All language subtitles for Curb Your Enthusiasm S02E06 The Acupuncturist

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Original subtitles

Ent�o... Como vai isso?

- Bem. - Sente algum desconforto?

- N�o. Ainda falta muito? - Talvez uns 10 a 15 minutos.

- Muito bem, muito bem. - Sim...

- Ficar� satisfeito com o tratamento. - A s�rio?

Acha que vai curar o meu pesco�o?

De certeza absoluta, se fizer o tratamento recomendado.

- Quatro a seis semanas, duas vezes. - A s�rio?

Perdoe-me por parecer c�nico, mas j� ouvi essa.

- J�? - J� consultei muitas pessoas.

Todos me dizem o mesmo.

- Sim? - Nunca h� resultados.

J� fui a m�dicos, endireitas, curandeiros...

pessoas que se dizem curandeiros.

Sim, curandeiros! Nem imagina a farsa!

Percebo as suas preocupa��es. A acupunctura existe h� muito tempo

e � exercida pela minha fam�lia h� s�culos.

- A s�rio? - Sim.

Garanto uma recupera��o total.

- A s�rio? - Sim.

Sabe que mais? Vou fazer-lhe uma proposta.

Se curar o meu pesco�o, dou-lhe 5 000 d�lares.

E, se n�o conseguir, n�o pago os tratamentos.

- 5 000 d�lares? - 5 000 d�lares.

- Se o tratar e voc� se curar? - Sim.

- Se n�o se curar, n�o recebo nada? - Nada.

Seria como roubar um doce a uma crian�a...

- A s�rio? - Sim.

Adoro a sua confian�a.

Espere! Se o curar, como poderei saber se est� curado ou n�o?

Est� a insinuar que n�o lhe direi para n�o lhe pagar? Que disparate!

- Sou um homem de palavra. - A honra � uma tradi��o de fam�lia.

Na minha fam�lia, n�o, mas estou a tentar remediar isso.

- Est� combinado. - Espero que ganhe.

Larry?

- Obrigada. - Obrigado eu.

Ena!

- Como est�s? - Ol�!

- Sou o Barry. - Sim...

Que raio...?

N�o olhes para mim assim. N�o � preciso teres pena.

N�o, s� estou chocado por te ver aqui, a trabalhar.

- H� quanto tempo trabalhas aqui? - H� algum tempo.

O que queres?

Uns 100 gramas de queijo su��o e uns 200 gramas de peru.

Cem gramas de queijo su��o e 200 gramas de peru? Certo!

Tens not�cias da malta do "Saturday Night Live"?

�s vezes, encontro algu�m.

- Falo com o Elliot e com o Andy. - Como est� o Elliot?

- Bem. - A s�rio?

N�o tens escrito nada?

N�o conseguia continuar a escrever para a televis�o.

Mas est� a correr tudo bem, excepto a situa��o do meu pai.

- Lembras-te do meu pai? - Sim.

Ele apareceu na tua casa. Sim, lembro-me.

Ele est� a fazer... alguma jogada esquisita.

J� chega! Est�s deitar perdigotos no queijo.

- Tapei a boca. - Claro!

Ent�o, o meu pai est� a fazer... Basicamente, est� a morrer.

Fez um bypass triplo, um bypass qu�druplo.

Caramba! J� l� tem sete bases l� dentro.

E deixou-me o dinheiro em testamento.

Mas n�o me deixa tocar no dinheiro, nem num tost�o, enquanto n�o morrer.

Ele tem muito dinheiro, n�o tem?

Sim, e por isso, �...

- Ele sabe que trabalhas aqui? - � claro que sabe!

E n�o te d� o dinheiro enquanto for vivo? Porqu�?

N�o percebo por que tens de esperar at� ele morrer. Que disparate!

Seria l�gico que quisesse que o filho fosse feliz, recordando-o assim.

J� n�o tens manteiga de amendoim? N�o a encontro.

Deixa-me perguntar-te uma coisa...

� incr�vel que tenhas vindo c� hoje. Podias ajudar-me.

- Preciso de 5 000 d�lares. - � claro que precisas!

- Portanto, posso... - Claro que sim!

Poderei pagar-te assim que ele se finar.

Pois... Quando esperas que isso aconte�a?

Muito em breve, muito em breve.

Deixa ver se percebi... Deste 5 000 d�lares ao acupunctor?

E 5 000 ao parvo do Barry Weiner?

Parvo...

Ent�o, nas �ltimas tr�s horas, esbanjaste 10 000 d�lares?

N�o � bem assim.

Ainda n�o dei ao acupunctor. Ele tem de curar o meu pesco�o.

Terei todo o gosto em pagar-lhe, se ele me curar.

E o pai do Weiner sofre do cora��o.

N�o vai viver muito tempo e, depois, ele paga-me.

N�o sei porque lhe chamas parvo. Ele n�o � parvo, � s� t�mido.

Ele n�o � t�mido. Acha-se mais esperto do que todos e julga...

N�o, ele � s� t�mido. Est�s a confundir timidez com parvo�ce, cara amiga.

- N�o me parece, caro amigo. - Acho que sim.

Pedem-te dinheiro. N�o sabes dizer "n�o"?

Tenho dificuldade em dizer que n�o.

Sabes que mais? �s um fraco! S� estou a ser sincera.

Talvez seja simp�tico. Confundes fraqueza com simpatia.

- Talvez seja s� simp�tico. - Eu sei a diferen�a.

Ele convidou-nos para a festa- -surpresa dos anos da mulher,

e eu tamb�m n�o consegui recusar.

Ora viva! Flores para o Larry David.

Cheryl, algu�m me mandou flores!

S�o da tua amante, de quem n�o me falaste?

- Quem me dera. - Obrigado.

Deste-lhe 5 000 d�lares de gorjeta?

Isto � muito estranho.

Flores...

Quem te mandaria flores?

N�o sei.

S�o bonitas.

"Desfrute destas lindas orqu�deas. Kazu."

- Quem � o Kazu? - O acupunctor.

Porque raz�o o acupunctor te manda flores?

N�o sei.

Trabalhar na charcutaria foi...

Foi deprimente v�-lo assim.

Sabias que ele trabalhava l�?

N�o sabia. Mantemo-nos em contacto, mas ele n�o me conta essas coisas.

Caramba! Por amor de Deus, vai tu!

- Vou eu, tu n�o? - N�o, eu n�o.

Pois, vou eu...

Convidou-me para a festa-surpresa da mulher, na quinta � noite.

Eu vou. Vou buscar-te e vamos juntos.

O que achas da hist�ria das orqu�deas?

�... Deve ser uma cena gay de japon�s.

A s�rio? � um pouco estranho. N�o sei se voltarei l� por causa disto.

Voltarias? Voltarias l�?

� estranho. Eu n�o voltaria l�.

Uma pergunta...

No Jap�o, � comum um homem mandar orqu�deas a outro homem?

Um profissional?

Um m�dico ou um...

Sabia que arranjarias chatices. Ele tem estado estranho.

- Que raio...? - N�o sei o que se passou.

- O que foi? - � maluco.

- Acho que toquei na ferida. - Ol�, Larry!

- Joel. - � bom ver-te.

- Igualmente. - J� passaram alguns dias.

Este � o meu agente, Jeff Greene. Joel Reynolds, advogado.

Tratar� dos meus bens quando eu morrer e te deixar o meu dinheiro.

J� trataste disso? A Cheryl vai adorar-me.

- Hoje, n�o trabalhas? - Vou trabalhar agora.

- E a fatiota? - � a sexta-feira informal.

- N�o gosto dessa sexta-feira informal. - �s a minha m�e?

Est�s a invadir o meu territ�rio.

Quero que voc�s estejam sempre desconfort�veis.

�s ter�as, devias aparecer ao l�u.

Ter�as ao l�u... V�s? � um advogado engra�ado.

- Tenho de ir. Prazer. - Obrigado.

- At� depois. - Vemo-nos na ter�a-feira!

Sexta-feira informal... Fico danado!

Em breve, haver� a segunda informal. Cinco a dez anos.

� para l� que caminhamos. Vai ser uma tristeza.

Pessoas como tu a vestirem-se como pessoas como eu.

- N�o � bom. - Nunca o farei.

Espera at� provares este flamb�. Devo dizer-te, � sensacional.

- Larry, foi para isso que viemos. - L� vem ele! Lindo!

Marquei uma reuni�o para ti, na ABC.

S� tenho de combinar a data com a Julia e pronto.

- Meu Deus! - Credo!

- Querido! - O que foi?

- Onde est� o Jeff? - N�o sei.

- Devia ter chegado h� 15 minutos. - Eu sei.

Porque vamos com ele?

- Perguntou se nos podia vir buscar. - N�o conseguiste dizer n�o.

Acho que dev�amos ir sem ele.

Bem, de certeza...

- A� est� ele! - J� chegou! Vamos embora.

- Ol�. Obrigada. - Como est�s bonita!

- Obrigada. - N�o tens de qu�.

- Tamb�m est�s bonito. - Sou uma menina linda.

- Larry! - Porque demoraste tanto tempo?

O servi�o de quartos atrasou-me com a minha comida.

- N�o vais assim vestido. - Porqu�?

- N�o vais de cal�as de ganga � festa. - S�o cal�as de veludo cotel�.

� a mesma coisa! Camisola azul e casaco preto n�o.

- Azul e preto n�o fica bem? - N�o. Tens de mudar de roupa.

Confia em mim, por favor. Tens de mudar de roupa. E r�pido!

- Est�s pavoroso! - Horr�vel.

Talvez vista uma T-shirt verde-alface como a tua, cretino!

- Qual � o mal disto? - N�o, fica-te bem.

Obrigado.

N�o, totalmente...

- Oh! - Merda!

- Meu Deus! - Ol�.

- Carol... - Larry, Cheryl.

- Ol�, Carol. - Meu Deus! N�o sei quem abra�ar.

- Ol�! � t�o bom ver-te! - Espero...

Deixei os meus... Estive na charcutaria, no outro dia.

Deixei os meus �culos de sol l� e vim busc�-los.

Meu Deus! � t�o estranho!

- Tens os �culos, certo? - Sim.

Porque n�o entram? Os dois, n�s esperamos aqui.

O que � isso? � o meu anivers�rio.

- Da� o nosso presente. - Ele disse-nos que fazias anos.

Ele disse-nos. Ele sabia que eu viria buscar os �culos...

� de n�s os tr�s.

- H� uma festa-surpresa naquela casa. - Querida...

V�o dar uma festa? E n�o nos convidaste?

- Meu Deus! - Lamento imenso, Carol.

Ele teve de mudar de roupa.

�s t�o ego�sta!

Surpresa!

Que bom! Obrigada.

Est�s contente?

Sabias? O que aconteceu?

O Larry teve de mudar de roupa. O tempo que perdeu...

E ele teve de comer. Jantou � grande durante duas horas.

Meu Deus!

- jantou no hotel... - mudou de roupa...

J� viste isto? J� viste o que fizeram?

Quer dizer, 600 mil pessoas.

600 mil pessoas morreram na Guerra Civil.

E para qu�? Para salvar a Uni�o? Porque queriam salv�-la?

- Quem � que se importa? - N�o sei. Eu n�o.

Para qu� salvar a Uni�o? Precisamos do Sul?

- O que faz na vida? - Trabalho muito para o CDRN.

CDRN? Que raio � isso?

Conselho de Defesa dos Recursos Naturais.

- � uma ambientalista? - Sou.

- Que maravilha! - Obrigada.

Quem me dera que o meu filho se metesse nisso, mas n�o h� hip�tese.

Pois n�o...

A minha mulher obrigou-me a mudar de roupa. N�o gostava do fato.

- Est�s bem. - N�o tive aprova��o, esta noite.

- Tens de ter aprova��o da roupa? - Sim.

Elas t�m de aprovar a roupa? Eu dou-lhe ouvidos.

- Na verdade, fui mudar de roupa. - Certo.

� uma das raz�es do nosso atraso. Porque lhe dei ouvidos.

Se n�o estiver a lutar pelo ambiente, estou a angariar fundos para lutar.

- � preciso sempre dinheiro. - � uma organiza��o n�o lucrativa...

- Nunca me telefonou. - N�o pensei que se interessasse.

- N�o sou pobre. - N�o �?

- N�o. - Talvez dev�ssemos falar.

- Trate-me por CD. - Que significa CD?

Vejamos... Pode significar "certificado de dep�sito".

- Para o CDRN. - Gostei dessa!

Quer ir almo�ar?

Podemos falar sobre a forma de fazer uma contribui��o.

Meu Deus! Seria maravilhoso!

Mas n�o vamos falar s� de dinheiro.

- Claro que n�o! - Falaremos sobre n�s.

- Sim. - Quero conhec�-la melhor.

Tamb�m gostaria de conhec�-lo.

Meu Deus! Vai causar-me outro ataque card�aco!

Pare, Sr. Weiner!

- Meu Deus! Que encanto! - Valha-me Deus!

� t�o encantadora e bonita!

N�o sei como aquele tot� p�de casar consigo.

- Eu tamb�m n�o! - N�o?

- Percebo o que quer dizer. - Acho que sei o que quer dizer.

Estou a ser muito sincero.

- Ol�. - Ol�, rapaz.

- Lembras-te do pai do Barry? - Claro que sim!

Como est�? Prazer em v�-lo.

Com licen�a. Tenho de ir � casa de banho.

Larry, por que n�o ficas aqui, a conversar com o Sr. Weiner?

- Volta? - � claro que volto!

- Porque ele n�o a pode substituir. - N�o, mas far� o seu melhor. Volto j�.

- Voltas depressa? - Sim.

Meu Deus!

Que maravilha! Meu Deus!

No Jap�o, � habitual... um homem mandar...

orqu�deas a outro homem?

Um profissional, algu�m que seja um profissional,

um m�dico ou um dentista ou um acupunctor?

Como raio quer que saiba o que significa isso?

N�o sei o que fazem no Jap�o.

At� podem levar naquele s�tio, tanto quanto sei!

Porque me est� a perguntar? � uma pergunta est�pida!

- Ent�o, o que est� a fazer agora? - Estou a trabalhar num...

num programa novo para a Julia Louis-Dreyfus.

- Do "Seinfeld"? - Sim.

Deve estar a gozar comigo.

- Como � que a conhece? - Trabalhei nessa s�rie.

Que s�rie? "Seinfeld"?

- Sim, na "Seinfeld". - O que fazia?

- Era o co-autor. - Deve ter ganhado uma fortuna!

- Ganhei bem. - Sortudo de um raio!

� verdade, tenho muita sorte. E digo-lhe mais...

Tive a sorte de ter um pai que me apoiava imenso,

sen�o, n�o teria conseguido.

Trabalhei numa lavandaria e n�o lhe disse.

N�o tinha dinheiro, mas tinha de me sustentar.

E depois, certo dia, ele descobriu tudo...

A seguir, s� me disse: "Escuta, tenho muito dinheiro.

"O dinheiro ser� teu quando eu morrer, por isso, toma l� algum j�."

- Deu-lhe dinheiro antes de morrer? - Deu.

Deu-me um quarto do que iria receber, o que me permitiu come�ar a escrever.

Nunca teria feito o "Seinfeld", se n�o fosse ele.

E...

pude encher o frigor�fico.

Quando ele l� ia, tinha comida �ptima.

Pude comprar um cadeir�o e um televisor panor�mico.

Ele ia l� a casa, sentava-se e descansava.

Para qu� esperar at� morrer para me dar o dinheiro? � rid�culo!

Cale o bico! Tenho de me apressar. Conhece algum advogado?

O meu advogado est� em Acapulco. Preciso de um j�.

Conhe�o um bom advogado. Joel Reynolds.

- Reynolds. Onde est� ele? - Em Santa Monica.

- � bom? � bom com bens? - � �ptimo!

Autentica testamentos e tudo? Tenho de fazer uma altera��o j�

e n�o espero pelo meu advogado.

Obrigado pelo advogado. E adoro a sua mulher!

- A que tipo de mudan�a se refere? - Logo v�!

N�o sei, Cheryl. Talvez v� fazer uma doa��o.

O pior que pode acontecer � voares at� ao M�xico

e voltares com um cheque chorudo.

Onde combinaram almo�ar? � o restaurante japon�s.

Estive l� com o Jeff, na semana passada.

O Barry Weiner acabou de chegar!

Escuta, saca-lhe o m�ximo poss�vel de dinheiro.

S� encantadora! Adeus.

O que fizeste? Que raio fizeste?

Contaste uma hist�ria de uma lavandaria ao meu pai?

Disse que trabalhei numa lavandaria e que o meu pai tinha descoberto,

e que, em vez de me deixar dinheiro, me deu algum antes de morrer.

A tua conspira��o com a Cheryl resultou! Ele tirou-me do testamento.

Acha que te mandei fazer aquilo. Excluiu-me e deu tudo ao NDRC.

- CDRN. - NRDC ou o raio que for!

Tal como tu e a Cheryl planearam.

Mas porqu�? Quando se foi embora, disse que ia arranjar um advogado.

- Queria um advogado. - O que lhe arranjaste!

Ele est� l� agora, Larry.

Est� a acabar com a minha vida! � o que est� a fazer, gra�as a ti!

- Ol�, Reynolds & McKay. - Muito bem...

Adeusinho!

Como est�? Joel Reynolds.

- � Joel Reynolds? - Sou, sim. Sente-se, por favor.

S� um momento.

Estou um pouco confuso. Que fatiota � essa? � a festa do Dia das Bruxas?

- N�o, � a sexta-feira informal. - Que significa isso?

� como se estiv�ssemos em casa.

- Mas n�o est� em casa. - Pois n�o, mas � sexta informal...

Eu sei, j� me disse isso. O que faz na sexta-feira informal?

Chegamos, fazemos o nosso trabalho, mas vestimo-nos de forma informal.

- N�o me agrada. - � s� um dia da semana.

Nem que fosse meio dia por semana. N�o gosto.

Vim mudar o meu testamento. Est� muito dinheiro em causa.

- � importante. - N�o o tratamos informalmente.

Ent�o, porque veste assim?

Quero que seja vanguardista, ao tratar dos meus neg�cios.

- Isto �. - N�o quero esta treta.

Parece um maldito cowboy! � o JR, Joel Reynolds, certo?

- Ou�a... - Devia estar em Dallas, n�o em LA.

- Lamento imenso. Por favor... - Bem pode lamentar,

porque acaba de perder o cliente.

V� la�ar outro!

Muito obrigado. Filho da m�e!

Se voltar na segunda-feira ou na ter�a...

Tens de falar com ele e dizer-lhe que n�o te mandei fazer isto.

Tens de convenc�-lo. Estou completamente lixado!

Espera! Um momento. Estou?

Fala do consult�rio do Dr Muriyama. � para confirmar a acupunctura.

- N�o, n�o posso ir. - O doutor pergunta como se sente.

- Estou melhor. - Ainda bem.

Quer marcar outra sess�o?

- N�o. Agora, n�o. - Obrigada, Sr. David.

Certo.

Tens de ir l� e fazer alguma coisa.

Ele combinou almo�ar com a minha mulher num restaurante japon�s.

�s a �nica pessoa que pode remediar isto.

- Tens de falar com ele. - Merda!

S� estava a tentar ajudar.

- Acho melhor n�o beber mais sake. - N�o, beba.

- Talvez depois. - � uma bela introdu��o � refei��o.

- Est� bem... Acho que dev�amos pedir. - Com certeza.

Mas tenho um not�cia para si. Primeiro, um aperitivo.

Larry!

- Ol�. - Ol�.

- O que fazes aqui? - Vim pedir desculpa por ontem � noite

e dizer-lhe que o seu filho n�o me mandou

dizer aquilo que eu lhe disse sobre...

- N�o mandou? - N�o, n�o mandou.

E n�o deve ser castigado por aquilo que eu fiz...

Seu monte de esterco...

Ol�. Como est�?

Ol�. Prazer em v�-la. Ol�!

Ol�, Carol. Lamento imenso.

Ol�.

Pessoal, � o Larry David. Trabalh�mos no "Saturday Night Live".

H� muito tempo.

- � a mulher, Cheryl. - Ol�.

E este � Jeff Greene. O Jeff j� foi o meu agente.

T�o repentino e inesperado.

Lembras-te do meu primo Doug, da festa?

- Claro! Ol�, Doug. - Ol�.

O Larry foi a �ltima pessoa a v�-lo vivo.

Bem, tecnicamente, foi o criado.

Ent�o, voc� � o tal?

- Ent�o, o que faz? - Sou o homem dos bot�es.

- Homem dos bot�es? - Sim, vendo bot�es a retalhistas.

- Fabricantes de fardas. - Tenho uma hist�ria para si.

A minha melhor amiga teve um beb�, h� 15 anos, e eu fui padrinho.

Estava na sala de partos. Ele pediu-me para cortar o cord�o,

e eu n�o sei como fiz aquilo, mas mutilei o umbigo

e, agora, o mi�do nem me fala. �...

Hist�ria triste. Com licen�a.

Larry. Larry...

- Obrigado! - Larga-me! Est�s colado a mim.

- Pronto. - O qu�?

C� est�! Eu disse-te. N�o o levantes esta semana.

� um pouco esquisito.

Dar-te-ia quando ele morresse. Foste tu.

- N�o provoquei nada. - Mais ou menos.

� espectacular, Larry! Tens o teu dinheiro.

- O qu�? - O cheque.

Que cheque? Do que est�s a falar?

O Larry emprestou 5 000 d�lares ao Barry.

A condi��o era reaver o dinheiro, quando o pai dele morresse.

- Desculpa, n�o houve condi��es. - J� percebi! Recebeste 5 000.

�s um ca�ador de fortunas! Mataste o meu tio por 5 000!

- Por favor... - Sabias que ele sofria do cora��o.

- N�o sabia... - Porque lhe atiraste �gua � cara?

- N�o fui eu! O empregado... - Est�s a mentir!

Foi o empregado que lhe atirou �gua! Eu n�o...

Dev�amos ir... Jeff! Vamos!

N�o vais a lado nenhum! Mataste o meu tio!

- Assassino de tios! - O meu pesco�o!

Larga-o!

ACUPUNCTURA

- Larry-san! - Ol�.

- Quem era? - Tive sorte. A minha mulher.

- A sua mulher? - Sim.

- Ena! - Pois �... Ena!

Quem diria? Muitos parab�ns.

Muito obrigado. Como est�?

Algu�m me fez uma chave de cabe�a. Estou muito pior.

- Podemos tratar disso. - Est� muito confiante, est� mesmo.

Quer fazer outro acordo para este caso?

Outro? Como assim?

Deve-me 5 000 pelo outro tratamento. Quer tentar recuperar o dinheiro?

N�o lhe devo 5 000. Que conversa � essa?

Bem... A minha recepcionista falou consigo ao telefone.

Disse-lhe, e ela disse-me a mim, que se estava a sentir melhor.

Disse... Ela perguntou-me como me sentia e eu disse: "Melhor".

Melhor do que antes, n�o 100% melhor. N�o totalmente melhor, s� melhor.

Melhor? Depois de o ter tratado, ficou melhor, certo?

Em portugu�s, "melhor" n�o significa totalmente melhor. N�o preciso de um...

Estamos perante uma confus�o lingu�stica.

Melhor n�o � melhor a 100%, � melhor.

Larry-san, espere um pouco! Disse que estava melhor!

Melhor � melhor, disse que estava melhor.

Escute, Larry-san...

ser� uma grande vergonha para a minha fam�lia.

Toda a gente sabe deste acordo!

Os meus funcion�rios, os meus clientes.

Fizemos um acordo de cavalheiros. Deve-me 5 000 d�lares.

Fi-lo sentir-se melhor!

Portanto, como tenciona pagar?

Tenho um cheque...

em meu nome, no valor de 5 000 d�lares.

Posso endoss�-lo a seu favor.

- N�o o levante durante uma semana. - Uma semana?

� claro que preciso de uma identifica��o com fotografia.

Recebi as orqu�deas.

Eram t�o bonitas! Obrigado por as ter mandado.

Faz isso a todos os doentes? Manda-lhes orqu�deas?

� uma tradi��o japonesa ancestral.

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