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Zulu
O problema � o seguinte...
N�o quero fazer o programa. N�o quero continuar a faz�-lo.
Perdi todo o entusiasmo por ele.
J� n�o me sinto motivada por ele e estou farta de tudo.
Portanto, vamos desistir tudo.
D� demasiadas chatices e estou absolutamente exausta.
N�o acredito que estejas a dizer isso. � uma excelente ideia!
N�o, eu sei! Sei que � uma boa ideia, mas a quest�o n�o � essa.
O problema, muito sinceramente, tens sido tu, Larry.
Pois...
Tem sido um fiasco do princ�pio ao fim.
- Parece que os sarilhos te perseguem. - � v�tima das circunst�ncias!
N�o � uma quest�o de ser v�tima das circunst�ncias
e tu sabes, Lar... Por favor!
Tem sido uma brincadeira, tem sido demais.
N�o sei o que dizer. Lamento que penses assim.
- � pena. Todos adoram a ideia. - Todos a adoram.
O que se passou depois � que tem sido o problema.
Se tiv�ssemos de continuar, onde ir�amos, neste momento?
Onde ir�amos?
Quais s�o as nossas hip�teses? A CBS? A Fox?
- A Fox n�o. N�o gosto da pol�tica. - Gostaria de ir para a CBS.
- Que tal? Contactamos a CBS! - S� que � cansativo.
Ele vai fazer tudo, doravante. Ele vai fazer tudo.
Na pr�xima reuni�o, n�o tens de abrir a boca.
- Eu apresento o programa todo. - A s�rio?
Nem precisas de vir, eu vendo-o.
Divorcia-te dele at� teres um gui�o � tua frente.
- Vais tratar de tudo? - Farei tudo.
- Todo o lan�amento. - Todo!
V� l�, mais uma tentativa!
- Meu Deus! Est� bem, a CBS! - CBS.
- Foi um pouco arriscado. - Pois... Sabia que as tinha na m�o!
Sabias? Precisavam de garantias, acho eu.
Precisavam de garantias, sem d�vida alguma.
SOU UM LADR�O DE LOJAS
- N�o fiques a olhar! Anda! - Meu Deus! Olha s�!
Li a not�cia no jornal. � a pena da confiss�o p�blica.
Pena da confiss�o p�blica?
- Coitado! - Pois �...
- Rick, como est�s? - Bem!
- Bem. - Conheces aquele tipo?
Trabalha no restaurante Moho, no teu hotel.
O Hotel W.
Porque n�o o cumprimentaste?
Ele queria paleio. Eu n�o queria.
Onde vais buscar essas express�es?
Ele queria ficar a falar e eu n�o o conhe�o assim t�o bem.
"Ol�, como est�s? Prazer em ver-te."
� mais do que isso. No caso dele, bastava um ol�.
- Foste muito indelicado. - N�o quero paleio!
Tens sempre regras! Paleio...
Larry, queres ajudar-nos a encher alguns envelopes?
- N�o. - A s�rio?
- Surpresa! - Estou chocada!
Adivinha quem vou ver.
- Quem? - A Kim.
Kim unhas ou Kim m�dium?
- Kim m�dium. - O qu�?
- Estou t�o entusiasmada! - Vais voltar � aquela m�dium?
Sim, a Kim. Continuei a ligar
e, finalmente, ela disse que algu�m tinha cancelado.
Da �ltima vez, acertou em cheio.
Ela � espectacular!
Disse � Cheryl que eu ia fazer um buraco com uma s� tacada e fiz.
� fant�stico! � quase m�gico.
Tamb�m disse � Cheryl que eu ia passar mal no Havai, o que aconteceu.
- Mas isso n�o foi... - S� tu podias passar mal no Havai.
Qualquer pessoa podia prever isso.
E disse que uma das minhas amigas ia engravidar - a Carrie -
at� disse o nome, ela est� gr�vida e est�o muito felizes.
- � incr�vel! N�o � estranho? - Ela � fant�stica! � assustadora.
Sabes o que me agrada mais? N�o oculta as coisas m�s, diz tudo.
Porque muitos m�diuns n�o contam as coisas m�s.
Quem paga para ter m�s not�cias? Ningu�m quer ouvir isso.
- J� viste isto? - Que raio est�o a fazer?
Uma tacada suave.
Em todos os buracos! Para a frente, para tr�s. Andam por l�...
Estar�o a jogar por milhares de d�lares?
- Eu sei. - Ser� um jogo de cinco horas.
- N�o h� crise. - N�o?
- Diverte-te. - N�o consigo.
N�o podem sentir a tua tens�o, percebeste?
Est�s muito agitado.
Sabes, tenho uma massagista. Este fim-de-semana vais l�. Eu pago.
Est�s muito tenso. Tens de relaxar, porque o golfe n�o te relaxa.
Como posso relaxar se estes tipos demoram um ano?
Tens raz�o. Portanto, � um presente meu.
Desculpem. Est�o a demorar s�culos.
N�o h� problema, n�o se preocupe.
- Estou-te a dizer... - Pronto, eu vou.
Finalmente, acabaram!
N�o consigo jogar com p�blico. N�o consigo.
- Aqui, o que � isto? - � um mau s�tio.
Vamos tentar respirar fundo, sim? Juntos?
- Est� melhor? - N�o, nem por isso.
�s vezes, o corpo tem uma mem�ria
que guarda momentos traum�ticos da nossa inf�ncia.
Acha que pode estar relacionado com algo que lhe tenha acontecido?
A minha m�e atirou-me contra uma parede, em beb�. Talvez tenha tido...
- A s�rio? - Sim.
N�o fiquei nada magoado.
Alguma vez falou com ela sobre isso?
Sim, abordei o assunto umas vezes.
- Ela n�o se importou? - Disse que eu era um sacaninha.
- Como est� o seu chi? - Bem. � um chi maravilhoso!
O corpo inteiro fica melhor, quando n�o h� quaisquer bloqueios.
- Como se sente? - Muito bem.
A s�rio?
Quer que eu termine?
Pare...
- Pare... - Paro?
Sente-se bem?
Se ele convencesse a Sarah Jessica Parker a participar, seria �ptimo.
- Ol�, Mike. - Como est�s, meu?
- Prazer em ver-te. - Igualmente.
- Sem d�vida. O que se passa? - Isto �...
O que se passa?
O que foi? Por amor de Deus, qual � o teu problema?
- �s louco! - Querem que espere l� fora?
N�o, n�o quero que esperes l� fora. Quero que ou�as isto, sim?
- Est� bem. - Ele manda-me para uma massagista
e, passados 45 minutos, estou deitado de barriga para cima,
ela diz-me: "Queres que eu termine?"
e eu respondo: "Est� bem." N�o sei do que estava a falar!
Pensei que fosse trabalhar mais no pesco�o.
Depois, meteu a m�o debaixo do len�ol e come�ou a bombar.
Est�s a gozar comigo?
N�o sabia do que ela estava a falar!
� piada? A minha personagem vai a uma massagista
que lhe quer dar um final feliz.
- Foi no teu programa? - N�o v�s o meu programa?
N�o.
- Meti o p� na po�a. - Desculpa. Como vai o programa?
- Se n�o v�s, porque queres saber? - S� estou a puxar conversa.
� por isso que n�o te vou responder.
- Gostaste? - Interrompi-a.
O qu�? Quem p�ra uma punheta?
- Parei-a ap�s 12 bombadas. - N�o admire que continues tenso.
Ou n�o d�s nenhuma ou d�s mil bombadas.
N�o sei como fiz aquilo.
Como fizeste? Como te concentraste?
N�o sei como fiz aquilo.
Se tivesse parado �s 12, diria � minha mulher.
Iria para casa e diria: "Querida, fui �s massagens.
"Parei porque gosto de ti."
- Jamais lhe contarei. - Eu contava.
Se a tua mulher descobrir, �s um homem honrado, paraste.
Ela n�o vai descobrir, n�o te preocupes.
Est� bem.
Meu Deus!
Ela tem uma consulta com aquela m�dium, hoje.
- A do buraco com uma s� tacada? - Contei-te isso?
A m�dium disse � mulher que ele ia fazer um buraco com uma tacada.
- Uma m�dium pode saber? - Soube do buraco da tacada �nica.
� melhor impedi-la de ir.
- � um prazer ver-te. - E a ti.
- N�o te esque�as da reuni�o na CBS. - Vemo-nos l�. N�o te atrases.
- Ela � �ptima! Queres o n�mero? - Claro!
- Cheryl? - Sim, estou c� em cima.
- Como foi a tua massagem? - Boa.
Adivinha? Fiz planos para n�s, esta noite.
- Vamos festejar o acordo com a CBS. - Nem sequer �...
Vir� uma limusina buscar-nos.
Vai levar-nos ao Moho para jantar no Hotel W.
Depois, se estivermos animados, ficamos l� e fazer o que quisermos.
Encontrei o gerente de l�, o Rick Crane.
Encontrei-o na rua, no outro dia, e n�o parei para o paleio.
Ele queria conversar e eu continuei a andar.
- Disse ol�, mas posso t�-lo ofendido. - Porque n�o paraste?
� muito esquisito e horr�vel parar para esses paleios.
N�o te preocupes. Eu n�o me preocuparia.
- Nem devemos encontr�-lo. - Temos a reuni�o com a CBS, hoje.
O neg�cio ainda n�o est� feito.
Ora! � como se estivesse, n�o �?
Viste as minhas chaves? Vou � consulta da m�dium.
J� estou atrasada. Encontrei-as!
- Est� bem. Vemo-nos depois. - Querida, tive uma ideia melhor.
- O qu�? - Vamos brincar.
Agora? Tenho uma consulta.
Esquece a m�dium.
Demorei muito tempo a consegui-la. N�o, agora, n�o!
N�o significa n�o!
Por amor de Deus, n�o! Guarda isso para a noite.
Larry, n�o! Escuta, tenho de ir andando...
Tenho um quisto!
Tenho medo que ela te conte!
Ouviste o que eu disse? Estou a morrer!
E o nome do programa � "N�o �s a Evelyn"?
Gosto da for�a, porque � engra�ado, mas tamb�m � um pouco subtil.
A ideia � do Larry. Foi ele que a apresentou,
e eu achei-a logo soberba. E, Lar... � de casa!
Est� a�? Estamos a fazer a apresenta��o!
Ela ofereceu-lhes caf�, �gua ou outra coisa qualquer?
Ofereceu. N�o quis nada, mas tu talvez queiras uma bica...
- Podemos fazer-lhe um gal�o. - Estou bem, obrigado.
- Est� bem. - O mais dif�cil...
em ter participado num programa de grande sucesso...
� que � espectacular,
mas todos me identificam com a Elaine.
Por exemplo, estava a esquiar com a fam�lia em Jackson Hole,
estava de capacete, de �culos,
com aquela roupa larga, coberta de neve...
Vejo o seu marido Larry.
- Est� a fazer uma massagem. - Exacto!
N�o lhe est�o a fazer s� uma massagem.
Ele est� muito feliz.
Est� a fazer sexo com a m�o dela!
Ela deu-lhe 32 bombadas e depois...
� um exemplo, n�o acham?
Larry, n�o � um bom exemplo da tentativa de...
Tal como no esqui!
- Como quando ela foi esquiar... - N�o! Foi o que acabei de dizer.
Eu sei! Ela estava a esquiar e, depois, teve o problema.
Eu contei isso, portanto...
H� situa��es deste g�nero no programa.
- Tal e qual. - Estou encantada por estarem c�.
- Sou uma grande f� dos dois, � claro! - Obrigada.
Adoro a vossa ideia e adoraria trabalhar com voc�s.
�ptimo! Excelente! Fant�stico!
Temos de falar mais sobre o elenco e outras coisas.
Agora, tenho de ir. Vemo-nos em breve.
- Obrigada. - Foi um prazer v�-la.
Vamos falando.
Como correu?
Correu bem, acho eu...
Acho que gostaram mesmo do programa. Acho que...
Acho que querem faz�-lo.
N�o queres saber como correu a consulta?
Claro! A m�dium... Como correu?
Eu sei tudo, Larry.
Sei o que aconteceu.
O que aconteceu? Como assim?
Que conversa � essa? O qu�? O que aconteceu?
- Est�s a ter um caso. - N�o estou a ter um caso!
Sei tudo, ela contou-me tudo.
O que foi que ela te disse? Que loucura!
Disse que est�s a ter um caso com uma ruiva de cabelo comprido
e uma tatuagem de uma estrela.
Nunca toquei noutra mulher!
- N�o estou a ter caso algum! - N�o est�s?
- N�o. - Porque inventaria esta hist�ria?
N�o sei porqu�. Talvez seja uma anti-semita.
N�o me parece.
N�o te parece? Aposto que h� alguns coreanos anti-semitas.
Ela n�o � coreana.
- � americana. - N�o disseste que se chamava Kim?
O nome dela � Kim.
Isso n�o interessa. Ela disse-me que est�s a ter um caso.
- Est� enganada. - Ela pareceu muito segura disso.
� mentira. N�o estou a ter um caso. Nunca toquei noutra mulher.
Nunca, jamais, em tempo algum!
Se estivesses a ter um caso, provavelmente, mentirias, n�o �?
Imagino que sim.
Ent�o, como sei que isto n�o � mentira?
Porque, se te disse a verdade agora,
significa que sou uma pessoa sincera que te diria a verdade sobre tudo.
N�o h� caso algum, lamento.
- Jura. - Quem iria ter um caso comigo?
N�o sou fixe. � preciso ser fixe para isso.
- L� isso � verdade. - N�o sou capaz.
- O que faria? - N�o serias muito bom nisso.
Demorei seis meses para me atirar a ti.
Eu sei.
Ela n�o disse nada sobre a minha sa�de, pois n�o?
- N�o. - V� l�...
A s�rio...
Tinha uma noite planeada para n�s...
Ainda temos uma bela noite. Anda, vamos festejar!
- Cheguei a acordo com a CBS! - Eu sei.
V� l�, n�o ligues a esse disparate!
- Obrigada. - N�o tens de qu�.
- N�o tem de fazer isso. Eu fecho. - J� est�, � o meu trabalho.
Ent�o, o que vai fazer agora?
- Estarei no carro. - Ficar� � espera no carro?
Esperarei pelos senhores.
- Demoraremos umas duas horas. - N�o faz mal.
- Pode ser? - � assim que funciona.
- Obrigado. Desejo-lhes um bom jantar. - �ptimo! Ser� mesmo.
- Fica bem aqui? - �ptimo!
Est� bem. Obrigado.
Que tamanh�o! Para qu� uma limusina destas?
- Estamos a festejar. - Podia ser um carro normal.
Isso n�o mostra que estamos a festejar.
- O que � isto? - Uma pequena fila.
- N�o vou esperar por isto. - Espera a tua vez.
Estou a brincar. Qual � o problema? Achas que vou empurr�-los?
- Nunca se sabe. - Boa noite.
- Ol�! � um prazer v�-los. - Ainda bem que puderam vir.
- Obrigada. � um prazer vir c�. - Como est�?
�ptimo.
- Vou lev�-los � mesa. - �ptimo!
- Por aqui. - Obrigada.
- Espero que esta mesa lhes agrade. - Claro!
- � muito boa, obrigado. - � um prazer.
- Est� um pouco frescote, aqui. - Est�, n�o est�?
- Isto � lindo! - Ouviste este tipo?
Apercebeste-te do que se passou aqui?
- O que se passou? - Com este tipo, o que se passou?
Est� a dar-me para tr�s.
Nem sequer � subtil. � rid�culo! Obrigado.
- J� virei anotar as bebidas. - Obrigada.
Tens de parar e falar com as pessoas, como se tivessem muito para dizer.
"Ol�! Como est�s?" "Bem."
"Que tal vai a vida?" "Vai boa."
"�ptimo! Cuida de ti."
Queres um aperitivo ou vais pedir j� o prato principal?
N�o sei. O que fazemos ao motorista? Fica � espera no carro umas horas?
- A noite � dele? - � pago para isso. � um bom emprego.
Eu sei. Sinto-me incomodado por ele estar l� fora, � nossa espera.
- Sinto que tenho de me apressar. - N�o conduziste uma limusina?
- Esperavas? Tinhas de esperar. - Sim, eu sei, mas detestava.
Decidi que este � o meu restaurante preferido.
- � muito bom, n�o �? - O camar�o � t�o bom que n�o paro!
Os camar�es s�o �ptimos, mas odeio pedir o mesmo.
- Como assim? - Pedimos o mesmo prato.
Porqu�? N�o te daria nada do meu.
O que fazemos em rela��o ao jantar do... Como se chama o motorista?
Dev�amos pagar-lhe o jantar? N�o sei o que fazer.
- O tipo da limusina? - Sim.
Quantas vezes vamos falar do Greg?
Ele deve ter fome. Pedimos jantar para ele?
� tarde demais para isso.
Sobrou alguma comida. Talvez lhe leve os restos.
Parece mal? N�o tenho de comer estes dois camar�es.
Vais acabar o teu �ltimo camar�o?
Sim, vou acabar. Obrigada.
J� estou quase cheio e tu j� comeste mais um camar�o do que eu.
Ent�o, como �? Vais comer isso?
N�o, vou d�-lo ao motorista.
N�o tens de fazer isso. Se quiseres acabar, acaba.
- Agora, n�o quero. - Come.
N�o, j� te disse que acabei.
- Trouxe-lhe comida. - Obrigado.
Muito obrigado.
Est�o a� alguns camar�es e...
Uns restos?
S�o camar�es e...
Tamb�m h� arroz. Mas eu n�o toquei nos camar�es.
Dividi o arroz com muito cuidado. Est� tudo limpinho, � tudo bom.
Como posso comer? N�o tenho garfo, nem guardanapo.
- N�o posso comer isto. - Desculpe, esqueci-me do garfo.
Eu vou l�...
- Vou buscar o garfo e o guardanapo. - Est� bem. Seria �ptimo!
- Desculpe. - N�o faz mal.
Dev�amos ter-lhe dado o jantar.
Dar-lhe os restos foi uma loucura.
Ele devia ficar contente.
- Senta-te, querido. - Vou levar-lhe um garfo.
N�o lhe levei um garfo.
- N�o comeste a tarte? - Estou � tua espera.
Est� bem. Vou dar-lhe o garfo e volto j�.
- Vais voltar l�? - Tenho de levar um garfo ao tipo.
Eu volto j�, sim? N�o demoro.
Larry, que tal vai isso?
- A comida estava sensacional. - �ptimo!
Espectacular!
�ptimo! Importa-se de me dizer o que tem no bolso?
- Uma caneta. - Estava a pensar no outro bolso.
Tenho um guardanapo e um garfo.
H� um motorista l� fora.
Perdoe-me, mas parece que est� a levar os nossos talheres.
De certa forma, estou, mas n�o � roubar.
� s� por um bocadinho. Assim que ele acabar de comer, trago tudo.
Estamos na sobremesa. Dou-lhe dois minutos e trago o garfo.
Para mim, isso � roubar.
Pronto, j� percebi tudo.
Est� chateado. No outro dia, vi-o na rua
e n�o parei para conversar.
Sabe, n�o tenho jeito para conversa de chacha.
- "Estou, como est�s?", esse g�nero. - N�o sei do que est� a falar.
- Pode esperar a�? - O que est� a fazer?
Vou chamar a Pol�cia.
Vai apresentar-se no Tribunal Municipal de West Los Angeles.
- Juiz Katz. - � um belo edif�cio!
- Vais gostar. - Assine aqui, por favor.
Pensando melhor, se calhar, devia t�-lo deixado comer com as m�os.
Teria sido a melhor coisa a fazer.
Ele que sujasse a cara toda e deixasse os c�es lamber os restos.
Era isso que eu devia ter feito.
Ter� todas as oportunidades para apresentar o caso ao juiz Katz.
- A data do julgamento est� atr�s. - Certo.
- Boa noite. - Igualmente. Muito obrigado.
Meu Deus! O motorista! Merda! Esqueci-me completamente.
Lamento imenso.
Peguei no garfo, o tipo apanhou-me a tirar o garfo do restaurante
e chamou a Pol�cia.
- Tenho de me apresentar ao juiz! - N�o faz mal. Estou bem, obrigado.
- Comeu a comida? - N�o, comerei algo no regresso.
- N�o se preocupe, estou bem. - Lamento.
Telefono-lhe na pr�xima semana?
- Obrigado. - N�o tem de qu�.
Com licen�a.
Desculpe. Sei que parece estranho. S� que...
Tem uma tatuagem de uma estrela?
Como sabe?
- Posso... - Sim, � no bra�o. � uma loucura!
Cheryl, o que est�s a fazer?
Larry?
No caso de Larry David, a acta atesta a presen�a do Sr. David.
Este caso aguarda decis�o.
Sr. David, deseja ser ouvido antes de proferir a senten�a?
Sim, Dr. Juiz Katz. E permita-me que lhe diga shabbat shalom.
A hist�ria � simples, s� estava a tentar ir...
levar um garfo a um trabalhador,
o motorista, o motorista da limusina.
Ele tinha jantar, mas n�o tinha garfo para comer.
S� tentei levar-lhe um garfo e um guardanapo,
para ele n�o ter de comer com as m�os e sujar a cara toda.
E foi tudo apenas por alguma animosidade pessoal
do gerente em rela��o a mim, porque o encontrei na rua
e n�o parei para conversar com ele.
Sabe, n�o gosto de conversas de chacha no meio da rua.
Gosto de ter uma conversa a s�rio com as pessoas.
� comovente o que me diz. Parece-me que houve indica��o
de que ia fazer o que queria, quando queria,
pois sente que pode fazer tudo, sem consequ�ncias, gra�as � fama.
Sr. David, preciso da sua ajuda.
� �bvio que uma multa n�o vai fazer nada.
N�o significar� nada para ti, pois � muito rico.
O que espera que este Tribunal fa�a para o povo perceber
que n�o lhe estou a dar tratamento especial?
Podia trabalhar no templo, aos s�bados de manh�.
A distribuir tallises e yarmulkes.
Acha que � um castigo adequado? N�o � um prazer?
O templo pode ser extenuante, como sabe.
Tenho estado a pensar. Sabe o que vou fazer?
Vou dar-lhe uma senten�a
que garantir� que nunca mais, jamais, voltar� a fazer isto.
ROUBO GARFOS DOS RESTAURANTES
Juro por Deus, n�o estou a mentir.
Ol�, Larry.
N�o bati na minha mulher!
Como est� o camar�o, Al? Est�s a gostar dos camar�es do chin�s?
SIMP�SIO DE NETWORK
Boa noite.
Tinha enfiado uma garrafa de �gua nas cal�as!
Uma garrafa de �gua!
Aqui est� uma para "Quem Quer Ser Milion�rio",
"Que idiota dirige a ABC?!"
Mas eu n�o vou...
� uma longa hist�ria.
Estava a tentar ajudar um motorista para ele n�o comer com as m�os.
- Se nunca mais vir aquele tipo... - Menina Chefona da CBS!
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