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Original subtitles

Foda-se! Se me condenarem, nunca mais verei o meu filho.

Para.

Não foi tua culpa.

Se não tivesse fugido, não o perseguiríamos.

Ele foi contra o carro. A equipa forense vai confirmá-lo.

Aconteceu.

Mas estamos vivos. Saúde.

- Que idade tem o teu filho? - Cinco.

Depois de ele nascer, a minha mulher, Agnieszka,

teve uma espécie de... Como se chama?

- Baby blues . - Isso.

Estava sempre a chateá-lo por não ganhar o suficiente,

por negligenciar o bebé, tudo.

- E? - Ele passou-se.

- Vá lá, tivemos uma pequena rixa. - Uma vez.

Tenho mau feitio.

Tento controlá-lo. Mas ela disse que ia

fazer queixa de violência doméstica.

Seria o meu fim como polícia.

Implorei-lhe.

Ela não fez queixa, mas afastou-me do meu filho.

Só isso. Fim da história.

És um bom polícia.

Mesmo excelente. Daqueles que já não se fazem.

Tens os teus objetivos, sonhos.

- Queres viajar com o teu filho. - Quem me dera.

Reformo-me daqui a quatro anos. Onde o posso levar?

Na melhor das hipóteses, à praia.

Vamos deixá-lo em paz.

Kamińska, como foste parar à polícia?

Eu podia ter sido

uma bimba, interesseira, marginal, dona de casa.

Podia ter um homem, dois fedelhos e ir à igreja aos domingos.

Mas, contrariando a natureza, tornei-me polícia.

Quem diz que não consigo?

Consigo fazer qualquer coisa.

Madejski, vais ficar bem. Anima-te.

- Vá lá! - Desaparece.

Vamos dançar.

Está bem, mas todos nós.

Levanta-te ou põe-te a andar. Woźniak.

Kasia, mexe esse rabo! Vamos!

Zawieja, a tua história?

Já se passou um ano e não sei nada sobre ti.

É trivial.

O meu pai era detetive.

Deixou a minha mãe, a mim e à polícia e foi para o estrangeiro.

E inscrevi-me na Academia de Polícia, onde conheci o meu marido.

Que acabou por se suicidar.

Não queria estar na tua pele, miúda.

- Estou? - Olá, mãe.

Desculpa ainda não ter chegado. Dá-me um minuto.

Levo a Hania à escola.

Já estou a levá-la, querida. Não há pressa.

Obrigada.

Como sempre.

Vamos.

Bom dia.

Estamos num dos bairros residenciais de Szczecin.

Desde a manhã que há notícias da morte trágica

de Kamil, de 18 anos, vítima de um acidente fatal

causado por um carro da polícia. A polícia ainda não se posicionou.

Os moradores e vizinhos reuniram-se aqui.

Entre eles, o pai de Kamil.

Quer dizer algo sobre a morte do seu filho?

Soubemos que tem provas que incriminam a polícia.

É o telemóvel do meu filho.

Deixou-o aqui porque temia pela vida.

Há provas gravadas neste telemóvel. Ouça.

Não fales com ela, é polícia. Estão em conluio. Vão matar-me.

Estás envolvida nisto?

Tenho muito mais.

Uma tragédia. O rapaz bateu com a bicicleta num dos nossos carros.

- Vai dar o telemóvel à polícia? - Nunca. Eles adulterariam tudo.

Morreu no momento?

O Kamil trabalha...

Quero dizer, trabalhava para mim.

- Não. - Ajudava jovens desfavorecidos...

À noite. No hospital.

Acho uma afronta a forma como a polícia trata as pessoas.

Por isso gostaria de dar ao Sr. Leon dez mil zlótis como compensação.

- Aceita o dinheiro? - Não o quero.

- O que disse o Wojtek? - O dinheiro não o traz de volta.

- Queres dizer o Trepa. - Claro, ele.

Só quero justiça. Um castigo para os culpados.

A polícia não pode varrer tudo para debaixo do tapete outra vez.

Sabes que mais?

Passa-se algo com a minha cabeça.

O Kamil... Desculpem.

Sr. Leon.

Por favor, Sr. Leon.

Aceite o dinheiro.

Para pagar aos advogados. Está bem?

Mostre-me que mais tem no telemóvel.

- Para quê? - Sabe,

tenho as minhas suspeitas sobre quem quereria matar o Kamil.

Pode ouvir, mas não dou o telemóvel.

A Sra. Alicja prometeu tratar da polícia,

e esta manhã foi encontrada morta.

- Olá. - Olá.

Obrigada.

Achei que precisavas de boleia.

- Viste as notícias? - Sim.

Estamos fodidos.

Woźniak, ontem ficaste lá calado como um rato.

Diz-me como foste parar à polícia.

Por causa de um panfleto.

"Quer sentir emoções verdadeiras? Junte-se a nós."

O quê?

Estavam a distribuí-los na feira.

Não sabia o que queria da vida, então peguei num.

E aqui estou eu.

A sério?

É a pior história de vocação que já ouvi.

O que posso fazer?

E um bagel com cebola, por favor.

Cebola, está bem.

- Obrigado. - Bom proveito.

Não há marcas de travagem até depois do embate na vítima

a uma velocidade de 67 km/h.

Ainda não há relatório oficial, mas os peritos estão a tratar disso.

Quem conduzia?

O Subtenente Piotr Madejski.

Não tinha infrações de trânsito até agora.

Mas houve vários casos de força excessiva.

A Sargento Kamińska também ia no carro, mas não tenho registos dela.

- E a Sargento Zawieja? - Ela testemunhou o incidente.

Não muito, mas o suficiente.

- Olá. - Tudo bem?

Olá.

- Olá. - Olá.

Olá!

Venham, meninos. Está na hora de enfrentar o procurador.

Procuraremos respostas para algumas perguntas

sobre a morte trágica de Kamil.

- A promotora falará connosco? - Um momento.

- Senhora promotora. - Só umas perguntas.

Com licença!

- Senhora promotora! - Afastem-se, por favor.

Porque é que a polícia considera a morte de Kamil um acidente?

Se algum dos agentes infringiu a lei, será punido.

Têm a minha palavra.

Responderemos ao resto depois.

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Não há marcas de travão.

Porque não reparei nele antes de lhe bater.

Está bem.

Já conhecia o menor, Kamil Pawlak, antes?

Como todos os outros miúdos do bairro.

Como descreveria a vossa relação?

Éramos melhores amigos.

- Isto tem piada para si? - Desculpe, é só stress.

Então?

Obviamente, o Kamil Pawlak não era meu amigo nem nada disso.

Meteu-se em muitos problemas.

Tráfico de droga. Suspeita de homicídio.

Queria intercetá-lo.

Estava escuro.

Ele, do nada, passou à frente do meu carro.

Não tive hipótese de reagir.

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Assassinos! Assassinos!

Disse: "Aquele merdas não pode fugir."

Porque era tão importante para si?

Foi um desabafo, peço desculpa.

Somos movidos pela emoção.

Para cumprir a tarefa.

Essa era a nossa prioridade. Apanhar o rapaz.

Infelizmente, falhámos.

Sou novo aqui. Nunca tinha lidado com algo assim.

Se não me tivesse afastado, com as luzes a piscar,

ele não teria fugido.

A culpa foi minha.

Sou o responsável.

Assassinos! Assassinos!

Assassinos! Assassinos!

Então, acha que o Pawlak não matou a Alicja Bochenek?

Sim, acho.

Apesar de ter sido o último a vê-la com vida.

O Kamil não era inocente, claro.

Os factos são que ele trabalhava para o Nowak, que provavelmente

distribui droga na cidade.

Desculpe, mas tenho de dizer isto.

Acho que ele a obtém do Molski.

Provas?

Lański, um homem do Molski, voltou à cidade.

Parece que também faz coisas para o Nowak.

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Com licença.

Não posso conduzir uma entrevista assim.

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

- O pai do Kamil está aqui. - Vejo-o.

O que acha da notícia de que polícia queria o rapaz morto?

A única coisa que sei é que há informação no telemóvel do Kamil

que o pai mostrou para as câmaras de televisão, esta manhã.

Precisamos do infame telemóvel.

Assassinos! Assassinos!

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Não posso conduzir a investigação nestas condições.

O processo está suspenso.

Primeiro, temos de tratar dos protestos à porta da esquadra.

A multidão está a aumentar.

Precisamos de apoio da unidade de prevenção.

Capacetes, escudos e bastões só vão piorar as coisas.

Se isto se agravar, teremos de usar força a sério.

E temos de acalmar os ânimos.

Fala com o Pawlak, convida-o para falar e vê o raio do telemóvel.

Está bem, já vou.

Darei a cara. Eu falo com eles,

contacto-os para negociar. - Não.

Sem reforços? Esquece.

- Sabemos como acabaria. - Trepa!

- Não deixarei isto acontecer! - Trepa.

- Não! - A decisão não é tua.

Eu vou com ela, está bem?

Senhora Procuradora?

Qual é a sua decisão?

Pode ser a única forma de aliviar a tensão.

Está bem.

Zawieja e Kamińska, vão lá para fora.

A nossa unidade fica cá dentro, mas a postos.

Só falam com o Leon Pawlak.

- Entendido? - Sim.

Vê se tens tudo.

Unidade de intervenção no corredor, pronta a entrar ao meu sinal.

Se necessário, claro.

- Entendido? - Sim, senhor!

Zawieja, Kamińska.

Só meios diplomáticos de persuasão.

Ouve-se a multidão. Têm de manter a compostura.

Esqueçam o orgulho de polícia. Mantenham-se calmas e firmes.

Tentem convencê-lo a vir. Se ele recusar, vejam o telemóvel.

Se sentirem algum perigo, voltem. Imediatamente.

- Entendido? - Sim, senhor.

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

Assassinos! Assassinos! Assassinos!

- Assassinos! Assassinos! Assassinos! - Calma!

- Assassinos! Assassinos! - Silêncio, por favor!

- Silêncio! - Deixem-nos falar!

- Acalmem-se! - Só quero falar!

Deem-nos um minuto, por favor.

Gostaria de falar com o Sr. Leon.

Não se fala com assassinos!

Deixem-nos falar, está bem?

Sr. Leon, gostaria de conversar.

Sargento Katarzyna Zawieja, já nos conhecemos.

- O telemóvel do Kamil... - A bófia que se lixe!

... contém informação sobre corrupção policial.

Gostávamos de o ver.

Não lhe dês ouvidos!

Larguem-no! Larguem-no!

Subunidade, em frente!

Woźniak, fica! Woźniak!

Para trás!

Ela foi pulverizada.

Primeiros socorros!

Levem-na para o hospital.

Porta das traseiras.

- Consegues respirar? - Sim.

- Estás bem? - Sim.

Deram-me uma tareia.

Mostra-me isso.

Eu cá me arranjo.

Kasia?

Estás comigo?

Kasia?

Toma.

Estamos quase lá.

Kamińska. Que merda foi aquela?

Tu é que começaste a luta!

Não fui eu. Ele atacou-me, tive de me defender.

Não discutas, Kamińska.

- Estás bem? - Sim.

Dói um pouco.

- Queres ir ao hospital ou assim? - Não, só estou dorida.

Não fales.

Está bem, que se lixe.

Toma.

Teve sorte.

Não encontrámos nada mais grave do que lesões externas.

A ecografia não revelou danos internos.

Não há sinal de lesão espinal, costelas partidas ou outras fraturas.

Eu receitaria analgésicos,

mas os resultados dos exames indicam que está grávida.

Sabia?

Não, não sabia.

Então, vou recomendar-lhe um teste de HCG para confirmar.

Está bem, obrigada.

Então?

Está tudo bem.

- De certeza? - Sim.

Peço desculpa?

- Sim? - A referência.

- Obrigada. - De nada.

- Tive de o fazer. Não tive escolha. - Eu sei.

Obrigado.

Queria o telemóvel. Queria saber o que contém.

- Sim? - Madejski?

Que raio se passa aí?

Diz-me tu. Provocaste-os.

Para com isso e vem cá. Falamos pessoalmente.

E se não for?

Sei o que está no telemóvel do Pawlak.

É melhor vires já para cá.

- O que foi? - Nada.

Tenho uma coisa para te dizer.

Força.

Tirei-lhe o telemóvel durante o motim.

Está destruído.

Podemos fazer alguma coisa?

Podemos fazer qualquer coisa.

Dá-me o telemóvel.

Toma.

E clica.

Mas vai demorar.

Quanto tempo?

O suficiente.

Kamińska! Raios!

Madejski!

- O quê? - Que treta é essa?

Queriam incriminar o meu tipo.

Vi algo, sabem?

Ouvi algo.

E agora sei...

- O caso do Kamil é uma treta. - É?

- O que viste e ouviste? - Por amor de Deus!

Tentaram incriminá-lo, não foi?

Por isso, é o seguinte.

Uma palavra minha...

... e vão os dois para a prisão durante muitos anos.

Agora, são meus animais de estimação com rédea muito curta.

E só ladram quando eu disser, está bem?

Está bem?

Vão ajudar-me numa coisa muito importante.

Que coisa?

- Quando? Onde? - Gosto disso. Perguntas abertas.

- Vai direto ao assunto. - Ainda não acabei.

Quando ligar, aparecem em cinco minutos.

Nada de desculpas.

Porque estás tão nervoso?

Tu é que provocaste isto.

- Porque estás a olhar? - Estou a pensar.

Fica de olho nele e ambos ganharão dinheiro.

Ada.

- Mantém a calma. - Claro.

Kasia...

Kasia?

O download está completo.

- Vem ver. - O quê?

Ouve.

"Preciso de uns tipos no porto no próximo sábado.

Arranja alguém de confiança. Bom dinheiro."

O Nowak está a equipar-se?

Para uma carga maior?

O Lański esteve em casa do Nowak ontem.

Vi-os a discutir. Mas não sei sobre o quê.

Talvez sobre a carga do sábado.

Uma mensagem de voz.

Não fales com ela, é polícia. Estão em conluio. Vão matar-me.

A quem se referia? Que polícias?

Está bem. Ouve-me.

E convence-me de que é coincidência.

Continua.

- Quem é o chefe do Kamil? - O Nowak.

- O que trafica o Nowak? - Drogas.

Acho que o Kamil sabia demasiado.

Tinha medo de alguém, não quis colaborar com a polícia.

E de quem era o carro que o matou?

Do Madejski.

E quem vimos chegar ao terreno do Nowak à noite?

O Madejski e a Kamińska.

Contaram-nos uma história foleira sobre táxis vandalizados.

Que, já agora, foram vandalizados pelo pessoal do Lański.

Quem chegou primeiro ao local do crime da Alicja?

O Madejski.

E a Kamińska.

Hoje, ela agitou a multidão e dificultou a obtenção do telemóvel.

Menina, por acaso chamou um táxi?

- Olá, Trepa! Adeus! - Adeus!

- Olá. - Olá.

- Como foi o teu dia? - Bom. Foi um dia normal.

- Não queres mesmo entrar? - Não, obrigado.

É o teu momento.

Estou a aprender a respeitar os teus limites.

Além disso, podes tirar o dia de amanhã, se quiseres.

- Adeus, Trepa. - Adeus, Hania.

Vamos continuar, falar com...

Calma. Deixa comigo.

Eu trato disso. Vai para casa e descansa.

- Mãe, vamos? - Claro.

- Mais alguma coisa? - Não.

- Tens a certeza? - Sim, tenho.

Ainda bem que estás aqui.

Vamos lá.

Mãe...

Vais contar-lhe?

Não sei. Ainda não sei.

Como assim?

Ele não é o pai?

Quero dizer...

Claro, ele é o pai.

Quanto mais cedo lhe disseres, melhor será.

- Estou? - Kasia.

- Ajuda-me. - Estou?

Vem cá, por favor.

O que aconteceu?

Fizeram-me um ultimato.

- Espera, quem? - O Lański.

O Lański. Estão aqui, na cidade.

Onde estás agora?

Suplico-te, vem. Não sei o que se passa.

Podem matar-me. Não posso ficar sozinha.

- Vem para cá. - Está bem, eu vou.

C'um caraças.

Boa noite.

Sargento Katarzyna Zawieja. Procuro a Lea Aksimov.

Está de serviço na lavandaria.

- Vire à direita. Até ao fim. - Está bem, obrigada.

- Desculpa. - O quê? O que aconteceu...

É disso que estou a falar.

Vai-te lixar. Não vais a lado nenhum.

- O quê? Porquê? - Mudança de planos!

- Disseste que a veria... - Eu disse mudança de planos!

Tradução: Melissa Lyra

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