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- Est�s nervoso? - Muito.
Como estava a dizer, � a minha estreia na projec��o de um filme.
O meu nome ser� o �nico cr�dito no argumento.
- Que emocionante! - � a primeira vez com p�blico.
- A primeira projec��o, os meus amigos. - E pessoas da ind�stria, tamb�m.
- Ol�, Cliff. - Ainda bem que pudeste vir.
Desculpem o atraso.
N�o conseguia escolher um fato.
P�ra com isso!
� verdade. Nem estou a brincar.
Passei pelo cinema. Vi o an�ncio.
- Como est�? - �ptimo.
Usar n�meros "30 Negativos" em vez de ser por extenso?
- Tamb�m tens de fotografar aquilo. - Tens de fotograf�-lo.
- Hoje, � uma grande noite! - Pois �.
Estou em pulgas.
Como tiveste esta ideia? A Shelley estava a dizer...
- Cliff Cobb, mesa para quatro? - �ptimo!
Sei como � - obrigada - quando nos dedicamos de corpo e alma a algo.
Todo o processo � diferente. Se fores um escritor contratado...
- Como est� o presente da Cheryl? - Est� lindo.
� uma das pulseiras mais bonitas que fiz, devo dizer.
Ela faz anos na sexta-feira...
- T�-la-�s antes disso. - Na quinta?
- Com certeza. - �ptimo! Muito obrigado.
Nem acredito que j� l� tenhas ido!
Tenho tentado ir � Amaz�nia h�...
Tens de l� ir. Se tens essa vontade...
Especialmente a oeste do rio, um pouco para norte, � incr�vel.
E v�o muitas pessoas?
Sim, tu e os guias, num grupo. � um grupo grande.
- Ent�o, duas pessoas n�o podem... - Depende da ag�ncia.
Organizam os grupos para as expedi��es.
- H� muitas cobras? - H� muito de tudo.
Mas � para isso que se vai l�, certo? Vamos ver tudo e...
Esqueci-me do meu guardanapo.
Sabes como �, a etiqueta.
� muito importante. Temos de p�r o guardanapo.
Parece idiota p�r um guardanapo sobre um par de cal�as velhas.
... A n�o ser que seja uma emerg�ncia.
- J� podemos pedir? - Sim, por favor.
- Acho que vou pedir o salm�o grelhado. - Salm�o grelhado.
Tamb�m eu. Obrigado.
- Eu quero a paella. - Boa escolha!
Acho que vou comer apenas uma salada Cobb.
Uma salada Cobb.
Mas quero fazer algumas substitui��es, se for poss�vel.
- Com certeza. - Est� bem.
- N�o quero bacon. - Sem bacon.
Nem ovos.
Tem calma.
N�o quero queijo de bolor azul.
- Queres mesmo uma salada Cobb? - Devias pedir outra coisa.
- Vou comer uma salada David. - � uma salada David.
- E quero... - Muta��o.
E se o chefe n�o puder fazer isto, se fizer uma careta,
venha c� avisar-me. - N�o h� caretas.
- Certo. Obrigado. - Muito obrigado.
Fazes sempre isto quando pedes esta salada?
Parece que tens algum problema com isso.
- H� problema? Qual � o problema? - � a salada do meu av�.
- E, � verdade, � um problema. - A� t�m!
� a salada do teu av�!
O meu av� inventou a salada Cobb.
- � verdade? - Sou o Cobb da salada Cobb.
- Ele contou isto muitas vezes. - C�us!
- � verdade. - � uma bela hist�ria da tanga!
N�o estou a mentir sobre isto.
O meu av� era cozinheiro.
Houve uma �poca, em que trabalhou no Hotel Drake,
em Chicago, e experimentou v�rias combina��es.
E acabou por ficar conhecida.
Foi assim que nasceu a salada Cobb.
O qu�? Porque � t�o dif�cil acreditar?
� t�o inacredit�vel!
Muitas pessoas fazem o que fizeste, e eu n�o percebo.
Prometo que n�o voltarei a fazer isto, quando estiveres presente.
Pe�o desculpa. Hoje, estou muito nervoso. O filme...
Estava a pensar: "O que � que ele tem a ver com o que pe�o na salada?"
O que est�vamos a dizer? Est�vamos a falar do qu�?
- Quero ver a vida selvagem. - Certo! Amaz�nia.
Tenho um grande amigo que foi � �frica do Sul.
� lindo! Tamb�m j� l� estive.
Ele foi fazer um safari.
O nome do meu av� era Harold Bingo.
Foi ele que inventou o Bingo, sabia?
O acampamento muda ou � um acampamento-base?
N�o estou a brincar. Nem sequer...
- Podemos falar sobre tudo. - Arranjem uma mesa para eles.
N�o faz diferen�a.
Aproximamo-nos tanto dos animais...
- Dev�amos ir para a cama, qualquer dia. - Pois dev�amos.
- A s�rio? Quando se v� aquilo... - � fant�stico!
30 Negativos
Larry, como est�s?
Donald, prazer em ver-te.
- Novidades? - N�o tenho muito para contar.
- E tu? - Tenho jogado golfe.
A s�rio?
Dev�amos jogar, qualquer dia.
Eu n�o jogo golfe.
- Desde quando? - N�o jogo h� muito tempo.
J� n�o jogas golfe? Larry, por favor!
Se mudares de ideia, avisa-me.
- � um prazer ver-te. - Certo...
Ainda bem que pudeste vir. Vai arranjar um lugar.
- Vou ver como est� a sala. - Est� bem.
Para ver como est�.
O que � isso? N�o conhe�o.
- � Wagner. - A s�rio?
Chama-se "Siegfried Idyll"
e foi um presente de anivers�rio para a mulher, Cosima.
Ela acordou de manh�, ao som desta m�sica linda
e, quando apareceu no patamar, ele estava a dirigir uma orquestra.
- Que lindo! - T�o rom�ntico.
Ouve s� isto...
� bonito.
Com licen�a.
� judeu?
� judeu?
Quer ver o meu p�nis? � o que quer fazer?
A verdadeira quest�o � o que estava a assobiar.
- "Hello, Dolly". - N�o, era Wagner.
A s�rio? Acabou de ganhar $100!
Quero saber por que est� um judeu a assobiar Wagner,
um dos maiores anti-semitas do mundo!
- Sabe o que �? - O que sou?
- Um judeu anti-semita. - Sou?
Sim!
Odeio-me, mas n�o tem nada a ver com ser judeu.
N�o tem nada a ver com ser judeu.
Milh�es de judeus foram levados para campos de concentra��o
com a m�sica de Wagner como banda sonora.
Sim! Era o compositor preferido de Hitler!
H� um hosp�cio a dois quarteir�es!
Sugiro que se v� tratar!
- Onde est� o seu Juda�smo?! - Juda�smo, onde est�s?
Onde est�s, Juda�smo?!
Como pode ter essa postura de ser supremo?
Deviam p�r-lhe um a�aime! Est� a espumar da boca!
Por favor! Obrigada.
Tem de pensar noutra coisa, est� bem?
- Como est�s? - O que foi?
- Est� tudo bem? - N�o.
- Mas estou ansioso por ver o filme. - Ainda bem que vieste.
Vai sentar-te. Ainda bem que vieste.
- Tudo bem? - Conheces o tipo?
- � o Walter. - Walter?
Vive ao p� de ti, a tr�s ruas de dist�ncia.
- Que consolo! - � muito chato!
Vamos arranjar lugar.
Pode fazer menos barulho?
Tenho o direito de comer pipocas.
P�ra com isso!
Estou cansado. Desculpa.
Comoveu-me imenso.
Parab�ns!
Cliff, meu Deus!
- Foi maravilhoso! - Parab�ns!
- Perfeito! - Bom trabalho!
Muito obrigado.
� incr�vel como aquele tipo mergulhou na �gua gelada.
- Gostaste disso? - Claro! Meu Deus!
Sei que estava g�lida, via-se o fumo a sair da boca dele.
� o fumo que sai da boca?
- � vapor. - Mas parece fumo.
- Gostaste disso? - Acabei de te dizer que sim.
- Achei muito bom. - A s�rio?
Dev�amos ir beber um copo, malta.
Larry, � melhor n�o, n�o achas?
Tens um grande dia amanh�. Ele tem de dormir.
O que vais fazer amanh�?
Nada, vou ficar em casa. N�o vou fazer nada.
- N�o tenho... - Tamb�m estamos cansados.
Amanh�, vou ficar sentado, sem fazer nada.
- Sentado? - Obrigado por terem vindo.
- Bom trabalho! - Ainda bem que gostaram.
Adeus!
- Quero ver as fotografias. - Vou busc�-las.
Foi tudo perfeito. Deves estar muito orgulhoso.
Est�s feliz? Foi realmente fant�stico!
Adorei! A s�rio, gostei mesmo. Achei que era muito bom.
- Com quem est�s a falar? - Com a Wanda.
Sim... N�o, foi realmente bom.
Adorei tudo! Quando olhei para o lado, vi o Larry a bocejar.
- Ele convidou-nos para ver o filme. - N�o estava aborrecido.
N�o se pode estar cansado e bocejar? � uma fun��o biol�gica!
- Ele convidou-nos para a projec��o. - N�o significa aborrecimento.
Achei que foi uma falta de educa��o, a s�rio. E, � claro...
Muito indelicado.
Sabes quem � o Cliff? Cliff Cobb. Sim, o borracho da cadeira de rodas.
Est�vamos no �trio, a falar com ele.
Toda a gente o felicitava, estava a ter uma noite em cheio,
e perguntou ao Larry o que far� amanh�.
O Larry respondeu que ia ficar em casa.
Em vez de dizer que ia jogar golfe... Ele n�o consegue dizer que vai jogar.
Diz que vai ficar em casa.
N�o quis constrang�-lo. Porque devia dizer que ia sair?
Se fosse deficiente, preferia que me dissessem que iam ficar sentados.
"Vou jogar golfe, vou andar a cavalo..."
Sentiste-te bem por lhe mentires?
Se fosse jogar damas, ter-lhe-ia dito.
Ele estava a tentar que o Cliff se sentisse bem.
Porque disseste ao outro tipo que n�o ias jogar golfe?
Porque o Cliff estava mesmo ao meu lado.
N�o queria que o Cliff ouvisse que eu ia jogar golfe.
Al�m disso, j� n�o quero jogar com ele. N�o vou jogar golfe com ele.
- N�o quero jogar golfe com ele. - Ele est� maluco!
Ele acha que est� a fazer uma coisa muito boa.
Sim, sem d�vida. Tenho de desligar. Adeus.
Do�ura ou travessura?
- Feliz Dia das Bruxas! - Feliz Dia das Bruxas.
� festivo, n�o �?
Muito bem. Vais jogar golfe?
Por acaso, vou.
- Est�s elegante. - A s�rio?
Esse estilo fica-te bem. Gosto.
Obrigado. N�o meto a roupa para dentro, mas, para o golfe, tem de ser.
- Fica bem assim. - Raramente a meto assim.
- H� recados? - A terapeuta ligou.
Querem mudar a consulta, por isso, telefona-lhe.
E a Shelley Cobb telefonou.
A pulseira deve estar pronta.
- Viva! - Meu Deus!
A Cheryl vai passar-se quando receber isto.
Quem me dera filmar esta reac��o, mas n�o sei mexer na c�mara.
Demorei algum tempo a fazer isto.
- Eis o que quero que fa�as. - Est� bem.
Quero que v�s � Internet e obtenhas informa��es...
sobre a salada Cobb.
Quem a inventou, de onde veio...
Vou j� tratar disso.
- V� o que consegues descobrir. - � para j�.
Shelley? Ol�, � o Larry.
Sim, foi divertido.
Mais uma vez, diz ao Cliff como gost�mos.
Foi realmente um �ptimo trabalho.
Sim... Est� bem.
Dev�amos sair. Vou falar com a Cheryl.
S� tu e eu?
Meu Deus!
Shelley, n�o! Isso foi...
N�o, foi s� uma brincadeira por eles estarem a falar tanto.
Foi uma brincadeira por causa deles.
Meu Deus! N�o!
Foi s� um bra�o. S� estava a esticar o bra�o.
Isso n�o... N�o, Shelley!
N�o, Shelley! Claro que n�o!
Shelley, n�o... Mas n�o, isso n�o � verdade!
E a pulseira?! Shelley! A pul...
Larry? Est� tudo bem?
- A hist�ria da salada? - Sim.
"A salada Cobb foi criada no lend�rio Brown Derby, em Hollywood."
O dono, Bob Cobb, estava com fome, uma noite.
A meio da noite, foi para a cozinha e inventou a salada.
N�o foi no Hotel Drake, em Chicago?
N�o, foi em Hollywood. Lembras-te...
Deixa-me ver isso.
Criada no Brown Derby, em Hollywood!
O meu amigo Cliff Cobb mentiu-me sobre a salada Cobb!
N�o foi o av� dele que a inventou!
Foi o Bob Cobb!
- Do�ura ou travessura? - Olhem s�!
Aqui t�m.
Adeus!
Aqueles mi�dos s�o mesmo giros. Queres atender alguns?
- Queres trocar? - Podes atender.
Est� bem. Deixa-me fazer mais uns saquinhos.
Continua o...
Eu fa�o alguns e depois, trocamos.
Do�ura ou travessura?
- Quantos anos t�m? - 13.
- 13? - Sim.
Parecem mais ter 16 ou talvez 17.
- Temos 13. - Pode dar-nos os doces?
Onde est�o os vossos fatos?
Estou disfar�ada de minha irm�.
- E eu sou professora. - Professora?
Caramba! Gostava de p�r o meu filho na tua aula.
Pode dar-nos os nossos doces? Sim?
N�o me parece.
- Est� a brincar?! - � o Dia das Bruxas.
N�o significa que possam andar pela casa das pessoas,
a pedinchar doces.
Est� a gozar?! Cretino! V�-se lixar!
Caramba!
J� viste isto?
Aquelas mi�das!
Porque fariam algo assim?
Porque n�o lhes dei doces, � por isso.
Est�s � porta com a ta�a de doces. Porque n�o podes...
N�o creio que mi�das de 17 anos sem disfarce...
- Devia ser proibido... - O que interessa isso?
Usaram o Dia das Bruxas para sacar doces.
Que interessa? � o Dia das Bruxas, d�-lhes doces.
Usas os feriados em prol dos teus objectivos ego�stas?
E da�?! Preferes que decorem a casa com papel higi�nico?!
N�o sabia que ia ser crime ou travessura!
N�o achei que a travessura seria crime!
Morrias se lhes tivesses dado doces?! N�o percebo!
Porque tem de haver limites no Dia das Bruxas!
Para qu� tanto alarido com os limites e os "n�o devia ser"?! Que importa?!
V�o continuar a pedir doces at� aos 40 anos?!
"Doces gratuitos! Tenho 40 anos! Quero doces de borla!"
Nem todos conhecem as tuas regras.
Tens uma s�rie de regras, mas ningu�m pode segui-las, pois n�o as conhecem.
Tens um longo dia de limpeza � tua espera.
Vou limpar tudo sozinho?
Vais limpar tudo sozinho. De quem � a culpa?
Vou chamar a Pol�cia.
CRETINO CARECA
Ent�o, n�o tinham disfarces?
Por alguma raz�o, isso incomodou-o.
N�o tinham mesmo disfarces?
�s vezes, podem ser muito subtis.
N�o, n�o eram nada subtis.
Andavam de casa em casa, a pedir doces.
� poss�vel encontrar estas raparigas e falar com os pais delas?
Pela descri��o delas - cabelo escuro, 20 anos -
h� cerca de 10 mil mi�das com esta descri��o.
Era um pouco "Elvira". Ela parecia a Elvira.
Ent�o, ela estava um pouco mascarada.
- A da Elvira. - N�o, aquilo n�o era um disfarce.
S� usei a Elvira para descrev�-la. � s� uma forma de... � estenografia!
- Disseram "Do�ura ou travessura"? - Disseram, sim.
E voc� teve travessuras.
Passei a noite a dar doces, mas elas n�o mereciam,
e eu n�o mere�o isto. Cretino careca?
� crime de �dio! Somos um grupo. N�o podem dizer "cretinos carecas".
E se fosse gay? Seria "cretino gay"? � um crime de �dio!
Mas diz cretino careca.
Mas n�s consideramo-nos um grupo de pessoas.
Sou careca e n�o estou ofendido.
Com o devido respeito, o senhor n�o � careca.
Optou por rapar o cabelo.
� um estilo que adoptou para estar na moda.
N�o o consideramos parte da comunidade dos carecas.
Amea�aram-no de algum modo? Viu alguma arma?
N�o houve amea�a, excepto a da travessura.
- A amea�a da travessura? - A travessura ou a do�ura.
"N�o h� do�ura? Travessura!" � uma amea�a. At� onde podem ir?
- Noutra noite... - Do�ura ou travessura, pum, pum!
Mas � s� do�ura ou travessura. N�o chateamos os mi�dos neste dia.
� uma esp�cie de contrato social que se faz quando se abre a porta.
Eles dizem: "do�ura ou travessura" e eu aconselho-o a dar-lhe a do�ura.
Porque n�o lhes d� os doces da pr�xima vez, Larry?
N�o serei intimidado, nem mesmo no Dia das Bruxas.
Vais jogar golfe?
Hoje? N�o, joguei ontem.
Porque est�s vestido assim?
Gosto do fato. Gosto do estilo.
Mas � um fato de golfe.
N�o tem de ser golfe. N�o posso andar assim?
- Fica-te bem. - � o que as pessoas me dizem.
As pessoas t�m raz�o. Queres jogar amanh�?
Na verdade, n�o posso. � o anivers�rio da Cheryl.
- Portanto... - E porque n�o podes?
N�o tenho de passar o anivers�rio com ela?
De manh�zinha? Ela � alguma beb�?
Que idade tem ela? 5, 6 anos?
- Se calhar, tens raz�o. - V�o jantar fora.
N�o tenho de passar o dia todo com ela.
- Porque n�o ir jogar golfe? - Passo por l�.
- Ainda n�o vi a casa. - �ptimo! Est� combinado.
N�o � um feriado religioso, por amor de Deus!
Vamos falar sobre o Jason Alexander. O que se passa?
Estou farto. Acabou-se!
Ele n�o quis ir ao teu escrit�rio e ficou sem efeito?
Fui duas vezes ao escrit�rio dele, ele nunca veio ao meu.
Perdoa-me a linguagem, est� tudo lixado.
� pena! Era uma grande ideia.
Soube que a Julia anda � procura de um projecto.
Se queres saber, podes fazer o mesmo projecto com ela.
Sabes, na verdade...
Podia resultar com ela.
Ela tem o mesmo problema com a Elaine.
Querem v�-la como Elaine. S� querem que fa�a de Elaine.
S� tenho de... � a mesma coisa!
E eu sei que ela anda � procura de um programa.
- Vou ligar � Julia. - �ptimo!
Larry! Temos de parar de nos encontrar assim.
Posso perguntar-te uma coisa?
- Como est� o golfe? - N�o joguei golfe.
"N�o jogo golfe." Olha para essa camisa!
S� estou a usar a camisa.
Ningu�m usa uma camisa destas, se n�o for jogar golfe.
Recebo muitos elogios por causa desta roupa.
Est� bem. Se vai ser assim...
N�o, eu gosto da roupa! N�o tenho de us�-la no campo de golfe.
- �s doente! - Podes usar a roupa...
P�ra com isso!
Shelley?
A Shelley n�o est�.
- Ol�, Cliff. - O que fazes aqui?
Preciso da pulseira que ela fez para mim.
Pois �... A pulseira.
- A minha mulher faz anos amanh�. - Os anos da tua mulher.
Esquece a pulseira, Larry.
N�o vai haver nenhuma pulseira. Eu sei o que se passa.
- Sabes o que se passa? - Eu sei.
Achas que n�o tenho olhos?
N�o sou cego! V� l� se percebes! Os meus olhos funcionam.
- De que raio est�s a falar? - Do que estou a falar?
O joguinho de joelhos com a Shelley,
o bra�o no pesco�o. Foste apanhado! - Pois �, fui apanhado!
Ela disse-me que te atiraste a ela, no restaurante.
Estava a brincar, � mesa, sim?!
E ela deve ter-me levado a s�rio!
E levou! Tamb�m levo isso a s�rio.
Eu estava a brincar porque voc�s estavam a falar
e eu queria ver se estavam a tomar aten��o.
� assim que os amigos brincam? Um amigo brinca com outro amigo.
"Vou dizer � mulher dele para me comer!" � assim que se brinca?!
Que raio de roupa � essa?
- O qu�? - Isso � roupa de golfe!
- N�o fui jogar golfe! - Disseste que n�o jogavas!
- Porque est�s a usar isso?! - Gosto do estilo!
- Esperas que acredite nisso?! - Fica-me bem!
- N�o fica nada! - Vou compor-me!
J� percebi! �s um mentiroso!
- Sou um mentiroso? - Um mentiroso traidor e falso.
Estou a perceber isso agora.
- Est� a ficar tudo bem claro? - Sim. �s um mentiroso.
Sou o tipo que anda a dizer �s pessoas
que o meu av� inventou a salada Cobb!
- � verdade. - Sou eu que fa�o isso?
A salada Cobb, caro amigo, foi inventada em 1937
por Bob Cobb, no Brown Derby!
Esse filho da m�e roubou a salada!
- Tretas! - Achas que o meu av� era mentiroso?!
�s um homem morto, sacana!
Foi inventada em 1937 por Bob Cobb, no restaurante Brown Derby.
O que ele diria? Apanhei-o em flagrante.
Meu Deus! Telefono-te depois.
Ora viva, Elvira!
Um tarado est� a falar comigo. J� te telefono.
- Elvira! - Que raio quer?
"Que raio"? Bela linguagem para uma mi�da de 13 anos!
- Impressionante, n�o �? - Muito impressionante.
Divertiste-te muito, ontem � noite?
- Quero falar com os teus pais. - N�o est�o.
- N�o est�o em casa? - N�o. Posso ajud�-lo?
Devem estar, sen�o, n�o estarias aqui a fumar.
- Tenho de respeitar a casa. - A s�rio? Aposto que sim!
Larry David!
O que o traz ao nosso lar judeu?
Ora, ora! Agora, tudo faz sentido.
- O que faz sentido? - Esta � a sua filha, n�o �?
Talvez esteja interessado em saber que a sua filha, ontem � noite,
atirou ovos e papel higi�nico � casa e escreveu "cretino careca" na porta.
- Tretas! - Atiraste ovos � casa dele?
Ela disse que n�o.
- � mentirosa! - Ela n�o � mentirosa.
Mentiroso � voc�! � mentiroso como ser humano.
- L� vem... - Soube do Cliff e da mulher dele.
- A s�rio? - De ter tentado dormir com ela.
� uma vergonha para o seu povo!
O "psic�metro" voltou a ligar.
Sr. carteiro, venha c�! Diga a todo o bairro
que o Larry David � uma vergonha!
N�o s� � um judeu miser�vel, como um ser humano miser�vel!
Anda a comer a esposa de um homem de cadeira de rodas!
Uma vergonha!
Se calhar, devia ter-me dado doces!
� um judeu miser�vel!
Meu Deus!
- Parab�ns! - Obrigada.
Meu Deus! Larry...
- Sai! J� vou... - O que se passa?
... Espera l� fora.
Feliz anivers�rio.
Esqueci-me! Vamos jogar golfe.
N�o podes ir jogar golfe hoje.
- S�o os meus anos. - Combinei jogar com ele.
- Tens de te livrar dele. - Pronto, est� bem.
Dev�amos estar no tee daqui a 10 minutos.
N�o bates antes de entrar?
Bati. Estou a bater h� algum tempo.
- Sil�ncio! - O que se passa?
Aquela mulher n�o me deu a pulseira, por isso, tive de arranjar algo.
- Arranjei isto. - � bonito.
N�o.
- N�o posso ir jogar. - Sabes o que passei?!
Tens ideia de qu�o dif�cil � tirar um dia de folga? Tens alguma ideia?
O qu�? V� l�!
Se calhar, posso jogar nove buracos. Espera!
- Posso jogar nove buracos? - N�o! Sobe!
N�o posso.
V� l�, vai-te embora!
E se for seis?
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