele nunca

me disse

eu sou

Kardec

como muitos

dizem

que ele disse

a mim não

mas a minha

resposta

foi tão profunda

que ele

encerrou

o assunto

eu respondi

a ele assim

Chico

você sabe

a veneração

que eu tenho

por Kardec

mas

e o respeito

por ele

mas a mim

não importa

nada

nem desmerece

seja você

ou não

Kardec

pra mim

você

Chico Xavier

eu conheci

a grandeza

de Chico

Chico

era tão

grande

que ele

pode ter sido

até companheiro

de Kardec

lado a lado

passo a passo

certo efeito

Kardec

se apresentou

só que

disse pra ele

eu vim

pra te ajudar

a conhecer

a doutrina espírita

eu sou Kardec

assim como

você me ajudou

nas revisões

que o Espírito

Verdade

fazia

eu vim colaborar

com você

meu filho

o Chico

contou

essa história

nos anos

50

todo choroso

muito constrangido

eu falei

eu nunca contei

isso pra ninguém

vou te falar

mas

por favor

eu vou dividir

com você

porque isso

me constrange

porque se eu

contar isso

num movimento

espírita

se eu tivesse

contado

o que seria

de mim

existe alguma

notícia

já que se fala

tanto

do plano espiritual

sobre a reencarnação

de Kardec

aqui no Brasil

ou em algum

outro país

até hoje

pessoalmente

eu nunca recebi

qualquer notícia

positiva

a respeito

da presença

de Allan Kardec

reencarnado

no Brasil

ou a Lures

infelizmente

há por aí

uma onda

de reencarnações

de Allan Kardec

quando Allan Kardec

surgir

ou ressurgir

ele dará

a notícia

de si mesmo

pela sua grandeza

na presença

que mostre

muito bem

muito bem

se eu tivesse

que escolher

eu diria que

Francisco Cândido Xavier

foi Francisco de Assis

pela bondade

pelo amor

aos animais

pela vida

que ele levou

a simplicidade

eu não tenho dúvida

que Chico

foi o apóstolo de Jesus

mas eu acho

que é Tiago

porque o Chico

é intelectual

até ontem

eu estava examinando

papéis aí

ele com um amigo dele

que ele escreveu

assim umas 20 cartas

para o cidadão

não tem um erro

de português

não tem uma vega

fora do lugar

um cidadão

que fez apenas

o curso primário

então tem que ser

alguém com uma bagagem

cultural

espírita muito grande

muito forte

foi Platão

Elias

isso que ele me contou

não estou falando

que ele contou

para mim

foi Platão

Elias

João Batista

Anchieta

João Rus

Kardec

e Chico

isso ele me contou

várias vezes

será que para ele

importava

ele ser Kardec

ou não

eu nunca perguntei

devia ter perguntado

será que ele se preocupou

quando ele começou

em Pedro Leopoldo

a saber

se era Kardec

ou não

a psicografar

o Chico

nunca se deu

de importante

por que se daria

entre o mundo espiritual

para mim

o que importa

e eu acho

que deveria importar

é quem foi o meu tio

nessa encarnação

qual foi o legado

que ele deixou

a minha avó

às vezes

ela

ela

ela ficava tão feliz

com o meu tio

lá em Pedro Leopoldo

e as pessoas

às vezes

não deixavam

que eles

desfrutassem

né

dos momentos

matar saudade

vamos colocar

toda a conversa

em dia

e ela ficava assim

minha filha

não consigo entender

por que as pessoas

ficam tanto

em cima do seu tio

está tudo nos livros

as pessoas deviam ler

sabe

elas deviam

aprender

a estudar

a doutrina

elas podiam

deixar o seu tio

um pouco em paz

isso era minha avó

e o Chico

tinha uma frase

muito boa

que ele falava assim

cuida dessa vida

porque essa vida

já dá trabalho

demais

esquece as outras

eu aprendi

desde muito cedo

a venerar

nosso senhor

Jesus Cristo

na fé

que minha mãe

me transmitiu

desde os dois anos

de idade

e essa Tomásia

nos registros

de José Issa

disse que

o dia 2 de abril

de 1910

foi a manhã

mais bonita

que ela viu

na vida dela

um branco

de garças

bonito

de se ver

que se deslocava

de um lado

para o outro

da mesma forma

que Chico

sempre teve

esse carinho

esse amor

pela memória

de Maria Jundideus

com minha mãe

não era diferente

era raríssimo dia

que minha mãe

não falava

em Maria Jundideus

da falta

que ela fez

da pessoa especial

que ela era

mesmo

quando

Maria Jundideus

desencarnou

Chico tinha 5

e a mamãe tinha 7

eu tive uma

uma tristeza

muito grande

mas muito grande

mesmo

porque

a gente leva

aquele choque

né

que é aquela esperança

de

de ver a mãe

da gente

de pé

né

depois da morte

de Maria Jundideus

os filhos

foram espalhados

e ele foi entregue

à madrinha

que era

uma pessoa

mentalmente

desequilibrada

ela

não gostava

do menino

né

mas ela tinha

uns hábitos

estranhos

como dizia o Chico

né

e ela espetava

garfos

embaixo

da camisola

o menino

vivia de camisolão

ela espetava

garfos

na barriga dele

de modo que

ele teve as hernias

né

mas durante todo esse período

dessa provação

foi aí que Chico

começou a ver

o espírito de Maria Jundideus

considero ainda

a maior emoção

de minha vida

o reencontro

com

minha mãe

desencarnada

meses antes

depois de alguns meses

do falecimento

de minha mãe

isto é

da desencarnação dela

ela

me apareceu

e conversava

comigo naturalmente

sem qualquer

estranheza

de minha parte

porque então

em meu cérebro infantil

não havia

qualquer antagonismo

em matéria

de religião

ou de filosofia

no campo

do relacionamento

humano

essa foi a maior

emoção

da minha vida

ela vinha

consolá-lo

e falar com ele

que ela ia pedir

a Deus

para enviar

um anjo bom

para socorrê-lo

e aí veio

Cidália

então quem fez

isso com Chico

não foi Cidália

madrasta

ao contrário

ela acolheu

a condição

que ela colocou

para meu avô

para o casamento

foi

retornar

com todos os filhos

de Maria João de Deus

para o lar

sempre que

meu pai

se

referia

a Cidália

era com

um respeito

que eu não me esqueço

ele sempre falava

pessoa

muito boa

até o tom

de voz

de meu pai

era respeitoso

a nossa vida

de princípio

a gente

estranha

depois

parece que Deus

ajuda tanto

né

e

eu trincava

carnaval

a família

Xavier

dançava

na rua

era assim

era

era a família

alegre

cinco anos

de idade

Chico Xavier

e enxergando

bons e maus

espíritos

de todas as cores

imagina esse estranho

e bondoso menino

andando pelas ruas

de Pedro Leopoldo

era incompreendido

era perseguido

era ridicularizado

a memória

mais antiga

que eu tenho

no Chico

foi quando

ele

ia para a escola

e tudo quanto

ele ia fazer

na escola

ele era sempre

sempre o primeiro

isso

dava uma certa

implicância

lá entre

os alunos

e tudo

ele sempre

sobressaía

porque parece que

Chico nasceu

sabendo tudo

ele captava

com maior facilidade

todos os espíritos

que desejasse

ele também

na hora

queria fazer

a lição dele

claro

que aqueles espíritos

amigos

vinha para ajudá-lo

só que ele

nunca demonstrava

esse conhecimento

que ele não queria

se distinguir

de forma superior

para com os outros

é preciso se saiba

que meu pai

não concordava

com

as minhas informações

sobre vozes

que eu ouvia

e o sacerdote

que me confessava

era

um espírito

de alta elevação

ele então

me aconselhou

a aceitar

um emprego

aos 10 anos

de idade

para que meu pai

impressionado

com o que eu dizia

não promovesse

a minha entrada

no sanatório

como trabalhava

no meio

de muito algodão

o algodão

afetou

os meus pulmões

fui ameaçado

por uma tuberculose

e então

fui trabalhar

no comércio

trabalhei 6 anos

no empório

onde eu era

balconista

e depois

aos 21 anos

eu me tornei

funcionário

do ministério

da agricultura

tendo sido

aposentado

na condição

de escriturário

quando acabava

o serviço

Chico passou

a tomar conta

dos cílios

da segunda mulher

de João Cândido

então pra ele

psicografar

lá era barulhento

então o doutor

Rômulo deu isso

pra ele

passou pra ele

morar aqui

quando ele

assumiu

o seu trabalho

no ministério

da agricultura

porque ele

foi funcionário

público

ele disse

que pouco tempo

depois

a essa época

as mensagens

do Chico

elas estavam

sendo distribuídas

no Brasil inteiro

publicadas

em jornais

e o Chico

diz

que

a época

uma

autoridade

eclesiástica

da igreja

em Minas Gerais

exigiu

ao ministério

da agricultura

que o Chico

fosse demitido

porque o nome

dele

estava

nas

mensagens

e nos livros

que estavam

sendo publicados

então ele conta

que o

o dirigente

lá

o chefe dele

era uma pessoa

que também gostava

muito dele

e por orientação

de um amigo

deles

em comum

que era advogado

sugeriu

que Chico

alterasse o nome

então ele vai dizer

que foi ao cartório

e alterou o nome

para Francisco

de Paula Cândido

a gente teve

alguma oportunidade

também de assistir

algumas reuniões

lá na casa

de Chico Xavier

Chico Xavier

gostava muito

de tomar café

mas também

tomava chá

ele comia frango

ele adorava Coca-Cola

ele gostava

tanto de Coca-Cola

que ele apelidava

até as pessoas

que estavam

muito perto dele

de Coca-Cola

Chico sempre

sempre gostou

de música

ele gostava

do samba

da Ides Regina

quando ele

Ides Regina

morreu

ele ficou

muito sentido

teve uma carta

que era

sentido

com a morte

do Ides Regina

ele ficou

muito sentido

com a morte

de Carmen Miranda

ele gostava

do samba

ele tinha

hábito

de pôr o sapato

pra dormir

no canto

da cama

a Dinorah

que era

a nossa companheira

que ficava

com ele

o dia todo

durante mais

de 40 anos

então

a hora que ele

sentava aqui

já colocava lá

ele tinha

uma cachorra

amiga dele

de rua

que vinha

todos os dias

às 10 horas

da noite

às 22 horas

da noite

saia à noite

com uma marmitinha

que ele fazia

e o pessoal

começou a achar estranho

aí foram atrás

pra saber

o que que era

tinha um cachorro

doente

nas proximidades

lá

ele à noite

ia levar

a comidinha

pro cachorro

e a espulga

tá doendo

a espulga

mamãe

tira a espulga

pra mim

esse tipo

sempre foi um apaixonado

pelos animais

eu nunca vi

ninguém ter um carinho

tão grande

pelos animais

como ele tinha

e eu lembro

que ele tinha

uma cadelinha

que ficava

em Pedro Leopoldo

e o Chico

toda vez que ia

pelo Leopoldo

ficava uma semana

em Pedro Leopoldo

e quando ele ia

embora

ele deixava

uma camisa dele

com a cachorra

com a Kika

porque ele usava

antes de ir embora

ele usava

dois, três dias

aquela camisa

pra impregnar

bastante com o cheiro

dele

e ele deixava

pra que

a cachorra

fosse

desapegando dele

então a cachorra

ficava agarrada

com a camisa

e com o tempo

claro

a memória

daquele animal

ia se perdendo

que o Chico

já tinha ido embora

mas se perdia

junto com o cheiro

da camisa

então aquela cachorrinha

sentia menos

e eu lembro

quando essa cachorra

morreu

o Chico

saiu de Uberaba

foi até

pelo Leopoldo

aonde ela foi

enterrada

colocou flores

vamos chamar assim

naquele túmulo

e disse assim

agora

ela se libertou

agora

ela está em paz

1980

recorda a iniciativa

de um grupo

de admiradores

e amigos

em particular

de conseguir

para o médium

o prêmio

Nobel da paz

pela sua

inegável

contribuição

no campo

social

e moral

da sociedade

humana

neste século

de tantas mudanças

o prêmio Nobel

ele surgiu

de uma iniciativa

de pessoas

muito próximas

a Chico Xavier

é importante

que se diga

que ele

não queria

esse prêmio

foi algo

feito

ele sabia

do que estava

sendo feito

mas não era algo

importante

para ele

então houve um movimento

de se colher

assinaturas

de se preparar

toda a documentação

que foi enviada

à Suécia

para que pudesse ser

mas ele não ganha

o prêmio da paz

foram mais de 10 milhões

de assinaturas

colhidas

no mundo todo

o Chico acabou

não ganhando

esse prêmio

porque no ano anterior

quem ganhou

foi a Madre Teresa

de Calcutá

e a norma do prêmio

que não seja dado

em anos consecutivos

para pessoas

ou entidades

que tenham a mesma natureza

no caso dos dois

a natureza é religiosa

eu me lembro

o repórter

querendo naturalmente

colocá-la em dificuldade

falou com ele

Chico

você não ganhou

o prêmio Nobel da paz

e ele respondeu

pois é meu nego

que beleza

mas eu fico

com a paz do prêmio

quando ele partiu

a gente

tinha um número

que era um número

estimado

assim

de mais ou menos

2.500 obras

assistenciais

que giravam

em torno

dos direitos autorais

gerados

pela obra

do Chico

20 anos se passaram

as vendas

se multiplicaram

novos livros

surgiram

filmes

e filmes

foram feitos

e levaram milhões

de pessoas

aos cinemas

o Chico

e o legado do Chico

só crescem

trabalhar

fazendo o bem

é realmente

o caminho

real da felicidade

que é a felicidade

legítima

para cada um de nós

é impressionante

né

andando pelo Brasil

nós vamos vendo

aqueles centros espíritas

mais centenários

centros

que já tem

50

60

70 anos

muitos deles

na história

eles falam

isso aqui

foi

sugestão

de Chico Xavier

esse centro aqui

começou

com o Chico

e o Freitas Nobre

que era deputado

muito amigo dele

se deu

a tarefa

de pesquisar

as instituições

que foram fundadas

pelo Chico

instituições de caridade

creches

orfanatos

hospitais

asilos

até mesmo

instituições

espíritas

que foram fundadas

diretamente

com a orientação

do Chico

e ele quando chegou

ao número

de 3 mil

olha só

espalhadas

pelo Brasil inteiro

ele cansou

e falou com a Marlene

eu disse

Marlene

agora eu não faço mais

já tem 3 mil

instituições

já cansei

não para de surgir

uma ou outra instituição

que foi

fundada pelo Chico

hoje nós temos

mais de 2 mil

instituições espíritas

filiadas

à União Espírita Mineira

no Estado

e dessas

duas mil

instituições

nós acreditamos

que umas 60%

delas

tem referência

direta

a Chico Xavier

em seus nomes

que são espíritos

como Emmanuel

André Luiz

Chico jamais

deverá ser esquecido

a sua obra

é tão valiosa

ele foi um intermediário

de um legado espiritual

tão profundo

tão significativo

para a humanidade

o primeiro impacto

que nós tivemos

assim de

raridade

vamos dizer assim

foi a intenção

de se construir

na década de 60

um espaço

de memória espírita

aqui em Uberaba

esse projeto

foi desenhado

pelo arquiteto

Oscar Niemeyer

a pedido

da direção

da comunhão

espírita

e de outros

membros

de instituições

espíritas

pelo país

e nós descobrimos

toda essa documentação

as cartas

descobrimos também

que já havia

todo o material

comprado

a área

destinada

ao que eles

chamavam

de exposição

espírita permanente

e esse espaço

teria biblioteca

exposições

rádio

enfim

seria um espaço

muito comunitário

um projeto

bem interessante

o Chico fez um trabalho

maravilhoso

na divulgação

do espiritismo

na educação

do que é o espiritismo

e se materializou

algumas coisas

e trouxe um pouco

do catolicismo

para dentro

do espiritismo

trouxe um pouco

da religiosidade

para dentro

dessa filosofia

a começar do jeito

como se relacionava

com as pessoas

pobres ou ricos

famosos ou não

recebia todo mundo lá

eu vejo

eu sou escritor

eu estou para escrever

vários livros

que não escrevo

por quê?

por falta de disciplina

disciplina

disciplina

como disse

semana

eu para Chico

e vários estudos

que surgem

em torno

das suas obras

que viram peças

de teatro

viram filmes

viram animações

viram contos

qual seria a finalidade

de estarmos aqui

em Estritor Rios?

aperfeiçoamento

pessoal

algumas relações

não tem fim

sabe qual foi

a sensação

que eu tive

quando vi você

pela primeira vez

que eu já te conhecia

de vidas passadas?

André

não vale a pena

dizer às pessoas

que você está vivo

não adianta

para saber a verdade

os seres precisam

de alguma espiritualidade

seja ela qual for

Emmanuel

não tem a sua fé

não adianta vocês serem só espíritas

o Chico dizia assim

vocês artistas

que são espíritas

na vida particular

precisam começar a fazer coisas

para mostrar para as pessoas

que trabalham

eles falarem

espiritualidade

é um compromisso

que vocês têm

não adianta vocês serem só espíritas

mas também não falar isso publicamente

tem que falar publicamente

então a viagem

é uma história

que a gente

queria passar para o público

uma mensagem

que existe vida

após a morte

era uma novela

da sete

que bateu

todos os recordes

a primeira versão

a Ivani concebeu

lendo o livro

do Chico Xavier

ela perdeu a visão

muitos anos antes

e tinha uma

uma amizade

uma lealdade

uma confiança

muito grande

diante de nós

e assim

nós não tivemos

um problema

em nenhum momento

com nenhuma religião

e quando eu tinha

alguma dúvida

eu falava com quem?

com o Chico

e ele disse

que não via sempre

porque ele trabalhava muito

mas o que ele via

ele sempre falava

nossa minha filha

tá lindo

vocês estão pondo

é ótimo

podia ser muitos

e muitas dessas novelas

eu fui convidada

para fazer um filme

Joelma

23º andar

esse filme

foi baseado

numa história

de um livro

do Chico Xavier

que era a história

de uma menina

Volkmar

que morreu

no incêndio

do Joelma

e que entrou

em comunicação

com a sua mãe

através das psicografias

do Chico Xavier

eu falei

puxa

e como é que vocês

conseguiram essa autorização

a mãe dela autorizou

pois é

a mãe dela disse

que só autorizaria

se ela mesma

desse autorização

recorreram

ao Chico Xavier

e conseguiram

uma nova psicografia

de Volkmar

dizendo que

se as pessoas

fizessem o filme

como uma bandeira

de fé

de esperança

falando um pouco

do processo

da passagem

para o mundo espiritual

que ela não só

autorizaria

como ela ajudaria

nesse processo

ele é muito grande

a oportunidade

que nos foi concedida

hoje

o que mudou

exatamente em você

depois de

Chico Xavier

é meio presunçoso

eu dizer isso

mas

eu me tornei

uma pessoa

muito melhor

eu devia ter aprendido

isso mais cedo

e onde você vê isso

esse seu lado melhor

eu estou

eu estou mais

tolerante

eu estou mais calmo

eu era chatíssimo

eu era uma peste

comparado com o que eu sou agora

quando eu fui fazer a pesquisa

para escrever o filme

com as mães

de Chico Xavier

algo que eu buscava

eu tenho uma formação jornalística

buscava uma comprovação

então tive acesso

a depoimentos

tive acesso a cartas

tive acesso

em uma conversa

com a Célia Diniz

que era uma figura

maravilhosa

e a obra

também

da Cristiana Grumbach

que era

um documentário

que era

as cartas

de Chico Xavier

como deve ser

para aquelas pessoas

que receberam

essas cartas

a experiência

de receber uma carta

como é que isso

pode ter

de alguma maneira

ressignificado

a vida delas

ressignificado

ressignificado

a morte

e foi imbuída

dessa pergunta

dessas perguntas

me organizei

para fazer o filme

das cartas

psicografadas

por Chico Xavier

eu acho que

a partir da experiência

desse filme

eu pude entrar

em contato

com a minha própria

espiritualidade

que era uma coisa

que eu

passava ao largo

sabe

nós fomos buscar

no aeroporto

um dos cientistas

que iria proferir

algumas palestras

e ele

não tinha

ideia

de praticamente

nada

do espiritismo

e ele

nos trouxe

a informação

quando a gente

foi pegar

no aeroporto

não

isto é

isto é

top secret

ou seja

que a consciência

não está

no cérebro

ela está

assim

parece que ela

ela existe

além do cérebro físico

e ele estava

ávido

lendo os livros

da coleção

André Luiz

ele estava

apresentando isso

para outros

pesquisadores

de alto

gabarito

e ele trabalhava

para o governo

americano também

então olha

como estas coisas

começam a permear

o mundo

acadêmico

de uma forma

impressionante

a obra do Chico

não é só

para os tempos

de agora

os próximos

200 anos

ainda

nós vamos

estudar

a ciência

sobretudo

a ciência

vai ver

nas obras

do Chico

comprovações

revelações

que aí

vão encantar

o mundo

eu acho que hoje

a gente tem

tanto a ciência

mais

eu não diria

aberta

mas mais disponível

porque ela avançou

independente da sua vontade

ela foi chegando

mais próxima

a fronteiras

que eram tratadas

pela espiritualidade

tudo tem seu tempo

a materialização

que necessariamente

tem que ser abordada

por uma visão de física

que é a visão

da física quântica

hoje ela pode

ter mais espaço

e eu acho que é isso

que é o grande caminho

da espiritualidade

e há os pioneiros

entre eles

o próprio Chico

muitas revelações

que estão contidas

na coleção

André Luiz

a ciência

já comprovou

e vem comprovando

ao longo do tempo

a primeira delas

que a gente pode

talvez ressaltar

é a própria função

da glândula pineal

no nosso corpo

que até

1959

era

uma glândula

que era

um resquício

da nossa evolução

a pineal

é o ponto

de convergência

das linhas de tensão

de força eletromagnética

da relação

entre o corpo

e o espírito

é um argumento

da mediunidade

porque o fato

dela se relacionar

com estruturas

astrofísicas

faz com que

ela se relacione

com outras dimensões

do espaço

em 1990

eu assumi

a presidência

da associação

médico espírito

de São Paulo

e em visita

ao Chico

ele

eu disse

que coisas

muito difíceis

estavam acontecendo

porque

grande parte

da diretoria

havia pedido

demissão

e que eu tinha assumido

ele disse

que eu me mantivesse

firme

porque

doutor

Bezerra de Menezes

iria me ajudar

e que

a associação

médico espírito

tinha um papel

muito importante

a desempenhar

no país

porque a associação

médico espírita

do Brasil

e todas as AMES

ela tem por finalidade

levar a alma

à medicina

no duplo sentido

a alma

como pesquisa

científica

para a evidência

à classe médica

da existência dela

e a alma

como calor humano

a humanização

da medicina

o Chico

ele sempre

trabalhou

muito

e ele

mesmo

muito doente

porque ele

sofria com catarata

desde jovem

depois

quando ele estava

mais velho

ele teve

angina

muitas crises

de angina

várias crises

de pneumonia

e mesmo assim

muito doente

ele fazia questão

de atender

as pessoas

que o procuravam

lá no grupo espírita

da prece

em Uberaba

ele ficou um tempo

sem atender

mas voltou depois

mas ainda tinha as dores

porque a angina

foi parece que

que limitava ele

ele queria trabalhar mais

mas ela

ela gritava ali no peito

né

ele às vezes

estava no meio

de um atendimento

com dor muito forte

precordial

ele falava

a pessoa

dá licença

um pouquinho

ele ia no quartinho

punha um exordio

sublingual

um remédio

que o doutor

Euripides Taan

receitava pra ele

e aí

depois disso

ele voltava

como se ninguém

sabia que ele

estava com dor

posso estar

com o corpo doente

porque estou

em tratamento

de uma labirintia

muito difícil

mas

intimamente

eu me sinto

como se eu tivesse

20 anos

que é uma doença

que é

eu falo assim

você pode

me trazer

quedas

de machucar

mas você machuca

o seu corpo

por dentro

eu estou feliz

mas isso

até é muito melhor

e aí

o Chico

sofreu

uma piora

grande

de saúde

teve que ser

internado

depois de mais

uma crise

de pneumonia

teve que ser

internado

ficou hospitalizado

e todos

ficaram muito

preocupados

nós

éramos

as encarregadas

de trazer

e levar roupa

no hospital

quando eu chegava

com o pijama

e as roupas

para lavar

eu tinha pena

de colocá-lo

na água

porque elas

perfumavam

as rosas

elas eram

perfumadas

pelo espírito

pelos espíritos

eles permaneciam

no quarto

de Chico

junho de 2001

Chico está

internado

com pneumonia

o estado dele

é muito grave

no quinto dia

de internação

durante uma filmagem

um ponto luminoso

passa em alta velocidade

diante da lente

a hora em que

esta filmagem

foi feita

o estado de saúde

de Chico Jadier

se alterou

o senhor lembra

da luz

que entrou

no quarto

do senhor

o meu irmão

o meu irmão

também

o meu irmão

demorou

demorou não

o que que falou

pro senhor

que eu tivesse

paciência

ele estava

daquele estado

ainda

comatoso

né

o grupo

então

se colocou

em torno

da cama dele

é

e

a Sônia

disse assim

eu fiz a prece

nós todos

estendemos a mão

aplicamos o passe

quando

nós chegamos

em casa

o doutor

Eurípides

o médico

ligou

pra Donda

e disse

assim

o Chico

vai

o Chico

vai sair

amanhã

eu falei

mas como

vai sair amanhã

ele estava

em coma

vocês

vem cedo

pro hospital

pra recebê-lo

na porta

do hospital

eu não

acreditava

quando ele

sai do hospital

o Chico

volta

ele fica

um pouco

em repouso

em casa

mas ele

logo depois

ele volta

pro centro

pro grupo

espírita

da prece

e volta

a psicografar

em outro ritmo

sim

ele reduz

a quantidade

de mensagens

e tudo

mas ele volta

a psicografar

e atender

as famílias

em sofrimento

certa vez

eu fui até

estava dentro

da casa dele

e ele estava

saindo

ele estava

com a mão

assim tentando

se esforçar

pra levantar

ele ia fazer

o atendimento

no grupo

espírita

na prece

e eu como médico

já era médico

eu olhei assim

e falei assim

meu Deus

quando a gente

vê um paciente

assim

a gente manda

descansar

em casa

e ele estava

indo pra trabalhar

na doutrina espírita

tamanha dedicação

de Chico Xavier

às oito da noite

Chico Xavier

chega ao centro

espírita

o trânsito

para

ruas e calçadas

próximas

ficam cheias

de fãs

o médium

tem dificuldades

para caminhar

mesmo assim

faz questão

de cumprimentar

os admiradores

consta que

um dia antes

da desencarnação

do Chico

ele fez questão

de passar

por todos

os trabalhos

que ele

desenvolvia

e

no sábado

à noite

no grupo

espírita

da prece

quando ele

estava indo

embora

ele parou

na porta

voltou-se

para o público

e disse

eu já fiz

a minha parte

agora é com vocês

o Chico Xavier

ele vivia

dizendo aos amigos

mais íntimos

a família

que ele iria

embora

num dia

em que

o Brasil inteiro

estivesse muito feliz

ele não queria

que ninguém

estivesse triste

no dia da partida

dele

o Brasil

estava fora

na festa

da Copa do Mundo

muita buzinada

muita cervejada

alegria

eu cheguei em casa

eu ouvi

que o telefone

chamava

e era

a Donda

prepara

para voltar

porque o nosso

querido Chico

foi embora

naquele dia

o Brasil

se tornou

pentacampeão

na Copa do Mundo

e naquele dia

o Chico Xavier

partiu

o coração dele

parou de bater

um dia cheio

de alegrias

uma nota triste

morreu a pouco

em casa

em Uberaba

Minas

o médium

Chico Xavier

ele tinha 92 anos

ele sentiu dores

no peito

hoje de manhã

lá no centro

espírita

da prece

muitíssimas

pessoas

os bombeiros

falaram em 3 mil

pessoas

numa fila

que parecia

não acabar

nunca

muitas pessoas

de todas

as religiões

havia muita gente

do mundo artístico

Chico era muito querido

por muitas personalidades

eu vico imaginando

o que aconteceu

quando Chico Xavier

desencarnou

imagina a festa

no espaço

porque realmente

quem é que deu

a mensagem

mais clara

de Jesus

para a terra

do que Chico Xavier

no dia do enterro

o corpo do Chico

foi levado

pelos bombeiros

tinha um helicóptero

que lançava

pétalas de rosas

sobre as pessoas

uma multidão

acompanhou o cortejo

aplaudindo

chorando

todos

muito emocionados

no fim do dia

foi feita

a despedida

a Chico

aquela hora

não era apenas

uma manifestação

de gratidão

não era só

alegria do futebol

que nós ganhamos a Copa

mas era

um pouco

de gratidão

dos céus

pela presença

desse homem

chamado

Francisco

Cândido

Xavier

quando nós

olhamos

o conjunto

da sua obra

psicográfica

os seus exemplos

de vida

desde Pedro Leopoldo

até Uberaba

a sua exposição

junto à mídia

brasileira

e ao mesmo tempo

o seu aspecto

humano

nós definimos

Chico Xavier

como sendo

o homem

que é

o arauto

da paz

o grande

exemplo

de dedicação

ao bem

e ao próximo

a missão

de Chico

na psicografia

desses livros

é algo

tão grandioso

tão excepcional

tão assim

admirável

que nós

ainda vamos levar

muito tempo

para

absorver

esse legado

que Chico

deu para nós

eu acho que já tem

uma dimensão

uma dimensão

assim

que nós

até hoje

não sabemos

a que lá está

uma dimensão

humana

uma dimensão

espiritual

muito além

da questão

meramente

mediúnica

é um legado

ainda não reconhecido

pela humanidade

mas que será

porque é uma

convocação

à renovação

à mudança

interior

a ser melhor

no momento

seguinte

a ser mais

fraterno

na compreensão

de que a vida

ela não se restringe

ao nascer

ou morrer

o bem

que ele fez

e que ele ainda

faz

é um bem

imenso

quantas vidas

ele não transformou

quantas vidas

ele não salvou

e não salva ainda

as pessoas

que abrem

os livros dele

e que encontram

respostas

encontram caminhos

ali dentro

daquelas obras

e começam a acreditar

que a vida

é muito mais

do que uma contagem

regressiva

rumo ao fim

uma morte

quanta esperança

ele não dá

se você pudesse

resumir

em uma frase

a sua filosofia

de vida

o que você diria

eu diria

que

no mundo

a nosso ver

não apareceu

por enquanto

nenhuma frase

resumindo

uma filosofia

correta

de vida

como aquela

pronunciada

por Jesus

amai-vos

uns aos outros

como eu vos amei

isto é

amar

sem esperar

ser amado

e sem aguardar

recompensa alguma

amar sempre

francisco é como um rio

desde a nascente

ele colhe como quem planta semente

suas margens

são um prenúncio

pro futuro

eu não tenho

que jurar

mas se quiser

eu juro

Chico Xavier

Chico Xavier

Chico Xavier

é sempre

ajudar

Chico Xavier

Chico Xavier

quem tem ouvidos

pra ouvir

escutar

Chico Xavier

é meio

estranho

pra quem não

acredita

em seu próprio

coração

Chico Xavier

não tem

tamanho

ele é luz

iluminando

a escuridão

Chico Xavier

Chico Xavier

Chico Xavier

é sempre

ajudar

Chico Xavier

Chico Xavier

quem tem ouvidos

pra ouvir

escutar

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

chico Xavier

Amém.

Amém.

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