All language subtitles for Curb Your Enthusiasm S02E04 The Shrimp Incident

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Original subtitles

N�o, n�o comas bolachas. S�o quase horas de jantar.

Porque n�o vamos jantar fora?

- Ao chin�s? - Seria �ptimo!

Pod�amos ir beber um copo primeiro.

Como assim?

Podemos parar no... Sabes onde quero ir?

Casa Del Mar, aquele restaurante fin�rio junto ao mar.

Bebemos um copo descansados.

Est�s a brincar? Podes beber um copo no restaurante.

N�o, isto ser� mais agrad�vel. Sa�mos, bebemos um copo.

Primeiro, queres parar e tomar uma bebida l�,

e, depois, voltamos para o carro e vamos para o restaurante.

S� me parece que dev�amos ir beber esse copo ao restaurante, n�o achas?

Gostaria de parar e beber um copo pelo caminho.

Mas � a mesma bebida. Qual � a diferen�a?

� um ambiente diferente. Sabes que mais?

- N�o percebo. Um ambiente diferente? - Sim.

� a bebida, n�o �? Tamb�m h� no restaurante.

- Qual � a diferen�a? - � uma grande diferen�a.

- Mas n�o queres ir comer? - Quero comer,

mas gostaria de beber um copo e n�o ter comida a passar por n�s.

N�o sei como podes estar a beber, sabendo que tens de sair para comer.

Quando est�s a pensar em comida, como podes relaxar e beber um copo?

Est�s a perder a ideia da bebida.

Chega! Qual � a ideia da bebida?

Est�s num local, onde est�o todos a beber cocktails e a conviver.

Ent�o, porque vamos ao restaurante? Se n�o � conv�vio, por que vamos l�?

- N�o quero ir. - Est� bem! Pedimos comida.

Pode ser.

MARISQUEIRA ROYAL STAR

- Aqui tem. - Obrigado.

- Aqui tem a sua comida. Bom apetite. - Obrigado.

Muito bem...

- A Julia Louis-Dreyfus telefonou. - Est� bem.

- J� lhe falaste na ideia? - N�o, vou contar-lhe amanh�.

Ela vai adorar, aposto. N�o achas?

- Veremos. - O meu cotovelo est� a matar-me!

O cotovelo do t�nis!

Devias telefonar ao Jojo.

N�o disseste que ele te deixa marcas, �s vezes?

Algumas marcas roxas e azuis, mas ele cura tudo.

- O que � isto? � massa com alho? - N�o parece camar�o kung pao.

N�o � a nossa comida.

Viste a comida antes de vires embora?

Vi, mas decidi trazer a comida errada para casa.

Obrigado por perguntares.

Acho que s� te resta voltar l� e trazer a comida certa.

- Que chatice! - Se te despachasses, seria �ptimo.

- Vou tentar. - Estou cheia de fome.

Idiotas!

- Sim? Em que posso ajud�-lo? - Enganaram-se no pedido.

- Lamento imenso. � o David? - Sim.

Aquele senhor devolveu o seu pedido. Aqui tem. Lamento o sucedido.

Caro senhor?

Ent�o, este � o meu?

- Este � o seu. - Obrigado.

N�o tem de qu�.

Allan.

Meu Deus!

- Aqui tens a tua comida. - O qu�?

- Trocaram os nossos pedidos. - C�us!

Quase comeste o meu camar�o kung pao.

- Como est�s? Est� tudo bem? - Sim.

- A Cheryl est� boa? - Sim.

- Como est� tudo na HBO? - �ptimo! Na perfei��o!

- Ouvi coisas boas. - �ptimo! N�o podia estar melhor.

�ptimo!

- Dev�amos sair daqui. - Sim...

Voltei!

�ptimo!

- Foi muito agrad�vel. - Muito obrigada. Vai valer a pena.

Sabes quem eu vi? O Allan Wasserman. Foi ele que ficou com a nossa comida.

Espera! Eu conhe�o-o?

� o tipo da HBO, o presidente da HBO.

Lembras-te, h� dois anos, quando sa� do especial?

Disse-lhe que o meu padrasto tinha tido um acidente.

Porque inventaste uma mentira sobre um padrasto?

- Nem sequer tens padrasto. - Pensei que fosse uma mentira melhor.

Uma mentira sobre um padrasto � cred�vel, n�o achas?

- Deve ter sido estranho. - Muito estranho.

Mas ele n�o falou nisso e eu tamb�m n�o, por isso, n�o sei.

- Queres massa? - Quero um pouco de camar�o kung pao.

Onde est�o os camar�es?

Onde est�o os camar�es? S� tem tr�s camar�es.

- Nesse pacote gigante? - Sim, tr�s camar�es.

- Geralmente, h� mais. - Uns dez.

Podes com�-los.

Ele comeu os camar�es?

- Aposto que comeu os camar�es. - O Wasserman?

Sim. Devia estar com fome, tinha o pacote.

Viu que n�o era a comida dele, comeu os camar�es e, depois, devolveu-a.

Ele seria capaz de fazer isso?

Como assim? "Ele seria capaz?" S� tem tr�s camar�es.

N�o quero comer os restos de ningu�m.

� o conceito global do tipo que recebe a comida errada,

come algo que n�o lhe pertence e, depois, devolve-a?

Ser� que acha que n�o �amos reparar?

O tipo comeu os nossos camar�es.

Boa! Bela jogada.

Ol�, Lar. Prazer em ver-te.

- O prazer � meu. - Demoraste muito a chegar c�?

- Cerca de 25 minutos, meia hora. - Na pr�xima, vou ao teu escrit�rio.

- N�o. Est�s a brincar? - N�o estou.

- Virei c� na pr�xima vez. - Ser� um prazer.

- N�o tens de vir at� mim. - N�o, podemos andar c� e l�.

N�o temos de andar c� e l�, s� para c�.

- Tornaste-te um homem simp�tico. - Sou um cavalheiro encantador.

- Qual � a ideia? Estou ansiosa! - A ideia � esta...

Fazes o papel de uma actriz que entrou numa s�rie grande,

num �xito, como o "Seinfeld".

E, quando o programa acaba, a actriz tem dificuldade em arranjar trabalho

porque todos a identificam com a personagem que ela interpretava.

- Certo. - Digamos que ela era a Evelyn.

Ela come�a a odiar a personagem e torna-se amargurada e hostil.

As pessoas passam o tempo a gritar: "Evelyn".

Todos querem que ela fa�a de Evelyn e ela n�o tem trabalho por causa disso.

- E o programa � esse? - Exacto!

- � uma ideia bastante interessante. - Achas?

O que mais me agrada � ser uma realidade para mim.

- E consegues lidar com isto. - "� a Elaine?"

- Foi na semana passada, no esqui. - "Evelyn!" Ser� na s�rie.

"Ol�, Evelyn!" � um bom nome para a s�rie.

E que tal "N�o �s A Evelyn?"

Esse � muito bom.

Acho que � uma ideia muito engra�ada.

Mas n�o sei se n�o seria melhor para algu�m como o Jason.

O Jason? Eu n�o...

- Deixa-me dizer-te porqu�. - N�o imagino o Jason nisto.

Acho que seria muito errado.

Mas ele interpretou um papel t�o...

N�o sei, um idiota, na s�rie.

Talvez fosse mais adequado para algu�m como o Jason.

Ficarias mais frustrada do que o Jason, porque sabes tudo o que podes fazer.

- L� isso � verdade. - C� entre n�s, ele s� sabe fazer isto.

- Pois �, sou mais... - �s mais vers�til.

- Da� que veja esta s�rie para ti. - Gosto muito desta ideia.

A s�rio? �ptimo, estou t�o aliviado!

- Ent�o, vamos apresent�-la � HBO. - � HBO?

Quero ser capaz de dizer "porra", sabes? E eu quero dizer...

- Porqu� porra? - "Cabr�o".

- N�o queres dizer essas coisas. - Quero. N�o tenho dito muitas vezes.

Gostaria de poder dizer isso. Porra!

Al�m disso, tenho um problemazito com o chefe, o Allan Wasserman.

O presidente?

- Que problema? - Ele � mau. N�o vou dizer porqu�.

- N�o creio que seja boa pessoa. - E se n�o lid�ssemos com ele?

Eu explico. Tenho um grande amigo, o Michael Halbreich, que trabalha l�.

- N�o sei se o conheces. - Um gay?

- Gay? N�o, ele n�o � gay. � casado. - O Michael Halbreich?

- A s�rio? - Sim, ele � casado.

- Ia jurar que ele era gay. - Conhe�o-o h� anos.

- Jogo p�quer com o Michael e a mulher. - Quem me dera jogar p�quer.

Ia dizer-te que um casal, que joga habitualmente, vai �s Ilhas Gal�pagos.

Seria bom se tu e a Cheryl jogassem, pois precisamos de um casal.

Vou perguntar � Cheryl. Eu jogo, mesmo que ela n�o queira.

Pergunta-lhe. E poder�s conhec�-lo. � um tipo simp�tico.

Gostaria de trabalhar com a HBO. Gostaria imenso.

- Est� bem... A HBO. - Certo! Que emocionante!

- � por a�, Jojo. D�-lhe a�! - Cala-te...

D�-lhe j� a�!

Ela tem uma grande toler�ncia � dor, por isso, n�o te preocupes.

Espera! � a...

A Julia Louis-Dreyfus convidou-nos para jogar p�quer.

- Ela tem um jogo de p�quer... - Temos de falar sobre isso agora?

- Acab�mos. - J� est�?

- S� tenho de lavar as m�os. - O homem � um artista.

- Meu Deus! - O que aconteceu? Ele magoou-te?

O que tens a�? Isso n�o � nada.

Vai estar muito pior daqui a dias.

N�o me agrada que estejas a ter tanto prazer com isto.

Algu�m tem rebu�ados para a tosse?

- Queres um "Fisherman's Friend"? - Sim, pode ser.

- Experimenta. - Obrigado.

- Queres um, Julia? - Obrigada.

� muito bom.

- Nem acredito que estamos aqui. - Eu sei, � fant�stico.

- A lan�ar outro programa. - N�s os dois, juntos!

- Credo! N�o gosto mesmo disto. - Espera!

H� quanto tempo �s agente dela?

- Tr�s... - Na verdade, h� quatro anos.

J� passaram quatro anos? O tempo voa quando nos divertimos.

- Mesmo quando isso n�o acontece. - Tem sido bom.

- D�em-me opini�o. - Sobre o qu�?

Eu e a minha mulher pedimos comida chinesa.

Ela disse que queria parar para beber um copo antes. N�o percebo.

Para qu� estacionar o carro, entrar num hotel,

beber um copo e, depois, voltar a sair,

entrar novamente no carro, e conduzir at� ao restaurante?

Parece uma enorme perda de tempo.

� o g�nero de ideia rom�ntica, tradicional, n�o achas?

- � encantadora. - S� vamos jantar fora.

- Sa�ram para beber um copo? - N�o.

- Ela zangou-se? - Muito.

N�o estamos bem por causa disso.

Acho que tens toda a raz�o.

Sim. V�em?

N�o faz sentido, a n�o ser que queiras sexo.

Talvez fosse isso que ela queria. Talvez a Cheryl quisesse sexo.

- J� percebi a tua ideia. - Voc�s os dois v�o tratar disto.

Apresento-os e voc�s tratam do resto, sim?

- Est�o prontos para receb�-los. - Vamos l�, ent�o. Preparados?

- C� est�o eles. - Ol�, como est�s?

- � um prazer ver-te. - Ol�, Michael. Como est�s?

- Europeu. - Sim, muito.

- Ol�, como est�s? - � um prazer v�-los a todos.

Conheces o Michael Halbreich?

- Ol�, Michael. - � um prazer rever-te.

Que giro! Dei um desses � Melissa.

- Ol�, querida. - Est�s bem?

Ol�, Larry. � a Judy. � um prazer ver-te aqui.

Demor�mos uns 45 minutos, n�o foi?

- C�us! - Desculpa, Larry.

Temos de fazer as apresenta��es.

- � preciso fazer as apresenta��es. - Como est� o padrasto?

- �ptimo. - J� est� melhor?

Que recupera��o milagrosa!

Pronto... Falem comigo.

Temos um grande programa para ti. Algo diferente, interessante.

Vou deixar a apresenta��o para os protagonistas.

Eu e o Larry estivemos a discutir uma ideia que acho muito interessante.

Tu come�as e, depois, eu remato com uma dan�a e aplausos.

Como estava a massa com alho, na outra noite?

- O qu�? - A massa com alho.

N�o toquei na tua massa com alho.

N�o estou a dizer que tocaste.

- Era a tua massa com alho. - Certo.

- Mas tocaste nos camar�es. - Que conversa � essa?

N�o foi, Al? Na outra noite, encomendei comida chinesa e trocaram os pedidos.

Quando ele me devolveu a comida, faltavam sete ou oito camar�es.

- Foi uma troca. - O camar�o sumiu misteriosamente.

N�o toquei no teu camar�o.

- N�o quero falar sobre o camar�o. - Compreendo que n�o queiras.

Larry, recebeste a tua comida, eu recebi a minha.

Tiveste o pedido completo, eu tive o meu sem sete camar�es.

Agora, contas os camar�es?

� �bvio quando s� l� est�o dois camar�es.

N�o toquei nos teus malditos camar�es!

Queres camar�es? Pega nos teus $475 milh�es e vai comprar um barco!

Larry, por favor!

Agora, vai-se embora? � isto que o torna famoso!

Em 25 anos, este tipo n�o mudou nada. � a mesma trampa!

Lamento. Lamento imenso.

O que fizeste? Que cena foi aquela?

Ele insultou-me.

Insinuou que eu menti sobre o meu padrasto.

- N�o tens padrasto. - Mas n�o gostei da insinua��o!

- Sobre o teu padrasto imagin�rio? - Algu�m imagin�rio?

- Por amor de Deus! - Porque foi...

Diz-me, que hist�ria � essa dos camar�es?

Ele recebeu o meu pacote por engano no restaurante chin�s,

roubou oito camar�es e, depois, devolveu-mo.

Como se eu n�o fosse notar! Ser� que pensa que sou parvo?

Larry, todos roubam camar�es e todos mentem sobre isso.

Estamos em Hollywood. Tens de lhe pedir desculpa.

Tens de pedir desculpa. Queremos fazer isto, eu quero fazer isto!

- Vai pedir desculpa. - Vou dizer-te outra coisa.

Vai fazer psican�lise!

J� estou e n�o faz nada. N�o me faz nada.

- Aparentemente, n�o. - Falaram sobre o teu padrasto?

Sabem, vou voltar ao restaurante, vou contar os camar�es

e perguntar-lhes quantos p�em em cada pacote.

Faz isso!

Malta, � um jogo de cinco cartas. Subam a parada!

- Ent�o, Mickey, o que fazes? - Sou dentista.

- Trato o Brad e a Julia h� anos. - � bom saber isso.

Preciso de um dentista. O meu mudou-se.

- Telefona � Candy, na segunda. - Est� bem.

O meu disse-me que tenho gengivas de um rapaz de 25 anos.

Acho que foi o maior elogio que algu�m me fez.

Est� tudo bem contigo e com o Allan? J� fizeram as pazes?

- J� fizemos as pazes. - Por causa dos camar�es?

- Exactamente! - Estou mortinha para saber tudo!

Trocaram a comida, no chin�s. O Larry ficou com a do Allan e vice-versa.

Quando trocaram, o Allan tinha comido sete camar�es teus?

- Sim, � a minha queixa. - Alegadamente.

A discuss�o intensificou-se e ele saiu da reuni�o...

Quase pensei que n�o fosse real, mas era.

Tinha visto o filme do Jackson Pollock e fui muito influenciado pelo artista.

Foi impressionante. Mas est� tudo bem. Estamos felizes por estarem na HBO.

- Onde estamos? Perdi a minha... - Passo. Ela tamb�m.

- Falto eu. - N�o, querido. S�o s� duas.

- Certo. - Tu est�s bem.

Pronto! Sou mesmo distra�do.

Porque n�o levaram o programa para a NBC, com a hist�ria que t�m?

- Queres responder? - Porque n�o o deixei.

Porque a GE n�o se responsabiliza pelas descargas no rio Hudson.

E eu digo, porqu� apoi�-los? � rid�culo!

Mas o principal � que, na HBO, podemos dizer "porra".

E isso � muito tentador.

Diz porra e ouve-se o dobro das gargalhadas.

O porra � o deleite do p�blico.

- Se escreveres, eu digo. - O jogo �.... O jogo � "Guts".

- Um jogo de destreza. - N�o gosto deste jogo.

- Ningu�m gosta disto. O que se passa? - Com duas ou tr�s cartas?

Duas na m�o, duas na mesa.

- Quem perder tem de cobrir a aposta. - Continuamos a apostar at� desistirem.

Podemos bater um recorde.

O pessoal do mundo do espect�culo � mais rico do que os dentistas.

Aposto que h� uns $800 a�.

- Pelo menos, diria eu. - N�o faz mal.

Menina Dreyfus?

- Vou a jogo. - Boa!

- Passo. - Tamb�m.

- N�o tenho para cobrir essa. - N�o, passo.

Algu�m v� a jogo. Melissa, v� l�!

Passo.

- Estou aqui. - Vais a jogo?

N�o, passo.

Paul, tens de ir a jogo. Ela vai roubar-nos tudo.

- N�o deixes a tua mulher roubar tudo. - Quanto �?

- Muito. - Est�o $700, $800 ali! V� l�!

- $700, $800. - Est�s a falar a s�rio?

N�o posso mesmo fazer isto. N�o tenho nada.

Meu Deus, olhem s�! Virgem Sant�ssima!

Tens de nos dizer quanto �!

- O que tinhas? - Um seis e um dez.

Nem acredito que tenhas roubado o monte!

- Lamento. - Que bluff! O que tinhas?

- N�o tinha nada. Um dois e um quatro. - Era o que eu tinha. Nada.

- O que tinhas? - Um �s.

- Um �s? - � querido!

Eu sei, mas...

Como n�o pudeste ir a jogo com uma m�o assim?

Conas! �s um conas!

N�o acredito que n�o tenhas ido com aquela m�o.

S� pensei que ela...

Que m�o! � uma bela m�o para este jogo.

- Como n�o pudeste ir a jogo? - Foi um coment�rio mis�gino.

V� l�, estou a brincar!

Em nome das mulheres presentes e de mim, estou ofendido.

Por favor! � s� p�quer.

Essa linguagem n�o � permitida num jogo decente.

� t�o inaceit�vel! N�o pode ser.

Est� tudo bem, eu estou bem. Est� tudo bem.

N�o est� nada bem. Sabem, est� na hora de acabar! Que tal?

Acho que vou ficar por aqui. Os Parish voltam para a semana?

- Voltam das Gal�pagos. - Foi um prazer conhec�-los. Obrigada.

- Vou ligar por causa da minha... - Faz isso, telefona � Candy.

- Adeus! Obrigada por terem vindo. - Foi um prazer.

Lamento se ofendi algu�m.

Obrigada por terem vindo. Foi um prazer conhec�-los.

Acho que nunca mais seremos convidados para a noite de p�quer.

- Pois �, n�o me parece. - Achas?

� incr�vel que tenhas feito aquilo.

Gritaste a palavra "c" � frente de mulheres, de outras pessoas.

Usa-se quando algu�m � cobardolas.

N�o teve coragem. Devia ter ido a jogo com um �s.

Acho que h� outras palavras que podias usar, em vez daquela.

Em retrospectiva, devia ter dito cobardolas.

- Credo! N�o... - Ele ficou mesmo chocado.

Aquele tipo chamou-me mis�gino. Nunca me tinham chamado isso.

Talvez sejas. Talvez esteja a aprender algo sobre ti.

Talvez seja. Talvez goste de bater na minha mulher.

- Espera, n�o! Larry! - Sua cabra!

Pronto, eu porto-me bem. Prometo.

- P�e o cinto! - Estou a p�r.

Wasserman diz que � a �ltima oportunidade. � agora ou nunca!

Depois do Halbreich, as mulheres da HBO n�o querem trabalhar contigo.

- Que disparate! - Acham que �s mis�gino.

- Por ter chamado conas ao tipo? - Exactamente!

Chamo pilas aos homens, e eles querem trabalhar comigo.

- Conas � pior. - Pilas e conas, � igual!

- Pilas, conas! Est�o ela por ela! - N�o, conas � muito pior.

- Porqu�? - Nunca pus isso em causa.

- Para mim, � sexista! Por favor! - O Michael Halbreich meteu baixa.

- Como assim? - Ele est� traumatizado.

Examinou tudo na vida dele. Pediu uma licen�a sem vencimento.

Caramba! N�o me digas...

Merda! Pensei que ele fosse um desses heterossexuais efeminados.

Isso n�o existe. Ou se � gay ou n�o �, e ele � gay.

Ol�. Querem sentar-se?

N�o, s� estou curioso em rela��o a uma coisa. Temos uma d�vida.

Quantos camar�es p�em em cada dose de kung pao?

Onze.

- P�em sempre onze? - � uma regra que respeitamos sempre.

Obrigado.

- Ol�, Mickey. - � a Cheryl!

- Sim. � um prazer rever-te. - O prazer � meu.

- Que grande jogo de p�quer! - Sim.

Acho que nunca t�nhamos tido um jogo assim.

Pois �... �s vezes, o Larry entusiasma-se demais.

Ele leva o p�quer muito...

Este hematoma... � uma hist�ria engra�ada.

Mal os conhe�o.

Mas, quando �amos a sair do jogo de p�quer, na outra noite,

olh�mos para o vosso carro

e vimos o Larry a bater-te.

�s vezes, eu e o Larry representamos, parece que ele me est� a bater

e eu finjo que "estou a apanhar."

- Fazemos esse tipo de... - Tens de me perdoar.

N�o lido muita vezes com estas coisas,

mas, se quiseres conversar comigo sobre isso, neste consult�rio,

h� confidencialidade entre m�dico-doente.

Isso tamb�m se aplica aos dentistas?

Acho que sim.

Acho que estamos perante um equ�voco.

Tenho uma grande amiga que � assistente social.

Mickey, escuta, isto � um grande malentendido.

N�o h� malentendido no que vimos o Larry fazer ao Michael naquele jogo.

N�o h� malentendido, pois vi-o a espancar-te no teu carro.

J� vi o Larry David em ac��o. Aquele homem � um animal

e tem de ser detido.

E pronto! Acabou tudo na HBO.

O dentista falou com o Wasserman, ele acha que bato na minha mulher.

- Acha que sou um agressor. - � t�o disparatado!

- H� outras esta��es. - A HBO n�o � o fim do mundo.

Iremos � ABC. N�o quero trabalhar na HBO.

- N�o. - N�o � televis�o? � televis�o.

O que pensam que as pessoas v�em?

Vemos na televis�o. N�o vamos ver ao cinema.

- Como est� a comida? - Acho que terminei.

Posso levar os pratos?

- Uma del�cia! - Gostaram?

E a ementa das sobremesas? Temos muitas coisas boas.

- Excelente! - � melhor trazer j� a conta.

- De certeza? Eu volto j�. - Comemos a sobremesa no Shutters.

- S� para mudar de cen�rio. - N�o queres comer a sobremesa aqui?

Seria mais divertido ir a outro s�tio.

Descontrair junto � praia.

Mas estamos aqui. Daqui a dois minutos, j� estamos a comer.

Mas n�o � s� pela sobremesa.

- Ent�o, porque �? - � a aventura de ir a outro s�tio.

- N�o sei se � uma aventura. - � uma aventura.

Sabes que mais? Esquece!

- N�o consigo perceber. - Porque � rid�culo.

Estamos a jantar.

- Sugiro ir... - Est�s a quebrar o bom ambiente.

Tu � que est�s a estragar.

Por querer um caf� depois do jantar? N�o me apetece conduzir.

S� quero ir para casa.

Um descafeinado r�pido?

Posso lev�-lo?

Isso � diferente...

- � a Sra. David? - Sou, sim.

Linda Johnson, Seguran�a Social.

Recebemos indica��o de que h� viol�ncia dom�stica nesta casa.

Na verdade, � tudo um malentendido.

Pois... Isto...

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