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Original subtitles

Pai Nosso, que estais no Céu,

santificado seja o Vosso nome.

Venha a nós o Vosso reino.

Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje

e perdoai-nos as nossas ofensas,

assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

E não nos deixeis cair em tentação,

mas livrai-nos do mal.

Ámen.

Ninguém sai.

DIZ-ME O TEU NOME

Já pode entrar.

Espera-me aqui. Saio já, sim?

A Badra tem 12 anos

e tem os tios, Omar e Fátima.

O Omar e a Fátima têm três filhos e uma situação precária.

Estão a favor da adoção.

Sim, mas fazem parte da sua cultura.

Ela é marroquina, muçulmana.

Trabalhei vários anos em Tânger.

Conheço bem a realidade destas famílias.

- Pratica alguma religião? - Não, sou ateia.

Mas não quero impor o que penso à Badra.

Ela disse que se queria converter ao catolicismo.

Não, isso não... Isso não tem nada que ver comigo.

São coisas que ela diz.

A mãe dela foi morta pelo GIA, um grupo islamista argelino.

Isso também deve ter influência.

O ambiente que lhe pode dar difere muito

do ambiente em que ela cresceu.

Sim.

Então, é melhor que fique no seu gueto, é?

Fiz mal?

Não.

Disseste o que pensavas. Isso nunca é mau.

E agora?

Temos de esperar três meses até sair o parecer deles.

E se for negativo?

Vai correr bem.

Não é melhor encontrar outro sítio para rezar?

Que mal tem este sítio?

Não precisamos da torre do sino, só da central.

Temos de verificar os alicerces.

- Fá-lo-emos, sim. - Pai.

- A betoneira já chegou? - Não.

Mas a cabeleireira já cá está outra vez.

Vai brincar.

Está tudo bem, Carmen?

Posso levar-te a Río Blanco.

- Ela veio a semana toda. - Falarei com o padre Ángel.

Badra, está tudo bem?

Correu bem. Daqui a uns meses, temos a resposta.

Se Deus quiser.

Claro.

A betoneira também não veio hoje?

Muito bem, maestro. Muito obrigado.

Na quinta-feira, ensaiamos mais cedo, às 11 horas.

- Podem todos? - Sim.

Sim? Muito bem. Muito obrigado.

Obrigado.

Carmen.

- Posso, não se preocupe. - Está tudo bem?

Porquê?

Há uma semana que chegas atrasada.

Devido às clientes.

O salão está fechado a esta hora.

Mas, claro, vais dar passeios...

- Dar passeios? - Carmen...

Sabe porque o faço, mas é-lhe indiferente.

O que me é indiferente?

- Esqueça, padre. - Não...

Ao ires lá, a única coisa que consegues é arranjar problemas.

Vão profanar a igreja, sabia?

Fuensanta já não tem igreja, Carmen.

Foi Deus que lho disse?

Sabes como se chama o que fazes?

- Como? - Obstrução da justiça.

Eles têm licença para as obras. Se não deixas de boicotar, processo-te.

Estás passada.

A sério. Ou as betoneiras chegam a Fuensanta

ou vamos aos média, ao tribunal e à câmara.

E os produtores de morangos estão comigo.

Achas que todas as betoneiras de Toledo são minhas?

Não volto a avisar.

Sonia, não queres um chá de tília? Acalmas-te e falamos.

Desculpa. Não te zangues. Vá lá.

Diz isso ao juiz. Sabes que não gosta de ti.

Vamos conversar. Bebes um café. Não entras, eu trago-to aqui.

Não sou teu inimigo.

Não, só andas há dois anos a lutar comigo pelas terras.

Disse-te que o Manchester, o clube de futebol, me contactou?

Por favor...

A sério. Para um centro de estágio de inverno.

É um negócio brutal.

O campo e as instalações, 1500 milhões de pesetas.

Além dos empregos que criaria.

Que voltem daqui a cinco anos,

quando acabar a licença que a câmara nos deu.

Não quero guerra.

Com os ingleses, até os teus mouros têm trabalho.

A guerra acabou, Rober, e tu perdeste.

E não são os meus mouros.

Manchester.

Tens 24 horas.

Se os camiões não vierem, vemo-nos em tribunal.

- São 1500 milhões. - Tens 24 horas.

O que estás a fazer? Olha o café!

Cabra!

Glória ao Senhor, Todo-Poderoso.

Alá é grande.

Alá é grande.

Saudações a Alá. Que Alá faça o bem.

Que a paz e a misericórdia de Alá estejam convosco.

Sou testemunha de que Alá é o único deus

e sou testemunha de que Maomé é o Mensageiro de Alá.

Que a paz e a misericórdia de Alá estejam convosco.

CIMENTO CINZENTO

Passem para cá.

Levem isso tudo para ali.

- Finalmente. - Obrigado.

- Sonia. - Omar.

O que estás a fazer? Dá cá isso.

Já comeste?

- "Gothic metal"? - Sim.

É o que ele lhe chama. É o rock de sempre,

mas um pouco mais... sombrio.

Parece que um grupo de noruegueses o contactou para o contratar.

- Não posso! - Sim, quanto a mim,

é-me igual, desde que me ajude aqui

e não incomode os vizinhos.

Se o arcebispo descobre...

Culpo-te a ti.

Claro. "Padre, tenho um baterista mouro.

Talvez o convença a tornar-se cristão."

O Musta é bom rapaz.

É bom rapaz, sim.

O que fazemos quanto à Carmen? Tem de parar.

- Já lho disse. - Volte a dizer.

- Ela está doente, está a ser medicada. - E pronto?

A verdade é que...

... metade de Río Blanco não quer os mouros, Sonia.

Uma coisa é os trabalhadores dormirem em barracões,

outra é dar-lhes uma aldeia.

- Destruída. - Seja como for, não importa.

Vieram para trabalhar.

Eu sei. E concordo contigo. Tenho um aqui, na igreja.

E então?

Temos de esperar que se habituem.

- Marcámos às 15h30. - Não.

- Sim, 15h30. - Disseste às 16 horas.

- Já me lixaste a sesta na mesma. Toma. - Que é isto?

Kiko, o tipo que te vai dar o haxe, mora aí.

- Não és tu que mo dás? - Estás tolo?

- Um quilo? - Exato.

Se o venderes depressa, dou-te um todos os meses. Pode ser?

- Depende. - De quê?

- Se é bom ou não. - É bom, garanto-te.

Quero 50 000 pesetas. É-me indiferente o que ganhas.

Dás o dinheiro ao Kiko na vez seguinte, está bem?

Sim.

Se te armares em espertinho, vou atrás de ti.

- Não quero problemas. - "Não quero problemas."

Aqui, construiremos o local de oração.

Temos de verificar os alicerces e paredes, vamos ter de escavar.

Senhores...

Estas ruínas têm mais de 500 anos

e foram construídas sobre uma mesquita muçulmana.

Durante quatro séculos,

havia o reino taifa de Al-Andalus.

A que chamávamos Talaytulah.

Não devem ter vergonha nem sentir-se deslocados.

Porque esta terra,

este pó, conhecem bem o nosso sangue.

Oremos a Alá.

Ouviram-no. Vamos lá.

- Aqui está bem? - Sim.

Aqui?

Não quero que Fuensanta seja o bairro de lata de Río Blanco.

Nem que haja filhos e enteados.

Não comprámos a terra para fazer um gueto.

O que tem isso que ver com a Badra?

Porque não posso escolher?

A família não se escolhe.

Conheço a Sonia há anos. É como se fosse família.

Também vais mudar de nome?

Ouçam-me. Não quero começar uma discussão absurda.

Não há discussão. O melhor para a Badra é viver contigo.

Que estude e tenha sucesso.

Com isso, não deixará de ser família

nem se tornará outra pessoa.

Proibiste os teus irmãos de irem para a Bélgica, por acaso?

Isso é diferente.

Porquê?

São homens. Ela é uma menina.

Que Deus nos ajude!

Falaste bem. Ela é tua sobrinha, certo?

Safir!

Safir!

Há algo aqui!

Há algo aqui! Vem depressa!

O que é?

Abram-no.

- Tenta pôr óleo. - Sim.

É só ar estagnado. Não tenham medo.

Tragam uma corda e uma lanterna.

Mas o buraco é pequeno. Ninguém cabe ali.

Devagarinho...

Isso.

Devagar. Isso mesmo.

Radi, está tudo bem?

Tudo bem.

O que vês aí em baixo?

Só paredes.

Paredes?

E um corredor.

Consegues segui-lo?

Estou nele.

Diz-me o que vês, Radi. Fala comigo.

Há muitas teias de aranha.

Tudo bem. Mantém a calma.

E estão a mexer-se.

Como assim?

Radi?

Consegues ouvir-me?

Radi!

Responde-me!

Radi.

Responde-me, filho.

Radi!

Radi!

- Radi! - Radi!

- Radi! - Radi!

Radi! Responde-me, filho!

Radi, responde!

Radi, filho! Diz alguma coisa!

- Radi! - Radi!

Depressa, abram mais o buraco!

Ele deve ter desmaiado.

Calma. Ele vai ficar bem.

Não devíamos chamar os bombeiros?

Nós tiramo-lo. Não precisamos de ninguém.

Temos de o tirar já.

Tragam as cordas!

Façam fila. Rápido!

Ajudem-me.

Tem de descer uma pessoa mais ágil.

- Eu tenho de ir. - Porquê?

Eu também vou.

- Não, Sonia, é melhor não. - Eu vou.

Sonia, dá-me a lanterna.

Espera.

- Radi! - Omar, espera!

Radi!

Omar!

- Radi! - Omar, espera!

- Radi! - Omar!

Omar, espera.

Radi!

Haja o que houver, não te afastes.

Que sítio é este, meu Deus?

Omar!

Ilumina ali.

Sonia?

Sonia!

Louvado seja Deus. Deus é grande.

Em nome de Alá...

Louvado seja Deus.

Deus é grande.

Em nome de Alá...

Louvado seja Deus.

Deus é grande. Em nome de Alá...

Aqui!

Omar?

Ele está aqui!

Onde estás?

Sonia?

- Omar! - Aqui!

Continua a falar!

Por favor, ajudem-me!

Omar?

Ele está aqui!

Está vivo.

Safir, ele está vivo.

Acabou, filho.

- Os familiares do Radi Gatta? - Somos nós.

Não se preocupem. Ele está bem.

Vamos fazer análises e mantê-lo em observação.

O que lhe aconteceu?

Parece um choque anafilático.

Alguma coisa o picou?

Está ali.

Filho...

Pregaste-nos cá um susto.

O que aconteceu?

Não te lembras de nada?

Amarraram-me uma corda.

E depois?

- Não sei. - Como assim?

Fátima, deixa-o.

O que importa é ele estar bem. Certo, filho?

Ninguém pode ir lá abaixo.

Não sei se é do ar, do pó ou do que for.

Faz o local de oração noutro sítio.

O que viste?

Pai Nosso, que estais no Céu,

santificado seja o Vosso nome.

Venha a nós o Vosso Reino.

Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai-nos as nossas ofensas,

assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Ámen.

Não foi um acidente.

- Como sabes? - Estava lá.

Vi o que aconteceu à corda.

Parecia que queimava, que o buraco a ia engolir.

- Como explicas isso? - Não sei.

- E o miúdo? - Não está bem.

Porquê? O que tem ele?

Não sei, mas deve ter-se assustado a sério.

Planeiam continuar as obras da igreja?

Nem pensar. O imã proibiu-o.

Fará o local de oração noutro sítio.

Quero que contes isto a quem te comprar o haxixe, sim?

Com que objetivo? Porquê?

Fá-lo e pronto.

Está bem.

Radi! O que se passa?

Radi, para.

Radi!

Tio Omar, Fátima! Acudam!

Tio Omar, Fátima! Acudam! Venham rápido!

- Acudam! Rápido! - O que foi?

Filho!

- O que se passa? - Radi!

Para.

- Radi. - Radi.

- O que será? Segura-o. - Não consigo.

Radi, para. O que tem ele?

Radi, para.

Olha para mim, Radi.

O que se passa, Radi?

Olá.

O que aconteceu?

Que Deus o proteja.

Louvado seja Deus.

Sedaram-no.

- Que lhe deram para comer? - Nada.

Não lhe deram nada.

Cheira a mar aqui.

A mar?

Não sentes?

Onde está a Fátima?

Desceu para comer alguma coisa.

O que é isto?

O doutor deu-lho, para o distrair.

Dá-me um momento com o teu filho, Omar.

O que é, Safir?

Quero verificar algo.

O quê?

Viste algo no caderno?

Serão só uns minutos.

Que Deus vos proteja.

Obrigado.

Em nome de Alá...

O Bom, o Misericordioso...

Procuro o senhor dos humanos, o líder dos humanos,

o deus dos humanos e o mal do murmurador da tentação

que sussurra no coração dos homens.

O Bom, o Misericordioso...

Busco o senhor dos humanos, o líder dos humanos,

o deus dos humanos e o mal do murmurador da tentação

que sussurra no coração dos homens.

O Bom, o Misericordioso...

Procuro o senhor dos humanos,

o líder dos humanos e o mal do murmurador da tentação

que sussurra no coração dos homens.

O APEDREJADO

O que fazes aqui?

Soube que um dos teus mourinhos caiu numa catacumba em Fuensanta.

Não tens nada para fazer?

Sabes como correm os boatos nas aldeias.

O Radi caiu num buraco. Só isso.

Claro. E a corda?

- Que corda? - A corda.

- Não sei a que te referes. - A que desapareceu por magia.

- Quem disse esse disparate? - Não sei. Se calhar, inventaram.

As terras têm águas sulfúricas. Pode ter sido uma reação química...

- Rober... - Devia ser feita uma inspeção.

Para quê?

Garantir o bem-estar dos trabalhadores.

O que foi?

Se queres trazer peritos, faz uma queixa primeiro.

Vais fazê-la tu?

Ou tens um magrebino a fazer o teu trabalho sujo?

Sim? O que...

O que se passa?

Carmen.

Carmen, o que se passa? Acalma-te.

- Acalma-te. - Eu vi-o.

O que viste? O quê?

- Ele estava lá, a olhar para mim. - Quem?

Não me acontecia há anos, mas voltei a sentir o arrepio, a vontade de vomitar.

Mesmo que feche os olhos, a presença está lá.

- Certo. - Percebe? É como...

Como se estivesse dentro de mim. Paralisa-me.

É a ansiedade. Desde quando não tomas a medicação?

Estão a acordar.

- Sinto-o. - Certo.

Vamos já ao centro de saúde, sim?

Para dizer que estou louca?

- Não. - Esquizofrénica? Psicótica?

É o que faz sempre, padre,

diz que é dos meus nervos, que estou louca.

E, como é o que o padre diz,

todos o repetem... - Carmen.

Não estás bem. Precisas de ajuda, quero ajudar.

Tem de travar os mouros, afastá-los das ruínas.

Não podem acordar o meu pai.

O teu pai morreu há dez anos.

E não está em Fuensanta, está no Inferno.

O alçapão tem escrito:

"Liberta-me, Senhor, do infiel mudéjar."

É uma referência aos muçulmanos.

A frase clássica é: "Eripe me, domine, ab homine malo."

Que significa: "Liberta-me, Senhor, do homem malvado."

É o Diabo.

É uma proteção contra o mal.

Que mal?

Não tentes ser racional, Sonia.

Então, explica-te melhor.

Está bem.

O Diabo

tem vários nomes no Islão.

Iblis, Shaitan, Al-Waswas ou Al-Rajim,

que significa "o Apedrejado".

É o nome que o Radi escreveu.

- Deve tê-lo visto algures. - Não. A mão dele estava necrótica.

O que significa isso?

Vi isto há muito tempo, Sonia, no deserto.

É real.

O que é real?

É um jinn.

Um jinn?

E está dentro do Radi.

De que raio falas, Safir?

Foste lá abaixo e viste alguma coisa.

- Foi intoxicação. - Não.

Pela água sulfúrica, disse o Rober.

- Temos de evitar que isso aconteça. - Ouve.

- Só isso faz sentido! - Não.

Ouve, o Rober quer trazer peritos.

A última coisa de que preciso é falar de demónios.

Sejam eles católicos, muçulmanos ou judeus.

Porque a abandonaram?

O quê?

Fuensanta.

Olá, Radi.

Como estás?

Estás sozinho?

A Fátima não está aqui?

Radi.

Radi.

Olá. Quando chegaste?

Queres batatas?

Estás bem?

Sim. Só que não vi ninguém.

Posso perguntar-te algo?

O que achas que tem o Radi?

Não sou médica.

Mas és prima dele, conhece-lo.

- Notaste alguma coisa? - Como o quê?

Não sei, algo diferente.

- De que se trata isto? - Responde à pergunta.

- Que pergunta? - Badra.

Não, não notei nada.

De certeza?

Se algo tivesse acontecido, contavas-me, certo?

Não aconteceu nada.

Não tenho fé nessas coisas.

Não tem que ver com fé. Vi o que aconteceu à corda.

Foi tão real como estares aqui.

Então, não voltes lá.

Como o explicas?

Não sei.

O Safir diz que a igreja era uma mesquita

e que estas terras eram muçulmanas, dos reinos taifas.

É exatamente o que os judeus dizem na Palestina.

Como sabes?

Porque leio.

Não sabes ler.

Não sabes, pois não?

É mentira?

Não sei.

- Sabes a única coisa que é real? - Quereres ir embora?

Sim, o meu desejo de ir.

Musta, a Noruega é tão longe.

Não quero saber.

Não vão gostar de ti.

- Porquê? - Nunca viram ninguém como tu.

Como eu?

Como tu, um magrebino com esse cabelo, a tocar bateria.

Vamos fazer uma coisa.

Pedirei aos teus tios que venhas passar o fim de semana comigo.

A sério?

Alugo um filme.

- Ou dois ou três. - E compramos piza.

Obrigada.

Aproveita agora.

Quando for legalmente tua mãe, serei rígida.

Não!

Não!

Glória ao Senhor, Todo-Poderoso.

Alá é grande.

Glória ao Senhor, Todo-Poderoso.

Legendas: Vânia Cristina

Supervisão Criativa Mariana Vieir

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